Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Como se forma um povo: de colônia a nação
Você já pensou sobre o que significa ser brasileiro? Por que moramos em um país que, mesmo com tantas diferenças culturais, ainda assim é unido e se reconhece como uma nação? Essas perguntas são fundamentais para entendermos melhor a nossa própria história e percebermos que o processo de formação da nação brasileira não foi simples. Elementos como língua, costumes, tradições e passado histórico por si só não garantem a formação de uma nação. O elemento essencial para a construção de uma nação é o sentimento coletivo de pertencimento, é a convicção de um viver coletivo, é se identificar com o outro, mesmo com as diferenças particulares, ou seja, o povo deve se sentir parte desse agrupamento. Mas, afinal, o que faz alguém se sentir parte de um grupo? O que faz com que você, ou seu vizinho, sintam-se brasileiros? Para responder a essas perguntas, é necessário entender que o sentimento coletivo de pertencimento foi construído ao longo da história do Brasil, por isso é importante remontar alguns fatos históricos.
O Brasil, por um longo tempo, foi dominado pelos portugueses. Essa fase da história brasileira ficou conhecida como Período Colonial, que se iniciou de forma efetiva em 1530 e se estendeu até o ano de 1822.
Foi no Período Colonial que surgiram as primeiras vilas e cidades no Brasil. Nesse período, as pessoas se identificavam com os locais onde residiam e com os grupos que faziam parte de seus cotidianos, por isso ainda era difícil sentir-se brasileiro. Também eram poucas as pessoas que possuíam o direito de participar da vida política: eram excluídos os indígenas, os negros escravizados, as mulheres, os pequenos e médios comerciantes, restando apenas à elite o direito de participar da vida política. Em 1808, a família real portuguesa veio para a colônia brasileira, e esse evento abriu espaço para que o Brasil, finalmente, conquistasse a liberdade de Portugal. As mudanças provocadas pela vinda da família real para o Brasil foram aprofundadas por Dom Pedro I, que, em 1822, proclamaria a Independência do Brasil em relação a Portugal.
A Independência do Brasil deve ser entendida dentro de um contexto amplo. No século XVIII, a defesa da liberdade havia tomado conta do continente europeu. Um conjunto de ideias, chamado de Iluminismo, reunia uma série de teorias políticas, econômicas e sociais que defendiam as liberdades humanas e a igualdade de direitos.Entre as ideias defendidas pelos filósofos iluministas, estavam o fim dos governos autoritários, a implantação de regimes democráticos e a liberdade de expressão. Essas ideias também fizeram sucesso na América. Como a maioria das terras americanas se encontrava sob o domínio europeu, a defesa da liberdade estimulou iniciativas que tinham como objetivo tornar livres os povos desse continente.Em 1776, o mundo tomou conhecimento do primeiro movimento de independência na América. As treze colônias, que se localizavam na parte norte do continente, entraram em guerra com a metrópole inglesa, conquistaram a sua liberdade e formaram a nação que hoje conhecemos como Estados Unidos da América. Depois do sucesso da iniciativa, outras colônias, inclusive o Brasil, passaram a questionar o domínio europeu sobre o continente americano.Ilustração que representa os principais líderes da Conjuração Baiana: Lucas Dantas, Manoel Faustino, Luís Gonzaga e João de Deus, os quais foram condenados à morte em 1798. A Conjuração Baiana foi um movimento com características populares que lutava pelo fim da escravidão. Giovanni Barbosa
Ao final do século XVIII, estimulados pelos ideais de liberdade e, principalmente, pela Independência dos EUA, alguns grupos passaram a defender a liberdade política e econômica do Brasil; os inconfidentes de Minas Gerais e os conjurados da Bahia podem ser citados como exemplo. A Inconfidência Mineira e a Conjuração Bahiana foram dois movimentos que buscavam a libertação do controle português. Esses movimentos não atingiram seu principal objetivo, isto é, acabar com o domínio português naquelas regiões. Porém, foram fundamentais para conscientizar parte dos colonos da opressão imposta pelo governo português que, a partir daquele momento, passava a ser visto como um inimigo a ser combatido, finalmente derrotado em 1822 com a declaração de Independência do Brasil.
O Brasil viveu uma experiência inédita em relação às demais regiões da América que sofreram com a dominação colonial. A nossa Independência contou com a liderança do próprio colonizador, ou seja, de um português: Dom Pedro I. A participação popular ficou restrita à pequena parcela da população. O rompimento dos laços coloniais foi articulado pelo príncipe de Portugal e a estrutura da sociedade permaneceu a mesma: a escravidão foi mantida e o acesso à vida política era limitada aos membros da elite econômica, formada por brasileiros e portugueses. Para a maior parte dos brasileiros, a Independência não promoveu mudanças significativas. Veja o que escreveu o historiador José Murilo de Carvalho sobre o período:[...] Chegou-se ao fim do Período Colonial com a grande maioria da população excluída dos direitos civis e políticos e sem a existência de um sentimento de nacionalidade. No máximo, havia alguns centros urbanos dotados de uma população politicamente mais aguerrida e algum sentimento de identidade regional. 
A nossa Independência foi contada em várias versões que buscaram engrandecer esse marco da nossa história. Após esse processo, tínhamos um país, então estava na hora de construir uma identidade brasileira, uma nação.
Você sabe o que são direitos civis, políticos e sociais? Os direitos civis, políticos e sociais são importantes para entendermos a cidadania. Cada época da História ensina que as sociedades eram diferentes e que mudanças foram acontecendo ao longo do tempo. Hoje, é possível dizer que uma pessoa cidadã é aquela que possui direitos civis, políticos e sociais garantidos, bem como deveres com a sociedade em que vive. Leia o texto a seguir e entenda um pouco mais sobre os direitos que compõem o que chamamos de cidadania. Direitos civis são os direitos fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei. Eles se desdobram na garantia do ir e vir, de escolher o trabalho, de manifestar o pensamento, de organizar-se, [...] de não ser preso a não ser pela autoridade competente e de acordo com as leis, de não ser condenado sem processo legal regular. São direitos cuja garantia se baseia na existência de uma justiça independente, eficiente, barata e acessível a todos. São eles que garantem as relações civilizadas entre as pessoas [...]. Os direitos políticos têm como instituição principal os partidos e um parlamento livre e representativo. São eles que conferem legitimidade à organização política da sociedade. [...] Finalmente, há os direitos sociais. Se os direitos civis garantem a vida em sociedade, se os direitos políticos garantem a participação no governo da sociedade, os direitos sociais garantem a participação na riqueza coletiva. Eles incluem o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, à aposentadoria. [...] A ideia central em que se baseia é a da justiça social.
No século XVIII, ocorreu a Revolução Francesa, importante movimento que impactou a História. Os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade influenciaram o mundo. Uma das consequências da Revolução Francesa foi a Declaração dos Direitos do homem e do cidadão, que define, no seu primeiro artigo, que todos os homens nascem e são livres em iguais direitos. Esse documento é importante até os dias de hoje para entendermos o que é cidadania. A imagem é uma gravura dessa declaração e pode ser vista no museu da Revolução Francesa. Agora, reflita e discuta com seus colegas, você acha que no Brasil todas as pessoas possuem direitos iguais?
3. Em busca de uma naçãoApós a Independência, em 1822, D. Pedro foi proclamado imperador e uma monarquia foi criada, ou seja, o Brasil passava a ser governado por um rei, ou monarca, que transmitia seu poderaos seus descendentes.Para entendermos o que aconteceu com o Brasil durante os seus primeiros anos após a Independência, é preciso reforçar o tamanho das terras brasileiras e a necessidade que o rei tinha de se comunicar com as várias regiões do país. Essa era uma tarefa muito complicada para a época, já que os recursos de comunicação eram limitados e precários. Uma mensagem do imperador podia demorar meses para chegar até as regiões mais distantes da capital, o Rio de Janeiro. Para se ter ideia, a informação de que o Brasil tinha se tornado independente de Portugal demorou cerca de três meses para chegar nas províncias mais distantes da capital.Havia também meios de comunicação escritos, como os panfletos e os jornais. Além de trazerem notícias de outras regiões e tratarem de temas locais, os impressos ajudavam na divulgação de ideias políticas, fazendo, muitas vezes, oposição ao imperador. No entanto, a maior parte da população brasileira era analfabeta, o que fazia com que a comunicação permanecesse restrita.A formação da nação dependia dos brasileiros se reconhecerem como tal, livres das amarras portuguesas e fazendo parte de um único país. Foi comum, em muitas regiões do país, grupos se organizarem para lutar a favor da separação de suas regiões do restante do Brasil. A extensão territorial foi um dos fatores responsáveis pela formação de um país extremamente dividido, marcado por regionalismos e por inúmeras diferenças políticas, econômicas e sociais. Conciliar as diferenças regionais e transformar o território brasileiro em uma nação foi um desafio enfrentado pela monarquia brasileira.Monarquia: forma de governo na qual quem governa é um rei.Regionalismo: tendência a só considerar os interesses particulares da região em 
A primeira Constituição do BrasilApós a Independência, houve a necessidade de criar leis que pudessem organizar as relações políticas, econômicas e sociais do Brasil, uma vez que as determinações portuguesas que se aplicavam sobre o nosso território passaram a ser inválidas. Desse modo, em 1823, uma assembleia havia sido eleita para estabelecer a primeira Constituição; no entanto, as severas discussões entre grupos favoráveis e contrários ao imperador fizeram com que ele, autoritariamente, acabasse com a assembleia e nomeasse um grupo de portugueses para criar a nossa Constituição em 1824. As primeiras leis brasileiras foram impostas pelo rei e estavam longe de atender às necessidades da população ou mesmo da elite brasileira.
As características da Constituição de 1824A primeira Constituição determinou a existência de quatro poderes: o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Moderador. Cada um desses poderes tinha funções definidas: o Legislativo ficava responsável pela criação das leis; o Executivo era responsável pela execução; o Judiciário deveria garantir o cumprimento das leis. Já o quarto poder, conhecido como Moderador, pertencia ao imperador e permitia o controle dos outros poderes, por isso a Constituição de 1824 foi considerada centralizadora.A Constituição de 1824 determinou que apenas os homens maiores de 25 anos e que possuíssem uma certa quantia em dinheiro poderiam votar, excluindo a grande parte da população. Nesse cenário, mulheres e pessoas pobres não possuíam direitos políticos. Os escravizados, mesmo aqueles que tinham nascido no Brasil, não eram vistos como brasileiros, já que para ser considerado brasileiro era necessário ser livre. As relações de trabalho também não foram transformadas pela Constituição, uma vez que a escravidão permaneceu legítima.
A libertação de Portugal e a primeira Constituição do Brasil não alteraram a vida da maior parte da população, que continuou sem participar da vida política, pagando elevados impostos e vivendo de forma humilde. As pessoas negras que eram escravizadas continuaram sendo explorados e aquelas que eram livres tinham suas práticas culturais e sua religiosidade criminalizada.
Constituição Política do Império do BrasilTÍTULO 1ºDo Império do Brasil, seu território, Governo, dinastia e religião.[...] Art. 3. O seu Governo é monárquico hereditário, constitucional e representativo.Art. 4. A dinastia imperante é a do senhor Dom Pedro I, atual imperador e defensor perpétuo do Brasil.Art. 5. A religião católica apostólica romana continuará a ser a religião do Império.TÍTULO 2ºDos cidadãos brasileiros.Art. 6. São cidadãos brasileiros:I. Os que no Brasil tiverem nascido, quer sejam ingênuos, ou libertos, ainda que o pai seja estrangeiro, uma vez que este não resida por serviço de sua nação. [...]
TÍTULO 4ºCAPÍTULO VI.Das eleições.Art. 92. São excluídos de votar nas assembleias:I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se compreendem os casados, e oficiais militares, que forem maiores de vinte e um anos, os bacharéis formados e clérigos de ordens sacras. [...]III. Os criados de servir.IV. Os religiosos e quaisquer que vivam em comunidade religiosa.V. Os que não tiverem renda líquida anual de cem mil-réis [...].
Constituição Política do Império do Brasil (1824)CAPÍTULO IDo Poder Moderador.Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização política e é delegado privativamente ao Imperador, como chefe supremo da nação, e seu primeiro representante, para que incessantemente vele sobre a manutenção da independência, equilíbrio e harmonia dos mais poderes políticos.Art. 99. A pessoa do imperador é inviolável, e sagrada: ele não está sujeito à responsabilidade alguma. [...]Art. 101. O imperador exerce o Poder Moderador.V. Prorrogando ou adiando a Assembleia Geral e dissolvendo a Câmara dos Deputados, [...]VI. Nomeando e demitindo livremente os ministros de Estado.
“Adeus brasileiros”: o retorno de D. Pedro a PortugalUm conjunto de insatisfações fizeram com que o governo de D. Pedro Ise tornasse insustentável. Crise econômica, miséria, fome, práticas autoritárias e pressões externas levaram Dom Pedro I a deixar o seu trono e voltar para Portugal em 1831.O primeiro rei do Brasil independente foi um personagem histórico importante para compreender a formação da nação brasileira. Embora tenha adotado uma política autoritária e incapaz de mudar a realidade social da maioria dos brasileiros, ele contribuiu para garantir o território unido em torno de seu governo.
Imagine se naquele tempo o território tivesse fragmentado e dado origem a países independentes? Certamente, nossa história teria sido diferente. Ainda assim, muitas revoltas assombrariam o novo país...4. O Período Regencial: o Brasil viveu uma experiência republicana? Você sabe como funciona um governo republicano? O líder máximo dessa forma de governo não é determinado pelo sangue nem pela importância de sua família, como na monarquia, mas sim pela escolha (direta ou indireta) dos indivíduos que fazem parte do país que ele governa. Em uma república presidencialista, o presidente representa os cidadãos como chefe do Poder Executivo, que tem a função de administrar o país.
No ano de 1831, o então imperador do Brasil, Dom Pedro I, abriu mão do trono e retornou para Portugal, deixando em território brasileiro seu filho, que na época tinha apenas 5 anos de idade. Com a abdicação do imperador, o Brasil precisava de alguém que pudesse assumir o poder enquanto o herdeiro do trono não tivesse idade suficiente para exercer suas funções. Criou-se então um governo provisório, que recebeu o nome de Regência.Esse novo governo seria determinado pelo voto. Homens maiores de vinte e cinco anos que tivessem a renda mínima estabelecida pela Constituição brasileira poderiam escolher seu líder político. A ausência de um rei e a eleição de uma liderança promoveram no Brasil uma experiência muito parecida com uma república, apesar de o regime de governo ter permanecido oficialmente como uma monarquia.Após a organização da Regência, o governo formado enfrentou grandes desafios: uma série de revoltas ocorreu, principalmente nas regiões mais afastadas do governo central, que havia se estabelecido na cidade do Rio de Janeiro. Essa distância se deveu ao fato de que, desde a chegadada família real ao Brasil, a Coroa não havia dado a devida atenção a essas regiões, não promovendo uma integração entre as diversas localidades do território brasileiro. As elites locais iniciaram conflitos que questionavam o poder central, a forma de governo e a influência dos portugueses na política do país. O povo mais humilde, cansado da fome, da miséria e da desigualdade, também se manifestou ou se associou a essa elite, buscando melhores condições de vida.
Anita Garibaldi e a Revolta dos FarraposNo Rio Grande do Sul, o aumento dos impostos (principalmente sobre a carne) gerou grande insatisfação. Assim, os rio-grandenses romperam com o Império e proclamaram uma república independente na região.Essa revolta revelou uma mulher muito corajosa: Anita Garibaldi. Sua participação na Guerra dos Farrapos é considerada hoje um exemplo de bravura. Seu nome foi incluído, em 2012, no Livro dos Heróis da Pátria. 
5. A construção da identidade brasileiraVocê se sente brasileiro? Que características ou hábitos com os quais você convive ou que você pratica em seu dia a dia podem ser considerados parte de uma “identidade cultural brasileira”? Será que existe uma única identidade brasileira?Ao longo da história do Brasil a ideia do que é ser brasileiro variou muito. No período em que o Brasil era governado por D. Pedro I, as identidades variavam de acordo com a região. Distantes das determinações oficiais do Império, as províncias tinham uma vida cultural marcada por festas populares. Os movimentos separatistas do período refletem o peso que as identidades locais tinham e a ausência de um sentimento nacional. Além disso, a manutenção da escravidão e a exclusão da maior parte da população da vida política dificultavam a construção de um sentimento nacional. Não era possível consolidar uma identidade nacional enquanto não se reconhecia que a maior parte da população brasileira, formada por negros, mestiços e indígenas, tinha direitos e era elemento importante na cultura nacional.Os primeiros esforços feitos pelo governo, no sentido de estimular a construção de uma história nacional, identificando personagens importantes na construção da nação, foram feitos durante o Período Regencial. As agitações separatistas daquele momento chamaram a atenção do governo. Para que o Brasil permanecesse unido, seria necessário construir uma memória nacional a partir de eventos históricos e elementos culturais que pudessem ser reconhecidos nas diferentes regiões.Os regentes investiram na criação de instituições que tinham a finalidade de promover artistas e estudos que retratassem o Brasil. No entanto, a construção de uma história oficial foi incapaz de retratar a pluralidade das culturas existentes no país. As festas populares, que tinham sua origem nas populações negras e indígenas, são exemplos das diversas identidades que compõem a nação brasileira.
Pertencer a uma nação não significa rejeitar e ignorar as diferenças culturais, mas, no caso brasileiro, percebê-las como um dos maiores símbolos de nossa cultura. 
6. Identidades brasileiras: riqueza culturalA nação brasileira possui hoje uma das populações mais miscigenadas do planeta. Alternando momentos de convivência pacífica e violenta, o povo brasileiro conseguiu, ao longo dos seus mais de 500 anos de história, articular criativamente diferentes costumes e tradições, dando origem a uma cultura bastante particular. Pelo território brasileiro, espalharam-se grupos que originalmente habitaram quase todos os continentes da Terra. Influências europeias diversas, etnias indígenas, povos africanos e asiáticos se misturaram para formar a identidade cultural brasileira. O resultado é surpreendente e pode ser observado nos “quatro cantos” do nosso país.Apesar das dificuldades encontradas pelo povo brasileiro no decorrer do processo de construção da nação, atualmente é possível identificar exatamente cultura marcada pela diversidade!