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1. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE GERENCIAL PELA OUVIDORIA 1.4. A importância de conhecer os setores responsáveis pelos serviços públicos Poucas coisas são mais desagradáveis do que tentar ter acesso a um serviço público e não saber a quem recorrer. Pior ainda se a própria administração pública não informa ao cidadão corretamente e o faz percorrer sem rumo vários setores para que sua solicitação seja atendida. O art. 6º da Lei nº 13.460/2017 assegura a obtenção de informações precisas e de fácil acesso nos locais de prestação do serviço, assim como sua disponibilização na internet. Essas informações devem versar especialmente sobre: • o horário de funcionamento das unidades administrativas; • os serviços prestados pelo órgão ou entidade, sua localização exata e a indicação do setor responsável pelo atendimento ao público; • o acesso ao agente público ou ao órgão encarregado de receber manifestações e; • a situação da tramitação dos processos administrativos em que figure como interessado. Na condição de mediadora entre o usuário e a administração, a ouvidoria precisa conhecer os agentes e setores responsáveis pelos diferentes serviços disponibilizados, e, desse modo, fazer a adequada interlocução entre a instituição e o cidadão. O desenho de fluxos de processo ajuda a ouvidoria e o próprio ente público a melhor identificar as etapas do serviço e seus responsáveis. Nesse tópico você: observou a importância de a ouvidoria conhecer os setores e os agentes responsáveis pela prestação de serviços em sua instituição para fazer uma interlocução efetiva entre o usuário e a administração pública; identificou como o desenho de fluxo de processos pode auxiliar a ouvidoria nessa tarefa. 1. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE GERENCIAL PELA OUVIDORIA 1.5. Você conhece as normas da instituição pública a qual pertence? O conhecimento, pela equipe da ouvidoria, das normas que abrangem a atuação da instituição a que pertence é fundamental para acompanhar a prestação dos serviços, de maneira a confrontar os procedimentos executados com os padrões previstos na legislação, de modo a garantir a efetividade dos serviços. Quando o servidor da ouvidoria sabe identificar como os setores se relacionam e conhece profundamente a legislação do seu órgão, ele compreende o escopo de atuação da instituição e entende o que o cidadão pode esperar em relação a sua demanda. Perceba que, ao conhecer a legislação específica, a ouvidoria diminui o risco de dar prosseguimento a demandas que não são de competência ou de possibilidade legal para a instituição, de forma a agilizar o atendimento ao cidadão. Além disso, ao conhecer a legislação, a ouvidoria terá melhores condições para otimizar a comunicação com o usuário de serviços públicos, melhorar o tempo médio e a qualidade da resposta que chega ao cidadão, propor medidas para aperfeiçoar os serviços prestados à sociedade e aprimorar rotinas e processos de trabalho. Além de conhecer a legislação referente à instituição, para que a ouvidoria possa funcionar ainda com maior eficiência, é importante a edição de normativos próprios que tratem das competências da ouvidoria dentro da instituição. Tais normativos podem ainda agregar outras competências específicas para essa ouvidoria, além das previstas no art. 13 da Lei nº 13.460/2017, que vimos no tópico “Benefícios do planejamento das ações de ouvidoria” neste módulo. Vale destacar que, nesse contexto de normativos próprios da ouvidoria, a Controladoria-Geral da União lançou a Portaria nº 1.181, de 10 de junho de 2020, que disciplina diversos procedimentos administrativos para as unidades de ouvidoria no âmbito do Sistema de Ouvidoria do Poder Executivo Federal. Essa Portaria estabelece critérios para a nomeação, designação, exoneração, dispensa, permanência e recondução ao cargo ou função comissionada de titular da unidade setorial das ouvidorias. Veja o vídeo abaixo do Bate Papo de Ouvidoria, conduzido pela Ouvidoria-Geral da União, sobre as regras para novos titulares de unidades de ouvidoria: Tocar Vídeo Assim, quando a ouvidoria entende o funcionamento de sua instituição, conhece os setores internos com os quais se relaciona, tem conhecimento da legislação específica e produz normativos próprios para regular seu funcionamento, ela está mais instrumentalizada para desenvolver suas atribuições legais de acompanhar e propor o aperfeiçoamento na prestação dos serviços, bem como defender os direitos do usuário perante a entidade em que atua. Início de destaque. Nesse tópico você: observou a importância de a ouvidoria conhecer a legislação inerente a sua instituição; percebeu que, ao conhecer a legislação, a ouvidoria pode entender seu papel e saber até onde pode agir em relação ao funcionamento de sua instituição. 1. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE GERENCIAL PELA OUVIDORIA 1.5. Você conhece as normas da instituição pública a qual pertence? O conhecimento, pela equipe da ouvidoria, das normas que abrangem a atuação da instituição a que pertence é fundamental para acompanhar a prestação dos serviços, de maneira a confrontar os procedimentos executados com os padrões previstos na legislação, de modo a garantir a efetividade dos serviços. Quando o servidor da ouvidoria sabe identificar como os setores se relacionam e conhece profundamente a legislação do seu órgão, ele compreende o escopo de atuação da instituição e entende o que o cidadão pode esperar em relação a sua demanda. Perceba que, ao conhecer a legislação específica, a ouvidoria diminui o risco de dar prosseguimento a demandas que não são de competência ou de possibilidade legal para a instituição, de forma a agilizar o atendimento ao cidadão. Além disso, ao conhecer a legislação, a ouvidoria terá melhores condições para otimizar a comunicação com o usuário de serviços públicos, melhorar o tempo médio e a qualidade da resposta que chega ao cidadão, propor medidas para aperfeiçoar os serviços prestados à sociedade e aprimorar rotinas e processos de trabalho. Além de conhecer a legislação referente à instituição, para que a ouvidoria possa funcionar ainda com maior eficiência, é importante a edição de normativos próprios que tratem das competências da ouvidoria dentro da instituição. Tais normativos podem ainda agregar outras competências específicas para essa ouvidoria, além das previstas no art. 13 da Lei nº 13.460/2017, que vimos no tópico “Benefícios do planejamento das ações de ouvidoria” neste módulo. Vale destacar que, nesse contexto de normativos próprios da ouvidoria, a Controladoria-Geral da União lançou a Portaria nº 1.181, de 10 de junho de 2020, que disciplina diversos procedimentos administrativos para as unidades de ouvidoria no âmbito do Sistema de Ouvidoria do Poder Executivo Federal. Essa Portaria estabelece critérios para a nomeação, designação, exoneração, dispensa, permanência e recondução ao cargo ou função comissionada de titular da unidade setorial das ouvidorias. Veja o vídeo abaixo do Bate Papo de Ouvidoria, conduzido pela Ouvidoria-Geral da União, sobre as regras para novos titulares de unidades de ouvidoria: Tocar Vídeo Assim, quando a ouvidoria entende o funcionamento de sua instituição, conhece os setores internos com os quais se relaciona, tem conhecimento da legislação específica e produz normativos próprios para regular seu funcionamento, ela está mais instrumentalizada para desenvolver suas atribuições legais de acompanhar e propor o aperfeiçoamento na prestação dos serviços, bem como defender os direitos do usuário perante a entidade em que atua. Início de destaque. Nesse tópico você: observou a importância de a ouvidoria conhecer a legislação inerente a sua instituição; percebeu que, ao conhecer a legislação, a ouvidoria pode entender seu papel e saber até onde pode agir em relação ao funcionamento de suainstituição. 1. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE GERENCIAL PELA OUVIDORIA 1.7. Atuação proativa da ouvidoria para melhoria da gestão Para ir além da forma tradicional de aguardar passivamente as manifestações chegarem e atingir um atendimento de excelência, a ouvidoria precisa desenvolver ações proativas e ir ao encontro do cidadão, seja para acolher sua demanda, seja para saber sua avaliação sobre os serviços públicos prestados pela instituição à qual está vinculada. A atuação proativa é um dever da ouvidoria e está prevista na Lei de Defesa dos Usuários de Serviços Públicos. Com vistas à realização de seus objetivos, as ouvidorias deverão: receber, analisar e responder, por meio de mecanismos proativos e reativos, as manifestações encaminhadas por usuários de serviços públicos ( Lei nº 13.460, art. 14, I). Entende-se que ouvidoria ativa é a ação destinada a fomentar a participação social na gestão pública e a coletar, de forma proativa, manifestações dos usuários sobre os serviços públicos, isto é, ouvidoria ativa pode ser entendida como as atividades em que a ouvidoria busca o cidadão e solicita que ele se manifeste. Atualmente a participação do cidadão para melhoria da gestão pública ainda é tímida, o que evidencia a necessidade de a ouvidoria buscar as manifestações e fomentar o aumento da participação social. Assim, a atuação proativa da ouvidoria é importante porque amplia a possibilidade de receber informações úteis para a melhoria da gestão. Vamos conhecer a seguir iniciativas de ouvidoria ativa: Participação em eventos e feiras para prestar orientações, receber manifestações, coletar informações e realizar pesquisas junto aos usuários dos serviços prestados pelos órgãos ou entidades a que estejam vinculadas; Realização de ações junto aos locais de convívio de grupos sociais e comunidades de usuários dos serviços prestados pelos órgãos ou entidades a que estejam vinculadas, com vistas a prestar orientações, receber manifestações, coletar informações e realizar pesquisas e avaliação de serviços com enfoque no público local; Realização de ações junto aos locais de prestação do serviço com vistas a prestar orientações, receber manifestações, coletar informações e realizar pesquisas e avaliação de serviços; Envio de correspondência física ou eletrônica ao usuário de serviço para prestar orientações, receber manifestações, coletar informações e realizar pesquisas e avaliação de serviços; Disponibilização de enquetes online apoiadas por campanhas de engajamento específicas, para avaliação de serviços prestados pelo órgão ou entidade a que estejam vinculadas ou do próprio serviço da unidade de ouvidoria As ações proativas podem e devem ser incorporadas no cotidiano da ouvidoria para melhoria da gestão, independente de dotações significativas de recursos públicos. Assim, por exemplo, em uma Universidade, a ouvidoria pode realizar reuniões temáticas no campus ou pela internet para debater temas recorrentes em manifestações, como a qualidade da comida do restaurante universitário, o funcionamento da sala de estudo e a prevenção ao assédio moral. 1. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE GERENCIAL PELA OUVIDORIA 1.8. A participação da ouvidoria na criação e atualização da Carta de Serviços Carta de Serviços é o instrumento que objetiva “informar o usuário sobre os serviços prestados pelo órgão ou entidade, as formas de acesso a esses serviços e seus compromissos e padrões de qualidade de atendimento ao público” (Lei nº 13.460/2017 , art. 7º, § 1º). Imagine que você queira abrir uma lanchonete e, portanto, precise de um alvará emitido pela prefeitura. Não seria bom saber com clareza quais os documentos serão necessários, o valor das taxas, o tempo para a emissão do documento, onde dar entrada no requerimento, entre outras informações sobre a prestação do serviço? Pois então, essas informações devem constar na Carta de Serviços de toda a administração pública por força da Lei nº 13.460/2017, art. 7. Nesse contexto, a Carta é mais que uma mera lista de serviços oferecidos pelo órgão público. Ela passa a ser um instrumento de melhoria da gestão, com as seguintes funções: Coordenadora A Carta permite que o órgão ou entidade possa ter uma visão geral dos serviços prestados, avaliar padrões de prestação e permitir a racionalização das interações com os usuários, sendo o primeiro passo para se estabelecer uma governança de serviços. Procedimental A Carta informa ao cidadão quais as etapas, setores e exigências para que ele possa obter o serviço de que precisa. Informativa A Carta é um instrumento de informação e transparência ao permitir que a sociedade conheça os aspectos básicos das entidades públicas, assim como os serviços que estas prestam, de forma direta, à sociedade ou a parcelas dela. Compromissória Ao declarar seus serviços e estabelecer padrões de qualidade e excelência, a Carta representa um compromisso da entidade com a sociedade, aumentando a legitimidade e confiança de suas ações. Avaliativa com foco na melhoria da Gestão Ao estabelecer padrões, monitorar e avaliar o resultado dos serviços, a Carta se insere na ótica da gestão por resultados e contribui para aumentar a eficácia, eficiência e efetividade das ações da Administração Pública. A Lei não especifica um modelo de Carta de Serviços, apresentando, entretanto, em seu Art. 7, parágrafos 2º e 3º, o conteúdo mínimo de sua composição. São eles informações sobre: os serviços oferecidos; os requisitos, documentos, formas e informações necessárias para acessar o serviço; as principais etapas para processamento do serviço; a previsão do prazo máximo para a prestação do serviço; a forma de prestação do serviço; e os locais e formas para o usuário apresentar eventual manifestação sobre a prestação do serviço. Ademais, a Carta de Serviços ao Usuário deverá detalhar os compromissos e padrões de qualidade do atendimento relativos, no mínimo, aos seguintes aspectos: prioridades de atendimento; previsão de tempo de espera para atendimento; mecanismos de comunicação com os usuários; procedimentos para receber e responder as manifestações dos usuários; e mecanismos de consulta, por parte dos usuários, acerca do andamento do serviço solicitado e de eventual manifestação. Sendo assim, cabe à cada unidade da administração pública definir um padrão de Carta de Serviços que melhor se adeque a sua necessidade. Alguns modelos de carta de serviços podem ser visualizados no Portal de Serviços do Governo Federal, nos sítios de internet dos entes federados e em publicações orientativas, tal qual o Guia Metodológico, publicado pelo então Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Vamos agora analisar a relação entre a ouvidoria e a carta de serviços. Segundo a Lei, compete à ouvidoria acompanhar a prestação dos serviços para garantir a efetividade deles e propor aperfeiçoamentos na prestação desses serviços (Lei nº 13.460/2017, art. 13). Então, observamos que, para cumprir as funções previstas na legislação, a ouvidoria necessita ao menos conhecer a forma de prestação desses serviços, que deve estar descrita na Carta. Podemos fazer outra reflexão: embora a Lei não estabeleça que compete à ouvidoria a elaboração da Carta de Serviços, entende-se ser uma boa prática o setor participar de sua confecção e suas atualizações. As demandas apresentadas pelos cidadãos à ouvidoria podem otimizar os procedimentos para a prestação dos serviços, e essas melhorias devem ser registradas na Carta. Observa-se, então, outra característica da Carta de Serviços que é a previsão de sua atualização periódica, fato inclusive determinado no art. 7º, § 4º, da Lei nº 13.460/2017. Por fim, é necessário que haja uma divulgação adequada da Carta de Serviços para a população. Nesse aspecto, a Lei nº 13.460/2017, art. 7º, § 4º, exige sua publicaçãona internet. Sugere-se que o link para a Carta tenha um bom destaque na página inicial do ente público, para que o usuário possa localizá-la rapidamente. Saiba Mais! Início de destaque. https://www.gov.br/pt-br https://www.gov.br/pt-br Nesse tópico você: percebeu que a Carta de Serviços é o instrumento adequado para registrar as etapas e exigências necessárias para a obtenção dos serviços públicos; verificou que não existe um modelo padrão, porém a Lei estabelece um conteúdo mínimo a ser observado; notou que a ouvidoria deve ao menos conhecer a Carta de Serviços, sendo uma boa prática participar de sua elaboração e atualizações; reconheceu que a Carta é um instrumento de melhoria da gestão uma vez que pode promover a otimização de procedimentos, sendo necessária sua ampla divulgação para conhecimento e uso da população. 1. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE GERENCIAL PELA OUVIDORIA 1.9. Aplicação da pesquisa de satisfação como instrumento de melhoria da gestão As avaliações da satisfação dos usuários estão sendo cada vez mais utilizadas pelas instituições para subsidiar decisões administrativas e de gestão. Uma nova ferramenta que conecta usuários aos gestores responsáveis pelo serviço e permite a participação direta da sociedade na avaliação e melhoria dos serviços públicos é a Plataforma virtual do Conselho de Usuários de Serviços Públicos. Por meio desta plataforma, é possível voluntariar-se para ser um Conselheiro de Serviços Públicos do Governo Federal, receber periodicamente nossas pesquisas de avaliação de serviços e propor soluções para o melhor atendimento às necessidades da população. No âmbito das manifestações dos usuários às ouvidorias públicas, a plataforma Fala.BR disponibiliza uma pesquisa de satisfação automaticamente, após o usuário receber a resposta conclusiva de sua manifestação. Essa pesquisa de satisfação convida o usuário a informar sobre a resolubilidade da demanda, sobre a compreensão da resposta e sobre o nível de satisfação com o atendimento prestado: Pesquisa de Satisfação Fonte: Site da plataforma Fala.BR O objetivo da pesquisa é gerar informações qualitativas sobre o atendimento das manifestações direcionadas às ouvidorias. Os resultados da pesquisa de satisfação são publicados de forma atualizada no Painel Resolveu?, ferramenta que reúne informações sobre manifestações de ouvidoria que a Administração Pública recebe diariamente na plataforma Fala.BR: 1. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE GERENCIAL PELA OUVIDORIA 1.10. Canal único para registro e tratamento das manifestações A Lei nº 13.460/2017, em seu art. 14, inciso I, atribui à ouvidoria a tarefa de receber, analisar e responder as manifestações dos usuários de serviços públicos. As manifestações entram por diversas formas, como telefone, e-mail, carta, atendimento presencial, preenchimento de formulários via internet. Entretanto, todas as manifestações devem ser direcionadas a um canal único: a ouvidoria. https://conselhodeusuarios.cgu.gov.br/inicio https://conselhodeusuarios.cgu.gov.br/inicio https://falabr.cgu.gov.br/publico/Manifestacao/SelecionarTipoManifestacao.aspx?ReturnUrl=%2f http://paineis.cgu.gov.br/resolveu Como canal único, a ouvidoria deverá, então, registrar todas as manifestações em sistema informatizado, como a plataforma Fala.BR. Esses sistemas devem gerar um protocolo para cada manifestação e possibilitar que o manifestante acompanhe o tratamento de sua demanda. Além disso, os sistemas deverão controlar os prazos e promover a transparência do tratamento às manifestações recebidas por toda a instituição. A plataforma Fala.BR, além de realizar essas ações, também protege os dados pessoais, dá transparência aos dados públicos relativos às manifestações e gera gráficos e relatórios, de forma automática. O Fala.BR está disponível para toda a Administração Pública. Para saber mais sobre ele, acesse: https://www.gov.br/ouvidorias/pt-br/ouvidorias/sistema- falabr/falabr . Tanto a gestão pública quanto os cidadãos são beneficiados quando a ouvidoria é o único canal de registro e tratamento das manifestações. Entre os benefícios para ambos, citamos: padronização do tratamento; redução dos conflitos; facilitação da obtenção de dados gerenciais; e mitigação do risco de perda de prazos e vazamento de dados pessoais. Assim, é essencial que toda a administração pública adote providências para ajustar seus normativos de modo a dar efetividade à ouvidoria como canal único para tratar as manifestações dos usuários. É necessário explicitar o dever de os agentes ou unidades públicas encaminharem, prontamente, para a ouvidoria as manifestações que receberem. Da mesma forma, a ouvidoria deve divulgar amplamente seus canais de recebimento de manifestações para que ela seja legitimada junto à população como protagonista do tratamento de demandas dos usuários. Início de destaque. Nesse tópico você: compreendeu que a ouvidoria deve ser o canal único para registro e tratamento das manifestações; percebeu que ao atuar como canal único tanto os cidadãos quanto a gestão pública são beneficiados; aprendeu que entre esses benefícios destacam-se a padronização do tratamento, a redução dos conflitos, a facilitação da obtenção de dados gerenciais, e ainda, a mitigação do risco de perda de prazos e vazamento de dados pessoais. 1. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE GERENCIAL PELA OUVIDORIA 1.11. Os benefícios de construir canais de comunicação com instituições externas "Quem não se comunica, se trumbica” – Chacrinha O célebre bordão do apresentador Chacrinha nos anos 80 nunca sai de moda e aponta para a necessidade de não apenas existir, mas de interagir, se comunicar, como ferramenta para minimizar problemas. Parafraseando o apresentador, poderíamos dizer que a ouvidoria que não se comunica, se trumbica. A ouvidoria, por sua própria razão de ser, é o setor em que a comunicação é ferramenta básica de trabalho para se atingirem os objetivos de mediação, interlocução e conciliação. Nesse curso observamos que a comunicação interna é necessária para que a ouvidoria possa intermediar as demandas do cidadão com o próprio órgão. Nesse tópico vamos perceber a importância de a ouvidoria expandir essa comunicação junto às instituições externas. https://www.gov.br/ouvidorias/pt-br/ouvidorias/sistema-falabr/falabr https://www.gov.br/ouvidorias/pt-br/ouvidorias/sistema-falabr/falabr Ao construir canais de comunicação eficientes com outras instituições, que também recebem demandas de cidadãos, a ouvidoria contribui para a desburocratização dos serviços, redução do custo processual, diminuição do retrabalho e redução dos litígios, o que melhora a gestão pública. Já sabemos que é recomendável a ouvidoria ser o canal único para registro de demandas da população, tal qual visto no tópico anterior. Entretanto, o cidadão pode buscar outras instituições para expor suas insatisfações e requerimentos de serviços públicos, o que gera desgastes que poderiam ser resolvidos ou minimizados com a atuação da ouvidoria junto a essas entidades. A imprensa é um dos canais utilizado pela população para reclamar da prestação do serviço público, antes mesmo de acionar a ouvidoria para registar sua demanda. Isso geralmente causa uma exposição negativa para a gestão do órgão, além de transferir para a imprensa o ônus de intermediar a demanda do cidadão com a gestão pública, quando, na verdade, essa responsabilidade cabe prioritariamente à ouvidoria. Outras instituições externas de defesa do usuário, tais como órgãos de controle, Ministério Público, polícia e até mesmo o Poder Judiciário, são, por vezes, priorizadas pelo cidadão, antes mesmo de ele tentar uma solução junto ao próprio órgão público por intermédio da ouvidoria. Essa atitude de a população procurar, inicialmente, instituições externas para registrar suas demandas potencializa os litígiose aumenta o custo processual, uma vez que o órgão terá que dispender recursos para se defender de uma cobrança externa, quando poderia ter resolvido a demanda internamente. Para minimizar esses desgastes, a ouvidoria pode promover reuniões com instituições externas a fim de se apresentar como primeiro canal de registro das demandas da população. Nos encontros é importante explicar as formas de acesso, informar os contatos e estatísticas que mostrem a ouvidoria como setor adequado para tratar as solicitações. A ouvidoria deve estimular o uso da plataforma Fala.BR e orientar que os cidadãos registrem nela suas demandas, pois o uso do sistema informatizado irá auxiliar a ouvidoria a atender a manifestação do usuário. Já que existem outras instituições, como polícia e Ministério Público, que possuem competências e prerrogativas para defesa do cidadão, a ouvidoria precisa demonstrar para a população que ela é o setor adequado e confiável no âmbito do órgão para o registro e o tratamento das demandas por serviços públicos. Assim, ao reconhecer que sua demanda terá tratamento adequado, o cidadão será estimulado a buscar a ouvidoria como primeiro canal para a tratativa dessas demandas. Início de destaque. Nesse tópico você: observou a necessidade de a ouvidoria manter uma boa comunicação com agentes externos que também recebem demandas da população; percebeu que essa interlocução reduz os custos processuais, minimiza litígios e otimiza a gestão pública. • Ao tratar manifestações de usuários de serviços públicos, a ouvidoria deve atuar como instrumento provocador de mudanças na gestão, ao propor medidas para adequar a prestação de serviços e oferecer informações estratégicas e relatórios gerenciais ao órgão em que atua. • A omissão em relação aos deveres legais da ouvidoria pode levar à responsabilização dos agentes, com base nos estatutos funcionais e na Lei de improbidade administrativa. • A complexidade e o volume das atribuições da ouvidoria tornam essencial o plano anual de ouvidoria. O principal benefício desse planejamento é levar a ouvidoria a priorizar seu trabalho com base em critérios, objetivos estratégicos, recursos disponíveis e cronogramas de execução, de modo a eleger ações que resultem na melhoria da gestão pública e de sua própria atuação. • É importante a ouvidoria conhecer os setores e agentes responsáveis pela prestação de serviços em sua instituição para fazer a interlocução efetiva entre o usuário e a administração pública. • A ouvidoria deve conhecer as normas da instituição a qual pertence, dessa forma, ela estará mais instrumentalizada para tratar as demandas individuais em busca de soluções coletivas para melhoria da gestão. • A mediação e a conciliação exercem papel importante no tratamento das demandas, pois, por meio do diálogo, a ouvidoria favorece a solução pacífica de conflitos. • Para ir além da forma tradicional de aguardar passivamente as manifestações chegarem e atingir um atendimento de excelência, a ouvidoria precisa desenvolver ações proativas e ir ao encontro do cidadão. A atuação proativa é um dever da ouvidoria, previsto na Lei nº 13.460/2017, e é importante porque amplia a possibilidade de receber informações úteis para a melhoria da gestão. • A Carta de Serviços é o instrumento adequado para registrar as etapas e exigências necessárias para que a sociedade usufrua dos serviços públicos, sendo recomendável que a ouvidoria participe de sua elaboração e atualizações. • No planejamento de seus trabalhos, é fundamental que a ouvidoria inclua ações para captar, para produzir e para analisar pesquisas de satisfação sobre suas atividades e, também, sobre os serviços prestados pela instituição. Essas pesquisas subsidiam os processos de tomada de decisão para aprimorar a prestação de serviços públicos e para corrigir falhas na gestão. • A ouvidoria deve ser o canal único para registro e tratamento das manifestações, o que traz benefícios tanto para os cidadãos quanto para a gestão pública. Entre os benefícios destacamos: padronizar o tratamento das manifestações; reduzir os conflitos; facilitar a obtenção de dados gerenciais e mitigar o risco de perda de prazos e vazamento de dados pessoais. • A ouvidoria deve manter uma boa comunicação com agentes externos que também recebem demandas da população. Essa interlocução reduz os custos processuais, minimiza litígios e otimiza a gestão pública.