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INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS 
FARMACÊUTICAS 
AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Vinícius Bednarczuk de Oliveira 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
O objetivo do nosso estudo é proporcionar uma visão abrangente e 
contextualizada do campo da farmácia e das ciências farmacêuticas. Ela visa 
familiarizá-los com a história, evolução e principais áreas de atuação da 
profissão farmacêutica, bem como discutir questões éticas, legislação e o papel 
crucial do farmacêutico na promoção da saúde pública e na segurança do 
paciente. Além disso, este estudo prepara para o currículo do curso de Farmácia, 
fornecendo uma base sólida que os auxilia a compreender a relevância e o 
alcance dessa profissão multifacetada. 
Nesta primeira abordagem, veremos a estrutura curricular do curso, 
contextualizando-a no cenário histórico e profissional. O objetivo é destacar a 
relevância das disciplinas-chave no currículo e sua integração com as demandas 
do mercado de trabalho. Durante esta abordagem, você se familiarizará com os 
seguintes tópicos: 
• O significado da Farmácia e sua origem; 
• A trajetória histórica da Farmácia no Brasil; 
• A evolução do ensino farmacêutico no contexto brasileiro; 
• Marcos de destaque na história da Farmácia; 
• O papel fundamental das disciplinas curriculares no curso de Farmácia. 
TEMA 1 – SIGNIFICADO DA PALAVRA FARMÁCIA 
A farmácia, originada da palavra grega φάρμακον (pharmakon), que 
carrega consigo os significados de “remédio” e “veneno,” é uma disciplina 
intrinsecamente associada à saúde e ao bem-estar da humanidade. Esta ciência 
é praticada por profissionais graduados em farmácia, conhecidos como 
farmacêuticos, e tem como seu âmbito de estudo os fármacos, drogas e 
medicamentos, bem como o complexo processo de interação entre os usuários 
e essas substâncias. 
 
 
 
3 
TEMA 2 – A EVOLUÇÃO DA FARMÁCIA: DA PRÉ-HISTÓRIA AOS DIAS 
ATUAIS 
A utilização de substâncias químicas com potencial terapêutico pelo ser 
humano remonta aos períodos da pré-história. Inicialmente, essa prática 
baseava-se na observação dos efeitos de plantas e outros recursos naturais em 
relação ao tratamento de enfermidades. Os primeiros avanços nesse campo 
surgiram através de um processo de tentativa e erro, que permitiu ao homem 
descobrir plantas com propriedades terapêuticas, bem como aquelas que 
apresentavam toxicidade, contribuindo para a formação de um conhecimento 
empírico em matéria de medicina e farmacologia. 
No contexto brasileiro, o registro da atividade farmacêutica remonta ao 
período de colonização, com a chegada dos colonizadores portugueses. Os 
boticários desempenharam um papel fundamental nessa época, sendo 
responsáveis por conhecer e tratar doenças. No entanto, para exercer a 
profissão de boticário, era necessário atender a uma série de requisitos e contar 
com instalações e equipamentos adequados para a preparação e 
armazenamento de medicamentos. 
O pioneiro na profissão de boticário no Brasil foi Diogo de Castro, que foi 
trazido de Portugal por Thomé de Souza, o governador-geral nomeado pela 
coroa portuguesa. Sua chegada foi motivada pela constatação de que, no Brasil, 
as pessoas tinham acesso limitado a medicamentos, dependendo da chegada 
de expedições portuguesas, francesas ou espanholas que trouxessem 
cirurgiões-barbeiros ou membros da tripulação com kits portáteis de botica 
contendo diversos medicamentos e curativos. 
A introdução dos primeiros medicamentos europeus no Brasil ocorreu 
com a chegada de navios provenientes de Portugal, Espanha e França em 
expedições. Essas embarcações traziam cirurgiões-barbeiros e boticas, que 
continham uma ampla gama de drogas e curativos. Essa prática perdurou até o 
estabelecimento do Governo Geral no Brasil, liderado por Thomé de Souza, que 
trouxe consigo religiosos e profissionais. Diogo de Castro, o único boticário da 
grande armada, desempenhava uma função oficial remunerada. 
No século XVI, a pesquisa sistemática dos princípios ativos presentes em 
plantas e minerais que tinham propriedades curativas ganhou impulso. Isso 
 
 
4 
levou ao desenvolvimento de novos medicamentos e, consequentemente, ao 
surgimento dos primeiros estabelecimentos que mais tarde evoluíram para a 
indústria farmacêutica moderna. 
As boticas estabeleceram-se em centros urbanos mais populosos. 
Embora o atendimento nas boticas fosse mais especializado e seguisse as 
orientações das Farmacopeias e prescrições da época, os principais 
concorrentes dos boticários até o século XIX incluíam cirurgiões-barbeiros, 
padeiros e ourives, que também comercializavam formulações medicinais. 
Em 1777, Luís XV determinou a substituição do nome apotecário pelo de 
farmacêutico. Naquela época, a obtenção do diploma de farmacêutico envolvia 
estudos teóricos e exames práticos, embora ainda não fosse considerado um 
curso universitário. Com o tempo, o ensino universitário para a formação de 
farmacêuticos se estendeu por toda a Europa. No Brasil, a primeira Faculdade 
de Farmácia surgiu no Rio de Janeiro em 1832, associada à Faculdade de 
Medicina e Cirurgia. 
Atualmente, o mercado farmacêutico é altamente diversificado; o setor 
farmacêutico engloba farmácias de dispensação, farmácias de manipulação, 
farmácias hospitalares, farmácias industriais, farmácias vivas, entre outros, cada 
um atendendo às demandas locais específicas. A evolução da farmácia reflete 
não apenas a progressão das práticas farmacêuticas, mas também o contínuo 
desenvolvimento das ciências da saúde e o crescente foco na pesquisa, 
produção e disponibilidade de medicamentos seguros e eficazes. 
TEMA 3 – DESCOBERTAS IMPORTANTES NA FARMÁCIA 
CONTEMPORÂNEA 
As descobertas paradigmáticas ao longo da história da farmácia exercem 
uma influência duradoura e substancial no cenário farmacêutico contemporâneo. 
Das raízes históricas que envolvem a manipulação de ervas medicinais à 
revolução na pesquisa de novos agentes terapêuticos e à inovadora descoberta 
de antibióticos, a farmácia evoluiu para um domínio científico e profissional 
altamente complexo e regulamentado. Abaixo seguem alguns pontos marcantes 
na história da farmácia: 
 
 
5 
• Papiro de Ebers (1550 a.C.): o Papiro de Ebers, um antigo documento 
egípcio datado de cerca de 1550 a.C., é um dos primeiros registros 
escritos de práticas farmacêuticas. Ele contém informações sobre a 
preparação de medicamentos à base de plantas e minerais, indicando um 
conhecimento farmacêutico avançado na antiguidade. 
• Idade Média: Venenos e Bruxaria — durante a Idade Média, substâncias 
venenosas eram frequentemente associadas a práticas de bruxaria. Isso 
resultou em uma abordagem cautelosa ao manuseio de substâncias 
medicinais e à evolução da farmácia, à medida que os conhecimentos 
eram passados e desenvolvidos de forma discreta. 
• Descoberta do Chá na China (c. 2737 a.C.): a lenda chinesa atribui a 
descoberta do chá ao imperador Shen Nong em torno de 2737 a.C. A 
infusão de folhas de chá se tornou uma prática medicinal e cultural 
fundamental, destacando o papel das plantas na farmacologia. 
• Renascimento e a Farmacopeia: durante o Renascimento, a obra 
Farmacopeia, de Valerius Cordus, publicada em 1542, estabeleceu 
padrões para a preparação de medicamentos e contribuiu para a 
padronização das práticas farmacêuticas. 
• Era da Química e desenvolvimento de novos medicamentos: o século XIX 
viu avanços significativos na farmácia com a crescente ênfase na química. 
O isolamento e a síntese de compostos químicos ativos levaram ao 
desenvolvimento de novos medicamentos, incluindo a descoberta da 
aspirina por Felix Hoffmann em 1897. 
• Descoberta de antibióticos (1920s-1940s): a descoberta de antibióticos, 
como a penicilina por Alexander Fleming em 1928, revolucionou a prática 
farmacêutica e o tratamento de doenças infecciosas, inaugurando a era 
dos medicamentos antimicrobianos. 
• Farmácia moderna eregulamentação: no século XX, a farmácia evoluiu 
para incluir pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, 
regulamentações mais rigorosas para garantir a segurança e a eficácia 
dos produtos farmacêuticos, bem como a integração de tecnologia nas 
práticas farmacêuticas. 
 
 
6 
Estes são apenas alguns marcos importantes da história da farmácia, que 
é repleta de momentos cruciais que impactaram a evolução da disciplina 
farmacêutica. A prática farmacêutica moderna está intrinsecamente ligada a 
essa rica herança, que influenciou a pesquisa e o desenvolvimento de 
medicamentos, as regulamentações que garantem a segurança e a eficácia dos 
produtos farmacêuticos, bem como as práticas de atendimento e a prestação de 
cuidados de saúde. 
Além desses marcos históricos importantes, vale ressaltar no quadro 1 a 
descoberta de substâncias químicas que revolucionaram a história da farmácia, 
sendo elas de origem natural ou sintética. 
Quadro 1 – Substância Importantes como marcos na história da farmácia 
Substância Ano de descoberta Efeito farmacológico 
Morfina 1804 Analgésico e sedativo 
Aspirina (ácido 
Acetilsalicílico) 
1899 Anti-inflamatório, analgésico e antipirético 
Insulina 1921 Regulação do nível de glicose no sangue 
Penicilina 1928 Antibiótico 
Anfetaminas (estimulantes) 1927 Estimulante do sistema nervoso central 
Antibióticos (sulfonamidas) Década de 1930 Antibiótico 
Clorpromazina 
(antipsicótico) 
1950 Antipsicótico 
Cortisona (esteroide) 1948 Anti-inflamatório e imunossupressor 
THC (Tetra-hidrocanabinol) 1964 Psicoativo e analgésico 
Fonte: Vinícius Bednarczuk de Oliveira, 2023. 
TEMA 4 – EVOLUÇÃO DO ENSINO FARMACÊUTICO NO BRASIL 
A história do ensino farmacêutico no Brasil é uma jornada que abrange 
quase dois séculos de desenvolvimento e transformação. O marco inaugural se 
deu em 1832, com a criação da Faculdade de Farmácia no Rio de Janeiro, 
estreitamente associada à Faculdade de Medicina e Cirurgia. Esse ponto de 
partida refletiu uma tentativa incipiente de unificação no modelo educacional, 
visando consolidar os conhecimentos farmacêuticos em uma estrutura 
acadêmica. Inicialmente, a figura do farmacêutico estava restrita à manipulação 
e dispensação de medicamentos. No entanto, em 1897, com a implementação 
 
 
7 
da Escola Livre de Farmácia e Química Industrial em Porto Alegre, uma nova 
dimensão foi adicionada à formação farmacêutica, abrindo portas para uma 
abordagem mais abrangente e diversificada. 
As alterações mais significativas na história do ensino farmacêutico no 
Brasil surgiram com a promulgação das diretrizes curriculares em 1962, 
particularmente o Parecer CFE 268. Essas diretrizes introduziram um novo 
paradigma, dividindo o currículo de Farmácia em duas etapas. A primeira fase 
buscava formar o farmacêutico, enquanto a segunda possibilitava a 
especialização como farmacêutico-bioquímico ou farmacêutico-industrial. Essa 
abordagem enfatizava um enfoque tecnicista na formação, com um currículo 
amplamente composto por disciplinas de caráter técnico. 
A década de 1980 testemunhou debates significativos entre os 
profissionais farmacêuticos, conforme a sociedade se deparava com o Projeto 
de Saúde para Todos até o ano 2000, proposto pela Organização Mundial da 
Saúde (OMS). Esse cenário desencadeou reflexões profundas sobre a formação 
farmacêutica e seu papel na promoção da saúde pública. 
As Diretrizes Curriculares Nacionais de 2002 (Resolução CNE/CES 
02/2002) representaram um ponto de inflexão na regulamentação do ensino 
farmacêutico no Brasil. Ao destacar a formação do farmacêutico como um 
profissional de saúde, essas diretrizes ampliaram o escopo da formação 
farmacêutica, além das funções tradicionais, incluindo a atuação no Sistema 
Único de Saúde (SUS). O currículo de Farmácia foi projetado de forma mais 
generalista e aberta, preparando os farmacêuticos para desempenhar papéis 
diversos na assistência à saúde. 
As Diretrizes Curriculares Nacionais de 2017 (Resolução CNE/CES 
248/2017) continuaram a moldar a formação do farmacêutico, enfocando a 
atuação do profissional como parte integrante da área de saúde. O currículo foi 
delineado com base em fármacos, medicamentos e assistência farmacêutica, 
mas também buscou a integração com análises clínicas, toxicologia, cosméticos 
e alimentos, visando um cuidado mais abrangente e holístico da saúde do 
indivíduo, da família e da comunidade. 
Uma transformação substancial entre as diretrizes de 1962 e as últimas 
reside na abordagem curricular. As diretrizes de 1962 eram caracterizadas por 
uma ênfase tecnicista, com currículos repletos de disciplinas técnicas. No 
 
 
8 
entanto, com as diretrizes mais recentes, a ênfase mudou para uma abordagem 
mais humanista, na qual o farmacêutico é percebido como um profissional de 
saúde que deve estabelecer uma relação sólida com o paciente. Essa evolução 
reflete o compromisso em formar farmacêuticos versáteis e preparados para 
atender às necessidades complexas da saúde pública, integrando ciência e 
cuidado em seu papel na sociedade. 
TEMA 5 – DISCIPLINAS CURRICULARES E SUA RELAÇÃO COM O ÂMBITO 
FARMACÊUTICO 
O curso de Farmácia, em conformidade com as Diretrizes Educacionais 
do Ministério da Educação, objetiva formar profissionais aptos a atuar em um 
mercado farmacêutico diversificado. O programa curricular abrange disciplinas 
voltadas para a prática profissional, capacitando os estudantes para 
desempenhar funções nas áreas de análises clínicas, produção de 
medicamentos, inspeção de alimentos e fármacos, além de fornecer 
competências para prestar atendimento especializado em drogarias e 
estabelecimentos de saúde. Os primeiros semestres da graduação englobam 
disciplinas fundamentais das Ciências Biológicas e da Saúde, enquanto a 
progressão do curso introduz matérias de natureza mais específica. 
A grade curricular do curso de Farmácia é notavelmente voltada para o 
aspecto prático e é amplamente desenvolvida em laboratórios devidamente 
equipados nas instalações universitárias. Os conteúdos programáticos 
abrangem uma gama diversificada de tópicos, desde o estudo da anatomia 
humana até a análise microbiológica, o desenvolvimento de formulações 
farmacêuticas e a fabricação de produtos como xampus e maquiagens. 
Adicionalmente, os alunos têm acesso a disciplinas que abordam a gestão 
de empreendimentos farmacêuticos, questões éticas relacionadas à prática 
profissional, bem como a legislação que regulamenta o setor farmacêutico. É 
comum que ocorram debates em sala de aula sobre temas sensíveis, incluindo, 
mas não se limitando aos limites da indústria farmacêutica, bioética e o uso de 
ensaios clínicos em seres humanos. Vale destacar que algumas disciplinas do 
currículo farmacêutico são consideradas fundamentais para a compreensão 
abrangente do mercado de trabalho farmacêutico, como ilustrado no Quadro 2, 
 
 
9 
o qual apresenta as disciplinas-chave e sua relação com as práticas profissionais 
no campo da Farmácia. 
Quadro 2 – Correlação das disciplinas curriculares com atuação profissional 
Disciplina 
Conteúdo e relação com a 
prática 
Aplicação na prática profissional 
Farmacologia 
Estudo dos fármacos e sua 
aplicação terapêutica. 
Atuação do farmacêutico em todas 
as áreas, com foco no uso e efeitos 
dos medicamentos. 
Farmacognosia 
Estudo de matérias-primas 
vegetais e sua aplicação na 
produção de medicamentos. 
Descoberta de novas moléculas 
terapêuticas e desenvolvimento de 
medicamentos a partir de produtos 
naturais. 
Farmacotécnica 
Transformação de fármacos 
em medicamentos, 
abrangendo diversas formas 
farmacêuticas. 
Preparação de medicamentos e 
produtos de beleza, incluindo 
formulações e controle de 
qualidade. 
Bromatologia 
Análise dos componentes dos 
alimentos e controle de 
qualidade. 
Atuação na indústria de alimentos, 
especialmente no controle de 
qualidade. 
CosmetologiaCriação de produtos 
cosméticos e seu 
desenvolvimento. 
Trabalho em indústrias de produtos 
cosméticos, abrangendo diversos 
produtos para cuidados com a pele 
e beleza. 
Hematologia 
Estudo do sangue e seus 
componentes, com foco em 
análises clínicas. 
Realização e análise de 
hemogramas e diagnóstico de 
distúrbios sanguíneos. 
Bioquímica Clínica 
Investigação de sangue e 
urina, identificando alterações 
metabólicas associadas a 
doenças. 
Análises clínicas e diagnóstico de 
doenças com base nas análises de 
fluidos biológicos. 
Legislação 
Farmacêutica 
Estudo das legislações que 
regem o setor farmacêutico. 
Aplicação das regulamentações da 
ANVISA e de órgãos reguladores 
na prática profissional. 
Tecnologia 
Farmacêutica 
Avanços na farmacotécnica e 
sua aplicação na prática 
clínica. 
Desenvolvimento de formulações 
terapêuticas inovadoras e sua 
aplicação. 
Toxicologia 
Estudo das substâncias 
tóxicas e seu impacto no 
organismo. 
Realização de exames 
toxicológicos e análises para 
identificar a ingestão de 
substâncias prejudiciais. 
Fonte: Vinícius Bednarczuk de Oliveira, 2023. 
 
 
 
10 
NA PRÁTICA 
Para auxiliar na fixação desta abordagem, responda às questões abaixo: 
1) Qual foi o impacto da descoberta de antibióticos, como a penicilina por 
Alexander Fleming em 1928, na prática farmacêutica e no tratamento de 
doenças infecciosas? 
a) Reduziu a ênfase na pesquisa de novos medicamentos. 
b) Revolucionou a prática farmacêutica e o tratamento de doenças 
infecciosas. 
c) Aumentou a ênfase na terapia natural com ervas medicinais. 
d) Minimizou a importância dos farmacêuticos no cuidado de pacientes. 
 
2) O que marcou a mudança nas diretrizes curriculares de 2002 para o 
ensino farmacêutico no Brasil? 
a) Ênfase na formação geral do farmacêutico como profissional de saúde. 
b) Separação do currículo em duas etapas: farmacêutico e farmacêutico-
bioquímico/farmacêutico-industrial. 
c) Redução das disciplinas técnicas no currículo. 
d) Introdução de um currículo mais tecnicista. 
 
3) Qual é o antigo documento egípcio que data de cerca de 1550 a.C. e é 
um dos primeiros registros escritos de práticas farmacêuticas, contendo 
informações sobre a preparação de medicamentos à base de plantas e 
minerais? 
a) Idade Média: Venenos e Bruxaria. 
b) Descoberta do Chá na China. 
c) Papiro de Ebers. 
d) Renascimento e a Farmacopeia. 
 
4) Qual avanço farmacêutico do século XIX foi fortemente influenciado pela 
crescente ênfase na química e levou ao desenvolvimento de novos 
medicamentos, incluindo a descoberta da aspirina por Felix Hoffmann em 
1897? 
 
 
11 
a) Descoberta de Antibióticos. 
b) Descoberta do Chá na China. 
c) Idade Média: Venenos e Bruxaria. 
d) Era da Química e Desenvolvimento de Novos Medicamentos. 
 
5) Quando foi criada a Faculdade de Farmácia no Rio de Janeiro, marcando 
o marco inaugural na história do ensino farmacêutico no Brasil? 
a) 1897 
b) 1962 
c) 1980 
d) 1832 
 
As respostas estão na seção Gabarito, após as Referências. 
FINALIZANDO 
Nesta abordagem, foi apresentado o histórico da profissão farmacêutica, 
a evolução do ensino de farmácia no Brasil e sua relação com o mercado de 
trabalho. Ao longo desta abordagem, exploramos marcos importantes, desde o 
antigo Papiro de Ebers, um registro egípcio que data de cerca de 1550 a.C., até 
a descoberta de antibióticos que revolucionaram o tratamento de doenças 
infecciosas. No contexto brasileiro, destaca-se a criação da primeira Faculdade 
de Farmácia no Rio de Janeiro em 1832 e sua associação à Faculdade de 
Medicina e Cirurgia. Observamos as mudanças nas diretrizes curriculares, que 
passaram de uma abordagem tecnicista para uma visão mais generalista e 
focada na saúde. Essas transformações refletem a constante evolução do 
campo farmacêutico, com o profissional farmacêutico desempenhando um papel 
fundamental na promoção da saúde pública e na segurança do paciente. A 
compreensão desse histórico é essencial para todos os futuros profissionais 
farmacêuticos, à medida que se preparam para atender às complexas demandas 
do mercado de trabalho e desempenhar um papel vital na sociedade. 
 
 
 
12 
REFERÊNCIAS 
CABRAL, C.; PITA, J. R. Sinopse da história da farmácia. Cronologia. Centro 
de Estudos interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra – 
CEIS20 (Grupo de História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia, Coimbra, 
2015), 2015. 
CHAGAS, M. O. et al. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Farmácia 
de 2017: perspectivas e desafios. TICs & EaD em Foco, v. 5, n. 2, 2019. 
EDLER, F. C. Boticas e pharmacias: uma história ilustrada da farmácia no Brasil. 
In: Boticas e pharmacias: uma história ilustrada da farmácia no Brasil. 2006. p. 
160-160. 
EVANGELISTA, M. L. F.; MENDONÇA, S. de A. M.; OLIVEIRA, D. R. O papel 
do preceptor na formação do estudante de farmácia: uma revisão da literatura. 
Journal of Applied Pharmaceutical Sciences, v. 7, p. 144-154, 2020. 
FERRAZ, J. R. Saúde Coletiva no ensino superior de Farmácia: a relevância da 
prática. Revista Expressão da Estácio, v. 5, n. 1, p. 134-145, 2021. 
GALLETTO, R. História da Farmácia: do surgimento da espécie humana ao fim 
da Antiguidade Clássica. Revista Uningá, v. 10, n. 1, 2006. 
PERTILE, R. A. A história das técnicas médicas a partir de ilustrações em papiros 
do Egito antigo. PosFAUUSP, n. 10, p. 79-88, 2020. 
RODRIGUES, M.; RODRIGUES, I.; CONCEIÇÃO, J. Importância dos 
Medicamentos Manipulados na Terapêutica: revisão histórica e estado atual. 
Acta Farmacêutica Portuguesa, v. 12, n. 1, p. 51-70, 2023. 
SILVA, I. A.; ALVIM, H. G. O. A história dos medicamentos e o uso das fórmulas: 
a conscientização do uso adequado. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 
3, n. 7, p. 475-488, 2020. 
 
 
 
13 
GABARITO 
a) b 
b) a 
c) c 
d) d 
e) d

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