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Roteiro de aulas práticas de Citologia, Histologia e Embriologia com atividade sobre a catalase (materiais, procedimento e conclusões) e seção sobre utilização do microscópio de luz, com conceitos e descrição das partes do aparelho.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA AMAZÔNIA - UNAMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISCIPLINA CITOLOGIA, HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA 
 
 
 
ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Ma Patricia Spinola da Rocha 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE DA CATALASE 
 
 
Peroxissoma é uma organela esférica, envolvida por uma membrana vesicular, presente no citoplasma, 
sobretudo em células animais. São as organelas responsáveis pelo armazenamento das enzimas 
diretamente relacionadas com o metabolismo do peróxido de hidrogênio, substância altamente tóxica 
para a célula. 
Esta organela tem a capacidade de degradar compostos tóxicos para a célula, transformando-os em 
compostos menos tóxicos. Os produtos a degradar são marcados pela enzima e transportados ao 
peroxissomo, onde sofrem ação das catalases e oxidases, enzimas que catalisam a sua transformação 
em peróxido de hidrogênio. 
2H2O2 catalase 2H2O + O2 
 
MATERIAIS (por grupo) 
1. Um pote de vidro com tampa 
2. Um pedaço de bife de fígado 
3. Água oxigenada vol 10 
4. Fósforo 
5. Palito de madeira (tipo pau-de-laranjeira). 
 
PROCEDIMENTO 
1- Coloque a água oxigenada em um vidro. Acrescente o fígado e tampe o recipiente. 
2- Observe o que começa a acontecer imediatamente. 
Como você explica o que está acontecendo? 
3- Acenda a extremidade da vareta e sopre-a até apagar. Abra a tampa do vidro e coloque a vareta em 
seu interior. 
O que aconteceu? Como você explica o que aconteceu? 
 
INSTRUÇÕES AOS ALUNOS 
Discuta com os colegas de seu grupo os resultados da experiência e anote-os. Em seguida elabore as 
conclusões do grupo e registre-as. 
 
CONCLUSÕES 
O fígado humano é como uma fábrica que produz milhares de produtos químicos. Para isso, utiliza 
enzimas, como a catalase, que decompõe a água oxigenada. Com essa experiência pode-se verificar 
como atua a enzima catalase, presente no fígado. O fato de a vareta se reacender prova que o oxigênio 
é produto de uma reação química. 
 
 
 
 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Organela
http://pt.wikipedia.org/wiki/Citoplasma
http://pt.wikipedia.org/wiki/Organelas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Enzimas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metabolismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Per%C3%B3xido
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrog%C3%AAnio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Catalase
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxidase
http://pt.wikipedia.org/wiki/Enzima
http://pt.wikipedia.org/wiki/Per%C3%B3xido_de_hidrog%C3%AAnio
 
 
UTILIZAÇÃO DO MICROSCÓPIO DE LUZ 
1. Conceitos abordados 
 O microscópio de luz é um aparelho utilizado para observação de objetos muito pequenos, 
impossíveis de serem examinados, em detalhes, a olho nu. O tipo de microscópio mais utilizado 
nos estudos citológicos é o composto, que é constituído basicamente por duas lentes convergentes. 
Neste microscópio a luz atravessa o objeto observado e o conjunto de lentes, antes de atingir o 
olho, formando uma imagem bidimensional. Assim, o objeto deve ser delgado o suficiente para 
que a luz o atravesse. 
1.1. Descrição dos componentes do microscópio 
O microscópio é composto, basicamente por dois sistemas: o óptico, formado pelas lentes e o 
mecânico que as sustenta. A seguir, encontram-se descritas cada uma das partes desses sistemas. 
A. Pé ou Base: é o suporte do microscópio, peça que sustenta todas as outras. 
B. Corpo ou Braço: é a peça que liga a base à parte superior do microscópio. 
C. Platina ou Mesa: é uma peça de formato retangular, ou arredondada, disposta paralelamente 
à direção da base do microscópio. Esta peça se destina à recepção da lâmina contendo o material para 
estudo. No centro da platina existe uma abertura para a passagem de luz. Associada à platina, 
normalmente, encontra-se uma peça denominada “charriot” cuja função é movimentar a lâmina no 
plano horizontal. Os dois parafusos dispostos lateralmente à platina, um sobre o outro, promovem a 
movimentação do “charriot”. O parafuso mais externo (de menor diâmetro) permite o deslizamento 
da lâmina da esquerda para direita e vice-versa. O parafuso de diâmetro maior é responsável pelo 
movimento da lâmina para frente e para trás. Acoplada ao “charriot”, há uma presilha que permite o 
encaixe e fixação da lâmina. 
D. Fonte de luz: há uma fonte de luz apoiada sobre o pé do microscópio. Alguns microscópios 
possuem apenas um espelho para refletir a luz de uma fonte externa. 
E. Filtro: é uma placa de vidro colorida (azul, verde, etc.) fixada a um receptáculo, que torna a 
luz mais apropriada à observação do material. O filtro azul é usado em microscópio de rotina para 
transformar a luz amarelada da lâmpada em luz branca tipo luz solar. 
F. Condensador: é um conjunto de lentes situado abaixo da platina, que concentra e torna 
paralelo o feixe luminoso, fornecendo a luz necessária à iluminação uniforme do objeto em estudo. 
O “parafuso” do condensador, localizado lateralmente no braço do microscópio, permite a 
movimentação das lentes condensadoras que devem ser mantidas na posição mais elevada para 
obtenção de uma iluminação uniforme. 
G. Diafragma ou Íris: é uma peça associada ao condensador, regulável mediante uma alavanca, 
que controla a quantidade de luz que atinge o orifício da platina. A regulagem adequada deste 
diafragma oferece uma imagem com melhor contraste. 
 
 
H. Canhão: é a parte superior do microscópio, dotada de movimento de rotação constituída por 
uma peça semi-esférica, ligado a um tubo em cuja extremidade encontra-se a lente ocular. 
I. Revólver: localizado abaixo do canhão. O revólver é uma peça circular dotada de movimento 
de rotação, no qual se inserem as lentes objetivas. O disco do revólver possui ranhuras para que o 
observador possa girá-lo para as mudanças de objetivas. 
J. Ocular: é a lente superior do microscópio que se encaixa no tubo. Toda ocular traz indicado 
o aumento que proporciona à imagem do objeto observado. 
K. Objetivas: o microscópio possui, geralmente, quatro lentes objetivas. Toda objetiva traz 
gravado o aumento que proporciona à do objeto observado. Este aumento é indicado pelo número 
gravado com caracteres maiores. O número gravado com caracteres menores refere-se a abertura 
numérica da lente, um detalhe da óptica. 
L. Parafuso macrométrico: na lateral do braço existem dois parafusos, geralmente, encaixados 
um no outro. O de maior diâmetro é o parafuso macrométrico, que permite grandes avanços ou recuos 
da platina em relação à objetiva. 
M. Parafuso micrométrico: esse parafuso permite pequenos avanços ou recuos da platina. 
Apresenta um menor diâmetro, podendo estar próximo ou associado ao macrométrico. 
N. Trava: junto ao braço do microscópio pode existir uma alavanca que trava o movimento do 
parafuso macrométrico em uma determinada posição, impedindo a movimentação da platina e 
protegendo as objetivas contra possíveis choques. 
 
1.2. Procedimentos corretos para a focalização 
- Abaixe a mesa totalmente usando o parafuso macrométrico. Gire o revólver, encaixando a 
objetiva de menor aumento (4X). Verifique pelo ruído característico do encaixe se a objetiva está 
realmente encaixada. 
- Pegue a lâmina, segurando-a apenas pelas bordas. Verifique se a lamínula está voltada para 
cima. 
- Abra a presilha e coloque a lâmina sobre a platina, encaixando-a ao “charriot”. Solte a presilha 
e verifique se a lâmina está bem encaixada. Centralize o material no orifício da platina, utilizando os 
parafusos do “charriot”. 
- Acenda a luz do microscópio. 
- Verifique se o diafragma está aberto, olhando lateralmente se há passagem de luz através do 
orifício da platina. Caso seja necessário, abra o diafragma, movimentando a alavanca correspondente. 
- Certifique-se se o condensador encontra-se em posição mais elevada. 
- Levante a platina até o seu ponto máximo movimentando o parafuso macrométrico, até o seu 
ponto máximo. 
 
 
- Agora, olhando através da ocular, com os dois olhos abertose utilizando o parafuso 
macrométrico, abaixe lentamente a platina, até que o material a ser observado seja visto. Assim que 
isto ocorrer, corrija a focalização utilizando o parafuso micrométrico. 
- Explore o material, movimentando os parafusos do “charriot” com uma das mãos e o parafuso 
micrométrico com a outra. Coloque sempre o material a ser analisado no centro do campo de 
observação, antes de passar para a objetiva de aumento imediatamente superior. 
- Encaixe a objetiva de 10X e faça o ajuste da focalização, utilizando apenas o parafuso 
micrométrico. Observe o campo atentamente. 
- Selecione uma determinada área do material, centralize-a e encaixe a objetiva de 40X. Faça o 
ajuste da focalização, utilizando somente o parafuso micrométrico. 
- Terminando a observação, desligue a luz, gire o revólver para encaixar a objetiva de menor 
aumento (passando pela objetiva de 10X) e retire a lâmina. 
Obs. Nunca movimente a platina do microscópio com a objetiva de maior aumento encaixada. 
 
 
 1 = ocular 
 2 = objetivas e revólver 
 3 = platina 
 4 = charriot 
 5 = macrométrico 
 6 = micrométrico 
 7 = diafragma no condensador 
 8 = condensador 
 9 = botão do condensador 
10 = dois parafusos centralizadores do condensador 
11 = fonte de luz 
12 = controle de iluminação 
13 = diafragma de campo (alavanca no lado esquerdo do 
microscópio) 
14 = dois parafusos de ajuste da lâmpada (esquerdo e direito) 
15 = focalizadora da lâmpada (alavanca no lado direito do 
microscópio - não visível no fotografia) 
Figura 1 - O Microscópio 
 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÃO DE CÉLULA ANIMAL 
 
Material 
 
• Lâmina 
• Lamínula 
• Azul de metileno 
• Papel de limpeza 
• Palito 
• Microscópio óptico 
Procedimento 
I. Observação de células da mucosa bucal 
1. Como palito, raspa o interior da cavidade bucal. Espalha o conteúdo do palito na lâmina. 
2. Junta 1 gota de azul de metileno e cobre com a lamínula. 
3. Observa ao microscópio. 
REGISTRE A FORMA DA CÉLULA OBSERVADA E SUAS ESTRUTURAS VISÍVEIS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDANDO A PASSAGEM DE SOLVENTE PELA MEMBRANA PLASMÁTICA DE 
CÉLULA ANIMAL (HEMÁCIAS) 
 
1. Conceitos abordados 
As células de qualquer organismo estão cobertas pela membrana celular. A constituição dessa 
membrana promove a passagem controlada de substâncias e o consequente equilíbrio dinâmico no 
interior do organismo. 
A água e outros íons pequenos podem passar sem gasto de energia (transporte passivo) pelas 
membranas biológicas. Uma das formas de transporte passivo é a osmose, que vem a ser a passagem 
do solvente de uma solução menos concentrada para a solução mais concentrada, através de uma 
membrana semipermeável. 
A observação ao microscópio do fenômeno osmótico, atuando diretamente nas hemácias e em células 
vegetais, permite ao professor promover uma boa discussão com os alunos sobre a permeabilidade e 
a organização da membrana celular. 
 
 
 
2. Material necessário 
➢ Luvas descartáveis 
➢ Lâminas e lamínulas 
➢ Agulha hipodérmica descartável 
➢ Algodão 
➢ Local descarte de perfuro cortante 
➢ Conta-gotas 
➢ Água destilada 
➢ Solução hipertônica (solução saturada de NaCl e/ou açúcar) 
➢ Microscópio óptico (MO) 
 
3. Procedimento 
1. Coloque as luvas. Faça assepia correta e um pequeno furo na ponta do dedo com uma agulha 
descartável estéril e coloque uma gota de sangue sobre cada lâmina (2) (todas as agulhas devem ser 
imediatamente dispensadas) 
2. Em uma das lâminas, com um conta-gotas coloque uma gota de uma solução hipertônica. 
3. Na outra lâmina, use água destilada (solução hipotônica). Cobrir cuidadosamente com 
Lamínula. 
4. Observar ao Microscópio óptico (MO) 
5. Registre a forma da célula observada nos dois processos explicando o movimento da água 
através da membrana celular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Terminada a observação, as lâminas devem ser mergulhadas em uma solução de desinfetante à base de cloro 
(20%) ou álcool 96GL, para depois serem limpas e reaproveitadas. Passar um algodão com álcool na mesa do microscópio 
e demais partes manuseadas do aparelho.

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