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PSICOLOGIA COGNITIVA E 
COGNIÇÃO SOCIAL
FONTE: CONTEÚDO DIGITAL ESTÁCIO
PSICOLOGIA COGNITIVA: 
• é o estudo da forma pela qual as pessoas percebem, aprendem, lembram-se 
de algo e pensam sobre as informações.
• Outras áreas de estudo para os psicólogos cognitivos = são as bases 
biológicas da cognição: atenção, consciência, percepção, memória, 
linguagem, solução de problemas, criatividade, tomada de decisões, 
raciocínio, mudanças na cognição, inteligência humana e diversos outros 
aspectos do pensamento humano.
• Origem = primeira metade do século XX
 Behaviorismo / Psicanálise
Psicologia cognitiva X Behaviorismo
PSICOLOGIA COGNITIVA = 
• resposta aos estímulos + processo de aquisição do conhecimento.
• destaca são os processos mentais diante de eventos,
• o foco é a mente mas não descarta o comportamento
• por meio da observação das respostas comportamentais podemos avaliar e 
chegar a conclusões sobre os processos mentais associados a essas reações.
BEHAVIORISMO = 
• resposta aos estímulos
• conexões estímulo-resposta
• reações comportamentais como única fonte de pesquisa e análise
A partir dos anos 1980, 
• o cognitivismo = abordagem preponderante no cenário norte-americano e na 
psicologia social psicológica.
• No início, a Psicologia Social se dedicava a estudar os processos socioculturais 
do homem. 
• Posteriormente, passou a focar nos processos intraindividuais e se tornou mais 
individualista, denominando-se psicologia social psicológica = Concebia o 
indivíduo como parte de um sistema.
 foca nos estudos de como o indivíduo responde aos estímulos do grupo.
 Devido a isso = as pesquisas na área da cognição social passaram a ser alvo de 
grande interesse.
COGNIÇÃO SOCIAL
• compreender os processos cognitivos que se encontram subjacentes aos 
pensamentos sociais.
Fatores cognitivos são observados e analisados por psicólogos pesquisadores:
• teoria da atribuição da psicologia social;
• A teoria da dissonância cognitiva;
• A motivação e a emoção;
• A personalidade;
• A aprendizagem;
• A memória;
• A percepção;
• O processamento da informação na tomada de decisões ou na solução de 
problemas.
Três tópicos podem ser considerados centrais para a psicologia social:
• Cognição social
• Atitudes
• Processos grupais
COGNIÇÃO SOCIAL
• uma subárea da Psicologia,
• abarca uma série de microteorias, que surgiram no contexto da psicologia 
social
• entender como os indivíduos formam pensamentos a respeito deles mesmos, 
de outras pessoas, dos fatos e grupos sociais, e como explicam 
comportamentos e eventos.
COGNIÇÃO SOCIAL 
• Definição: estuda como as pessoas fazem inferências sobre informações obtidas 
no meio social, 
 como se percebem, interpretam, representam e se lembram de informações 
sobre elas mesmas e os demais, 
 como tais inferências são formadas e afetam o comportamento.
• fundamentada no processamento da informação e nos processos cognitivos = 
atenção, percepção, memória e o julgamento.
• esses processos cognitivos, eles são influenciados por tendenciosidades, 
esquemas sociais, heurísticas (atalhos para o conhecimento da realidade social) e 
automatismos (comportamento exibido inconscientemente)
ESQUEMAS SOCIAIS = No contato do indivíduo com seu mundo social, os estímulos 
são transformados em informações, que, por sua vez, são representadas 
cognitivamente (em forma de estruturas mentais de conhecimento),
OBS: A heurística ou atalhos mentais = é um método rápido de chegar a 
conclusões ao tentarmos conhecer o ambiente social, mas nem sempre nos leva 
a conclusões corretas.
• Pesquisas = grande parte do nosso comportamento social é orientado por 
pensamentos automáticos, independentemente de nossa consciência dele.
• o comportamento é uma função de fontes internas e externas
• Fontes internas = Oriundas de pensamentos conscientes com base no 
comportamento.
• Fontes externas = São apenas percepções do comportamento dos outros.
Representações Sociais:
• um conjunto de conceitos, imagens e explicações que se originam no senso 
comum, em se tratando das interações e comunicações interpessoais. 
• Sobre tais circunstâncias, elas se modificam à medida que novos significados 
vão sendo agregados à realidade.
 EX: boneca Barbie (havia embutidos conceitos de beleza e feminilidade do 
senso comum.)
• As representações sociais são construídas na fronteira entre o psicológico e o 
social.
• As representações sociais têm como função dar sentido ao desconhecido, 
convertendo o não familiar em algo familiar.
TEORIA DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
• Inicialmente proposta pelo psicólogo social Serge Moscovici (1925-2014)
• É uma abordagem psicossociológica do processo de construção do 
pensamento social.
• O estudo das representações sociais = pode ser compreendido como o ato de 
identificar a “visão de mundo” que grupos ou indivíduos possuem ou 
empregam na sua forma de agir e posicionar.
• a teoria pode ser vista como um pensamento social que resulta das 
experiências, crenças e trocas de informações contidas na vida rotineira, 
propagadas ou recebidas pela comunicação e tradições.
A ancoragem = tem função inserir o fenômeno não familiar em um conjunto 
de categorias e imagens familiares, de forma que ele possa ser interpretado 
(FERREIRA, 2010).
Ancorar = é atribuir nomes e categorias à realidade, colocando-as em um 
contexto comum e familiar. Quando damos um nome ou uma classificação a 
algo que não era familiar, ele passa a ser familiar, e podemos imaginá-lo, 
representá-lo. Assim, asseguramos sua incorporação social.
EX: Para lidar com as incertezas e todas as mudanças advindas do coronavírus 
durante a pandemia, muitas pessoas passaram a usar a expressão “o novo 
normal”, buscando ancorar todas as alterações em nossa rotina e em nosso 
comportamento como uma nova condição do que seria normalidade nesse 
momento, procurando diminuir o desconforto gerado.
• Para que possamos compreender a dinâmica das interações sociais e 
esclarecer os determinantes das práticas sociais = fundamental identificar as 
funções das representações sociais.
• São 4 = conhecimento / identitária / orientação / justificadora
• Conhecimento = relacionada à função de conhecimento. Possibilidade dos 
indivíduos compreenderem e explicarem a realidade, a partir das 
representações sociais.
• Identitária = definem a identidade e concedem a proteção da especificidade 
dos grupos. Refere aos processos de comparação social.
• Orientação = guiam os comportamentos e as práticas sociais: um manual 
orientador para ação.
• Justificadora = as representações mantêm e justificam a diferenciação social, 
sendo capaz de estereotipar as relações entre grupos, colaborando para a 
discriminação ou mantendo entre eles um afastamento social.
TEORIA DA DISSONÂNCIA COGNITIVA
• Foi lançada em 1957 / teoria de Festinger.
• tem notável valor heurístico (a ideia de não gastarmos muito esforço cognitivo 
na tentativa de entender o mundo em que vivemos) e desencadeou diversos 
experimentos na área de Psicologia social.
• O cerne da teoria = nós procuramos um estado de harmonia em nossas 
cognições, ou seja, em qualquer conhecimento, crença ou opinião sobre o 
ambiente, sobre nós e sobre o comportamento. 
• A dissonância cognitiva é um estado desagradável em que justamente 
encontramos uma forma de reduzir ou eliminar, de maneira a evitar que os 
acontecimentos dissonantes aumentem de proporção. 
ABORDAGEM DA NEUROCIÊNCIA SOCIOCOGNITIVA
• A área de neurociência social surge do interesse de investigar as possíveis 
associações existentes entre a cognição social e as funções cerebrais.
• Objetivo = compreender o papel desempenhado pelas estruturas neurais no 
processamento da informação social. 
• determinados mecanismos neurocerebrais = são responsáveis pelo raciocínio 
social, justificando que existem estruturas cerebrais específicas especializadas 
nas atividades de autopercepção e percepção dos demais indivíduos egrupos 
sociais, bem como nas ações que permitem a vida em sociedade.
• A neurociência sociocognitiva = área interdisciplinar, que combina métodos 
da neurociência cognitiva com as teorias de Cognição social, Economia, 
Ciências políticas, Antropologia e outras.
• estuda os mecanismos mentais que criam, enquadram, regulam e 
respondem a nossa experiência no mundo social.
• Certas áreas do córtex cerebral superior = são especializadas em 
determinados processos sociocognitivos, como a autopercepção, a detecção e 
compreensão de faces, vozes e movimentos humanos, a percepção de 
sentido dos outros, atribuição de estados mentais.
• A neurociência sociocognitiva = busca estudar os mecanismos neuronais, que 
estão subjacentes aos processos sociocognitivos por meio da combinação 
dos três níveis de análise:
• Social Direcionado aos fatores sociais e motivacionais, que influenciam o 
comportamento e a experiência. 
• Cognitivo Com o foco nos mecanismos do processamento de informações, 
que levam aos fenômenos de nível social. 
• Neuronal Centrado nos mecanismos cerebrais, que levam aos processos de 
nível cognitivo. A partir disso, percebemos que essa abordagem tem como 
objetivo estudar os mecanismos neurocognitivos implícitos que dão apoio à 
cognição social, em vez de ter o seu foco nos efeitos psicofisiológicos 
posteriores resultantes da cognição social
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