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CÓDIGO PENAL MILITAR (AULA 11) Prof. Luis Henrique Machado .’. DECRETO-LEI Nº 1.001, DE 21 DE OUTUBRO DE 1969. CÓDIGO PENAL MILITAR PARTE GERAL LIVRO ÚNICO TÍTULO VIII DA EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE CAUSAS EXTINTIVAS Art. 123. Extingue-se a punibilidade: I - pela morte do agente II – pela anistia, graça ou indulto; (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023) III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; IV - pela prescrição; V – (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023) VI - pelo ressarcimento do dano, no peculato culposo (art. 303, § 4º). VII – pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. (Incluído pela Lei nº 14.688, de 2023) Parágrafo único. A extinção da punibilidade de crime, que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro, não se estende a êste. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um dêles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO Art. 124. A prescrição refere-se à pretensão punitiva ou à executória. (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023) Diferenças Fundamentais Aspecto Prescrição Punitiva Prescrição Executória Momento Antes do trânsito em julgado Após o trânsito em julgado Base de cálculo Pena máxima cominada ao crime Pena concreta imposta na sentença Efeito Extingue o direito de punir (aplicar a pena) Extingue o direito de executar a pena aplicada Interrupção/Suspensão Interrompida por atos processuais como denúncia Interrompida pelo início ou continuidade da execução da pena O parágrafo único do Art. 123 trata de uma situação específica envolvendo a extinção de punibilidade e sua relação com outros crimes que possam estar ligados ao mesmo contexto. A ideia principal é que, quando um crime é extinto pela punibilidade, isso não afeta outro crime que dependa do primeiro como: 1. Pressuposto: O crime depende da existência de outro para ser configurado. 2. Elemento constitutivo: O crime original faz parte da definição do segundo crime. 3. Circunstância agravante: O crime original agrava a pena do segundo crime. Além disso, se houver crimes conexos (ligados ao mesmo contexto), a extinção de um não impede a agravação da pena de outro crime pelo fato da conexão. Explicação com exemplo: 1. Caso de pressuposto: Imagine que um indivíduo pratique um crime de receptação (art. 180 do Código Penal), que pressupõe a prática de um crime anterior (o roubo ou furto do bem). · Se o agente que cometeu o roubo (crime pressuposto) falece, extinguindo-se a punibilidade, isso não interfere no crime de receptação praticado por outra pessoa. 2. Caso de elemento constitutivo: No crime de lavagem de dinheiro, o elemento constitutivo é a prática de um crime anterior que gerou os valores ilícitos (como corrupção ou tráfico de drogas). · Se o crime anterior for extinto pela prescrição, isso não impede a punição pela lavagem de dinheiro, já que a extinção de punibilidade não se estende ao segundo crime. 3. Caso de circunstância agravante: Suponha que um agente pratique um crime de homicídio qualificado por conexão com outro crime, como um roubo seguido de morte (latrocínio). · Se o roubo for extinto pela prescrição, o homicídio continua a ser punido, e a extinção do roubo não remove a circunstância agravante da conexão. 4. Crimes conexos: Dois crimes são praticados no mesmo contexto: um roubo e um homicídio doloso. · Se a punibilidade pelo roubo for extinta (por prescrição ou outra causa), isso não impede que o homicídio seja agravado pela conexão com o roubo. Resumo prático: A extinção de punibilidade afeta apenas o crime diretamente relacionado e não altera ou diminui a responsabilidade por outros crimes que dependam dele, o incluam como elemento ou agravem a pena. 1. Prescrição da Pretensão Punitiva A prescrição punitiva é aquela que ocorre antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória para ambas as partes (acusação e defesa). Ela extingue o direito do Estado de punir o agente, ou seja, de aplicar uma pena pelo fato criminoso. Características principais: · Ocorre durante o processo, antes de a sentença condenatória transitar em julgado. · Baseia-se no máximo da pena cominada ao crime, conforme os prazos estabelecidos no Art. 125 do Código Penal Militar (CPM). · Impede que o Estado finalize o julgamento e aplique a sanção penal. Exemplo: Um crime cuja pena máxima é de 8 anos tem prazo prescricional de 12 anos (Art. 125, IV, CPM). Se, após a última interrupção da prescrição, decorram 12 anos sem que o processo seja finalizado com trânsito em julgado, ocorre a prescrição da pretensão punitiva. 2. Prescrição da Pretensão Executória A prescrição executória ocorre após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, quando o direito do Estado de executar a pena imposta expira. Características principais: · Ocorre após a condenação definitiva (não há mais possibilidade de recurso). · Baseia-se na pena concreta imposta na sentença, conforme os mesmos prazos do Art. 125 do CPM, mas aumentados em um terço nos casos de criminosos habituais ou por tendência (Art. 126, caput, CPM). · Extingue o direito do Estado de exigir o cumprimento da pena. Exemplo: Um condenado a uma pena de 4 anos de prisão, com trânsito em julgado em 2020, terá o prazo da prescrição executória de 8 anos (Art. 125, V, CPM). Se até 2028 o Estado não executar a pena, ocorrerá a prescrição da pretensão executória. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 14.688, DE 2023) Art. 125. A prescrição da pretensão punitiva, salvo o disposto no § 1º deste artigo, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023) I - em trinta anos, se a pena é de morte; II - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; III - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito e não excede a doze; IV - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro e não excede a oito; V - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois e não excede a quatro; VI - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; VII – em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023) SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA DE QUE SOMENTE O RÉU RECORRE § 1º Sobrevindo sentença condenatória, de que somente o réu tenha recorrido, a prescrição passa a regular-se pela pena imposta, e deve ser logo declarada, sem prejuízo do andamento do recurso, se, entre a última causa interruptiva do curso da prescrição (§ 5º) e a sentença, já decorreu tempo suficiente. TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO DA AÇÃO PENAL § 2º A prescrição da ação penal começa a correr: a) do dia em que o crime se consumou; b) no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; c) nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; d) nos crimes de falsidade, da data em que o fato se tornou conhecido. CASO DE CONCURSO DE CRIMES OU DE CRIME CONTINUADO § 3º No caso de concurso de crimes ou de crime continuado, a prescrição é referida, não à pena unificada, mas à de cada crime considerado isoladamente. SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO § 4º A prescrição da ação penal não corre: I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime; II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro. III – enquanto pendentes embargos de declaração ou recursos ao Supremo Tribunal Federal, se estes forem considerados inadmissíveis. (Incluído pela Lei nº 14.688, de 2023) INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO § 5º O curso da prescrição da ação penal interrompe-se: I - pela instauração do processo; II – pela sentença condenatória ou acórdão condenatório recorríveis; (Redação dada pela Lei nº 14.688, de 2023) III – pelo início ou continuação da execução provisória ou definitiva da pena; e (Incluído pela Lei nº 14.688, de 2023) IV – pela reincidência. (Incluído pela Lei nº 14.688, de 2023) § 6º A interrupção da prescrição produzefeito relativamente a todos os autores do crime; e, nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, a interrupção relativa a qualquer deles estende-se aos demais. PRESCRIÇÃO DA EXECUÇÃO DA PENA OU DA MEDIDA DE SEGURANÇA QUE A SUBSTITUI Art. 126. A prescrição da execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança que a substitui (art. 113) regula-se pelo tempo fixado na sentença e verifica-se nos mesmos prazos estabelecidos no art. 125, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é criminoso habitual ou por tendência.1. Criminoso habitual O criminoso habitual é aquele que, por sua forma de vida ou comportamento reiterado, demonstra uma prática contínua de crimes. A prática de crimes não é um evento isolado em sua vida, mas uma condição de repetição que evidencia uma relação constante com a criminalidade. Exemplos: · Uma pessoa que pratica furtos continuamente como meio de sustento, acumulando diversas condenações. · Alguém que, ao longo de sua vida, comete vários crimes relacionados à mesma conduta (como estelionatos frequentes). 2. Criminoso por tendência O criminoso por tendência é aquele que possui uma predisposição pessoal para a prática de crimes, geralmente relacionada a uma personalidade inclinada ao crime ou a um comportamento impulsivo que leva à violação de normas. Esse tipo de criminoso pode não praticar crimes repetidamente como o habitual, mas sua inclinação pessoal ao crime é identificável. Exemplos: · Alguém com personalidade agressiva que comete crimes violentos sempre que tem oportunidade. · Um indivíduo que, por traços psicológicos ou sociais, tende a desrespeitar sistematicamente regras ou leis, mesmo em diferentes contextos. § 1º Começa a correr a prescrição: a) do dia em que passa em julgado a sentença condenatória ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; b) do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva computar-se na pena. § 2º No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento ou desinternação condicionais, a prescrição se regula pelo restante tempo da execução. § 3º O curso da prescrição da execução da pena suspende-se enquanto o condenado está preso por outro motivo, e interrompe-se pelo início ou continuação do cumprimento da pena, ou pela reincidência. DISPOSIÇÕES COMUNS A AMBAS AS ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO Art. 128. Interrompida a prescrição, salvo o caso do § 3º, segunda parte, do art. 126, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. REDUÇÃO Art. 129. São reduzidos de metade os prazos da prescrição, quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de vinte e um anos ou maior de setenta. IMPRESCRITIBILIDADE DAS PENAS ACESSÓRIAS Art. 130. É imprescritível a execução das penas acessórias. PRESCRIÇÃO NO CASO DE INSUBMISSÃO Art. 131. A prescrição começa a correr, no crime de insubmissão, do dia em que o insubmisso atinge a idade de trinta anos. PRESCRIÇÃO NO CASO DE DESERÇÃO Art. 132. No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta e cinco anos, e, se oficial, a de sessenta. DECLARAÇÃO DE OFÍCIO Art. 133. A prescrição, embora não alegada, deve ser declarada de ofício. REABILITAÇÃO Art. 134. A reabilitação alcança quaisquer penas impostas por sentença definitiva. § 1º A reabilitação poderá ser requerida decorridos cinco anos do dia em que for extinta, de qualquer modo, a pena principal ou terminar a execução desta ou da medida de segurança aplicada em substituição (art. 113), ou do dia em que terminar o prazo da suspensão condicional da pena ou do livramento condicional, desde que o condenado: a) tenha tido domicílio no País, no prazo acima referido; b) tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado; c) tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre absoluta impossibilidade de o fazer até o dia do pedido, ou exiba documento que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida. § 2º A reabilitação não pode ser concedida: a) em favor dos que foram reconhecidos perigosos, salvo prova cabal em contrário; b) em relação aos atingidos pelas penas acessórias do art. 98, inciso VII, se o crime for de natureza sexual em detrimento de filho, tutelado ou curatelado. PRAZO PARA RENOVAÇÃO DO PEDIDO § 3º Negada a reabilitação, não pode ser novamente requerida senão após o decurso de dois anos. § 4º Os prazos para o pedido de reabilitação serão contados em dobro no caso de criminoso habitual ou por tendência. REVOGAÇÃO § 5º A reabilitação será revogada de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, se a pessoa reabilitada for condenada, por decisão definitiva, ao cumprimento de pena privativa da liberdade. CANCELAMENTO DO REGISTRO DE CONDENAÇÕES PENAIS Art. 135. Declarada a reabilitação, serão cancelados, mediante averbação, os antecedentes criminais. SIGILO SOBRE ANTECEDENTES CRIMINAIS Parágrafo único. Concedida a reabilitação, o registro oficial de condenações penais não pode ser comunicado senão à autoridade policial ou judiciária, ou ao representante do Ministério Público, para instrução de processo penal que venha a ser instaurado contra o reabilitado. QUESTÕES CPM (AULA 11) 1. Sobre as causas extintivas de punibilidade, assinale a alternativa correta: A) A morte do agente não é causa de extinção da punibilidade. B) O ressarcimento do dano extingue a punibilidade em qualquer crime. C) O perdão judicial é causa de extinção da punibilidade, nos casos previstos em lei. D) A prescrição extingue a punibilidade apenas na fase de execução da pena. E) A anistia é aplicável apenas a crimes de menor potencial ofensivo. 2. A prescrição da pretensão punitiva no caso de um crime cuja pena máxima seja superior a 8 anos e não exceda 12 anos será de: A) 8 anos. B) 10 anos. C) 12 anos. D) 16 anos. E) 20 anos. 3. Sobre o termo inicial da prescrição da ação penal, é correto afirmar que: A) Nos crimes permanentes, a prescrição começa a correr do dia da consumação. B) Nos crimes de falsidade, a prescrição começa a contar do dia em que o fato foi praticado. C) Nos crimes tentados, a prescrição inicia-se do dia em que cessou a atividade criminosa. D) Nos crimes consumados, a prescrição inicia-se do momento em que o agente foi preso. E) Nos crimes conexos, a prescrição é unificada para todos os crimes. 4. A prescrição da execução da pena é regulada pelos mesmos prazos da prescrição da pretensão punitiva, sendo aumentados em: A) 1/5. B) 1/3. C) 2/5. D) 1/2. E) Não sofre alteração. 5. Nos casos de suspensão da prescrição da ação penal, NÃO se aplica: A) Quando o agente está cumprindo pena no estrangeiro. B) Quando há pendência de embargos de declaração considerados inadmissíveis. C) Enquanto não resolvida questão de outro processo que reconheça a existência do crime. D) Enquanto o agente está preso preventivamente. E) Durante a pendência de recurso ao Supremo Tribunal Federal. 6. A interrupção da prescrição ocorre, exceto: A) Pela instauração do processo. B) Pela reincidência. C) Pelo início da execução provisória da pena. D) Pelo arquivamento do inquérito policial. E) Pela sentença condenatória recorrível. 7. A reabilitação poderá ser requerida após o término da execução da pena, desde que o condenado: A) Resida no Brasil por 2 anos e tenha bom comportamento. B) Resida no Brasil por 5 anos e ressarça o dano causado, salvo impossibilidade. C) Esteja em liberdade há 3 anos, independentemente de comportamento. D) Apresente provas de novo endereço e recolhimento de custas processuais. E) Não tenha reincidido em crimes dolosos nos últimos 10 anos. 8. Em relação à prescrição no crime de insubmissão, a contagem do prazo inicia-se: A) No momento em que o crime é praticado. B) Na data em que o insubmisso completa 18 anos. C) No dia em que o insubmisso atinge a idade de 30 anos. D) No dia em que o crime é descoberto. E) Após 5 anos da prática do ato. 9. O prazo prescricional será reduzido pela metade quando:A) O agente era menor de 18 anos à época do crime. B) O agente era menor de 21 anos ou maior de 70 anos à época do crime. C) O agente tinha mais de 70 anos no momento da sentença. D) O agente demonstrar bom comportamento antes da condenação. E) O agente era menor de 18 anos ou maior de 60 anos. 10. A imprescritibilidade da execução das penas acessórias está prevista no: A) Art. 123. B) Art. 125. C) Art. 128. D) Art. 130. E) Art. 134. 11. O curso da prescrição da execução da pena é interrompido: A) Pelo início ou continuação do cumprimento da pena. B) Pelo pagamento de multa estabelecida na sentença. C) Pela concessão de livramento condicional. D) Pela decisão de suspensão condicional da pena. E) Pela ausência do réu em audiência de instrução. 12. Sobre a declaração de prescrição, é correto afirmar que: A) Deve ser requerida apenas pela defesa do réu. B) Não pode ser declarada de ofício pelo juiz. C) Deve ser declarada de ofício, mesmo que não alegada. D) Só pode ser declarada após trânsito em julgado. E) É aplicável exclusivamente em crimes culposos. GABARITO COMENTADO 1. Sobre as causas extintivas de punibilidade, assinale a alternativa correta: Resposta: C) O perdão judicial é causa de extinção da punibilidade, nos casos previstos em lei. Comentário: O Art. 123, inciso VII, do material especifica que o perdão judicial, nos casos previstos em lei, extingue a punibilidade. As demais alternativas estão incorretas, pois a morte do agente (A) extingue a punibilidade, mas foi negada; o ressarcimento (B) é restrito ao peculato culposo; a prescrição (D) pode ocorrer tanto na pretensão punitiva quanto na executória; e a anistia (E) não se limita a crimes de menor potencial ofensivo. 2. A prescrição da pretensão punitiva no caso de um crime cuja pena máxima seja superior a 8 anos e não exceda 12 anos será de: Resposta: D) 16 anos. Comentário: Conforme o Art. 125, inciso III, a prescrição da pretensão punitiva é de 16 anos quando o máximo da pena é superior a 8 anos e não excede 12 anos. 3. Sobre o termo inicial da prescrição da ação penal, é correto afirmar que: Resposta: C) Nos crimes tentados, a prescrição inicia-se do dia em que cessou a atividade criminosa. Comentário: De acordo com o Art. 125, § 2º, a prescrição nos casos de tentativa começa a contar do dia em que cessou a atividade criminosa. As outras hipóteses descritas nas alternativas estão erradas ou não correspondem ao texto da lei. 4. A prescrição da execução da pena é regulada pelos mesmos prazos da prescrição da pretensão punitiva, sendo aumentados em: Resposta: B) 1/3. Comentário: O Art. 126 determina que a prescrição da execução da pena segue os prazos do Art. 125, mas com acréscimo de 1/3 se o condenado for criminoso habitual ou por tendência. 5. Nos casos de suspensão da prescrição da ação penal, NÃO se aplica: Resposta: D) Enquanto o agente está preso preventivamente. Comentário: O Art. 125, § 4º, elenca as hipóteses em que a prescrição da ação penal é suspensa, e estar preso preventivamente não está entre elas. 6. A interrupção da prescrição ocorre, exceto: Resposta: D) Pelo arquivamento do inquérito policial. Comentário: Conforme o Art. 125, § 5º, a interrupção da prescrição ocorre por atos como instauração de processo, sentença condenatória, ou reincidência, mas o arquivamento do inquérito não interrompe a prescrição. 7. A reabilitação poderá ser requerida após o término da execução da pena, desde que o condenado: Resposta: B) Resida no Brasil por 5 anos e ressarça o dano causado, salvo impossibilidade. Comentário: O Art. 134, § 1º, exige que o condenado tenha domicílio no país por 5 anos, apresente bom comportamento e, se possível, ressarça o dano. 8. Em relação à prescrição no crime de insubmissão, a contagem do prazo inicia-se: Resposta: C) No dia em que o insubmisso atinge a idade de 30 anos. Comentário: O Art. 131 estabelece que, no caso de insubmissão, a prescrição começa a contar do momento em que o insubmisso completa 30 anos. 9. O prazo prescricional será reduzido pela metade quando: Resposta: B) O agente era menor de 21 anos ou maior de 70 anos à época do crime. Comentário: Segundo o Art. 129, os prazos da prescrição são reduzidos de metade se o agente tinha menos de 21 anos ou mais de 70 anos no momento do crime. 10. A imprescritibilidade da execução das penas acessórias está prevista no: Resposta: D) Art. 130. Comentário: O Art. 130 determina que as penas acessórias são imprescritíveis, diferentemente das penas principais. 11. O curso da prescrição da execução da pena é interrompido: Resposta: A) Pelo início ou continuação do cumprimento da pena. Comentário: O Art. 126, § 3º, afirma que a execução da pena interrompe a prescrição ao iniciar ou continuar o cumprimento. 12. Sobre a declaração de prescrição, é correto afirmar que: Resposta: C) Deve ser declarada de ofício, mesmo que não alegada. Comentário: Conforme o Art. 133, a prescrição deve ser declarada de ofício pelo juiz, independentemente de alegação das partes.