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Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 1 de 21 |@CTACONCURSOS Aula Nº 2 Da Polícia Judiciária Militar (Art. 7º e 8º do CPPM) Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 2 de 21 |@CTACONCURSOS Sumário DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR ............................................................................................................................ 3 Exercício da polícia judiciária militar ...................................................................................................................... 3 Delegação do exercício ............................................................................................................................................... 4 Designação de delegado e avocamento de inquérito pelo ministro ........................................................................ 4 Polêmica quanto à Força Nacional de Segurança Pública...................................................................................... 5 Conflitos de atribuição de polícia judiciária militar ................................................................................................ 5 Competência da polícia judiciária militar ................................................................................................................ 6 Apurar autoria e materialidade dos crimes militares ............................................................................................. 7 Prestar Informações ao Poder Judiciário e ao Ministério Público ......................................................................... 8 Cumprir mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar ................................................................................ 8 Representar pela decretação da prisão preventiva e pelo reconhecimento de insanidade mental do indiciado ...................................................................................................................................................................................... 8 Cumprir determinações e ordens da Justiça Militar sobre presos sob sua guarda e todas as prescrições do CPPM ........................................................................................................................................................................... 9 Solicitar às autoridades civis Informações e medidas necessárias à elucidação dos fatos .................................. 9 Requisitar da polícia civil e repartições técnicas os exames e pesquisas para instruir a apuração ................. 10 Atender pedidos de apresentação de militares à autoridade civil ........................................................................ 10 Pode haver exercício de polícia judiciária militar em casos de crimes que não sejam de competência da Justiça Militar? ......................................................................................................................................................... 10 Prática de crime militar por militar de um Estado em outra Unidade Federativa. ........................................... 11 Atribuições de polícia judiciária militar ATÍPICAS ao CPPM .............................................................................. 12 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................................................... 14 LISTA DE QUESTÕES ............................................................................................................................................ 15 GABARITO ............................................................................................................................................................ 21 Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 3 de 21 |@CTACONCURSOS Da Polícia Judiciária Militar Olá, meus amigos, neste momento, vamos estudar os Art. 7º e 8º do CPPM. Atenção especial quanto as competências da Polícia Judiciária Militar e quanto a Delegação do Exercício. Exercício da polícia judiciária militar Art. 7º A polícia judiciária militar é exercida nos termos do art. 8º, pelas seguintes autoridades, conforme as respectivas jurisdições: Coimbra entende que no âmbito das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, esse paralelismo também deve ser procurado, sendo autoridade originariamente competente para a medida de polícia judiciária militar, por exemplo, o Comandante Geral, o Subcomandante da PM e os Comandantes de Unidade. A polícia judiciária militar não pode ser exercida por praças, especiais ou não, mas tão somente por oficiais específicos detentores de atribuição originária ou os demais por força de delegação. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 4 de 21 |@CTACONCURSOS Delegação do exercício Obs: Coimbra discorda quanto a citação feita no §2º em relação ao militar da reserva não remunerada, pois o compreende como civil. Atenção: Coimbra entende que PTTC não pode ser encarregado de IPM. Designação de delegado e avocamento de inquérito pelo ministro § 5º Se o posto e a antiguidade de oficial da ativa excluírem, de modo absoluto, a existência de outro oficial da ativa nas condições do § 3º, caberá ao ministro competente a designação de oficial da reserva de posto mais elevado para a instauração do inquérito policial militar; e, se este estiver iniciado, avocá-lo, para tomar essa providência. Obs: Coimbra diz que essa designação poderá ser feita por norma específica aplicável a cada Força Armada ou Auxiliar, ser procedida por outra autoridade e, por vezes, importar na reversão do designado ao serviço ativo. Cabe lembrar que essa condução do IPM poderá ser feita pelo próprio Comandante Geral, mas pode haver uma causa de suspeição, de maneira que a atribuição deva recair em outro oficial, que nesse caso, não existe no serviço ativo. Ex: Um Cel PM/SP da ativa pratique um fato típico previsto no CPM, sendo ele o mais antigo de toda PM. O Comandante Geral, por acaso se dê por suspeito, por alguma razão. Neste caso o Governador do Estado poderá reverter um militar da reserva remunerada para o serviço ativo, com o fim de presidir o IPM. Reforçando, o oficial escolhido é revertido/designado para o serviço ativo e depois assume a condução do IPM. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 5 de 21 |@CTACONCURSOS (QOA 2023). No que diz respeito à delegação do exercício de polícia judiciária militar no âmbito do Código de Processo Penal Militar, analise as seguintes afirmações e em seguida assinale a opção CORRETA: I - De regra, deverá recair em oficial de posto superior ao do indiciado, seja este oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado. II – Não sendo possível a designação de oficial de posto superior ao do indiciado, poderá ser feita a de oficial do mesmo posto, desde que mais antigo. III – Ainda que o indiciado seja oficial da reserva ou reformado, prevalece, para a delegação, a antiguidade de posto. IV – É necessário que o encarregado seja oficial da ativa. Logo, em se tratando de oficial da reserva designado, retornará ao serviço ativo. a) I, II e III estão corretas. b) II, III e IV estão corretas. c) I, III e IV estão corretas. d) I, II e IV estão corretas. Gabarito: d Polêmica quanto à Força Nacional de Segurança Pública Sabe-se que militares integram a Força Nacional de Segurança Pública, mas o autor entende que não haverá similitude entre as autoridades em desempenho de função na FNSP com as autoridades mencionadas no art 7º do CPPM, carecendo elas de atribuição de polícia judiciária militar, vistoque não há no mínimo “comandantes de forças, unidades ou navios”, além dessa força não estar enumerada nos órgãos do sistema de segurança pública do art 144 da CF. No caso de crime militar entre dois militares da ativa que estão atuando na FNSP, a quem caberia o exercício da polícia judiciária militar? Coimbra entende que seria a instituição militar do local onde o fato ocorreu, como se houvesse a prática de um delito por militar daquele Estado. Conflitos de atribuição de polícia judiciária militar Coimbra entende que é possível que surjam conflitos de atribuição entre as autoridades que julguem ter atribuição ou não, para exercer a atividade de polícia judiciária militar. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 6 de 21 |@CTACONCURSOS Esclarece que não há um dispositivo específico para a solução desse conflito e que mesmo que um procedimento seja instaurado por autoridade sem atribuição, não haverá nulidade, pois esse procedimento é dispensável. Contudo diz que é útil a definição de regras para dirimir o conflito de atribuição. Conflitos de atribuição entre autoridades de polícia judiciária pertencentes à mesma instituição: Conflitos de atribuição entre autoridades de polícia judiciária pertencentes a instituições distintas: 1º - aderência ao território 2º - atuação decorrente do exercício do poder hierárquico 3º- aderência à natureza do exercício da atividade desenvolvida 4º - prevenção 1º - aderência ao território 2º aderência ao bem jurídico aviltado 3º aderência à natureza especial da atividade desenvolvida 4º - prevenção Caso sejam instaurados dois feitos de polícia judiciária militar, um em cada instituição militar, futuramente fomentará um conflito de competência (positivo ou negativo), e não mais de atribuição. Competência da polícia judiciária militar Coimbra chama de atribuições, embora o PPM chame de competência. O rol do art. 8º CPPM é exemplificativo e não taxativo. Art. 8º Compete à Polícia judiciária militar: Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 7 de 21 |@CTACONCURSOS (QOA 2023). São competências da polícia judiciária militar com previsão expressa no Código de Processo Penal Militar, EXCETO: a) cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar. b) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar. c) requisitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais militares, das quais esteja encarregado. d) representar a autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado. Gabarito: c Apurar autoria e materialidade dos crimes militares A previsão para a apuração dos crimes “que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar” constitui-se em letra morta no CPPM, uma vez que na atualidade, pelos arts. 124 e 125, $ 4º, da CF, as Justiças Militares da União, dos Estados e do Distrito Federal apenas possuem competência para processar e julgar os crimes militares. Há, portanto, uma premissa de atuação para a polícia judiciária militar: a suspeita crível de que uma infração penal militar tenha ocorrido. Na certeza da inocorrência de crime militar (fato típico, antijurídico e culpável), a instauração de feito de polícia judiciária militar é ilegal, portanto, importa em constrangimento ilegal, por falta de justa causa, sanável pela via do habeas corpus, podendo até significar a prática de ato ilícito pela autoridade, quiçá criminoso, quando a análise do elemento subjetivo assim permitir. A certeza da inocorrência de crime militar supracitada, deve-se ainda frisar, pode ser no sentido de uma certeza de que o fato sequer constitua crime ou de que o fato constitua crime não militar (crime comum). Em ambos os casos, o exercício da polícia judiciária militar é ilegal. Por outro lado, a dúvida se o fato constitui determinado crime militar deve ser considerada uma suspeita da prática desse delito, sendo coerente a instauração de feito de polícia judiciária militar. O que não se pode admitir é a instauração desse feito em face da certeza da inocorrência de crime militar ou quando nem sequer exista uma dúvida, uma suspeita de sua ocorrência. Também não caberá apuração do fato pela polícia judiciária militar nas situações em que houver causa de extinção da punibilidade ou em que tenha havido apuração anterior com decisão judicial pelo arquivamento. Ex: Imaginemos que, em dezembro de 2010, uma autoridade de polícia judiciária militar do Rio Grande do Norte descubra que determinado militar do Estado praticou o delito de motim (art. 149 do CPM) durante participação em movimentos reivindicatórios por melhoria de vencimentos e de condições de trabalho no ano de 2009, e que, na época, passou despercebido seu concurso no movimento reivindicatório, decidindo instaurar um inquérito policial militar no momento em que descobre o fato. Evidentemente, diante do que dispõe a Lei n. 12.191, de 13 de janeiro de 2010 - que concedeu anistia a policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal punidos por participar de movimentos reivindicatórios desde 1997 até a publicação da lei. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 8 de 21 |@CTACONCURSOS Prestar Informações ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Essas Informações ou diligências poderão ser de qualquer ordem, à exemplo da remessa de documentos, da emissão de manifestação sobre dados objetivos da vida profissional do réu militar (dia em que estava escalado, período em que estava em (fruição de férias, trânsito, etc.), encontro de uma testemunha, auxiliar na reprodução simulada dos fatos havida já no curso do processo penal militar constitucional, acompanhar oficial de Justiça para à intimação, condução coercitiva de pessoa ao juízo militar etc. Ademais, essa atribuição não diz, respeito apenas à fatos que ainda estejam em apuração pré-processual, antes do recebimento da denúncia, mas também já no curso do processo penal militar constitucional, visto que o dispositivo menciona que essas medidas são "necessárias à instrução e julgamento dos processos”. Coimbra entende que embora não esteja entre as atribuições da polícia judiciária militar, as requisições do Juízo Comum e do Ministério Público que atua na Justiça Comum, também devem, pelo mesmo princípio, ser atendidas pelas autoridades militares. O não cumprimento injustificado de requisições na forma exposta acima (âmbito da Justiça Militar ou da Justiça Comum) importa em prática de ato ilícito da autoridade policial militar a quem se destinou a requisição, seja ela autoridade de polícia judiciária militar ou não, conforme o caso, podendo até mesmo configurar, em alguns casos, se preenchido o elemento subjetivo, crime de prevaricação (art. 319 do CP e do CPM), ou, no caso específico da Justiça Militar, o crime militar de desobediência a decisão judicial (art. 349 do CPM). Cumprir mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar Coimbra entende que os mandados de prisão oriundos da Justiça Comum, inclusive no exercício da jurisdição civil, como o caso envolvendo pensão alimentícia, devem ser cumpridos pelas autoridades militares destinatárias, embora não seja atribuição de polícia judiciária militar, em função da mesma presunção de que o juiz conhece o direito. O não cumprimento injustificado desses mandados (âmbito da Justiça Militar ou da Justiça Comum) importa em prática de ato ilícito da autoridade policial militar a quem se destinou a requisição, seja ela autoridade de políciajudiciária militar ou não, conforme o caso, podendo até mesmo configurar crime. Representar pela decretação da prisão preventiva e pelo reconhecimento de insanidade mental do indiciado A prisão preventiva está prevista nos arts. 254 e seguintes do CPPM, devendo sujeitar-se, como todas as prisões cautelares, ao regime de excepcionalidade, de estrita previsão típica e brevidade (princípio da excepcionalidade e duração razoável da prisão cautelar). No texto legal, pela estrita previsão do art. 254 do CPPM, a prisão preventiva pode ser decretada em qualquer fase do inquérito ou do processo. No conceito tripartido de crime militar, à culpabilidade está incluída, sendo certo que a imputabilidade é um de seus elementos. Assim, pode-se afirmar que o inimputável não será culpável, não se podendo falar, dessa forma, em ocorrência de crime militar. Todavia, a constatação dessa inimputabilidade, em função da definição do critério- Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 9 de 21 |@CTACONCURSOS regra biopsicológico, exige perícia médica, de modo que à autoridade de polícia judiciária militar, ao tomar conhecimento da prática de um fato típico penal militar, sem aparente excludente de ilicitude, por alguém que presume inimputável, deverá instaurar o feito de polícia judiciária militar e, ao mesmo passo, representar à autoridade judiciária militar para que instaure incidente de insanidade, nos termos do art. 156 do CPPM, em especial o seu § 2º, que permite expressamente que essa perícia ocorra na fase de inquérito policial militar, extensivo aos demais procedimentos. Cumprir determinações e ordens da Justiça Militar sobre presos sob sua guarda e todas as prescrições do CPPM Em algumas situações, a polícia judiciária militar terá presos sob sua custódia, essencialmente quando não houver presídio militar referente à instituição militar respectiva. Nesses casos, nos termos da alínea e) do artigo em estudo, é atribuição da polícia judiciária militar acatar as determinações da Justiça Militar sobre esses presos e também observar as demais disposições sobre eles constantes no CPPM, como por exemplo da observância de prisão especial (art. 242 do CPPM), da restrição no uso de algemas (§1º do art, 234 do CPPM) e do respeito à hierarquia no momento da prisão (art, 223 do GPPM). Quando há presídio militar, os presos estarão sob custódia de um diretor ou comandante, que terá a atribuição constante na alínea e). Coimbra entende que a alínea e) merece extensão para os casos de presos da Justiça Comum que estão sob custódia de autoridades militares, devido ao disposto no parágrafo único no art, 300 do CPP, segundo o qual “O militar preso em flagrante delito, após à lavratura dos procedimentos legais, será recolhido a quartel da instituição à que pertencer, onde ficará preso à disposição das autoridades competentes”. Conclui que com essa previsão, será comum à custódia de militares presos conferida a autoridades militares, o que, necessariamente, impõe que tais autoridades, ainda que não se refiram estritamente a atribuição de polícia judiciária militar, cumpram as determinações e as disposições inerentes à essa custódia previstas não só no Código de Processo Penal comum, mas também na Lei de Execução Penal (Lei n. 7,210, de 1 de julho de 1984), que, por força do disposto no parágrafo único do seu art. 2º, aplica-se também ao preso provisório. Solicitar às autoridades civis Informações e medidas necessárias à elucidação dos fatos Por exemplo, se um indiciado afirma que, no momento que o delito foi praticado, estava retirando uma certidão no INSS, deverá a autoridade de polícia judiciária militar buscar informações que confirmem ou não essa versão (registro de senha, filmagens, registro de atendimento etc.). Coimbra entende que por mencionar a lei a hipótese de solicitação, e não de requisição, não há o revestimento do ato como ordem legal, de modo que se afasta o delito de desobediência (art. 330 do CP), para aquela autoridade que não atender à solicitação. Não há ordem (requisição), e sim pedido (solicitação). Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 10 de 21 |@CTACONCURSOS Requisitar da polícia civil e repartições técnicas os exames e pesquisas para instruir a apuração Mais forte que a previsão anterior, aqui a lei processual penal militar utiliza o verbo “requisitar”, significando dizer que há um poder de mando dado pela lei, de sorte que a requisição deve ser atendida, sob pena de prática de ato ilícito da autoridade de polícia civil ou técnico-científica que injustificadamente se recusar, até mesmo podendo configurar crime como o de prevaricação (art. 319 do CP e do CPM). Sendo uma requisição que, se não cumprida, redundará em responsabilização, no mínimo, disciplinar da autoridade recalcitrante, não há necessidade de outra norma legal (ou secundária) para dar efetividade à previsão. As requisições devem ser atendidas e, não o sendo, caberá à autoridade de polícia judiciária militar representar contra o agente público resistente ao acato da requisição, para que o superior hierárquico deste adote as providências no plano disciplinar e, se for o caso, até criminal. Atender pedidos de apresentação de militares à autoridade civil Não sendo legal a solicitação, não haverá obrigação de atendimento do pedido. Como exemplo, não é legal a solicitação da polícia civil de apresentação de militar para ser ouvido como indiciado em procedimento de polícia judiciária comum que apure fato descrito como crime militar. Quando a autoridade civil se tratar de juiz de direito, a legalidade da solicitação de apresentação será presumida — jura novit curia -, devendo ser atendida pela polícia judiciária militar. O não atendimento injustificado de solicitação legal, significará descumprimento da norma em estudo, redundando em possibilidade de responsabilização da autoridade de polícia judiciária militar na esfera administrativa e até criminal. Pode haver exercício de polícia judiciária militar em casos de crimes que não sejam de competência da Justiça Militar? A resposta é em sentido afirmativo, e diz respeito ao crime doloso contra a vida de civil. Note-se que a Constituição Federal não expõe que o crime doloso contra civil, enquadrado no art. 9º do CPM, claro, passou a ser um delito comum, mas apenas o retirou da competência da Justiça Militar Estadual. Aliás, como o texto constitucional não fala em Justiça Comum, mas em Tribunal do Júri - assim como o fez a Lei n. 13.491/17 -, há a defesa por alguns doutrinadores de que esse órgão - Tribunal do Júri - poderia ser constituído na própria Justiça Militar Estadual”. Nesse contexto, conclui-se que a polícia judiciária no crime doloso contra a vida de civil - crime de natureza militar” — é exercida pela instituição militar estadual, no bojo da polícia judiciária militar. Portanto, há exercício de polícia judiciária militar em crime militar cujo julgamento não compete à Justiça Militar Estadual, em perfeita sintonia com a alínea a do art. 8º do CPPM, que exige apenas o pressuposto da ocorrência de crime militar. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 11 de 21 |@CTACONCURSOS Em conclusão, diante de tudo o que foi exposto até aqui, incumbe à polícia judiciária militar apurar o crime militar doloso contra a vida de civil no âmbito estadual - crime militar julgado pelo Tribunal do Júri, com respaldo constitucional do § 4º do art. 125 da CF. Há outro problema a ser enfrentado nesse tópico, mas agora relacionado à competência das Justiças Militares em relação aos possíveis jurisdicionados. Da análise do § 4º do art. 125 da Lei Maior, extraímos que somente cabe à Justiça Militar Estadual processar e julgaros militares dos Estados, pelos crimes militares definidos em lei, ou seja, no Código Penal Militar (Decreto-Lei n. 1.001/69). Dessa previsão, portanto, conclui-se que não podem as Justiças Militares dos Estados apreciar ilícitos, ainda que com capitulação na lei penal castrense, perpetrados por civis e, mesmo, por integrantes das Forças Armadas. A consequência desse postulado, na visão majoritária, é de que somente praticam crimes militares na esfera estadual os militares do Estado. Impossibilidade da adoção de medida de polícia judiciária militar, em razão da ofensa a bem jurídico tutelado pelo CPM no âmbito estadual, quando praticada por civil ou militar federal. A medida adequada nesses casos é a condução do infrator à presença da autoridade de polícia judiciária comum, isso se o fato verificado encontrar tipificação na legislação penal comum, sempre lembrando que se, de maneira acidental, um inquérito policial militar chegar à autoria e materialidade de um crime praticado por civil, o caderno apuratório poderá muito bem ser utilizado na formação da opinio delicti do promotor de justiça em atuação na justiça comum, dado o caráter de peça de informação que o inquérito policial (comum ou militar) assume. Prática de crime militar por militar de um Estado em outra Unidade Federativa. Nessas circunstâncias, há que se reconhecer uma situação em que a Justiça Militar não terá competência para julgar o sujeito ativo, mas, ainda assim, haverá atribuição de polícia judiciária militar, mais uma vez exaltando o caráter de peça de informação do inquérito. Exemplificativamente, se um policial militar de São Paulo praticar um crime militar no Estado do Rio de Janeiro — e. g. dois militares em deslocamento a serviço, em que um agride e provoca lesão corporal no outro —, a instauração de feito de polícia judiciária militar caberá a uma autoridade de polícia judiciária militar da Polícia Militar do Rio de Janeiro, mas a Justiça Militar fluminense, note-se, não será competente para processar e julgar o crime, já que, em uma interpretação conforme o dispositivo constitucional do art. 125, § 4º, a Justiça Militar de um Estado somente possui competência para julgar militar de seu Estado. Assim, findo o procedimento, será ele remetido à Justiça Militar fluminense, que deve reconhecer sua incompetência pelo fato de o sujeito ativo ser militar do Estado de São Paulo, encaminhando os autos à Justiça Militar paulista, em conformidade com a já citada Súmula 78 do Superior Tribunal de Justiça. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 12 de 21 |@CTACONCURSOS Atribuições de polícia judiciária militar ATÍPICAS ao CPPM Como já dito, Coimbra entende que as atribuições contidas no art. 8º CPPM são exemplificativas e não taxativas. Assim sendo, cita – à título de exemplo – 5 (cinco) atuações de polícia judiciária militar atípicas, não previstas no rol do art. 8º: 1) Representar pela interceptação das comunicações telefônicas do indiciado. A interceptação das comunicações telefônicas carece de autorização judicial, de sorte que uma das atribuições atípicas da autoridade de polícia judiciária militar é representar para obter essa autorização e, uma vez autorizada, conduzi-la de acordo com as normas regulamentadoras em vigor, não só as contidas na Lei n. 9.296/96, mas também em normas que a complementam, a exemplo de Resoluções do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. 2) Representar pela prisão temporária. A lei que trata sobre prisão temporária, estabelece um rol taxativo de delitos, com expressa indicação dos dispositivos legais, não mencionando nenhum crime previsto no Código Penal Militar. Dessa forma, Coimbra entende que essa lei não pode ser aplicada na apuração de crimes militares, previstos no Código Penal Militar. Cita que embora defenda a impossibilidade de prisão temporária em crimes capitulados no Código Penal Militar, há entendimento de que é possível a decretação dessa prisão em crimes militares, especialmente em se tratando de crime doloso contra a vida de civil. Atenção: Com a novidade trazida pela nova redação do inciso II do art. 9º, trazida pela Lei n. 13.491/17, que “trouxe” os crimes militares extravagantes, entende pela possibilidade de decretação de prisão temporária em crimes militares extravagantes, ou seja, aqueles que estão capitulados fora do Código Penal Militar. Ex: Crime de Feminicídio previsto no inciso VI do § 2º do art. 121 do Código Penal comum. Uma vez cometido por militar da ativa contra militar na mesma situação, estar-se-á diante de hipótese da alínea a do inciso II do art. 9º do CPM, portanto, um crime militar extravagante. 3) Adoção de medidas correlatas à “Lei Maria da Penha”. Agressão praticada pelo marido contra a esposa, ambos militares da ativa, fato enquadrado na alínea a do inciso II do art. 9º. Coimbra entende que a agressão entre cônjuges no interior do ambiente doméstico, como regra, não avilta bens jurídico-penais militares, passando ao largo da necessidade de intervenção penal militar. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 13 de 21 |@CTACONCURSOS Contudo, se a agressão for perpetrada em ambiente onde estejam presentes a disciplina e a hierarquia militares, ainda que por um marido contra a mulher no contexto da violência doméstica, será possível concluir pela ofensa a bens jurídicos penais militares e, portanto, ocorrência, em tese, de crime militar. Entende que em um crime militar contra mulher, com pano de fundo de violência doméstica, é perfeitamente possível a aplicação dos institutos processuais penais pelo órgão julgador da Justiça Militar, por representação da autoridade de polícia judiciária militar, ou mesmo a adoção de providências diretamente por esta, com base na aplicação da legislação processual penal comum a suprir omissão do CPPM, conforme a alínea a do art. 3º CPPM. 4) Medidas afetas à Lei do Crime Organizado (“Organizações Criminosas”) Coimbra entende que quando que o crime de organização criminosa, afrontar a ordem administrativa militar, será passível de enquadramento na alínea “e” do inciso II (quando os sujeitos ativos forem militares da ativa) ou na alínea “a” do inciso III (quando os sujeitos ativos forem militares inativos ou civis), ambos do art. 9º do CPM. Dessa maneira, poderá ser feito uso das medidas afetas à Lei do Crime Organizado. Exemplo de casos: a) organização composta por policiais militares que ajustem os passos do grupo ou pratiquem as infrações instrumentais em serviço (tráfico de drogas, homicídio etc). b) militares das Forças Armadas, em atuações ligadas à Força respectiva (licitação, contratação, pagamento, formação, licenciamento ou autorização, certificação etc.), organizem-se para a obtenção de vantagem, tendo como meio a prática de crimes contra a administração militar (peculato, concussão, corrupção passiva etc.) ou contra o hígido certame licitatório, uma vez que a moral administrativa, portanto, o prestígio da instituição estará maculado. 5) Medidas afetas à Lei de Proteção de Testemunhas. Coimbra entende que como não há rol taxativo de crimes para o emprego desta Lei, pode ela ser perfeitamente aplicada no curso da polícia judiciária militar, sendo, portanto, uma das atribuições atípicas representar ao órgão executor pela inclusão do beneficiado no programa, no âmbito da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça ou em órgãos estaduais e distritais com atribuição por celebração de convênio. Conclui que as medidas dispostas nessa lei são importante instrumento colocado à disposição do encarregado do IPM, não só no caminho da elucidação do fato, mas também para resguardar as pessoas que colaboram com o trabalho de repressãoao crime militar. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 14 de 21 |@CTACONCURSOS Referências Manual de Direito Processual Penal Militar. Autor: Cícero Robson Coimbra Neves. Editora: Editora: JusPodivm. 7ª Edição, 2023. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 15 de 21 |@CTACONCURSOS Lista de questões 1 – (QOA/2021) – Da delegação do exercício da polícia judiciária militar, assinale a alternativa CORRETA: A) Poderá ser delegada a oficial de qualquer posto o IPM, quando o agente investigado for Major ou Capitão. B) Não sendo possível a designação de oficial de posto superior ao do indiciado, poderá ser feita a de oficial do mesmo posto, desde que mais antigo. C) Se o indiciado é oficial da reserva, prevalece para a delegação, a antiguidade de posto. D) Não cabe a delegação do exercício de polícia judiciária militar no CPPM. 2 - (QOA/2021) – Acerca do exercício da polícia judiciária militar, marque a opção CORRETA: A) Não cabe delegação do exercício conforme o CPPM. B) Poderá ser delegado a oficial de qualquer posto, quando o agente for soldado, cabo ou sargento ou civil. C) Não admite delegação a oficial da reserva, quando o indiciado for oficial da ativa. D) Não exige que o oficial delegado seja de igual ou superior posto ou mais antigo, quando o agente é oficial da reserva. 3 - Assinale a alternativa que não condiz com as competências da Polícia Judiciária Militar: A) Apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria. B) Representar a autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado. C) Declarar guerra, no caso de agressão estrangeira e decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional. D) Requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar.4 - De acordo com as normas de interpretação do Código de Processo Penal Militar, assinale a opção correta. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 16 de 21 |@CTACONCURSOS 4 - Sobre as regras de delegação do exercício de Polícia Judiciária Militar, assinale a incorreta. A) Obedecidas as normas regulamentares de jurisdição, hierarquia e comando, as atribuições enumeradas no art. 7º poderão ser delegadas a oficiais da ativa, para fins especificados e por tempo limitado. B) Em se tratando de delegação para instauração de inquérito policial militar, deverá aquela recair em oficial de posto superior ao do indiciado, seja esse oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado. C) Não sendo possível a designação de oficial de posto superior ao do indiciado, poderá ser feita a de oficial do mesmo posto, desde que mais antigo. D) Se o indiciado é oficial da reserva ou da ativa, prevalece, para a delegação, a antiguidade de posto. E) Se o posto e a antiguidade de oficial da ativa excluírem, de modo absoluto, a existência de outro oficial da ativa nas condições do § 3º, caberá ao ministro competente a designação de oficial da reserva de posto mais elevado para a instauração do inquérito policial militar; e, se este estiver iniciado, avocá-lo, para tomar essa providência. 5 - Trata-se de competência da polícia judiciária militar, salvo: A) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar. B) atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade civil competente, desde que legal e fundamentado o pedido. C) representar a autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado. D) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos por crime militar em estabelecimento prisional comum, bem como as demais prescrições do Código, nesse sentido. E) solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 17 de 21 |@CTACONCURSOS 6 - No que tange aos aspectos da polícia judiciária militar, marque a afirmativa incorreta. A) São indelegáveis as atribuições de polícia judiciária militar. B) É competência da polícia judiciária militar apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar e à sua autoria. C) A polícia judiciária militar poderá ser exercida pelos chefes de Estado-Maior e pelo secretário-geral da Marinha nos órgãos, forças e unidades que lhes são subordinados. D) Compete à polícia judiciária militar, atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade civil competente, desde que legal e fundamentado o pedido. E) Os comandantes de forças, unidades ou navios são competentes para exercer a polícia judiciária militar. 7 - Segundo o Código de Processo Penal Militar, em relação às competências da polícia judiciária militar, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) Prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamento dos processos, bem como realizar as diligências que por eles lhe forem requisitadas. ( ) Cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar. ( ) Requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar. ( ) Apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria. ( ) Requisitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que estejam ou não a seu cargo. A) V – F – V – V – F. B) F – V – F – V – V. C) V – V – F – F – V. D) F – V – V – F – V. E) V – V – V – V – F. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 18 de 21 |@CTACONCURSOS 8 - Considerando a delegação do exercício da atividade de Polícia Judiciária Militar, de acordo com o Código de Processo Penal Militar, assinale a alternativa correta. A) Se o indiciado é oficial da reserva ou reformado, não prevalece, para a delegação, a antiguidade de posto. B) Não sendo possível a designação de oficial de posto superior ao do indiciado, poderá ser feita a de oficial do mesmo posto, desde que mais moderno. C) Obedecidas as normas regulamentares de jurisdição, hierarquia e comando, as atribuições enumeradas no artigo 7º do Código de Processo Penal Militar poderão ser delegadas a oficiais da ativa, da reserva ou reformado, para fins especificados e por tempo limitado. D) Se o indiciado é praça, as atribuições das autoridades elencadas no artigo 7º do Código de Processo Penal Militar poderão ser delegadas a Subtenente, Suboficial ou Sargento, desde que superior hierárquico ou, se da mesma graduação, mais antigo que o indiciado. 9 - No que concerne ao exercício da polícia judiciária militar, é correto afirmar que o Código de Processo Penal Militar expressamente A) determina que, se o indiciado é oficial da reserva ou reformado, a delegação do exercício da atribuição de polícia judiciária militar deverá recair sobre oficial da ativa de maior antiguidade no posto que o indiciado. B) fixa que compete à polícia judiciária militarapurar tanto os crimes militares quanto quaisquer crimes comuns, ainda que da competência da Justiça Comum, desde que praticados por militares da ativa. C) estipula que, não sendo possível delegar as atribuições de polícia judiciária militar a oficial de posto superior ao do indiciado na ativa, nem a designação de oficial do mesmo posto e que seja mais antigo, a atividade de polícia judiciária militar deverá ser conferida a delegado de carreira da polícia civil. D) proíbe requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e os exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar. E) prevê que as atribuições de polícia judiciária militar poderão ser delegadas a oficiais da ativa, para fins especificados e por tempo limitado. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 19 de 21 |@CTACONCURSOS 10 - É competência da polícia judiciária militar, EXCETO A) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob sua guarda e responsabilidade. B) solicitar que a polícia civil cumpra os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar. C) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria. D) solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo. E) prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e ao julgamento dos processos, bem como realizar as diligências que por eles lhe forem requisitadas. 11 - Sobre os institutos do Decreto-Lei nº 1.002/69 (Código de Processo Penal Militar), analise as assertivas abaixo. I. Compete à Polícia Judiciária Militar representar as autoridades judiciárias militares acerca da prisão temporária e da insanidade mental do indiciado. II. A Polícia Judiciária Militar será exercida, entre outros, pelos comandantes de força, unidades ou navios. III. Compete à Polícia Judiciária Militar apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar e sua autoria. É correto o que se afirma em: A) I, II e III. B) II e III, apenas. C) I e III, apenas. D) I, apenas. 12 - Marque a alternativa INCORRETA. Compete à Polícia Judiciária Militar: A) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis os exames periciais necessários à elucidação do fato que se apura no IPM. B) cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar. C) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob sua guarda e responsabilidade. D) requisitar da autoridade judiciária militar a prisão preventiva do indiciado. Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 20 de 21 |@CTACONCURSOS 13 - Conforme Art. 8º do Código de Processo Penal Militar, NÃO compete à Polícia Judiciária Militar A) apurar todos os crimes, e ainda, os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar. B) solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo. C) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar. D) representar a autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado. E) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob sua guarda e responsabilidade, bem como as demais prescrições deste Código, nesse sentido. 14 - Considerando o disposto no Código de Processo Penal Militar (Decreto-Lei nº 1.002/1969 e alterações) acerca do exercício da polícia judiciária militar, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A polícia judiciária militar é exercida pelos comandantes de forças e unidades, conforme as respectivas jurisdições. ( ) Obedecidas as normas regulamentares de jurisdição, hierarquia e comando, as atribuições inerentes ao exercício da polícia judiciária militar poderão ser delegadas a oficiais da ativa, inclusive por tempo ilimitado. ( ) A delegação para instauração de inquérito policial militar deverá recair em oficial de posto superior ao do indiciado, seja este oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado. ( ) Não sendo possível a designação de oficial de posto superior ao do indiciado, poderá ser feita a de oficial do mesmo posto, desde que mais antigo, mas tal critério de antiguidade não prevalece se o indiciado é oficial da reserva ou reformado. Assinale a sequência correta. A) F, V, V, F B) V, F, F, V C) V, F, V, V D) V, F, V, F E) F, V, F, V 15 - De acordo com o que o Código de Processo Penal Militar, se o indiciado é oficial da reserva ou reformado, prevalece, para a delegação, a antiguidade de posto. ( ) Certo ( ) Errado Prof. Marcelo Fernandes Aula Nº 2 Direito Processual Penal Militar para o QOA/QOE 21 de 21 |@CTACONCURSOS Gabarito 1- B 2- B 3- C 4- D 5- D 6- A 7- E 8- A 9- E 10- B 11 - B 12 - D 13 - A 14 - C 15 - Errado Pessoal, vamos junto nessa missão. Estarei disponível para ajudar nos seguintes canais: Email marcelofernandespenal@gmail.com Instagram Forte abraço, Marcelo Fernandes