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BGNF e BGNNF de importância 
para veterinária 
	
Prof(a)	Larissa	F	C	Duarte	
lfcduarte13@gmail.com	
Etiologia 
Família	Enterobacteriaceae	
Gênero	Escherichia	
Gênero	Klebsiella	
Gênero	Salmonella		
Gênero	Shigella	
Gênero	Citrobacter	
Gênero	Enterobacter	
Gênero	Morganella	
Gênero	Proteus	
Gênero	Serratia	
Gênero	Yersinia		
Família Enterobacteriaceae 
Família Enterobacteriaceae 
 
• Gram	–	
•  Fermentadores	de	carboidratos:	Glicose,	Lactose	(depende	do	Mo)	
• Reduzem	Nitrato	a	Nitrito		
•  São	oxidase	Negativo		
• Necessidades	nutricionais	simples	→	crescem	muito	bem	em	todos	
os	meios	de	cultura	não	seletivos	
Fatores de Virulência 
Estimular	respostas	de	citocinas	e	quimiocinas	
Patogênese das Enterobactérias 
Antígeno	O:		
	
•  	 LPS	 →	 porção	 polissacarídica	 externa	 do	 lipopolissacarídeo	 →	
conhecido	por	Antígeno	Somático	ou	Antígeno	“O”			
	
•  	Identificação	pela	presença	do	antígeno	O	
-	E.	coli	(150	a	200	tipos	ou	sorotipos)	
-	Salmonella	(1500	a	2000	tipos	ou	sorotipos)	
	
Lembrando.. 
Endotoxina:	
	
-	Inibição	da	fagocitose	
	
-	Ativação	do	sistema	complemento	
	
-  Liberação	de	citocinas	
-  Leucocitose	
-  Trombocitopenaia		
-  Febre		
-  Choque		
-  Morte	
	
Fatores de Virulência 
• Fímbrias	ou	Pili:	adesão	
• Enterotoxinas	(exotoxinas	que	atuam	no	trato	entérico)		
• Sideróforos:	 retiram	 o	 ferro	 das	 transferrinas	 e	
lactoferrinas		
• Urease:	degrada	a	uréia	em	amônia	e	água		
Patogênese das Enterobactérias 
Antígeno	H:		
• O	Antígeno	“H”	localiza-se	na	proteína	flagelar.	
Patogênese das Enterobactérias 
Antígeno	K:		
	
•	O	Antígeno	“K”	ou	Capsular	
	
•	 Em	 Salmonella	 typhi,	 a	 causa	 da	 febre	 tifóide	 é	 denominada	
Antígeno	Vi	(virulência)	
Resumo - Antígenos importantes! 
•  Antígenos	O	(somáticos):	Determina	o	sorogrupo.		
-	Ex:	O1,	O2,	O4,	S6,	S7,	O8,	O16,	O18.	
-LPS		
-	Antígeno	O		
-	Lipídeo	A	(endotoxina)	
-	Core	
	
•  Antígenos	K	(capsulares):	Resistência	a	ação	do	sistema	complemento.	
Determina	o	sorotipo.	Ex.	K1,	K2,	K12.		
•  Antígenos	H	(flagelares)	
•  Antígenos	F	(fimbriais):	importante	para	a	aderência	e	infecção	
-  Pili,	fímbrias	ou	adesinas	
(BARNES	et	al.,	2008)	
Escherichia	coli	
	
	
Maioria	móveis:	flagelos	peritríquios	e	fimbrias	
	
Fermentador	de	açucares	
	
Anaeróbio	facultativo	
	
Algumas	linhagens	hemolíticas	
Escherichia	coli	
	
-	Coloniza	a	flora	intestinal	após	o	nascimento	
	
-	150	a	200	sorotipos	(baseado	antígenos	somáticos	(O),	capsular	(K)	e	
flagelar	(H).	
	
-	Apenas	alguns	sorogrupos	são	patogênicos	→	classificadas	em	grupos	
ou	patotipos	→	de	acordo	com	fatores	de	virulência	e	patogênese	
	
-	Algumas	linhagens	hemolíticas	
	
	
	
	
	
Tipos	de	doença:		
	
Colibacilose	entérica-	caracterizada	por	diversas	 formas	de	diarréia,	
desidratação,	 acidose	 e	 morte	 dentro	 de	 poucos	 dias	 (se	 não	 for	
tratada)		
	
Colibacilose	septicêmica	(ou	Colissepticemia)	-	caracterizada	por	uma	
grave	 doença	 e	 a	 morte	 é	 rápida	 devido	 ao	 estabelecimento	 do	
estado	de	choque.		
Classificação quanto a patogenia 
-	Comensais:	não	patogênicas		
-	E.	coli	diarreiogênica		(DEC):	Isolados	de	origem	intestinal		
•  E.	coli	enteropatogênica	(EPEC)	
•  E.	coli	enterotoxigênica	(ETEC)	
•  E.	coli	enteroinvasiva	(EIEC)	
•  E.	coli	enterohemorrágica	(EHEC)	
•  E.	coli	difusamente	aderente	(DAEC)		
•  E.	coli	enteroagregativa	(EAEC)	
-  ExPEC		
•  E.	coli	uropatogênica	(UPEC	)	
•  E.	coli	associada	à	meningite	neonatal	(NMEC)	
•  E.	coli	patogênica	aviária	(APEC)	
Similaridade	filogenética	entre	
isolados	humanos	e	animais	
Colibaciloses entéricas 
•  E.	 coli	 enterotoxigênica	 (ETEC):	 mais	 comum	 e	 elabora	 toxinas	
termoestáveis	e	termolábeis	no	ID.		
•  E.	coli	entoropatogênica	(EPEC):	coloniza	a	mucosa	do	ID,	causando	
diarréia,	 entretanto	 não	 produz	 enterotoxinas.	 Causam	 lesões	 nas	
microvilosidades	intestinais.		
	
E. coli Enterotoxigénica (ETEC) 
E. coli entoropatogênica (EPEC) 
• A	 bactéria	 se	 adere	 ao	 epitelio	 do	
intestino	e	destrói	as	microvilosidades.	
• O	 desaparecimento	 dos	 microvilos	
ocasiona	 certo	 grau	 de	 mal-absorção,	
diarréia	copiosa,	aquosa	e	mucóide.		
Colibaciloses entéricas - Sinais Clínicos 
Depender	da	virulência	da	cepa,	da	imunidade	e	idade	do	animal		
	
Diarréia	pastosa,	profusa,	amarelada	ou	esbranquiçada	(pode	progredir	para	diarréia	
aquosa	severa)	
	
Desidratação		
	
Depressão	e	anorexia	
	
Acidose	metabólica		
	
Morte	-	em	alguns	casos,	a	doença	pode	progredir	rapidamente,	levando	à	morte	
antes	do	aparecimento	da	diarréia	
Colisseptissemia 
Acometem	bezerros,	cordeiros	e	aves	domésticas	
Mais	comum	em	neonatos		
Associado	a	falta	de	consumo	de	colostro		
Doença	aguada	fatal		
	
	
Patogenia	
-	Infecção	(intestino,pulmão	e	umbigo)	>	circulação	>	septicemia		
	
Sinais	clínico	
-	 Pirexia,	 depressão,	 fraqueza,	 taquicardia,	 com	 ou	 sem	 diarréia,	
hipotermia	e	morte		
	
-	Coloniza	a	flora	intestinal	após	o	nascimento	
	
-	São	conhecidos	mais	de	2.500	sorotipos	de	Salmonelas	na	natureza.	
	
-	80	a	90	têm	importância	para	a	saúde	de	animais	e	seres	humanos		
	
-	Salmoneloses	é	destaque	na	saúde	pública	no	mundo		
	
Salmonella spp. 
 
Fatores	predisponentes		
Epidemiologia 
Distribuídas	em	três	grupos:	
	
1-	As	que	infectam	somente	os	homens:	S.	Typhi,	S.	Paratyphi.	
	
2-	 Sorovares	 adaptados	 ao	 hospedeiro	 (alguns	 dos	 quais	 são	
patógenos	 humanos	 e	 costumam	 ser	 adquiridos	 por	 meio	 de	
alimentos):	S.	Gallinarum	(frango),	S.	Dublin	(gado),	S.	Abortus-equi	
(equino),	S.	Abortus-ovis	(ovino)	e	S.	Choleraesuis	(suíno)		
	
3-	Sorovares	não	adaptados	 (sem	preferência	por	hospedeiro)-	 são	
patogênicos	 aos	 homens	 e	 animais,	 incluindo	 muitos	 sorovares	
causadores	de	infecções	alimentares.		
•  Causas	 da	 salmonelose	 humana	 → consumo	 alimentos	
contaminados	–	métodos	de	processamento	tecnológico	
•  Transmissão	 direta	 e	 indireta	 –	 fontes	 residuais	 (água	 –	 esgoto);	
alimentos	processados		
•  Salmonelose →	 impacto:	 sócio-econômico	 –	 alimentar	 –	 saúde	
coletiva		
Epidemiologia 
Patogênia 
Salonelose enterica 
• Acomete	vária	animais	(homem)		
• Doença	 aguda	 caracterizada	 por	 febre,depressão,	 anorexia,	 diarréia	
profusa	e	fétida,	desidratação,	perda	de	peso,	aborto		
• Animais	jovens	são	seriamente	afetados	→	morte	em	poucos	dias		
•  Enterocolite	crônica:	suínos,	bovinos	e	equinos	
Salmonelose septicêmica 
• Mais	comuns	recém-nascidos		
• Quadro	repentino		
•  Sinais:	febre,	depressão,	prostração	e	morte	em	48h(jovens)		
•  Sobreviventes:	diarréias	persistentes,	artrite,meningite	e	
pneumonia		
Salmonelose aviária 
-	Importância	econômica	na	avicultura		
-	 Salmonella	Pullorum,	S.	Gallinarum,	S.	 Enteritidis	 infecta	ovários	e	
transmite	nos	ovos		
-	S.	Enteritidis	→	DTAs		
	
ü Pulorose	ou	diarréia	branca	bacilar(S.	Pullorum):	pintos	e	perus	
jovens	→	 alta	 mortalidade,	 anorexia,	 depressão,	 nódulos	 nos	
pulmões,	fígado	e	baço	
ü Tifo	aviário(S.	Gallinarum):	jovens	→	doença	septicemica/morte	
súbita,	lesões	no	fígado	e	baço		
ü Paratifo	 (S.	 Enteritidis	 e	 S.	 Typhimurium):	 infecções	 subclinicas	
em	aves	de	postura		
Yersinia sp 
 
• Mais	de	10	espécies	
• De	importância	veterinária		
	
•  Yersinia	pestis	
•  Yersinia	enterocolitica		
•  Yersinia	pseudotuberculosis		
•  Yersinia	ruckeri						
	
Yersinia sp 
 •  Yersinia	 pseudotuberculosis	 (mais	 de	 10	 sorotipos)	→	 	 I,	 II	 e	 III	 mais	
isolados.		
•  Enterite	(animais	jovens)	
•  Infecções	subclínicas	(animais	velhos)	
•  Linfadenite	mesentérica	(cervídeos,	ovinos,	caprinos,	bovinos,	búfalos	e	suínos)	
•  Abortos	esporádicos	(	bovinos,	ovinos,	caprinos)	
•  Necrose	hepática	focal		
•  Septicemia	
•  Yersinia	enterocolitica	(5	biótipos	e	mais	de	50	sorotipos)	
•  Infecções	entéricas	e	enterites	(ocasionalmente)	em	suínos,	animais	
domésticos	e	silvestres	
•  Abortos	em	cabras	
Yersinia pestis 
 • Causa	peste	silvestre	em	roedores;	peste	felinaem	gatos;	peste	
bubônica	em	humanos.	
•  Zoonose	(roedores)	
•  Transmissão	através	da	picada	de	pulgas	infectadas		
•  Xenopsylla	cheopi	(vetor	clássico)	
•  Brasil:	os	gêneros	Necromys	(Bolomys),	Calomys,	Oligoryzomys,	Rattus,	
Galea	e	Trychomys	
•  Sinais	clínicos:	.	
Patógenos oportunistas 
 
Klebsiella	pneumoniae		
•  Mastite	por	coliformes	em	vacas		
•  Pneumonia	em	bezerros	e	potros	
•  Endometrite	em	éguas	
•  Infecções	no	trato	urinário	de	cães	
Enterobacter	aerogenes		
•  mastite	por	coliforme	em	vacas	e	porcas	
Patógenos oportunistas 
Proteus	mirabilis	e	Proteus	vulgaris		
•  Infecção	no	trato	urinário	de	cães	e	equinos	
•  Otite	externa	em	cães	
	
Edwardsiella	tarda		
•  Diarreia	e	infecções	em	feridas	
Serratia	marcescens		
•  Mastite	bovina	(raro)	
•  Septicemia	em	frangos.	
Protocolo Geral para Identificação de 
Microrganismos Bacilares Gram Negativos 
 
Aspectos Coloniais dos Principais 
B.G.N.N.F 
• Não	utilizam	a	Glic	e	outros	carboidratos	de	forma	fermentativa,	
•  São	também	algumas	das	bactérias	mais	difíceis	de	serem	id	
laboratorialmente	nos	testes	convencionais,		
•  	São,	frequentemente,	Oxidase	Positivo		
•  	Muito	frequentemente	são	ß-hemolíticos	em	Ágar	Sangue	Carneiro	
•  	Podem	apresentar	COR	e	ODOR	característicos	
Pseudomonas aeruginosa 
• OPORTUNISTAS	
•  Crescem	 bem	 em	 temperaturas	 de	 25	 -35ºC,	 porém	 possui	 habilidade	 de	
crescer	à	42ºC,	móveis.	
•  Apresenta	colônias	hemolíticas,	secas	e	metalizadas	em	Ágar	Sangue	Carneiro		
•  Suas	 colônias	 podem	 ser	 lisas	 a	 rugosas,	 e	 em	 Ágar	 MK	 ou	 MH	 exibem	
produção	de	piocianina.	
Pseudomonas aeruginosa 
•  Importante	para	animais	e	humanos	
•  Otite	em	cães	
•  Cistite	em	cães	e	gatos		
•  Endometrite	em	equinos		
•  Conjuntivite	e		ceratites	em	diversas	espécies		
•  Mastites	
•  Envolvida	e	processos	de	multirresistência.	
•  Resistentes:	 Aminopenicilinas,	 Amoxicilina-ácidoclavulânico,	 cefalosporinas	 de	
1ª	e	2ªgeração,	tetraciclinas,	macrolídeos,	rifampicina	e	fenicóis.	
•  Maior	 sensibilidade:	 polimixina	 B,	 amicacina,colistina,	 gentamicina,	
tobramicina,ciprofloxacina	e	fosfomicina.	
 
BGNF e BGNNF de importância 
para veterinária 
	
Prof(a)	Larissa	F	C	Duarte	
lfcduarte13@gmail.com