Prévia do material em texto
Guia 1 Programa Nacional de Sanidade Equídeo Unisociesc - Ana Júlia Keiser OBJETIVOS Fortalecimento do complexo agropecuário dos equídeos, por meio de ações de vigilância e defesa sanitária animal. Estratégia: Prevenir, diagnosticar, controlar e erradicar doenças que possam causar danos à equideocultura. ATIVIDADES Educação sanitária, Estudos epidemiológicos, Controle do trânsito, Fiscalização e certificação sanitária e Intervenção imediata quando da suspeita ou ocorrência de doença de notificação obrigatória. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA DOS EQUÍDEOS ● Anemia infecciosa equina; ● Arterite viral equina; ● Durina (Trypanosoma equiperdum); ● Encefalomielite equina do Leste; ● Encefalomielite equina do Oeste; ● Encefalomielite equina venezuelana; ● Infecção por herpesvírus equino tipo 1 (EHV-1); ● Influenza equina; ● Metrite contagiosa equina (Taylorella equigenitalis); ● Mormo (Burkholderia mallei); ● Peste equina; ● Piroplasmose equina (Theileria equi, Babesia caballi); NUNCA RELATADAS NO BRASIL. ANEMIA INFECCIOSA EQUINA Sinonímia: 1. Febre dos pântanos; 2. AIDS dos equinos. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA DOS EQUÍDEOS FAMÍLIA: RETROVIRIDAE GÊNERO: LENTIVIRUS ESPÉCIE: VÍRUS DA ANEMIA INFECCIOSA EQUINA GENOMA: RNA DIPLÓIDE ENVOLTÓRIOS: ENVELOPADO PARTICULARIDADES DA REPLICAÇÃO: TRANSCRIÇÃO REVERSA SENSIBILIDADE: O vírus é inativado por Hidróxido de sódio, Hipoclorito de sódio, Clorexidina, Detergentes, Formaldeído e Aquecimento a 56ºC por 30 minutos. RESISTÊNCIA: 25ºC - permanece infeccioso por 96 horas em agulhas, pH 6,0 e 9,0 e resistência à luz ultravioleta. ESPÉCIES SUSCETÍVEIS: Família equidae como, cavalos, asnos e jumentos, zebras, entre outros. TRANSMISSÃO: Insetos hematófagos e vias iatrogênicas principalmente agulhas e seringas compartilhadas. ● Insetos hematófagos: Como Tabanus sp. culicoides (Butuca), Stomoxys calcitrans (Mosca do estábulo), Simulium vittatum (Borrachudos). ● Vias Iatrogênicas: Como Agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos, entre outras e também Feridas (espora). ● Secreções: Sêmen, Saliva (sonda nasogástrica, até mesmo alimentos compartilhados), Urina, Colostro/Leite e outra que não é comum é o Transplacentário. PATOGENIA: Vai entrar do organismo do animal, independente da forma que for. VAI COMEÇAR A MANIFESTAÇÃO CLÍNICA DEPENDERÁ DA RESPOSTA IMUNE DO HOSPEDEIRO SINAIS CLÍNICOS: Pouco específicos: ➢ Febre; ➢ Anemia; ➢ Edema; ➢ Cansaço. OBS.: Pouco específico pois, podem ser sinais clínicos de outra doença, é algo muito generalista. Mucosas: ➢ Hemorragia petequial; ➢ Pálida ou ictérica; ➢ e consequentemente pode apresentar emagrecimento. ALGUMAS FORMAS DE MANIFESTAÇÃO: ● Aguda: Evolui muito rápido, nos primeiros dias já apresenta febre, prostração, apatia, uma anemia severa, e isso acaba evoluindo para morte do animal, em poucos dias. ● Crônica: Onde o animal acaba se recuperando, mas eventualmente ele pode ter recidivas coincidentes com novas viremias, basicamente essas recidivas estão relacionadas com algum tipo de alteração no sistema imune do animal, por estresse por exemplo. REPLICAÇÃO NO SÍTIO DE INFECÇÃO MACRÓFAGO: CÉLULAS DE DEFESA DO SISTEMA IMUNOLÓGICO RESPONSÁVEIS POR FAGOCITAR AGENTES INVASORES, RESTOS CELULARES E CÉLULAS DANIFICADAS, ALÉM DE COORDENAR RESPOSTAS INFLAMATÓRIAS E IMUNES. VÃO ACABAR MIGRANDO PARA OUTROS LUGARES, COMO BAÇO, FÍGADO, PULMÃO E LINFONODOS. ● Inaparente: (pior de todos) Portador assintomático, ele não tem alteração clínica, e colocar na cabeça do responsável do animal é muito difícil, mesmo com diagnóstico. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: ➢ Arterite viral equina; ➢ Babesiose/Piroplasmose; ➢ Erliquiose; ➢ Leptospirose; ➢ Púrpura hemorrágica. Todas essas doenças têm sintomatologia clínica semelhante com a Anemia infecciosa equina, e por isso é importante a anamnese, para não fazer esse diagnóstico diferencial. DIAGNÓSTICO: DIRETOS ● Isolamento viral ● ELISA Direto ● RT-PCR INDIRETOS ● ELISA Indireto ● Imunodifusão em gel de agar Informações: ● Isolamento viral: Uma técnica muito boa, muito sensível, só que ela é muito complexa de ser feita, não é qualquer laboratório que vai fazer, tem um custo, um valor agregado; ● Testes sorológicos ELISA: vou tem uma ligação, antígeno e anticorpo, junto muitas vezes com outro anticorpo, que muitas vezes muda a cor desse teste, acaba dificultando o que é positivo e o que é negativo; ● RT-PCR: Extremamente sensível; ● Imunodifusão em gel de agar: o mais utilizado, ou teste de IDGA, teste de eleição, mais barato comparado com o ELISA. Poucos laboratórios fazem. Primeira coisa será coletar sangue no tubinho vermelho para fazer o soro e vai ser enviado para o laboratório. IMUNODIFUSÃO EM GEL DE AGAR: RESULTADOS: ● C+ são meus controles positivos são soros de animais que são positivos a anemia infecciosa equina; ● Ag é meu antígeno; ● No pocinho 1,2,3 são locais que vão ser testados amostras de animais diferentes. COMO INTERPRETAR: Entre o antígeno e o controle forma uma linha de precipitação se torna que o animal esteja positivo (igual a imagem 2) e quando não há o animal está negativado (igual a imagem 1). ● Coloque 3cc em folha; ● Leve para temperatura ambiente; ● Com a ajuda do perfurador descrito por Coggin, perfure o ágar; ● Com a ajuda de uma agulha retire o ágar de cada uma das perfurações marcadas; ● Em cada roseta são realizados três testes de Coggin; ● Identifique o número um(1); ● Usando uma micropipeta, colocamos os soros problemas (S1,S2,S3); ● É colocado soro controle positivo ® em cada orifício ao lado do soro problema 20 microlitros; ● O antígeno (A) é colocado no centro centro 20 microlitros; ● É incubado em câmara úmida por 24 horas. CONCEITOS IMPORTANTES PARA O PNSE: ● Contraprova: Exame laboratorial realizado a partir da amostra original. (mesmo sangue do que foi coletado anteriormente. O responsável do animal pode optar por essa opção, para ver se vai ter diferença do outro teste. ● Reteste: Exame laboratorial realizado em animal positivo a partir de uma nova amostra. Se o responsável do animal optar por essa opção, ele terá que chamar novamente o veterinário para coletar uma nova amostra para assim refazer o teste. Laboratório Credenciado: Laboratório que recebe, por delegação do Departamento de Defesa Animal - DDA, competência para realização de exames para diagnóstico da A.I.E. Laboratório Oficial: Laboratório pertencente ao Departamento de Defesa Agropecuária. Foco: Toda propriedade com um ou mais equídeos portadores de A.I.E Área de Alto Risco: Região geográfica na qual a A.I.E. é sabidamente endêmica e onde as condições ambientais contribuem para a manutenção e a disseminação da doença. Propriedade não controlada: DIAGNÓSTICO DA AIE: Quem é responsável pelo exame? É o Médico Veterinário. RESULTADOS RESULTADO POSITIVO: Marca a ferro candente na paleta esquerda “A” + Sigla da U.F. Responsabilidade: serviço veterinário oficial O médico veterinário habilitado é aquele que fez o curso/ treinamento não é só se formar na veterinária e pode fazer. PROCEDIMENTOS NO FOCO: a) Interdição: Termo de Interdição; b) Investigação epidemiológica dos positivos; c) Marcações positivas: ferro candente na paleta esquerda; d) Sacrifício sanitário ou isolamento dos positivos; e) Testar TODO o rebanho restante. ● Sacrifício na propriedade: Prazo de 30 dias, Realizado pelo Serviço Veterinário Oficial, Não recebe indenização; ● Fora da propriedade: Ocorre em abatedouro com SIF, Transporte em veículo lacrado na origem. É possível o isolamento? Somente animais localizados em área de alto risco (endêmica e condições ambientais favoráveis), Animal deverá ser marcado. , Não poderá sair da propriedade,exceto abate. PROPRIEDADES CONTROLADAS: ● Condição: 2 testes consecutivos negativos de todo o plantel (30 a 60 dias); ● Manutenção da certificação: Testes semestrais de todo o plantel: Monitoramento; ● Renovação: anual (cada 12 meses) ● Acompanhamento sanitário: Veterinário privado. Obs: Validade do teste negativo = 180 dias. CONTROLE DE TRÂNSITO: Exigência de atestado negativo: Trânsito interestadual, Participação em eventos agropecuários, Ingressar no território nacional. Isentos: equídeos com menos de 6 meses acompanhados da mãe com atestado negativo ou destinados ao abate (caminhão lacrado na origem) , E se a mãe for positiva? Isolamento do filhote por 60 dias, 2 testes consecutivos (30 a 60 dias) Se negativo, incorpora no rebanho negativo. QUESTÕES DE CONCURSO 1) (FEC, 2012) A anemia infecciosa equina (AIE) é uma virose do sangue e órgãos hematopoiéticos que pode converter os animais afetados em portadores permanentes do vírus. Quanto a esta enfermidade, pode-se afirmar que: a) O quadro clínico envolve uma septicemia com ausência de febre. b) O agente etiológico trata-se de um vírus DNA da família Retroviridae. c) Os animais de laboratório também são sensíveis ao mesmo. d) Todos os animais vão apresentar sintomatologia, mesmo com o vírus latente. e) O agente etiológico da AIE é um vírus RNA da família Retroviridae 2) (AGED/MA – FCC – 2018) Em 2008, foi instituído o Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos visando o fortalecimento do complexo agropecuário dos equídeos, por meio de ações de vigilância e defesa sanitária animal. Sendo assim, o PNSE: a) Promove o controle e tratamento dos animais acometidos por anemia infecciosa equina e mormo dentro do território nacional. b) Promove o controle de morcegos hematófagos Desmodus rotundus visando a prevenção da raiva em equídeos. c) Incentiva estudos epidemiológicos relacionados à agropecuária em nível internacional. d) Tem como objetivo prevenir, diagnosticar, controlar e erradicar doenças que possam causar danos ao complexo agropecuário de equídeos. e) Destina-se apenas ao cadastramento de doenças virais de notificação obrigatória em todo o território nacional. 3) (UFMT, 2008) De acordo com a instrução normativa n.° 45, de 15/06/2004 do MAPA, que trata das normas para prevenção e controle da anemia infecciosa equina (AIE), assinale a afirmativa correta. a) Quando detectado um foco, deve ser realizada a marcação permanente dos equídeos portadores da AIE, por meio da aplicação de ferro candente na paleta do lado direito com um “A”, contido em um círculo de 6 (seis) centímetros de diâmetro, seguido da sigla da unidade da federação. b) A propriedade será considerada controlada para AIE, quando não apresentar animal reagente positivo em 2 (dois) exames consecutivos de diagnóstico, realizados com intervalo de 30 (trinta) a 60 (sessenta) dias. c) A validade do resultado negativo da AIE será de 01 (um) ano para propriedade controlada e de 90 (noventa) dias para os demais casos, a contar da data da colheita da amostra. d) O exame de AIE é obrigatório para equídeo com idade inferior a 6 (seis) meses, mesmo que esteja acompanhado da mãe e esta apresente resultado laboratorial negativo. e) Quando for indicado, o sacrifício do animal portador será realizado pelo serviço veterinário oficial, obrigatoriamente em abatedouro com serviço de inspeção federal, no prazo máximo de 90 (noventa) dias, a contar da data da colheita de material para o exame de diagnóstico 4) (Cesgranrio, 2008, adaptada) Que medidas devem ser adotadas pelo serviço oficial de defesa sanitária animal, quando da identificação de um equino positivo para AIE (anemia infecciosa equina)? a) Identificar e isolar o animal positivo e providenciar a remoção dos demais equídeos da propriedade. b) Identificar o animal positivo e interditar com suspensão de trânsito de equídeos da propriedade. c) Isolar o animal positivo dos demais equinos da propriedade e realizar a contraprova 30 dias após. d) Isolar o animal positivo e identificá-lo com marca a fogo com a letra (P) na face direita da cabeça. e) Providenciar o imediato sacrifício e fazer o levantamento sorológico dos profissionais envolvidos na propriedade. MORMO Doença contagiosa e geralmente fatal, de curso agudo ou crônico, que acomete principalmente os equídeos, podendo ou não vir acompanhada por sintomas clínicos, e para qual não há tratamento eficaz para a eliminação do agente nos animais portadores. Também chamado de Catarro de Burro. REVISÃO SOBRE O AGENTE ETIOLÓGICO ● Família: Burkholderiaceae; ● Gênero: Burkholderia; ● Espécie: Burkholderia mallei; ● Bastonete Gram-negativo; ● Atriquia (sem flagelos); ● Parasita intracelular facultativo; ● Pouco resistente no ambiente. EPIDEMIOLOGIA ESPÉCIES SUSCEPTÍVEIS Evolução clínica: Cavalos – crônica / Asininos – Aguda e é uma zoonose. CARACTERÍSTICA DA INFECÇÃO ● Apresentações clínicas: Nasal, pulmonar e cutânea; ● Alta morbidade e alta letalidade; ● Doença reemergente. TRANSMISSÃO Contato direto: ● Pus; ● Secreção nasal; ● Urina; ● Fezes; ● Feridas. Contato indireto: ● Água; ● Alimento; ● Fômites; ● Aerossol. PATOGENIA Direta / Indireta Infecção celular → Células fagocíticas e não fagocíticas Fatores de virulência se chama SISTEMA DE SECREÇÃO DO TIPO III (T3SS) CAMINHO: 1. Invasão celular 2. Escape da vesícula endocítica 3. Sobrevivência intracelular 4. Escape da autofagia Fatores de virulência que chama SISTEMA DE SECREÇÃO DO TIPO VI (T6SS) CAMINHO: 4. Escape da autofagia 5. Disseminação célula a célula (escape do sistema imunológico) SINAIS CLÍNICOS ● Evolução aguda: Febre, Descarga nasal uni ou bilateral, Emagrecimento, Depressão, Edema e linfangite, Epistaxe (presença de sangue) e Morte: 2 a 3 semanas. ● Evolução crônica: Pode aparentar boa saúde e pode aparentar magreza mesmo com boa alimentação. Nódulos e úlceras na região interna dos membros e no costado com presença ou não de secreção amarelada escura com consequente formação de cicatrizes estelares. ● Rosário; ● Edema de membros; ● Orquite; ● Semi-flexão de membros; ● Manifestações febris temporárias. FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DO MORMO ● Forma Nasal: Nódulos e úlceras na cavidade, nasal e faringe e Corrimento nasal uni ou Bilateral ● Forma Cutânea: Nódulos no trajeto dos vasos linfáticos (colar de pérolas) e úlceras na pele com Via de Infecção: Oral, nasal, mucosas e feridas Forma nasal, forma cutânea e forma pulmonar Evolução clínica: aguda e crônica cicatrização em forma de estrela e Machos: Orquite ● Forma Pulmonar: Nódulos e úlceras nos pulmões, Pneumonia crônica e Tosse DIAGNÓSTICO LABORATORIAL ● Laboratório Oficial: Laboratório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. ● Laboratório Credenciado: Laboratório público ou privado homologado pelo MAPA para realizar ensaios e emitir resultados. Quem solicita? É o Médico Veterinário Habilitado que é o Profissional devidamente registrado no respectivo Conselho Regional de Medicina Veterinária e que tenha sido aprovado em capacitação específica sobre o PNSE oferecida e organizada pelo Serviço Veterinário Oficial. DIAGNÓSTICOS PARA MORMO ● Direto: Isolamento e identificação da bactéria – Obtenção de culturas de Burkholderia mallei. ● Indireto: Fixação do complemento, ELISA e complementar: Western Blotting e Teste da Maleína. FIXAÇÃO DO COMPLEMENTO: ELISA INDIRETO: Feito com antígeno semi-purificado de amostras de B. mallei isoladas no Brasil e validado internacionalmente. WESTERN BLOTTING: Teste mais sensível e específico MALEINIZAÇÃO: Aplicação intrapalpebral do PPD Maleína. RESULTADOS: ● Negativo: Amostra com resultado negativo em qualquer teste de triagem não deve ser testada por método complementar. ● Diferente de negativo: Positivo ou suspeito→ Amostra com resultado diferente de negativo em qualquer teste de triagem deverá ser testada no método complementar, exceto quando positivo no teste de triagem estando o animal em uma unidade epidemiológica onde haja foco de mormo e apresentando quadro clínico compatível com mormo.DIAGNÓSTICOS PARA MORMO CASO SUSPEITO Equídeo que apresentar pelo menos uma das seguintes condições Quadro clínico compatível ou diagnóstico clínico inconclusivo de doença respiratória ou cutânea, refratária a tratamentos prévios ou com recidivas. Vínculo epidemiológico com caso confirmado → Possibilidade de transmissão do agente infeccioso entre casos confirmados da doença e outros animais susceptíveis, localizados ou não em um mesmo estabelecimento. CASO CONFIRMADO Resultado positivo no teste de triagem, estando o animal em uma unidade epidemiológica onde haja foco de mormo e apresentando quadro clínico compatível com mormo. O que é unidade epidemiológica? Grupo de animais com probabilidades semelhantes de exposição à B. Mallei. NOTIFICAÇÃO DE CASOS SUSPEITOS Médico Veterinário, Produtor Rural, Transportador de Animais, Laboratoristas, Instituições de ensino, pesquisa ou extensão veterinária. Notificar no máximo 24 horas. AÇÕES DO SERVIÇO VETERINÁRIO OFICIAL Ações no Foco → ELIMINAÇÃO DO FOCO Eutanásia dos animais (até 15 dias pós notificação do proprietário) e Testes consecutivos de todos os equídeos com intervalos de 21 a 30 dias entre colheitas Proprietário: Enterramento do cadáver no local e a desinfecção das instalações e fômites, sob a supervisão do veterinário oficial que acompanhou a eutanásia. Realizar investigação clínica e soro epidemiológica nos estabelecimentos com vínculo epidemiológico; e notificar a ocorrência de mormo às autoridades locais de saúde pública. ELIMINAÇÃO DE FOCOS TRÂNSITO DE EQUÍDEOS Condicionado à apresentação de: ● Documento oficial de trânsito animal, aprovado pelo MAPA; ● Resultado negativo para mormo dentro do prazo de validade, contemplando todo o período da movimentação ● Válido por 60 dias. Ficam dispensados do referido teste: Equídeo com idade inferior a 6 meses, desde que acompanhado de mãe negativa, Equídeos procedentes de zonas livres de mormo. QUESTÕES DE CONCURSO 1) O mormo é uma doença infecciosa de equídeos, de caráter crônico. É uma zoonose de alta letalidade e incurável, que requer o sacrifício de animais doentes. O agente etiológico é: a) Um vírus RNA não envelopado da família Mormaceviridae. b) Um vírus DNA envelopado da família Mormaceviridae. c) Uma bactéria. d) Um protozoário da ordem Ricketsiales. e) Um fungo. 2) (COMPERVE, 2008) Constitui uma afirmativa incorreta sobre o mormo: a) É uma enfermidade que pode acometer também o homem. b) Normalmente, os cavalos são acometidos na forma aguda, já os muares e asininos na forma crônica. c) Possui como agente causal uma bactéria do gênero Burkholderia. d) É uma doença da lista de epizootias (OIE). e) Possui fatores de virulência que são os sistemas de secreção dos tipos III e IV. 3) Com relação ao diagnóstico do mormo é correto afirmar: a) O diagnóstico de eleição pelo MAPA é realizado pelo método de ELISA; b) O diagnóstico de eleição pelo MAPA é realizado pelo método de IDGA; c) O diagnóstico de eleição pelo MAPA é realizado pelo isolamento bacteriano; d) O diagnóstico de eleição pelo MAPA é realizado pelo método de histopatologia; e) O diagnóstico de eleição pelo MAPA é realizado pelo método de imunoistoquímica. 4) O Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos abrange doenças como o Mormo e a Anemia Infecciosa Equina (AIE). Em relação à etiologia dessas doenças, é correto afirmar que: a) Ambas são doenças priônicas. b) Ambas são doenças causadas por retrovírus. c) Mormo é causado por um fungo dermatófito e AIE é causada por um prion. d) Mormo é causado por uma bactéria e AIE é causada por um retrovírus. e) Mormo é causado por um retrovírus e AIE é causado por uma levedura. 5) A Portaria nº35 de 17/04/2018, define os testes laboratoriais a serem empregados para o diagnóstico de mormo no Território Nacional. Os testes de triagem para diagnóstico laboratoriais do mormo são: a) ELISA e PCR b) Coloração de Sellers e PCR c) Fixação de Complemento e ELISA d) Fixação de Complemento e Imunofluorescência Direta 6) O Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (PNSE/MAPA) estabelece que a quarentena a um equídeo procedente de propriedade não controlada para anemia infecciosa equina (AIE) deve ser mantida até a constatação da negatividade dos teste para a doença, mediante a realização de dois exames consecutivos, com intervalo de 30 a 60 dias. Com base no exposto, qual exame diagnóstico para AIE estabelecido pelo PNSE? a) Teste Enzyme-LinkedImmunosorbentAssay (ELISA). b) Reação de Fixação do Complemento (RFC). c) Reação em Cadeia de Polimerase (PCR). d) Imunodifusão em Gel de Ágar (IDGA). e) Teste de Coombs. 7) Diante de caso suspeito de Mormo, o SVO (Serviço Veterinário Oficial) deverá executar uma série de medidas, EXCETO: a) Realizar investigação clínica epidemiológica do caso suspeito e demais equídeos do estabelecimento. b) Definir a(s) unidade(s) epidemiológica(s) que será(ão) objeto de medida sanitária. c) Se necessário, determinar o isolamento do(s) caso(s) suspeito(s) e a interdição da(s) unidade(s) epidemiológica(s) envolvida(s) até a conclusão das investigações. d) Submeter os animais suspeitos a testes laboratoriais. e) Realizar imediatamente a eutanásia dos animais suspeitos somente com base no exame clínico, sem confirmação laboratorial, devido á grande capacidade de transmissão e infecção do agente. 8) De acordo com o Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos, a Anemia Infecciosa Equina é uma enfermidade de notificação obrigatória e deve ser controlada. Como método de controle, testes obrigatórios devem ser realizados nos equídeos submetidos a eventos equestres ou trânsito. Sobre os testes que são aplicados para o diagnóstico da doença, analise os itens abaixo: I. Imunodifusão em gel e ELISA II. ELISA e Rosa Bengala III. Western Blotting e Teste do Anel do leite IV. Fixação do Complemento e PCR Está(ão) CORRETO(S), apenas: a) I. b) I, III e IV. c) II e III. d) II. e) III. 9) O Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos tem como foco a vigilância epidemiológica de doenças como a Anemia Infecciosa Equina (AIE). Sobre essa doença, assinale a alternativa correta. a) A AIE faz parte da lista de doenças de notificação obrigatória mensal. b) O que torna a AIE desafiadora de ser diagnosticada é o fato de ser uma doença crônica, sem forma aguda. c) A principal forma de transmissão é por inseminação artificial com sêmen contaminado. d) O controle de vetores como tabanídeos (moscas hematófagas) é essencial para evitar a doença e) A transmissão da égua para o potro na gestação não é possível 10) O mormo é uma doença infectocontagiosa, granulomatosa, caracterizada por lesões respiratórias, linfáticas e cutâneas em equídeos. Sobre o tema, é correto afirmar que: a) É uma doença causada pela bactéria Burkholderia mallei, uma bactéria Gram-positiva, anaeróbia estrita e que não fermentam os carboidratos, como a lactose. b) Os asininos e muares se contaminam com a bactéria, mas não apresentam sinais clínicos da doença, pois são refratários. Porém, podem ser fontes de infecção para outros animais da propriedade. c) A Burkholderia mallei cresce em meios com 1% de glicerol, e a maioria das linhagens pode crescer em ágar MacConkey. As placas são incubadas aerobicamente a 37°C por dois a três dias. Guia 1 OBJETIVOS ATIVIDADES DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA DOS EQUÍDEOS ANEMIA INFECCIOSA EQUINA DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA DOS EQUÍDEOS SENSIBILIDADE: RESISTÊNCIA: ESPÉCIES SUSCETÍVEIS:TRANSMISSÃO: PATOGENIA: SINAIS CLÍNICOS: ALGUMAS FORMAS DE MANIFESTAÇÃO: DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: DIAGNÓSTICO: IMUNODIFUSÃO EM GEL DE AGAR: RESULTADOS: COMO INTERPRETAR: CONCEITOS IMPORTANTES PARA O PNSE: DIAGNÓSTICO DA AIE: RESULTADOS PROCEDIMENTOS NO FOCO: PROPRIEDADES CONTROLADAS: CONTROLE DE TRÂNSITO: QUESTÕES DE CONCURSO MORMO REVISÃO SOBRE O AGENTE ETIOLÓGICO EPIDEMIOLOGIA ESPÉCIES SUSCEPTÍVEIS CARACTERÍSTICA DA INFECÇÃO TRANSMISSÃO PATOGENIA CAMINHO: CAMINHO: SINAIS CLÍNICOS FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DO MORMO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DIAGNÓSTICOS PARA MORMO FIXAÇÃO DO COMPLEMENTO: ELISA INDIRETO: WESTERN BLOTTING: MALEINIZAÇÃO: RESULTADOS: CASO SUSPEITO CASO CONFIRMADO NOTIFICAÇÃO DE CASOS SUSPEITOS AÇÕES DO SERVIÇO VETERINÁRIO OFICIAL ELIMINAÇÃO DE FOCOS TRÂNSITO DE EQUÍDEOS QUESTÕES DE CONCURSO