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RESUMO FITOSMECTOLOGIA 
O que é fitocosmetologia? 
É a ciência que estuda e aplica cosméticos de substancias vegetais, como óleos vegetais, extratos vegetais e óleos essenciais, riqueza farmacológica das plantas.
O que são fototerápicos? 
São medicamentos desenvolvidos a partir de extratos vegetais padronizados, de acordo com a anvisa as pesquisas e desenvolvimento deles são os mesmos que medicamentos sintéticos.
São medicamentos feitos com plantas medicinais e comercializados como capsulas, comprimidos, pomadas ou xaropes e assim são constituídos por plantas e seu derivados para fazer a formulação farmacêutica, com diferentes funções ex: para melhorara sabor ou aparência
O que são soluções?
 Soluções são uma forma de cosmético que é geralmente clara e, muitas vezes, translúcida.
Podem variar em consistência e viscosidade. Essas variações dependem de ter ou não um agente espessante (que é uma substância que aumenta a viscosidade do líquido)
Sabedoria milenar 
· Antepassados nossos usavam plantas e alimentos para fazer suas receitas de cuidados pessoais
· Vaidade sempre esteve presente na vida do homem que procurou ser mais atraente, mudando a cor da pele e outros, mas o principal foi retardar o envelhecimento
· As plantas são descritas como usinas químicas que produzem substâncias ativas, como óleos essenciais e enzimas, que têm aplicações na saúde e beleza.
· Preparação de Receitas: Para criar cosméticos naturais, é essencial combinar plantas que tenham afinidade, otimizando a eficácia das preparações.
· Homem sempre teve um relacionamento estreito com a natureza, utilização de plantas para fins medicinais aparece escrito nas antigas civilizações egipcias. Imperador cheines chen nong antes de c. teria regido o primeiro resumo sobre fitoterapia, a arte de cura através das plantas
· Gregos e romanos praticavam a arte de curar. Galeno foi um dos mestres da fitoterapia que especializou na preparação farmacêutica de medicamentos
· Em VIII carlos magno impulsionou a utilização de plantas medicinais, através de de um decreto, operadores exigiu a cultura de importantes ervas nos jardins dos castelos monasterios e essas ordens foram seguidas pelos monges 
· A partir do século XV, as expedições europeias às Índias incluíam boticários que registravam plantas e produtos medicinais. Com a descoberta do Brasil, iniciou-se um inventário das plantas medicinais da América do Sul. A história do uso dessas plantas remonta à 6ª dinastia egípcia, mas apenas nos últimos dois séculos houve avanços significativos na identificação e isolamento de seus componentes ativos e na compreensão de sua ação no corpo humano. A invenção da imprensa em 1430 ajudou a disseminar o conhecimento sobre fitoterapia, que hoje é reconhecida como uma disciplina científica. As plantas são vistas como fontes de saúde, cura e bem-estar, evidenciando a capacidade da natureza de promover benefícios em diversas áreas.
Uso de fitoterápicos e plantas medicinais 
· Uma planta é considerada medicinal quando contém substâncias que podem prevenir, curar ou tratar doenças em humanos, e os medicamentos derivados dessas plantas são chamados fitoterápicos. O uso de plantas medicinais remonta a milhares de anos, mas deve ser feito com responsabilidade, pois o uso inadequado pode resultar em efeitos negativos. Essas plantas contêm diversas substâncias que atuam em conjunto para proporcionar efeitos terapêuticos, sendo essencial que sejam manipuladas corretamente para maximizar benefícios e minimizar toxicidade.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula e fiscaliza fitoterápicos e seus estabelecimentos, além de orientar a população sobre seu uso adequado. As plantas medicinais, que têm um histórico de uso popular, diferem dos medicamentos, que são elaborados com substâncias padronizadas e controladas. Para utilizar uma planta medicinal corretamente, é fundamental conhecê-la, saber onde colhê-la e como prepará-la, além de garantir a identificação correta por meio de seu nome botânico, que é padronizado globalmente.
 Remédio de índio
· O conhecimento indígena sobre plantas medicinais teve um papel crucial no desenvolvimento de medicamentos populares, como a quinina, extraída da casca de cinchona, que foi utilizada para tratar a malária. Os europeus, ao chegarem à América do Sul, descobriram que os indígenas já utilizavam essa planta com sucesso. A partir do século 18, a quinina foi isolada e se tornou amplamente utilizada, levando à criação da água tônica.
· Os indígenas têm uma visão holística da saúde, considerando não apenas o corpo, mas também o espírito e a mente no processo de cura. Eles utilizam rituais e observações da natureza para identificar plantas com propriedades medicinais, como a copaíba para cicatrização e outras plantas que se assemelham a partes do corpo afetadas por doenças.
· Pesquisas modernas têm comprovado a eficácia de várias plantas utilizadas tradicionalmente, e a ciência está cada vez mais interessada em explorar esses conhecimentos para desenvolver novos medicamentos. Exemplos incluem a aspirina, derivada da casca do salgueiro, e a toxina do curare, que se tornou um relaxante muscular. Atualmente, há esforços para investigar o potencial anticancerígeno de plantas como a copaíba e o melão-de-são-caetano.
· Apesar da predominância da medicina moderna, práticas tradicionais ainda são utilizadas e adaptadas, como no caso de indígenas que incorporam medicamentos ocidentais em seus rituais de cura. O intercâmbio de conhecimentos entre culturas continua a ser uma via de mão dupla, enriquecendo tanto a medicina tradicional quanto a moderna.
Conceitos e definições- cosméticos naturais, orgânicos, biodinâmicos veganos, crueltyfree
O que é um principio ativo:
· Princípios ativos são moléculas de substâncias com efeito terapêutico, utilizadas em medicamentos desde a Idade da Pedra, quando os humanos já reconheciam o poder curativo de certas plantas. Um medicamento, alimento ou planta pode conter várias substâncias, mas apenas uma ou algumas delas exercem ação no organismo. O termo "fármaco" refere-se especificamente ao princípio ativo de um medicamento.
O que é um produto cosmético:
· é definido legalmente como qualquer substância ou mistura destinada ao contato com as partes externas do corpo humano, como pele, cabelo, unhas, lábios e órgãos genitais, ou com os dentes e mucosas bucais. Seu objetivo principal é limpar, perfumar, modificar a aparência, proteger, manter em bom estado ou corrigir odores corporais. Os cosméticos incluem uma ampla variedade de produtos, como sabonetes, géis de banho, xampus, desodorantes, pastas de dente, além de itens de beleza como tinturas capilares, vernizes e maquiagem.
Cosmético vegano:
Os cosméticos podem ser classificados de várias maneiras:
1. Veganos: Não contêm nenhum componente de origem animal em sua fórmula.
2. Cruelty Free: Indica que o produto não é testado em animais, garantindo que não cause sofrimento a eles durante a produção.
3. Cosméticos Orgânicos: Feitos com ingredientes naturais, mas que devem ser produzidos sob critérios rigorosos de cultivo orgânico.
4. Cosméticos Naturais: Elaborados a partir de matérias-primas naturais, geralmente sem prejudicar a saúde dos usuários ou o meio ambiente.
Cosmético natural:
· Os cosméticos naturais são formulados com matérias-primas naturais, que podem ser de origem vegetal ou mineral, e não devem conter aditivos químicos. De acordo com o SEBRAE, esses produtos não podem incluir matérias-primas sintéticas ou semi-sintéticas, com algumas exceções. Para serem considerados naturais, devem conter pelo menos 5% de ingredientes orgânicos e 95% de ingredientes naturais, sem ativos químicos como derivados de petróleo, amônia, silicone e parabenos. Segundo a Ecocert, um cosmético é classificado como natural se tiver no mínimo 95% de matérias-primas naturais, sendo que os 5% restantes não podem incluir corantes, conservantes ou fragrâncias sintéticas, entre outros.
Seus benefícios: Os cosméticos naturais oferecem diversosbenefícios, como:
- Redução dos riscos de irritação na pele e maior segurança para peles sensíveis.
- Menor exposição a componentes potencialmente prejudiciais, como parabenos, corantes e petrolatos.
- Inclusão de ingredientes saudáveis, como ácidos graxos essenciais, minerais e óleos nutritivos, que nutrem a pele e podem ter propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e reparadoras.
- Segurança para uso após tratamentos faciais e procedimentos cosméticos.
- Aumento do interesse do consumidor e contribuição para uma sociedade mais sustentável.
Cosmético orgânico
· Os cosméticos orgânicos são uma alternativa para cuidar da pele sem expô-la a produtos químicos, utilizando matéria-prima pura e minimizando o uso de substâncias químicas. Embora sejam também naturais, os cosméticos orgânicos se diferenciam por serem feitos com ingredientes certificados, permitindo rastrear sua cadeia produtiva. Suas principais características incluem a ausência de organismos geneticamente modificados e a não realização de testes em animais. 
· Com pelo menos 95% de matérias-primas orgânicas cultivadas sem agrotóxicos, esses produtos são ecologicamente corretos e socialmente justos, não apresentando efeitos colaterais mesmo com uso contínuo. Eles contêm uma maior quantidade de óleos essenciais puros, que melhoram as propriedades regenerativas, hidratantes e antioxidantes, contribuindo para o rejuvenescimento e cuidados diários. Muitos cosméticos orgânicos possuem certificações, como os selos ECOCERT e IBD.
Seus benefícios:
 destacam-se pela pureza de sua composição, utilizando substâncias naturais e sustentáveis, o que também beneficia o meio ambiente. Eles evitam compostos químicos prejudiciais e oferecem efeitos naturais com resultados a longo prazo, estimulando a produção celular sem comprometer a saúde. Além disso, os óleos essenciais são usados em sua forma mais potente, proporcionando resultados rápidos e eficientes.
Diferença entre cosméticos naturais e orgânicos: 
 reside na composição e nos critérios de produção. Ambos têm baixa ou nenhuma quantidade de compostos químicos e são fabricados de forma sustentável.
· Cosméticos naturais: Feitos a partir de matérias-primas naturais, não contêm fragrâncias, corantes sintéticos ou conservantes artificiais, e não devem incluir componentes químicos como silicone e amônia.
· Cosméticos orgânicos: Devem ter pelo menos 95% de sua composição certificada como orgânica, cultivada sem agrotóxicos e com métodos sustentáveis. A certificação é baseada em inspeções agropecuárias.
Além disso, dentro dos cosméticos naturais, existem os vegano, que não contêm substâncias de origem animal e não são testados em animais.
Cosmético biodinâmicos: 
· A agricultura biodinâmica, surgida em 1924 na Polônia, é um precursor do conceito orgânico e adota uma abordagem holística, utilizando princípios da homeopatia e do calendário lunar para cultivar matérias-primas. Classificada como "Orgânico Premium", essa prática não utiliza adubos químicos, pesticidas, antibióticos ou hormônios, respeitando o ciclo natural das plantas. 
· O conceito de "fazenda integrada como um organismo" reflete a interconexão entre a produção e o ambiente. A agricultura biodinâmica requer uma gestão holística do ecossistema da fazenda e utiliza preparados biodinâmicos, compostos por ervas e esterco bovino, para melhorar o solo e as plantas. 
· Os produtos biodinâmicos são certificados com o selo DEMETER, que representa autenticidade e alta qualidade, sendo reconhecido em mais de 50 países. A prática inclui compostagem e adubação orgânica, favorecendo a biodiversidade e o meio ambiente, e utiliza um calendário lunar para planejar o plantio e a colheita.
Cosmético vegano:
· O veganismo é mais do que um movimento sociopolítico; é um estilo de vida que defende a dignidade e o respeito por todas as espécies. Cosméticos veganos são aqueles que não contêm ingredientes de origem animal, como leite e cera de abelha, e não são testados em animais. Os veganos buscam minimizar o uso de produtos que envolvem exploração animal, abrangendo não apenas a alimentação, mas também vestuário e beleza.
· No Brasil, a Sociedade Vegetariana Brasileira é a entidade que verifica se um produto é realmente vegano, embora a certificação não seja obrigatória. A crescente adesão ao veganismo por empresas e marcas traz benefícios, como a redução do consumo de água, desmatamento e poluição, promovendo um estilo de vida mais sustentável. Ao escolher cosméticos veganos, os consumidores contribuem para uma cadeia de solidariedade e sustentabilidade, impactando positivamente o meio ambiente e as futuras gerações.
Cosmético crueltfree:
· O movimento Cruelty-Free é relativamente recente e ainda é adotado por poucas empresas, mas tem se tornado mais comum, especialmente entre novas marcas de cosméticos, alinhando-se ao veganismo. O selo Cruelty-Free indica que um produto não foi testado em animais, mas não garante a ausência de ingredientes de origem animal em sua composição. 
· O termo significa que não houve exploração animal durante a produção e que testes podem ser realizados por métodos alternativos, como in-vitro ou computadorizados. No Brasil, a conscientização do consumidor sobre a causa animal tem crescido, levando mais empresas a buscar a certificação Cruelty-Free. No entanto, ainda não há uma fiscalização efetiva para esse selo, o que permite que empresas criem autenticações não confiáveis. 
· É importante pesquisar selos reconhecidos, como o da PETA, que garante a ausência de testes em animais e ingredientes de origem animal. A PETA é uma das maiores organizações de direitos dos animais do mundo, com milhões de membros globalmente.
10 marcas de crueltfree brasileiras:
1. Boni Natural: Primeira linha de cosméticos natural, vegana e eco-friendly do Brasil, com produtos para cuidados bucais, capilares, corporais e para bebês. (SP, 2000)
2. Sallve: Marca vegana e cruelty-free que oferece produtos para todos os tipos de pele e idades. (SP, 2018)
3. Dailus: Focada em cuidados para pele, lábios, unhas e olhos, a marca foi fundada em 2006. (SP, 2006)
4. QUINTAL Dermocosméticos: Oferece soluções naturais e tecnológicas para todos os tipos de pele, sendo vegana, natural e orgânica. (PR, 2004)
5. Salon Line: Com uma variedade de produtos para cabelos, a marca é voltada para beleza e cuidados pessoais, sem testes em animais. (SP, 1995)
6. Ontente: Marca de higiene bucal vegana com mais de 20 anos de atuação no Brasil e no exterior. (MG, 1999)
7. Skala: Iniciou em 1986 e se tornou 100% vegana em 2018, sem realizar testes em animais. (MG, Uberaba)
8. Creamy: Vegana, cruelty-free e reciclável, oferece fórmulas inovadoras para cuidados diários com a pele. (SP, 2019)
9. Vizzela: Marca 100% brasileira, vegana e cruelty-free, focada em cosméticos. (SP)
10. Davene: Empresa brasileira que oferece soluções simples e naturais para beleza e cuidados diários, livre de testes em animais. (SP, 1976)
Dos estado de goias:
cosméticos fabricados em goiás: 
Abelha Rainha (possuem linha produtos Vegano)
Sofisticatto Cosméticos 
Élita Brazil
Dellafiore 
Natu Charm
Vitalife
Facinatus (possuem linha produtos Vegano)
Biocap (Trindade –possuem linha produtos Vegano)
teste de medicamentos em humanos: Voluntários aceitem ingerir medicamentos em fase de desenvolvimento: recebem como pagamento em torno de 4.000,00/mês.
• ICF – Pesquisa Farmacêutica. Aparecida de Goiânia
• CEMEC – Pesquisas Clínicas.
• LOREAL -Testes para Cosméticos.
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Estudo das plantas: partes das plantas
Botânica: 
A Botânica é uma área da Biologia que estuda as plantas, organismos multicelulares, eucariontes e, em sua maioria, autotróficos. Além das plantas, a Botânica tradicionalmente inclui o estudo de algas, fungos e cianobactérias, embora esses não sejam considerados plantas. As plantas desempenham papéis econômicos e ecológicos essenciais para humanos e outros organismos.
Didaticamente, as plantas são classificadas em quatro grupos: briófitas, pteridófitas,gimnospermas e angiospermas. A maioria das plantas possui três órgãos vegetais básicos: raiz, caule e folhas. Sementes estão presentes em gimnospermas e angiospermas, enquanto flores e frutos são características exclusivas das angiospermas.
Áreas de estudo da botânica:
1. Anatomia Vegetal: Estuda a estrutura interna das plantas e a distribuição dos tecidos vegetais, relacionando-os com as adaptações ao ambiente.
2. Fisiologia Vegetal: Analisa o funcionamento das plantas, incluindo processos como fotossíntese, nutrição, respiração e tropismos.
3. Morfologia Vegetal: Foca na forma e estrutura das plantas, examinando características como o formato de folhas, caules e raízes.
4. Taxonomia e Sistemática Vegetal: Trata da identificação e classificação dos vegetais.
5. Etnobotânica: Investiga a relação entre humanos e plantas, explorando como diferentes comunidades utilizam determinadas espécies.
6. Ecologia Vegetal: Estuda as interações entre organismos vegetais e seu meio ambiente.
7. Paleobotânica: Examina registros de organismos vegetais do passado, ajudando a entender a evolução das plantas e as condições do planeta em épocas anteriores.
Importância de estudar as plantas
· A Botânica é uma área crucial, pois as plantas desempenham papéis fundamentais na manutenção da vida. Elas são fontes de alimento para humanos e animais, fornecem abrigo, ajudam a regular o clima, estabilizam o solo e, através da fotossíntese, liberam oxigênio essencial para a respiração.
· Economicamente, as plantas são valiosas, fornecendo madeira, fibras para roupas, matéria-prima para papel e ingredientes para cosméticos e medicamentos. Além disso, são utilizadas na ornamentação de jardins e parques. O estudo das plantas permite aumentar a produtividade, descobrir novos compostos benéficos e promover a preservação das espécies.
Um pouco sobre as plantas: 
Centro do Mapa: Ervas Medicinais e Culinárias
1. Hortelã (Mint)
· Sabor refrescante
· Benefícios digestivos
· Alívio de dores de cabeça e ansiedade
2. Aloe Vera (Aloe)
· Propriedades calmantes para a pele
· Suco para saúde digestiva
· Usos em cosméticos
3. Tomilho (Thyme)
· Propriedades antimicrobianas
· Usos na culinária
· Benefícios para a saúde respiratória
4. Alho (Garlic)
· Benefícios cardiovasculares
· Propriedades antimicrobianas
· Usos culinários
5. Mostarda (Mustard)
· Propriedades anti-inflamatórias
· Ajuda na digestão
· Usos em molhos
6. Echinacea
· Fortalecimento do sistema imunológico
· Prevenção e tratamento de resfriados
· Formas de consumo (chá, suplemento)
7. Gengibre (Ginger)
· Efeito anti-náusea
· Propriedades anti-inflamatórias
· Usos culinários e em chás
8. Camomila (Chamomile)
· Efeitos calmantes
· Promove sono e reduz ansiedade
· Usos em cuidados com a pele
9. Calêndula (Calendula)
· Propriedades curativas para a pele
· Usos em chás
· Benefícios anti-inflamatórios
10. Melissa (Lemon Balm)
· Efeitos calmantes
· Reduz estresse e ansiedade
· Usos em chás e culinária
11. Celandina (Celandine)
· Suporte ao fígado
· Ajuda na digestão
· Usos em remédios herbais
12. Lavanda (Lavender)
· Aroma calmante
· Usos em aromaterapia
· Propriedades antissépticas
13. Dente-de-leão (Dandelion)
· Folhas nutritivas
· Raízes para saúde do fígado
· Propriedades diuréticas
14. Alecrim (Rosemary)
· Realça sabores
· Propriedades antioxidantes
· Melhora memória e concentração
15. Mil-folhas (Yarrow)
· Estanca sangramentos
· Promove cicatrização
· Usos em chás para febres
 Partes das plantas: 
· raiz
· caule
· folhas
· sementes
· flores
· frutos
As principais partes das plantas incluem:
1. Raiz: Responsável pela fixação da planta no solo e pela absorção de água. Algumas raízes, como as da beterraba e da batata-doce, também atuam como órgãos de reserva.
2. Caule: Tem duas funções principais: suporte e condução. Ele transporta substâncias produzidas nas folhas para as raízes através do floema e leva água e sais minerais das raízes para outras partes da planta por meio do xilema. Alguns caules também armazenam substâncias.
3. Folhas: Estruturas principalmente relacionadas à fotossíntese, mas também podem ter funções de armazenamento e proteção, como os espinhos de origem foliar.
4. Sementes: Presentes apenas em gimnospermas e angiospermas, são formadas a partir da maturação do óvulo após a fecundação.
5. Flor: Exclusiva das angiospermas, é responsável pela reprodução da planta e pela atração de polinizadores, utilizando cores vibrantes, odores e néctar.
6. Fruto: Estruturas exclusivas das angiospermas que protegem as sementes e garantem a dispersão da planta.
Grupos de plantas
As plantas são classificadas em quatro grupos principais:
 
1. Briófitas: Plantas avasculares sem raízes, caules ou folhas verdadeiros, que dependem da água para a reprodução. A fase dominante é o gametófito. Exemplos: musgos, antóceros e hepáticas.
2. Pteridófitas: Plantas vasculares sem sementes que também dependem da água para a reprodução. A fase dominante é o esporófito. Exemplos: samambaias e avencas.
3. Gimnospermas: Plantas que produzem grãos de pólen e sementes nuas, não dependem da água para a reprodução. A fase dominante é o esporófito. Exemplos: pinheiros e araucárias.
4. Angiospermas: Plantas com flores e frutos, representando cerca de 90% das espécies vegetais. Não dependem da água para a reprodução, e a fase dominante é o esporófito. Exemplos: mangueiras, abacateiros e roseiras.
Perda da diversidade
A perda de biodiversidade é causada principalmente pela destruição de habitats, introdução de espécies exóticas e uso excessivo de recursos naturais, como caça e pesca. A biodiversidade refere-se à variedade de espécies e suas interações no ecossistema, onde a extinção de uma espécie afeta todo o sistema.
· As principais causas da perda de biodiversidade incluem:
· - Destruição de habitat: Impacta diretamente a sobrevivência das espécies.
· - Uso excessivo de recursos naturais: Práticas como caça, pesca e extração ilegal de madeira reduzem as populações de várias espécies.
· - Introdução de espécies invasoras: Espécies não nativas podem competir com as nativas, prejudicando-as.
· - Poluição: Afeta a saúde dos ecossistemas.
· Na Amazônia, o extrativismo de plantas medicinais é uma preocupação, pois a retirada excessiva de partes das plantas compromete sua sobrevivência. É crucial mudar para práticas de uso sustentável, permitindo a recuperação das espécies e mantendo seu papel ecológico.
· Além disso, a conservação de plantas é frequentemente menos priorizada do que a de animais, pois as pessoas tendem a se conectar emocionalmente mais com os animais, que são mais visíveis e expressivos. O filme "Avatar" ilustra a importância da biodiversidade e a interconexão entre todas as formas de vida, enfatizando que a proteção da biodiversidade é essencial para a saúde dos ecossistemas e a sobrevivência humana.
O que não pode ter no fitoterápico?
Os fitoterápicos podem ser classificados como simples (feitos de uma única planta) ou compostos (feitos de várias plantas). Segundo a Anvisa, para ser considerado fitoterápico, um medicamento não pode conter substâncias isoladas ou purificadas da planta, substâncias sintéticas ou partes de animais (opoterápicos).
A fitoterapia tem se mostrado uma tendência promissora para a saúde, com a padronização de fitomedicamentos sendo essencial para garantir qualidade e segurança. As florestas tropicais, especialmente no Brasil, são ricas em biodiversidade, mas os países desenvolvidos, como EUA e Japão, dominam a manufatura e comercialização de produtos naturais, investindo mais do que os países em desenvolvimento.
A expectativa é que novos fitomedicamentos sejam desenvolvidos a partir de espécies nativas, com a colaboração de instituições acadêmicas e empresas. O aumento do consumo de fitoterápicos está ligado à insatisfação com medicamentos alopáticos e seus custos, levando a população a buscar alternativas em plantas medicinais.
A fitoterapia, reconhecida por sua utilidade terapêutica, pode atender a diversas demandas de saúde, e é importanteque os governos garantam sua sustentabilidade. Em Goiânia, o Centro Estadual de Referência em Medicina Integrativa e Complementar (CREMIC) oferece uma variedade de práticas integrativas, incluindo fitoterapia e outras abordagens complementares.
Fitomedicamentos com qualidade segurança e eficácia 
Os fitoterápicos enfrentam desafios para serem tratados como medicamentos alopáticos devido à complexidade de sua composição e à variabilidade na qualidade das drogas obtidas de uma mesma espécie vegetal. Essa variabilidade está relacionada a fatores como as condições de plantio, coleta, manuseio e processamento da matéria-prima, o que justifica a necessidade de padronização desses produtos.
Além disso, a estabilidade dos fitoterápicos é influenciada por fatores ambientais, como temperatura, umidade e luz, bem como por características do próprio produto, incluindo propriedades físicas e químicas das substâncias ativas, forma farmacêutica, processo de fabricação e tipo de embalagem utilizada.
ANVISA:
A ANVISA, por meio da Resolução n° 1 de 2005, estabelece diretrizes para estudos de estabilidade de fitoterápicos e medicamentos alopáticos, incluindo estabilidade acelerada, de acompanhamento e de longa duração. A padronização é crucial para garantir a qualidade e eficácia dos fitoterápicos, pois sem ela, a concentração dos princípios ativos é desconhecida.
A RDC 48/04, de 16/03/04, define critérios para garantir a qualidade dos fitoterápicos, exigindo controle físico-químico, químico e microbiológico, o que requer o uso de extratos padronizados. Embora a legislação trate fitoterápicos com a mesma seriedade que medicamentos sintéticos, ainda há desafios no controle de qualidade e na comprovação de segurança e eficácia devido à complexidade química das drogas vegetais.
A RDC nº 48 também permite o registro de plantas como medicamentos fitoterápicos tradicionais, baseando-se no uso popular e na ausência de riscos conhecidos, com eficácia validada por documentação etno-farmacológica.
A principal intenção do uso de fitoterápicos na medicina humana não é substituir medicamentos já registrados, mas sim ampliar as opções terapêuticas para os profissionais de saúde. A disponibilização de fitoterápicos registrados, com espectro de ação e indicações terapêuticas definidas, assegura a segurança e a eficácia de medicamentos padronizados.
Estabilidade e compatibilidade cosmética
O desenvolvimento de produtos envolve várias etapas para garantir o sucesso comercial e a satisfação do consumidor, incluindo experimentação, compra, uso e validade. A fase de testes de estabilidade e compatibilidade é crucial, mas muitas vezes angustiante para as equipes de P&D, pois falhas podem levar a atrasos, perdas financeiras e comprometer o lançamento no mercado.
Diferente de um laboratório de química orgânica, onde se espera reações químicas, em um laboratório de formulações cosméticas, o objetivo é que os ingredientes não reagem entre si. No entanto, muitos cosméticos apresentam reações indesejadas, tornando os testes de estabilidade essenciais para determinar a durabilidade das fórmulas.
Não existem regras definidas para testes de estabilidade em cosméticos, mas há guias e normas, como a ISO/TR 18811:2018 e diretrizes da ANVISA. Testes de estabilidade e compatibilidade são necessários em várias situações, como:
1. Novos protótipos: Sempre que uma nova fórmula é criada.
2. Novas matérias-primas: Alterações em fragrâncias ou cores exigem testes para evitar mudanças indesejadas.
3. Novos procedimentos de fabricação: Mudanças no processo podem afetar a fórmula.
Alterações na embalagem precisam ser testadas para garantir a compatibilidade com a fórmula.
Esses testes são fundamentais para assegurar a qualidade e a segurança dos produtos cosméticos.
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