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está em destaque na parte superior. Essa
imagem é usada para ensinar a soletração na Língua Brasileira de Sinais, representando cada letra com
uma posição específica da mão.
Fonte:
libras.com.br
? Dentre os parâmetros formativos das Língua Brasileira de
Sinais, além da configuração das mãos, temos o ponto ou local
de articulação; o movimento; a orientação/direcionalidade e a
expressão facial e/ou corporal.
A configuração adotada pela mão, tem como resultado a posição
dos dedos. Cada configuração pode ser feita pela mão
dominante (mão direita para os destros, mão esquerda para os
canhotos), ou pelas duas mãos dependendo do sinal. Os sinais
APRENDER, SÁBADO, LARANJA e DESODORANTE-SPRAY têm a mesma
configuração de mão e são realizados na testa, na boca e na
axila, respectivamente. (CRISTIANO, 2018)
Descrição: A imagem apresenta quatro sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ilustrados em
sequência. O primeiro mostra a configuração da mão em forma de "S", com o punho fechado e o
polegar sobre os dedos, acompanhado de setas que indicam movimentos rotacionais do pulso. Em
seguida, o sinal para "aprender" é representado por uma mão que se move da testa em direção à outra
mão aberta à frente do corpo, sugerindo a ideia de captar conhecimento. O sinal de "sábado" é feito
com a mão em punho posicionada em frente à boca, com leve movimentação, indicando o nome do dia
da semana. Por fim, o sinal de "desodorante-spray" é demonstrado com uma das mãos simulando a
aplicação do spray na axila, com a outra posicionada no local da aplicação, reforçando a ação do gesto.
Fonte: 
https://libras.com.br
libras.com.br
? O ponto de articulação indica que o sinal pode ser realizado, sendo delimitado
pela extensão máxima dos braços do emissor e ocorre tocando em alguma parte
do corpo ou no espaço neutro, que é a região do meio do corpo até a cabeça ou
para frente do emissor.
Descrição: A imagem mostra oito sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) representados por
ilustrações em sequência. O sinal de "espaço-neutro" é feito com os braços estendidos à frente do
corpo, com setas apontando para os lados, indicando um espaço intermediário neutro na comunicação.
"Trabalhar" é sinalizado com ambas as mãos em punho, batendo uma contra a outra na lateral inferior
do corpo. "Brincar" é representado com as duas mãos abertas e movimentadas para frente, como se
simulassem agitação ou diversão.
O sinal de "paquerar" mostra uma das mãos próxima ao rosto com o dedo indicador levantado, e a
outra tocando levemente no dedo indicador com movimento circular, simulando charme ou flerte. O
gesto "na testa" é indicado com o dedo apontado para o centro da testa. "Esquecer" é sinalizado com a
mão passando pela testa, como se algo estivesse sendo varrido da memória. "Aprender" mostra a mão
pegando algo na testa e levando para a outra mão aberta à frente do corpo, representando a aquisição
de conhecimento. Por fim, "decorar" é feito com uma das mãos em forma de pinça aproximando-se da
https://libras.com.br
cabeça, como se guardasse algo mentalmente com concentração.
Fonte: 
libras.com.br
Em relação ao movimento, alguns sinais são estáticos em um
local, outros contêm algum movimento. Dessa forma, podemos
entender que o parâmetro de movimento se refere ao modo como
as mãos se movimentam, existindo o movimento linear, em
movimento da forma de seta arqueada, circular, simultânea ou
alternada com ambas as mãos, etc. E para onde estão
movimentando, qual direção, para a frente, em direção à
direita, esquerda, etc.
Descrição: A imagem apresenta sinais em Libras divididos em duas categorias: com e sem
movimento. Na parte superior, com a legenda “Têm movimento”, estão os sinais de rir, chorar e
conhecer. O sinal de “rir” mostra uma mão na lateral do rosto com setas indicando movimento
vibratório, sugerindo riso. “Chorar” é feito com as duas mãos próximas ao rosto, com os dedos
indicadores apontando para baixo e setas indicando o fluxo de lágrimas. “Conhecer” apresenta uma
mão fechada que toca o peito com leve movimento.
https://libras.com.br
Na parte inferior, com a legenda “Não têm movimento”, aparecem os sinais de ajoelhar, em pé e
sentar. “Ajoelhar” é representado com as mãos sobrepostas no colo. “Em pé” mostra uma das mãos
posicionada em forma de base e a outra com dois dedos estendidos apontando para cima, como se
estivesse sobre a base, sem movimento. Já o sinal de “sentar” é feito com as mãos na mesma posição,
mas os dois dedos da mão de cima estão dobrados, indicando a posição sentada, também de forma
estática.
Fonte:
libras.com.br
A orientação/direcionalidade refere-se à posição da palma da mão, podendo ser essa
determinante para uma informação.
Descrição: A imagem mostra oito sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras), todos com indicação
de movimento. No primeiro, o sinal de "ir" é representado por uma mão apontando para frente e
ligeiramente para o lado, com movimento curvo. Em seguida, o sinal de "vir" é feito com a mão
espalmada se movimentando em direção ao corpo, com gesto fluido. O sinal de "subir" apresenta a
mão em formato de pinça sendo erguida, enquanto o de "descer" mostra o mesmo formato, mas com
a mão indo para baixo. Na linha de baixo, o sinal de "acender" é realizado com a mão fechada e a
outra em movimento ascendente, simulando o acendimento de algo. O sinal de "apagar" é
https://libras.com.br
semelhante, porém com movimento descendente, representando o desligamento. O sinal de "abrir"
mostra ambas as mãos com as palmas viradas para dentro, se afastando lateralmente, como se
estivessem abrindo uma porta ou janela. Por fim, "fechar" é o movimento inverso, com as mãos
partindo de uma posição aberta e se encontrando ao centro, sugerindo o fechamento.
Fonte:
libras.com.br
? A expressão facial e corporal constituem os chamados componentes não
manuais, que incluem também o uso de expressões faciais, linguagem corporal,
movimentos da cabeça, olhares, etc.
Rosto:
Parte superior:
Sobrancelhas franzidas;
Olhos arregalados;
Lance de olhos;
Sobrancelhas levantadas;
Parte inferior:
Bochechas infladas;
Bochechas contraídas;
Lábios.
Cabeça:
https://libras.com.br
Movimento de assentimento (sim);
Movimento de negação;
Inclinação para frente;
Inclinação para o lado;
Inclinação para trás.
Rosto e cabeça:
Cabeça projetada para frente;
Olhos levemente cerrados, sobrancelhas franzidas;
Cabeça projetada para trás e olhos arregalados.
Tronco:
Para frente; para trás;
Balanceamento alternado (ou simultâneo) dos ombros.
Perante a importância dessa língua para o processo comunicativo, a criação e
regulamentação da Língua Brasileira de Sinais abre um amplo campo para os surdos e
deficientes auditivos.
Entretanto, isto é apenas um passo para o processo de inclusão, pois ainda são inúmeros os
desafios para a concretização de práticas verdadeiramente inclusivas em todas as esferas da
sociedade, incluindo nas escolas.
Está gostando do conteúdo estudado até aqui?
Então clique em 'PRÓXIMO TÓPICO'
Veja agora a videoaula que preparamos para você!
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Olá, Alunos! Temos como tema desta aula a DEFICIÊNCIA AUDITIVA E
Língua Brasileira de Sinais, e falaremos agora, especificamente, sobre
LINGUAGEM VERBAL, LINGUAGEM NÃO VERBAL E A LÍNGUA
BRASILEIRA DE SINAIS.
Peguem seu material de anotação e vamos ao conteúdo!
A linguagem pode apresentar-se de maneira mista, e conter a mistura da
linguagem verbal e não verbal, como as charges, por exemplo.
No caso específico das pessoas com deficiência auditiva e que não conseguem
se comunicar oralmente, o processo comunicativo precisa ser adaptado, sendo
utilizadas algumas estratégias como a mímica, a leitura labial, a escrita e a
Língua Brasileira de Sinais – Linguagem Brasileira de Sinais.
De acordo com Sônia Cupertino de Jesus, a mímica é uma estratégia de
comunicação compensatória, na qual se usa o movimento, o gestual e as
expressões faciais que são percebidospela visão.
No entanto alguns estudos demonstram que a função simbólica da mímica
gestual nem sempre é compreendida devido ao seu surgimento em época
primitiva e às alterações sofridas com o passar dos séculos, podendo cada
indivíduo interpretar os gestos a partir da sua forma de pensar.
Conforme Botelho, a leitura labial é viável na interação com o ouvinte e o surdo,
mas não é responsável pela compreensão propriamente dita, pois o foco da
pessoa surda tem que se manter constante naquele com quem se comunica,
pois, qualquer mudança na posição de ambos os rostos pode levar a perdas de
informações.
A escrita é a forma na qual durante o processo comunicativo a troca de
mensagens é feita pela linguagem verbal, mas isso tira a espontaneidade da
interação e nem sempre os envolvidos estão em condições culturais para sua
utilização.
Temos ainda a língua de sinais que é usada mundialmente com suas
particularidades em cada país.
Essa língua é concretizada por meio das mãos e de uma complexa expressão
corporal captada pelos olhos, sendo pautada numa dimensão espacial, com
estruturas semântica, sintática e gramatical completas, apesar de
essencialmente distintas das línguas escritas e faladas.
No Brasil, Língua Brasileira de Sinais é uma modalidade que utiliza o espaço
visual e a coordenação das mãos e, em alguns casos, ruídos no canal pelo
qual os signos e códigos transmitidos são recebidos pelos olhos e transmitidos
pelas mãos. Segundo autores, o que a diferencia da mímica é que cada gesto
em Língua Brasileira de Sinais significa muito mais que uma palavra, pois
dependendo do contexto, com apenas um gesto pode-se formar uma frase.
A Língua Brasileira de Sinais foi regulamentada pela LEI Nº 10.436, DE 24 DE
ABRIL DE 2002 e pode ser classificada como língua porque preenche os
requisitos científicos necessários, tendo um funcionamento gramatical e
enunciativo próprio.
Sempre que se fala em Língua Brasileira de Sinais pensamos nas mãos como
principais articuladores, entretanto, além das mãos, a cabeça, rosto e tronco
também são utilizados.
Almir Cristiano informa que dentre os parâmetros formativos das Língua
Brasileira de Sinais, além da configuração das mãos, tem-se o ponto ou local
de articulação; o movimento; a orientação ou direcionalidade e a expressão
facial ou corporal. Em relação à configuração das mãos, o autor afirma que:
A configuração adotada pela mão, tem como resultado a posição dos dedos.
Cada configuração pode ser feita pela mão dominante - mão direita para os
destros, mão esquerda para os canhotos, ou pelas duas mãos dependendo do
sinal.
Os sinais APRENDER, SÁBADO, LARANJA e DESODORANTE-SPRAY têm a
mesma configuração de mão e são realizados na testa, na boca e na axila,
respectivamente, sendo que laranja e sábado possuem sinal homônimo.
As expressões faciais e corporais constituem os chamados componentes não
manuais, que incluem também o uso de movimentos da cabeça, olhares, etc.
Transição
Iniciativas focadas na acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência
auditiva ou surdez podem ser observadas ao longo dos anos.
Especialmente no Brasil podemos destacar as ações abarcadas na Política de
Acessibilidade e Inclusão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep) que, desde 2013, realiza a divulgação dos editais do Enem
em Língua Brasileira de Sinais. Em 2018 o instituto lançou o selo “Enem em
Língua Brasileira de Sinais” marcando o empenho para que todos os materiais
relativos ao exame sejam devidamente acessíveis às pessoas que tem a
Língua Brasileira de Sinais como primeira língua.
Outra iniciativa brasileira a ser destacada é a emissora de televisão totalmente
dedicada à comunidade surda. Ela possui toda a programação em Língua
Brasileira de Sinais e legendado, incluindo por exemplo noticiários, conteúdo
infantil e de esportes, entre outros.
A emissora foi criada também em 2013, especificamente em 24 de abril, data
em que se comemora no Brasil o dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais,
porém, em março de 2021 o contrato entre os responsáveis não foi renovado,
segundo responsáveis, para melhorias e externando o comprometimento com a
continuidade do serviço.
Transição
Bem alunos, concluímos assim nosso conteúdo proposto.
Ficou clara a importância dessa língua para o processo comunicativo, a criação
e regulamentação das Língua Brasileira de Sinais abrem um amplo campo para
os surdos e pessoas com deficiência auditiva, entretanto, é apenas um passo
para o processo de inclusão, pois ainda são inúmeros os desafios para a
concretização de práticas, verdadeiramente, inclusivas em todas as esferas da
sociedade, incluindo nas escolas.
Não deixe de revisar seu material e bons estudos!
Clique em 'PRÓXIMO TÓPICO' 
Vamos colocar em prática o que você aprendeu até aqui.
Em uma escola pública, foi matriculado um estudante surdo que utiliza a LIBRAS como
principal forma de comunicação. Os professores, inicialmente, não sabiam como incluí-lo
nas aulas. A gestão da escola promoveu, então, um curso básico de LIBRAS para todos os
docentes e funcionários.
De que forma a aprendizagem da LIBRAS pelos professores contribui para a inclusão
educacional e social do aluno com deficiência auditiva?
CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A RESPOSTA ESPERADA.
Resposta Esperada
A aprendizagem da LIBRAS pelos professores favorece a comunicação
efetiva com o aluno surdo, garantindo seu direito à educação de qualidade e
ao pleno desenvolvimento de suas capacidades. Essa iniciativa reforça o
compromisso com os Direitos Humanos e a Educação Especial, promovendo
a inclusão, o respeito às diferenças e a construção de um ambiente escolar
acessível e acolhedor.
Lembrando que outras respostas também são possíveis! Além disso, ao
explorar uma questão, é fundamental considerar diferentes
perspectivas e abordagens, o que enriquece a compreensão do
assunto.
Clique em "PRÓXIMO TÓPICO"
Agora você vai testar o que aprendeu com questões atualizadas sobre o assunto.
Qual é a função principal da Língua Brasileira de Sinais
(LIBRAS)?
○ A) Auxiliar apenas na tradução de conteúdos escolares.
○ B) Servir como língua oficial de todos os brasileiros.
○ C) Permitir a comunicação entre surdos e ouvintes, assegurando inclusão social.
○ D) Substituir totalmente a língua portuguesa escrita.
A deficiência auditiva pode ser definida como:
○ A) Dificuldade na fala.
○ B) Dificuldade ou incapacidade de ouvir sons.
○ C) Problemas de visão.
○ D) Problemas de aprendizagem sem causas definidas.
Qual atitude reflete uma prática inclusiva para alunos surdos?
○ A) Ignorar a comunicação em LIBRAS por ser difícil.
○ B) Utilizar apenas a língua oral e esperar que o aluno acompanhe.
○ C) Aprender LIBRAS e utilizar recursos visuais durante as aulas.
○ D) Solicitar que o aluno se adapte sozinho ao ambiente escolar.
Clique em 'PRÓXIMO TÓPICO' 
Chegamos ao fim desta trilha do saber.
A deficiência auditiva, quando respeitada e compreendida, não é um obstáculo
intransponível, mas uma diferença que enriquece o ambiente social e educacional.
A LIBRAS é uma ferramenta essencial para a comunicação e a inclusão de
pessoas surdas, contribuindo para uma sociedade mais justa e acessível. Investir
na aprendizagem e valorização dessa língua é promover o respeito aos direitos
humanos e à educação para todos.
Que este estudo sirva como um ponto de partida para futuras explorações e
descobertas!
Até o nosso próximo encontro!
Clique em 'PRÓXIMO TÓPICO' 
Referencial bibliográfico básico
BARBOSA, Leidiane de Souza; SOUZA, Amaralina Miranda de. Práticas
Pedagógicas inclusivas na sala de aula: como identificá-las.
GATTI, B. A. Formação de professores, complexidade e trabalho docente. III
Seminário Internacional de Representações Sociais. Educação. Disponível
em: https://www.redalyc.org/pdf/1891/189154956002.pdf
BERNARDINO, B. M. O papel do intérprete de Língua de Sinais nas etapas
iniciais de escolarização. In: LACERDA, C. B.está em destaque na parte superior. Essa
imagem é usada para ensinar a soletração na Língua Brasileira de Sinais, representando cada letra com
uma posição específica da mão.
Fonte:
libras.com.br
? Dentre os parâmetros formativos das Língua Brasileira de
Sinais, além da configuração das mãos, temos o ponto ou local
de articulação; o movimento; a orientação/direcionalidade e a
expressão facial e/ou corporal.
A configuração adotada pela mão, tem como resultado a posição
dos dedos. Cada configuração pode ser feita pela mão
dominante (mão direita para os destros, mão esquerda para os
canhotos), ou pelas duas mãos dependendo do sinal. Os sinais
APRENDER, SÁBADO, LARANJA e DESODORANTE-SPRAY têm a mesma
configuração de mão e são realizados na testa, na boca e na
axila, respectivamente. (CRISTIANO, 2018)
Descrição: A imagem apresenta quatro sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ilustrados em
sequência. O primeiro mostra a configuração da mão em forma de "S", com o punho fechado e o
polegar sobre os dedos, acompanhado de setas que indicam movimentos rotacionais do pulso. Em
seguida, o sinal para "aprender" é representado por uma mão que se move da testa em direção à outra
mão aberta à frente do corpo, sugerindo a ideia de captar conhecimento. O sinal de "sábado" é feito
com a mão em punho posicionada em frente à boca, com leve movimentação, indicando o nome do dia
da semana. Por fim, o sinal de "desodorante-spray" é demonstrado com uma das mãos simulando a
aplicação do spray na axila, com a outra posicionada no local da aplicação, reforçando a ação do gesto.
Fonte: 
https://libras.com.br
libras.com.br
? O ponto de articulação indica que o sinal pode ser realizado, sendo delimitado
pela extensão máxima dos braços do emissor e ocorre tocando em alguma parte
do corpo ou no espaço neutro, que é a região do meio do corpo até a cabeça ou
para frente do emissor.
Descrição: A imagem mostra oito sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) representados por
ilustrações em sequência. O sinal de "espaço-neutro" é feito com os braços estendidos à frente do
corpo, com setas apontando para os lados, indicando um espaço intermediário neutro na comunicação.
"Trabalhar" é sinalizado com ambas as mãos em punho, batendo uma contra a outra na lateral inferior
do corpo. "Brincar" é representado com as duas mãos abertas e movimentadas para frente, como se
simulassem agitação ou diversão.
O sinal de "paquerar" mostra uma das mãos próxima ao rosto com o dedo indicador levantado, e a
outra tocando levemente no dedo indicador com movimento circular, simulando charme ou flerte. O
gesto "na testa" é indicado com o dedo apontado para o centro da testa. "Esquecer" é sinalizado com a
mão passando pela testa, como se algo estivesse sendo varrido da memória. "Aprender" mostra a mão
pegando algo na testa e levando para a outra mão aberta à frente do corpo, representando a aquisição
de conhecimento. Por fim, "decorar" é feito com uma das mãos em forma de pinça aproximando-se da
https://libras.com.br
cabeça, como se guardasse algo mentalmente com concentração.
Fonte: 
libras.com.br
Em relação ao movimento, alguns sinais são estáticos em um
local, outros contêm algum movimento. Dessa forma, podemos
entender que o parâmetro de movimento se refere ao modo como
as mãos se movimentam, existindo o movimento linear, em
movimento da forma de seta arqueada, circular, simultânea ou
alternada com ambas as mãos, etc. E para onde estão
movimentando, qual direção, para a frente, em direção à
direita, esquerda, etc.
Descrição: A imagem apresenta sinais em Libras divididos em duas categorias: com e sem
movimento. Na parte superior, com a legenda “Têm movimento”, estão os sinais de rir, chorar e
conhecer. O sinal de “rir” mostra uma mão na lateral do rosto com setas indicando movimento
vibratório, sugerindo riso. “Chorar” é feito com as duas mãos próximas ao rosto, com os dedos
indicadores apontando para baixo e setas indicando o fluxo de lágrimas. “Conhecer” apresenta uma
mão fechada que toca o peito com leve movimento.
https://libras.com.br
Na parte inferior, com a legenda “Não têm movimento”, aparecem os sinais de ajoelhar, em pé e
sentar. “Ajoelhar” é representado com as mãos sobrepostas no colo. “Em pé” mostra uma das mãos
posicionada em forma de base e a outra com dois dedos estendidos apontando para cima, como se
estivesse sobre a base, sem movimento. Já o sinal de “sentar” é feito com as mãos na mesma posição,
mas os dois dedos da mão de cima estão dobrados, indicando a posição sentada, também de forma
estática.
Fonte:
libras.com.br
A orientação/direcionalidade refere-se à posição da palma da mão, podendo ser essa
determinante para uma informação.
Descrição: A imagem mostra oito sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras), todos com indicação
de movimento. No primeiro, o sinal de "ir" é representado por uma mão apontando para frente e
ligeiramente para o lado, com movimento curvo. Em seguida, o sinal de "vir" é feito com a mão
espalmada se movimentando em direção ao corpo, com gesto fluido. O sinal de "subir" apresenta a
mão em formato de pinça sendo erguida, enquanto o de "descer" mostra o mesmo formato, mas com
a mão indo para baixo. Na linha de baixo, o sinal de "acender" é realizado com a mão fechada e a
outra em movimento ascendente, simulando o acendimento de algo. O sinal de "apagar" é
https://libras.com.br
semelhante, porém com movimento descendente, representando o desligamento. O sinal de "abrir"
mostra ambas as mãos com as palmas viradas para dentro, se afastando lateralmente, como se
estivessem abrindo uma porta ou janela. Por fim, "fechar" é o movimento inverso, com as mãos
partindo de uma posição aberta e se encontrando ao centro, sugerindo o fechamento.
Fonte:
libras.com.br
? A expressão facial e corporal constituem os chamados componentes não
manuais, que incluem também o uso de expressões faciais, linguagem corporal,
movimentos da cabeça, olhares, etc.
Rosto:
Parte superior:
Sobrancelhas franzidas;
Olhos arregalados;
Lance de olhos;
Sobrancelhas levantadas;
Parte inferior:
Bochechas infladas;
Bochechas contraídas;
Lábios.
Cabeça:
https://libras.com.br
Movimento de assentimento (sim);
Movimento de negação;
Inclinação para frente;
Inclinação para o lado;
Inclinação para trás.
Rosto e cabeça:
Cabeça projetada para frente;
Olhos levemente cerrados, sobrancelhas franzidas;
Cabeça projetada para trás e olhos arregalados.
Tronco:
Para frente; para trás;
Balanceamento alternado (ou simultâneo) dos ombros.
Perante a importância dessa língua para o processo comunicativo, a criação e
regulamentação da Língua Brasileira de Sinais abre um amplo campo para os surdos e
deficientes auditivos.
Entretanto, isto é apenas um passo para o processo de inclusão, pois ainda são inúmeros os
desafios para a concretização de práticas verdadeiramente inclusivas em todas as esferas da
sociedade, incluindo nas escolas.
Está gostando do conteúdo estudado até aqui?
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Olá, Alunos! Temos como tema desta aula a DEFICIÊNCIA AUDITIVA E
Língua Brasileira de Sinais, e falaremos agora, especificamente, sobre
LINGUAGEM VERBAL, LINGUAGEM NÃO VERBAL E A LÍNGUA
BRASILEIRA DE SINAIS.
Peguem seu material de anotação e vamos ao conteúdo!
A linguagem pode apresentar-se de maneira mista, e conter a mistura da
linguagem verbal e não verbal, como as charges, por exemplo.
No caso específico das pessoas com deficiência auditiva e que não conseguem
se comunicar oralmente, o processo comunicativo precisa ser adaptado, sendo
utilizadas algumas estratégias como a mímica, a leitura labial, a escrita e a
Língua Brasileira de Sinais – Linguagem Brasileira de Sinais.
De acordo com Sônia Cupertino de Jesus, a mímica é uma estratégia de
comunicação compensatória, na qual se usa o movimento, o gestual e as
expressões faciais que são percebidospela visão.
No entanto alguns estudos demonstram que a função simbólica da mímica
gestual nem sempre é compreendida devido ao seu surgimento em época
primitiva e às alterações sofridas com o passar dos séculos, podendo cada
indivíduo interpretar os gestos a partir da sua forma de pensar.
Conforme Botelho, a leitura labial é viável na interação com o ouvinte e o surdo,
mas não é responsável pela compreensão propriamente dita, pois o foco da
pessoa surda tem que se manter constante naquele com quem se comunica,
pois, qualquer mudança na posição de ambos os rostos pode levar a perdas de
informações.
A escrita é a forma na qual durante o processo comunicativo a troca de
mensagens é feita pela linguagem verbal, mas isso tira a espontaneidade da
interação e nem sempre os envolvidos estão em condições culturais para sua
utilização.
Temos ainda a língua de sinais que é usada mundialmente com suas
particularidades em cada país.
Essa língua é concretizada por meio das mãos e de uma complexa expressão
corporal captada pelos olhos, sendo pautada numa dimensão espacial, com
estruturas semântica, sintática e gramatical completas, apesar de
essencialmente distintas das línguas escritas e faladas.
No Brasil, Língua Brasileira de Sinais é uma modalidade que utiliza o espaço
visual e a coordenação das mãos e, em alguns casos, ruídos no canal pelo
qual os signos e códigos transmitidos são recebidos pelos olhos e transmitidos
pelas mãos. Segundo autores, o que a diferencia da mímica é que cada gesto
em Língua Brasileira de Sinais significa muito mais que uma palavra, pois
dependendo do contexto, com apenas um gesto pode-se formar uma frase.
A Língua Brasileira de Sinais foi regulamentada pela LEI Nº 10.436, DE 24 DE
ABRIL DE 2002 e pode ser classificada como língua porque preenche os
requisitos científicos necessários, tendo um funcionamento gramatical e
enunciativo próprio.
Sempre que se fala em Língua Brasileira de Sinais pensamos nas mãos como
principais articuladores, entretanto, além das mãos, a cabeça, rosto e tronco
também são utilizados.
Almir Cristiano informa que dentre os parâmetros formativos das Língua
Brasileira de Sinais, além da configuração das mãos, tem-se o ponto ou local
de articulação; o movimento; a orientação ou direcionalidade e a expressão
facial ou corporal. Em relação à configuração das mãos, o autor afirma que:
A configuração adotada pela mão, tem como resultado a posição dos dedos.
Cada configuração pode ser feita pela mão dominante - mão direita para os
destros, mão esquerda para os canhotos, ou pelas duas mãos dependendo do
sinal.
Os sinais APRENDER, SÁBADO, LARANJA e DESODORANTE-SPRAY têm a
mesma configuração de mão e são realizados na testa, na boca e na axila,
respectivamente, sendo que laranja e sábado possuem sinal homônimo.
As expressões faciais e corporais constituem os chamados componentes não
manuais, que incluem também o uso de movimentos da cabeça, olhares, etc.
Transição
Iniciativas focadas na acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência
auditiva ou surdez podem ser observadas ao longo dos anos.
Especialmente no Brasil podemos destacar as ações abarcadas na Política de
Acessibilidade e Inclusão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep) que, desde 2013, realiza a divulgação dos editais do Enem
em Língua Brasileira de Sinais. Em 2018 o instituto lançou o selo “Enem em
Língua Brasileira de Sinais” marcando o empenho para que todos os materiais
relativos ao exame sejam devidamente acessíveis às pessoas que tem a
Língua Brasileira de Sinais como primeira língua.
Outra iniciativa brasileira a ser destacada é a emissora de televisão totalmente
dedicada à comunidade surda. Ela possui toda a programação em Língua
Brasileira de Sinais e legendado, incluindo por exemplo noticiários, conteúdo
infantil e de esportes, entre outros.
A emissora foi criada também em 2013, especificamente em 24 de abril, data
em que se comemora no Brasil o dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais,
porém, em março de 2021 o contrato entre os responsáveis não foi renovado,
segundo responsáveis, para melhorias e externando o comprometimento com a
continuidade do serviço.
Transição
Bem alunos, concluímos assim nosso conteúdo proposto.
Ficou clara a importância dessa língua para o processo comunicativo, a criação
e regulamentação das Língua Brasileira de Sinais abrem um amplo campo para
os surdos e pessoas com deficiência auditiva, entretanto, é apenas um passo
para o processo de inclusão, pois ainda são inúmeros os desafios para a
concretização de práticas, verdadeiramente, inclusivas em todas as esferas da
sociedade, incluindo nas escolas.
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Vamos colocar em prática o que você aprendeu até aqui.
Em uma escola pública, foi matriculado um estudante surdo que utiliza a LIBRAS como
principal forma de comunicação. Os professores, inicialmente, não sabiam como incluí-lo
nas aulas. A gestão da escola promoveu, então, um curso básico de LIBRAS para todos os
docentes e funcionários.
De que forma a aprendizagem da LIBRAS pelos professores contribui para a inclusão
educacional e social do aluno com deficiência auditiva?
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Resposta Esperada
A aprendizagem da LIBRAS pelos professores favorece a comunicação
efetiva com o aluno surdo, garantindo seu direito à educação de qualidade e
ao pleno desenvolvimento de suas capacidades. Essa iniciativa reforça o
compromisso com os Direitos Humanos e a Educação Especial, promovendo
a inclusão, o respeito às diferenças e a construção de um ambiente escolar
acessível e acolhedor.
Lembrando que outras respostas também são possíveis! Além disso, ao
explorar uma questão, é fundamental considerar diferentes
perspectivas e abordagens, o que enriquece a compreensão do
assunto.
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Agora você vai testar o que aprendeu com questões atualizadas sobre o assunto.
Qual é a função principal da Língua Brasileira de Sinais
(LIBRAS)?
○ A) Auxiliar apenas na tradução de conteúdos escolares.
○ B) Servir como língua oficial de todos os brasileiros.
○ C) Permitir a comunicação entre surdos e ouvintes, assegurando inclusão social.
○ D) Substituir totalmente a língua portuguesa escrita.
A deficiência auditiva pode ser definida como:
○ A) Dificuldade na fala.
○ B) Dificuldade ou incapacidade de ouvir sons.
○ C) Problemas de visão.
○ D) Problemas de aprendizagem sem causas definidas.
Qual atitude reflete uma prática inclusiva para alunos surdos?
○ A) Ignorar a comunicação em LIBRAS por ser difícil.
○ B) Utilizar apenas a língua oral e esperar que o aluno acompanhe.
○ C) Aprender LIBRAS e utilizar recursos visuais durante as aulas.
○ D) Solicitar que o aluno se adapte sozinho ao ambiente escolar.
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Chegamos ao fim desta trilha do saber.
A deficiência auditiva, quando respeitada e compreendida, não é um obstáculo
intransponível, mas uma diferença que enriquece o ambiente social e educacional.
A LIBRAS é uma ferramenta essencial para a comunicação e a inclusão de
pessoas surdas, contribuindo para uma sociedade mais justa e acessível. Investir
na aprendizagem e valorização dessa língua é promover o respeito aos direitos
humanos e à educação para todos.
Que este estudo sirva como um ponto de partida para futuras explorações e
descobertas!
Até o nosso próximo encontro!
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Referencial bibliográfico básico
BARBOSA, Leidiane de Souza; SOUZA, Amaralina Miranda de. Práticas
Pedagógicas inclusivas na sala de aula: como identificá-las.
GATTI, B. A. Formação de professores, complexidade e trabalho docente. III
Seminário Internacional de Representações Sociais. Educação. Disponível
em: https://www.redalyc.org/pdf/1891/189154956002.pdf
BERNARDINO, B. M. O papel do intérprete de Língua de Sinais nas etapas
iniciais de escolarização. In: LACERDA, C. B.F; LODI, A.C.B. (org.). Uma
escola, duas línguas: Letramento em Língua Portuguesa e Língua de Sinais nas
etapas iniciais de escolarização. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2010. p.65-80.
Referencial bibliográfico complementar
BOTELHO, P. Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos. In: I
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CAMPELLO, A.R. S. (2007). Pedagogia Visual/Sinal na Educação dos Surdos. Em R.
M. Quadros & G. Perin (Org.), Estudos Surdos II. (pp. 100-131). Petrópolis, RJ: Arara
Azul.
CAPELLINI, V. L. M. F.; MENDES, E. G. O Ensino Colaborativo Favorecendo o
Desenvolvimento Profissional para a Inclusão. UFSCar/São Carlos, Vol. 2 nº 4 jul./dez.
2007 p. 113-128. 
CARVALHO, M. C. N. Professores de apoio Educativo: Mediadores? Como?
Quando? Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação. Universidade de Lisboa,
2009.
CRUZ, Mariana Sodário et al. Prevalência de deficiência auditiva referida e causas
atribuídas: um estudo de base populacional. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25,
n. 5, p. 1123-1131, May 2009. 
FERREIRA-BRITO, LUCINDA. Por uma gramática de línguas de sinais. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro, 1995. p. 240.
GESSER, Audrei. Interpretar ensinando e ensinar interpretando: posições assumidas
no ato interpretativo em contextos de inclusão para surdos. Cad. Trad., Florianópolis,
v. 35, nº especial 2, p. 534.
JESUS, SC. A dimensão mimética da linguagem. Arqueiro. 2006; 14:7-10.
KARNOPP, Lodenir B. Língua de Sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre:
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LACERDA, C.B.F. O intérprete educacional de Língua de Sinais no Ensino
Fundamental: refletindo sobre limites e possibilidades. In: LEI FEDERAL 12319/2010.
LODI, A.C.B; HARRISON, K.M.P; CAMPOS, S.R.L; TESKE, O.(org.). Letramento e
minorias. 2.ed. Porto Alegre: Mediação, 2003. p. 120-128.

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