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SUMÁRIO 
 
 
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS ........................................................................................................................... 3 
DIREITO À VIDA ........................................................................................................................................................................ 4 
DIREITO À LIBERDADE ............................................................................................................................................................. 4 
DIREITO À IGUALDADE ............................................................................................................................................................ 4 
DIREITO À SEGURANÇA ............................................................................................................................................................ 5 
DIREITO À PROPRIEDADE ......................................................................................................................................................... 5 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DA ANTERIORIDADE PENAL (ART 5° II, XXXIX) ........................................................................ 5 
LIBERDADE DA MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO (ART. 5° IV) ............................................................................................ 7 
INVIOLABILIDADE DO LAR (ART. 5° XI) .................................................................................................................................... 9 
INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. VIDA PRIVADA, HONRA E IMAGEM (ART.5° X) ............................................................. 11 
SIGILO DE CORRESPONDÊNCIA E DE COMUNICAÇÃO (ART.5° XII) ...................................................................................... 14 
LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (ART.5° XV) ............................................................................................................................. 15 
DIREITO DE REUNIÃO E DE ASSOCIAÇÃO (ART 5° XVI, XVII, XVIII, XIX, XX E XXI) .................................................................. 15 
DIREITO DE PROPRIEDADE (art. 5° XXII, XXIII) ........................................................................................................................ 19 
VEDAÇÃO AO RACISMO (ART.5° XLII) ................................................................................................................................... 20 
VEDAÇÃO ÀS PROVAS ILÍCITAS (ART. 5° LVI) ........................................................................................................................ 21 
GARANTIA ÀS INTEGRIDADES FÍSICAS E MORAL DOS PRESOS (ART. 5° XLIX) .................................................................... 21 
PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (ART. 5° LVII) ..................................................................................................... 21 
PRIVILÉGIO CONTRA A AUTO – INCRIMINAÇÃO (ART. 5° LVIII) ............................................................................................ 22 
DOS MILITARES DOS ESTADOS DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (ART.42) ........................................................ 22 
DA SEGURANÇA PÚBLICA (ART. 144) ........................................................................................................................................ 22 
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 DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
Na Constituição Federal brasileira de 1988, o artigo que abre o título II da Carta, denominado 
“dos direitos e garantias fundamentais”, é o artigo 5º. 
 
O artigo 5º aponta, em sua frase, cinco direitos fundamentais que são basilares para a criação 
dos demais e para todo o ordenamento jurídico brasileiro. A frase determina: 
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […]”. 
A partir dessa frase, vemos que os seguintes itens são a base dos direitos fundamentais da 
Constituição Federal: 
 direito à vida; 
 à liberdade; 
 à igualdade; 
 à segurança; e, 
 à propriedade 
Constituem, portanto, garantias individuais previstas na CF a todo cidadão brasileiro. 
A inviolabilidade dos mesmos é a garantia de que a relação entre o indivíduo e o Estado se 
mantém intacta, juntamente com o Estado Democrático de Direito. 
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DIREITO À VIDA 
Provavelmente o direito fundamental mais importante para a existência do indivíduo em 
sociedade, o direito à vida não leva em consideração apenas a garantia de que a pessoa tem 
direito sobre a própria vida e a sua existência. 
O direito à vida também leva em consideração da condição de viver de forma digna, 
preservando a integridade física e moral de cada indivíduo que vive na nação. 
Além do direito à vida, práticas que possam humilhar física e psicologicamente o indivíduo 
são vedadas. A coação e a tortura (incisos II e III da Constituição Federal), por exemplo, são 
exemplos de práticas que violam diretamente o direito à vida, e, por isso, são vedadas no 
artigo 5º: 
“II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. 
 
DIREITO À LIBERDADE 
O direito à liberdade, da mesma forma que o direito à vida, não está limitado à liberdade 
física, de não ser preso ou detido sem motivo ou sem ter infringido a lei. 
O direito à liberdade engloba o direito de ir e vir, o direito de livre expressão e pensamento, 
de liberdade religiosa, de liberdade intelectual, filosófica e política, da liberdade à 
manifestação, entre outras. 
 
DIREITO À IGUALDADE 
O direito à igualdade, dentro do rol de direitos fundamentais previstos na Constituição 
Federal, trata mais das questões envolvendo o direito de ser tratado como igual perante os 
demais membros da sociedade. 
Questões relacionadas ao gênero, à classe, à etnia e raça, à crença religiosa e a demais 
questões são abordadas na Constituição com o objetivo de dar respaldo protetivo legal à 
possibilidade das pessoas serem tratadas como iguais, tendo em mente as suas diferenças 
entre si. 
Outra questão relacionada à igualdade tratada na Constituição Federal tange à questão 
material, onde as pessoas devem ter incentivo à acesso a certos bens e condições materiais a 
partir da classe social, com o objetivo de combater a desigualdade social e econômica. 
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Além da preservação dos direitos à igualdade, os direitos fundamentais e garantias 
fundamentais criam mecanismos de punição àqueles que infringirem o direito à igualdade 
alheio. 
 
DIREITO À SEGURANÇA 
Dos direitos fundamentais, o direito à segurança é o que mais tem a ver com a ação do Estado 
na vida individual das pessoas que compõem a nação. 
Dentro do direito à segurança está a capacidade do Estado em punir aqueles que não 
respeitam as leis, além de oferecer segurança para que o indivíduo se defenda do Estado 
quando o mesmo age em desacordo com a Constituição Cidadã. 
O inciso XXXIX do artigo 5º da Constituição Federal, por exemplo, determina que ninguém 
pode ser responsável por crimes que não estejam tipificados em lei, nem podem ser 
penalmente responsáveis sem um julgamento justo e legal. 
 
DIREITO À PROPRIEDADE 
Dentro do ordenamento jurídico e dos direitos fundamentais, o direito à propriedade é um 
dos direitos mais importantes para garantir que todos tenham a possibilidade morar e 
subsistir de forma digna. 
O direito à propriedade assegura que todos possam desfrutar de propriedades privadas, 
criando normas protetivas (registros para que a propriedade seja regularizada de forma 
legal), além de instituir modos de distribuir propriedade a pessoas que não possuem as 
condições de ter umlugar para moradia e subsistência. 
A usucapião, por exemplo, se baseia no inciso XXIII do artigo 5º da Constituição Federal, que 
determina que toda a propriedade tenha uma função social. 
 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DA ANTERIORIDADE PENAL (ART 5° II, XXXIX) 
O princípio da legalidade penal encontra previsão constitucional. Veja-se: 
Art. 5º, XXXIX – não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia 
cominação legal; 
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Além disso, se revela o grau de importância que possui para o Direito Penal, é composto logo 
no art.1º do Código Penal. 
No ordenamento jurídico pátrio, em matéria penal, a competência legislativa é privativa da 
União(art.22,I, da Constituição Federal.) 
Apenas lei em sentido estrito, emanada do Poder Legislativo, poderá criar tipos penais e 
cominar penas. Assim, veda-se a edição de medidas provisórias sobre matéria relativa a 
Direito Penal, conforme disciplina o art.62 da Constituição Federal, in verbis: 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001) 
I – relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
b) direito penal, processual penal e processual civil; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 32, de 2001) 
Destaca-se, entretanto, que seguindo entendimento majoritário da doutrina, o Supremo 
Tribunal Federal já admitiu a existência de medidas provisórias em matéria penal, desde que 
mais benéficas aos acusados. 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE PENAL – LEX PRAEVIA 
Refere-se do princípio da anterioridade em matéria penal. 
Assim, é proibida a aplicação da lei penal incriminadora a fatos praticados antes de sua 
vigência. 
Com isso, veda-se que alguém seja punido por fato que, ao tempo da ação ou da omissão, era 
considerado um indiferente penal, ante a inexistência de lei penal incriminando-o. 
Destaca-se que, de forma excepcional, admite-se a retroatividade da norma penal, desde 
que para beneficiar o agente. 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE PENAL – LEX SCRIPTA 
É vedado o costume incriminador. 
Como somente a lei pode criar crimes e penas, é proibido o uso do direito consuetudinário 
para fundamentar a punição do agente. 
Assim, mesmo que tratados e convenções internacionais contenham mandados de 
criminalização, é vedado utilizar o costume internacional para criminalizar ou agravar penas. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc32.htm#art1
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Somente a edição de lei formal é apta a criminalizar condutas no âmbito interno. 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE PENAL – LEX STRICTA 
Além disso, o princípio da legalidade proíbe o uso da analogia in malam partem no âmbito 
penal. 
Assim, se o fato não tiver sido expressamente previsto pelo legislador, não cabe ao intérprete 
utilizar a analogia em prejuízo do agente. 
Nesse sentido, posiciona-se o STJ: 
A jurisprudência desta Corte não admite a imposição de multa por litigância de má-fé na 
seara penal, por considerar que sua aplicação constitui analogia in malam partem, sem 
contar que a imposição de tal multa não prevista expressamente no Processo Penal, 
implicaria em prejuízo para o réu na medida em que inibiria a atuação do defensor. 
Precedentes” (AgRg nos EDcl nos EAREsp 316.129/SC, j. 25/05/2016) 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE PENAL – LEX CERTA 
Trata-se do princípio da taxatividade em matéria penal. 
O tipo penal deve ser claro e preciso, a fim de que seja de fácil entendimento pela população. 
Assim, é vedada a criação de tipos penais vagos e imprecisos. 
Nas lições de Paulo de Souza Queiroz(Direito Penal – Introdução crítica, p. 23-24): 
“O princípio da reserva legal implica a máxima determinação e taxatividade dos tipos 
penais, impondo-se ao Poder Legislativo, na elaboração das leis, que redija tipos penais 
com a máxima precisão de seus elementos, bem como ao Judiciário que as interprete 
restritivamente, de modo a preservar a efetividade do princípio.” 
 
LIBERDADE DA MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO (ART. 5° IV) 
O artigo 5º, em seu inciso IV, afirma que: 
“IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;” 
Logo, conclui-se que podemos expressar nossas opiniões e pensamentos sem que o Estado, 
ou qualquer outra pessoa, nos impeça disso. Porém, isso não significa que podemos agir com 
desrespeito, ofender ou ferir qualquer outra lei do País. A liberdade de manifestação do 
https://www.politize.com.br/estado-pais-nacao-diferencas/
https://www.politize.com.br/trilhas/processo-legislativo/
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pensamento será garantida desde que, ao expressar uma opinião, as outras leis sejam 
respeitadas. 
Cabe ressaltar que a definição de manifestação do pensamento é a de “expressão verbal, 
corporal e simbólica do indivíduo”. Se você mantiver o conteúdo em sua cabeça, mas não 
difundi-lo, não poderá ser julgado por isso. 
Além disso, o inciso IV deixa clara a necessidade da identificação daquele que se manifesta, 
proibindo o anonimato. Revelar a identidade é obrigatório para que indivíduos sejam 
responsabilizados por seus atos caso ajam em desacordo com a lei. 
Uma forma de deturpar a liberdade de manifestação do pensamento é através da Xenofobia, 
mas você sabe o que ela significa? Conheça a origem do termo e como ela se espalhou pelo 
mundo. 
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA 
Além do inciso IV do artigo 5º, a liberdade de pensamento também é garantida em outros 
dispositivos da legislação brasileira. Alguns deles estão no próprio artigo 5º da Constituição, 
em outros quatro incisos: 
 Inciso V: impõe limites à liberdade de pensamento ao garantir o direito de resposta para 
aqueles que forem ofendidos; 
 Inciso IX: garante a liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de 
comunicação, livre de censura ou licença; 
 Inciso XIV: determina o livre acesso à informação, garantindo o sigilo da fonte quando 
necessário ao exercício profissional; 
 Inciso XVI: garante a liberdade de reunião pacífica, a ser realizada em locais abertos ao 
público. 
Já o artigo 215 da Constituição de 1988 garante o livre exercício de atividades culturais, bem 
como a proteção às manifestações das culturas populares, indígenas, afro-brasileiras e de 
outros grupos da sociedade. 
Por fim, o artigo 220 da Constituição de 1988 dispõe sobre a plena liberdade de informação 
jornalística, além da livre manifestação de pensamento, criação, expressão e informação, não 
permitida qualquer censura de natureza política, ideológica ou artística. 
 
https://www.politize.com.br/xenofobia-o-que-e/
https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_15.12.2016/art_215_.asp
https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_14.12.2017/art_220_.asp
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INVIOLABILIDADE DO LAR (ART. 5° XI) 
O artigo 5°, em seu inciso XI, confirma que: 
XI – “A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem 
consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar 
socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.” 
Sendo assim, a violação de domicílio é ilegal, mas existem exceções em casos específicos, 
como em situações de flagrantes de crimes, desastres, para prestação de socorro ou por 
determinação judicial (neste último exemplo, podendo realizar a operação apenas de dia). 
Para os que violam a norma da inviolabilidade, as sanções estão definidas no Código Penal. 
O inciso XI também está diretamente ligado ao direito à intimidade, garantido no inciso X do 
mesmo artigo, que entende a casa como refúgio ou espécie de santuário. 
Porém, o que é considerado “casa”? Encontramos a resposta no artigo 150 do Código Penal, 
que define casa como: 
 Qualquercompartimento habitado. Aqui estão inclusas desde residências até veículos 
utilizados como habitação, como trailers e cabines de caminhão; 
 Compartimento não aberto ao público, no qual um indivíduo exerce uma atividade. Em 
outras palavras, o local de trabalho do cidadão; 
 Aposento ocupado de uma habitação coletiva, como hotel, pensão, entre 
outros. Atenção: habitações coletivas, enquanto abertas ao público, podem ser acessadas 
normalmente e não são consideradas como casa. Ou seja, os quartos ocupados pelos 
cidadãos são invioláveis, mas nas áreas de comum acesso de um hotel, por exemplo, 
pode-se entrar livremente quando o estabelecimento estiver aberto; 
 Não se compreende no conceito de casa estabelecimentos como bares, casas de jogo e 
outros locais semelhantes. 
Além de definir a ilegalidade da violação de domicílio, o inciso XI também prevê situações em 
que entrar na casa de alguém sem sua autorização não é crime. Tais exceções são: 
Flagrante Delito 
Quando alguém é flagrado cometendo um crime, as autoridades têm o direito de entrar no 
local para deter o infrator. Esse direito independe do horário ou do lugar, seja ele uma casa ou 
ambiente público, e não é tratado como uma violação de domicílio. Segundo o Código de 
Processo Penal, a definição de flagrante delito é: 
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-2848-7-dezembro-1940-412868-normaatualizada-pe.html
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-2848-7-dezembro-1940-412868-normaatualizada-pe.html
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-2848-7-dezembro-1940-412868-normaatualizada-pe.html
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Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem: 
I – está cometendo a infração penal; 
II – acaba de cometê-la; 
III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em 
situação que faça presumir ser autor da infração; 
IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam 
presumir ser ele autor da infração. 
Prestação de socorro ou desastre 
Esses casos se relacionam por terem um caráter emergencial, permitindo, assim, que entrem 
em qualquer casa, sem a permissão do dono, em qualquer horário. 
Imagine que alguém se encontra preso em casa durante uma enchente, situação configurada 
como desastre. Para prestar socorro, os bombeiros – ou qualquer outra pessoa – não 
precisam de permissão para entrar no local. Logo, a violação de domicílio não é tida como 
criminosa ou ilegal. 
Determinação judicial 
Um policial/oficial de justiça que desejar investigar a casa de alguém deve ter a permissão do 
morador ou uma determinação judicial para poder entrar no local. Nesses casos, a violação de 
domicílio é permitida, mas apenas à luz do dia. 
Obs: Há bastante debate no meio jurídico sobre o que é considerado “dia”, mas o consenso 
atual é o de que se está de “dia” enquanto ainda há luz solar, tendo em vista as variações 
climáticas, sazonais, regionais etc. 
Ou seja, as autoridades não podem entrar em casas à noite quando estão portando de 
determinação judicial. Mesmo com ela, os oficiais só têm direito de realizar uma investigação 
na casa de um cidadão entre o nascer e o pôr do sol. Caso esse princípio não seja 
respeitado, qualquer prova obtida será considerada ilegal. 
Você já deve ter percebido que a Polícia Federal só vasculha a residência de uma pessoa 
investigada na Operação Lava-Jato durante o dia. Isso acontece para que não haja uma 
violação de domicílio irregular, o que acabaria invalidando qualquer prova encontrada. 
Para evitar a emissão de mandados judiciais que sirvam como “carta branca” para 
autoridades vasculharem diversas casas, analisa-se também a legitimidade da autorização 
https://www.politize.com.br/policia-federal-qual-importancia/#toggle-id-1
https://www.politize.com.br/operacao-lava-jato-termos-para-entender/
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judicial concedida. Dessa forma, a fim de que a violação de domicílio não seja 
inconstitucional – ou seja, não vá contra o inciso XI –, o mandado deve ser expedido com justa 
causa. Isso significa respeitar as condições definidas no Artigo 243 do Código de Processo 
Penal, justificando o motivo de aquela pessoa ser suspeita e a necessidade de que sua casa 
seja investigada. Portanto, segundo a lei, o mandado de busca deverá: 
I – indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome 
do respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que 
terá de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem; 
II – mencionar o motivo e os fins da diligência [investigação]; 
III – ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir. 
 
INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. VIDA PRIVADA, HONRA E IMAGEM (ART.5° X) 
O inciso X do artigo 5º dispõe que: 
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. 
Como se vê, o intuito do inciso X é proteger a intimidade, a privacidade, a honra e a imagem 
das pessoas, garantindo-lhes o direito à indenização por eventuais danos causados pela 
violação desses direitos. 
Para entender melhor o que esse inciso realmente quer dizer, vamos analisar o que significa 
cada um dos termos citados: 
Intimidade e vida privada 
Apesar de estarem relacionados, os dois termos fazem referência a esferas sociais diferentes. 
Enquanto “intimidade” diz respeito ao círculo de relações mais próximas de um indivíduo, tais 
como as relações mantidas com seus familiares, a “vida privada” refere-se à relação do 
indivíduo com a sociedade de uma forma geral, por exemplo as relações que se constroem 
com colegas de trabalho. Embora seja difícil delimitar esses dois conceitos, o que se diz é que 
a esfera da intimidade tem uma amplitude menor e se insere dentro da esfera da privacidade. 
Em outras palavras, o direito à privacidade é mais amplo e engloba a própria intimidade. 
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10659323/artigo-243-do-decreto-lei-n-3689-de-03-de-outubro-de-1941
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10659323/artigo-243-do-decreto-lei-n-3689-de-03-de-outubro-de-1941
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
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De certa forma, esse inciso busca impedir a intromissão de estranhos na vida privada e 
familiar de cada um, limitando o compartilhamento de informações pessoais e íntimas dos 
indivíduos sem seu consentimento. 
Honra e Imagem: 
A honra pode ser dividida em dois “tipos”. A honra externa (ou objetiva) é a dignidade 
percebida na consideração dos outros. Ou seja, é a reputação do cidadão na sociedade em 
que vive – como os outros o enxergam. Já a honra interna (ou subjetiva) diz respeito 
ao sentimento que a própria pessoa tem sobre si. 
Ao proteger a imagem, o inciso X tenta proteger a visão que a sociedade tem de cada 
indivíduo, impedindo, por exemplo, a captação e divulgação da imagem de um indivíduo sem 
seu consentimento. 
Há, no entanto, diversos casos em que a divulgação da imagem de determinados indivíduos é 
feita no contexto de uma matéria jornalística, com o intuito de disseminar informações úteis 
à população. Nesses casos, muito provavelmente haverá um choque entre o direito à imagem 
e o direito à informação. Para avaliar qual deles deve prevalecer, é preciso analisar o caso 
concreto de acordo com seu contexto. 
Dentre os fatores que devem ser verificados no caso concreto estão os seguintes: 
 Veracidade da informação: a informação exposta junto com a imagem era verdadeira? 
 Justificativa: houve um motivo justo para que a imagem fosse divulgada? Ela era 
fundamental para a compreensão da matéria? 
 Grau de consciência do indivíduo: a pessoa cuja imagem foi divulgada sabia que estava 
sendo fotografada? 
 Publicidade do local: o local onde a imagem foi captada era público? 
 Grau depreservação do contexto original da foto: a imagem foi utilizada dentro do 
contexto em que foi tirada? 
 Grau de identificação do indivíduo: a pessoa pode ser facilmente reconhecida na foto, 
por exemplo por meio de sua roupa ou de sua identificação na legenda da foto? 
 Utilização da imagem: a imagem foi usada de forma jornalística ou comercial? 
 Grau de publicidade da pessoa: a pessoa que teve sua imagem utilizada era uma figura 
pública ou conhecida? 
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Dependendo da resposta a tais perguntas, pode ser que a divulgação de fotos do indivíduo 
em questão não tenha configurado uma violação à sua imagem. 
No entanto, caso a pessoa tenha sofrido danos por conta de divulgação de suas imagens ou 
notícias falsas a seu respeito, desnecessárias para o interesse público, pode reclamar 
a indenização por tais danos, sejam eles de caráter material ou moral. Além de poder receber 
a indenização, o indivíduo lesado tem o direito de resposta, assegurado pelo inciso V do 
artigo 5º da Constituição. 
Indenização: 
Quando um indivíduo tem a sua intimidade, privacidade, honra ou imagem violados, é 
possível pedir indenização pelos danos materiais e compensação pelos danos morais sofridos. 
Para isso, é preciso instaurar um processo judicial. 
Nesses casos, além de buscar proteção no inciso X do artigo 5º da Constituição, o indivíduo 
pode embasar o pedido em outras leis nacionais, como a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 
2002, mais conhecida como “Código Civil”, que determina que: 
Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar 
perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. 
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, 
adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. 
Em casos de divulgação não autorizada de imagem, a pessoa prejudicada ainda pode recorrer 
à súmula 403 do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que dispõe que: 
Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada da imagem de 
pessoa com fins econômicos ou comerciais. 
Portanto, existem outros dispositivos legais que reforçam a proteção do direito à intimidade, 
à privacidade, à honra e à imagem, além do próprio inciso X do artigo 5º da Constituição 
Federal. 
IMPORTANTE: O inciso X garante também a inviolabilidade da honra objetiva (aquela 
percebida na consideração dos outros) e da imagem de pessoas jurídicas. Pessoas jurídicas 
são entidades formadas por indivíduos e reconhecidas pelo Estado como detentoras de 
direitos e deveres. O termo pode se referir a empresas, governos, ONGs, fundações, 
etc. Nesse mesmo sentido, o STJ reconhece, na súmula 227, que pessoas jurídicas podem 
sofrer danos morais. Assim, instituições que tenham sua imagem atrelada a uma propaganda 
https://www.politize.com.br/danos-morais-a-evolucao-da-lei-no-brasil/
https://www.politize.com.br/tag/processo-judicial/
https://ww2.stj.jus.br/docs_internet/revista/eletronica/stj-revista-sumulas-2014_38_capSumula403.pdf
https://www.politize.com.br/ong-o-que-e/
http://www.stj.jus.br/docs_internet/VerbetesSTJ_asc.txt
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falsa, por exemplo, podem recorrer a esse inciso para obter indenização pelos prejuízos 
sofridos com o uso indevido e não autorizado de sua imagem. 
 
SIGILO DE CORRESPONDÊNCIA E DE COMUNICAÇÃO (ART.5° XII) 
O artigo 5º, em seu inciso XII, afirma que: 
“XII – é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e 
das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na 
forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual 
penal;” 
De acordo com o inciso XII, não se pode violar o sigilo das correspondências, das 
comunicações telegráficas e telefônicas e dos dados dos indivíduos, a não ser em casos em 
que houver determinação judicial. Cabe ressaltar que essa ordem judicial deve estar ligada 
exclusivamente a atos ilícitos, ou seja, crimes. 
TIPOS DE COMUNICAÇÃO 
Para facilitar a compreensão do inciso XII, vamos distinguir os tipos de comunicação descritos 
em seu texto: 
 Correspondência: são aquelas que você recebe em casa, como avisos bancários, contas 
para pagar ou até mesmo uma carta que alguém tenha escrito para você; 
 Comunicação telegráfica: Estamos falando do telex e do telegrama. O telegrama é uma 
comunicação rápida enviada na forma escrita e hoje também pode ser enviada pela 
internet. O telex é uma tecnologia que não existe mais, mas que era uma máquina onde 
a mensagem era digitada e enviada para o destinatário; 
 Dados: Os mais comuns são os bancários, como o extrato de sua conta corrente, mas 
também podem ser aqueles que você insere em sites para comprar produtos online, por 
exemplo; 
 Comunicações telefônicas: Referem-se às ligações feitas por telefone, seja ele fixo ou 
móvel; 
Atualmente, grande parte dos brasileiros possui um computador ou celular com acesso à 
internet. É por isso que o respeito ao sigilo foi estendido aos dados telemáticos por meio 
da Lei 9.296/96. Apesar de não serem citados no texto da Constituição, até porque não existia 
https://www.politize.com.br/artigo-5/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9296.htm
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essa espécie de sistema na época, os dados telemáticos são informações resultantes da 
junção entre recursos de telecomunicações (como a telefonia) com a informática (como 
celulares e computadores). As mensagens trocadas em nossos celulares e smartphones, por 
exemplo, são consideradas dados telemáticos, assim como nossos e-mails e informações de 
acesso às redes sociais. 
 
LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (ART.5° XV) 
O artigo 5°, em seu inciso xv, diz que: 
Art.5º, XV, CF – “É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo 
qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens” 
O inciso XV da Constituição vigente trata do direito de ir e vir, da liberdade de locomoção do 
indivíduo dentro e para fora do Brasil. De maneira geral, ele permite às pessoas que aqui 
estão, tanto brasileiros (nativos e naturalizados) quanto estrangeiros (se estiverem com o 
passaporte de acordo com as normas estabelecidas), a possibilidade de andar nas vias 
públicas e frequentar espaços públicos de uso comum quando desejarem, sendo uma espécie 
de “poder exercitável” da população. 
Porém, como o próprio inciso deixa claro em seu texto, existem limites à liberdade de 
locomoção. O primeiro deles é que esse direito só é válido em tempos de paz, podendo ser 
impedido esse exercício caso seja decretado Estado de Sítio (Art. 137, CF), como em casos de 
guerra. Durante esse período, o Artigo 139 (CF) diz que o Presidente pode “obrigar a 
permanência (das pessoas) em localidades determinadas” (inciso I) e também “suspender a 
liberdade de reunião” (inciso IV), que são formas de impedir a livre mobilidade dos civis em 
momentos de emergência nacional. 
 
DIREITO DE REUNIÃO E DE ASSOCIAÇÃO (ART 5° XVI, XVII, XVIII, XIX, XX E XXI) 
Art. 5º/ CF- “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos 
seguintes:” 
XVI –“ todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade 
competente;” 
O artigo 5º, em seu inciso XVII, afirma que: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
https://www.politize.com.br/migracao-no-brasil-quem-vem-para-ca/
https://www.politize.com.br/estado-de-defesa-estado-de-sitio-intervencao-federal/
16 
 
 
XVII – é plena a liberdade de associação para finslícitos, vedada a de caráter paramilitar; 
Portanto, qualquer indivíduo no Brasil pode associar-se ou formar associações com outras 
pessoas, desde que a finalidade dessa organização seja lícita e não tenha caráter paramilitar. 
A associação acontece quando as pessoas, sozinhas, não conseguem atingir os objetivos que 
desejam, buscando a união de esforços no formato de um grupo com objetivo comum. 
Para a organização ser lícita, suas ações não podem ir contra as leis, nosso ordenamento 
jurídico. Além disso, o motivo para que associações com caráter paramilitar sejam vedadas é 
porque, no Brasil, as forças armadas são de exclusividade do Poder Público, sendo dele o 
monopólio do uso da força. 
Logo, se preencherem tais requisitos, as associações são livres e o Estado não poderá 
interferir na criação delas (Art.5º, Inciso XVIII, CF), em seu funcionamento (Art.5º, Inciso XIX, 
CF) ou obrigar a permanência/saída de qualquer pessoa dessas organizações (Art.5º, Inciso 
XX, CF). 
Livre constituição de associações 
O artigo 5º, em seu inciso XVIII, afirma que: 
XVIII – a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de 
autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;” 
Conforme explicamos no texto sobre o inciso XVII, uma associação é definida como qualquer 
união de pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as que têm finalidades lucrativas, como as 
sociedades empresárias . E todas elas recebem o direito de livre constituição de associações. 
Já as cooperativas são definidas pela Lei 5.764, de 1971 (que determina a Política Nacional de 
Cooperativismo) da seguinte forma: 
“Celebram contrato de sociedade cooperativa as pessoas que reciprocamente se obrigam a 
contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito 
comum, sem objetivo de lucro.” 
Uma cooperativa, portanto, é uma entidade que, ainda que tenha ganhos monetários, não 
terá a busca por lucro como seu objetivo final, como ocorre nas empresas privadas, por 
exemplo. 
As organizações da sociedade civil, ou ONGs, como o Politize!, também são espécies de 
associações, e, por isso, funcionam de forma independente do Estado e administram suas 
atividades livremente. 
https://www.politize.com.br/milicias-no-brasil-como-funcionam/
https://www.politize.com.br/tipos-de-leis-processo-legislativo/
https://www.politize.com.br/trilhas/forcas-armadas/
https://www.politize.com.br/estado-o-que-e/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
https://www.politize.com.br/artigo-5/liberdade-de-associacao/
https://www.politize.com.br/cooperativa-o-que-e-como-funciona/
https://www.politize.com.br/ong-o-que-e/
https://www.politize.com.br/ong-o-que-e/
https://www.politize.com.br/
https://www.politize.com.br/estado-o-que-e/
17 
 
 
A Livre Constituição de Associações prevista no inciso XVIII permite que essas organizações – 
associações e cooperativas – sejam criadas sem qualquer necessidade de autorização prévia 
do Estado, desde que respeitadas as leis para tal. Além disso, é vedada qualquer interferência 
do governo no funcionamento dessas instituições. 
Portanto, de acordo com a livre constituição de associações, essas entidades têm o direito de 
se organizarem como bem entenderem, de definirem seus estatutos como desejarem, de 
escolherem seus associados, de gerirem o negócio da forma que quiserem e de continuarem – 
ou encerrarem – suas atividades, desde que tudo seja feito respeitando as leis do País. 
Dissolução de associações 
O artigo 5º, em seu inciso XIX, afirma que: 
“XIX – as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades 
suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado”; 
Antes de mais nada, as associações só podem ser concebidas se forem lícitas e se não 
tiverem caráter paramilitar. Se preencherem tais requisitos, as associações são livres e 
o Estado não poderá interferir na criação delas (Art.5º, Inciso XVIII, CF), em seu 
funcionamento (Art.5º, Inciso XIX, CF) ou obrigar a permanência/saída de qualquer pessoa 
nessas organizações (Art.5º, Inciso XX, CF). 
O inciso XIX define que a suspensão ou a dissolução de associações de forma involuntária só 
poderá ocorrer por decisão judicial, ou seja, após o devido processo legal, contando com 
decisão final de um juiz. Já para a efetiva dissolução de associações, é necessário o trânsito 
em julgado, que significa que não há mais a possibilidade de recorrer sobre o caso. 
O trânsito em julgado pode ocorrer por três motivos principais: já foram utilizados todos os 
recursos possíveis; encerraram os prazos para recorrer ou foi efetivado um acordo 
sentenciado pelas partes. 
Se ocorrer a suspensão ou a dissolução de associações por vontade dos próprios associados, 
não há a necessidade do processo legal citado acima, sendo determinada a finalização 
voluntária da organização. 
 
 
 
 
https://www.politize.com.br/estado-o-que-e/
https://www.politize.com.br/tipos-de-leis-processo-legislativo/
https://www.politize.com.br/tipos-de-leis-processo-legislativo/
https://www.politize.com.br/milicias-no-brasil-como-funcionam/
https://www.politize.com.br/estado-o-que-e/
https://www.politize.com.br/artigo-5/liberdade-de-associacao/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
18 
 
 
Direito de não se associar 
O artigo 5º, em seu Inciso XX, afirma que: 
“XX – Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado” 
Para que isso fique mais claro para você, antes de mais nada, vale relembrar o que é uma 
associação. Como trouxemos em nosso texto sobre o Inciso XVII (Liberdade de Associação), 
associações são grupos de pessoas que se juntam para desenvolver atividades em prol da 
comunidade. Sua finalidade é somente social, nascendo de alguma necessidade ou interesse 
comum entre seus associados. Alguns exemplos são: associações de moradores de um bairro, 
associações de pais e mestres, sindicatos, associações beneficentes, entre outros. 
Conforme demonstra o artigo 53 do Código Civil, elas não podem ter fins lucrativos, e não há, 
entre os associados, vínculos jurídicos de uns para com os outros. O vínculo do associado é 
com a associação e não com seus membros. Isso torna as associações diferentes, por 
exemplo, de um contrato de sociedade, no qual os sócios têm deveres e obrigações entre si. 
Da mesma forma, conforme garantem os Incisos XVII, XVIII e XIX, respectivamente, qualquer 
pessoa pode criar ou se associar a uma associação, não há necessidade de autorização 
do Estado, pois ele não pode interferir em seu funcionamento desde que tenham fins lícitos e 
não sejam paramilitares e somente pode dissolvê-las por decisão judicial. 
Representação associativa 
O artigo 5º, em seu Inciso XXI, afirma que: 
“XXI – As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm 
representatividade para representar seus filiados judicialmente ou extrajudicialmente” 
Antes de prosseguir, é preciso ficar claro para você o que é uma associação. Como trouxemos 
nos outros quatro incisos que tratam sobre associações, uma associação é entendida como 
uma pessoa jurídica, sem fins lucrativos, composta por um grupo de pessoas que se reúne 
para atuar e desenvolver atividades em prol da comunidade. 
Desse modo, alguns exemplos são associações de moradores, associações de bairro, 
associações de pais e mestres, associações filantrópicas, associações de trabalhadores, entre 
outras. 
É importante lembrar que essa é a definição mais estrita do termo “associação”. Para André 
Camargo, na obra Aspectos Gerais da Liberdade de Associação no Brasil, de 2014, em sentidohttps://www.politize.com.br/sindicatos-no-brasil-como-fucionam/
https://www.politize.com.br/filantropia-o-que-e/
http://www.mprj.mp.br/documents/20184/133814/Codigo_Civil_Capitulo_II_Associacoes_artigos_53_a_61.pdf
https://www.politize.com.br/artigo-5/liberdade-de-associacao/
https://www.politize.com.br/artigo-5/livre-constituicao-de-associacoes/
https://www.politize.com.br/artigo-5/dissolucao-de-associacoes/
https://www.politize.com.br/estado-o-que-e/
https://www.politize.com.br/milicias-no-brasil-como-funcionam/
https://www.politize.com.br/filantropia-o-que-e/
19 
 
 
amplo, “associação” se refere a qualquer associação de pessoas, mesmo com fins lucrativos. 
Mas, em sentido estrito, somente àquelas sem fins lucrativos. 
É justamente esse sentido estrito que está caracterizado no artigo 53 do Código Civil, de 
2002, segundo o qual associações constituem-se “pela união de pessoas que se organizem 
para fins não econômicos” e que “Não há, entre os associados, direitos e obrigações 
recíprocos”, ou seja, os associados só tem direitos e obrigações frente a associação e não 
frente a seus membros. 
 
DIREITO DE PROPRIEDADE (art. 5° XXII, XXIII) 
Dentro deste Artigo, o Inciso XXII determina: 
“XXII – é garantido o direito de propriedade” 
Mas, afinal, o que é o direito de propriedade? Diversos autores conceituam esse direito de 
formas distintas, e ele costuma variar de acordo com a religião ou o sistema político e 
econômico de cada lugar. 
De acordo com a jurista brasileira Maria Helena Diniz, o direito de propriedade pode ser 
entendido como “o direito que a pessoa física ou jurídica tem, dentro dos limites normativos, 
de usar, gozar e dispor de um bem, corpóreo ou incorpóreo, bem como de reivindicá-lo de 
quem injustamente o detenha”. Para compreender melhor essa definição, vamos 
desmembrar essa definição em três: 
Direito de uso sobre um bem: diz respeito ao direito de usufruir de um bem ou colocá-lo a 
disposição do uso de outro de pessoa, sem que essa possa modificar a substância do bem. Por 
exemplo, se você é proprietário de um imóvel, pode optar por usufruir dele, emprestá-lo ou 
alugá-lo. 
Direito de gozo sobre um bem: significa ter direitos sobre os frutos ou rendimentos que esse 
bem fornece. Por exemplo, ter o direito sobre os frutos de uma laranjeira que nasce em sua 
propriedade; ou ter direito sobre os rendimentos do aluguel de um imóvel que é seu. 
Direito de dispor: este é o direito que mais expressa o domínio/posse sobre o bem. Significa 
que você pode optar por vendê-lo, doá-lo ou trocá-lo. 
Ou seja, ser proprietário ou deter o direito de propriedade sobre um bem, significa ter o 
direito de uso, de gozo e de dispor dele. 
http://www.mprj.mp.br/documents/20184/133814/Codigo_Civil_Capitulo_II_Associacoes_artigos_53_a_61.pdf
20 
 
 
Dessa forma, o Inciso XXII do Artigo 5º reconhece o direito de propriedade como um direito 
fundamental a ser protegido pela Constituição brasileira. 
FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE 
O Artigo 5° da Constituição Federal de 1988 traz, logo após a garantia do direito de 
propriedade, um Inciso que impõe uma limitação a esse direito: 
“XXIII – a propriedade atenderá a sua função social” 
A função social consiste na utilização da propriedade, urbana ou rural, em consonância com 
os objetivos sociais de uma determinada cidade. A função social impõe limites ao direito de 
propriedade, para garantir que o exercício deste direito não seja prejudicial ao bem coletivo. 
Isto significa que uma propriedade rural ou urbana não deve atender apenas aos interesses de 
seu proprietário, mas também ao interesse da sociedade. 
O Inciso XXIII estabelece apenas que a propriedade deve atender a sua função social, mas não 
descreve os critérios para que isto ocorra. Os critérios para o cumprimento da função social 
são apresentados em outros trechos da Constituição, e diferem para cada tipo de 
propriedade. 
 
VEDAÇÃO AO RACISMO (ART.5° XLII) 
O inciso XLII do artigo 5º, promulgado pela Constituição Federal de 1988, define que: 
Art 5º, XLII, CF – “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito 
à pena de reclusão, nos termos da lei” 
Este Inciso garante o direito à não discriminação de qualquer indivíduo em razão de raça, bem 
como prevê a pena deste crime em lei. Cabe pontuar que essa é uma forma de promoção 
do direito à igualdade, garantia extremamente importante para a democracia. 
Em razão da gravidade da conduta e da intenção constitucional de acabar com a realidade 
discriminatória de raça no Brasil, o acusado não terá direito a aguardar seu julgamento 
em liberdade provisória, mesmo se pagar fiança. Ele só terá liberdade provisória caso não 
sejam cumpridos os requisitos autorizadores da prisão preventiva. 
Sendo assim, a intenção constitucional de reprovação do racismo é tanta que aquele que 
praticar tal crime poderá ser responsabilizado para sempre, sem qualquer prazo para que seja 
acusado e condenado. Além disso, a pena pelo crime de racismo deverá ser necessariamente 
a de reclusão, ou seja, o condenado poderá ser submetido à prisão em regime fechado. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
https://biblioteca.politize.com.br/artigo5-caput
https://www.politize.com.br/democracia-o-que-e/
21 
 
 
VEDAÇÃO ÀS PROVAS ILÍCITAS (ART. 5° LVI) 
O inciso LVI do artigo 5º da Constituição Federal de 1988, define que: 
Art 5º, L, CF – “são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos” 
 
GARANTIA ÀS INTEGRIDADES FÍSICAS E MORAL DOS PRESOS (ART. 5° XLIX) 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos 
durante o período de amamentação; 
 
PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (ART. 5° LVII) 
O inciso LVII do artigo 5º, promulgado pela Constituição Federal de 1988, define que: 
Art 5º, LVII, CF -“Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença 
penal condenatória.” 
Sendo assim, o inciso LVII consagra o princípio da presunção de inocência, também 
conhecido por “princípio da não culpabilidade”. De acordo com ele, qualquer pessoa só pode 
ser considerada culpada por cometer um crime após o seu julgamento definitivo, respeitando 
o devido processo legal (que já explicamos no inciso LIV), observados, portanto, o direito ao 
contraditório e à ampla defesa (que abordamos no inciso LV) e quando não for mais possível 
recorrer da decisão judicial. 
Este princípio, além de orientar o processo penal brasileiro, garante que o Estado não atue de 
forma autoritária, mas sim que ocorra um processo penal justo e democrático como condição 
indispensável à imposição de uma pena, ou seja, ao tratamento da pessoa como culpada pelo 
Estado, com todas as consequências negativas que isso impõe à liberdade, ao patrimônio e à 
reputação de cidadãos. Trata-se de um direito constitucional fundamental para o tão 
comentado Estado Democrático de Direito, que busca preservar a dignidade da pessoa 
humana. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
https://www.politize.com.br/estado-democratico-de-direito/
22 
 
 
 
PRIVILÉGIO CONTRA A AUTO – INCRIMINAÇÃO (ART. 5° LVIII) 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas 
hipótesesprevistas em lei; (Regulamento) 
 
DOS MILITARES DOS ESTADOS DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (ART.42) 
 ART. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições 
organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Territórios. 
§ 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que 
vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, 
cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as 
patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores. 
§ 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se 
o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal. 
§ 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no 
art. 37, inciso XVI, com prevalência da atividade militar. 
DA SEGURANÇA PÚBLICA (ART. 144) 
 Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é 
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do 
patrimônio, através dos seguintes órgãos: 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. 
23 
 
 
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 104, de 2019) 
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela 
União e estruturado em carreira, destina-se a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
19, de 1998) 
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços 
e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como 
outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija 
repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; 
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o 
descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas 
áreas de competência; 
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União. 
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e 
estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias 
federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, estruturado em carreira, destina-se, na 
forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais . 
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e 
estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das 
ferrovias federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a 
competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, 
exceto as militares. 
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos 
corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de 
atividades de defesa civil. 
24 
 
 
§ 5º-A. Às polícias penais, vinculadas ao órgão administrador do sistema penal da unidade 
federativa a que pertencem, cabe a segurança dos estabelecimentos penais. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019) 
§ 6º As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do 
Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e 
distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019) 
§ 7º A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela 
segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades. (Vide Lei nº 13.675, 
de 2018) Vigência 
§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus 
bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei. (Vide Lei nº 13.022, de 2014) 
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo 
será fixada na forma do § 4º do art. 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 10. A segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das 
pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 
2014) 
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras atividades 
previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014) 
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos 
órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na 
forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014) 
 
 
 
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