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MUDE SUA VIDA! 
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SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................... 2 
CONCEITO DE DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................................... 2 
CONSTITUCIONALISMO ............................................................................................................................. 2 
NATUREZA E OBJETO DE ESTUDO ............................................................................................................. 3 
CONCEPÇÕES OU SENTIDOS DA CONSTITUIÇÃO: ......................................................................................... 4 
SENTIDO SOCIOLÓGICO - FERDINAND LASSALE ........................................................................................ 4 
SENTIDO POLÍTICO - CARL SCHMITH ......................................................................................................... 4 
SENTIDO JURÍDICO - HANS KELSEN ........................................................................................................... 4 
PRINCIPAIS FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................... 5 
 
 
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INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL 
CONCEITO DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
CONSTITUCIONALISMO 
Sabemos que a sociedade se organiza por meio do chamado Estado, que contém os 
seguintes elementos: povo, território e governo1. 
Todo Estado tem uma Constituição, que é como se define a organização do Estado, que 
nada mais é do que a nossa própria convivência no modelo comunitário. Literalmente o “um 
por todos e todos por um” – o tal do espírito coletivo. Ainda que insistamos em não entender 
tal modelo de convivência. 
Apesar de todos os Estados terem uma Constituição, foi apenas com o surgimento das 
Constituições escritas que se passou a estudar efetivamente o surgimento das Constituições. 
O movimento (jurídico, político e ideológico) de criação de uma Constituição escrita, 
criada como documento fundamental e supremo na organização e estruturação do Estado, e 
que tem como traço principal a limitação do poder político é chamado de Constitucionalismo. 
Doutrinariamente, tem-se o início do constitucionalismo com a Constituição Americana 
(1787) e Constituição Francesa (1791). São Constituições marcadas pelas ideias iluministas do 
século XVIII e pelo Liberalismo, valorizando as liberdades e garantias individuais. 
Com a evolução do Estado o constitucionalismo avança para aspectos democráticos e 
sociais, no entanto é importante estudar o instituto do Estado politicamente organizado, LOGO: 
ESTADO 
ESTADO: sociedade política dotada de características próprias, elementos essenciais, que 
as o diferenciam das demais sociedades, quais sejam: 
POVO 
ELEMENTO HUMANO do Estado; determina as pessoas que mantêm vínculo jurídico-
político com o Estado, e se tornam parte dele – conceito jurídico-político. 
 
• População – conjunto de pessoas que se encontram em determinado território de 
um Estado – nacionais ou estrangeiros – conceito numérico. 
• Nação – conjunto de pessoas ligadas que formam uma comunidade unida por 
laços históricos e culturais – conceito sociológico. 
TERRITÓRIO 
• ELEMENTO MATERIAL do Estado – espaço sobre o qual o Estado exerce de modo 
efetivo e exclusivo o poder de império, sua supremacia sobre pessoas e bens. Ex.: 
embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro. 
Trata-se de um conceito JURÍDICO. 
GOVERNO 
• Exercício do poder soberano estatal voltado ao atingimento das finalidades do 
Estado. 
 
1 Alguns doutrinadores mais modernos acrescentam ainda como elemento do Estado a finalidade, ou seja, a 
organização do Estado deve ser orientada para atingir um conjunto definido de finalidades. 
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Alguns autores relacionam a ideia de SOBERANIA “posta em ação” (SAHID 
MALUF, 1988, p.43). 
NATUREZA E OBJETO DE ESTUDO 
O Direito Constitucional surge com o Constitucionalismo, é considerado como um ramo 
do Direito Público, que tem por objeto o estudo da Constituição. De acordo com José Afonso 
da Silva2: 
“É um sistema de normas jurídicas, escritas ou costumeiras, que regula a forma 
do Estado, a forma do seu governo, o modo de aquisição e o exercício do poder, o 
estabelecimento de seus órgãos, os limites de sua ação, os direitos fundamentais do 
homem e as respectivas garantias. Em síntese, a constituição é o conjunto de normas 
que organiza os elementos constitutivos do Estado.” 
E para o Grande Jurista, a constituição então teria: 
- como FORMA, um complexo de normas (escritas ou costumeiras). 
- como CONTEÚDO, a conduta humana motivada pelas relações sociais 
(econômicas, políticas, religiosas). 
- como FIM, a realização dos valores que apontam para o existir da comunidade. 
- como CAUSA CRIADORA, o poder que emana do povo, VERDADEIRO E ÚNICO 
titular de qualquer poder (AINDA QUE ESTEJAMOS LONGE DE TAL CONSCIÊNCIA!). 
 
A Constituição, objeto de estudo do Direito Constitucional, deve ser entendida como a lei 
fundamental e suprema de um Estado, que rege a sua organização político-jurídica. 
As normas de uma Constituição devem dispor acerca da forma do Estado, dos órgãos que 
integram a sua estrutura, das competências desses órgãos, da aquisição do poder e de seu 
exercício. Além disso, devem estabelecer as limitações ao poder do Estado, especialmente 
mediante a separação dos poderes (sistema de freios e contrapesos) e a enumeração de direitos 
e garantias fundamentais. 
Constituição é o nomen juris que se dá ao complexo de regras que dispõe sobre a 
organização do Estado, a origem e o exercício do Poder, a discriminação das competências 
estatais e a proclamação das liberdades públicas. 
Constituição ≠ Carta Constitucional → significados diferentes → Carta Constitucional 
deriva de um ato arbitrário e ilegítimo (outorga). 
Podemos dizer ainda que o Direito Constitucional é a base, a origem de toda a ordem 
jurídica, ou seja, é do direito constitucional que se derivam os demais ramos do direito. 
Pois apenas aqui regulamentamos a sistemática de toda vida política ou comunitária onde 
haverá: 
- POVO, aos quais entregarei direitos e deveres; 
- TERRITÓRIO, o qual delimitarei; 
- GOVERNO (leia-se PODER), o qual limitarei. 
ELEMENTOS DA CONSTITUIÇÃO 
Nas lições de José Afonso da Silva, apesar da Constituição ser um conjunto uno, que trata 
de vários assuntos, a doutrina classifica a constituição em 5 elementos: 
Elementos Orgânicos: são as normas que regulam a estrutura do Estado e do Poder. Ex.: 
títulos da Organização do Estado e dos Poderes. 
Elementos limitativos: são as normas que estabelecem limites ao Estado, como por 
exemplo, os direitos individuais, nacionalidade, políticos. 
 
2 Curso de Direito Constitucional Positivo, Pg. 38. 
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Elementos socioideológicos: são normas que asseguram direitos com viés sociológico, 
intervencionais. Exemplo.: os direitos sociais, o título da Ordem Social e o título da Ordem 
Econômica. 
Elementos de estabilidade constitucional: são normas que visam assegurar uma 
solução para situações de conflito e instabilidade, por exemplo, o título da Defesa do Estado e 
das Instituições democráticas, o art. 34 a 36 que tratam da intervenção. 
Elementos formais de aplicabilidade: normas que estabelecem regras de aplicação da 
Constituição. Por exemplo: preâmbulo; art. 5º parágrafo 1º; ADCT. 
CONCEPÇÕES OU SENTIDOS DA CONSTITUIÇÃO: 
SENTIDO SOCIOLÓGICO - FERDINAND LASSALE 
Na concepção sociológica, a Constituição
artística, 
científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença de pessoa biografada, relativamente a obras 
biográficas literárias ou audiovisuais (ou de seus familiares, em caso de pessoas falecidas). 
6 RE 898450 – Rel. Min. Luiz Fux. 
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http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=898450&classe=RE&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M
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restrição de pessoas com tatuagens quando o seu conteúdo viole valores 
constitucionais. (RE 898.450) 

 
E mais atual a discussão sobre as “fake News” e a incitação e antecipação de campanha 
política, em clara ofensa a própria Constituição e o direito de acesso à informação VERÍDICAS, 
bem como a ofensa clara ao Código eleitoral, o qual veda campanha antecipada, mesmo que de 
forma velada. 
Vale a pena trazer a discussão enfrentada pelo STF: 
 
 “...os efeitos “nefastos” das notícias falsas sobre o processo democrático no país, ao 
constatar que a desinformação divulgada em larga escala passou a influenciar 
diretamente as escolhas da sociedade nos mais variados temas. “Vemo-nos às voltas 
com ataques sistemáticos que em absoluto se circunscrevem com críticas e divergências 
abarcadas no direito de livre expressão e manifestação assegurados 
constitucionalmente, traduzindo, antes, ameaças destrutivas às instituições e a seus 
membros com a intenção de desmoralizá-las” (Min. Rosa Weber, ADPF 572/2019) 
“...o inquérito não trata do cerceamento de liberdade, mas da garantia de liberdades e 
direitos essenciais. Segundo ela, o STF não permite qualquer tipo de censura, mas não é 
possível considerar como protegidos pela liberdade de expressão atos que atentem 
contra a Constituição, incitem o ódio ou o cometimento de crimes. Em seu 
entendimento, as ofensas investigadas atingem todo o Poder Judiciário. “Se um juiz do 
STF não tem garantia de sua incolumidade física e a de seus familiares, um juiz isolado 
no interior do país também não poderá se sentir seguro”, observou. “Democracia se 
guarda pela defesa do sistema". (Min. Carmem Lúcia, ADPF 572/2019) 
“...destacou a gravidade dos fatos e afirmou que o uso sistemático de robôs para divulgar 
notícias falsas e ameaças não é liberdade de expressão, mas um movimento orquestrado 
para afetar a credibilidade do STF. Na sua avaliação, a divulgação massiva de notícias 
inverídicas viola o direito da sociedade de ser devidamente informada (Min. Gilmar 
Mendes, ADPF 572/2019). 
LIBERDADE DE CRENÇA E CONSCIÊNCIA (ART. 5º, VI, VII, VIII, CF) 
Uma primeira pergunta deve ser feita acerca da liberdade religiosa em nosso país: qual a 
religião oficial do Brasil? A única resposta possível é: nenhuma. A liberdade religiosa do Estado 
brasileiro é incompatível com a existência de uma religião oficial. É o que apresenta o (inciso 
VI do Art. 5°) 
 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo 
assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na 
forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
Esse inciso marca a liberdade religiosa existente no Brasil. Por esse motivo, dizemos que 
o Brasil é um ESTADO LAICO, LEIGO OU NÃO CONFESSIONAL. Isso significa, basicamente, que 
no Brasil existe uma relação de separação entre Estado e Igreja. Tal relação entre o Estado e a 
Igreja encontra, inclusive, vedação expressa no texto constitucional (Art. 19, I, CF) 
 
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios: 
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, 
embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus 
representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na 
forma da lei, a colaboração de interesse público; 
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Por causa da liberdade religiosa, é possível exercer qualquer tipo de crença no país. É 
possível ser católico, protestante, mulçumano, ateu ou satanista. Isso é liberdade de crença ou 
consciência. Liberdade de crer ou não crer. Convém notar que o inciso VI, além de proteger as 
crenças e cultos, também protege as suas liturgias. Apesar do amparo constitucional, não se 
pode utilizar esse direito para praticar atos contrários às demais normas do direito brasileiro, 
como sacrificar seres humanos como forma de prestar culto a determinada divindade. Isso a 
liberdade religiosa não ampara. 
 
Outro dispositivo interessante é o previsto no (inciso VII do Art. 5º) 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência 
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; 
Nesse caso, a Constituição Federal garantiu a assistência religiosa nas entidades de 
internação coletivas, sejam elas civis ou militares. Entidades de internação coletivas são 
quartéis, hospitais ou manicômios. Em razão dessa garantia constitucional, é comum 
encontrarmos nesses estabelecimentos capelas para que o direito seja exercido. 
 
Apesar da importância dos dispositivos analisados anteriormente, nenhum é mais 
cobrado em prova que o inciso (VIII do Art. 5º) 
 
 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa 
ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-
se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir 
prestação alternativa, fixada em lei; 
ESCUSA DE CONSCIÊNCIA 
Estamos diante do instituto da ESCUSA DE CONSCIÊNCIA. Esse direito permite que 
qualquer pessoa, em razão de sua crença ou consciência, deixe de cumprir uma obrigação 
imposta, sem que com isso sofra alguma consequência em seus direitos. Tal permissivo 
constitucional encontra uma limitação prevista expressamente no texto em análise. No caso de 
uma obrigação imposta a todos, se o indivíduo recusar-se ao seu cumprimento, ser-lhe-á 
oferecida uma prestação alternativa. Se ele não a cumprir também, a Constituição permite que 
direitos sejam restringidos, ocorrendo a PERDA dos direitos políticos. O Art. 15 prescreve que 
os direitos restringidos serão os direitos políticos: 
 
“Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só 
se dará nos casos de: 
IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos 
termos do Art. 5°, VIII”. 
 
Nesse tema, também se enquadra o posicionamento da jurisprudência quanto 
à presença de crucifixos em repartições públicas. O entendimento atual do Conselho 
Nacional de Justiça (CNJ) considera que a presença de tais símbolos decorre da 
cultura nacional e não ofende a laicidade do Estado; seria um símbolo cultural. O 
mesmo pode ser entendido para os feriados ligados a santidades. 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ........................................................................................... 2 
INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (ART. 5º, XI, CF) .................................................................................... 2 
SIGILO DAS COMUNICAÇÕES (ART. 5º, XII, CF).......................................................................................... 2 
LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (ART. 5º, XV, CF) ......................................................................................... 4 
 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (ART. 5º, XI, CF) 
Esta garantia protege o indivíduo em seu recinto mais íntimo: a casa. 
A Constituição diz: 
“XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo 
penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante 
delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por 
determinação judicial”.
Como regra, só se pode entrar na casa de uma pessoa com o seu consentimento. 
Excepcionalmente, a Constituição Federal admite a entrada sem consentimento do morador 
nos casos de: 
flagrante delito; 
desastre; 
prestar socorro; 
determinação judicial – apenas durante o dia. 
Importante é não esquecer que, no caso de determinação judicial, a entrada se dará 
apenas durante o dia. Nos demais casos, a entrada será permitida a qualquer hora. 
 
Alguns conceitos importantes: O que é casa? O que pode ser entendido como caso para 
efeito de inviolabilidade? A jurisprudência tem interpretado o conceito de casa de forma ampla, 
considerando como casa qualquer compartimento habitado ou em aposento ocupado de 
habitação coletiva ou em compartimento não aberto ao público, onde alguém exercer profissão 
ou atividade. 
 
Assim, o STF já considerou como casa, para efeitos de inviolabilidade, oficina mecânica, 
quarto de hotel ou escritório profissional. 
 
Outra questão relevante é saber o que é dia? 
Segundo a jurisprudência, isso deve ser resolvido no caso concreto, tendo em vista 
variação de fusos horários existente em nosso país bem como a ocorrência do “Horário de 
Verão”. Na prática, é possível entrar em uma casa, independentemente do horário, desde que 
seja durante o dia. 
SIGILO DAS COMUNICAÇÕES (ART. 5º, XII, CF) 
Esta “XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das 
comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, 
salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma 
que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução 
processual penal.” 
 
 
Esse dispositivo prevê quatro formas de comunicação que possuem proteção 
constitucional: 
sigilo da correspondência; comunicação telegráfica; comunicação de dados; 
comunicações telefônicas. 
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Dessas quatro formas de comunicação, apenas uma obteve autorização de violação do 
sigilo pelo texto constitucional: AS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. O concursando precisa ter 
muito cuidado com esse tema em prova. Segundo o texto expresso, só as comunicações 
telefônicas poderão ter o seu sigilo violado. E mais, só o juiz poderá fazê-lo com fins definidos 
também pela Constituição, os quais destinam-se à investigação criminal ou à instrução 
processual penal. 
Entretanto, considerando a inexistência de direito fundamental absoluto, a jurisprudência 
tem considerado a possibilidade de quebra dos demais sigilos, desde que seja determinada por 
ordem judicial. 
No que tange ao SIGILO DOS DADOS bancários, fiscais, informáticos e telefônicos, a 
jurisprudência tem permitido sua quebra por determinação judicial, determinação de Comissão 
Parlamentar de Inquérito. 
• CORRESPONDÊNCIA: em regra inviolável, contudo, como já ressaltado, não existe 
direito absoluto, nem mesmo a correspondência de um indivíduo, dessa forma, se a 
carta de um sequestrador for interceptada pela família da vítima, por exemplo, o 
sequestrador não vai poder alegar que houve a violação ao sigilo de suas 
correspondências, pois o direito não pode ser utilizado para assegurar o exercício de 
prática ilícitas. Ademais, de acordo com a Lei de Execução Penal em seu art. 41, parágrafo 
único1o diretor do estabelecimento prisional pode interceptar a correspondência de 
preso, em decisão motivada. Tal possibilidade portanto é medida excepcional e já foi 
acolhida pelo STF.2 
 
• COMUNICAÇÕES TELEGRÁFICAS: em regra inviolável, podendo ser restringida no 
Estado de defesa e estado de sítio, ou por ordem judicial em um caso concreto. 
 
• COMUNICAÇÃO DE DADOS 3: por comunicação de dados, entendem-se os dados 
bancários, fiscais, informáticos e telefônicos. De acordo com o STF, a proteção 
constitucional refere-se à comunicação desses dados e não dos dados em si, por esse 
motivo entendeu que a apreensão do disco rígido (HD) de um computador não 
configura quebra de sigilo da comunicação de dados, pois o que fora apreendido são os 
dados em si e não a sua comunicação4. 
 
A jurisprudência tem permitido sua quebra por determinação judicial e por 
determinação de COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO. 
 Dados bancários: 
O STF, ao julgar cinco processos que questionavam a constitucionalidade da LC 
105/2001, garantiu ao Fisco – autoridade tributária - acesso aos dados bancários dos 
contribuintes sem necessidade de autorização judicial, quando houver processo administrativo 
instaurado ou procedimento fiscal em curso, entendendo não se tratar de quebra de sigilo, mas 
de transferência de informações sigilosas. 
Merece destaque a seguinte jurisprudência: 
 
1 LEP - Art. 41 - Constituem direitos do preso: XV - contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros 
meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes. Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão 
ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento. 
2 STF – HC 70.814-5 – Min. Celso de Mello. 
3 Quanto ao TCU – MS 22801; AUTORIDADE FAZENDÁRIA: RE 389808; MINISTÉRIO PÚBLICO: MS 160646 
4 (RE 418416, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno, julgado em 10/05/2006, DJ 19-12-2006 
PP-00037 EMENT VOL-02261-06 PP-01233) 
 
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Não é cabível, em sede de inquérito, encaminhar à Receita Federal informações bancárias 
obtidas por meio de requisição judicial quando o delito investigado for de natureza diversa 
daquele apurado pelo fisco. Ademais, a autoridade fiscal, em sede de procedimento 
administrativo, pode utilizar-se da faculdade insculpida no art. 6º da LC 105/2001, do que 
resulta desnecessário o compartilhamento in casu. 
[Inq 2.593 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 9-12-2010, P, DJE de 15-2-2011.] 
 
• COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS, importante diferenciarmos as interceptações 
telefônicas, das escutas telefônicas, da gravação telefônica. 
 
 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA: é a captação e gravação da conversa telefônica, no 
mesmo momento em que ela se realiza, por terceira pessoa sem o conhecimento de 
qualquer dos interlocutores, é a forma de comunicação protegida pela CF e depende de 
3 requisitos: 
 Ordem Judicial; 
 Para fins de Investigação criminal ou instrução processual penal; 
 Nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer. 
 
 ESCUTA TELEFÔNICA: A escuta telefônica é a captação de conversas feitas por um 
terceiro, com o conhecimento de apenas um dos interlocutores. 
 
 A GRAVAÇÃO TELEFÔNICA: A gravação é a captação da conversa por um dos 
interlocutores, sem consentimento ou ciência do outro. 
LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (ART. 5º, XV, CF) 
Sabemos LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO 
A CF assegura o direito à liberdade de locomoção, que significa o direito de ir, vir e 
permanecer. O inciso XV do artigo 5° já diz: 
 
XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo 
qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com 
seus bens; 
 
Assim, a liberdade de locomoção é assegurada de forma livre em tempos de paz. Desse 
modo, em regra, ninguém será preso em tempos de paz, senão em flagrante delito ou por ordem 
escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, nos termos do Art. 5°, LXI: 
 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de 
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente 
militar, definidos em lei; 
Importante salientar aqui as exceções permitidas pela própria CF: 
 
Incisos LXI: as prisões “PENAIS” e “MILITARES” permitidas no ordenamento brasileiro: 
1 - Flagrante 
2 - Por ordem escrita e fundamentada da autoridade JUDICIAL competente 
3 - Por transgressão militar ou crime propriamente militar 
+ 
Inciso LXVII: Prisão Civil do responsável pelo inadimplemento voluntário
e inescusável 
de obrigação alimentícia 
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http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=618978
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OBS: não mais existe em nosso ordenamento jurídico a previsão da prisão civil do 
depositário infiel em virtude da ratificação pelo Brasil do Pacto Internacional dos Direitos Civis 
e Políticos (art. 11) e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos – Pacto de São José da 
Costa Rica (art. 7º, 7), ambos no ano de 1992. E também pela edição da súmula vinculante pelo 
STF de nº25: 
“É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito.” 
+ 
Incisos LXII (comunicação da prisão), LXIII (direito ao silêncio), LXIV (identificação 
pelos responsáveis da prisão), LXV (relaxamento da prisão ilegal), LXVI (liberdade provisória) 
e LXVIII (habeas corpus). 
 
Logo: 
 
Só há 3 tipos de PRISÃO segundo o art. 5º, incisos LXI E LVII: 
 
PENAL: 
- Flagrante (SEM JUIZ) 
- Ordem Judicial 
 
MILITAR: 
- Transgressão Militar (SEM JUIZ) 
- Crime Militar 
 
CIVIL: 
- Pensão Alimentícia (inadimplência Inescusável e Voluntária) 
Obs.: Não há mais prisão do depositário infiel (ainda que expressamente conste no 
texto constitucional e, por isso, não se possa falar em revogação, não há mais aplicação 
de tal dispositivo em virtude da Súmula Vinculante nº 25/STF. 
 
No entanto, para prender, há que se verificar as garantis da prisão, quais sejam: 
a) IMEDIATA COMUNICAÇÃO da prisão ao Juiz e à Família (ou pessoa indicada) – 
inciso LXII 
b) DIREITO ao SILÊNCIO e ASSISTÊNCIA DE ADVOGADO – inciso LXIII 
c) IDENTIFICAÇÃO dos RESPONSÁVEIS pela PRISÃO e pelo INTERROGATÓRIO – 
inciso LXIV 
d) PRISÃO ILEGAL – RELAXAMENTO – inciso LXV 
e) PRISÃO LEGAL – LIBERDADE PROVISÓRIA (com ou sem fiança) – inciso LXVI 
 
Convém perceber que o direito explanado no inciso XV não possui caráter absoluto, haja 
vista ter sido garantido em tempo de paz. Isto significa que em momentos de “não paz” seria 
possível estabelecer restrições à liberdade de locomoção. 
 
Do mesmo modo, destaca-se que, em situações excepcionais, de instabilidade 
institucional, como no estado de sítio e no estado de defesa esse direito poderá ser restringido: 
ESTADO DE DEFESA: ART. 136 § 3º Na vigência do estado de defesa: I - a prisão por crime 
contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada 
imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer 
exame de corpo de delito à autoridade policial. 
 
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ESTADO DE SÍTIO: ART. 139 Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com 
fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas: I - 
obrigação de permanência em localidade determinada; II - detenção em edifício não 
destinado a acusados ou condenados por crimes comuns; (grifo nosso) 
Outro aspecto interessante refere-se à possibilidade de qualquer pessoa entrar, 
permanecer ou sair do país com seus bens, nos termos da lei. Esse direito também não pode ser 
encarado de forma absoluta, haja vista que esse direito deve ser exercido nos termos da lei, 
assim há a possibilidade de se exigir declaração de bens ou pagamento de imposto quando da 
entrada da pessoa no país com bens. 
Frisa-se que a liberdade de locomoção, por não ser um direito absoluto, permite a sua 
restrição quando em conflito com outros direitos fundamentais. 
Caso a liberdade de locomoção seja restringida por ilegalidade ou abuso de poder, a 
Constituição prevê um remédio constitucional, uma solução a esse problema, por meio do 
Habeas Corpus. 
 
Art. 5°, LXVIII – conceder-se-á “habeas-corpus” sempre que alguém 
sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua 
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ........................................................................................... 2 
LIBERDADE DE REUNIÃO (ART. 5º, XVI, CF) ............................................................................................... 2 
LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (ART. 5º, XVII/XXI, CF).................................................................................. 2 
DIREITO DE PROPRIEDADE (ART. 5º, XXII/XXXI, CF)................................................................................... 4 
DESAPROPRIAÇÃO ......................................................................................................................................... 5 
REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA ................................................................................................................. 6 
BEM DE FAMÍLIA ........................................................................................................................................ 6 
PROPRIEDADE IMATERIAL ......................................................................................................................... 7 
PROPRIEDADE AUTORAL ........................................................................................................................... 7 
DIREITO À HERANÇA ...................................................................................................................................... 7 
 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
LIBERDADE DE REUNIÃO (ART. 5º, XVI, CF) 
Primeiramente, destaca-se que este direito decorre do fundamento constitucional do 
Pluralismo Político, bem como se identifica com a liberdade de expressão e manifestação do 
pensamento. Assim, podemos dizer que o direito de reunião é um direito-meio utilizado para 
se viabilizar a manifestação do pensamento e a liberdade de expressão, tratando-se de união de 
pessoas, em caráter temporário, que visam a expressar alguma ideia ou objetivo em comum. 
Trata-se de direito individual, mas de exercício coletivo. 
A CF estabelece as características desse direito: 
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos 
ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra 
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido 
prévio aviso à autoridade competente; 
Podemos enumerá-las: 
Reunião pacífica: a finalidade desse direito é a manifestação pacífica e lícita da liberdade 
de expressão; não se legitima uma reunião que tenha fins não pacíficos. 
Sem armas: trata-se de vedação a uma reunião armada, significa sem armas brancas ou 
de fogo, a ideia é evitar a violência ou coação por meio do uso de armas. Ressalta-se que, se um 
ou alguns dos manifestantes portarem armas, não torna o exercício do direito de reunião 
inconstitucional, devendo a autoridade policial retirar o manifestante armado, prosseguindo o 
direito de reunião dos demais participantes. 
Locais abertos ao público: não pode ser realizado em espaço privado, ainda que em 
percurso móvel. 
Independente de autorização – não precisa de autorização, significa dizer que as 
autoridades não dispõem de competência e discricionariedade para decidir pela conveniência, 
ou não, da realização da reunião e não podem interferir indevidamente em uma reunião 
realizada de forma lícita e pacífica, quando não haja lesão ou perturbação à ordem pública. 
Necessidade de prévio aviso: o direito de reunião independe de autorização, contudo se 
faz necessário o aviso (comunicação) à autoridade competente para que se adotem as medidas 
necessárias para a garantia da ordem e da segurança pública, como, por exemplo, a organização 
do trânsito no
local da manifestação, bem como para não frustrar outra reunião previamente 
convocada. 
Não frustrar outra reunião convocada anteriormente para o mesmo local: é a 
garantia de isonomia no exercício do direito prevalecendo o de quem exerceu primeiro. 
Caso ocorra lesão ou ameaça ao exercício do direito de reunião, por ilegalidade ou abuso 
de poder, o remédio constitucional será o Mandado de Segurança, e não o Habeas Corpus. 
O direito de reunião é norma constitucional de eficácia contida, uma vez que esse direito 
poderá sofrer restrição durante o estado de defesa e poderá ser suspenso durante o estado 
de sítio. 
LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (ART. 5º, XVII/XXI, CF) 
As associações pressupõem a união de pessoas, que se organizam, com caráter 
permanente, em decorrência de uma ideia ou interesse em comum. Assim, podemos dizer que 
o direito de associação depende do preenchimento de 3 requisitos: 
Pluralidade de pessoas - trata-se de direito individual, mas de exercício coletivo. 
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Caráter permanente. 
Interesse em comum – ato de vontade. 
 
A CF assegura o exercício desse direito de forma plena, mas não absoluta, vejamos: 
 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter 
paramilitar; 
A CF proíbe a criação de associações que tenham finalidade ilícita, reforçando a 
proibição de criação de associações com caráter paramilitar. Entende-se como associação de 
caráter paramilitar toda organização paralela ao Estado, sem legitimidade, com estrutura e 
organização tipicamente militar. São as facções criminosas, milícias ou qualquer outra 
organização que possua fins ilícitos e alheios aos do Estado. 
A finalidade lícita de que trata o direito à associação não está ligada somente às normas 
de Direito Penal, mas se estende ao Direito como um todo. 
 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas 
independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu 
funcionamento; 
A CF ainda dispõe que a criação dessas associações é livre, ou seja, para criar uma 
associação não será preciso anuência ou autorização do Estado, sendo ainda vedada 
interferência estatal no funcionamento e criação das associações. Ademais, as associações não 
precisam de personalidade jurídica para que tenham a proteção constitucional. 
Já a criação de cooperativas também é livre, mas dependerá de lei. 
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas 
atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o 
trânsito em julgado; 
As associações podem ter suas atividades suspensas ou dissolvidas de forma compulsória 
apenas por meio de decisão judicial, caso tenham finalidade ilícita, ou seja, se a associação 
tiver finalidade lícita, ela não poder ter suas atividades suspensas ou ser dissolvida 
compulsoriamente. 
No caso da dissolução, que importa no encerramento definitivo da associação, por ser uma 
medida mais grave, não basta qualquer decisão judicial, tem que ser transitada em julgado, ou 
seja, uma decisão judicial definitiva, de que não cabe mais recurso. Contudo, para a suspensão 
não é necessário que a decisão tenha transitado em julgado. 
 
 
XX – ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer 
associado; 
O inciso XX tutela a chamada Liberdade Associativa pela qual ninguém será obrigado a 
se associar ou mesmo a permanecer associado a qualquer entidade associativa. 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, 
têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou 
extrajudicialmente; 
Decisão 
judicial
dissolução trânsito em 
julgado
suspensão decisão não 
definitiva
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Por fim, o inciso XXI permite às associações representar seus filiados, tanto na esfera 
judicial quanto na esfera administrativa, desde que possuam expressa autorização, pois 
atuam em representação processual, ou seja, a ação deve ser ajuizada em nome do 
representado para defender o seu direito, pela associação. De acordo com o STF, na hipótese de 
representação processual, a autorização não pode ser genérica, tem que ser expressa (obtida 
por meio de deliberação em assembleia ou individualmente), de modo que a autorização apenas 
no estatuto social da Associação (genérica) não é suficiente para legitimar a atuação das 
associações na representação. 
Diferentemente da situação de representação processual (XXI) é a substituição 
processual, que ocorre quando a associação defende, em nome próprio, interesse alheio, como 
quando impetra Mandado de Segurança Coletivo. Nesse caso, de acordo com STF, a associação 
não precisará de autorização expressa e específica, bastando a autorização genérica do ato de 
constituição da associação1. 
DIREITO DE PROPRIEDADE (ART. 5º, XXII/XXXI, CF) 
Quando se fala em direito à propriedade, alguns atributos que lhe são inerentes aparecem 
imediatamente: propriedade é a faculdade que uma pessoa tem de usar, gozar ou fruir de um 
bem. O texto constitucional garante este direito de forma expressa no texto do artigo 5º: 
“XXII - é garantido o direito de propriedade”. 
 
Apesar de esse direito aparentar possuir um caráter absoluto, quando investigamos mais 
a fundo este tema, percebemos que ele possui vários limitadores no próprio texto 
constitucional. E é isso que passamos a analisar agora. 
LIMITAÇÕES 
Dentre as limitações existentes na Constituição, observaremos algumas: 
Função Social – a Constituição exige em seu Art. 5° que a propriedade atenda a sua função 
social: 
“XXIII - a propriedade atenderá a sua função social”. 
 
Isso significa que a propriedade não é tão individual quando pensamos. 
 
A necessidade de observância da função social demonstra que a propriedade é muito mais 
que uma titularidade privada. Esse direito possui reflexos em toda a sociedade. 
 
1 REPRESENTAÇÃO – ASSOCIADOS – ARTIGO 5º, INCISO XXI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALCANCE. O disposto no 
artigo 5º, inciso XXI, da Carta da República encerra representação específica, não alcançando previsão genérica do 
estatuto da associação a revelar a defesa dos interesses dos associados. TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL – ASSOCIAÇÃO 
– BENEFICIÁRIOS. As balizas subjetivas do título judicial, formalizado em ação proposta por associação, é definida 
pela representação no processo de conhecimento, presente a autorização expressa dos associados e a lista destes 
juntada à inicial. (RE 573232, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. MARCO 
AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 14/05/2014, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-182 DIVULG 18-09-2014 
PUBLIC 19-09-2014 EMENT VOL-02743-01 PP-00001) 
 
CONSTITUCIONAL. MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. AUTORIZAÇÃO EXPRESSA: 
DESNECESSIDADE. OBJETO A SER PROTEGIDO PELA SEGURANÇA COLETIVA. C.F., ART. 5º, LXX, b. MANDADO SE 
SEGURANÇA CONTRA LEI EM TESE: NÃO CABIMENTO. SÚMULA Nº 266-STF. I - A legitimação das organizações 
sindicais, entidade de classe ou associação, para a segurança coletiva, é extraordinária, ocorrendo, em tal caso, 
substituição processual. CF, art. 5º, LXX. II - Não se exige, tratando-se de segurança coletiva, a autorização 
expressa aludida no inc. XXI do art. 5º, CF, que contempla hipótese de representação. III - O objeto do mandado 
de segurança coletivo será um direito dos associados, independentemente de guardar vínculo com os fins próprios da 
entidade impetrante do writ, exigindo-se, entretanto, que o direito esteja compreendido nas atividades exercidas pelos 
associados, mas não se exigindo que o direito seja peculiar, próprio, da classe. (...)"Nesse mesmo sentido: RMS nº 
21.514, Rel. Min. Marco Aurélio (DJU 18/06/93, pág. 12111); e RE nº 175.401-0, Rel. Min. Ilmar Galvão. 
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É só imaginar uma propriedade imóvel, um terreno urbano, que, apesar de possuir um 
proprietário, fica abandonado, cresce o mato, as pessoas começam a jogar lixo naquele lugar, 
alguns criminosos começam a utilizar aquele ambiente para a prática de atividades ilícitas. 
É possível perceber quantas coisas podem acontecer em uma propriedade e que 
importarão em consequências gravosas para o meio social mais próximo. É por isso que a 
propriedade tem que atender a sua função social. 
DESAPROPRIAÇÃO 
Desapropriação é a perda da propriedade. Esse é o limitador por excelência do direito, 
restringindo o caráter perpétuo da propriedade. Existem três modalidades de desapropriação 
que merecem nossa atenção: 
Desapropriação por interesse público ou interesse social – essa modalidade é 
utilizada pelo Estado quando o interesse social ou a utilidade pública prevalecem sobre o 
direito individual. Nesse tipo de desapropriação, destaca-se que o proprietário nada fez para 
merecê-la, contudo, o interesse público exige que determinada área seja desapropriada. É o 
caso de construção de uma rodovia que exige a desapropriação de várias propriedades para o 
asfaltamento da via. Vejamos o que diz o texto da Constituição: 
“XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou 
utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, 
ressalvados os casos previstos nesta Constituição”. 
Convém destacar que esta modalidade de desapropriação gera direito à indenização que 
deve ser paga em dinheiro, previamente e com valor justo. 
Desapropriação-sanção – nesta modalidade, o proprietário, por algum motivo, não 
observou a função social da propriedade. Por essa razão, é chamada de desapropriação-sanção, 
haja vista ser uma verdadeira punição. Segundo a CF, essa desapropriação gera direito à 
indenização, que deverá ser paga em títulos da dívida pública ou agrária. 
Vejamos os Arts. 182, § 4°, III Constituição Federal: 
“Art. 182, § 4° - É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei 
específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do 
proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova 
seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: 
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de 
emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até 
dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da 
indenização e os juros legais. 
 
O art. 184 da Constituição Federal também tem uma regulamentação neste assunto: 
Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de 
reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante 
prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação 
do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua 
emissão, e cuja utilização será definida em lei.” 
 
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Desapropriação confiscatória – por último, temos esta modalidade prevista no Art. 243 
da Constituição: 
“Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde 
forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho 
escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a 
programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem 
prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que couber, o disposto no 
Art. 5°”. 
 
Nesse caso, não haverá indenização, mas o proprietário poderá ser processado pela 
prática de ilícito penal. 
 
 
REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA 
Vejamos o inciso XXV do Art. 5°:
 
“XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente 
poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário 
indenização ulterior, se houver dano”. 
Trata-se da chamada Requisição Administrativa. Esse instituto permite que a 
propriedade seja limitada pela necessidade de se solucionar situação de perigo público. Não se 
trata de uma forma de desapropriação, pois o dono da propriedade requisitada não a perde, 
apenas a empresta para uso público sendo garantido posteriormente, havendo dano, direito à 
indenização. Esse instituto limita o caráter absoluto da propriedade. 
BEM DE FAMÍLIA 
 A Constituição consagra uma forma de proteção à pequena propriedade rural, chamada 
de Bem de Família, e a legislação infraconstitucional conceituará o que seja “pequena”. 
“XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que 
trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento 
de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei 
sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento”. 
O mais importante para sua prova é atentar para os requisitos estabelecidos no inciso, 
quais sejam: 
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• Pequena propriedade rural – não se trata de qualquer propriedade. 
• Definida em lei – não em outra espécie normativa. 
• Trabalhada pela família – não por qualquer pessoa. 
• Débitos decorrentes da atividade produtiva – não qualquer débito. 
PROPRIEDADE IMATERIAL 
Além das propriedades sobre bens materiais, a Constituição também consagra normas de 
proteção sobre a propriedade de bens imateriais. São duas as propriedades consagradas: 
autoral e industrial. 
 
PROPRIEDADE AUTORAL 
A propriedade autoral encontra-se protegida nos incisos XXVII e XXVIII do Art. 5°: 
“XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, 
publicação ou reprodução de suas obras, 
transmissível aos 
herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à 
reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades 
desportivas; 
 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras 
que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e 
às respectivas representações sindicais e associativas”. 
PROPRIEDADE INDUSTRIAL 
A propriedade industrial, por sua vez, encontra-se protegida no inciso XXIX do Art. 5º: 
 
“XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio 
temporário para sua utilização, bem como proteção às criações 
industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a 
outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o 
desenvolvimento tecnológico e econômico do País.” 
 Uma relação muito interessante entre a propriedade autoral e a industrial está no tempo 
de proteção previsto na Constituição. 
Cumpre observar que, na propriedade autoral, o direito do autor é vitalício, tendo em vista 
a previsão de possibilidade de transmissão desses direitos aos herdeiros. Contudo, quando nas 
mãos dos sucessores, a proteção será pelo tempo que a lei fixar, ou seja, temporária. 
Já na propriedade industrial, a proteção do próprio autor já possui caráter temporário. 
DIREITO À HERANÇA 
De nada adiantaria tanta proteção à propriedade se este bem jurídico não pudesse ser 
transmitido por meio da sucessão de bens aos herdeiros após a morte. O direito à herança, 
consagrado expressamente na Constituição, traduz-se no coroamento do direito de 
propriedade. Esta é a grande força motriz deste direito: só faz sentido ter direito à propriedade 
se este direito pode ser transferido aos herdeiros. 
 
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“XXX - é garantido o direito de herança; 
 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será 
regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos 
brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do 
de cujus”. 
 
Destaque especial deve ser dado ao inciso XXXI que prevê a possibilidade de aplicação de 
lei estrangeira
no país em casos de sucessão de bens de pessoa estrangeira, desde que esses 
bens estejam situados no Brasil. A Constituição Federal permite que seja aplicada a legislação 
mais favorável aos herdeiros, quer seja a lei brasileira, quer seja a lei estrangeira. 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ........................................................................................... 2 
TRIBUNAL DO JÚRI (ART. 5º, XXXVIII, CF) .................................................................................................. 2 
LEI PENAL (ART. 5º, XXXIX, XL, CF) ............................................................................................................. 2 
CRIMES (ART. 5º, XLII, XLIII E XLIV, CF) ...................................................................................................... 3 
PENAS (ART. 5º, XLV, XLVI E XLVII, CF) ....................................................................................................... 4 
PRESIDIÁRIOS (ART. 5º, XLVIII, XLIX E L, CF) .............................................................................................. 5 
 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
TRIBUNAL DO JÚRI (ART. 5º, XXXVIII, CF) 
O Tribunal do Júri é uma instituição pertencente ao Poder Judiciário que possui 
competência específica para julgar determinados tipos de crime. A ideia do Tribunal do Júri é 
que o acusado seja julgado pelos seus pares. 
→ A Constituição Federal apresenta alguns princípios que regem esse Tribunal: 
 
“XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que 
lhe der a lei, assegurados: 
A -) a plenitude de defesa; 
B -) sigilo das votações; 
C -) a soberania dos veredictos; 
D -) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a 
vida”. 
 
Segundo esse texto, o Tribunal do Júri é regido pelos seguintes princípios: 
 Plenitude de defesa - este princípio permite que no júri sejam utilizadas todas as 
provas permitidas em direito. Nesse caso, o momento probatório é bastante 
explorado, haja vista a necessidade de convencer os jurados, que são pessoas 
comuns da sociedade e que, às vezes, não conhecem nada de direito. 
 
 Sigilo das votações – o voto é sigiloso. Durante o julgamento, não é permitido que 
um jurado converse com o outro sobre o julgamento, sob pena de nulidade. 
 
 Soberania dos veredictos - o que for decidido pelos jurados será considerado 
soberano. Nem o Juiz presidente poderá modificar o julgamento. A decisão cabe 
aos jurados. 
 
 Competência para julgar os crimes dolosos contra a vida – é preciso ter muito 
cuidado com essa informação no momento da prova. O júri não julga qualquer tipo 
de crime, mas apenas os dolosos contra a vida. Crimes dolosos, em singelas 
palavras, são aqueles praticados com intenção, com vontade. É diferente dos 
crimes culposos, os quais são praticados sem intenção. 
LEI PENAL (ART. 5º, XXXIX, XL, CF) 
PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 
 
Advém do artigo 5, inciso XXXIX, da Constituição Federal de 1988, o qual reza: 
 
“XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;” 
 
O princípio da reserva Legal indica que, em matéria de crime, somente lei pode criar 
crimes, sendo impossível defini-los por meio de outras normas escritas que não a lei. 
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PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE 
 
“XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;” 
 
Regra: lei penal não pode retroagir; 
A lei penal só retroagirá para beneficiar o acusado. 
Logo, a lei penal retroagirá quando trouxer algum benefício para o agente no caso 
concreto; 
Aplicação: restringe-se às normas de caráter penal. 
 
 
CRIMES (ART. 5º, XLII, XLIII E XLIV, CF) 
 “XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de 
reclusão, nos termos da lei;” 
 
“XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática 
da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes 
hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se 
omitirem;” 
 
Atenção: Quem responde no inciso XLIII é quem manda, quem executa e aquele que 
podendo evitar se omite. 
 
“XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou 
militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;” 
 
 
 
 Todos eles são inafiançáveis. 
Fiança é uma garantia processual penal. 
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 Graça é um perdão dado pelo Presidente da República. Na graça, a pessoa 
cometeu o crime, mas deixa de cumprir a pena. Mas continua sendo considerada 
criminosa, isto é, deixa de ser réu primário. 
 
Anistia é muito melhor. Tudo é apagado. Ele deixa de ser criminoso. É réu primário e não 
cumpre a pena. 
São insuscetíveis de graça e anistia os crimes de tortura, tráfico, terrorismo e os crimes 
hediondos. 
 
 Imprescritíveis é RAGA – Racismo e Ação de Grupos Armados contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático. 
Cuidado: Tortura, tráfico e terrorismo NÃO são imprescritíveis. 
O racismo e a ação de grupos armados admitem graça e admitem anistia pela Constituição. 
 
 pela Constituição, o único que tem obrigatoriamente ser punido com reclusão é o 
racismo. 
PENAS (ART. 5º, XLV, XLVI E XLVII, CF) 
PESSOALIDADE DA PENA – Art. 5o, XLV 
O princípio da pessoalidade ou intranscendência ou intransmissibilidade da pena significa 
que a pena deve ser cumprida apenas por aquele que cometeu ou participou da conduta 
criminosa, não podendo ser transferida a outra pessoa, ou seja, a parentes ou amigos. 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação 
de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da 
lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor 
do patrimônio transferido; 
Contudo, no que se refere à obrigação de reparação de danos e à perda de perdimento de 
bens, é possível que os sucessores sejam responsáveis, mas dentro dos limites do patrimônio 
que lhes foi transferido. 
 
INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA: PENAS PERMITIDAS E PROIBIDAS, Art. 5o, XLVI e XLVII 
O Art. 5o, XLVI, da CF determina que a lei deverá individualizar a pena e, na sequência, 
estabelece em rol EXEMPLIFICATIVO, algumas penas permitidas no Brasil, são elas: 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
Por se tratar de rol exemplificativo, pode a lei estabelecer outros tipos de penas, desde 
que não incida das hipóteses de pena proibida, prevista no Art. XLVII: 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
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d) de banimento; 
e) cruéis; 
Essas são as penas que não podem ser aplicadas no Brasil. Contudo, cumpre observar que, 
inobstante a pena de morte ter sido proibida, a própria CF traz uma possibilidade de sua 
decretação, no caso de guerra declarada. 
Assim, é possível afirmar que existe pena de morte do Brasil, mesmo que em apenas uma 
situação. 
A pena de caráter perpétuo é aquela que deve ser cumprida até a morte. Não existe esse 
tipo de pena no Brasil, pois as penas aqui são temporárias. Ressalta-se,
ainda, que as penas de 
caráter perpétuo se estendem também para a esfera administrativa1. 
A outra pena é a de trabalhos forçados. É aquela pena em que o indivíduo é obrigado a 
trabalhar de forma a denegrir a sua condição como ser humano. 
Temos ainda a pena de banimento. É a expulsão do brasileiro, tanto nato como 
naturalizado. 
Citam-se ainda as penas cruéis, em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana, 
e da vedação à tortura e a tratamento desumano ou degradante. Isso também é proibido. 
PRESIDIÁRIOS (ART. 5º, XLVIII, XLIX E L, CF) 
A CF assegura direitos àqueles réus já sentenciados que estão cumprindo pena. Esses 
direitos decorrem do princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, uma vez que é 
dever do Estado manter a integridade física e moral dos presos. Vejamos os incisos relevantes 
para a sua prova: 
ESTABELACIMENTOS DISTINTOS 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, 
a idade e o sexo do apenado; 
NÃO TORTURA 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
PRESIDIÁRIAS 
 L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante 
o período de amamentação; 
 
 
 
1 EMENTA: - DIREITO CONSTITUCIONAL, ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PENA DE INABILITAÇÃO 
PERMANENTE PARA O EXERCÍCIO DE CARGOS DE ADMINISTRAÇÃO OU GERÊNCIA DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. 
INADMISSIBILIDADE: ART. 5, XLVI, "e", XLVII, "b", E § 2, DA C.F. REPRESENTAÇÃO DA UNIÃO, PELO MINISTÉRIO 
PÚBLICO: LEGITIMIDADE PARA INTERPOSIÇÃO DO R.E. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. No mérito, é de se manter o 
aresto, no ponto em que afastou o caráter permanente da pena de inabilitação imposta aos impetrantes, ora 
recorridos, em face do que dispõem o Art. 5, XLVI, "e", XLVII, "b", e § 2 da C.F. 3. Não é caso, porém, de se anular a 
imposição de qualquer sanção, como resulta dos termos do pedido inicial e do próprio julgado que assim o deferiu. 4. 
Na verdade, o Mandado de Segurança é de ser deferido, apenas para se afastar o caráter permanente da pena de 
inabilitação, devendo, então, o Conselho Monetário Nacional prosseguir no julgamento do pedido de revisão, 
convertendo-a em inabilitação temporária ou noutra, menos grave, que lhe parecer adequada. 5. Nesses termos, o 
R.E. é conhecido, em parte, e, nessa parte, provido. 10 
(RE 154134, Relator(a): Min. SYDNEY SANCHES, Primeira Turma, julgado em 15/12/1998, DJ 29-10-1999 PP-00017 
EMENT VOL-01969-01 PP-00191) (grifo nosso) 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ........................................................................................... 2 
DIREITO À PETIÇÃO E CERTIDÃO (ART. 5º, XXXIV, CF) ............................................................................... 2 
DIREITO DE ACESSO À JUSTIÇA (ART. 5º, XXXV, CF) .................................................................................. 2 
JUIZ NATURAL (ART. 5º, XXXVII E LIII, CF) .................................................................................................. 3 
DIREITO ADQUIRIDO, ATO JURÍDICO PERFEITO E COISA JULGADA (ART. 5º, XXXVI, CF) .......................... 4 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
DIREITO À PETIÇÃO E CERTIDÃO (ART. 5º, XXXIV, CF) 
 “XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou 
abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento 
de situações de interesse pessoal;” 
 
Nesse caso, dois direitos são observados: o direito de petição e o de obtenção de certidões. 
Petição significa PEDIDO, um requerimento feito em nome de interesse próprio, de 
coletividade ou de terceiros. 
Já a CERTIDÃO é um atestado que prova determinado fato. Ex.: Certidão de Nascimento. 
 
É importante observar com atenção as finalidades desses direitos. Ambos servem para 
defesa de direitos. Entretanto, a petição também é usada contra ilegalidade ou abuso de poder, 
enquanto as certidões têm como segunda aplicação possível o esclarecimento de situações de 
interesse pessoal. 
DIREITO DE ACESSO À JUSTIÇA (ART. 5º, XXXV, CF) 
Este princípio, também conhecido como Princípio do Livre Acesso ao Poder Judiciário ou 
Direito de Ação, garante, nos casos de necessidade, o acesso direto ao poder judiciário. 
Também, decorre desse princípio a ideia de que não é necessário o esgotamento das vias 
administrativas para ingressar com uma demanda no Poder Judiciário. Assim prevê a 
Constituição Federal: 
 
“XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou 
ameaça a direito”. 
 
Percebe-se que a proteção possui sentido duplo: lesão ou ameaça à lesão. Significa dizer 
que a garantia pode ser utilizada tanto de forma preventiva como de forma repressiva; tanto 
para prevenir a ofensa a direito como para reprimir a ofensa já cometida. 
→ Quanto ao acesso ao Judiciário, independentemente do esgotamento das vias 
administrativas, temos algumas peculiaridades previstas na legislação brasileira: 
 
˃ Justiça Desportiva – A Constituição Federal prevê no Art. 217: 
“Art. 217, § 1º - O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às 
competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em 
lei.” 
Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-
formais, como direito de cada um, observados: 
 
§ 1º O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições 
desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. 
 
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Ou seja, o acesso ao Poder Judiciário está condicionado ao esgotamento das vias 
administrativas. 
 
˃ Compromisso arbitral – a Lei 9.307/96 prevê que as partes, quando em discussão 
patrimonial, poderão optar pela arbitragem como forma de resolução de conflito. Não se trata 
de uma instância administrativa de curso forçado, mas de uma opção facultada às partes. 
 
LEI Nº 9.307, DE 23 DE SETEMBRO DE 1996. 
Dispõe sobre a arbitragem. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e 
eu sanciono a seguinte Lei: 
Capítulo I 
Disposições Gerais 
Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para 
dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. 
§ 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem 
para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. 
 
˃ Habeas data – o Art. 8º da Lei 9.507/97 exige, para impetração do habeas data, a 
comprovação da recusa ao acesso à informação. Parte da doutrina não considera isso como 
exigência de prévio esgotamento da via administrativa, mas condição da ação. Vejamos a 
súmula nº 2 do STJ: 
 
LEI Nº 9.507, DE 12 DE NOVEMBRO DE 1997. 
 
Regula o direito de acesso a informações e disciplina o rito processual 
do habeas data. 
 
Art. 21. São gratuitos o procedimento administrativo para acesso a informações 
e retificação de dados e para anotação de justificação, bem como a ação de habeas 
data. 
 
“Não cabe habeas data se não houve recusa de informações por parte da 
autoridade administrativa”. 
JUIZ NATURAL (ART. 5º, XXXVII E LIII, CF) 
Já a imparcialidade do Poder Judiciário e a segurança do povo contra o arbı́trio estatal são 
garantidas pelo princı́pio do juiz natural ou juiz legal, previsto em dois incisos do Art 5° da CF, 
vejamos: 
LIII – ninguém
será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
 
Significa dizer que em um processo, seja ele judicial ou administrativo, só será válida a 
decisão proferida por quem detenha competência para tanto. Por exemplo: sendo um processo 
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de natureza penal, quem deverá proferir sentença será o juiz da vara criminal, não podendo ser 
o juiz da Justiça do Trabalho, pois esse não tem competência para tal atribuição. 
DIREITO ADQUIRIDO, ATO JURÍDICO PERFEITO E COISA JULGADA 
(ART. 5º, XXXVI, CF) 
 
Este princípio tem como objetivo garantir a estabilidade das relações jurídicas. Vejamos 
o que diz a Constituição: 
 
“XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. 
 
Em linhas gerais, podemos assim conceituar os três institutos mencionados: 
Direito Adquirido – direito já incorporado ao patrimônio do titular. 
Ato Jurídico Perfeito – ato jurídico que já atingiu seu fim, já produziu seus efeitos. Ato 
jurídico acabado, aperfeiçoado, consumado. 
Coisa Julgada - sentença judicial transitada em julgado. Aquela sentença da qual não cabe 
mais recurso. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ........................................................................................... 2 
DEVIDO PROCESSO LEGAL (ART. 5º, LIV, LV, LVI, LVII CF) .......................................................................... 2 
IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL (ART. 5O LVIII, CF) ............................................................................................ 4 
AÇÃO PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA (ART. 5º, LIX, CF) .................................................................... 5 
GRATUIDADES (ART. 5º, LXXIV, LXXVI E LXXVII, CF) ................................................................................... 5 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
DEVIDO PROCESSO LEGAL (ART. 5º, LIV, LV, LVI, LVII CF) 
O devido processo legal possui como objetivo principal limitar o poder do Estado. Esse 
princípio condiciona a restrição da liberdade ou dos bens de um indivíduo à existência de um 
procedimento estatal que respeite todos os direitos e garantias processuais previstos na lei. É 
o que diz o inciso LIV do Art. 5º: 
“LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o 
devido processo legal”. 
 
A exigência constitucional de existência de processo aplica-se tanto aos processos 
judiciais quanto aos procedimentos administrativos. Esse princípio ainda orienta a atuação do 
juiz na condução do processo. 
 
Para que a pessoa seja identificada existe previsão legal também. 
 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação 
criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; 
 
Desse princípio surge a garantia constitucional à proporcionalidade e à razoabilidade. Da 
mesma forma, é durante o devido processo legal que poderão ser exercidos os direitos ao 
contraditório e à ampla defesa que serão analisados a seguir. 
 
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA 
Estas garantias constitucionais, conforme já salientado, decorrem do Devido Processo 
Legal. São utilizadas como ferramenta de defesa diante das acusações impostas pelo Estado ou 
por um particular nos processos judiciais e administrativos: 
 
“LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos 
acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, 
com os meios e recursos a ela inerentes.” 
 
Contraditório é o direito de contradizer, contrariar, contraditar. Se alguém diz que somos 
ou fizemos alguma coisa, o contraditório nos permite saber o que está sendo dito a nosso 
respeito e, por isso e para isso, preparar nossa DEFESA. 
 
 
Já a ampla defesa é a possibilidade de utilização de todos os meios admitidos em direito 
para se defender de uma acusação. 
 
→ Em regra, o contraditório e a ampla defesa são garantidos em todos os processos 
judiciais ou administrativos. Contudo, a legislação brasileira previu alguns procedimentos 
administrativos incompatíveis com o exercício desse direito: 
 
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• inquérito policial; 
• inquérito civil; 
• sindicância investigativa. 
 
Em suma, nos procedimentos investigatórios que não possuem o condão de punir o 
investigado, não serão garantidos o contraditório e a ampla defesa. 
→ Atentemos para as Súmulas Vinculantes do Supremo Tribunal Federal que versam 
sobre esse tema: 
 
“SV nº 3 - Nos processos perante o Tribunal de Contas da União, asseguram-
se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou 
revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação 
da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.” 
“SV nº 5 - A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo 
disciplinar não ofende a Constituição.” 
“SV nº 14 - É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso 
amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório 
realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício 
do direito de defesa.” 
“SV nº 21 - É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios 
de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.” 
INADMISSIBILIDADE DAS PROVAS ILÍCITAS 
A CF assegura, no processo, a inadmissibilidade de uso de provas ilícitas. Vejamos o inciso 
LVI do Art 5º: 
LVI – são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
Para sabermos o que é uma prova ilı́cita, temos que fazer a diferença entre prova ilegal, 
prova ilegı́tima e prova ilı́cita. 
Provas ilegais são gênero, que tem como espécies as provas ilı́citas e as provas ilegı́timas. 
 
A prova ilícita é aquela obtida por meio da violação da CF ou de normas de direito 
material. Por exemplo: a CF assegura a inviolabilidade das comunicações telefônicas, 
entendendo que essas comunicações são sigilosas, contudo, é possı́vel ocorrer a quebra desse 
sigilo por meio de uma decisão judicial. Caso alguém viole as comunicações telefônicas 
(grampeie o telefone) de alguém sem autorização judicial, as gravações obtidas ali não poderão 
ser usadas em nenhum processo, pois foram obtidas de forma ilı́cita. 
A prova ilı́cita contamina todas as demais provas decorrentes dela, esse é o efeito da 
chamada Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada (fruits of the poisonous tree). Segundo 
essa teoria, se a árvore está envenenada, os frutos também o serão, significa dizer que se uma 
prova foi produzida de forma ilı́cita, as demais provas dela decorrentes também serão ilı́citas 
(ilicitude por derivação). 
Outro aspecto relevante é o de que a simples presença da prova ilı́cita não torna nulo ou 
invalida todo o processo, mas apenas aquelas provas decorrentes da prova ilı́cita, que não 
poderão ser usadas no processo. 
As questões envolvendo o conhecimento dessa norma constitucional geralmente 
encontram-se relacionadas com as provas decorrentes das violações dos direitos à privacidade: 
sigilo das comunicações e inviolabilidade domiciliar. 
A prova ilegítima é aquela decorrente da violação de um direito processual. 
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 Por exemplo: produzir no processo uma prova fora do prazo, essa prova será ilegı́tima, e 
não ilıćita. 
A prova ilı́cita é inadmissı́vel tanto no processo judicial quanto
no processo 
administrativo. 
 
PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA 
 
A CF assegura a presunção de inocência no inciso LVII do Art. 5º: 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal 
condenatória; 
Trata-se de uma garantia individual de natureza processual penal de que as pessoas 
devem ser consideradas inocentes até que o Estado prove o contrário, por meio de decisão 
judicial definitiva, que não comporte mais recurso, ou seja, uma decisão transitada em julgado, 
de modo que se existirem dúvidas quanto à culpabilidade de uma pessoa, esta deverá ser 
considerada inocente – in dubio pro reo, inclusive se houver empate na votação de decisão 
condenatória, o réu deverá ser absolvido. 
Esse direito/garantia também impede que seja lançado o nome do réu no rol dos 
culpados antes do trânsito em julgado da decisão condenatória. 
Ponto importantíssimo para a sua prova é a interpretação do STF quanto ao início do 
cumprimento da pena, ou seja, se seria possível a execução provisória da pena antes da 
decisão transitada em julgado, autorizando, por exemplo, a prisão do réu. 
De acordo com o STF, a execução de decisão penal condenatória proferida em segundo 
grau de jurisdição, embora sujeita a recurso, não viola a presunção de inocência. 
 
CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE 
INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR 
TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A 
execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que 
sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da 
presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas 
corpus denegado. 
(HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016, 
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-100 DIVULG 16-05-2016 PUBLIC 17-05-2016) 
 
Isso significa que o réu poderá iniciar o cumprimento de sua pena ainda que pendente de 
recurso, mesmo que a decisão não tenha transitado em julgado. 
Ressalta-se ainda que a presunção de inocência tem aplicação também no processo civil 
e administrativo. Por exemplo, em decorrência desse princípio, é vedada a exclusão de 
candidato de concurso público pelo simples fato de responder a inquérito ou ação penal sem 
trânsito em julgado da sentença condenatória. 
IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL (ART. 5O LVIII, CF) 
A CF afirma que a pessoa que tiver identificação civil, aquela atestada por meio de 
documentos públicos, como, por exemplo: carteira de identidade, carteira de trabalho, 
passaporte ou carteira profissional, não precisará se submeter à identificação criminal, que é o 
processo datiloscópico e o fotográfico. 
Contudo, o referido artigo é norma de eficácia contida, de modo que a lei poderá 
estabelecer hipóteses em que, mesmo o indivíduo tendo identificação civil, deverá ser 
identificado criminalmente. 
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A lei que regulamenta o dispositivo constitucional é a Lei 12.037/20091 e, em seu artigo 
3o, traz situações em que deverá ocorrer a identificação criminal. 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses 
previstas em lei; 
AÇÃO PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA (ART. 5º, LIX, CF) 
A CF assegura no inciso LIX que se o Ministério Público não realizar a Ação Penal Pública 
no prazo legal, ou seja, ficar inerte, não cumprindo sua obrigação institucional, o particular 
poderá realizar queixa-crime no lugar da denúncia. 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo 
legal; 
GRATUIDADES (ART. 5º, LXXIV, LXXVI E LXXVII, CF) 
GRATUIDADE DAS CERTIDÕES DE NASCIMENTO E DE ÓBITO 
A Constituição aponta expressamente que: 
“LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma 
da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito;” 
Observamos que o texto Constitucional condiciona o benefício da gratuidade do registro 
de nascimento e da certidão de óbito apenas para os reconhecidamente pobres. Entretanto, a 
Lei 6.015/73 prevê que: 
“Lei nº 6.015/73 - Art. 30 - Não serão cobrados emolumentos pelo registro civil 
de nascimento e pelo assento de óbito, bem como pela primeira certidão respectiva. 
§ 1° Os reconhecidamente pobres estão isentos de pagamento de 
emolumentos pelas demais certidões extraídas pelo cartório de registro civil. 
Percebe-se que essa lei amplia o benefício garantido na Constituição para todas as 
pessoas, no que tange ao registro e à aquisição da primeira certidão de nascimento e de óbito. 
O STF entendeu pela constitucionalidade desse dispositivo, pois a certidão de nascimento 
e a de óbito são documentos necessários ao exercı́cio da cidadania, e a CF assegura a gratuidade 
desses documentos. 
GRATUIDADE DE HABEAS CORPUS, HABEAS DATA E ATOS DE CIDADANIA 
 
1 Art. 3º Embora apresentado documento de identificação, poderá ocorrer identificação criminal quando: 
I – o documento apresentar rasura ou tiver indício de falsificação; 
II – o documento apresentado for insuficiente para identificar cabalmente o indiciado; 
III – o indiciado portar documentos de identidade distintos, com informações conflitantes entre si; 
IV – a identificação criminal for essencial às investigações policiais, segundo despacho da autoridade judiciária 
competente, que decidirá de ofício ou mediante representação da autoridade policial, do Ministério Público ou da 
defesa; 
V – constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações; 
VI – o estado de conservação ou a distância temporal ou da localidade da expedição do documento apresentado 
impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais. 
 
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LXXVII-são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, 
na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania. 
(grifo nosso) 
GRATUIDADE DE ASSISTÊNCIA JURÍDICA 
 Para se assegurar a efetividade do acesso à Justiça, a CF assegurou a assistência judiciária 
integral e gratuita àqueles que comprovarem insuficiência de recursos, ou seja, comprovarem 
a sua hipossuficiência. 
Esse benefício inclui os honorários de advogado e de perito. 
Em decorrência disso, decidiu o STF2 que o Estado deverá custear o exame de DNA para 
aqueles beneficiários da justiça gratuita. 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem 
insuficiência de recursos. 
Esse direito constitucional deve ser assegurado por meio das defensorias públicas. 
 
 
 
 
 
2 Reconhecimento, pelas Turmas desta Corte, da obrigatoriedade do custeio do exame de DNA pelo Estado-Membro, 
em favor de hipossuficientes. O custeio do exame pericial da justiça gratuita viabiliza o efetivo exercício do direto à 
assistência judiciária, consagrado no Art. 5º, LXXIV, da CF/1988. 
[ADI 3.394, rel. min. Eros Grau, j. 2-4-2007, P, DJE de 15-8-2008.] 
= RE 207.732, rel. min. Ellen Gracie, j. 11-6-2002, 1ª T, DJ de 2-8-2002 
 
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http://www.stf.jus.br/portal/inteiroTeor/obterInteiroTeor.asp?id=541505&codigoClasse=504&numero=3394&siglaRecurso=&classe=ADI
http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=241275&PROCESSO=207732&CLASSE=RE&cod_classe=437&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2076
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ........................................................................................... 2 
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS ...................................................................................................................
2 
AÇÃO POPULAR (ART. 5O LXXIII, CF) .............................................................................................................. 8 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 
HABEAS CORPUS (ART. 5º, LXVIII, CF) 
Sem sombra de dúvida, esse remédio constitucional é o mais importante quando se trata 
de questões de concurso, haja vista a sua utilização para proteger um dos direitos mais 
ameaçados do indivíduo: a liberdade de locomoção. Vejamos o que diz o texto constitucional. 
 
“LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou 
se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de 
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder”. 
 
É essencial para sua prova conhecer os elementos necessários para a utilização dessa ferramenta. 
No entanto, vamos apenas colocar aqui algumas informações de modo genérico, já que, todo o 
procedimento do HC está regulamentado no Código de Processo Penal (arts. 647/667, CPP). 
Importante salientar também que a maioria das questões em prova vêm em relação à competência 
sobre julgamento de autoridades, que é previsão do tema Poder Judiciário – Competências. 
Em primeiro lugar, deve-se compreender que o habeas corpus é utilizado para proteger a 
liberdade de locomoção. É preciso tomar cuidado com essa informação em prova, pois esse remédio não 
tutela qualquer liberdade, mas apenas a liberdade de locomoção. 
Natureza da Ação: O HC é uma ação de natureza penal, de procedimento especial, ou seja, é 
uma ação que tem uma tramitação mais rápida, mais célere. 
Outro ponto fundamental é que ele poderá ser utilizado tanto de forma preventiva quanto de 
forma repressiva: 
habeas corpus preventivo (salvo-conduto) é aquele utilizado para prevenir a violência ou coação à 
liberdade de locomoção. 
habeas corpus repressivo é utilizado para reprimir a violência ou coação a liberdade de 
locomoção, ou seja, é utilizado quando a restrição da liberdade de locomoção já ocorreu. 
 
Pode-se perceber que não se trata de qualquer tipo de restrição à liberdade de locomoção que 
fará jus a esse remédio, mas apenas aquelas cometidas com ilegalidade ou abuso de poder. 
 
→ Nas relações processuais que envolvem a utilização do habeas corpus, é possível identificar a 
participação de três figurantes: 
 
˃ Impetrante – o impetrante é a pessoa que impetra a ação; quem entra com a ação. A titularidade 
dessa ferramenta é universal, pois qualquer pessoa pode impetrar o HC. Não precisa sequer de advogado. 
Sua possibilidade é tão ampla que não precisa possuir capacidade civil ou mesmo qualquer formalidade. 
Esse remédio é desprovido de condições que impeçam sua utilização da forma mais ampla possível. Poderá 
impetrar essa ação tanto uma pessoa física quanto jurídica. 
˃ Paciente – é quem está “doente”, e a “doença”, nesse caso, é a restrição da liberdade de 
locomoção. O paciente é quem teve a liberdade de locomoção restringida. Ele será o beneficiário do 
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habeas corpus. Pessoa jurídica não pode ser paciente de habeas corpus, pois a liberdade de locomoção 
é um direito incompatível com sua natureza jurídica. 
 
˃ Autoridade Coatora – é quem restringiu a liberdade de locomoção com ilegalidade ou abuso de 
poder. Poderá ser tanto uma autoridade privada quanto uma autoridade pública. 
 
→ Outra questão pertinente que está prevista na Constituição é a gratuidade desta ação: 
“LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma 
da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.” 
A Constituição proíbe a utilização deste remédio constitucional em relação às punições 
disciplinares militares. É o que prevê o (Art. 142, § 2º): 
 
“§ 2º - Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares 
militares.” 
 
Contudo, o STF tem admitido o remédio quando impetrado por razões de ilegalidade da 
prisão militar. Quanto ao mérito da prisão, deve-se aceitar a vedação Constitucional; mas em 
relação a legalidade da prisão, prevalece o entendimento de que o remédio seria possível. 
Também não cabe habeas corpus em relação às penas pecuniárias, multas, advertências, 
ou ainda nos processos administrativos disciplinares e no processo de Impeachment. Nestes 
casos o não cabimento deve-se ao fato de que as medidas não visam restringir a liberdade de 
locomoção. 
Por outro lado, a jurisprudência tem admitido o cabimento para impugnar inserção de 
provas ilícitas no processo ou quando houver excesso de prazo na instrução processual penal. 
Por último, cabe ressaltar que o magistrado poderá concedê-lo de ofício. Conforme 
entendeu o STF “a jurisprudência desta corte tem admitido que se conceda habeas corpus de 
ofício, ainda quando o pedido originário não possa ser conhecido” (RT 650/331) 
Algumas súmulas sobre o HC: 
 
Súmula 395:Não se conhece de recurso de habeas corpus cujo objeto seja resolver sobre 
o ônus das custas, por não estar mais em causa a liberdade de locomoção. 
Súmula 692:Não se conhece de habeas corpus contra omissão de relator de extradição, 
se fundado em fato ou direito estrangeiro cuja prova não constava dos autos, nem foi ele 
provocado a respeito. 
Súmula 693: Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou 
relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada. 
Súmula 694:Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar 
ou de perda de patente ou de função pública. 
Súmula 695: Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade. 
HABEAS DATA (ART. 5º, LXXII, CF) 
O habeas data, cuja previsão está no (inciso LXXII do Art. 5º), tem como objetivo 
proteger a liberdade de informação: 
“LXXII - conceder-se-á habeas data: 
para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do 
impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público; 
para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por 
processo sigiloso, judicial ou administrativo”. 
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4 
 
Importante lembrar que há lei específica para regular tal remédio constitucional (Lei 
9.507/97). E toda e qualquer questão mais complexa virá da referida lei (caso esteja prevista 
no seu edital). 
Duas são as formas previstas na Constituição para utilização desse remédio: 
• para conhecer a informação; 
• para retificar a informação. 
É importante ressaltar que só caberá o remédio em relação às informações do próprio 
impetrante. 
 Destaca-se que, de acordo com o STF, é parte legítima para impetrar habeas data 
o cônjuge sobrevivente na defesa de interesse do falecido1. 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações 
de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que 
serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da 
sociedade e do Estado; (Regulamento) (Vide Lei nº 
12.527, de 2011) 
As informações precisam estar em um banco de dados governamental ou de caráter 
público, o que significa que seria possível entrar com um habeas data contra um banco de dados 
privado, desde que tenha caráter público. 
→ Da mesma forma que o habeas corpus, o habeas data também é gratuito: 
 
“LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, 
na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.” 
 
Natureza da Ação: O HD é uma ação de natureza civil, de rito sumário. 
MANDADO DE SEGURANÇA (ART. 5º, LXIX, CF) 
O mandado de segurança é um remédio muito cobrado em prova em razão dos seus 
requisitos: 
“LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito 
líquido e
deve representar a soma dos fatores reais do 
poder que formam e regem um determinado Estado, ou seja, das forças sociais que constituem 
o poder. Para Ferdinand Lassale, representante dessa doutrina, a Constituição só teria 
validade se correspondesse a realidade social, caso contrário não passaria de uma mera “folha 
de papel”. 
 Na visão sociológica, a Constituição é concebida como fato social, e não propriamente como 
norma. O texto da Constituição seria o resultado da realidade social do país, num determinado 
momento histórico. Lassalle, diferencia a constituição escrita/jurídica da real/efetiva. Constituição 
real é a soma dos fatores reais de poder que regem determinada nação. Para ele, a Constituição real 
não é a do texto normativo, mas os fatores reais de poder. Nesta concepção, havendo conflitos entre 
a constituição real e a escrita, a primeira permanece. “se a constituição escrita não condiz com a 
constituição real, ela não passa de uma folha de papel”, por não ter o poder de mudar a realidade, 
sendo assim, insignificante. 
SENTIDO POLÍTICO - CARL SCHMITH 
Na concepção política, encabeçada por Carl Schmitt, a Constituição é uma decisão 
política realizada pelo titular do Poder Constituinte, resultado de uma vontade política, que 
podem apresentar normas materialmente e formalmente constitucionais. Assim, podemos 
estabelecer uma diferença entre: 
Constituição em sentido material: são normas com conteúdo propriamente 
constitucional (organização do poder, direitos fundamentais, organização do Estado etc.) 
Constituição em sentido formal: na acepção formal, considera-se como norma 
constitucional aquelas previstas na constituição independentemente do seu conteúdo. 
A Constituição é uma decisão política fundamental. Difere constituição e leis 
constitucionais: 
 constituição – é só o que decorre dessa decisão política anterior. Por exemplo, os 
direitos fundamentais, estrutura do Estado, organização dos poderes. Pode-se 
associar esses assuntos com as matérias constitucionais. 
 leis constitucionais – tudo aquilo que está no texto da constituição, mas que não 
decorrem de uma decisão política fundamental. São assuntos que poderiam ser 
tratados por leis infraconstitucionais. 
SENTIDO JURÍDICO - HANS KELSEN 
Na concepção jurídica, defendida por Hans Kelsen, é uma norma hipotética fundamental, 
que deve ser utilizada como fundamento de validade de todas as demais normas. Estabelece um 
distanciamento entre a norma jurídica e os valores sociais. 
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5 
 
A constituição estabelece um mundo do DEVER-SER e não efetivamente do ser, sendo o 
resultado de uma vontade racional do ser humano, e não das leis naturais. 
A Constituição é uma norma jurídica. Norma fundamental do Estado e da vida jurídica de 
um país, paradigma de validade de todo o ordenamento jurídico e instituidora da estrutura do 
Estado. 
PRINCIPAIS FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL 
• Constituição Federal; 
• Doutrina Constitucional; 
• A Jurisprudência, em especial a do STF – que é o guardião da Constituição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 
 
SUMÁRIO 
CONSTITUIÇÕES E ESTADO POLÍTICO ................................................................................................................ 2 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES ........................................................................................................... 2 
QUANTO AO CONTEÚDO ........................................................................................................................... 2 
QUANTO À ORIGEM ................................................................................................................................... 2 
QUANTO À MUTABILIDADE ....................................................................................................................... 2 
QUANTO À FORMA: ................................................................................................................................... 2 
QUANTO À EXTENSÃO: .............................................................................................................................. 3 
QUANTO À SISTEMÁTICA:.......................................................................................................................... 3 
QUANTO À IDEOLOGIA: ............................................................................................................................. 3 
QUANTO À FINALIDADE: ............................................................................................................................ 3 
ELEMENTOS DO ESTADO (POLÍTICO) ............................................................................................................. 3 
FORMA DE ESTADO ................................................................................................................................... 4 
FORMA DE GOVERNO ................................................................................................................................ 5 
SISTEMA DE GOVERNO .............................................................................................................................. 6 
REGIME POLÍTICO ...................................................................................................................................... 6 
 
 
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CONSTITUIÇÕES E ESTADO POLÍTICO 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 
QUANTO AO CONTEÚDO 
- MATERIAIS: conjunto de regras tipicamente constitucionais. São normas 
essencialmente constitucionais, na medida em que dispõe sobre a estrutura e os poderes do 
Estado e estabelecem os direitos fundamentais da pessoa humana. 
- FORMAIS: Todas as regras estabelecidas no texto constitucional são formalmente 
constitucionais mesmo que não essenciais, ou seja, que não façam parte da estrutura mínima 
de qualquer Estado. Por exemplo, o art. 226 da Constituição de 1988 traz normas de direito 
civil, porém, por estarem na Constituição promulgada em 1988, a qual é formal, são por isso 
normas constitucionais. Deste modo, tratando-se de uma Constituição formal, não importa seu 
conteúdo, pois todas as normas lá dispostas serão constitucionais e hierarquicamente 
superiores às demais normas do ordenamento jurídico. 
QUANTO À ORIGEM 
- PROMULGADA OU VOTADA: fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte, eleita pelo 
povo para esse fim. Resultam, portanto, da vontade popular e são elaboradas por 
Representantes eleitos pelos cidadãos. (As Constituições 1891,1934,1946 e 1988). 
- OUTORGADA: fruto do autoritarismo elaboradas sem participação popular, por 
imposição de uma pessoa ou grupo que seja detentor de poder do Estado (ex.: rei, ditador).. (As 
Constituições 1824, 1937 e 1967). 
- CESARISTA: São aquelas elaboradas por um ditador, mas submetidas a um referendo 
(consulta popular prévia) para sua validação. 
QUANTO À MUTABILIDADE 
- FLEXÍVEL: não necessita (não exige) para sua alteração, qualquer processo mais 
dificultoso/solene, ou seja, pode ser alterada da mesma forma que as leis ordinárias (aprovação 
por maioria simples). 
- RÍGIDA: para ser modificada, faz-se necessário um procedimento diferenciado 
(emendas), sendo mais fácil aprovar uma lei ordinária do que uma emenda constitucional ou 
incorporar a Constituição os decretos legislativos que versem sobre Tratados Internacionais e 
Convenções sobre Direitos Humanos (aprovação por maioria qualificada com o quórum de três 
quintos, votado em dois turnos em cada casa do Congresso Nacional). 
- SEMI-RÍGIDA/SEMI-FLEXÍVEL: em parte rígida e em outra parte flexível. 
- SUPER-RÍGIDA: A Constituição não pode ser mudada, é imutável. Clausulas pétreas. 
QUANTO À FORMA: 
- ESCRITA: conjunto de normas codificado e sistematizado em um único documento. 
- NÃO-ESCRITA / COSTUMEIRA / CONSUETUDINÁRIA:
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, 
quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público”. 
Mas importante lembrar que também há lei específica a regulamentar tal remédio 
constitucional, qual seja, Lei 12.016/09. 
Natureza da Ação: O MS é uma ação de natureza civil, de rito sumário especial. Destaca-se 
que o caráter civil da Ação, não impede que seja impetrado MS contra ato de juiz em processo 
penal. 
 
1 HABEAS DATA � DADOS DE CÔNJUGE FALECIDO � LEGITIMIDADE DO SUPÉSTITE � ARTIGO 5º, INCISO LXXII, ALÍNEA 
�A�, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 2. É parte legítima para impetrar habeas data o cônjuge sobrevivente na defesa de 
interesse do falecido. Observem o alcance da alínea �a� do inciso LXXII do artigo 5º da Constituição Federal, que 
assegura o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público. Encerra o acesso presente o interesse de agir. Sendo o 
servidor militar falecido, a viúva pode atuar visando obter as informações armazenadas no assentamento funcional 
dele. 3. Ante o quadro, nego seguimento a este recurso extraordinário. 
(STF - RE: 589257 DF, Relator: Min. MARCO AURÉLIO, Data de Julgamento: 28/12/2012, Data de Publicação: DJe-024 
DIVULG 04/02/2013 PUBLIC 05/02/2013) 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11111.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12527.htm
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Como se pode ver, o mandado de segurança será cabível para proteger direito líquido e certo 
desde que não amparado por habeas corpus ou habeas data. Isso significa dizer que será cabível 
desde que não seja para proteger a liberdade de locomoção e a liberdade de informação. Esse é 
o chamado caráter subsidiário do mandado de segurança. 
Portanto, para ser cabível MS, não pode haver controvérsia sobre os fatos narrados. 
Veja que é possível a existência de controvérsia sobre a matéria de direito, ou seja, pode ser 
impetrado MS, mesmo não havendo unanimidade na interpretação da doutrina e da 
jurisprudência, mas os fatos devem ser comprováveis de imediato. 
 
Esse entendimento encontra-se sumulado pelo STF, conforme Súmula 625: 
Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. 
 
O texto constitucional exigiu também para a utilização dessa ferramenta, a ilegalidade e o 
abuso de poder praticados por autoridade pública ou privada, desde que esteja no exercício de 
atribuições do Poder Público. 
O mandado de segurança possui prazo decadencial para ser utilizado: 120 dias. 
 
NÃO caberá MS : 
 
 De ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução; 
 De decisão judicial de qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
 De decisão judicial transitada em julgado. 
SÚMULAS SOBRE O MANDADO DE SEGURANÇA: 
 O mandado de segurança não substitui a ação popular. [Súmula 101.] 
 Não cabe mandado de segurança contra lei em tese. [Súmula 266.] 
 Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. [Súmula 
267.] 
 Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado. [Súmula 
268.] 
 O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. [Súmula 269.] 
 Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais em relação a período 
pretérito, os quais devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. 
[Súmula 271.] 
 Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandado de 
segurança. [Súmula 430.] 
 Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o 
mandado de segurança ou a medida judicial. [Súmula 510.] 
 Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de mandado de segurança. 
[Súmula 512.] 
 Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. 
[Súmula 625.] 
 A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos 
associados independe da autorização destes. (SÚMULA 629) 
 A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão 
veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. [Súmula 630.] 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=101.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=266.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=267.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=267.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=268.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=268.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/cgi-bin/nph-brs?d=SUMU&n=&s1=269.NUME.&l=20&u=http://www.stf.jus.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&Sect1=IMAGE&Sect2=THESOFF&Sect3=PLURON&Sect6=SUMUN&p=1&r=1&f=G
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=271.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=430.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=271.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=512.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=625.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=630.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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 É constitucional lei que fixa prazo de decadência para impetração de mandado de segurança. 
[Súmula 632.] 
 
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO (ART. 5º, LXX, CF) 
 A CF ainda trata do MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO, que é remédio 
constitucional para defesa de direitos coletivos e individuais homogêneos: 
 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
 
Observadas as regras do mandado de segurança individual, o mandado de segurança 
coletivo possui alguns requisitos que lhe são peculiares: os legitimados para propositura, ou 
seja, quem pode propor Mandado de Segurança Coletivo. 
 
De acordo com a CF, são LEGITIMADOS para propor o mandado de segurança coletivo: 
 Partidos Políticos com representação no Congresso Nacional, ou seja, para se ter 
representação no Congresso Nacional, basta um membro na Câmara OU um no Senado. 
 Organização sindical2; 
 Entidade de classe; 
 Associação desde que legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um 
ano. 
Observe que o requisito de um ano de constituição e funcionamento só se aplica às 
associações!! 
Os Partidos podem defender direitos relativos a seus integrantes ou relacionados à 
finalidade partidária, enquanto que os demais podem defender direitos dos seus membros ou 
associados, desde que pertinentes às finalidades da entidade. Ademais, não precisa ser um 
direito de todos os seus membros, podendo ser um direito de parte dos membros da entidade.3 
MANDADO DE INJUNÇÃO (ART. 5º, LXXI, CF) 
O mandado de injunção é uma garantia que visa assegurar o exercício
de direitos e 
liberdade constitucionais que ficam inviabilizados pela ausência de regulamentação. Vejamos 
o que diz a Constituição: 
 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
 
Você deve lembrar que algumas normas constitucionais, para que produzam efeitos, 
dependem da edição de outras normas infraconstitucionais, estas normas são conhecidas por 
sua eficácia como normas de eficácia limitada, caso essas normas regulamentadoras não sejam 
criadas e por conta disso se esteja tornando inviável o exercício de direitos fundamentais, será 
cabível a impetração de Mandado de Injunção. 
 
2 Agravo Regimental em Recurso Extraordinário RE 696845 
3 Súmula 630 - A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão 
veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. 
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Dessa forma, o objetivo do MI é suprir a omissão legislativa que impede o exercício de 
direitos fundamentais. 
 
Quando o legislador não regulamenta uma norma constitucional de eficácia limitada, 
impedindo o exercício de direitos fundamentais, fica caracterizada a violação da CF, pela 
omissão legislativa, pela inércia, essa é a chamada violação negativa do texto constitucional. 
A Lei nº 13.300/2016, disciplinou o processo e julgamento do mandado de injunção 
individual e previu expressamente a possibilidade de impetração de mandado de injunção 
coletivo. 
Pessoas jurídicas de direito Público, apesar de serem titulares de garantias fundamentais, 
não possuem legitimidade para impetração de mandado de injunção. 
 
O objeto da ação é a omissão legislativa inconstitucional, ou seja, a mora inconstitucional, 
que só se caracteriza após o decurso razoável de tempo para a edição da norma. 
O mandado de injunção não é via adequada para impugnar a constitucionalidade de uma 
norma regulamentadora ou sanar lacuna normativa de período anterior à sua edição. 
 
Assim, podemos esquematizar três requisitos para o ajuizamento de mandado de 
injunção: 
a) Falta de norma regulamentadora; 
b) Inviabilização de um direito ou liberdade constitucional ou de prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
c) Decurso de prazo razoável para a elaboração da norma regulamentadora. 
 
Quanto aos efeitos do Mandado de Injunção, podemos destacar que a lei 13.300/2016 
adotou a chamada TEORIA CONCRETISTA INTERMEDIÁRIA, por meio da qual o julgador deve 
primeiro comunicar a omissão ao órgão competente para a elaboração da norma, fixando prazo 
para o seu cumprimento e, após, caso não tenha sido cumprido o determinado, o direito seria 
exercido nos termos a serem fixados pela decisão judicial: 
Art. 8o Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para: 
I - determinar prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma 
regulamentadora; 
II - estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades ou das 
prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover 
ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora legislativa no prazo determinado. 
Parágrafo único. Será dispensada a determinação a que se refere o inciso I do caput quando 
comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado de injunção anterior, ao prazo 
estabelecido para a edição da norma. 
 
Ainda quanto aos efeitos da decisão do MI, o artigo 9o adotou como regra a TEORIA 
CONCRETISTA INDIVIDUAL, com aplicação dos efeitos apenas para as partes do processo 
(inter partes), porém, com a possibilidade de extensão desses efeitos para todos ou para um 
grupo de pessoas (efeitos ultra partes ou erga omnes), ou seja, podendo ser adotado a TEORIA 
CONCRETISTA GERAL. 
Art. 9o A decisão terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá efeitos até o advento 
da norma regulamentadora. 
§ 1o Poderá ser conferida eficácia ultra partes ou erga omnes à decisão, quando isso for 
inerente ou indispensável ao exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa objeto da 
impetração. 
 Efeito inter partes é o efeito da decisão apenas para as partes integrantes do litígio. 
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 Efeito ultra partes é o efeito da decisão para um grupo, categoria ou classe de pessoas 
determinadas, por exemplo, uma associação ou sindicato. 
 Efeito erga omnes é o efeito da decisão para todos. 
AÇÃO POPULAR (ART. 5O LXXIII, CF) 
A ação popular é uma ferramenta fiscalizadora utilizada como espécie de exercício direto 
dos direitos políticos, é dizer, o seu exercício é um instrumento de democracia participativa. 
Por isso que só poderá ser utilizada por cidadãos, ou seja, aqueles indivíduos que detenham o 
exercício dos direitos políticos. Veja o que diz o inciso LXXIII do artigo 5º: 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular 
que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de 
que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo 
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da 
sucumbência; 
Qualquer CIDADÃO pode ser o autor dessa ação, entende-se por cidadão aquele que 
detenha a chamada capacidade eleitoral ativa, ou seja, o indivíduo que possa votar. Lembre-se 
de que a capacidade eleitoral ativa pode ser exercida a partir dos 16 anos. Dessa forma, um 
jovem de 16 anos que detenha o título de eleitor poderá ser autor de Ação Popular. 
Assim, pessoas jurídicas, o Ministério Público e estrangeiros não podem interpor Ação 
Popular. 
A respeito do tema destaca-se a súmula 365 do STF: “Pessoa jurídica não tem 
legitimidade para propor ação popular”. 
O réu da Ação popular pode ser qualquer pessoa física ou jurídica, de direito público ou 
privado; autoridades, funcionários, administradores e beneficiários diretos que tenham 
cometido algum ato lesivo ao patrimônio: Público, histórico ou cultural; a moralidade 
administrativa ou ao meio ambiente. 
A Ação Popular serve para ANULAR ato ou contrato administrativo que seja lesivo: 
 Ao Patrimônio: Público, histórico ou cultural; 
 À Moralidade administrativa; 
 Ao Meio Ambiente. 
Dessa forma, a Ação Popular não serve para defesa de direitos individuais, mas de direitos 
de natureza coletiva, como concretizadora do princípio republicano que impõe ao 
administrador público o dever de prestar contas a respeito da gestão da coisa pública. 
Outro ponto relevante é que não é preciso comprovar o prejuízo aos cofres públicos 
para propor Ação Popular. 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
NACIONALIDADE ............................................................................................................................................ 2 
CONCEITO .................................................................................................................................................. 2 
CRITÉRIOS DE AQUISIÇÃO .......................................................................................................................... 2 
FORMAS DE NACIONALIDADE ................................................................................................................... 3 
BRASILEIROS (ART. 12, CF) .........................................................................................................................
3 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
NACIONALIDADE 
CONCEITO 
Vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a certo e determinado Estado, fazendo este 
indivíduo componente do povo, tendo por isso direitos e obrigações. 
Não devemos confundir: 
 Povo: conjunto de nacionais de um Estado. 
 População: conjunto de residentes no território (nacionais ou estrangeiros). 
 Nação: conjunto de pessoas que se identificam pela mesma língua, cultura, costumes, 
tradições. 
 Cidadania: mais restrita que a nacionalidade, refere-se aos indivíduos que podem 
exercer direitos políticos. 
 POLIPÁTRIDA – é aquele que possui mais de uma nacionalidade, em razão de o seu 
nascimento o enquadrar em distintas regras de aquisição de nacionalidade. Dois ou mais 
Estados reconhecem uma determinada pessoa como seu nacional, dando origem à 
multinacionalidade. Essa situação ocorre, por exemplo, com os filhos oriundos de Estado 
que adota o critério ius sanguinis (nacionalidade determinada pela ascendência), 
quando nascem em um Estado que acolhe o critério ius solis (nacionalidade determinada 
pelo local do nascimento). 
 APÁTRIDA – (“sem pátria” ou heimatlos) é aquele que, dada a circunstância de seu 
nascimento, não adquire nacionalidade, por não se enquadrar em nenhum critério 
estatal que lhe atribua nacionalidade. 
O direito a ter uma nacionalidade é considerado como Direito Humano Fundamental 
previsto no Art. XV da Declaração Universal de Direitos Humanos. 
CRITÉRIOS DE AQUISIÇÃO 
 jus solis: também conhecido como critério da territorialidade. Condiciona a 
aquisição da nacionalidade ao nascimento no território do respectivo Estado. 
Países de imigração, caso contrário não teriam nacionais) 
 
 jus sanguinis: Estabelece a nacionalidade de acordo com a ascendência (pais, 
avós...), ou seja, aqueles que forem filhos de nacionais assim também serão 
considerados. Países de emigração – manter o vínculo). 
 
OBS 1: É possível que indivíduo seja reconhecido como nacional de mais de um País, 
independente de sua vontade. 
OBS 2: Pode um indivíduo não ter nenhuma nacionalidade (apátrida), no entanto será 
uma situação passageira e será resolvida, possivelmente por normas de direito internacional 
público. 
No Brasil, o critério adotado como regra é o ius solis, permitindo-se situações de aquisição 
da nacionalidade pelo ius sanguinis. 
 NÃO existe no Brasil o critério do jus matrimoniale, ou seja, pelo vínculo do 
casamento. 
 
 
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FORMAS DE NACIONALIDADE 
 Nacionalidade Primária (ou originária) 
 
É aquela que o indivíduo adquire por força do nascimento. Emana de uma atribuição 
unilateral do Estado, fazendo com que o indivíduo adquira a qualidade de nacional do País, 
independente da sua vontade. 
 
 Nacionalidade Secundária (ou adquirida) 
Ocorre quando o direito à nacionalidade se adquire depois do nascimento e por ato 
voluntário. É aquela que provém de uma manifestação híbrida, ou seja, de um lado, o indivíduo, 
apátrida ou estrangeiro, solicita ou opta por essa nova nacionalidade e, de outro, o Estado, que 
concorda com a escolha, formalizando a naturalização. 
BRASILEIROS (ART. 12, CF) 
NATOS (ART. 12, I, CF) 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que 
estes não estejam a serviço de seu país; 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles 
esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do 
Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade 
brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007) 
 
 Nascimento no Brasil: Critério territorial (jus soli): 
art. 12. “São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde 
que estes não estejam a serviço de seu país;” 
 
Regra: Nascido no Brasil, ainda (mesmo) de pais estrangeiros. 
Exceção: Se ambos os pais (pai E mãe) estrangeiros e a serviço do seu País de origem. 
Obs: será brasileira a criança se os pais estiverem a serviço de outro país, que não o de 
origem. 
 
 Nascido no estrangeiro, de pai ou/e mãe brasileiros (ou ambos brasileiros), e 
este esteja a serviço do Brasil: 
Critério sanguíneo condicionado – jus sanguinis 
“b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer 
deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;” 
Na alínea b, aparece regra do jus sanguinis combinada com um elemento de ligação à 
República Federativa do Brasil, qual, seja, estar a serviço desta. 
 
 Demais hipóteses de nascimento fora do Brasil: 
“c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc54.htm#art1
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do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade 
brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007)” 
 
 (E.C/ 54 de 2007 - Nacionalidade potestativa) Nascido no estrangeiro, de pai OU/ E 
(ambos ou apenas um) mãe brasileiros: 
c.1 – se forem registrados em repartição competente; ou 
c.2 – se residir no Brasil, e optar, atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
NATURALIZADOS (ART. 12, II, CF) 
 
Nacionalidade adquirida de acordo com CF/88 Brasileira: 
Considera-se brasileiro naturalizado aquele que vem a adquirir a nacionalidade brasileira 
posteriormente ao seu nascimento de maneira secundária. 
 
Naturalização pelo Critério da Reserva Legal: art. 12, II, 1º parte, CR 
“São brasileiros: 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, ...” 
 
A Constituição confere a qualidade de brasileiro naturalizado àqueles que, na forma da lei, 
adquiram a nacionalidade brasileira. 
 
 Naturalização Ordinária: art. 12, II, 2º parte, CR 
“São brasileiros: 
II - naturalizados: 
a) ..., exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um 
ano ininterrupto e idoneidade moral;” 
 
OBS: aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por 1 (um) ano 
ininterrupto e idoneidade moral; ( ato discricionário, pois é um poder inerente à soberania do 
País). 
 
 Naturalização Extraordinária: os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e 
sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
“São brasileiros: 
II - naturalizados: 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do 
Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) 
Assim, são requisitos: 
- Residência por 15 anos – O que é diferente de permanência ininterrupta. 
- Ausência de condenação penal 
- Requerimento do interessado 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
NACIONALIDADE ............................................................................................................................................ 2 
PORTUGUÊS EQUIPARADO (ART. 12, § 1º, CF) ..........................................................................................
2 
DISTINÇÃO ENTRE BRASILEIROS (ART. 12, § 2º, CF) .................................................................................. 2 
PERDA DA NACIONALIDADE (ART. 12, § 4º, CF) ........................................................................................ 3 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
NACIONALIDADE 
PORTUGUÊS EQUIPARADO (ART. 12, § 1º, CF) 
 Art. 12, § 1º, CR. 
“§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor 
de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta 
Constituição.” 
 
A maior parte da doutrina indica que o regime jurídico do português equiparado é igual 
ao dos brasileiros naturalizados. 
Assim, os portugueses podem ser chamados de “quase naturalizados”, com direitos 
inerentes aos naturalizados e sem a obrigatoriedade do cumprimento das obrigações impostas 
aos naturalizados. 
Bastam os 2 requisitos: 
- Residência permanente 
- Tratado de Reciprocidade 
 
DISTINÇÃO ENTRE BRASILEIROS (ART. 12, § 2º, CF) 
 
Somente a CR/88 pode estabelecer diferenças entre brasileiros natos e naturalizados. 
Lei infraconstitucional não pode criar outras distinções. 
 
➢ Cargos privativos de brasileiros natos: art. 12, § 3º, CR/88. 
 
- Presidente: da República e Vice-Presidente; 
- Presidente da Câmara dos Dep. 
- Presidente do Senado; 
- Ministros do STF; 
- Carreira diplomática; 
- Oficial das Forças Armadas; 
- Ministro da Defesa; 
 
➢ Função no Conselho da República só pode formar-se com “seis cidadãos 
brasileiros natos.”: art. 89, VII, CR 
 
➢ Extradição: art. 5º, LI, CR. 
“LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, 
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;” 
 
Só brasileiro naturalizado pode ser extraditado, ainda assim em caso de crime comum, 
cometido anteriormente à naturalização, ou de comprovado envolvimento com tráfico de 
entorpecentes. 
 
➢ Direito de propriedade de empresa jornalística e de radiofusão sonora e de sons 
e imagens: art. 222, caput, CR 
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“Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e 
imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas 
jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 36, de 2002)” 
 
➢ Perda da nacionalidade: art. 12, § 4º, I, CR/88. 
Só o brasileiro naturalizado pode perder a nacionalidade por desenvolvimento de 
atividade nociva ao interesse nacional. 
PERDA DA NACIONALIDADE (ART. 12, § 4º, CF) 
A Constituição regula os casos de perda da nacionalidade brasileira. 
 
“§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao 
interesse nacional; 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional 
de Revisão nº 3, de 1994) 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda 
Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado 
estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos 
civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)” 
 
➢ Cancelamento judicial da Naturalização, em virtude de atividade nociva ao interesse 
nacional; 
 
➢ Aquisição de outra nacionalidade. 
Exceção: 1- quando outro País atribui, de acordo com suas leis, outra nacionalidade 
originária ou condição de NATO também. 
Exceção:2 – Imposição de naturalização pela lei estrangeira, como condição de permanência 
no respectivo território ou para exercícios de direitos civis. 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS POLÍTICOS ...................................................................................................................................... 2 
CONCEITOS ................................................................................................................................................ 2 
CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA (ALISTABILIDADE) – art. 14, § 1º, CF ....................................................... 3 
INALISTÁVEIS (art. 14, § 2º, CF) ................................................................................................................. 3 
CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA – ELEGIBILIDADE (art. 14, § 3º, CF) ..................................................... 4 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS POLÍTICOS 
CONCEITOS 
De acordo com Marcelo Novelino: "direitos políticos são direitos públicos subjetivos 
fundamentais conferidos a determinados indivíduos para a participação nos negócios políticos do 
Estado. Diversamente dos direitos individuais (direitos de defesa) e dos direitos sociais (direitos a 
prestações), os direitos políticos são 'direitos de participação' (status activae civitatis) 
decorrentes do princípio democrático". 
Os direitos políticos nada mais são do que direitos que asseguram o exercício da 
Soberania Popular, atribuindo poderes aos cidadãos para participarem das decisões políticas 
do Estado, por meio do chamado direito de sufrágio, ou direito político positivo. 
O exercício dos direitos políticos decorre do Regime Político adotado no nosso país, que é 
o regime político democrático. 
Quanto ao regime político, o caput do art. 1o da CF afirma que o Estado brasileiro é um 
Estado Democrático de Direito, consagrando assim a adoção de um regime político 
democrático. 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
Um regime político democrático é aquele que permite a participação do povo nas decisões 
políticas do Estado, dependendo da forma como essa participação é realizada, nós temos as 
modalidades de democracia, que podem ser: (i) direta, (ii) indireta ou representativa e (iii) 
semidireta ou participativa. 
De se observar que a nossa CF estabelece tanto elementos da democracia direta quanto 
elementos da democracia indireta, de modo que quando isso ocorre temos a chamada 
democracia semidireta. Assim, o modelo de democracia adotada no Brasil é a democracia 
SEMIDIRETA ou PARTICIPATIVA, que conjuga elementos da democracia direta e da 
democracia indireta. 
Decorrem da Soberania Popular e são aqueles que asseguram a participação do indivíduo 
no processo político, ou seja, na tomada de decisões políticas do Estado. 
 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e 
secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
I - plebiscito; 
II - referendo; 
III - iniciativa popular. 
 
 
DIREITOS DE SUFRÁGIO: é o direito de eleger, ser eleito e participar da vida política 
do Estado. É o que caracteriza os direitos políticos. 
 
VOTO: Ato por meio do qual se exercita o sufrágio. 
 
ESCRUTÍNIO: a maneira como se realiza o voto, se público ou secreto. 
 
De acordo com a doutrina, o SUFRÁGIO pode ser de dois tipos: 
 
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a) Universal: quando o direito de votar é concedido a todos os nacionais, 
independentemente de condições econômicas, culturais, sociais ou outras condições especiais. 
Os
critérios para se determinar a capacidade de votar e de ser votado são não discriminatórios. 
A Constituição Federal de 1988 consagra o sufrágio universal, assegurando o direito de votar e 
de ser votado a todos os nacionais que cumpram requisitos de alistabilidade e de elegibilidade. 
 
b) Restrito (qualificativo): quando o direito de votar depende do preenchimento de 
algumas condições especiais, sendo atribuído a apenas uma parcela dos nacionais. O sufrágio 
restrito pode ser censitário, quando depender do preenchimento de condições econômicas 
(renda, bens, etc.) ou capacitário, quando exigir que o indivíduo apresente alguma 
característica especial (ser alfabetizado, por exemplo). 
 
O VOTO, como já se disse, é o instrumento para o exercício do sufrágio. A CF/88 
estabelece que este deverá ser direto, secreto, universal, periódico (art. 60, § 4º, CF), obrigatório 
(art. 14, § 1º, I, CF) e com valor igual para todos (art. 14, caput). Dentre todas essas 
características, a única que não é cláusula pétrea é a obrigatoriedade de voto, ou seja, é a única 
que pode ser abolida mediante emenda constitucional. 
 
CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA (ALISTABILIDADE) – ART. 14, § 1º, CF 
A capacidade eleitoral ativa permite a participação do cidadão na democracia 
representativa. 
 
Essa capacidade é adquirida com o alistamento na Justiça Eleitoral, não sendo, portanto, 
um ato de ofício. 
O Art. 14 § 1o da CF. 
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
 
Logo: 
De acordo com o art. 14 § 1o da CF o alistamento e o voto são obrigatórios para alguns, 
facultativos para outros e pode ainda ser proibido para determinadas pessoas. Vejamos: 
✓ O alistamento e o voto são obrigatórios: para maiores de 18 anos e menores de 70 
anos, que não sejam analfabetos. 
✓ O alistamento e o voto são facultativos: Analfabetos, maiores de setenta anos e jovens 
entre dezesseis e dezoito anos. 
 
INALISTÁVEIS (ART. 14, § 2º, CF) 
A Constituição Estrangeiros – não possuem Nacionalidade – pressuposto da cidadania; 
Destaque-se que os portugueses equiparados, por receberem tratamento equivalente ao de 
brasileiro naturalizado, poderão se alistar como eleitores. 
Conscritos – convocados para o serviço militar – impedidos de se alistar. Além disso, o TSE 
considera conscritos os médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam serviço 
militar obrigatório. 
 
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CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA – ELEGIBILIDADE (ART. 14, § 3º, CF) 
Caracteriza-se pela possibilidade de participar das decisões políticas do Estado, concorrendo 
a mandato eletivo. 
São requisitos de elegibilidade: 
✓ *nacionalidade brasileira: nato, naturalizado, ou condição de português equiparado, 
em alguns casos a CF exige que o cargo seja privativo de brasileiros natos, como já 
estudado no tópico sobre nacionalidade (Presidente e Vice- Presidente da República). 
(art. 12 § 3o) 
✓ *Pleno exercício dos Direitos Políticos: não pode incidir nas causas de perda ou 
suspensão dos direitos políticos (art. 15 CF). 
✓ *Alistamento eleitoral: tem que ter capacidade eleitoral ativa para poder ser eleito, ter 
título de eleitor. 
✓ *Domicilio eleitoral – na circunscrição onde pretende se eleger – vínculo com a 
população, pelo prazo mínimo de 6 meses antes das eleições. Domicílio eleitoral 
diferente de domicílio civil. 
✓ *Filiação partidária: deve estar filiado a um partido político, pelo prazo mínimo de 6 
meses1 antes das eleições, pois o nosso sistema eleitoral não admite candidaturas 
avulsas ou autônomas, sem partido político. 
✓ *Idade mínima: idade constitucional exigida para exercício de determinados cargos, a 
ser comprovada em regra na data da posse, salvo para o caso do vereador, que deve ser 
comprovada na data-limite do pedido de registro de candidatura2. 
 
 
 
 
 
 
1 Lei das Eleições 9.504/97 - Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo 
de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. 
 
2 Lei das Eleições 9.504/97 – Art. 11 §2o A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por 
referência a data da posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de registro. 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS POLÍTICOS ...................................................................................................................................... 2 
INELEGÍVEIS (ART. 14, §§ 4º/ 9º, CF) ......................................................................................................... 2 
PERDA E SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS – ART. 15, CF ................................................................. 4 
IMPUGNAÇÃO DO MANDATO (ART. 14, § 10 E 11, CF) ............................................................................. 5 
LEI ELEITORAL (ART. 16, CF) ....................................................................................................................... 6 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS POLÍTICOS 
INELEGÍVEIS (ART. 14, §§ 4º/ 9º, CF) 
a) INELEGIBILIDADES ABSOLUTAS 
 
As inelegibilidades absolutas impedem que o cidadão concorra para qualquer cargo 
eletivo, por condições pessoais. 
Por se tratar de medidas excepcionais, as inelegibilidades absolutas são previstas apenas 
na CF em rol taxativo. 
São inelegíveis absolutamente: os inalistáveis e os analfabetos, nos termos do art. 14 § 4º 
da CF: 
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 
 
Os inalistáveis são os estrangeiros e os conscritos, conforme já analisado. 
Analfabeto é aquele que não sabe ler nem escrever, exigindo-se assim o mínimo de 
conhecimento da língua portuguesa para que o cidadão possa concorrer a um cargo eletivo. 
Ressalta-se que o analfabeto possui capacidade eleitoral ativa de forma facultativa, mas 
não tem capacidade eleitoral passiva, é dizer: pode votar, mas não pode ser eleito. 
Não devemos confundir o analfabeto, que não sabe ler nem escrever, com o analfabeto 
funcional, que é aquele que, apesar de saber ler e escrever, não compreende textos simples e/ou 
realizar operações básicas de matemática. Dessa forma, o analfabeto funcional pode se 
candidatar a cargos eletivos. 
A comprovação da alfabetização é feita através do comprovante de escolaridade, 
documento que é exigido no pedido de registro de candidatura (Conforme resolução 
21.608/2004), só a apresentação desse documento já é suficiente. A ausência do comprovante 
pode ser suprida por declaração de próprio punho do candidato. 
Entretanto, mesmo com a declaração e havendo dúvidas quanto à alfabetização do 
candidato, pode o juiz eleitoral determinar a aferição através de outros meios, como através da 
aplicação de um teste de alfabetização. 
A aplicação de um teste de alfabetização pelo juiz não pode ferir a dignidade humana e 
deve ser realizado de forma reservada, não podendo ser um teste público. Ademais, somente 
será aplicado ante a ausência de comprovante de escolaridade e se o magistrado não se 
convencer da declaração feita pelo próprio candidato. 
E ainda, de acordo com a jurisprudência1, mesmo que o candidato tenha sido eleito e 
diplomado, será possível verificar sua situação de analfabetismo. 
 
 
1 Registro. Indeferimento. Candidatura. Vereador. Analfabetismo. Aferição. Teste. Aplicação. Juiz Eleitoral. Art. 28, VII e 
§ 4º, Res.-TSE nº
21.608. 
Embargos de declaração. Obscuridade. Contradição. Inexistência. 
1. Para comprovação de sua alfabetização, é facultado ao candidato, na ausência do comprovante de escolaridade, 
apresentar a declaração de próprio punho a que se refere o art. 28, § 4º, da Res.-TSE 21.608. Não obstante, esse 
mesmo 
dispositivo permite que o juiz, se for o caso, determine a aferição da alfabetização, por outros meios, o que será feito 
caso persista dúvida quanto à declaração apresentada. 
Embargos rejeitados. 
(Recurso Especial Eleitoral nº 21920, Acórdão de , Relator(a) Min. Carlos Eduardo Caputo Bastos, Publicação: PSESS - 
Publicado em Sessão, Data 18/09/2004) 
 
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b) INELEGIBILIDADES RELATIVAS - Não podem ser eleitos para alguns cargos. 
 
➢ REEILEÇÃO 
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do 
Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou 
substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um 
único período subsequente. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 16, de 1997) 
 
ATENÇÃO PARA O VICE: 
➢ DESINCOMPATIBILIZAÇÃO ou RENÚNCIA 
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os 
Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem 
renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. 
Válido apenas para OUTROS cargos, essa regra se aplica apenas aos titulares do cargo 
eletivo e não aos vices. 
 
➢ PARENTESCO 
 
Gera inelegibilidade para o parentesco quanto a eleições tanto para os cargos Executivo 
quanto para os cargos do Legislativo, sendo assim: 
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e 
os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por 
adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou 
Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja 
substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já 
titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
Súmula vinculante 18 STF: A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do 
mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal. 
 
RESUMINDO: 
O cônjuge, parentes e afins, até o segundo grau, ou por adoção de PREFEITO não poderão 
se candidatar a nenhum cargo dentro daquele Município (Vereador, Prefeito e Vice-Prefeito). 
O cônjuge, parentes e afins, até o segundo grau, ou por adoção de GOVERNADOR não 
poderão se candidatar a nenhum cargo dentro daquele Estado. Isso inclui os cargos de 
Vereador, Prefeito e Vice- Prefeito (de qualquer dos Municípios daquele estado), bem como os 
cargos de Deputado Federal, Deputado Estadual e Senador, por aquele estado. 
O cônjuge, parentes e afins, até o segundo grau, ou por adoção de PRESIDENTE não 
poderão se candidatar a nenhum cargo eletivo no País. 
 
Ao lermos o art. 14, §7º, percebemos, em sua parte final, que há uma exceção à regra da 
inelegibilidade reflexa: “salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição”. Mas o que 
isso significa? 
Significa que a inelegibilidade reflexa não se aplica caso o cônjuge, parente ou afim já 
possua mandato eletivo; nessa situação, será possível que estes se candidatem à reeleição, 
mesmo se ocuparem cargos dentro da circunscrição do Chefe do Executivo. 
 
DESTAQUE: O falecimento afasta a inelegibilidade. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc16.htm#art1
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ELEGIBILIDADE - CÔNJUGE VAROA – PREFEITO FALECIDO. Elegível, podendo concorrer 
à reeleição, é o cônjuge de Prefeito falecido, mormente quando este foi sucedido pelo Vice-
Prefeito. 
(TSE. Consulta n.º 54-40. Relator Min. Marco Aurélio. Julgado 
em 24.04.2012. Publicado em 31.05.2012). 
 
 
➢ MILITARES 
 
- 10 anos = Afastamento. 
+ 10 anos: Agregado. Se eleito: inatividade com a diplomação. 
 
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
 
➢ OUTRAS HIPÓTESES 
 
A CF estabelece a possibilidade de se criar, através de Lei Complementar novas hipóteses 
de inelegibilidades relativas. 
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade 
e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade 
administrativa, a moralidade para exercício de mandato 
considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e 
legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou 
o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração 
direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional de Revisão nº 4, de 1994) 
PERDA E SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS – ART. 15, CF 
A CF veda expressamente a Cassação dos Direitos Políticos, contudo permite a sua 
privação, restrição de duas formas: permanente (perda) ou temporária (suspensão). 
Essa restrição priva o cidadão do direito de votar e de ser votado. 
O Art. 15 da CF apresenta um ROL TAXATIVO dessas possíveis restrições, no entanto, não 
diz quais são as hipóteses de perda e quais são as hipóteses de suspensão, por isso, nesse ponto 
a doutrina é divergente. 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos 
casos de: 
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; 
II - incapacidade civil absoluta; 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; 
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do 
art. 5º, VIII; 
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. 
 
Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado 
É pressuposto da cidadania, ou seja, do exercício dos direitos políticos que o indivíduo 
detenha a nacionalidade brasileira. Dessa forma, a perda da nacionalidade faz com que o 
indivíduo se torne estrangeiro, implicando por consequência a perda dos direitos políticos. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/ECR/ecr4.htm#art1
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Destaca-se que o brasileiro nato e o naturalizado podem perder a sua nacionalidade nos 
termos do artigo 12, § 4º da CF, relembra-se: 
 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva 
ao interesse nacional; 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado 
estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos 
civis; 
Escusa de consciência 
O Art. 5º, VIII, da CF estabelece o direito à objeção ou escusa de consciência. Por esse 
dispositivo, ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção 
filosófica ou política. Entretanto, se a pessoa invocar esse direito para eximir-se de obrigação 
legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, terá seus direitos 
restringidos. 
Os direitos a serem restringidos são os direitos políticos, conforme Art. 15, IV, da CF: 
 
IV- recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do 
art. 5º, VIII; 
Entre as obrigações legais a todos imposta, podemos destacar o exercício da função de 
jurado, no tribunal do júri, e a prestação do serviço militar. 
 
Incapacidade civil absoluta 
Incapacidade
civil é o estado no qual se limita legal ou judicialmente o exercício da 
vida civil a um indivíduo. Quando essa limitação é para todo e qualquer ato da vida civil, chama-
se essa incapacidade de absoluta. 
 
Condenação criminal transitada em julgado enquanto durarem os seus efeitos 
É efeito secundário da condenação criminal definitiva a suspensão dos direitos políticos, 
sendo sua aplicabilidade direta e automática, independentemente da gravidade ou natureza do 
crime. 
 
Improbidade administrativa 
Improbidade é aquele ato desonesto, desleal praticado por agente público. 
A CF, em seu Art. 37, § 4º, dispõe que os atos de improbidade administrativa importam 
em: suspensão dos direitos políticos; perda da função pública; indisponibilidade dos bens; e 
ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal 
cabível. 
Dessa forma, o indivíduo condenado judicialmente por improbidade administrativa terá 
como consequência a suspensão dos seus direitos políticos. Cumpre observar que só ocorrerá 
essa restrição se a condenação se der na esfera judicial, não ocorrendo por mera decisão 
administrativa. 
IMPUGNAÇÃO DO MANDATO (ART. 14, § 10 E 11, CF) 
§ 10 – O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça 
Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída 
a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou 
fraude. 
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§ 11 – A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de 
justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de 
manifesta má-fé. 
 
➢ JUSTIÇA ELEITORAL 
➢ PRAZO: 15 DIAS – da Diplomação 
➢ HIPÓTESES: abuso de poder econômico, corrupção, fraude 
➢ Segredo de Justiça 
➢ Responsabilidade por má-fé 
 
LEI ELEITORAL (ART. 16, CF) 
O princípio da anualidade da Lei eleitoral é considerado cláusula pétrea, constituindo 
uma garantia individual do cidadão-eleitor. 
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, 
não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 
Esse dispositivo estabelece períodos diferentes para a vigência e a produção de efeitos 
da lei que altera o processo eleitoral. 
A vigência é imediata, na data da publicação, contudo os efeitos da nova lei só serão 
aplicáveis às eleições que ocorrem depois de um ano da entrada em vigor da lei. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS SOCIAIS .......................................................................................................................................... 2 
CONCEITOS ................................................................................................................................................ 2 
CARACTERÍSTICAS ...................................................................................................................................... 2 
DIREITOS TRABALHISTAS (ART. 7º/11, CF) ................................................................................................ 3 
DIREITOS TRABALHISTAS INDIVIDUAIS ...................................................................................................... 4 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS SOCIAIS 
CONCEITOS 
Os direitos sociais encontram-se previstos a partir do artigo 6º até o artigo 11 da 
Constituição Federal. São normas que se concretizam por meio de prestações positivas por 
parte do Estado, haja vista objetivarem reduzir as desigualdades sociais, atuam como 
liberdades positivas, visando à igualdade social. 
São direitos de 2ª dimensão ou geração e visam assegurar a isonomia ou a igualdade. 
Pela sua relevante importância na consagração dos direitos humanos, os direitos sociais 
encontram-se previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), em seu art. 
XXII: 
Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização 
pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos 
de cada Estado, dos direitos econômicos, SOCIAIS e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao 
livre desenvolvimento da sua personalidade. 
 
Em primeiro lugar, devemos analisar quais são os direitos sociais previstos na CF, 
vejamos: 
"Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, 
o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à 
infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição." 
 
O direito à moradia (inserido pela EC 26/2000) não se confunde com o direito à 
propriedade, isso porque o direito à moradia é, como visto, um direito de segunda dimensão 
que determina que o Estado deve assegurar a todos um teto, um abrigo. Já o direito de 
propriedade se caracteriza por ser um direito de primeira dimensão, ou seja, é o direito do 
indivíduo de usar, fruir e gozar da coisa imóvel que lhe pertença, sem a interferência do Estado. 
 
O direito à segurança elencado no artigo 6o refere-se à ideia de segurança pública, nos 
termos do art. 144 da CF. 
 
O direito à alimentação (inserido pela EC 64/2010) refere-se ao direito humano a uma 
alimentação adequada. 
 
O direito ao Transporte foi o último direito social a ser inserido na CF por meio da EC 
90/2015. 
CARACTERÍSTICAS 
Os direitos Sociais são normas de ordem pública com as seguintes CARACTERÍSTICAS: 
A) Imperatividade: é uma imposição ao Estado que deve necessariamente assegurar os 
direitos sociais, não depende da vontade dos indivíduos, pois a norma não é conselho, mas 
ordem a ser seguida. 
B) Inviolabilidade: os direitos sociais não podem ser violados, aliás todos os direitos 
fundamentais são invioláveis. 
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C) Aplicação imediata: sabe-se que todos os direitos sociais têm aplicação imediata (uma 
vez que são espécies de direitos fundamentais – art. 5o1 § 1º da CF/88), contudo, quanto à 
eficácia dos direitos sociais, de uma forma geral, pode-se afirmar que são normas de eficácia 
limitada, ou seja, que dependem de regulamentação, desse modo, caso haja omissão legislativa 
no sentido de implementar um determinado direito social, será possível a impetração de 
Mandado de injunção. 
CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL X MÍNIMO EXISTENCIAL 
Sabe-se que a implementação dos direitos sociais, enquanto dever do Estado, depende 
necessariamente de recursos financeiros, o Estado não tem como assegurar educação, saúde, 
trabalho e os demais direitos sem dinheiro. 
A teoria que diz que o Estado só deve assegurar os direitos sociais na medida daquilo que 
lhe seja economicamente viável, ficou conhecida como Teoria da Reserva do Possível ou 
cláusula da reserva do possível. 
A cláusula da reserva do possível traz a ideia de que é impossível garantir de forma ampla 
todos os direitos sociais previstos pela CF, tendo em vista a inexistência de recursos públicos 
suficientes. 
No entanto, o Estado é obrigado a assegurar, no que diz respeito aos direitos sociais, o 
mínimo ao respeito da dignidade das pessoas, ou seja, o Estado é obrigado a pelo menos 
assegurar o acesso aos direitos sociais. Dessa forma, o Estado não pode alegar insuficiência de 
recursos para assegurar o mínimo; essa teoria ficou conhecida como teoria do mínimo 
existencial. 
Dessa forma, podemos dizer que a teoria do mínimo existencial impõe um limite à teoria 
da Reserva do Possível, na medida em que o Estado não pode alegar que não tem dinheiro para 
assegurar o mínimo de acesso aos direitos sociais, que representam o mínimo de dignidade que 
o Estado deve proporcionar. 
Caso o Estado não assegure
o mínimo existencial, de forma excepcional, é possível a 
atuação do Poder Judiciário, que inclusive pode determinar medidas coercitivas, como bloqueio 
de contas, para que o Estado assegure os direitos sociais. A esse fenômeno de atuação do Poder 
Judiciário na gestão da coisa pública e no sentido de assegurar os direitos sociais, ficou 
conhecido como Judicialização de Políticas Públicas. Evidentemente que essa atuação do 
Poder Judiciário é excepcional, sob pena de violação da separação dos Poderes. 
DIREITOS TRABALHISTAS (ART. 7º/11, CF) 
A CF No capítulo destinado aos direitos sociais a CF, nos incisos seguintes, tratou apenas 
de um dos direitos elencados no art.6o que é o direito ao Trabalho. 
Dessa forma, os artigos que se seguem (7o ao 11o) dispõem apenas de direitos sociais de 
caráter trabalhista. Os demais direitos sociais são abordados pela CF, especialmente no título 
da Ordem Social. 
Esses direitos podem ser assim classificados em direitos aplicáveis às relações individuais 
de trabalho e direitos coletivos dos trabalhadores: 
 
1 § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 
 
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DIREITOS TRABALHISTAS INDIVIDUAIS 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social: 
Pela leitura do caput, podemos observar que o rol de direitos trabalhistas configura um rol 
EXEMPLIFICATIVO, isso porque outros direitos poderão ser assegurados em outros 
documentos. 
Além disso, os direitos elencados são aplicáveis aos trabalhadores URBANOS, RURAIS, e por 
expressa disposição da CF são estendidos integralmente aos trabalhadores AVULSOS, observe: 
 
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo2 empregatício 
permanente e o trabalhador avulso. 
 
Parte desses direitos, não todos, também são extensíveis aos servidores públicos e aos 
trabalhadores domésticos, graças a EC 72/2013, que ficou conhecida como PEC dos domésticos. 
PROTEÇÃO CONTRA DESPEDIDA ARBITRÁRIA OU SEM JUSTA CAUSA 
A CF, buscando proteger as relações de trabalho, estabelece que lei complementar deverá 
prever uma indenização compensatória, caso o trabalhador seja despedido arbitrariamente ou 
sem justa causa. 
O problema é que essa lei complementar nunca foi criada, dessa forma, até que a lei seja 
criada, a indenização deverá ser realizada por meio do pagamento de multa de 40% sobre o 
valor do FGTS, conforme determinação do art. 10, I do ADCT. 
Ressalta-se que essa regra constitucional é uma norma de eficácia contida. 
 
 
2 Segundo a lei 12.023/2009, trabalhado avulso é: “aquele que presta serviços nas áreas urbanas ou rurais de caráter 
intermitente sem vinculo empregatício, mediante intermediação obrigatória do sindicato da categoria por meio de 
acordos e convenções coletivas de trabalho para execução das tarefas.”. 
 
Direitos dos 
trabalhadores
Direitos individuais 
(art. 7o)
Direitos coletivos 
(art. 8o - 11)
Direito de associação 
profissional ou 
sindical
Direito de greve
Direito de 
Substituição 
processual
Direito de 
participação
Direito de 
representação 
classista
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I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos 
termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros 
direitos; 
GARANTIAS DO TRABALHADOR 
A CF, pensando em amparar aquele trabalhador desempregado, prevê um seguro, que é uma 
ajuda dada ao trabalhador, caso ele esteja desempregado de forma involuntária, ou seja, caso 
tenha sido demitido. Isso significa que, se o trabalhador pedir demissão, não fará jus ao seguro 
desemprego. 
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
 
A CF assegura também o Fundo de Garantia do tempo de serviço – FGTS, que nada mais é do 
que uma espécie de poupança que o empregador faz, depositando mensalmente um valor em 
uma conta vinculada e exclusiva do empregado. Assim, em situações emergenciais ou mesmo 
em caso de desemprego, o trabalhador poderá levantar os valores que foram depositados. 
III - fundo de garantia do tempo de serviço - FGTS; 
Atenção: de acordo com a nova orientação do STF, o prazo para cobrança judicial dos valores 
do FGTS é de 5 anos, observado o limite de 2 anos após a extinção do contrato de trabalho e não 
mais de 30 anos. (RE 134.328). 
SALÁRIO MÍNIMO 
A garantia do Salário mínimo encontra-se prevista no inciso IV do art. 7o, vejamos a sua 
redação: 
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas 
necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, 
saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos 
que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; 
 
Quanto ao salário mínimo, podemos destacar as seguintes características: 
 Deve ser fixado em Lei: é apenas o Poder Legislativo que deve fixar o valor do salário 
mínimo. Contudo, de acordo com o STF, a lei que regulamenta o Salário mínimo poderá 
autorizar que a mera declaração do valor do salário seja feita por decreto do Presidente 
da República. 
 Nacionalmente Unificado: o salário mínimo é estipulado de forma nacional, unificado 
em todo o país, sem levar em consideração as peculiaridades de cada região do país. 
 Reajustes periódicos: como o salário mínimo deve atender a todas as necessidades 
vitais do indivíduo e de sua família, o valor do salário deve ser reajustado com a 
finalidade de manter sua capacidade aquisitiva. 
 Proibição de Vinculação: a CF não admite a vinculação do salário para qualquer 
finalidade, ou seja, o salário mínimo não deve servir como índice de correção monetária. 
Destaca-se, contudo, a interpretação do STF3 que entende não ofender a CF a vinculação do 
salário mínimo como base para cálculo de pensão alimentícia. 
 
A garantia do salário mínimo é assegurada também ao servidor público, entretanto, tal 
garantia não se refere ao valor do vencimento básico, mas diz respeito à totalidade da 
remuneração. A remuneração do servidor é composta de: vencimento básico mais adicionais, 
sendo assim, de acordo com a SV.16, se o valor do vencimento básico foi inferior ao mínimo, 
não haverá ofensa a CF, o que não se permite é que a remuneração seja inferior ao mínimo. 
Súmula Vinculante 16: 
 
3 ARE 842.157, mi. Dias Toffoli, 19.06.2015. 
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Os artigos 7º, IV, e 39, §3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-se ao total da 
remuneração percebida pelo servidor público. 
 
 Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo 
para as praças prestadoras de serviço militar inicial. 
[Súmula Vinculante 6.] 
 
 Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como 
indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem 
ser substituído por decisão judicial. 
[Súmula Vinculante 4.] 
 
REGRAS SALARIAIS 
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; 
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração 
variável; 
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; 
PISO SALARIAL 
A Constituição Federal estabelece, dentre os direitos assegurados aos trabalhadores urbanos 
e rurais, o direito ao piso salarial, que deverá ser fixado de forma proporcional à extensão e à 
complexidade do trabalho. 
V - piso salarial proporcional
à extensão e à complexidade do trabalho; 
 
Como visto, o valor do piso salarial, em relação aos trabalhadores, não está definido na 
Constituição Federal, ademais essa é uma competência que foi delegada aos Estados e ao DF, 
por meio da LC 103/2000. 
 
TRABALHO NOTURNO 
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
Em decorrência do evidente desgaste que o trabalho noturno gera para o empregado, a CF 
assegura que a hora noturna deve ser paga em valor superior a hora trabalhada em período 
diurno. 
JORNADA DE TRABALHO E HORA EXTRA 
A duração da jornada de trabalho no Brasil é, como regra, de oito horas diárias e 44 semanais, 
o que for trabalhado além disso deverá ser pago ao trabalhador como hora extra. 
Contudo, essa regra não é absoluta, isso porque o trabalhador poderá realizar compensação 
de horários (banco de horas) ou pode ter a jornada reduzida, desde que prevista em acordo ou 
convenção coletiva de trabalho. 
 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro 
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou 
convenção coletiva de trabalho; 
 
Quando o trabalhador é obrigado a trabalhar no regime de escala, ou seja, em turnos 
ininterruptos de revezamento, a jornada é reduzida para seis horas, salvo se tiver outra 
disposição em acordo ou convenção coletiva. 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, 
salvo negociação coletiva; 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=6.NUME.%20E%20S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=4.NUME.%20E%20S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes
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Observe que o valor da hora extra deve ser de, NO MÍNIMO, 50% a mais do que o valor da 
hora normal. 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à 
do normal; 
 
LICENÇA MATERNIDADE E LICENÇA PATERNIDADE 
A CF assegura expressamente o prazo de 120 dias de licença maternidade, oportunizando 
que a mãe possa ficar pelo menos os primeiros meses com seu filho, sem prejuízo do seu 
emprego e do seu salário. 
 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte 
dias; 
Licença adotante: De acordo com a jurisprudência do STF, o prazo da licença adotante 
deverá ser igual ao da licença gestante, nem poderá ser estabelecido prazos distintos em 
decorrência da idade da criança adotada. (RE 778.889) 
 
 
Em decorrência da igualdade formal entre homens e mulheres, a CF também assegura um 
período de licença para o pai, contudo não estabelece um prazo específico, deixando esse prazo 
para a lei definir. Atualmente, a licença paternidade é de 5 dias, conforme art. 104 § 1º do ADCT: 
 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
PRESCRIÇÃO DOS CRÉDITOS TRABALHISTAS. 
O inciso XXIX do art. 7o estabelece algumas regras de prescrição dos créditos trabalhistas, ou 
seja, se o trabalhador entender que ele não recebeu todos os direitos a que fazia jus durante o 
contrato de trabalho, poderá reivindicar esses direitos em uma Ação judicial trabalhista. 
Contudo, a CF estabelece um prazo para que esse direito de ação seja exercido. 
A CF fala em dois prazos distintos, um de 2 anos e outro de 5 anos. Vejamos o texto 
constitucional: 
 
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional 
de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho; 
Esse prazo de 2 anos refere-se ao prazo que o trabalhador tem para ingressar com uma ação 
trabalhista reivindicando seus direitos. Este prazo é contado a partir do dia em que houve a 
extinção, a rescisão do contrato de trabalho. 
Já o prazo de 5 anos refere-se ao período anterior ao ajuizamento da ação que o trabalhador 
terá para discutir seus direitos trabalhistas. 
Por exemplo, imagine que um trabalhador tenha trabalhado em uma empresa por 10 anos e 
tenha sido demitido. Ao sair da empresa, terá um prazo de dois anos para ajuizar a ação, se não 
fizer nesse prazo, o seu direito ficará prescrito. Imaginemos então que esse mesmo trabalhador, 
assim que foi demitido, procurou um advogado que ajuizou imediatamente a Ação trabalhista; 
a contar da data em que a ação foi protocolada, será possível discutir os créditos existentes 
 
4 Art. 10. § 1º Até que a lei venha a disciplinar o disposto no art. 7º, XIX, da Constituição, o prazo da licença-
paternidade a que se refere o inciso é de cinco dias. 
 
 
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apenas nos últimos cinco anos. Mas você deve se perguntar, ele não trabalhou 10 anos? E os 
créditos dos cinco anos iniciais? Qualquer crédito anterior aos cinco anos estará prescrito e o 
trabalhador não poderá reivindicar esse direito. 
 
CUIDADO!! Não há previsão constitucional para a aplicação do prazo prescricional para os 
trabalhadores domésticos, no entanto, os tribunais têm aplicado a norma aos trabalhadores 
domésticos com base na analogia. 
PROIBIÇÕES 
A CF nos incisos XXX, XXXI, XXXII e XXXIII apresenta algumas regras de proibição, ou seja, 
veda tratamentos desnecessários e discriminatórios entre trabalhadores, estabelecendo a 
necessidade de um tratamento igualitário, isonômico entre os trabalhadores. Evidentemente 
que essa igualdade é uma igualdade meramente formal, no sentido de evitar discriminações 
arbitrárias, contudo não impede tratamento diferenciado com vistas a assegurar uma igualdade 
material ou efetiva. 
Vejamos os dispositivos: 
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por 
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; 
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do 
trabalhador portador de deficiência; 
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os 
profissionais respectivos; 
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de 
qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 
quatorze anos; 
 
Merece destaque o inciso XXXIII, no qual a Constituição determina que é proibido o trabalho 
para os menores de 16, ressalvada a condição de aprendiz, a partir dos 14. Dessa forma, o 
adolescente com 14 anos poderá trabalhar no Brasil, contudo até os seus 16 anos, esse trabalho 
deve ser apenas na condição de aprendiz. 
Essa proteção especial é reforçada pelo artigo 227, § 3º, I da CF 
Art. 227, § 3º - O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos: 
I –idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observado o disposto no art. 7º, 
XXXIII; 
 
Ademais, a CF proíbe, para os menores de 18 anos, os trabalhos perigosos, insalubres e 
noturnos. 
ASSISTÊNCIA GRATUITA – CRECHES E PRÉ-ESCOLAS 
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de 
idade em creches e pré-escolas; 
Os trabalhadores, por expressa disposição constitucional, têm direito à assistência em 
creches e pré-escolas, de forma gratuita, aos filhos até os cinco anos de idade. 
Esse direito é reforçado pelo art. 208, IV da CF/88 que dispõe a respeito do direito à educação 
infantil: 
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: 
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade; 
Nesse sentido, entende o STF ser direito público subjetivo de crianças até cinco anos de 
idade, o acesso gratuito a creches e pré-escolas, podendo o Judiciário intervir para assegurar o 
referido direito, veja a decisão: 
 
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DEMAIS DIREITOS 
XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, 
excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei; 
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos 
da lei; 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário 
normal; 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos 
da lei; 
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos 
da lei; 
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e 
segurança; 
XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma 
da lei; 
XXIV - aposentadoria; 
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho; 
XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei; 
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização 
a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS SOCIAIS .......................................................................................................................................... 2 
DIREITOS DOS TRABALHADORES DOMÉSTICOS ........................................................................................ 2 
DIREITOS TRABALHISTAS COLETIVOS ........................................................................................................ 2 
 
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2 
 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS SOCIAIS 
DIREITOS DOS TRABALHADORES DOMÉSTICOS 
Como já destacado, os trabalhadores domésticos possuem a grande maioria dos direitos 
elencados no artigo 7o, conforme parágrafo único do referido artigo. 
 
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos 
previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI 
e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do 
cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de 
trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a 
sua integração à previdência social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 72, de 2013) 
 
Sobressai-se que os direitos destacados na primeira parte não dependem de 
regulamentação, enquanto que os direitos da segunda parte do parágrafo dependem de 
regulamentação, que foi realizada inclusive pela LC 150/2015. 
 
Dessa forma, são NOVE direitos que não são aplicáveis aos domésticos de acordo com o 
texto constitucional, vejamos: 
 Piso salarial; 
 Participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, 
excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei; 
 Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos 
termos da lei; 
 Prescrição dos créditos trabalhistas; 
 Proteção em face da automação, na forma da lei; 
 Proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os 
profissionais respectivos; 
 Jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de 
revezamento; 
 Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na 
forma da lei; 
 Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente 
e o trabalhador avulso 
DIREITOS TRABALHISTAS COLETIVOS 
Os direitos sociais coletivos são aqueles exercidos pelos trabalhadores, coletivamente ou no 
interesse de uma coletividade, e podem ser classificados em: 
a) direito de associação profissional ou sindical; 
b) direito de greve; 
c) direito de substituição processual; 
d) direito de participação; 
e) direito de representação classista. 
 
 
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REGRAS DE ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL OU SINDICAL 
A Constituição Federal estabelece como direito dos trabalhadores, de forma livre e 
independentemente de autorização, a criação de associação profissional ou de sindicatos, sendo 
inclusive vedado ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. 
Contudo, estabelece como requisito indispensável que o sindicato deverá ser registrado no 
órgão competente, atualmente, como não há lei dispondo qual é o órgão competente, essa 
atribuição é exercida pelo Ministério do Trabalho, conforme Súmula 677 do STF: 
Até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro 
das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade. 
[Súmula 677.] 
 
Resumindo: Para criação de Sindicatos – não precisa de autorização, mas precisa de 
registro! 
 
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o 
registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na 
organização sindical; 
 
A exigência do registro é necessária para que se assegure o chamado princípio da 
unicidade sindical, ou monismo sindical, que é a mais importante das limitações 
constitucionais à liberdade sindical estabelecido no inciso II do art.8o 
Esse princípio estabelece um limite para a organização de sindicatos, estabelecendo uma 
base territorial mínima e proibindo a criação de sindicatos idênticos na mesma base territorial. 
Dessa forma, os trabalhadores têm liberdade para definir a base territorial de atuação dos 
seus sindicatos, mas não será possível dois ou mais sindicatos da mesma categoria profissional 
ou econômica, na mesma base territorial. 
A CF ainda estabelece que a base territorial não pode ser inferior à área de um Município. 
Exemplificando, caso seja criado um sindicato dos motoristas de Cascavel, não poderá ser 
criado outro sindicato de motoristas em Cascavel, e ainda não seria possível estabelecer como 
base territorial um bairro ou região do Município, pois a base territorial mínima é a área de um 
Município. 
 
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa 
de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos 
trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; 
 
Destaca-se que as regras aplicáveis aos sindicatos se estendem aos sindicatos rurais e de 
colônia de pescadores, conforme art. 8°, Parágrafo único da CF/88: 
 
 Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e 
de colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer. 
CONTRIBUIÇÕES 
O inciso IV estabeleceu a possibilidade de se criar uma contribuição a ser paga diretamente 
para o Sindicato, fixada pela Assembleia Geral, que deverá ser descontada em folha do 
trabalhador, para custear o sistema confederativo, e o seu pagamento só é obrigatório se o 
trabalhador é filiado ao respectivo sindicato. Essa contribuição é chamada de contribuição 
confederativa. 
 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=677.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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IV –a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será 
descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, 
independentemente
formada por textos esparsos, 
sedimentada em costumes derivados das decisões (Ex.: constituição da Inglaterra) 
Quanto ao MODO DE ELABORAÇÃO: 
- DOGMÁTICA – é aquela fruto das ideias dominantes em um determinado momento, ou 
seja, dos dogmas de uma determinada sociedade. 
- HISTÓRICA - surge aos poucos; os costumes vão se incorporando lentamente através do 
tempo. 
 
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QUANTO À EXTENSÃO: 
- SINTÉTICAS – porque elas só tratam das matérias clássicas das Constituições (Direitos 
fundamentais, estrutura do Estado e organização dos poderes). Só trazem os princípios gerais. 
- ANALÍTICAS / PROLIXAS – além das matérias constitucionais, trata de assuntos alheios 
ao Direito Constitucional, que poderiam ser tratados por legislação ordinárias. 
 
 
QUANTO À SISTEMÁTICA: 
- REDUZIDA: quando é representada por um código único(sistematizado). 
- VARIADA: textos espalhados em diversos diplomas legais (Bélgica e França). 
QUANTO À IDEOLOGIA: 
- ORTODOXA: formada por uma só ideologia. 
- ECLÉTICA: informada por diversas ideologias conciliatórias. 
QUANTO À FINALIDADE: 
 
- CONSTITUIÇÃO-GARANTIA: limita o poder, garantindo o poder. Preocupa-se em fixar as 
garantias individuais frente ao Estado. 
- CONSTITUIÇÃO-BALANÇO: reflete um estágio do compromisso socialista. A Constituição 
é criada para espelhar um certo período político, ou seja, o que está se passando em 
determinada época. 
- CONSTITUIÇÃO-DIRIGENTE: traz um projeto de Estado e estabelece compromissos 
sociais (programas). O legislador constituinte “dirige” a atuação futura dos órgãos 
governamentais estabelecendo metas e programas a serem cumpridos por estes. 
 
! A Constituição Brasileira de 1988 classifica-se como: 
FORMAL, PROMULGADA, RÍGIDA, ESCRITA, DOGMÁTICA, ANALÍTICA, REDUZIDA, 
ECLÉTICA E DIRIGENTE. 
ELEMENTOS DO ESTADO (POLÍTICO) 
Sabemos que a sociedade se organiza por meio do chamado Estado, que contém os 
seguintes elementos: povo, território e governo1. 
Todo Estado tem uma Constituição, que é como se define a organização do Estado, que 
nada mais é do que a nossa própria convivência no modelo comunitário. Literalmente o “um 
por todos e todos por um” – o tal do espírito coletivo. Ainda que insistamos em não entender 
tal modelo de convivência. 
 
1 Alguns doutrinadores mais modernos acrescentam ainda como elemento do Estado a finalidade, ou seja, a 
organização do Estado deve ser orientada para atingir um conjunto definido de finalidades. 
Analítica
menor 
estabilidade
menor 
flexibilidade
Sintética
maior 
estabilidade
maior 
flexibilidade
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Apesar de todos os Estados terem uma Constituição, foi apenas com o surgimento das 
Constituições escritas que se passou a estudar efetivamente o surgimento das Constituições. 
O movimento (jurídico, político e ideológico) de criação de uma Constituição escrita, 
criada como documento fundamental e supremo na organização e estruturação do Estado, e 
que tem como traço principal a limitação do poder político é chamado de Constitucionalismo. 
Doutrinariamente, tem-se o início do constitucionalismo com a Constituição Americana 
(1787) e Constituição Francesa (1791). São Constituições marcadas pelas ideias iluministas do 
século XVIII e pelo Liberalismo, valorizando as liberdades e garantias individuais. 
Com a evolução do Estado o constitucionalismo avança para aspectos democráticos e 
sociais, no entanto é importante estudar o instituto do Estado politicamente organizado, LOGO: 
ESTADO 
ESTADO: sociedade política dotada de características próprias, elementos essenciais, que 
as o diferenciam das demais sociedades, quais sejam: 
POVO 
ELEMENTO HUMANO do Estado; determina as pessoas que mantêm vínculo jurídico-
político com o Estado, e se tornam parte dele – conceito jurídico-político. 
 
• População – conjunto de pessoas que se encontram em determinado território de 
um Estado – nacionais ou estrangeiros – conceito numérico. 
• Nação – conjunto de pessoas ligadas que formam uma comunidade unida por 
laços históricos e culturais – conceito sociológico. 
TERRITÓRIO 
• ELEMENTO MATERIAL do Estado – espaço sobre o qual o Estado exerce de modo 
efetivo e exclusivo o poder de império, sua supremacia sobre pessoas e bens. Ex.: 
embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro. 
Trata-se de um conceito JURÍDICO. 
 
GOVERNO 
• Exercício do poder soberano estatal voltado ao atingimento das finalidades do 
Estado. 
Alguns autores relacionam a ideia de SOBERANIA “posta em ação” (SAHID 
MALUF, 1988, p.43). 
FORMA DE ESTADO 
O termo Estado designa uma pessoa jurídica de direito público formado por 3 elementos: 
POVO, TERRITÓRIO e GOVERNO. 
a) Povo: envolve os nacionais e estrangeiros (NÃO se confunde com o conceito de NAÇÃO 
– indivíduos que têm as mesmas tradições, costumes, religião e mesma língua. Assim pode 
existir uma Nação em Estados diferentes. 
b) Território: espaço delimitado no qual o Estado exerce sua soberania. Compreende solo, 
subsolo, mar territorial, espaço aéreo nacional e plataforma continental (solo e subsolo do mar 
territorial). 
c) Governo: é a organização política que decide os rumos do Estado. É soberano, já que 
não se submete às decisões de outros países. 
A forma de Estado refere-se ao modo de exercício do poder político em função do 
território do Estado. Logo, a forma pode ser de Estado: Unitário (Centralização política, ou seja, 
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único centro de poder político no território inteiro – Ex: Chile) ou FEDERAL (embora 
aparecendo único nas relações internacionais, é constituído por Estados-membros dotados de 
AUTONOMIA – que não se confunde com soberania, esta somente República Federativa do 
Brasil é que detém). 
O Estado Federado tem como características: 
- descentralização política: embora com ente político central (União), há os entes 
descentralizados (Estados-membros, DF e Municípios). 
- autonomia dos entes descentralizados: com órgãos governamentais próprios e 
competências exclusivas. Além de capacidade de autoadministração (recursos próprios). 
- pacto federativo indissolúvel: não há direito de secessão. Os seus integrantes NÃO 
podem se separar da federação. 
- órgãos representativos dos Estados-Membros junto à União. 
Obs.: A forma Federativa de Estado, é CLÁUSULA PÉTREA (art. 60, § 4º, CF), não podendo 
ser abolida por emenda constitucional e que se resume a: 
1) Soberania do Estado federal: o poder que confere ao Estado federal a independência 
na ordem externa, que lhe permite não se sujeitar, jurídica ou politicamente, a quaisquer 
imposições de Estados estrangeiros ou organismos internacionais. 
2) Autonomia dos entes federativos: poder conferido, aos diversos entes federativos da 
Federação, que lhes permite graus variáveis de auto-organização, autogoverno, 
autoadministração e também de arrecadação de receitas próprias, nos termos e limites 
fixados pela Constituição federal. 
3) Caráter indissolúvel do vínculo federativo: uma vez formalizado o Estado federal, não 
mais é permitido a qualquer dos entes que fazem parte da Federação separar-se dela, 
tendo em vista seu caráter permanente (não há direito de secessão). 
4) Formalização por meio de uma constituição: o Estado federal é criado por uma 
Constituição, a denominada Constituição Federal, que estabelece e formaliza o pacto 
federativo. 
5) Repartição de competências entre o poder central e os entes parciais: a Constituição 
Federal estabelece as bases em que a mesma deve funcionar, inclusive fixando as 
competências materiais e legislativas de cada um dos entes que fazem parte do Estado 
Federal. 
6) Direito de participação das vontades parciais na vontade central (bicameralismo 
do Poder Legislativo da União):
da contribuição prevista em lei; 
 
É o que diz o teor da súmula vinculante 40 do STF: 
 
A contribuição confederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição Federal, só é exigível dos 
filiados ao sindicato respectivo. 
 
Essa contribuição não se confunde com a chamada contribuição sindical, estabelecida pela 
CLT. Essa contribuição era obrigatória para todos os trabalhadores, independentemente de 
estarem ou não filiados ao sindicato, em virtude disso, essa contribuição possuía caráter 
tributário. 
Contudo, a Lei 13.467, de 13/7/20171, denominada de reforma trabalhista, transformou a 
contribuição sindical de valor obrigatório em facultativo, dependente de autorização expressa 
e prévia do destinatário, mudando então a sua natureza. 
LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO 
A CF assegura a liberdade de associação sindical, de modo que ninguém deve ser obrigado a 
se sindicalizar, e também não pode ser obrigado a se manter sindicalizado. 
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; 
 
PARTICIPAÇÃO NAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS E APOSENTADO 
Os sindicatos, por representarem os interesses de suas categorias, têm participação 
obrigatória quando da elaboração de acordos ou convenções coletivas, sob pena de nulidade da 
negociação. É o que determina o inciso VI. 
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho; 
APOSENTADO 
Outro dispositivo que SEMPRE aparece em prova diz respeito ao trabalhador aposentado, 
que pode manter-se filiado a sindicato, sendo-lhe assegurado o direito de votar e de ser votado 
nos sindicatos. 
 
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais; 
 
ESTABILIDADE SINDICAL 
No intuito de proteger os trabalhadores sindicalizados, que pretendam se candidatar a cargo 
de direção ou representação sindical, de perseguições ilegítimas dos empregadores, a CF 
assegura a eles estabilidade, vedando a demissão sem justa causa. 
Essa estabilidade começa com o registro da candidatura e perdura, com o candidato eleito, 
até um ano após o término do seu mandato. 
 
1 A Lei 13.467, de 13/7/2017, denominada de reforma trabalhista, altera o artigo 579 da Consolidação das Leis do 
Trabalho, dando-lhe a seguinte redação: 
“Art. 579. O desconto da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participem 
de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato 
representativo da mesma categoria”. 
 
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Evidentemente que essa estabilidade não é absoluta, pois o trabalhador, mesmo estável, 
poderá ser demitido no caso de cometimento de falta grave, autorizando a demissão por justa 
causa. 
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a 
cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final 
do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. 
 
Ressalta-se que essa estabilidade, segundo a jurisprudência do STF, no caso do servidor 
público, não se estende ao cargo em comissão eventualmente por ele ocupado à época de sua 
eleição. 
 
"Estabilidade sindical provisória (art. 8º, VIII, CF): não alcança o servidor público, regido por 
regime especial, ocupante de cargo em comissão e, concomitantemente, de cargo de direção no 
sindicato da categoria." (RE 183.884, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 8-6-
1999, Primeira Turma, DJ de 13-8-1999.) 
 
 
DIREITO DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL 
Os sindicatos atuam na defesa de seus filiados na condição de substitutos processuais, 
buscando a defesa de direitos e interesses de natureza coletiva ou individual da categoria, tanto 
no âmbito judicial quanto no âmbito administrativo. 
Observe que a atuação dos sindicatos nessas hipóteses independe de autorização específica 
do filiado. 
 
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, 
inclusive em questões judiciais ou administrativas 
 
DIREITO DE GREVE 
O art.9o da CF vai consagrar o famoso direito de greve, contudo esse direito, nesse 
dispositivo, é direcionado apenas aos trabalhadores da iniciativa privada. Isso porque o 
direito de greve para o servidor público é assegurado no art. 37, VII da CF2. 
Vale ressaltar que o art. 9o é uma norma constitucional de eficácia contida, diferente da 
norma do art. 37, VII que é uma norma de eficácia limitada. 
Observe o texto: 
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a 
oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das 
necessidades inadiáveis da comunidade. 
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 
 
O artigo estabelece que cabe aos trabalhadores, de forma livre, decidir se devem ou não 
realizar greve e quais os direitos que pretendem defender. 
Contudo, esse direito encontra limites, pois a lei pode restringir o exercício do direito de 
greve em relação aqueles serviços ou atividades essenciais. Não é que o direito de greve não 
poderá ser exercido, ele será, contudo, com limitações, visando atender às necessidades 
inadiáveis da comunidade. 
 
2 Art. 37 VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; 
 
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A lei que regulamenta esse direito de greve é a Lei 7783/89. 
 
Greve no serviço público: 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; 
 
ATENÇÃO: Algumas atividades, em razão da sua essencialidade, não podem realizar greve, 
como, por exemplo, os órgãos de segurança pública, conforme jurisprudência do STF: 
NOVO: O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos 
policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de 
segurança pública. É obrigatória a participação do poder público em mediação instaurada pelos 
órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para 
vocalização dos interesses da categoria. Com base nessas orientações, o Plenário, por maioria, deu 
provimento a recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão que concluiu pela 
impossibilidade de extensão aos policiais civis da vedação do direito à greve dos policiais militares. 
[ARE 654.432, rel. p/ o ac. min. Alexandre de Moraes, j. 5-4-2017, P, Informativo 860, Tema 541.] 
DIREITO DE PARTICIPAÇÃO 
A CF assegura a participação dos trabalhadores e empregadores em órgãos colegiados 
públicos em que se discuta interesse dessas categorias. A ideia é se manter um diálogo 
democrático entre os interesses do Estado, dos trabalhadores e dos empregadores. 
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos 
órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão 
e deliberação. 
 
DIREITO DE REPRESENTAÇÃO CLASSISTA 
Nas empresas com mais de 200 empregados, a CF assegura a eleição de um representante, 
que será um intermediador entre os trabalhadores e a administração da empresa. 
A ideia é facilitar a comunicação entre o trabalhador e o empregador em empresas de grande 
porte. 
Observe que esse representante não faz jus à estabilidade sindical, pois não se trata de 
representante do sindicato, mas um representante direto dos trabalhadores.
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um 
representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os 
empregadores. 
 
 
 
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http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4128634
http://www.stf.jus.br/arquivo/informativo/documento/informativo860.htm
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
PARTIDOS POLÍTICOS ..................................................................................................................................... 2 
CONCEITOS ................................................................................................................................................ 2 
NATUREZA JURÍDICA .................................................................................................................................. 2 
CRIAÇÃO E LIMITES (ART. 17, CF) .............................................................................................................. 2 
AUTONOMIA E NÃO VERTICALIZAÇÃO (ART. 17, § 1º, CF) ........................................................................ 3 
DIREITO DE ANTENA E FUNDO PARTIDÁRIO (ART. 17, § 3º, CF) ............................................................... 3 
DESFILIAÇÃO COM JUSTA CAUSA (ART. 17, § 5º, CF) ................................................................................ 4 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
PARTIDOS POLÍTICOS 
CONCEITOS 
Partido Político é uma livre associação de pessoas, que possuem interesses em comum e 
objetivam o exercício do poder político, por meio do voto. 
NATUREZA JURÍDICA 
Os partidos políticos, segundo previsão expressa da Constituição, possuem natureza 
jurídica de direito privado. Vejamos o disposto no Art. 17, § 2º: 
“§ 2º – Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, 
registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.” 
Quando a Constituição determina que os partidos devem adquirir sua personalidade 
jurídica na forma da lei civil, praticamente afirma que devem ser considerados como pessoa 
jurídica de direito privado, apesar de ser exigido seu registro no TSE. 
CRIAÇÃO E LIMITES (ART. 17, CF) 
A CF assegura, no caput do art. 17, a liberdade de criação, fusão, incorporação e extinção 
de partidos políticos: 
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, 
resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os 
direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
 
Contudo, essa liberdade não é absoluta, devendo os partidos resguardarem: 
✓ Soberania Nacional; 
✓ Regime democrático; 
✓ Pluripartidarismo; 
✓ Direitos fundamentais da pessoa humana 
 
Além disso, os Partidos devem observar os seguintes preceitos que funcionam como 
verdadeiras limitações aos Partidos Políticos: 
 
 “Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos 
políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, 
o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e 
observados os seguintes preceitos: 
I – caráter nacional; 
II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou 
governo estrangeiros ou de subordinação a estes; 
III – prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
§ 4º – É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização 
paramilitar.” 
Seriam exemplos de organizações paramilitares as milícias do Rio de Janeiro ou uma 
facção criminosa. 
 
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AUTONOMIA E NÃO VERTICALIZAÇÃO (ART. 17, § 1º, CF) 
As regras constitucionais de autonomia dos partidos políticos receberam nova redação 
pela EC 97/2017. A CF assegura aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura 
interna e estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e 
provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o 
regime de suas coligações nas eleições majoritárias, além de estabelecer normas de disciplina 
e fidelidade partidária. A EC 97/2017 proibiu a celebração de coligações para as eleições 
proporcionais. 
 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e 
estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e 
sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas 
coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem 
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou 
municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade 
partidária. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)1 
 
A regra da vedação das coligações nas eleições proporcionais só terá aplicação nas 
eleições de 2020. 
 
Esse dispositivo ainda determina que não é mais exigida a regra da verticalização. Isto 
é, não é preciso haver vinculação das candidaturas nos diversos níveis federativos (União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios). 
 
DIREITO DE ANTENA E FUNDO PARTIDÁRIO (ART. 17, § 3º, CF) 
A EC 97/2017 estabeleceu novas regras para que os partidos tenham acesso gratuito à 
rádio e à televisão (direito de antena), de acordo com a nova redação do § 3º , só terá direito de 
antena e acesso a recursos do fundo o PP que alternadamente: 
 
 
1 Redação anterior: 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento e 
para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre 
as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de 
disciplina e fidelidade partidária. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 52, de 2006) 
 
RESGUARDAR
• Soberania Nacional;
• Regime democrático;
• Pluripartidarismo;
• Direitos fundamentais da pessoa 
humana,
PRECEITOS - LIMITES
• Caráter nacional;
• Proibição de recebimento de recursos 
estrangeiro;
• Prestação de contas - Justiça Eleitoral
• Funcionamento parlamentar;
• Vedação de utilização de organizações 
paramilitares.
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc97.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art17%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc52.htm#art1
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§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso 
gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei, os partidos políticos 
que alternativamente: 
I - obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 
3% (três por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um 
terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por 
cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
II - tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais 
distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação. 
Essa regra, que cria uma nova cláusula de barreira (ou desempenho), no entanto, só vai 
passar a valer nas eleições de 2030, até lá funcionará da seguinte forma – REGRA DE 
TRANSIÇÃO: 
 
Parágrafo único. Terão acesso aos recursos do fundo partidário e à 
propaganda gratuita no rádio e na televisão os partidos políticos 
que: 
I - na legislatura seguinte às eleições de 2018: 
a) obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 
1,5% (um
e meio por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo 
menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1% 
(um por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
b) tiverem elegido pelo menos nove Deputados Federais distribuídos 
em pelo menos um terço das unidades da Federação; 
II - na legislatura seguinte às eleições de 2022: 
a) obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 
2% (dois por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um 
terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1% (um por 
cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
b) tiverem elegido pelo menos onze Deputados Federais distribuídos 
em pelo menos um terço das unidades da Federação; 
III - na legislatura seguinte às eleições de 2026: 
a) obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 
2,5% (dois e meio por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo 
menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1,5% 
(um e meio por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
b) tiverem elegido pelo menos treze Deputados Federais distribuídos 
em pelo menos um terço das unidades da Federação. 
 
DESFILIAÇÃO COM JUSTA CAUSA (ART. 17, § 5º, CF) 
 
Sabe-se que aquele candidato eleito no sistema proporcional que se desfiliar, sem justa 
causa, perde o mandato, ressalvadas as hipóteses legais de justa causa (art. 22-A LPP). 
 A EC 97/2017 trouxe uma hipótese de justa causa para a desfiliação partidária, pelo § 
5º do art. 17 o candidato que for eleito por um partido que não preencher os requisitos para 
obter recursos do fundo partidário e do tempo de rádio e TV poderá mudar de partido, sem 
perder o mandato por infidelidade partidária: 
§ 5º Ao eleito por partido que não preencher os requisitos previstos no § 3º deste artigo é 
assegurado o mandato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a outro partido que os tenha 
atingido, não sendo essa filiação considerada para fins de distribuição dos recursos do fundo 
partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de televisão. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 97, de 2017) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art17%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc97.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc97.htm#art1
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MUDE SUA VIDA! 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ........................................................................................................................... 2 
ELEMENTOS DO ESTADO ........................................................................................................................... 2 
VEDAÇÕES (LIMITAÇÕES) DA AUTONOMIA (art. 19, CF) ........................................................................... 4 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
ELEMENTOS DO ESTADO 
O Estado é uma sociedade política dotada de características próprias, elementos 
essenciais, que as diferenciam das demais sociedades, quais sejam: 
 POVO: é o elemento humano do Estado e se refere às pessoas que mantêm vínculo 
jurídico-político com o Estado, tornando-se parte dele, em outras palavras, integra o 
conceito de povo aqueles indivíduos que possuem a nacionalidade, trata-se de um 
conceito jurídico-político. 
O conceito de povo não se confunde com o conceito de população, nem com o conceito de 
nação. 
População é um conceito numérico e engloba o conjunto de pessoas que se encontram em 
determinado território de um Estado, aqui incluídos não apenas os nacionais de um estado, mas 
também os estrangeiros ali residentes. 
Nação por sua vez é um conceito sociológico e se refere ao conjunto de pessoas ligadas 
que formam uma comunidade unida por laços históricos, culturais, linguísticos. 
 TERRITÓRIO: é o elemento material do Estado e refere-se ao espaço território sobre o 
qual o Estado exerce de modo efetivo e exclusivo o seu poder de império, sua supremacia 
sobre pessoas e bens, trata-se de um conceito jurídico e não meramente geográfico. 
 SOBERANIA ou Governo Soberano: é o elemento formal do Estado e refere-se ao poder 
de autodeterminação plena, não condicionado a nenhum outro poder, externo ou 
interno. 
FORMA DE ESTADO 
Por forma de Estado entende-se o modo de exercício do poder político em função do 
território de um dado Estado, ou seja, a existência, ou não, de repartição de poderes autônomos, 
leva em consideração ainda a composição geral do Estado, a estrutura do poder, sua unidade, 
distribuição e competências no território do Estado. 
 Existem duas formas de Estado relevantes: 
 Simples ou Unitário: nessa forma de Estado um Poder único e centralizado é exercido 
sobre todo o território sem as limitações impostas por outra fonte de poder. De forma 
geral, Estados com menor extensão territorial costumam adotar esse modelo de Estado, 
no qual existe uma unidade de poder político interno, com exercício centralizado. Ex.: 
França, Paraguai, Uruguai. 
 Composto ou Federação: Essa forma de Estado é organizada por mais de um poder 
político, existe uma pluralidade de poderes políticos internos, ou seja, ocorre uma 
repartição de poderes autônomos. Ex.: Brasil, EUA. 
CONFEDERAÇÃO segundo a doutrina atual majoritária, não é considerada uma forma de 
Estado, mas tão somente uma reunião de entes soberanos, para tanto o vínculo confederativo é 
definido por meio de Tratado Internacional, sendo esse vínculo dissolúvel. 
O BRASIL adota a forma de Estado Federativa! 
FEDERALISMO 
Federalismo é uma aliança (união) entre estados-membros para a formação de um Estado 
Federal, em que as unidades federadas (os estados) preservam autonomia política, enquanto a 
soberania é transferida para o Estado Federal. 
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O Federalismo nasceu com a Constituição norte-americana de 1787. No Brasil, a forma 
federal de Estado foi adotada provisoriamente em 1889, junto com a proclamação da República, 
mas foi consolidada com a Constituição Republicana de 1891. 
O pacto federativo é CLÁUSULA PÉTREA, ou seja, não pode haver propostas de Emenda 
Constitucional para extinguir, abolir a Federação. 
O art. 18 da CF define a Organização Político- administrativa do Estado brasileiro: 
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil 
compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos 
desta Constituição. 
República Federativa do Brasil: é o nome do Estado Federal brasileiro, do país Brasil e 
representa o todo, esse ente é dotado de soberania. Classifica-se como pessoa jurídica de direito 
público internacional. 
União, Estados, municípios e o DF: são os entes federativos dotados de AUTONOMIA 
POLÍTICA, que significa a capacidade de: auto-organização, autoadministração, autogoverno, 
autolegislação e autonomia financeira. Classifica-se como pessoa jurídica de direito público 
interno. 
 
Observe que os TERRITÓRIOS não integram a organização político-administrativa do 
Estado brasileiro. 
Como frisado, essa organização é baseada na Autonomia Política desses entes 
federativos, que permite que esses possam ter: 
 Auto-organização: que é a capacidade de os entes criarem suas próprias constituições 
ou no caso dos Municípios e do DF de se auto-organizar através de lei orgânica; 
 Autonomia legislativa, que é a capacidade de os entes terem competências legislativas 
próprias; 
 Autoadministração, que é a capacidade de os entes terem competências administrativas 
próprias, servidores próprios; 
 Autogoverno, que é a capacidade de os entes elegerem seus próprios representantes. 
 Autonomia financeira,
que é a capacidade de os entes terem competências tributárias 
próprias, recursos próprios para manterem a sua estrutura. 
CARACTERÍSTICAS DO FEDERALISMO BRASILEIRO: 
 Soberania do Estado federal 
 Autonomia dos entes federativos 
 Caráter indissolúvel do vínculo federativo: não há direito de secessão. 
 Formalização por meio de uma constituição rígida e escrita. 
 Repartição de competências entre o poder central e os entes parciais 
 Direito de participação das vontades parciais na vontade central (bicameralismo do 
Poder Legislativo da União). 
 Possibilidade de intervenção federal. 
 Controle Jurisdicional de Constitucionalidade. 
TIPOS DE FEDERALISMO: 
 AGREGAÇÃO x DESAGREGAÇÃO 
O federalismo por agregação: é caracterizado pela reunião de vários Estados para a formação 
de um novo Estado, um Estado Federal. Movimento Centrípeto. 
O federalismo por desagregação, ao contrário, ocorre quando um Estado unitário se 
descentraliza. Movimento Centrífugo. 
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VEDAÇÕES (LIMITAÇÕES) DA AUTONOMIA (ART. 19, CF) 
A CF em seu artigo 19 estabelece proibições destinadas aos Entes da Federação, vejamos: 
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento 
ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na 
forma da lei, a colaboração de interesse público; 
II - recusar fé aos documentos públicos; 
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 
O inciso I consagra o Princípio da Laicidade do Estado Brasileiro, ou seja, o Brasil não 
adota uma religião oficial, na medida em que afasta a relação entre Estado e Igreja, com exceção 
da colaboração de interesse público (ex.: distribuição de cestas básicas). 
O inciso III estabelece o Princípio da Isonomia Federativa, na medida em que não se 
pode estabelecer tratamento diferenciado entre brasileiros, nem entre os entes da Federação. 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ........................................................................................................................... 2 
UNIÃO (ARTs. 20/24, CF) .......................................................................................................................... 2 
ESTADOS-MEMBROS (ART. 25/28, CF) ...................................................................................................... 3 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
UNIÃO (ARTS. 20/24, CF) 
A CF A União, ente federativo que compõe a República Federativa do Brasil, possui 
competência tanto para atuar em nome próprio como para atuar em nome da Federação. 
Assim, podemos afirmar ainda que a União possui um duplo papel, um interno e um externo 
ou internacional: 
 No plano interno atua como entidade Federativa dotada de autonomia – Pessoa jurídica 
de direito público interno, podendo agir em nome da Federação (ex. Intervenção) ou 
podendo agir em nome próprio (ex. Organiza a Justiça Federal) 
 No plano externo ou internacional a União é órgão de representação da República 
Federativa do Brasil– pessoa jurídica de direito público externo, exercendo 
competências de natureza internacional, em nome de toda a Federação. Por exemplo: 
art. 21, I e II CF. 
Art. 21. Compete à União: 
I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais; 
II - declarar a guerra e celebrar a paz; 
CAPITAL FEDERAL - BRASÍLIA 
A Capital Federal é BRASÍLIA, que também é sede do Governo do Distrito Federal. 
Art. 18 § 1º - Brasília é a Capital Federal. 
 
Brasília é a Capital Federal, mas não goza de autonomia, pois não é um município, é uma 
região administrativa que fica dentro do ente federativo Distrito Federal, mas não se confunde 
com o DF. O DF, por outro lado, possui autonomia. 
Destaca-se inclusive que Brasília não possui prefeito, mas um Administrador Regional. 
A CF prevê a possibilidade de transferência temporária da sede do Governo Federal para 
outra cidade, se a situação assim o exigir, cabendo esta decisão ao Congresso Nacional, com a 
sanção do Presidente da República, conforme art. 48, VII da CF: 
Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta 
para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, 
especialmente sobre: 
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal; 
BENS DA UNIÃO 
Os bens da União estão previstos no art. 20 da CF, em rol exemplificativo, sendo que para 
as provas é necessária a memorização: 
 
Art. 20. São bens da União: 
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; 
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e 
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, 
definidas em lei; 
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem 
mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro 
ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; 
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IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as 
ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, 
exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no 
art. 26, II; 
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; 
VI - o mar territorial; 
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos; 
VIII - os potenciais de energia hidráulica; 
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; 
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. 
§ 1º É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem 
como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de 
petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros 
recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona 
econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração. 
§ 2º A faixa de até cento e cinquenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras terrestres, 
designada como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa do território nacional, 
e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. 
 
 TERRAS DEVOLUTAS: são terras públicas sem destinação pelo Poder Público e que em 
nenhum momento integraram o patrimônio de um particular, ainda que estejam 
irregularmente sob sua posse. O termo "devoluta" relaciona-se ao conceito de terra 
devolvida ou a ser devolvida ao Estado. 
Será da União apenas se essas terras forem indispensáveis à defesa das fronteiras, das 
fortificações e defesas militares, das vias federais de comunicação e à preservação 
ambiental, as demais pertencem, em regra, aos ESTADOS. 
 Destaca-se a decisão do STF que entendeu que os terrenos de marinha, mesmo que 
localizados em ilha com sede de município, são bens da União. 
ESTADOS-MEMBROS (ART. 25/28, CF) 
Os Estados-membros são entes federativos dotados de autonomia política, podendo-se 
destacar: 
AUTO-ORGANIZAÇÃO 
Quanto à auto-organização, os estados regem-se por suas Constituições Estaduais, nos 
termos do art. 25 da CF: 
 
Art. 25. Os Estados
organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, 
observados os princípios desta Constituição. 
A organização dos estados nas suas Constituições deve observar os princípios 
estabelecidos na CF, ou seja, encontram-se limitadas aos princípios constitucionais. 
Esses Princípios Constitucionais são classificados em três espécies: 
(i) princípios constitucionais sensíveis, previstos no art. 34 da CF; 
(ii) princípios constitucionais extensíveis que consagram normas de organização da 
União que devem obrigatoriamente serem aplicadas nos estados Ex. Sistema 
eleitoral, composição e organização dos Tribunais de Contas, processo 
legislativo; (iii) princípios constitucionais estabelecidos: estabelecem preceitos 
centrais de observância obrigatório pelos estados. Por ex. Art. 37 da CF ou as 
competências dos estados e municípios. 
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Desse modo, as Constituições Estaduais devem adotar um modelo simétrico ao 
estabelecido na CF – esse é o chamado princípio da simetria, que estabelece algumas normas 
de observância e reprodução obrigatória pelos estados nas CE. 
 Hierarquicamente podemos dizer que as Constituições Estaduais estão abaixo da 
Constituição Federal e acima das leis estaduais e municipais do respectivo Estado. 
AUTOGOVERNO 
O autogoverno está relacionado à capacidade dos entes elegerem seus representantes nos 
poderes executivo e legislativo. 
 Poder Executivo Estadual é exercido pelo Governador do Estado auxiliado pelos 
Secretários de Estado. 
O processo eleitoral do Governador é idêntico ao do Presidente em virtude do princípio 
da simetria, ou seja, o Governador é eleito pelo sistema majoritário absoluto (segundo turno). 
 
A leitura dos artigos seguintes é fundamental, especialmente para concursos estaduais. 
 
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de quatro 
anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de 
outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato de seus 
antecessores, e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano subsequente, observado, quanto 
ao mais, o disposto no art. 77. 
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração 
pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o 
disposto no art. 38, I, IV e V. 
§ 2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão 
fixados por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, 
§ 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. 
 
 Poder Legislativo Estadual, é exercido pela Assembleia Legislativa que é composta por 
Deputados Estaduais, eleitos segundo o sistema proporcional, de forma idêntica aos 
deputados federais. 
 
Art. 27. O número de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao triplo da 
representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será 
acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. 
§ 1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as regras 
desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de 
mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas. 
§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembleia 
Legislativa, na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, 
para os Deputados Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III, e 
153, § 2º, I. 
§ 3º Compete às Assembleias Legislativas dispor sobre seu regimento interno, polícia e 
serviços administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos cargos. 
§ 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. 
 
 Poder Judiciário Estadual, é formado pelos Tribunais de Justiça e juízes estaduais e a 
sua organização e composição será melhor estudada na nossa aula sobre Poder 
Judiciário. 
 
 
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REGIÕES METROPOLITANAS 
Os Estados poderão criar regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões 
visando melhorar as questões envolvendo a política urbana, por meio de lei complementar. 
 
Art.25 CF 
§ 3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, 
aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, 
para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse 
comum. 
 
FUSÃO – INCORPORAÇÃO – SUBDIVISÃO – DESMEMBRAMENTO – CRIAÇÃO DE 
NOVOS ESTADOS 
A CF estabelece dois requisitos para incorporação, fusão, subdivisão, desmembramento e 
criação de novos Estados. 
 
ART. 18, 
§ 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se 
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da 
população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei 
complementar. 
Requisitos: 
 Plebiscito da população diretamente interessada, deve ser entendida como a população 
tanto da área desmembrada do Estado-membro como a da área remanescente, de 
acordo com a interpretação do STF1. 
 Oitiva das Assembleias Legislativas, sem caráter vinculativo. (art. 48, VI) 
 Lei Complementar Federal. 
BENS DOS ESTADOS 
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: 
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, 
neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; 
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas 
sob domínio da União, Municípios ou terceiros; 
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; 
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União. 
INICIATIVA POPULAR NOS ESTADOS: 
Art. 27 § 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. 
 
1 ADI 2650, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 24/08/2011, DJe-218 DIVULG 16-11-2011 
PUBLIC 17-11-2011 EMENT VOL-02627-01 PP-00001 RTJ VOL-00220-01 PP-00089 RT v. 101, n. 916, 2012, p. 465-508 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ........................................................................................................................... 2 
MUNICÍPIOS (ARTs. 29/31, CF) .................................................................................................................. 2 
DISTRITO FEDERAL (ART. 32, CF) ............................................................................................................... 4 
TERRITÓRIOS (ARTs. 33, CF)....................................................................................................................... 5 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
MUNICÍPIOS (ARTS. 29/31, CF) 
 
A figura dos Municípios como entes federativos dotados de autonomia é uma criação 
brasileira não existindo em outros Estados. Inclusive a autonomia municipal é princípio 
constitucional sensível. (art. 34, VII, c) 
AUTO-ORGANIZAÇÃO 
Os municípios se auto-organizam não através de Constituições, mas, sim, de Lei Orgânica, 
nos termos do art. 29 da CF e deve observar tanto os princípios estabelecidos na Constituição 
Federal quanto na Constituição dos Estados. 
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois 
turnos, com o interstício
mínimo de dez dias, e aprovada por dois 
terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, 
atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na 
Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: 
AUTOGOVERNO 
 Poder Executivo Municipal é exercido pelo Prefeito auxiliado pelos Secretários 
Municipais, atendidas as regras do art. 29 CF. 
O sistema eleitoral é majoritário simples (único turno), como regra, podendo ser 
majoritário absoluto (segundo turno) nos municípios que tenham mais de duzentos mil 
eleitores. 
Art. 29. (...) 
I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para 
mandato de quatro anos, mediante pleito direto e simultâneo 
realizado em todo o País; 
II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro 
domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que 
devam suceder, aplicadas as regras do art. 77, no caso de Municípios 
com mais de duzentos mil eleitores; 
III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano 
subsequente ao da eleição; 
FORO PREFEITO: 
Merece destaque o art. 29, inc. X que vai determinar que os Prefeitos devem ser julgados 
perante o TJ do Estado, essa regra só vale para as infrações penais comuns, não se aplicando 
para ações de natureza cível etc.: 
X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; 
Entretanto, merece destaque a Súmula 702 do STF: 
“A competência do tribunal de justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de 
competência da Justiça comum estadual; nos demais casos, a competência originária caberá ao 
respectivo tribunal de segundo grau.” 
 
 Poder Legislativo Municipal é exercido pela Câmara Municipal composta por 
vereadores, eleitos pelo sistema proporcional. 
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Ressalta-se que o número de Vereadores é estabelecido pela CF de acordo com o número de 
habitantes do Município variando de 9 a 55 vereadores, nos termos do art. 25, IV da CF. 
 
 Poder Judiciário Municipal não existe. 
 
INICIATIVA POPULAR NOS MUNICÍPIOS: 
Art. 29. XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade 
ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado; 
 
FUSÃO – INCORPORAÇÃO – SUBDIVISÃO – DESMEMBRAMENTO – CRIAÇÃO DE 
NOVOS MUNICÍPIOS 
A CF estabelece QUATRO requisitos para incorporação, fusão, subdivisão, desmembramento 
e criação de novos Municípios. 
Art. 18 § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento 
de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período 
determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de 
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios 
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, 
apresentados e publicados na forma da lei. 
O desmembramento de município ocorre quando esse ente cede parte do seu território para 
formação de um outro Município. A CF estabelece quatro requisitos para o desmembramento 
de Municípios, quais sejam: a) edição de lei complementar federal definindo o período em que 
o desmembramento poderá ocorrer; b) a realização de estudo de viabilidade municipal; c) 
plebiscito a população diretamente interessada; d) edição de lei estadual. 
 Quanto à realização do plebiscito no caso de desmembramento, entende o STF que a 
consulta popular deve ser feita a toda a população do Município, tanto da área destacada – 
desmembrada quanto da área remanescente. 
REQUISITOS: 
 Lei complementar Federal: período. 
 Estudo de Viabilidade Municipal. 
 Plebiscito; 
 Lei Ordinária Estadual; 
Não deixe de ler os artigos 29, 29-A, 30 e 31 CF. 
 
FISCALIZAÇÃO DAS CONTAS DOS MUNICÍPIOS 
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante 
controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da 
lei. 
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de 
Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde 
houver. 
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve 
anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara 
Municipal. 
§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de 
qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, 
nos termos da lei. 
§ 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais. 
 
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DISTRITO FEDERAL (ART. 32, CF) 
O Distrito federal é ente federativo dotado de autonomia, não é Município e nem um 
estado-membro, (sui generis), foi criado para ser um espaço neutro que pudesse abrigar a sede 
do Governo Federal, a saber, Brasília (art. 18 § 1o). 
AUTO-ORGANIZAÇÃO 
O DF reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez 
dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os 
princípios estabelecidos na Constituição, nos termos do art. 32 da CF: 
 
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, 
votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara 
Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. 
 
É vedada a divisão do Distrito Federal em Municípios. Entretanto, isso não impede que 
ele seja dividido em regiões administrativas com vistas à descentralização administrativa, à 
utilização racional de recursos para o desenvolvimento socioeconômico e à melhoria da 
qualidade de vida. 
AUTOGOVERNO: 
 Poder Executivo Distrital é exercido pelo Governador do Distrito Federal auxiliado 
pelos Secretários de Estado. 
O processo eleitoral do Governador é idêntico ao do Presidente em virtude do princípio 
da simetria, ou seja, o Governador é eleito pelo sistema majoritário absoluto (segundo turno). 
 
Art. 32. § 2º A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, 
e dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para 
mandato de igual duração. 
 
 Poder Legislativo Distrital, é exercido por uma Câmara Legislativa e elege Deputados 
Distritais, eleitos segundo o sistema proporcional, de forma idêntica aos deputados 
estaduais. 
 
Art. 32. § 3º Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27. 
 
 Poder Judiciário Distrital1, é formado pelos Tribunais de Justiça do DF e juízes 
distritais, os quais pertencem ao DF, entretanto, o DF não possui autonomia para 
organizar e manter o seu Poder Judiciário, uma vez que o mesmo é organizado e mantido 
pela União. Ressalta-se o art. 53 da Lei Orgânica do DF que estabelece: Art. 53. São 
Poderes do Distrito Federal, independentes e harmônicos entre si, o Executivo e o 
Legislativo. 
 
 
1 PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 317 DO CP. SERVIDORA 
PÚBLICA. PODER JUDICIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA. FALTA DE JUSTA CAUSA. INÉPCIA. 
INOCORRÊNCIA. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO QUE RECEBEU A DENÚNCIA. DESNECESSIDADE. I - O Poder 
Judiciário do Distrito Federal, embora organizado e mantido pela União, é órgão pertencente à organização político-
administrativa do Distrito Federal, que se constitui entidade política equiparada aos Estados-membros. (STJ - HC: 
72774 DF 2006/0277197-0, Relator: Ministro FELIX FISCHER, Data de Julgamento: 09/08/2007, T5 - QUINTA TURMA, 
Data de Publicação: DJ 05/11/2007 p. 308) 
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5 
 
AUTOADMINISTRAÇÃO 
Compete à União organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito 
Federal
e dos Territórios, a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do 
Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução 
de serviços públicos, por meio de fundo próprio. 
O DF possui autonomia assim como os demais entes federativos, contudo algumas 
instituições são organizadas e mantidas pela União, como se observa no art. 21, XIII da CF, são 
elas: 
 Poder Judiciário; 
 Ministério Público; 
 Polícia Civil; 
 Polícia Militar; 
 Corpo de Bombeiros; 
 Prestar assistência para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio. 
 
Art. 21. Compete a União: 
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos 
Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios; 
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do 
Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de 
serviços públicos, por meio de fundo próprio; 
A EC 69/2012 transferiu da União para o Distrito Federal as atribuições de organizar e 
manter a Defensoria Pública do Distrito Federal. Com isso, a competência para organizar e 
manter a Defensoria Pública do DF é do próprio distrito federal (competência concorrente – 
art. 24, XIII) 
 
AUTOLEGISLAÇÃO 
As competências legislativas do DF serão as mesmas dos Estados e dos Municípios. 
Art. 32. § 1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos 
Estados e Municípios. 
Entretanto, algumas matérias que seriam de competência do DF legislar são de 
competência privativa da União, vejamos: 
 Legislar sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das polícias civil e militar e 
do corpo de bombeiros militar. 
Art. 32. § 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das 
polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar. 
 Legislar sobre a organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal e dos 
Territórios, bem como organização administrativa destes; 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e 
da Defensoria Pública dos Territórios, bem como organização administrativa destes; 
 Legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e militar do Distrito Federal. 
Súmula vinculante 39. 
Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil 
e militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. 
TERRITÓRIOS (ARTS. 33, CF) 
Os Territórios NÃO são entes federativos e, portanto, não integram a organização político- 
administrativa do Estado Brasileiro e, por isso, não possuem autonomia política. 
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Os Territórios são descentralizações administrativas da União, possuem natureza jurídica de 
autarquias territoriais e, como se vê no art. 18 § 2º da CF: 
 
Art. 18. § 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado 
ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 
CRIAÇÃO 
Atualmente não existem Territórios criados no Brasil, com a CF/88 os Territórios de 
Roraima e Amapá foram transformados em estados e Fernando de Noronha foi incorporado ao 
estado de Pernambuco. 
Apesar de não existirem, a CF permite a sua criação, que deve ser realizado por LEI 
COMPLEMENTAR nos termos do art. 18 § 2º e 3o 
 
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou 
reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 
 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se 
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da 
população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei 
complementar. 
ORGANIZAÇÃO 
A Organização administrativa e judiciária do Território (que não se confunde com a sua 
criação) deve ser feita por meio de Lei Ordinária, como destacado no caput do art. 33. 
Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios. 
DIVISÃO EM MUNICÍPIOS 
Curiosamente a CF autorizou a criação de Municípios nos Territórios Federais, aqueles, os 
Municípios, com autonomia política. 
Art. 33. § 1º Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se aplicará, no que 
couber, o disposto no Capítulo IV deste Título. 
EXECUTIVO 
A direção do Território será exercida por um Governador, nomeado pelo Presidente, após a 
aprovação do nome pelo Senado Federal, ou seja, não haverá eleição para Governador, nos 
termos do art. 84, XIV da CF 
 
Art. 84. XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal 
Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da 
República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado 
em lei; 
Inclusive as contas do Governo do Território devem ser submetidas ao Congresso nacional 
após parecer do TCU: 
Art. 33. § 2º As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional, com 
parecer prévio do Tribunal de Contas da União. 
LEGISLATIVO 
Os Territórios terão uma Câmara Territorial que funcionará como espécie de “Poder 
Legislativo” com competência deliberativa e os seus membros deverão ser eleitos. 
Art. 33. § 3º (...) a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência 
deliberativa. 
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Os Territórios, por possuírem povo, podem eleger Deputados Federais, em um número fixo 
de 4, mas, atenção, eles não elegem senadores justamente porque os Territórios não possuem 
autonomia política. 
TERRITÓRIOS COM MAIS DE 100.000 HABITANTES 
Os Territórios com mais de cem mil habitantes deverão instituir: 
 Poder Judiciário de primeira e segunda instância; 
 Ministério Público; 
 Defensoria Pública. 
Logicamente que todos mantidos pela União, uma vez que inexiste autonomia financeira dos 
territórios. 
Art. 33. § 3º Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, 
além do Governador nomeado na forma desta Constituição, haverá 
órgãos judiciários de primeira e segunda instância, membros do 
Ministério Público e defensores públicos federais; a lei disporá sobre 
as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa. 
 
 
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SUMÁRIO 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ............................................................................................................................... 2 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ............................................................................................................................ 2 
CONCEITO .................................................................................................................................................. 2 
PRINCÍPIOS ................................................................................................................................................. 2 
FORMAS DE ACESSO .................................................................................................................................. 6 
CONCURSO PÚBLICO ................................................................................................................................. 8 
 
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ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
CONCEITO 
Em primeiro lugar, faz-se necessário conceituar a Administração Pública, remetendo ao 
Art. 37, CF 
“Art. 37. A Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios
de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...)” 
Neste primeiro momento, temos que entender alguns termos que aparecem no Art. 37. O 
conceito da Administração Pública deve ser visto sob dois aspectos, a perspectiva objetiva e a 
perspectiva subjetiva: 
 
Sob a perspectiva objetiva (material, funcional ou objetivo), a Administração Pública 
constitui a atividade desenvolvida pelo poder público que tem como função a satisfação do 
interesse público. 
 
Sob a perspectiva subjetiva (critério formal, subjetivo ou orgânico), Administração 
Pública é o conjunto de órgãos e pessoas jurídicas que desempenham a atividade 
administrativa. Interessa-nos conhecer a Administração Pública sob esta última perspectiva, a 
qual se classifica em Administração Direta e Indireta. 
 
A Administração Pública Direta é formada por pessoas jurídicas de direito público, ou 
pessoas políticas, entes que possuem personalidade jurídica e autonomia própria. São entes da 
Administração Pública Direta a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, também 
chamados de entes políticos ou entes federados. 
Esses entes são pessoas jurídicas de Direito Público, que exercem as atividades 
administrativas por meio dos órgãos e agentes pertencentes aos Poderes Executivo, Legislativo 
e Judiciário. Os órgãos não são dotados de personalidade jurídica própria, pois agem em nome 
da pessoa jurídica à qual estão vinculados. Também são chamados de entes federados ou de 
entes políticos. 
 
A Administração Pública Indireta é formada por pessoas jurídicas próprias, de direito 
público ou privado, que executam atividades do Estado, por meio da descentralização 
administrativa. São os entes da Administração Indireta: as Autarquias, Fundações Públicas, 
Sociedades de Economia Mista e Empresas Públicas. 
 
Trata-se de um rol TAXATIVO, ou seja, apenas esses oito entes são integrantes da 
Administração Pública. 
 
PRINCÍPIOS 
Segundo a Constituição Federal, a Administração Pública, seja Direta ou Indireta, 
pertencente a qualquer dos Poderes, deverá obedecer aos princípios da Legalidade, 
Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência, os quais vinculam toda a Administração 
Pública (seja a administração direta ou indireta), dos três Poderes (Executivo, Legislativo e 
Judiciário) e de todas as esferas da federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). 
 
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3 
 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
A legalidade é princípio essencial dentro de um Estado democrático de direito, 
representando a submissão do Estado à lei. É por meio da observância das leis que se concretiza 
a vontade do povo e, assim, atendido o interesse público. 
Segundo o princípio da legalidade, a Administração Pública somente pode fazer o que está 
expressamente previsto em normas jurídicas. Assim, a Administração só pode agir segundo a 
lei (“secundum legem”), jamais contra a lei (“contra legem”) ou além da lei (“praeter legem”), 
sob pena do ato administrativo ser ilegal. É a chamada legalidade estrita, ou em sentido 
estrito. 
 
É claro, às vezes, as normas deixam certa liberdade de escolha para o administrador público; 
dizemos que, nesse caso, há discricionariedade da Administração. Por exemplo, a concessão de 
licença a um servidor, para tratar de interesse particular, é discricionariedade da 
Administração (que poderá decidir por conceder ou não a licença). 
 
Para os particulares, o princípio da legalidade tem uma conotação diferente: a eles, é lícito fazer 
tudo aquilo que a lei não proíbe. Enquanto a Administração Pública deve agir da maneira que a 
lei determina, os particulares têm maior liberdade de atuação e só não podem fazer o que a lei 
lhes proíbe. 
"CF, art. 5º, II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude 
de lei;" 
 
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE: 
O agir da Administração Pública não se confunde com a pessoa física de seu agente, até 
porque este age com base na lei, tendo esta a característica de ser genérica. Significa que o agir 
da administração pública não pode prejudicar ou beneficiar o cidadão individualmente 
considerado. 
Esse princípio impõe ao Administrador Público que só pratique o ato para o seu fim legal; e 
o fim legal é unicamente aquele que atinge o bem da coletividade, o interesse público. 
 
Como exemplo de aplicação desse princípio, temos a realização de concursos públicos, que 
representa uma maneira impessoal de preenchimento de cargos e empregos públicos. 
Outro exemplo relevante é a súmula vinculante 13 do STF, que veda o nepotismo, de modo a 
observar dentre outros, o princípio da impessoalidade, uma vez que veda que o administrador 
preencha cargos comissionados ou funções de confiança baseado em relações de parentesco. 
 Súmula Vinculante 13 
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até 
o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica 
investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão 
ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em 
qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido 
o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. 
 
 
Para compreender o exato alcance desse princípio, é necessário analisá-lo em suas 4 (quatro) 
diferentes acepções. 
 
1. FINALIDADE, o princípio da impessoalidade traduz a ideia de que toda atuação da 
Administração deve buscar a satisfação do interesse público. Quando um ato é praticado 
com objetivo diverso, é nulo, por desvio de finalidade. O administrador é mero executor 
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do ato, que serve para manifestar a vontade do Estado. Pode-se dizer, portanto, que o 
princípio da impessoalidade decorre do princípio da supremacia do interesse público. 
 
2. ISONOMIA, na medida em que atua sem favoritismo, tratando todos de modo igual, ou 
quando necessário fazendo a discriminação necessária em busca da igualdade material. 
É o que se verifica, por exemplo, na exigência de concurso público para o acesso aos 
cargos públicos. A oportunidade de se ter acesso a esses cargos é igual para todos. Outro 
exemplo dessa acepção do princípio da impessoalidade diz respeito ao pagamento das 
dívidas do Estado, que deverá observar, em regra, a ordem cronológica de apresentação 
dos precatórios (art. 100, CF/88). 
 
3. VEDAÇÃO À PROMOÇÃO PESSOAL. O agente público não pode utilizar as realizações 
da Administração Pública para promoção pessoal, o que, além de violar a 
impessoalidade, também fere a moralidade administrativa. Fundamenta-se essa lógica 
no art. 37, § 1º, da CF/88, que dispõe o seguinte: 
 
§ 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá 
ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, 
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
 
 
4. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO, uma vez que os atos praticados pelo 
agente público não são imputáveis a ele, mas ao órgão ou entidade em nome do qual ele 
age. A ação dos agentes é, portanto, impessoal. Essa regra é extraída do art. 37, § 6º, da 
CF/88: 
 
§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, 
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
PRINCÍPIO DA MORALIDADE 
A moralidade administrativa é princípio que impõe aos agentes públicos a atuação ética e 
honesta na gestão da coisa pública. Não basta que o administrador público atue segundo a Lei; 
além disso, deve agir segundo os princípios da
razoabilidade, justiça e boa fé. Assim, é 
perfeitamente possível que um ato administrativo esteja em conformidade com a lei, mas 
contrarie o princípio da moralidade, podendo, então, ser anulado. 
 
A moralidade administrativa difere da moral comum, por ser jurídica. Embora seja conceito 
jurídico indeterminado, é objetiva, podendo ser extraída do ordenamento jurídico, a partir das 
normas que tratam da conduta dos agentes públicos. Não é como a moralidade comum, que é 
subjetiva, estando ligada às convicções pessoais de quem aprecia o fato. 
 
Além de erigir o princípio da moralidade a vetor fundamental de atuação da Administração 
Pública, a Constituição Federal de 1988 buscou concretizá-lo em diversos dispositivos. Como 
instrumento de controle da moralidade administrativa, o art. 5º, LXXIII, previu a ação popular, 
que pode ser proposta por qualquer cidadão: 
 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo 
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. 
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PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE: 
O princípio da publicidade deve ser analisado em duas acepções diferentes: 
 Exigência de publicação em órgão oficial como requisito de EFICÁCIA dos atos 
administrativos gerais que devam produzir efeitos externos ou onerem o patrimônio 
público; 
 - Exigência de TRANSPARÊNCIA da Administração em sua atuação, de forma a 
possibilitar o controle pelos administrados. 
 
Na primeira acepção a publicidade dos atos administrativos é requisito de eficácia dos atos 
administrativos gerais e de efeitos externos ou, ainda, daqueles que onerem o patrimônio 
público. Exemplo de ato geral e de efeito externo é a publicação de uma Portaria: esta somente 
produzirá seus efeitos (será eficaz) após a publicação no Diário Oficial da União. Contudo, é 
importante destacar que nem todos os atos praticados pela Administração Pública devem ser 
publicados em meio oficial, sendo que em determinadas situações prevalecerá o sigilo, como 
nos casos em que for imprescindível para a segurança nacional ou em situações em que deverá 
haver a preservação da intimidade dos administrados. 
 
Na segunda acepção, a Administração Pública tem a obrigação de dar conhecimento aos 
administrados (cidadãos) da conduta interna de seus agentes. Tornar acessível. 
 
O princípio da publicidade evidencia-se, assim, na forma de uma obrigação de transparência, 
é o que se verifica no art. 5º, XXXIII da CF. 
 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, 
ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e 
do Estado. 
 
Cabe destacar, ainda, que somente com a publicidade dos atos administrativos é que se torna 
viável o exercício do controle da Administração, seja este controle realizado pelos próprios 
cidadãos (controle social) ou pelos chamados órgãos de controle (Ex.: TCU). 
 
Com base no princípio da publicidade, o STF entendeu ser válida a divulgação da 
remuneração bruta, cargos e funções titularizados por servidores públicos, bem como 
dos órgãos de sua formal lotação. Isso porque, sendo essas informações de interesse coletivo 
ou geral, estão expostas à divulgação oficial. Não cabe, de acordo com a Corte, “falar de 
intimidade ou de vida privada nesse caso, pois os dados objeto da divulgação em causa dizem 
respeito a agentes públicos enquanto agentes públicos mesmos; ou, na linguagem da própria 
Constituição, agentes estatais agindo “nessa qualidade” (§6º do art. 37)”.1 
PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA 
O princípio da eficiência passou a estar expresso na Constituição a partir da EC nº 19/98, 
que o introduziu com o objetivo de promover uma quebra de paradigma na Administração 
Pública, substituindo a antiga administração burocrática pelo novo modelo: a administração 
gerencial. A administração gerencial tem ênfase na obtenção de resultados e na participação 
do cidadão, que é visto como cliente dos serviços públicos. Assim, o objetivo desse princípio é 
 
1 Pleno, SS 3902 AgR-segundo / SP - SÃO PAULO, Rel. Min. Ayres Britto, j. 09.06.2011, DJe-189 DIVULG 30- 
09-2011 PUBLIC 03-10-2011. 
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prestar um bom serviço público, sem gastos desnecessários, supérfluos, ou seja, sem 
desperdício. 
 
O art. 37, CF/88 impõe verdadeiro dever de eficiência à Administração Pública. Não basta que 
os agentes públicos atuem em conformidade com os ditames da legalidade. É necessário que 
desempenhem suas atribuições da melhor forma possível, a fim de obter os melhores 
resultados. 
 
Como forma de garantir uma nova postura na prestação dos seus serviços, este princípio 
exige que as ações sejam praticadas com celeridade, perfeição, visando atingir ótimos 
resultados, sempre tendo como destinatário o bem-estar do administrado. A celeridade dos 
processos encontra-se prevista no Art. 5°, LXXVIII da CF: 
“LXXVIII – a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do 
processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação” 
 
Em respeito ao princípio da eficiência, a Constituição Federal previu formas de participação 
do administrado como fiscal da Administração Pública: 
“Art. 37, § 3o A lei disciplinará as formas de participação do usuário na Administração Pública 
direta e indireta, regulando especialmente: 
I – as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a 
manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da 
qualidade dos serviços; 
II – o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, 
observado o disposto no Art. 5o, X e XXXIII; 
III – a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego 
ou função na Administração Pública” . 
 
Decorre deste princípio, ainda, a necessidade de AVALIAÇÃO ESPECIAL DE DESEMPENHO 
para concessão da estabilidade ao servidor público em estágio probatório, bem como a 
existência da AVALIAÇÃO PERIÓDICA DE DESEMPENHO, possibilitando que até mesmo o 
servidor estável possa ser exonerado se não atingir resultados satisfatórios, nos termos do Art. 
.41 da CF: 
“Art. 41. São estáveis, após três anos de efetivo exercício, os servidores nomeados para cargo 
de provimento efetivo, em virtude de concurso público. 
§ 1o O servidor público estável só perderá o cargo: 
III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa. 
FORMAS DE ACESSO 
CARGO PÚBLICO, EMPREGO PÚBLICO E FUNÇÃO PÚBLICA 
Os primeiros dispositivos relacionados aos servidores públicos e que foram apresentados 
pela Constituição Federal regulamentam o acesso a cargos, empregos e funções públicas. 
Vejamos o que diz o Art. 37, I e II da CF: 
 
“I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os 
requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; 
II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso 
público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou 
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado 
em lei de livre nomeação e exoneração.”
 
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Os cargos, empregos e funções são acessíveis a todos os brasileiros (natos ou naturalizados2) 
e estrangeiros que preencherem
os requisitos previstos em lei. Aos estrangeiros o acesso é 
limitado. Essa é uma norma de eficácia limitada, pois depende de regulamentação, como para 
professores ou pesquisadores em universidades e instituições de pesquisa científica e 
tecnológica. 
 
 O exercício da atividade administrativa admite 3 tipos de vínculo de trabalho: 
 
CARGO PÚBLICO - é existente na Administração direta, autárquica e fundacional. 
Os cargos são criados por lei com denominação específica e quantidade certa, além de serem 
regidos por um regime estatutário, sendo, dessa forma, ocupados por servidores estatutários. 
Podem ser de provimento efetivo ou em comissão. 
Os cargos de provimento efetivo são preenchidos por meio de concurso público, 
permitindo ao seu titular a aquisição da estabilidade. Já os cargos em comissão podem ser 
preenchidos por servidores públicos ou não e são cargos de livre nomeação e exoneração, os 
quais não geram aos titulares que não tenham feito concurso público o direito à estabilidade. 
 
EMPREGO PÚBLICO - é existente nas empresas públicas e nas sociedades de economia 
mista. Os empregados públicos são contratados sob regime celetista, ou seja, quem ocupa um 
emprego público possui uma relação trabalhista com a Administração Pública, são os chamados 
empregados públicos, ou servidores celetistas. 
O acesso ao emprego público também depende de concurso público, entretanto, não possui 
a mesma estabilidade do cargo público efetivo. 
 
FUNÇÃO PÚBLICA - é a atribuição ocupada por quem não possui cargo ou emprego público. 
Ocorre em duas situações: nas contratações temporárias e nas funções de confiança. 
Na função de confiança temos a livre escolha e a livre dispensa a critério da autoridade 
competente. 
CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA 
A Constituição Federal disciplina que a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo 
determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. 
Assim, em face de situações excepcionais, é admitida a contratação de servidores 
temporários, tanto no âmbito da Administração Direta, quanto no da Indireta. 
No caso de contratação de servidores temporários, a realização de concurso público não é 
obrigatória, podendo os mesmos serem contratados por meio de um processo seletivo 
simplificado. 
Art. 37, IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a 
necessidade temporária de excepcional interesse público; 
CARGO EM COMISSÃO X FUNÇÃO DE CONFIANÇA 
Tanto no cargo em comissão, quanto na função de confiança, encontramos funções de 
direção, chefia ou assessoramento, que serão desempenhadas por seus titulares (é diferente de 
um cargo efetivo, que se presta ao desempenho de atribuições técnicas). 
A diferença reside nas pessoas que podem ocupar o cargo em comissão e a função de 
confiança. Nos termos da CF, as funções de confianças serão exercidas exclusivamente por 
 
2 Destaque-se, ainda, que existem cargos privativos de brasileiros natos, os quais estão previstos no Art. 12, § 3o da 
CF: Presidente e Vice-Presidente da República, Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente do Senado Federal, 
Ministro do STF, oficial das Forças Armadas, carreira diplomática e Ministro do Estado da Defesa. 
 
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servidores ocupantes de cargo efetivo, enquanto os cargos em comissão poderão ser 
desempenhados por servidores titulares de cargos efetivos ou não, isto é, em alguns casos, 
teremos cargos em comissão sendo preenchidos por particulares (já as funções de confiança 
somente podem ser preenchidas por servidores efetivos). 
A Constituição Federal também estabelece que os cargos comissionados serão preenchidos 
por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei. Assim, 
a lei irá estipular quais cargos em comissão devem ser preenchidos exclusivamente por 
servidores efetivos ou mesmo um percentual mínimo de preenchimento por titulares de cargos 
efetivos. 
Art. 37, V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo 
efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, 
condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, 
chefia e assessoramento. 
CONCURSO PÚBLICO 
Conforme rege o art. 37, II, da CF, o concurso público é um requisito indispensável para o 
preenchimento de cargos públicos efetivos e empregos públicos. O concurso poderá ser de 
provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego. 
O mesmo dispositivo estabelece, contudo, que os cargos em comissão são de livre nomeação e 
exoneração, sendo seu preenchimento feito por livre escolha da autoridade competente. 
Art. 37, II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em 
concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do 
cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão 
declarado em lei de livre nomeação e exoneração; 
 
Prazo de validade 
O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por 
igual período. O prazo de validade passa a ser contado a partir da homologação do resultado. A 
não observância dessas regras para o preenchimento de cargos públicos efetivos e de empregos 
públicos implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei. 
Art. 37, III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma 
vez, por igual período; 
Art. 37, § 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a 
punição da autoridade responsável, nos termos da lei. 
 
Novos Concursos 
A CF também prevê que aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e 
títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou 
emprego, na carreira. Assim, de acordo com o expresso na Constituição Federal, caso sejam 
realizados dois concursos, os aprovados dentro do primeiro terão prioridade para nomeação 
sobre os aprovados no segundo concurso (isso caso os dois concursos estejam dentro do prazo 
de validade). 
Art. 37, IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado 
em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos 
concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; 
Ressalta-se que de acordo com a Lei 8.112/90 não é possível a abertura de novo concurso 
público para o mesmo cargo, quando o anterior ainda estiver na sua validade. 
 
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RESERVA DE VAGA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
Encontramos no texto constitucional a previsão da obrigatoriedade de estabelecimento de 
reserva de vagas para pessoas com deficiência. Contudo, esse percentual e os critérios de 
admissão será regulamentado por lei. 
Art. 37, VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas 
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; 
 
No caso dos cargos efetivos federais, por exemplo, a Lei 8.112/92 estabelece um percentual 
de até 20%. 
 “Art. 5°, § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em 
concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência 
de que são portadoras; para tais pessoas, serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas 
oferecidas no concurso. “ 
 
Este dispositivo garante a reserva de até 20% das vagas oferecidas no concurso para os 
deficientes. Complementando esta norma, foi publicado o Decreto Federal 3298/99 que 
regulamentou a Lei no 7853/1989, que fixou o mínimo de 5% das vagas para deficiente, 
exigindo, nos casos em que esse percentual
para que um Estado possa ser considerado 
efetivamente uma Federação, os entes parciais também devem ter o direito de participar 
da formação da vontade central, por meio de representantes no Parlamento. 
7) Possibilidade de intervenção federal: o texto constitucional da Constituição Federal 
deve prever a possibilidade de a União agir, em nome dos demais entes federativos, não 
só para a garantia da indissolubilidade do vínculo federativo, como também para o 
respeito à repartição de competências. 
FORMA DE GOVERNO 
Refere-se tanto ao modo como se institui o poder nas sociedades, quanto à relação entre 
governantes e governados, ou seja, pergunta-se se há participação popular ou não na formação 
do poder. 
Há 2 formas: 
 
REPÚBLICA MONARQUIA 
Eletividade (eleições) Hereditariedade 
Temporalidade no poder Vitaliciedade do poder 
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Representatividade popular Não-representatividade popular 
Dever de prestar contas 
(responsabilidade). 
Ausência do dever de prestar contas 
(irresponsabilidade). 
SISTEMA DE GOVERNO 
Refere-se à forma de relacionamento dos poderes Executivo e Legislativo para escolha do 
Chefe de Governo. 
No sistema adotado em nosso país, o Presidencialismo, não há qualquer intervenção do 
Legislativo na escolha do Chefe de Governo, vez que este é escolhido pelo VOTO. Aliás, no 
Presidencialismo, o Presidente da República concentra as funções de Chefe de Estado – 
representação externa – e de Chefe de Governo – responsável pelas políticas internas. 
 
 
PRESIDENCIALISMO PARLAMENTARISMO 
Independência dos poderes Interdependência dos poderes 
Chefia monocrática Chefia dual 
Mandatos por prazo certo Mandatos por prazos indeterminados 
Responsabilidade do governo perante o 
povo 
Responsabilidade do governo perante o 
parlamento 
REGIME POLÍTICO 
O princípio democrático define o nosso regime político. Quanto ao regime político, o caput 
do Art. 1o da CF afirma que o Estado brasileiro é um Estado Democrático de Direito, 
consagrando assim a adoção de um regime político democrático. 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: (…) 
O Regime político adotado no Brasil é o Democrático e a nossa democracia é a semidireta 
(participativa), uma vez que conjuga os elementos da democracia direta com a democracia 
indireta (representativa), como se extrai do Art. parágrafo único da CF: 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes 
eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ............................................................................................................................. 2 
FUNDAMENTOS ............................................................................................................................................. 2 
SOBERANIA ................................................................................................................................................ 2 
CIDADANIA................................................................................................................................................. 2 
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA ............................................................................................................. 2 
VALORES SOCIAIS DO TRABALHO E DA LIVRE INICIATIVA ......................................................................... 2 
PLURALISMO POLÍTICO .............................................................................................................................. 3 
PODERES ........................................................................................................................................................ 3 
OBJETIVOS ..................................................................................................................................................... 3 
PRINCÍPIOS INTERNACIONAIS ........................................................................................................................ 4 
 
 
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PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
FUNDAMENTOS 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união 
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-
se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
I - a soberania 
II - a cidadania 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
V - o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio 
de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta 
Constituição. 
SOBERANIA 
Pode ser definida como um poder supremo e independente: supremo por não ser limitado 
a nenhum outro na ordem interna (soberania interna) e independente, pois na ordem 
internacional não recebe ordens (soberania externa). 
CIDADANIA 
O termo consiste na participação política dos indivíduos nas decisões políticas do Estado, 
mediante o exercício dos direitos políticos; contudo, cidadania não se resume apenas ao 
exercício de direitos políticos, está também relacionada ao exercício de direitos e deveres 
fundamentais. 
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA 
A dignidade possui um caráter MULTIDIMENSIONAL, estando associada a um grande 
conjunto de condições ligadas à existência humana, a começar pela própria vida, passando pela 
integridade moral, liberdade, condições materiais de bem-estar etc. A dignidade é considerada 
pela Doutrina como o valor constitucional supremo. Vale ressaltar que a dignidade da pessoa 
humana implica não apenas garantir dignidade as pessoas, mas também impor ao Estado 
deveres de proteção, respeito e que possam assegurar às pessoas condições de vida digna. 
VALORES SOCIAIS DO TRABALHO E DA LIVRE INICIATIVA 
Os valores sociais do trabalho, enquanto fundamento do Estado, implicam o respeito ao 
trabalho e à dignidade humana; determinam ainda o respeito aos direitos sociais (Art. 6o CF) e 
aos direitos trabalhistas (Art. 7o – 11oCF) constitucionalmente previstos, garantindo o mínimo 
existencial. Ademais, esse fundamento impõe ao Estado o dever de proteger as relações de 
trabalho contra qualquer tipo de abuso ou exploração. Já a livre iniciativa caracteriza-se pela 
liberdade de empreender, liberdade de contratar, é princípio básico do liberalismo econômico, 
previsto também no Art. 170 CF. Desse modo, a CF acabou por adotar um sistema capitalista. 
Observa-se que esses dois fundamentos se encontram diretamente ligados, uma vez que 
a livre iniciativa só se justifica como fundamento se houver o respeito aos valores sociais do 
trabalho. Dessa forma a livre iniciativa não impede que o Estado intervenha na ordem 
econômica com a finalidade de regulamentação de mercado, respeito aos direitos sociais e ao 
consumidor, por exemplo. 
 
 
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PLURALISMO POLÍTICO 
O princípio relaciona-se a diversidade de ideias, alteridade, existente em uma sociedade 
plural, é o respeito as diferenças e ao direito de expor suas próprias ideias. Ex: se traduz no 
pluralismo social, político, (CF, Art. 1º, V) partidário - PLURIPARTIDARISMO, (CF, Art. 17º) 
religioso, (CF, Art. 19º) econômico, (CF, Art. 170) de ideias e de instituições de ensino, (CF, Art. 
260, III) e cultural (CF, arts. 215 e 216). É importante observar que pluripartidarismo não é 
sinônimo de pluralismo político; o pluripartidarismo é umas das formas de expressão do 
pluralismo político. Ademais, não se pode defender como pluralismo político discursos de ódio 
ou de conteúdo de discriminação racial. 
PODERES 
Art. 2º São Poderes
gerasse número fracionado, que fosse arredondado 
para o próximo número inteiro. Essa proteção gerou um inconveniente nos concursos com 
poucas vagas, fazendo com que o STF interviesse e decidisse no sentido de que se a observância 
do mínimo de 5% ultrapassasse o máximo de 20%, não seria necessário fazer a reserva da vaga. 
Isso é perfeitamente visível em concursos com 2 vagas, por exemplo. Se fosse reservado o 
mínimo, ter-se-ia, pelo menos, 1 vaga para deficiente, o que corresponderia a 50% das vagas, 
ultrapassando, assim, o limite de 20% estabelecido em lei. 
 
A súmula 377 do Superior Tribunal de Justiça define que: "O portador de visão monocular 
tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas reservadas aos deficientes." 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ......................................................................................................................... 2 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ....................................................................................................................... 2 
SERVIDORES PÚBLICOS......................................................................................................................... 2 
 
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ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
SERVIDORES PÚBLICOS 
VAGAS PREVISTAS NO EDITAL E DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO 
De acordo com a Jurisprudência do STF, os candidatos aprovados dentro das vagas têm 
direito subjetivo à nomeação durante o prazo de validade do concurso, ou seja, possuem direito 
líquido e certo a serem nomeados dentro do prazo de validade do concurso. Vale ressaltar que 
a escolha da data de nomeação insere-se na discricionariedade da Administração, desde que 
realizada dentro do prazo de validade do concurso. 
Entretanto, em situações excepcionais é possível a não nomeação de candidatos aprovados 
dentro das vagas, em virtude do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. 
Para que se considere como uma situação excepcional determinou o STF que devem estar 
presentes as seguintes características1: 
a) Superveniência: os eventuais fatos ensejadores de uma situação excepcional devem ser 
necessariamente posteriores à publicação do edital do certame público; 
b) Imprevisibilidade: a situação deve ser determinada por circunstâncias extraordinárias, 
imprevisíveis à época da publicação do edital; 
c) Gravidade: os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis devem ser extremamente 
graves, implicando onerosidade excessiva, dificuldade ou mesmo impossibilidade de 
cumprimento efetivo das regras do edital; 
d) Necessidade: a solução drástica e excepcional de não cumprimento do dever de 
nomeação deve ser extremamente necessária, de forma que a Administração somente pode 
adotar tal medida quando absolutamente não existirem outros meios menos gravosos para 
lidar com a situação excepcional e imprevisível. De toda forma, a recusa de nomear candidato 
aprovado dentro do número de vagas deve ser devidamente motivada e, dessa forma, passível 
de controle pelo Poder Judiciário. 
ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA E FAZENDÁRIA 
Encontramos na Constituição Federal, em seu art. 37, inciso XVIII, a previsão da precedência 
(prioridade) que a Administração Fazendária (e seus servidores fiscais) possuem sobre os 
demais setores administrativos, conforme regras estabelecidas em lei. 
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de 
competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; 
 
Já no inciso XXII, do mesmo artigo, encontramos a previsão de possibilidade de atuação 
integrada das Administrações Tributárias dos entes federados, inclusive com o 
compartilhamento de cadastros e informações fiscais. Tais setores também gozarão de 
recursos prioritários para o desempenho de suas atividades. 
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras 
específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma 
integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da 
lei ou convênio. 
 
1 STF – RE 598.099 – 10/08/2011 – Relator: Min. Gilmar Mendes. 
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Esse dispositivo significa que os entes federativos devem investir na área de tributação 
visando a melhoria, aprimoramento dos setores, capacitação do pessoal, enfim, tudo o que for 
necessário para fornecer a melhor estrutura administrativa. 
LICITAÇÃO 
Encontramos no art. 37 da Constituição Federal a obrigatoriedade de licitação, estabelecida 
como regra geral, para a contratação de obras, bens ou serviços pela Administração Pública. 
Vale ressaltar que a regra é o dever de licitar, sendo que somente em situações excepcionais, 
expressamente previstas em lei, é que é admitida a contratação direta, sem licitação. 
Art. 37, XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e 
alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de 
condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, 
mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as 
exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das 
obrigações. 
Pelo texto constitucional podemos chegar a 3 conclusões: 
 
a) É possível que a legislação estabeleça hipóteses que a licitação pode ser dispensada ou 
inexigível; 
b) O particular que contrata com a administração tem o direito à manutenção das 
condições efetivas da proposta – equilíbrio econômico-financeiro do contrato. 
c) As exigências de qualificação dos particulares devem ser essenciais ao cumprimento das 
obrigações do contrato. 
REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS 
Espécies remuneratórias 
Os agentes públicos, aqueles que exercem atividade para com a Administração, podem ser 
remunerados basicamente de três formas: subsídios, remuneração em sentido estrito ou 
salários. 
 
O subsídio é uma forma de remuneração fixada em parcela única, sem acréscimo de 
qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória. Para alguns agentes públicos, essa modalidade de remuneração é obrigatória, 
por exemplo: agentes políticos e servidores dos órgãos de segurança pública (PF/PRF/PC) etc. 
Vejamos o que diz o Art. 39, § 4º, da CF/88: 
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários 
Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, 
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação 
ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. 
 
Contudo, o §8º do mesmo artigo estabelece que a remuneração dos servidores públicos 
organizados em carreira poderá, mediante lei, ser fixada em subsídios. 
 
Art. 39, § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada 
nos termos do § 4º. 
 
Assim, como visto, alguns cargos, por expressa previsão constitucional, são remunerados 
mediante subsídios, sendo os demais mediante remuneração (soma dos vencimentos com 
outras vantagens, como as gratificações, indenizações e adicionais). Contudo, mediante 
previsão em lei, a remuneração de tais cargos também poderá se dar mediante subsídios. 
 
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A remuneração é aquela percebida
pelos servidores públicos detentores de cargo efetivo e 
é acrescida das vantagens pecuniárias previstas em lei (gratificações, adicionais, indenizações 
etc.). Vejamos o que dispõe o Art. 41 da Lei 8.112/90: 
 Art. 41. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias 
permanentes estabelecidas em lei. 
 
O salário é a forma remuneratória paga aos empregados públicos, que são contratados por 
meio do regime celetista. 
 
Reserva legal 
De acordo com a CF, a remuneração e os subsídios dos servidores serão fixados e alterados 
sempre por lei específica, sendo assegurada a revisão geral anual, sempre na mesma data e 
sem distinção de índices, submetendo-se assim ao princípio da reserva legal. 
Art. 37, X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 
somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em 
cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; 
 
Justamente pela necessidade de criação de lei específica é que o Art. 37, XIII, da CF, previu 
ser vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito 
de remuneração de pessoal do serviço público. Desse modo, restou proibida qualquer forma de 
ajuste automático da remuneração e subsídio, que somente pode ser feita por meio de lei. 
Art. 37, XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para 
o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; 
 
Nesse sentido, editou o STF a Súmula Vinculante n° 42: 
É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou 
municipais a índices federais de correção monetária. 
 
Critérios para definição do sistema remuneratório 
Para definição dos valores de vencimento e dos demais componentes do sistema 
remuneratório deverá a lei observar: 
a) a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de 
cada carreira; 
b) os requisitos para a investidura; 
c) as peculiaridades dos cargos. 
 
É o que dispõe o Art. 39, § 1º, da CF/88: 
§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório 
observará 
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada 
carreira 
II - os requisitos para a investidura; 
III - as peculiaridades dos cargos. 
§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o 
aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos 
requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou 
contratos entre os entes federados. 
 
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1 
 
SUMÁRIO 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ............................................................................................................................... 2 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ............................................................................................................................ 2 
SERVIDORES PÚBLICOS .............................................................................................................................. 2 
 
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ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
SERVIDORES PÚBLICOS 
VEDAÇÃO À ACUMULAÇÃO DE CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS 
A CF, como regra geral, veda a acumulação remunerada de cargos públicos, dessa forma 
essa vedação não se aplica para prestação de serviços gratuitos (não remunerados). 
Ademais, essa vedação se estende para toda a administração pública seja direta ou indireta, 
inclusive as subsidiárias, bem como aquelas que sejam controladas pelo poder público (de 
forma direta ou indireta). 
É o que dispõe o art. 37, XVII: 
XVII – a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, 
fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades 
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.”
 
 
Entretanto, embora vedada, a própria CF ressalva hipóteses em que será possível a 
acumulação de cargos públicos remunerados, quando houver compatibilidade de horário. 
 
“XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver 
compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: 
a) a de dois cargos de professor;
 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões 
regulamentadas1; 
 
O cargo técnico pode ser visto com auxílio como aquele que somente pode ser ocupado por 
servidor com formação sob a nomenclatura de curso técnico ou similar, ofertado pelas 
instituições públicas ou privadas, tanto no ensino médio, quanto na educação superior. 
Não necessariamente precisa ser nível superior2, mas tem que exigir do servidor um 
conhecimento técnico profissionalizante. 
 
A expressão cargo técnico previsto na CF não abrange o cargo de técnico administrativo, por 
exemplo, uma vez que para o exercício da sua função não é exigido conhecimento específico de 
nível superior ou de ensino profissionalizante. Assim, de acordo com o CNJ o cargo técnico é 
 
1 Inclui-se como cargo da área da saúde o cargo de assistente social - TF, 2ª Turma, RE nº 553.670-MG/AgR, relª. Minª. 
Ellen Gracie, DJ-e de 30/9/2010. 
 
2 Decisão STJ: “o cargo técnico ou científico, para fins de acumulação com o de professor, nos termos do art. 37, XVII, 
da lei fundamental, é aquele para cujo exercício sejam exigidos conhecimentos técnicos específicos e habilitação legal, 
não necessariamente de nível superior “O fato de o cargo ocupado exigir apenas nível médio de ensino, por si só, não 
exclui o caráter técnico da atividade, pois o texto constitucional não exige formação superior para tal caracterização, 
o que redundaria em intolerada interpretação extensiva, sendo imperiosa a comprovação de atribuições de natureza 
específica, não verificada na espécie, consoante documento de fls. 13, o qual evidencia que as atividades 
desempenhadas pela recorrente eram meramente burocráticas. (Destacou-se) (RMS 12.352/DF - Rel. Min. Hélio 
Quaglia Barbosa - T6 - DJ 23/10/06) 
 
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aquele que exige algum conhecimento específico de nível superior ou de ensino 
profissionalizante. Veja o texto: 
 
“A melhor hermenêutica que se extrai do texto constitucional é aquela que considera que o 
“cargo técnico ou científico” aquele que, para ser exercido, mostre indispensável e predominante 
a aplicação de conhecimentos científicos ou artísticos; 03. O termo “técnico” empregado pela 
Constituição Federal não abrange o cargo de Técnico Judiciário, pois para o seu exercício não é 
exigido conhecimento específico de nível superior ou decorrente do ensino prático 
profissionalizante” (consulta 414/2014). 
 
Além dessas hipóteses, a Constituição Federal também previu a acumulação lícita em outros 
casos, observemos: 
 
A) Magistrado + Magistério – é permitida a acumulação de um cargo de juiz com o de 
professor: 
“Art. 95. Parágrafo único. Aos juízes é vedado: 
I – exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério.”
 
B) Membro do Ministério Público + Magistério – é permitida a acumulação de um cargo de 
Membro do Ministério Público com um de professor: 
“Art. 128, § 5o – Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos 
respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada 
Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros: 
II – as seguintes vedações: 
TETO REMUNERATÓRIO 
Quanto aos valores das remunerações,
a CF estabelece um teto, ou seja, limites a esses 
valores, aplicáveis aos servidores da Administração direta, autárquica e fundacional de todas 
as esferas (União, Estados, DF e Municípios) e dos três Poderes (Executivo, Legislativo e 
Judiciário). Assim, estão excluídas as empresas públicas e as sociedades de economia mista 
(e suas subsidiárias), salvo se receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou 
dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.3 
Vejamos o Art. 37, XI da CF: 
 
Art. 37, XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos 
da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos 
demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos 
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não 
poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal 
Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no 
Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos 
Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos 
Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos 
por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito 
do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e 
aos Defensores Públicos. 
 
3 Art. 37. § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas 
subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de 
despesas de pessoal ou de custeio em geral. 
 
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4 
 
 
A CF facultou aos Estados e ao Distrito Federal a fixação de um limite único. Esse teto poderá 
ser fixado mediante emenda às respectivas Constituições Estaduais (Estados) e Lei Orgânica 
(Distrito Federal), estabelecendo como teto único o subsídio mensal dos Desembargadores do 
respectivo Tribunal de Justiça. Entretanto, é importante ressaltar que esse limite não se aplica 
aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. 
Art. 37 - §12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos 
Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições 
e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal 
de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos 
Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios 
dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
O art. 37, da CF, em seu § 4º, trata da improbidade administrativa, estabelecendo que a 
configuração da mesma culminará em perda da função pública, suspensão dos direitos 
políticos, indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário. Contudo, os atos que 
configuram improbidade administrativa, assim como a aplicação e gradação de suas sanções, 
são regulamentadas em lei própria, no caso, a Lei 8.429/92, que é um tópico estudado em 
Direito Administrativo. 
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a 
perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e 
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
AÇÕES DE RESSARCIMENTO AO ERÁRIO 
Quando algum agente público (que pode ser um servidor público ou mesmo outra espécie 
de agente público) causar um prejuízo ao erário, será cabível uma ação de ressarcimento. A 
Constituição Federal estabeleceu que tais ações são imprescritíveis, isto é, não possuem prazo 
prescricional para sua interposição. Já no caso de punição por outros ilícitos, como atos de 
improbidade administrativa, por exemplo, a lei fixará o prazo prescricional para a apuração e 
aplicação das respectivas sanções. 
Art.37, § 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer 
agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de 
ressarcimento. 
RESPONSABILIDADE CIVIL 
Ao tratar da responsabilidade civil (ou extracontratual) do Estado, a Constituição Federal 
adotou a teoria do risco administrativo. Essa teoria rege que a responsabilidade civil do Estado 
por danos que seus agentes causarem a terceiros é objetiva, isto é, a sua configuração se dá 
independente de comprovação de dolo ou culpa do agente causador do dano. Tal assunto, 
contudo, é aprofundado na disciplina de Direito Administrativo, em tópico próprio. 
Art. 37, § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
 
 
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SUMÁRIO 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ............................................................................................................................... 2 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ............................................................................................................................ 2 
MANDATO ELETIVO (art. 38, cf) ................................................................................................................ 2 
REGIME JURÍDICO ÚNICO .......................................................................................................................... 3 
ESTABILIDADE, PERDA DO CARGO E PROVIMENTOS ................................................................................ 3 
 
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ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
MANDATO ELETIVO (ART. 38, CF) 
A Constituição Federal assegura aos servidores o direito de concorrerem e de exercerem 
um mandato eletivo, entretanto, com algumas ressalvas. Essas regras referem-se aos servidores 
da Administração direta, autárquica e fundacional. 
 
 Art. 38. Ao servidor público da Administração Direta, autárquica e fundacional, no exercício 
de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: 
I – tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu 
cargo, emprego ou função; 
II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe 
facultado optar pela sua remuneração; 
III – investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as 
vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não 
havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; 
IV – em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu 
tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por 
merecimento; 
V – para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão 
determinados como se no exercício estivesse.” 
Em suma:
 
 
 MANDATO ELETIVO FEDERAL, ESTADUAL OU DISTRITAL – afasta-se do cargo, do 
emprego ou da função e irá receber o valor dos subsídios, não podendo optar pela 
remuneração. 
 MANDATO ELETIVO MUNICIPAL 
 Prefeito: afasta-se do cargo, mas pode optar pela remuneração – não pode cumular a 
remuneração com os subsídios - é uma ou outra. 
 Vereador: havendo compatibilidade de horário, pode exercer os dois cargos e cumular 
as duas remunerações,
respeitando os limites legais. Não havendo compatibilidade de 
horário, deverá afastar-se do cargo, podendo optar pela remuneração. 
 
Havendo o afastamento, a Constituição determinou, ainda, que esse período seja 
contabilizado como tempo de serviço, gerando todos os seus efeitos legais, com exceção da 
promoção de merecimento, além de ser contabilizado para efeito de benefício previdenciário. 
 
Convém lembrar que essas regras são aplicáveis aos servidores públicos civis. Em caso de 
servidores militares, a Constituição Federal prevê regras diversas. 
Assim, a CF estabelece que o servidor militar alistável (que pode alistar-se como eleitor e 
votar) também é elegível (pode concorrer a um cargo eletivo), com observância das seguintes 
condições: 
1) se contar MENOS de dez anos de serviço  deverá afastar-se da atividade; 
2) se contar MAIS de dez anos de serviço  será agregado pela autoridade superior 
(nesse caso, se for eleito, passará automaticamente para a inatividade, a partir do 
ato de diplomação). 
 
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Art. 14, § 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
REGIME JURÍDICO ÚNICO 
O caput do Art. 39 da Constituição Federal estabelece que: 
 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua 
competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração 
pública direta, das autarquias e das fundações públicas. 
Essa regra trata do regime de pessoal, sendo que cada ente da Administração Pública deve 
optar por um único regime, que será o celetista ou o estatutário, para reger as relações com 
seus respectivos servidores. 
Encontramos como regra geral o regime estatutário no âmbito da Administração direta, 
autárquica e fundacional. Já o regime celetista é adotado na esfera das empresas públicas e 
sociedades de economia mista. 
 
CUIDADO! Os dirigentes das empresas públicas e sociedades de economia mista, por 
ocuparem cargos em comissão, são considerados como servidores estatutários, ou seja, não são 
regidos pela CLT. 
ESTABILIDADE, PERDA DO CARGO E PROVIMENTOS 
O Art. 41 da Constituição traz uma garantia aos servidores titulares de cargos efetivos, 
assegurando a eles a estabilidade no serviço público após três anos de efetivo exercício. 
A aquisição da estabilidade não se dá automaticamente com o transcurso desse prazo de três 
anos. Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de 
desempenho por comissão instituída para essa finalidade1. 
Uma vez adquirida a estabilidade, o servidor só perderá o cargo, nas seguintes hipóteses 
constitucionais: 
 
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público. 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa. 
 
Podemos acrescentar ainda a hipótese prevista no Art. 169, § 4º, da CF, que é a possibilidade 
de perda do cargo para cumprimento do limite de gastos, ou seja, para corte de excesso de 
despesas com pessoal, vejamos o artigo: 
 
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior2 não forem suficientes para 
assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor 
 
1 Conforme CF/art. 41 § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de 
desempenho por comissão instituída para essa finalidade. 
2 Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não 
poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. 
§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar 
referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: 
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança; 
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estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes 
especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de 
pessoal. 
 
Até a conquista da estabilidade, o servidor ficará em estágio probatório, não possuindo todas 
essas garantias atinentes à permanência em seu cargo. Entretanto, isso não significa que ele 
poderia ser dispensado de maneira imotivada. Ele somente poderia ser demitido no caso de ter 
praticado uma falta grave ou exonerado em virtude de não ter preenchido os requisitos para a 
aquisição da estabilidade, conforme evidenciado na súmula 21 do STF: 
SÚMULA 21 - STF 
Funcionário em estágio probatório não pode ser exonerado nem demitido sem inquérito ou sem 
as formalidades legais de apuração de sua capacidade. 
 
 
No caso de um servidor estável ter sido demitido, mas se essa demissão for invalidada por 
sentença judicial (também poderia ocorrer a invalidação da demissão na esfera 
administrativa), será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao 
cargo de origem, sem direito à indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em 
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
 
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o 
eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, 
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao 
tempo de serviço. 
 
Caso seja extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em 
disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado 
aproveitamento em outro cargo. 
 
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em 
disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado 
aproveitamento em outro cargo. 
 
 
 
 
 
II - exoneração dos servidores não estáveis. 
 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=21.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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1 
 
SUMÁRIO 
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ............................................................................................................................... 2 
INTERVENÇÃO FEDERAL ................................................................................................................................ 2 
CONCEITO .................................................................................................................................................. 2 
HIPÓTESES ................................................................................................................................................. 3 
ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO FEDERAL ....................................................................................................... 3 
DECRETO DE INTERVENÇÃO ...................................................................................................................... 6 
CONTROLE POLÍTICO .................................................................................................................................
7 
INTERVENÇÃO ESTADUAL .......................................................................................................................... 8 
 
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ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
INTERVENÇÃO FEDERAL 
CONCEITO 
É fundamento do modelo de Estado Federativo a existência de autonomia dos entes que 
compõem a federação. Essa autonomia pressupõe que não existe hierarquia entre os entes 
federados e que um ente não se intromete nos assuntos de competência de outro ente. Desse 
modo, cada um manterá sua autonomia, podendo se auto-organizar, autogovernar, 
autoadministrar, autolegislar, bem como ter receitas próprias. 
Contudo, em situações excepcionais, a CF permite, como forma de manter a unidade 
federativa, que um ente federado se intrometa, intervenha na esfera de autonomia de outro 
ente federativo, isso é o que se chama de intervenção. É um dos requisitos da Manutenção da 
Federação. 
Dessa forma, podemos dizer que intervenção é o contrário de autonomia, pois permite-se 
que, em caráter temporário, a autonomia de um ente seja afastada. 
A intervenção é medida excepcional, pois a regra é a autonomia, logo, a não intervenção. 
As hipóteses de intervenção estão previstas de forma TAXATIVA nos artigos 34 e 35 da CF 
(numerus clausus) e, por se tratar de uma limitação negativa, não se admite interpretação 
extensiva, mas tão somente restritiva. 
Existem dois tipos de intervenção: federal e a estadual, sempre de um ente mais amplo 
sobre outro imediatamente menos amplo. 
 Federal: União nos Estados, DF e nos Municípios localizados nos Territórios 
Federais. 
 Estadual: Estados intervêm apenas nos Municípios localizados em seus 
Territórios. 
 
Dessa forma, podemos afirmar que a União nunca intervirá em Municípios localizados 
nos Estados-Membros. 
A competência para decretar a intervenção é exclusiva do Chefe do Executivo: 
 Federal - Presidente da República (Art. 84, X). 
 Intervenção Estadual – Governador. 
No caso do Presidente da República, ressalta-se que a CF prevê a oitiva do Conselho da 
República e do Conselho de Defesa Nacional, sem vincular a decisão do Presidente, ou seja, o 
pronunciamento, a opinião, desses órgãos não tem caráter vinculativo, mas meramente 
opinativo: 
Art. 90. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre: 
I - Intervenção federal, estado de defesa e Estado de sítio; 
Art. 91. § 1º Compete ao Conselho de Defesa Nacional: 
II - Opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio 
e da intervenção federal; 
 
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HIPÓTESES 
Situações críticas que põem em risco a segurança do Estado, o equilíbrio federativo, as 
finanças estaduais e a estabilidade da ordem constitucional são causas de intervenção federal. 
Desse modo, podemos afirmar que a intervenção funciona, inclusive, como um meio de 
controle de constitucionalidade, pois visa manter a ordem e a estabilidade constitucional. 
Como visto, as hipóteses de intervenção federal estão previstas em rol taxativo no Art. 34 da 
CF: 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, 
exceto para: 
I - manter a integridade nacional; 
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; 
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; 
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; 
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: 
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo 
de força maior; 
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos 
prazos estabelecidos em lei; 
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; 
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: 
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; 
b) direitos da pessoa humana; 
c) autonomia municipal; 
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. 
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a 
proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços 
públicos de saúde. 
ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO FEDERAL 
A intervenção federal pode se dar de forma espontânea (discricionária) ou de forma 
provocada, que pode ser: por solicitação, por requisição ou por provimento de representação. 
 
A) ESPONTÂNEA OU DISCRICIONÁRIA 
 
A intervenção será espontânea, também chamada de ofício ou discricionária, quando o Chefe 
do Executivo puder decretar a intervenção independentemente de solicitação ou requisição de 
outro órgão, dentro do seu juízo de conveniência e oportunidade. São as hipóteses elencadas 
nos incisos I, II, III e V, do Art. 34: 
 manter a integridade nacional; 
 repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; 
 pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; 
 reorganizar as finanças da unidade da Federação que: 
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo 
motivo de força maior; 
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, 
dentro dos prazos estabelecidos em lei. 
 
 
B) PROVOCADA 
 
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A intervenção provocada pode ser: por solicitação, por requisição ou por provimento de 
representação. 
 
 POR SOLICITAÇÃO: (Art. 34, IV c/c Art. 36, I – 1a parte) 
 
É hipótese de intervenção provocada por solicitação a prevista no Art. 34, IV, ou seja, quando 
for para garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação. 
Nesse caso, será solicitação quando for para garantir o livre exercício dos Poderes Executivo 
e Legislativo, apenas. Isso porque quando for contra o Poder Judiciário, será hipótese de 
requisição. 
Nesse caso, o Poder Executivo ou Legislativo que se sentir impedido ou coagido no exercício 
das suas funções poderá solicitar intervenção federal. 
O Poder Legislativo pode ser a Assembleia Legislativa estadual ou a Câmara Legislativa do 
Distrito Federal, e o Poder Executivo será o Governador do Estado ou do DF. 
Por se tratar de solicitação, o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a 
intervenção, tratando-se aqui também de ato discricionário. 
Vejamos os dispositivos pertinentes da CF: 
 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: 
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; 
 
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: 
I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto 
ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o 
Poder Judiciário. (grifo nosso) 
 
 
 POR REQUISIÇÃO: 
 
Nessa modalidade de intervenção temos dois casos distintos: a) requisição do STF; b) 
requisição do STF, STJ ou TSE. 
 
 REQUISIÇÃO DO STF (Art. 34, IV c/c 36, I) 
 
É hipótese de intervenção provocada por requisição do STF a prevista no Art. 34, IV, ou seja, 
quando for para garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação, 
quando o impedimento ou a coação for contra o Poder Judiciário. 
 
Caso, por exemplo, o Poder Judiciário local – Tribunal de Justiça - esteja sendo coagido ou 
impedido no exercício de suas atribuições, ele poderá solicitar ao STF que requisite a 
intervenção federal. 
 
Se o STF entender que é caso de intervenção, irá requisitar ao Presidente, que deverá 
obrigatoriamente decretar a intervenção. 
 
Trata-se nesse caso de ato vinculado, e não discricionário. O Decreto do Presidente será 
mera formalização da decisão judicial soberana. 
 
Vejamos os dispositivos pertinentes da CF: 
 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
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IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; 
 
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: 
I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou 
impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o 
Poder Judiciário. (grifo nosso) 
 
 REQUISIÇÃO DO STF, STJ ou TSE: (Art. 34, VI c/c 36, II). 
 
É hipótese de intervenção provocada por requisição a prevista no Art. 34, VI (parte final), ou 
seja, caso de descumprimento de ordem ou decisão judicial. Nesse caso, ocorrerá a 
intervenção por requisição de um dos seguintes Tribunais: STF, STJ ou TSE, a depender da 
origem da decisão descumprida. 
Assim a requisição será feita: 
o Pelo STF: no caso de descumprimento de ordem ou decisão judicial do STF ou se tratar 
de matéria constitucional, ou ainda, se for ordem ou decisão judicial da Justiça do 
Trabalho ou Militar. Exemplo: não pagamento pelos Estados dos precatórios1. 
o Pelo STJ: no caso de descumprimento de ordem ou decisão judicial do STJ ou da Justiça 
Federal ou Estadual, desde que não envolva matéria constitucional, quando então a 
competência será do STF. 
o Pelo TSE: no caso de descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Eleitoral. 
 
Por se tratar de requisição, o Presidente estará obrigado a decretar a intervenção nessas 
hipóteses, tratando-se de ato vinculado. 
 
Vejamos os dispositivos pertinentes da CF: 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: 
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; 
 
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: 
II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo 
Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral; (grifo 
nosso) 
 
 DEPENDENDO DE PROVIMENTO DE REPRESENTAÇÃO (representação 
interventiva): (Art. 34, VI e VII c/c Art. 36, III) 
 
São hipóteses de intervenção provocada, a depender de Representação do Procurador-Geral 
da República perante o STF, as previstas no Art. 34, VI (primeira parte) prover a execução de lei 
federal e também a prevista no Art. 34, VII, para assegurar a observância dos princípios 
sensíveis. 
Nessas hipóteses o PGR deverá apresentar uma representação ao STF que em caso de 
provimento irá requerer ao Presidente que decrete a intervenção. 
Trata-se, portanto, de hipótese também de requisição feita pelo STF, mas que depende de 
representação do PGR. 
Assim, temos duas hipóteses em que a intervenção dependerá de representação: 
 
1 Ressalta-se que o STF só tem entendido pela intervenção nesse caso quando ficar comprovado o descumprimento 
voluntário e intencional e ainda que o Estado possua recursos financeiros para pagá-los (cláusula da reserva do 
possível). 
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1. Recusa de Execução (cumprimento) de Lei Federal (prover a execução de lei 
federal) –– Art. 34, VI + 36, III: nesse caso teremos o cabimento da ação de 
executoriedade de lei federal, e a referida ação busca o cumprimento da lei. 
2. Violação a princípios constitucionais sensíveis –Art. 34, VII + 36, III: temos a 
chamada representação interventiva ou ação direta de 
inconstitucionalidade interventiva, nesse caso a finalidade será a declaração 
de inconstitucionalidade do ato realizado pelos entes federativos, afastando ele 
da ordem jurídica. 
 
Vejamos os dispositivos pertinentes da CF: 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: 
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; 
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: 
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; 
b) direitos da pessoa humana; 
c) autonomia municipal; 
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. 
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a 
proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços 
públicos de saúde. 
 
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: 
III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral 
da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal. (grifo 
nosso) 
 
Se o STF der provimento, a representação do PGR irá requerer que o Presidente, no prazo de 
15 dias, decrete a intervenção. Trata-se também de ato vinculado, não podendo o Presidente 
se recusar a expedir o decreto interventivo. 
Destaca-se ainda que nessa modalidade de intervenção se a mera suspensão do ato 
impugnado já for suficiente para restabelecer a normalidade, o decreto deverá se limitar a isso, 
apenas à suspensão do ato. Caso a suspensão não seja suficiente, então o Presidente determina 
a efetiva intervenção. 
 
Da decisão do STF que julga a representação do PGR não cabe recurso, sendo, portanto, 
irrecorrível. 
DECRETO DE INTERVENÇÃO 
Como visto, o decreto é ato exclusivo do Chefe do Poder Executivo. Tal decreto deverá 
especificar: 
 a amplitude; 
 o prazo; 
 as condições de execução da intervenção; 
 a nomeação de interventor – se for o caso; 
 o afastamento de autoridades: mediante decreto o Presidente, pode afastar 
autoridades envolvidas, de modo que, cessados os motivos da intervenção, as 
autoridades afastadas retornarão aos seus cargos, salvo impedimento legal. 
 
Art. 34. § 1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de 
execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso 
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7 
 
Nacional ou da Assembleia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas. (grifo 
nosso) 
 
Art. 36. § 4º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a 
estes voltarão, salvo impedimento legal. 
CONTROLE POLÍTICO 
Em regra, o decreto interventivo deve ser submetido a controle político, realizado pelo 
Congresso Nacional, no prazo de 24 horas (Art. 36, § 1o). O Congresso poderá: 
o aprovar a intervenção; 
o rejeitar a intervenção, suspendendo a execução do decreto. 
 
A decisão do Congresso vincula o Presidente, que não poderá descumpri-la, sob pena de 
crime de responsabilidade. 
A competência do Congresso Nacional para decidir se aprova ou rejeita a intervenção é 
exclusiva, por meio do quórum de maioria simples, materializando-se mediante decreto 
legislativo, conforme Art. 49. 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou 
suspender qualquer uma dessas medidas. (grifo nosso) 
Se o Congresso estiver em recesso, será hipótese de convocação extraordinária, requerida 
pelo Presidente do Senado Federal, também no prazo de 24h, conforme Art. 36, § 2º e Art. 57, § 
6º, I, da CF: 
Art. 36. § 2º Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleia Legislativa, far-
se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas. (grifo nosso) 
 
Art. 57. § 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: 
I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de 
intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o 
compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente da República. (grifo nosso) 
 
Dispensa de controle político 
Nem todo decreto interventivo deverá ser submetido a controle político. Em algumas 
hipóteses, a CF dispensa esse controle. Ficam dispensadas do controle político aquelas 
hipóteses de decretação de intervenção por requisição do Poder Judiciário (Art. 34, VI e VII),
ou 
seja: 
 Representação do PGR e provimento do STF: 
o prover a execução de lei Federal (Art. 34, VI); 
o afronta aos princípios constitucionais sensíveis (Art. 34, VII). 
 Requisição dos STF, STJ ou TSE no caso de descumprimento de ordem ou decisão 
judicial - (Art. 34, VI). 
 
Isso porque, nesses casos, a suspensão do ato impugnado já é suficiente para restabelecer a 
normalidade. 
§ 3º Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo Congresso 
Nacional ou pela Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato 
impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. 
 
Caso o decreto suspendendo a execução do ato impugnado não seja suficiente para 
restabelecer a normalidade, o Presidente decretará a intervenção, nomeando interventor se for 
o caso, e o decreto deverá ser submetido à controle político. 
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Suspensão da tramitação das emendas constitucionais 
Conforme Art. 60, §1º, CF/88 A Constituição não poderá ser emendada na vigência de 
intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. 
INTERVENÇÃO ESTADUAL 
PRESSUPOSTOS MATERIAIS – HIPÓTESES DE INTERVENÇÃO ESTADUAL 
 
As hipóteses de intervenção estadual ou federal (da União dos Municípios localizados nos 
Territórios) encontra-se previsto de forma taxativa no Art. 35 da CF/88: 
 
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em 
Território Federal, exceto quando: 
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; 
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; 
III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e 
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de 
princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de 
decisão judicial. (grifo nosso) 
 
Decreto e execução 
O Governador do Estado tem competência para decretar a intervenção. Aplicam-se à 
intervenção estadual as mesmas regras da intervenção federal, como amplitude do decreto, 
prazos e controle político. 
 
Ressalta-se que há também hipóteses de intervenção provocada, que depende de 
Representação (ADI - interventiva), prevista no Art. 35, IV da CF/88. Nesse caso a representação 
será feita pelo Procurador-Geral de Justiça (MP Estadual) e dependerá de provimento pelo 
Tribunal de Justiça. 
Nesse caso, fica dispensado o controle político (Art. 36§ 3º) 
Art. 35. IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância 
de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou 
de decisão judicial. (grifo nosso) 
 
§ 3º Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo Congresso 
Nacional ou pela Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato 
impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. 
 
À semelhança do que ocorre no âmbito federal, da decisão do Tribunal de Justiça também 
não caberá recurso conforme súmula 637 do STF: 
Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal de Justiça que defere pedido de 
intervenção estadual em Município. 
 
 
 
 
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1 
 
SUMÁRIO 
ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ........................................................................................................................... 2 
PODER EXECUTIVO ........................................................................................................................................ 2 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................. 2 
ESTRUTURA ................................................................................................................................................ 3 
CHEFE DO PODER EXECUTIVO: PRESIDENTE DA REPÚBLICA ..................................................................... 3 
VICE PRESIDENTE ....................................................................................................................................... 5 
PERDA DO MANDATO ................................................................................................................................ 7 
 
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2 
 
ORGANIZAÇÃO DOS PODERES 
PODER EXECUTIVO 
INTRODUÇÃO 
FUNÇÕES TÍPICAS: 
O Poder Executivo, enquanto um dos poderes do Estado, exerce as seguintes funções 
típicas: 
 Representativa: representação do Estado, atividade de Chefia de Estado. 
 Governativa: tomar decisões políticas fundamentais “Governar é escolher”, atividade de 
chefia de Governo. 
 Administrativa: implementar essas políticas fundamentais, atividade de chefe da 
Administração Pública. Ex: prestação de serviço público. 
 
Relembra-se de que o nosso sistema de separação dos poderes adota o modelo de freios 
e contrapesos, estabelecendo autonomia e limites aos poderes, de modo que as funções 
estatais não são exercidas de forma absoluta. Nesse sentido, o Poder Executivo exerce de forma 
atípica função legislativa, quando, por exemplo, cria uma medida provisória e exerce função 
de julgamento, no contencioso administrativo, quando, por exemplo, julga um servidor em um 
processo administrativo disciplinar. 
Vale frisar que o Poder Executivo não exerce função jurisdicional, pois as decisões 
administrativas estão sujeitas ao controle do poder judiciário, de modo que não decidem as 
questões com definitividade, não fazendo coisa julgada. 
FORMA DE GOVERNO - REPÚBLICA 
São duas as formas de Governo conhecidas: a Monarquia e a República. 
A Monarquia tem como chefe de Estado um Monarca, que é chamado de Rei/rainha 
dentre outros nomes. Essa forma de governo tem como característica a vitaliciedade do Chefe 
de Estado na medida em que o monarca permanece exercendo a sua chefia até morrer, e após 
a sua morte o cargo é transmitido aos herdeiros, ou seja, o cargo é adquirido de forma 
hereditária, além disso essa forma de governo não permite a responsabilização do Monarca 
pelas suas atitudes, daí a ideia da irresponsabilidade. 
A República é exatamente o contrário da Monarquia, a expressão República vem de res 
(coisa) public (pública ou do povo), isso porque o Chefe de Estado é escolhido pelo povo, por 
meio de eleição, para um mandato certo, ou seja, na República o Chefe de Estado se manterá no 
poder de forma temporária, a ideia republicana é exatamente a de alternância do poder. 
Ademais, em uma república o Chefe é responsável pelos seus atos, tendo o dever de prestar 
contas de seus atos e de suas gestões, podendo ser responsabilizado pelo descumprimento de 
seus deveres. Podemos ainda afirmar que está intimamente ligada à ideia republicana a 
igualdade perante a lei, uma vez que nem ninguém está acima da lei, nem mesmo o chefe eleito. 
O texto constitucional não previu de forma expressa o princípio republicano como 
cláusula Pétrea, contudo a CF o definiu como princípio sensível, previsto no art. 34, VII, “a” da 
CF, dessa forma a violação do Princípio Republicano é hipótese de Intervenção Federal. 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: 
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: 
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; 
 
 
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3 
 
SISTEMA DE GOVERNO - PRESIDENCIALISMO 
O Brasil adota o presidencialismo como sistema de governo, desde a CF de 18911, nesse 
modelo, de criação norte-americana, as funções do Poder Executivo ficam
concentradas na 
figura do Presidente da República, que cumula as funções de Chefe de Estado e Chefe de 
Governo, nessa última inserida a função de chefe da Administração Pública. Nesse modelo a 
Chefia do Poder Executivo é monocrática ou unipessoal. 
Outra importante característica do Presidencialismo é a legitimidade popular do 
Presidente da República, que é direta, ou seja, o povo diretamente escolhe o seu Chefe de Estado 
e o seu Chefe de Governo. 
Vale ressaltar que a nossa Constituição prevê uma possibilidade excepcional de se eleger 
o Presidente de forma indireta, ou seja, pelo Congresso Nacional. Trata-se da hipótese de dupla 
vacância, ou seja, quando ficam vagos os cargos de presidente e vice-presidente da República, 
nos dois últimos anos do mandato presidencial, nessa situação caberá ao Congresso Nacional a 
eleição do novo presidente e do vice-presidente da República. 
CHEFIA DE ESTADO E CHEFIA DE GOVERNO 
Como visto, no sistema presidencialista de governo, o Presidente da República cumula as 
funções de chefe de Estado e chefe de governo. A função de chefia de estado se refere às 
atribuições do presidente que digam respeito à representação da República Federativa do 
Brasil nas relações internacionais, enquanto que a Chefia de governo se refere à prática de atos 
de natureza política interna, bem como à prática de atos de administração. 
ESTRUTURA 
No Brasil, em virtude da descentralização política do poder, encontramos estrutura de Poder 
Executivo em todas as esferas, federal, estadual e municipal. Dessa forma, podemos concluir 
que teremos um único Chefe de Estado (presidente), mas teremos vários Chefes de Governo 
(Presidente, Governadores e Prefeitos). 
Podemos assim esquematizar: 
 
 Federal: Presidente da República auxiliado por Ministros de Estado. 
 Estadual: Governadores de Estado auxiliados por Secretários de Estado; 
 Municipal: Prefeitos auxiliados por secretários municipais. 
 Distrito Federal: Governador auxiliado por Secretários Distritais. 
 
Territórios: 
Apesar de os Territórios não possuírem autonomia política, caso venham a ser criados, terão 
uma estrutura de Administração, que será realizada por um Governador nomeado pelo 
Presidente com aprovação do Senado. 
CHEFE DO PODER EXECUTIVO: PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
A Função executiva no âmbito federal é exercida pelo Presidente com o auxilio de Ministros 
de Estado, que são meros auxiliares do Presidente, como se observa pela leitura do art. 76 da 
CF: 
Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de 
Estado. 
 
 
1 Ressalvado o período de 1961 a 1963 que tivemos um Sistema parlamentarista. 
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4 
 
CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE 
Para exercer o cargo de Presidente da República e Vice-Presidente, é necessário o 
preenchimento de alguns requisitos. São condições de elegibilidade do Presidente e Vice-
Presidente. 
a) a nacionalidade brasileira, na condição de brasileiro nato, art. 12§3º I; 
b) o pleno exercício dos direitos políticos; 
c) o alistamento eleitoral; 
d) o domicílio eleitoral na circunscrição; 
e) a filiação partidária; 
f) a idade mínima de 35 anos - art. 14§3º: 
PROCESSO ELEITORAL 
As eleições para Presidente e Vice-presidente, assim como para os demais cargos políticos, é 
realizada pelo Poder Judiciário, por meio da Justiça Eleitoral. 
O presidente é eleito pelo sistema majoritário de dois turnos ou absoluto, no qual 
considera-se eleito, em primeiro turno, aquele candidato que obtiver a maioria absoluta dos 
votos válidos2, excluídos os brancos e os nulos, de modo que se esse quórum não for alcançado 
deverá ser realizado segundo turno, convocando-se os dois candidatos mais votados, nesse 
caso, considerar-se-á eleito o candidato que obtiver a maioria simples dos votos. 
 A eleição do presidente importa na eleição do vice que estiver registrado. 
As eleições devem ocorrer no primeiro domingo de outubro do ano que se encerra o 
mandato presidencial, em primeiro turno e no último domingo de outubro em segundo turno. 
Contudo, o §3º do art. 77 dispõe que o segundo turno deverá ser realizado 20 dias após a 
proclamação do resultado. Observa-se que esse prazo de 20 dias não necessariamente coincide 
com o último domingo do mês de outubro, nesse caso deverá prevalecer a regra do caput, ou 
seja, o segundo turno deverá ser realizado no último domingo de outubro. 
 
1º Turno: Maioria Absoluta dos votos válidos 
2º Turno: 2 mais votados – vence quem ganhar por maioria simples dos votos válidos. 
Caso ocorra morte, desistência ou outro impedimento legal de um dos candidatos ANTES 
de ser realizado o 2º turno, deverá ser chamado o candidato mais votado dos que restaram. Se 
entre os remanescentes ocorrer empate, deverá ser convocado o mais idoso. 
Essas são as regras para o processo eleitoral estabelecidas pelo art. 77 da CF: 
 
Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, 
simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de 
outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial 
vigente. 
§ 1º A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado. 
§ 2º Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver 
a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. 
§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova 
eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais 
votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. 
§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal 
de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação. 
 
2 Votos válidos = votos apurados excluídos os brancos e os nulos. 
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§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um 
candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso. 
MANDATO E REELEIÇÃO 
O Mandato do Presidente e Vice será para o prazo de 4 anos, podendo ser reeleito por um 
único período subsequente, ou seja, por mais 4 anos. Após esse prazo, o Presidente e o Vice 
estarão inelegíveis para os mesmos cargos, nos termos do art. 14 § 5º CF. 
 
Art. 82. O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em primeiro de 
janeiro do ano seguinte ao da sua eleição. 
ART. 14 § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os 
Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos 
para um único período subsequente. 
POSSE 
Os eleitos tomarão posse em SESSÃO CONJUNTA do Congresso Nacional no dia 01 de janeiro 
do ano seguinte ao da eleição, prestando compromisso de manter, defender e cumprir a 
Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a 
integridade e a independência do Brasil. 
Se ambos, Presidente e Vice, não assumirem o cargo em 10 dias da data da posse, salvo 
motivo de força maior, o cargo será declarado VAGO. 
Logicamente que, se o Presidente comparecer e o vice não, o Presidente tomará posse e 
governará sem vice durante os quatro anos, igualmente, caso o Vice compareça para a posse e 
o Presidente não, o Vice assumirá a presidência e governará sem vice. 
 
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso 
Nacional, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as 
leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência 
do Brasil. 
Parágrafo
único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o 
Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será 
declarado vago 
AUSÊNCIA DO PAÍS 
A CF determina que o Presidente e o Vice não poderão ausentar-se do país por período 
superior a quinze dias sem autorização do Congresso Nacional. Caso isso aconteça, eles 
perderão o cargo, ocorrendo hipótese de Vacância dos respectivos cargos. 
 
Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso 
Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. 
 
Ressalta-se que essa regra de ausência, incluindo o prazo, é de observância obrigatória pelos 
estados em virtude do princípio da simetria, de acordo com a orientação do STF. Dessa forma, 
os Governadores não poderão ausentar-se do país ou do estado por período superior a quinze 
dias, sem autorização da Assembleia Legislativa. A mesma regra se aplica aos prefeitos. 
VICE PRESIDENTE 
O Vice possui duas atribuições constitucionais, a de substituir o Presidente, no caso de 
impedimento e a de suceder o Presidente na hipótese de vacância. 
A vacância se dá quanto o cargo de Presidente fica vagos, ou seja, quando ocorre o 
afastamento definitivo, por exemplo: morte, renúncia, não tomarem posse nos 10 dias. 
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O impedimento é o afastamento temporário, por exemplo, por uma doença, uma viagem etc. 
A CF ainda determina que o Vice deverá auxiliar o Presidente sempre que por ele convocado 
para missões especiais. 
O Vice ainda participará dos órgãos auxiliares de consulta do Presidente, Conselho da 
República (art. 89, I) e Conselho de Defesa Nacional (art. 91, I) 
Destaca-se ainda que o Vice poderá ter outras atribuições determinadas em Lei 
complementar, contudo, até o momento, essa lei complementar não foi editada, permanecendo 
o vice apenas com as atribuições constitucionalmente estabelecidas. 
 
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-
Presidente. 
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem 
conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para 
missões especiais. 
SUBSTITUTOS EVENTUAIS OU LEGAIS: 
A Função executiva deve estar sempre preenchida de modo que, caso haja impedimento ou 
vacância de Presidente e Vice-Presidente, a CF estabeleceu uma relação de substitutos que 
devem ser chamados na seguinte ordem: Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente do 
Senado Federal e o Presidente do Supremo Tribunal Federal. 
 
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos 
respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da 
Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal. 
 
Ademais, de acordo com o STF, ficam impedidos de substituir o Presidente da república o 
substituto que for réu em ação penal perante o STF, entretanto, tal fato não impede de 
continuarem exercendo a Presidência das Casas Legislativas e do Tribunal 
VACÂNCIA – MANDATO TAMPÃO 
Caso ocorra a chamada dupla vacância, que é o afastamento definitivo do Presidente e do 
Vice-Presidente da República, a CF estabeleceu um procedimento para a escolha dos novos 
representantes a depender do período do mandato presidencial em que a dupla vacância 
ocorreu. 
Dessa forma, se os cargos de Presidente e Vice vagarem nos dois primeiros anos do 
mandato presidencial, serão convocadas eleições DIRETAS, realizadas pela JUSTIÇA ELEITORAL, 
no prazo de 90 dias. 
Contudo, caso a dupla vacância ocorra nos dois últimos anos do mandato presidencial, 
serão realizadas eleições INDIRETAS, realizadas pelo CONGRESSO NACIONAL, no prazo de 30 
dias. 
Tanto nas eleições diretas quanto indiretas os eleitos, Presidente e Vice, deverão cumprir os 
seus mandatos apenas pelo tempo que falta para completar o prazo de quatro anos, é por isso 
que essa hipótese é chamada de mandato tampão, porque os novos eleitos deverão apenas 
completar o período dos antecessores, contando-se esse prazo para fins de reeleição. Assim, a 
eleição dessa forma, não autoriza o inicio de um novo mandato de quatro anos. 
É o que determina o art. 81 da CF: 
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição 
noventa dias depois de aberta a última vaga. 
§ 1º - Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos 
os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei. 
§ 2º - Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. 
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Nos Estados: Por simetria no caso de dupla vacância de Governador e Vice, deverão ser 
chamados para governar o Presidente da Assembleia Legislativa e o Presidente do TJ local. E, 
ainda, de acordo com o STF, na hipótese de dupla vacância no âmbito dos Estados, poderão as 
constituições estaduais estabelecer o procedimento de eleição, contudo, não podem as CE 
prever que os substitutos eventuais simplesmente vão terminar o mandato pelo período que 
resta, ou seja, deve ser necessariamente convocada eleição. 
PERDA DO MANDATO 
Apenas para fins didáticos a doutrina classifica as formas de perda do mandato pelo 
Presidente e pelo Vice-Presidente da República, vejamos: 
 Cassação: é a perda involuntária do mandato pelo cometimento de infrações, por meio 
do processo de responsabilização do Presidente e Vice que ocorre nas hipóteses de 
cometimento de crime comum ou de responsabilidade. 
 Extinção: é uma forma de perda do mandato, podendo ser voluntária ou não, podendo 
ocorrer nas hipóteses de morte, renúncia ou mesmo de perda da nacionalidade, ocasião 
em que o Presidente ou Vice perde uma das condições de elegibilidade, considera-se 
extinção também a vacância (não toma posse nos 10 dias fixados) ou na hipótese de 
ausência do país por prazo superior a 15 dias sem licença do Congresso Nacional. 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ........................................................................................................................... 2 
PODER EXECUTIVO ........................................................................................................................................ 2 
ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA .......................................................................................... 2 
RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE ........................................................................................................ 5 
MINISTROS DE ESTADO ............................................................................................................................. 9 
CONSELHO DE REPÚBLICA E CONSELHO DE DEFESA NACIONAL ............................................................. 11 
 
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ORGANIZAÇÃO DOS PODERES 
PODER EXECUTIVO 
ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
O art. 84 da CF atribuiu ao Presidente da República competências privativas tanto de 
Chefe de Estado – representando a República Federativa do Brasil, Ex. VII, VIII, XIX, como de 
Chefe de Governo – praticando atos de administração e de natureza política, ex. III, IV, XXV etc. 
Essas atribuições constam de um rol NÃO TAXATIVO. 
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição. 
 
ATRIBUIÇÕES DE CHEFE DE GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO 
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado; 
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração 
federal; 
Os Ministros de Estado são auxiliares do Presidente da República e
exercem cargos de 
livre nomeação e exoneração. São escolhidos dentre brasileiros maiores de 21 anos e no 
exercício dos direitos Políticos (cidadãos) – ver art. 87 da CF. 
 
NO PROCESSO LEGISLATIVO: 
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; 
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e 
regulamentos para sua fiel execução; 
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente; 
Observe que o Presidente não possui competência para sancionar ou vetar emendas 
constitucionais, mas tão somente as leis. 
Ademais, a competência para promulgação não é exclusiva do Presidente, pois o 
Presidente do Senado também tem competência para realizar a promulgação1. 
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62; 
As MP’s não são leis, mas possuem força de lei, na medida em que durante a sua vigência 
possuem força vinculante e caráter coercitivo. E é exemplo de funções atípicas legislativa do 
Presidente. 
 
DECRETO EXECUTIVO X AUTÔNOMO 
O inciso IV estabelece a competência do presidente para expedir DECRETOS 
REGULAMENTARES, chamados de Decretos Executivos, estes servem para dar cumprimento 
às leis – é ato INFRALEGAL, ato normativo SECUNDÁRIO, decorrente do Poder Regulamentar 
do Poder Executivo. 
Já no inciso VI temos outro tipo de Decreto, os chamados Decretos Autônomos, diferente 
dos decretos Executivos, são atos normativos PRIMÁRIOS e equivalem às Leis, pois podem 
inovar a ordem jurídica. Por meio dessa modalidade de Decreto o Presidente poderá: 
 
1 Art. 66. § 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, nos casos dos 
§ 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do 
Senado fazê-lo. 
 
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3 
 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento 
de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
VI – dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento 
de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
 
XXV - PROVER e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; 
O provimento de cargos públicos é competência privativa do Presidente da República, 
que pode ser delegada para Ministros de Estado, Procurador-Geral da República e advogado 
geral da União. 
De acordo com o STF, a atribuição para prover cargos públicos abrange a competência 
para desprovê-los, ou seja, para aplicar a pena de demissão. 
Veja a decisão do STF: 
 
Quanto à extinção de cargos públicos, você já sabe que, se eles estiverem vagos, o 
Presidente poderá extingui-los inclusive mediante Decreto autônomo. Contudo, se o cargo 
estiver ocupado, a extinção dependerá de lei formal. 
 
SEGURANÇA INTERNA E ORDEM INSTITUCIONAL 
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio; 
X - decretar e executar a intervenção federal; 
XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, 
do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes 
são privativos; 
 
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos 
em lei; 
Em singelas palavras, o indulto é ato de clemência do poder público, um tipo de 
graça, geralmente coletiva, que costuma ser concedida em dias particulares (e.g. indulto 
natalino) e extingue ou diminui a pena imposta a um condenado. A comutação da pena é um 
tipo de indulto parcial. Refere-se à substituição de uma pena ou sentença mais grave por 
uma mais branda. 
Não vá confundir com Anistia! Que deve ser concedida apenas por meio de lei, ou seja, é 
ato do Congresso Nacional. 
 
 
NOMEAÇÃO 
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal 
Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da 
República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado 
em lei; 
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União; 
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral 
da União; 
XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII2; 
 
2 Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam: 
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4 
 
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional; 
O Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional são órgãos superiores de 
consulta do Presidente e suas manifestações tem caráter opinativo. 
 
ATUAÇÃO COM O CONGRESSO NACIONAL 
XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura 
da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar 
necessárias; 
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes 
orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição; 
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura 
da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior; 
De acordo com o inciso XXIII, é competência privativa do Presidente da República a 
iniciativa das leis orçamentárias. 
O Inciso XXIV determina que o Presidente deverá apresentar prestação de contas ao 
Congresso Nacional dentro de 60 dias após a abertura da sessão legislativa, o julgamento das 
Contas do Presidente é feito pelo Congresso Nacional, após parecer do TCU. 
 
ATRIBUIÇÕES DE CHEFE DE ESTADO 
A função de chefia de estado, como já esclarecida, refere-se às atribuições do presidente 
que digam respeito à representação da República Federativa do Brasil nas relações 
internacionais. 
A doutrina não é unânime em definir quais são as atribuições do presidente como chefe 
de estado. 
A doutrina majoritária (Pedro Lenza e Vicente Paulo & Marcelo Alexandrino) defende que 
apenas três atribuições do Presidente seriam relacionadas ao exercício da Chefia de Estado, 
quais sejam aquelas previstas no art. 84, VII, VIII e XIX da CF/88, veja: 
 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: 
VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes 
diplomáticos; 
VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso 
Nacional; 
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional 
ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas 
condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional; 
 
Para alguns doutrinadores, também configuraria competência como Chefe de Estado: 
 
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional; 
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas; 
XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem 
pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; 
Quanto a essa última competência, vale ressaltar que compete à União estabelecer em lei 
complementar as hipóteses em que forças estrangeiras poderão transitar em território 
 
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente 
da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três 
anos, vedada a recondução. 
 
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da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo 
e o Judiciário. 
 
PODER É UNO E INDIVISÍVEL, o que se divide são as funções estatais básicas. 
OBJETIVO: preservar a liberdade individual, combatendo a concentração de poder, isto é, 
a tendência absolutista de exercício de poder político pela mesma pessoa ou grupo de pessoas. 
Cada Poder possui funções típicas e funções atípicas, em respeito ao princípio da 
indelegabilidade de atribuições, os Poderes não podem ficar transferindo suas atribuições para 
outros Poderes. 
Contudo, isso não significa que essa separação de funções do Estado é rígida, isso porque 
pelo sistema de freios e contrapesos é possível o exercício de forma atípica de um Poder por 
outro Poder (CHECKS AND BALANCE) 
A separação dos Poderes, nesse modelo, estabelece um mecanismo de fiscalização e 
responsabilização recíproca dos Poderes estatais. 
Condicionam a competência de um Poder à apreciação de outro Poder de forma a garantir 
o equilíbrio entre os Poderes. 
Dessa forma, além do exercício de funções típicas, cada órgão exerce também outras duas 
funções atípicas dos demais órgãos. 
 
 Funções 
Típicas 
Funções Atípicas 
Executivo Administrar - legislar (ex: medidas provisórias, leis 
delegadas). 
- julgar (recursos administrativos). 
Legislativo Legislar - julgar (ex: art. 52, I, CF) 
- administrar (seus serviços e 
servidores). 
Judiciário Julgar - administrar (seus serviços e 
servidores). 
- legislar (ex: regimentos internos dos 
tribunais). 
OBJETIVOS 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
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IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer 
outras formas de discriminação. 
Percebe-se que todos os objetivos se referem a ideia de IGUALDADE MATERIAL, que seria 
a busca de igualdade de fato, em concreto. 
PRINCÍPIOS INTERNACIONAIS 
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos 
seguintes princípios: 
 I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos; 
III - autodeterminação dos povos; 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, 
social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações. 
 
CONCESSÃO DE ASILO POLÍTICO: consiste no acolhimento por parte de um Estado que 
não é o seu, em virtude de uma perseguição por ele sofrida. De acordo com o Art. XIV 2. da 
Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH), esse direito não pode ser invocado em caso 
de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários 
aos objetivos e princípios das Nações Unidas. 
A concessão anterior de asilo político não é fator impeditivo de posterior análise, e 
consequentemente concessão, de pedido de extradição, desde que o fato ensejador do pedido 
não apresente característica de crime político ou de opinião. 
DEFESA DA PAZ: implica o dever de não provocar conflitos e ainda no dever de manter ou 
restabelecer a paz. 
PREVALÊNCIA DOS DIREITOS HUMANOS: aplica-se tanto em um plano interno quanto 
externo. Internamente, no dever de internalizar as normas e os tratados de Direitos Humanos, 
e externamente, no engajamento e na postura de proteção a esses direitos. Esse princípio pode, 
inclusive, sobrepor-se à soberania dos Estados. 
SOLUÇÃO PACÍFICA DOS CONFLITOS: deve optar pela solução diplomática de conflitos. 
NÃO INTERVENÇÃO: é um dever do Estado brasileiro de não intervir nos assuntos 
internos e externos de outros países. Contudo, esse princípio não é absoluto, isso porque em 
alguns casos é possível a intervenção humanitária. 
REPÚDIO AO TERRORISMO E AO RACISMO: mediante a adoção de medidas punitivas, 
criminalizando esses comportamentos. 
INDEPENDÊNCIA NACIONAL: relacionado com o exercício da soberania externa, também 
se traduz na ideia de respeito à independência dos outros Estados soberanos. 
AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS: é o respeito a que outros Estados estabeleçam o seu 
próprio sistema político e de desenvolvimento. 
COOPERAÇÃO ENTRE OS POVOS PARA O PROGRESSO DA HUMANIDADE 
IGUALDADE ENTRE OS ESTADOS: impõe ao país o dever de adotar medidas igualitárias 
entre os Estados. Trata-se, segundo Novelino (2016), de uma igualdade jurídica, que pode 
manifestar-se em três níveis: 
igualdade formal: tratamento igualitário perante os órgãos judiciais; 
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5 
 
igualdade legislativa: os Estados só poderiam ser obrigados naquilo que consentirem; 
igualdade política: refere-se a igualdade existencial; a sua independência política. 
INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA: buscar uma integração supranacional de natureza 
econômica, política, social e cultural. 
 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
Fundamentos 
(CF, Art. 1º) 
SO CI DI VA PLU 
Objetivos Fundamentais 
(CF, Art. 3º) 
CON GA ERR PRO 
Relações 
Internacionais (CF, Art.4º) 
CONDE PRESO NÃO REINA 
COOPERA IGUAL 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa 
humana; 
IV - os valores sociais do 
trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o 
poder emana do povo, que o 
exerce por meio de 
representantes eleitos ou 
diretamente, nos termos 
desta Constituição. 
I - construir uma sociedade 
livre, justa e solidária; 
II - garantir o 
desenvolvimento nacional; 
III - erradicar a pobreza e a 
marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e 
regionais; 
IV – promover o bem de 
todos, sem preconceitos de 
origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras 
formas de discriminação. 
(grifo nosso) 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos 
humanos; 
III - autodeterminação dos povos; IV 
- não intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao 
racismo; 
IX - cooperação entre os povos para 
o progresso da humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
Parágrafo único. A República 
Federativa do Brasil buscará a 
integração econômica, política, 
social e cultural dos povos da 
América Latina, visando à formação 
de uma comunidade latino-
americana de nações. 
 
 
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1 
 
SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
TEORIA GERAL DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS ..................................................................... 2 
CONCEITO .................................................................................................................................................. 2 
DIREITOS E GARANTIAS ............................................................................................................................. 2 
CARACTERÍSTICAS ...................................................................................................................................... 2 
 
 
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2 
 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
TEORIA GERAL DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
CONCEITO 
Os direitos e garantias fundamentais são institutos jurídicos que foram criados no 
decorrer do desenvolvimento da humanidade e se constituem de normas protetivas que 
formam um núcleo mínimo de prerrogativas
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5 
 
nacional, a autorização efetiva será feita pelo Presidente da República – por se tratar de 
competência material exclusiva da União (art. 21, IV; art. 84, XXII). 
Caso o Presidente pretenda permitir que forças estrangeiras transitem em território 
nacional, além dos casos previstos em Lei complementar, dependerá de autorização do 
Congresso Nacional. (art. 49, II da CF. 
 
Art. 21. Compete à União: 
IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem 
pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; 
 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que 
forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, 
ressalvados os casos previstos em lei complementar; 
COMPETÊNCIAS DELEGÁVEIS 
De todas essas competências que analisamos, apenas três delas podem ser delegadas, 
quais sejam: 
a) Editar decretos autônomos. 
b) Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos 
instituídos em lei. 
c) Prover cargos públicos3, apenas. Isso porque a competência para a extinção de cargos 
públicos ocupados não é delegável. Apenas é delegável a extinção de cargos públicos vagos (que 
é objeto de decreto autônomo). 
VI – dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento 
de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;
 
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos 
em lei; 
XXV - prover os cargos públicos federais, na forma da lei. 
 
Quem pode receber essas atribuições, por delegação?? 
 Ministro de Estado, 
 Procurador-Geral da República e 
 Advogado-Geral da União. 
RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE 
NOÇÕES GERAIS 
 
Em decorrência da forma de Governo Republicana, o Presidente da República pode ser 
responsabilizado pelos seus atos. 
Antes de analisarmos as hipóteses de responsabilidade do presidente, vamos abordar as 
hipóteses de imunidades e prerrogativas que dispõe o Presidente da República. 
Primeiramente, o Presidente não possui Imunidade de natureza material, pelas suas 
palavras, opiniões, mas possui imunidades de natureza formal, processual, vejamos: 
 
 
3 MS 24.128. 
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6 
 
IMUNIDADE PRESIDENCIAL – IRRESPONSABILIDADE PENAL RELATIVA –ART. 86§4º 
 
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por 
atos estranhos ao exercício de suas funções. 
 
ATOS ESTRANHOS: são CRIMES realizados ANTES do exercício da presidência; e atos que não 
tenham relação com a atividade presidencial. 
Se o presidente cometer um crime sem qualquer relação com a função presidencial– NÃO 
HAVERÁ PROCESSO CRIME, na vigência do mandato. Podendo o Presidente ser 
responsabilizado após o término do mandato. 
A competência para julgamento desse crime, após o término do mandato, não será do STF, 
mas do juiz natural para processamento do crime. 
Durante esse período de inibição da Persecução criminal, ficará suspenso o prazo 
prescricional do crime. 
 
IMUNIDADE FORMAL - ART. 86 §3º. 
O Presidente da República possui imunidade formal quanto à prisão, de modo que ele só 
poderá ser preso após sentença penal condenatória, ou seja, o Presidente não pode ser preso 
nem em flagrante, nem de forma preventiva ou cautelar. 
§ 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da 
República não estará sujeito a prisão. 
 
 
ATENÇÃO: Destaca-se que essas duas imunidades (ART. 86§3 E §4º) não são estendidas 
aos integrantes do Executivo Estadual e Municipal. Pois não são Chefes de Estado. 
 
 
CRIMES COMUNS 
O Presidente será responsabilizado pelo cometimento de crime comum, que tenha relação 
com a função presidencial (in officio ou propter officium), diretamente no STF, onde possui 
prerrogativa de foro. 
A competência do STF abrange todos os tipos de infrações penas, incluindo-se os crimes 
eleitorais, dolosos contra a vida e as contravenções penais. 
 Essa prerrogativa de foro não se estende as ações de natureza civil, por exemplo: 
ações populares e ações civis públicas. 
 
Procedimento 
 Denúncia: Procurador geral da República (APP) ou do ofendido no caso de Queixa; 
 Câmara dos Deputados: Juízo de admissibilidade da acusação: quórum de 2/3 votos 
dos membros; (art. 51, I CF) – juízo político. 
o No caso de inadmissibilidade da acusação, o processo é devolvido ao STF, que 
deverá SUSPENDER a ação penal, que poderá ser retomada após o término do 
mandato, não mais pelo STF, mas pelo juízo competente. 
 STF Revogou a Sumula 364 – regra da atualidade do mandato – perdeu 
mandato, perde o for privilegiado. 
o Caso a Câmara autorize o processamento da Ação penal, ela será instaurada pelo 
STF. 
 Supremo Tribunal Federal: como se trata de ação penal, o STF poderá receber ou 
rejeitar a denúncia, caso receba a denúncia, o presidente ficará suspenso das suas 
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7 
 
atividades por até 180 dias (após, se não houver sido concluído o julgamento o 
Presidente deverá voltar as funções, sem prejuízo da continuidade da ação). 
o Trâmite do processo penal – não é processo político. 
o Condenação de natureza penal – perda do mandato via reflexa (art. 15, III CF – 
efeito automático da condenação é a suspensão dos Direitos Políticos). 
 
CRIMES DE RESPONSABILIDADE – ART. 85 CF 
Os chamados crimes de responsabilidade na realidade não são verdadeiros crimes, pois têm 
natureza Jurídica de infração político-administrativa e encontram-se elencados no art. 85 da 
CF, em ROL EXEMPLIFICATIVO. 
 
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem 
contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: 
I - a existência da União; 
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos 
Poderes constitucionais das unidades da Federação; 
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; 
IV - a segurança interna do País; 
V - a probidade na administração; 
VI - a lei orçamentária; 
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais. 
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial4, que estabelecerá as 
normas de processo e julgamento. 
A lei especial mencionada deve ser uma lei federal, pois, de acordo com o STF, somente a 
União pode dispor a respeito dos crimes de responsabilidade. 
É o previsto na súmula vinculante 46 do STF: 
A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de 
processo e julgamento são de competência legislativa privativa da União. 
 
A lei em vigência que regulamenta o impeachment é a lei 1.079/50. 
 
Procedimento – IMPEACHMENT 
BIFÁSICO 
CÂMARA 
 Denúncia: por qualquer cidadão (vedada a denúncia anônima) na Câmara – exercício 
do Direito de petição; 
 Câmara dos Deputados: Juízo de admissibilidade da acusação: quórum de 2/3 votos 
dos membros; (art. 51, I CF) – juízo político – atua como Tribunal de Pronúncia. Deverá 
ser constituída Comissão especial para elaboração de PARECER. A Denúncia e o parecer 
devem ser levados a plenário para votação aberta e ostensiva que poderá: 
o declarar improcedente a acusação: processo será arquivado. 
o declarar procedente a acusação: por meio de maioria qualificada de 2/3, 
autorizando a instauração do processo pelo Senado. 
 
 Presidente já poderá apresentar defesa nessa fase da Câmara. 
 
4 Lei 1.079/50 é a lei que regulamenta os crimes de responsabilidade do Presidente e foi parcialmente recepcionada 
pela
inerentes à condição humana. 
 
Possuem como objetivo principal a proteção do indivíduo diante do poder do Estado. 
Todavia, essa proteção não se dá apenas em referência ao Estado. Os direitos e garantias 
fundamentais também constituem normas de proteção do indivíduo em relação aos outros 
indivíduos da sociedade. 
 
O Título II da Constituição Federal, que estabelece os Direitos e as Garantias 
Fundamentais, foi assim dividido (ART. 5º ao 17º CF/88): 
• Capítulo I - Direitos e Deveres Individuais e Coletivos; 
• Capítulo II - Direitos Sociais; 
• Capítulo III - Direitos de Nacionalidade; 
• Capítulo IV - Direitos Políticos – Cidadania; 
• Capítulo V - Partidos Políticos. 
DIREITOS E GARANTIAS 
Outro tema relevante para a sua prova é a diferença entre direitos e garantias. Podemos 
dizer que DIREITOS são bens, vantagens prescritas na norma constitucional, são normas de 
conteúdo declaratório (por exemplo: direito à honra, à liberdade de locomoção). 
As GARANTIAS, por sua vez, são os instrumentos mediante os quais se assegura o 
exercício dos direitos fundamentais. São normas de conteúdo assecuratório, preservando o 
direito declarado (por exemplo: indenização por dano à honra, Habeas Corpus para garantir a 
liberdade de locomoção). 
Podemos dizer que os remédios constitucionais são espécies de garantias, isso porque as 
garantias não se limitam aos remédios constitucionais. 
A CF estabelece formas de garantia diferentes dos remédios constitucionais. Vejamos dois 
exemplos: 
Ex. 1: é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre 
exercício dos cultos religiosos — Art. 5.º, VI (direito) —, garantindo-se na forma da lei a 
proteção aos locais de culto e suas liturgias (garantia); 
Ex. 2: direito ao juízo natural (direito) — o Art. 5.º, XXXVII, veda a instituição de juízo ou 
tribunal de exceção (garantia). 
ATENÇÃO: as garantias também são direitos, porém nem todo direito é uma garantia! 
CARACTERÍSTICAS 
Na Historicidade – essa característica revela que os Direitos Fundamentais são fruto da 
evolução histórica da humanidade. Significa que eles evoluem com o passar do tempo, e se 
desenvolvem conforme o momento histórico. 
 
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3 
 
DIMENSÃO DE DIREITOS: 
 DIREITOS DE 1ª DIMENSÃO– Foram os primeiros direitos conquistados pela 
humanidade. São direitos relacionados à liberdade, em todas as suas formas. Nasceram 
das revoluções liberais ocorridas no final do século XVIII, com a burguesia, que exigia a 
limitação do Poder do Estado, à época absolutista, e o respeito às liberdades individuais. 
Possuem um caráter negativo diante do Estado, tendo em vista ser utilizado como uma 
verdadeira limitação ao poder estatal, ou seja, o Estado, diante dos direitos de primeira 
dimensão, fica impedido de agir ou interferir na sociedade. São verdadeiros direitos de 
defesa com caráter individual. Estão entre estes direitos as liberdades públicas, civis e 
políticas. São os ligados ao valor LIBERDADE. São os direitos CIVIS E POLÍTICOS. NÃO 
FAZER DO ESTADO. 
Documentos históricos que marcaram o surgimento desses direitos: 
 Magna Carta de 1215 – João sem Terra; 
 Paz de Westfália (1648); 
 Habeas Corpus Act (1679); 
 Bill of Rights (1688); 
 Declaração Americana – 1776 (Revolução Americana); 
 Declaração Francesa – 1789 (Revolução Francesa). 
 
 DIREITOS DE 2ª DIMENSÃO– Diante das péssimas condições de trabalho decorrentes 
da Revolução Industrial (século XIX), aliadas à Primeira Grande Guerra Mundial, tivemos 
o surgimento dos direitos de segunda geração. Por isso, são conhecidos como direitos 
de igualdade. Agora, para reduzir as diferenças sociais, o Estado precisa interferir na 
sociedade. E esta interferência reflete a conduta positiva adotada por meio de prestações 
sociais. São direitos de segunda dimensão os DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E 
CULTURAIS. 
Ligados ao valor IGUALDADE. Implicam um FAZER DO ESTADO – prestação em favor dos 
menos favorecidos e dos setores economicamente mais fracos da sociedade. 
Documentos históricos que marcaram o surgimento desses direitos: 
 Constituição Mexicana - 1917; 
 Constituição de Weimar – 1919; 
 Tratado de Versalhes – 1919 (criação da OIT); 
 Constituição Brasileira – 1934. 
 
 DIREITOS DE 3ª DIMENSÃO – Ligados ao valor FRATERNIDADE OU SOLIDARIEDADE. 
Direitos da sociedade de massa, que atingem a todos. São direitos difusos: 
indivisibilidade, ausência de individualização. 
Alguns direitos de 3a geração: 
 Direito ao meio ambiente; 
 Direito à defesa do consumidor; 
 Direito ao desenvolvimento ao progresso; 
 Direito de comunicação; 
 Direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade; 
 Autodeterminação dos povos; 
 Direito à Paz (Karel Vazak) para alguns doutrinadores é direito de 5ª Geração – 
divergência!). 
 
 DIREITOS DE 4ª DIMENSÃO – De acordo com Paulo Bonavides, são direitos de 4a 
geração: 
 Patrimônio genético; biotecnologia (engenharia genética); 
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4 
 
 Decorrentes da globalização dos direitos fundamentais: inerentes à democracia, à 
informação, ao pluralismo político. (globalização política). 
 
 DIREITOS DE 5ª DIMENSÃO – Direito à paz, de acordo com Paulo Bonavides. Alguns 
doutrinadores colocam ainda a evolução cibernética e de tecnologias, no mundo virtual 
e da internet. 
 
 
Universalidade – os direitos fundamentais pertencem a todas as pessoas, independente 
da sua condição. A existência de um núcleo mínimo de proteção à dignidade deve estar presente 
em qualquer sociedade.
 
Quem são os destinatários dos direitos fundamentais? 
A própria Constituição Federal responde a esta pergunta quando diz, no caput do Art. 5°, 
que são destinatários “os brasileiros e estrangeiros residentes no país”. Mas será que é 
necessário residir no país para que o estrangeiro tenha direitos fundamentais? 
Imaginemos um avião cheio de alemães que está fazendo uma escala no aeroporto 
internacional de Cascavel-PR. Nenhum dos alemães reside no país. Seria possível entrar no 
avião e matar todas aquelas pessoas, haja vista não serem titulares de direitos fundamentais 
por não residirem no país? É claro que não. 
Para melhor se compreender o termo “residente”, o STF o tem interpretado de forma mais 
ampla no sentido de abarcar todos aqueles que estão no país. Ou seja, todos os que estão no 
território brasileiro, independentemente de residirem no país, são titulares de direitos 
fundamentais. 
Mas será que para ser titular de direitos fundamentais é necessário ter a condição 
humana? Ao contrário do que parece, não é necessário. São reconhecidas como titulares de 
direitos fundamentais as pessoas jurídicas. 
Ressalta-se que isso não se refere apenas às pessoas jurídicas de direito privado, mas 
também às pessoas jurídicas de direito público. 
 
 BRASILEIROS NATOS OU NATURALIZADOS (Art. 5° caput) 
 ESTRANGEIROS RESIDENTES NO PAÍS (Art. 5° caput) 
 ESTRANGEIROS EM TRÂNSITO NO PAÍS (STF) – não todos. 
 PESSOAS JURÍDICAS, quando o direito for compatível com a sua personalidade. 
 
Limitabilidade – não existe direito fundamental absoluto. São direitos relativos. 
Não existe direito fundamental absoluto. Os direitos fundamentais são relativos. Estes 
direitos podem ser limitados: 
(I) pela própria Constituição Federal; 
(II) por meio de Emenda Constitucional; 
(III) por meio das leis (reserva legal simples e reserva legal qualificada); 
(IV) Juiz, por meio de um juízo de ponderação aplicando a regra da máxima observância 
dos direitos fundamentais conjugando com a mínima restrição. 
Importa destacar que a limitação dos direitos fundamentais não pode implicar a abolição 
desses direitos, uma vez que são cláusulas pétreas e, portanto, a limitação/relativização de um 
direito fundamental não pode descaracterizar o seu núcleo essencial ao ponto de abolir o 
direito. Isso porque no nosso Estado nós adotamos
a teoria RELATIVA dos direitos 
fundamentais, e não a teoria absoluta. 
TEORIA RELATIVA: pela teoria relativa, a relativização de um direito fundamental seria 
possível, sendo que o seu núcleo essencial só poderia ser determinado em um caso concreto, 
pois só em um caso específico se poderá verificar se eventual restrição ao direito seria capaz de 
violar a essência do direito fundamental restringido o seu núcleo. 
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TEORIA ABSOLUTA: de acordo com essa teoria, o núcleo essencial do direito 
fundamental é determinado pelo próprio direito, sendo insuscetível de qualquer restrição, 
independentemente das peculiaridades que o caso concreto possa fornecer. 

 
Inalienabilidade – os direitos fundamentais não podem ser alienados, não podem ser 
negociados e não podem ser transigidos. 
 
 
Irrenunciabilidade – os direitos fundamentais não podem ser renunciados. 
 
 
Imprescritibilidade – os direitos fundamentais não se sujeitam a prazos prescricionais. 
Não se perde um direito fundamental pelo decorrer do tempo. Essa é a regra. É possível 
encontrar uma exceção a tal regra quando se fala do direito à propriedade. Esse direito, se não 
houver cuidado, está sujeito a ser perdido por meio da chamada Ação de Usucapião. 
 
 
Proibição do retrocesso – essa característica proíbe que os direitos já conquistados 
sejam 
perdidos. 
 
 
Máxima efetividade – essa característica é mais uma imposição ao Estado, que está 
coagido a garantir a máxima efetividade dos direitos fundamentais. Tais direitos não podem ser 
ofertados de qualquer maneira. É necessário que eles sejam garantidos da melhor forma 
possível. 
 
 
Concorrência – os direitos fundamentais podem ser utilizados em conjunto com outros 
direitos. Não é necessário abandonar um para usufruir outro direito. 
 
 
Complementariedade – um direito fundamental não pode ser interpretado sozinho. 
Cada direito deve ser analisado juntamente com outros direitos fundamentais, bem como com 
outros institutos jurídicos. 
 
 Não taxatividade – essa característica diz que o rol de direitos fundamentais é apenas 
exemplificativo, tendo em vista a possibilidade de inserção de novos direitos. É o que se extrai 
do Art. 5º § 2º da CF/88. 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ........................................................................................... 2 
DIREITO À VIDA .......................................................................................................................................... 2 
DIREITO À IGUALDADE ............................................................................................................................... 2 
 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
DIREITO À VIDA 
Sabemos que o direito à vida, previsto de uma forma genérica no Art. 5°, assegura tanto o 
direito de não ser morto, de continuar vivo, quanto o direito a ter uma vida digna. 
 
Apesar de ser um direito essencial ao exercício dos demais direitos, não se pode afirmar 
que o direito à vida seja hierarquicamente superior aos demais direitos fundamentais. 
 
Assim como os demais direitos, o direito à vida não é absoluto. São várias as justificativas 
existentes para considerá-lo um direito passível de flexibilização: 
Pena de morte – eis uma pergunta que já caiu em prova: existe pena de morte no Brasil? 
A sua resposta tem que ser “SIM”. A alínea a do inciso (XLVII do Art. 5°) aponta esta 
previsão expressamente: 
 XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
Aborto – necessário, sentimental, feto anencéfalo (128 CP) – FETO ANENCÉFALO. 
 Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: (Vide ADPF 54) 
 
Células tronco-embrionárias ADI 3.510 
: 
DIREITO À IGUALDADE 
O Direito de igualdade pertence à segunda geração de direitos fundamentais, a igualdade 
visa reduzir as desigualdades sociais. Possui como sinônimo o termo “isonomia”. 
• IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 
Igualdade na lei vincula o legislador a tratar todos de maneira igualitária na elaboração 
das leis, condição inerente à democracia e à república em que vivemos. 
 
Igualdade perante a lei vincula o aplicador da lei, seja a Administração Pública, seja o 
Judiciário, ou mesmo os particulares, que devem agir respeitando a legislação vigente. 
 
• IGUALDADE FORMAL X IGUALDADE MATERIAL 
→ A doutrina classifica esse direito em: 
˃ Igualdade formal: 
A igualdade formal se traduz no termo “todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza”. É o previsto no caput do Art. 5°. Trata-se de uma igualdade jurídica, que 
não se preocupa com a realidade, mas apenas evita que alguém seja tratado de forma 
discriminatória. 
˃ Igualdade material: 
É também chamada de igualdade efetiva ou substancial. É a igualdade que se preocupa 
com a realidade. Traduz-se na seguinte expressão: 
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http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADPF&s1=54&processo=54
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“tratar os iguais de forma igual, os desiguais de forma desigual, na medida das suas 
desigualdades”. 
 
Esse tipo de igualdade confere um tratamento com justiça para aqueles que não a 
possuem. 
A igualdade formal é a regra utilizada pelo Estado para conferir um tratamento isonômico 
entre as pessoas. Contudo, por diversas vezes, um tratamento igualitário não consegue atender 
a todas as necessidades práticas. Faz-se necessária a utilização da igualdade em seu aspecto 
material para que se consiga produzir um verdadeiro tratamento isonômico. 
 
Ex.: tratamento diferenciado entre homens e mulheres, cotas raciais, Lei Maria da Penha. 
 
• IGUALDADE NOS CONCURSOS PÚBLICOS 
 
Um tema muito pertinente é aquele que diz respeito à igualdade nos concursos públicos. 
Seria possível restringir o acesso a um cargo público em razão do sexo de uma pessoa? Ou por 
causa de sua altura? Ou, ainda, pela idade que possui? Essas questões encontram a mesma 
resposta: sim! É possível, desde que os critérios discriminatórios preencham alguns requisitos: 

 
 Deve ser fixado em lei – não basta que os critérios estejam previstos no edital, eles 
precisam estar previstos em Lei, no seu sentido formal. 
 
Deve ser necessário ao exercício do cargo – o critério discriminatório deve ser necessário 
ao exercício do cargo. A título de exemplo: seria razoável exigir, para um cargo de policial 
militar, altura mínima ou mesmo idade máxima, características que representam vigor físico, 
tendo em vista a natureza do cargo que exige tal condição. As mesmas condições não poderiam 
ser exigidas para um cargo de técnico judiciário, por não serem necessárias ao exercício do 
cargo. 
 
 
• AÇÕES AFIRMATIVAS ou DISCRIMINAÇÕES POSITIVAS 
 
Como formas de concretização da igualdade material, foram desenvolvidas políticas 
públicas de compensação dirigidas às minorias sociais, chamadas de Ações Afirmativas ou 
Discriminações Positivas. São verdadeiras ações de cunho social que visam compensar 
possíveis perdas que determinados grupos sociais tiveram ao longo da história de suas vidas. 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ...........................................................................................
2 
LEGALIDADE (ART. 5º, II, CF) ...................................................................................................................... 2 
PROIBIÇÃO DE TORTURA (ART. 5º, III, CF) ................................................................................................. 3 
 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
LEGALIDADE (ART. 5º, II, CF) 
O direito à liberdade ou à legalidade, o qual se afigura muito amplo, pertence à primeira 
geração de direitos fundamentais, pelo fato de expressar os direitos mais ansiados pelos 
indivíduos como forma de defesa diante do Estado. 
Em verdade, difícil saber a exata fronteira em que esse direito flutua, ora sendo um 
verdadeiro direito, ora uma vital garantia. O que importa é que, seja em uma situação ou em 
outra, estaremos sempre amparados contra arbitrariedades não prevista em qualquer espécie 
normativa. 
Essa defesa sempre se dará em forma de ABSTENÇÃO do ESTADO perante às mais 
variadas liberdades humanas, ou seja, não havendo qualquer imposição arbitrária por parte do 
Poder Público aos indivíduos, como acontecia e acontece em Estados Totalitários ou em 
monarquias austeras. 
O direito de locomoção é um dos exemplos entregues ao indivíduo em forma de 
LIBERDADE, desta forma pode ser melhor compreendido o previsto no inciso XV: 
 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos 
termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; 
 
O que veremos agora são algumas das acepções deste direito que podem ser cobradas 
em sua prova. 
 
LIBERDADE DE AÇÃO OU LEGALIDADE 
 
O (inciso II do Art. 5°) apresenta aquilo que a doutrina chama de liberdade de ação: 
 
 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
 
Isso é a liberdade por excelência. Segundo o texto constitucional, a liberdade só pode ser 
restringida por lei. Por isso, dizemos que esse inciso também apresenta o Princípio da 
Legalidade. No entanto, importantíssimo lembrar que, aqui, ao se posicionar pela necessidade 
de uma “lei” para nos obrigar a prática ou não de qualquer conduta, o legislador, em verdade, 
quis mencionar qualquer espécie normativa, ou seja, qualquer ato com força de uma lei ou 
norma. Lembre-se sempre de que você pode ser obrigado à prática de uma ação por uma 
simples convenção de condomínio. E não me venha, por favor, dizer que isto não está previsto 
em lei hein... “tô brincando, tô não!”. 
 
A liberdade pode ser entendida de duas formas, a depender do destinatário da 
mensagem: 
Para o particular – liberdade significa “fazer tudo que não for proibido”. 
Para o agente público –liberdade significa “poder fazer tudo o que for determinado, permitido 
ou previsto pela lei”. 
 
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PROIBIÇÃO DE TORTURA (ART. 5º, III, CF) 
Como desdobramento da ideia de vida digna, a CF garante as necessidades vitais básicas 
do ser humano e proíbe qualquer tratamento indigno, como a TORTURA, penas de trabalho 
forçado, penas de caráter perpétuo etc., nos termos do Art. 5°, III e XLVII: 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
 
Lembre-se apenas de que, ao falarmos em NINGUÉM, no referido inciso III do art. 5º, não 
podemos esquecer jamais do inciso XLIX do mesmo art. 5º da CF, em que diz: 
 
 XLIX - é assegurado AOS PRESOS o respeito à integridade física e moral; 
 
Ainda nesse sentido, em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana, o STF, 
por meio da Súmula vinculante 11, restringiu o uso de algemas no país, autorizando o seu uso 
para 3 situações: PERIGO, RESISTÊNCIA E FUGA - PRF 
 
Súmula Vinculante 11 
Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à 
integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a 
excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da 
autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da 
responsabilidade civil do Estado. (grifo nosso) 
TRATADOS INTERNACIONAIS DEDIREITOS HUMANOS 
Uma regra muito importante para sua prova é a que está prevista no parágrafo 3º do 
artigo 5º: 
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, 
em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos 
membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 45, de 2004) 
 
legalidade
particular
Pode fazer tudo o 
que a lei não 
proíba
público
Só pode fazer o 
que a lei manda 
ou autoriza
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm#art1
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Este dispositivo constitucional apresenta a chamada Força Normativa dos Tratados 
Internacionais de Direitos Humanos. 
Segundo o texto constitucional, é possível que um tratado internacional de Direitos 
Humanos possua força normativa de emenda constitucional, desde que preencha os seguintes 
requisitos: 
 
 Deve tratar de Direitos Humanos. 
 Deve ser aprovado nas duas Casas Legislativas do Congresso Nacional, ou seja, na 
Câmara dos Deputados e no Senado Federal. 
 Deve ser aprovado em dois turnos de votação em cada Casa. 
 Deve ser aprovado pelo quórum de 3/5 dos membros em cada turno de votação, em cada 
Casa. 
Preenchidos esses requisitos, o Tratado Internacional terá força normativa de Emenda à 
Constituição. 
 
Mas surge a seguinte questão: e se o Tratado Internacional for de Direitos Humanos e não 
preencher os requisitos constitucionais previstos no § 3º do artigo 5º da Constituição? Qual 
será sua força normativa? De acordo com o STF, caso o Tratado Internacional fale de direitos 
humanos e for aprovado no Congresso Nacional, mas não preencha os requisitos do § 3º do Art. 
5º da CF, ele terá força normativa de NORMA SUPRALEGAL, é dizer, é uma norma acima da lei 
(supra), mas que ainda está abaixo da Constituição Federal. 
 
Dessa forma, frisa-se que os tratados internacionais de direitos humanos podem ter dois 
status: ou de norma constitucional (emenda) ou de norma supralegal. 
 
 
 
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SUMÁRIO 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................................... 2 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ........................................................................................... 2 
LIBERDADE DE EXPRESSÃO (ART. 5º, IV, V, IX, X e XIV, CF) ....................................................................... 2 
LIBERDADE DE CRENÇA e CONSCIÊNCIA (ART. 5º, VI, VII, VIII, CF) ............................................................ 5 
ESCUSA DE CONSCIÊNCIA .............................................................................................................................. 6 
 
 
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
LIBERDADE DE EXPRESSÃO (ART. 5º, IV, V, IX, X E XIV, CF) 
A liberdade de expressão destaca-se em cinco incisos do Art. 5°: IV, V, IX, X e XIV. 
Esse direito está diretamente ligado aos fundamentos da RFB, quais sejam: o Pluralismo 
Político e a Dignidade da pessoa humana. Mas, mais do que direitos, a liberdade de expressão 
revela-nos
a não interferência estatal em ideias e pensamentos. Um verdadeiro oxigênio 
necessário a qualquer “pulmão pensante”. 
 
Vejamos o Art. 5°, IV: 
Art. 5°, IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
 
 
Esta liberdade serve de amparo para uma série de possibilidades no que tange ao 
pensamento. A manifestação do pensamento diz respeito à exteriorização de ideias, por escrito 
ou oralmente, mas também o direito de ouvir, assistir e ler. 
 
Assim como os demais direitos fundamentais, a manifestação do pensamento não possui 
caráter absoluto, sendo restringida pela própria Constituição Federal, que proíbe seu exercício 
de forma anônima. 
 
 A vedação ao anonimato impede, como regra, DENÚNCIAS ANÔNIMAS, também 
chamadas de delações apócrifas ou inqualificadas, como fundamento único para a 
instauração de Inquéritos ou procedimentos criminais. 
No entanto, nunca esquecer de uma das características dos direitos e garantias 
fundamentais, qual seja a de que todos eles possuem um mesmo nivelamento 
hierárquico, em que, num conflito entre a LIBERDADE DE EXPRESSÃO X GARANTIA 
DE VEDAÇÃO AO ANONIMATO, nenhum dos dois teria uma presunção absoluta de 
predomínio. Senão após uma devida ponderação (lembre-se de que ponderar vem 
do inglês “pound” QUE SIGNIFICA JUSTAMENTE O PESO OU O PESAR AS MEDIDAS) 
haveria aí sim um posição destacada a um dos dois direitos ou garantias. 
 
Portanto, o STF, entende como constitucionais as referidas denúncias (disque-denúncia) 
como ferramenta de comunicação do crime, mas não podem servir como amparo para a 
instauração do Inquérito Policial, muito menos como fundamento para a condenação de quem 
quer que seja. Este posicionamento se aplica à instauração de qualquer tipo de procedimento 
investigatório, seja administrativo, cível ou penal. 
 
Desse modo, podemos concluir que a denúncia anônima não pode, isoladamente, servir 
de fundamento para instauração de processo formal contra o denunciado, autorizando apenas 
medidas informais para a verificação dos fatos denunciados. 
 
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A vedação do anonimato não impede que o jornalista guarde o sigilo de suas fontes1, 
respondendo ele, porém, caso opte pelo sigilo, por declarações falsas, injuriosas, difamatórias 
etc. 
 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando 
necessário ao exercício profissional; 
 
E sobre o SIGILO DA FONTE, sempre importante lembrar que se trata de exceção e sendo apenas 
permitido aos que estiverem ou necessitarem em razão do EXEERCÍCIO PROFISSIONAL. 
Nunca se esquecer também das complicações penais sobre a honra (Calúnia, art. 138 do CP, 
Difamação – art. 139 do CP, Injúria art. 140 do CP), bem como sobre a obrigação de prestar 
depoimentos para órgãos públicos (art. 342 do CP – Falso Testemunho). 
 
Aqui é importante que você não confunda nunca a vedação ao anonimato (em que não 
consigo identificar quem produz ou propaga a informação) com o Sigilo da Fonte (em que aqui 
eu tenho perfeitamente identificados os responsáveis por qualquer veiculação ou divulgação 
de informação). 
Ainda que não se saiba a fonte, sabe-se quem propaga ou divulga (Ex.: o jornalista, o 
advogado etc.), portanto, teríamos responsáveis por qualquer violação de direito à honra ou 
intimidade de quem quer que seja. 
 
A vedação ao anonimato, além de ser uma garantia ao exercício da manifestação do 
pensamento, possibilita o exercício do DIREITO DE RESPOSTA caso alguém seja ofendido, em 
matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social, como prevê o 
inciso v do Art. 5° da CF: 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano 
material, moral ou à imagem; 
O direito de resposta, que se manifesta como ação de replicar ou de retificar matéria 
publicada, é exercitável por parte daquele que se vê ofendido em sua honra e é orientado pela 
ideia da proporcionalidade, é dizer: a resposta deve ser assegurada no mesmo meio de 
comunicação em que a agressão foi realizada, devendo ter o mesmo destaque e duração. 
 
O exercício do direito de resposta não afasta a possibilidade de indenização por dano: 
material, moral ou a imagem. Vale destacar ainda que a indenização decorrente desses danos é 
cumulativa! 
 
A CF ainda assegura o direito à LIBERDADE DE EXPRESSÃO: 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura 2ou licença; 
 
Dessa forma, no Brasil é assegurada a liberdade de expressão, sendo vedada a censura. 
Essa vedação é confirmada pelo Art. 220, § 2°, da CF: 
 
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer 
forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta 
Constituição. 
 
1XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; 
2Art. 220, § 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. 
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§ 2° É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. 
 
A liberdade de expressão apresenta duas dimensões: 
a) substancial: que consiste no próprio direito de pensar (Pluralismo político); 
b) instrumental: que consiste no direito de expor o seu pensamento, de expressar suas ideias 
(ex.: direito de reunião). 
 
A liberdade de expressão, assim como a manifestação do pensamento, não é absoluta, 
devendo ser exercida com responsabilidade pois encontra limites em outros direitos 
fundamentais, como a privacidade e a intimidade das pessoas. 
E por isso, importante mencionar o inciso X do mesmo art. 5º da CF: 
 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o 
direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
 
Ademais, de acordo com a jurisprudência do STF, a liberdade de expressão encontra 
limites nos chamados discursos de ódio, voltadas ao combate do preconceito e da intolerância 
contra minorias estigmatizadas. 
 
A respeito do exercício da liberdade de expressão e manifestação do pensamento, já 
decidiu o STF: 
 
 Decisão do STF que vale a pena ser mencionada é a que analisou a 
constitucionalidade da “marcha da maconha”. De acordo com o Supremo, no 
julgamento da ADPF3 187, o movimento foi legítimo e encontra fundamento na 
liberdade de manifestação do pensamento. De acordo com o STF, a mera proposta de 
descriminalização de determinado ilícito penal não se confunde com o ato de 
incitação à prática do crime, além disso não poderá ser feito o uso da droga durante 
a manifestação e não poderá ter a participação de crianças e adolescentes. 
 
 O STF declarou inconstitucional a exigência de diploma de jornalismo para ser 
jornalista, haja vista esta profissão ser um canal essencial para divulgação do 
pensamento e da informação. 
 
 Em respeito à liberdade de expressão, entendeu o STF4 não ser exigível 
autorização prévia5, da pessoa biografada ou de seus familiares, para a publicação 
de obras biográficas ou audiovisuais. Destaca-se o trecho do referido julgado: 
 
 Em decorrência do direito à liberdade de expressão, decidiu o STF6 que é 
inconstitucional a proibição de tatuagem a candidato de concurso público, os 
ministros destacaram que a tatuagem passou a representar uma autêntica forma de 
liberdade de manifestação do indivíduo, pela qual não pode ser punido, sob pena de 
flagrante violação à CF. Entretanto, em situações excepcionais poderá ocorrer 
 
3Ação de descumprimento de preceito fundamental - ADPF 
4ADI 4815 – MIN. CÁRMEN LÚCIA 
5 Em consonância com os direitos fundamentais à liberdade de expressão da atividade intelectual,

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