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Autor: Prof. Antônio Palmeira de Araújo Neto Colaboradores: Prof. Flávio Celso Müller Martin Prof. Fábio Gomes da Silva Profa. Cláudia Palladino Elaboração e Análise de Projetos AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Professor conteudista: Antônio Palmeira de Araújo Neto Especialista em Gestão da Tecnologia da Informação pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), Pernambuco (2010), engenheiro de telecomunicações pela Universidade de Pernambuco (2008) e Mestrando em Engenharia de Produção na Universidade Paulista. Profissional certificado em ITIL v3 Foundation e COBIT v4.1 Foundation. Professor de disciplinas de tecnologia da informação dos cursos de graduação em Gestão de TI e Logística do Centro Universitário Senac, de disciplinas de tecnologia da informação e redes de computadores na Universidade Paulista (UNIP) e de disciplinas técnicas de telecomunicações do Instituto Técnico de Barueri. Tem experiência de mais de dez anos em Gestão e Governança de TI e na prestação de serviços de TI a empresas do segmento financeiro e concessionárias de serviços de telecomunicações. © Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) A663e Araújo Junior, Antonio Palmeira. Elaboração e análise de projetos. / Antonio Palmeira Araújo Junior. – São Paulo: Editora Sol, 2014. 140 p., il. Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XIX, n. 2-011/14, ISSN 1517-9230. 1. Projetos. 2. Recursos humanos. 3. Custos. I. Título. CDU 658 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL – UNIPLAN Reitoria Reitor: Prof. Yugo Okida Vice-Reitor: Prof. Fábio Nogueira Carlucci Pró-Reitor Acadêmico: Prof. Humberto Venderlino Richter Pró-Reitor Adminstrativo: Prof. Robson do Nascimento AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Sumário Elaboração e Análise de Projetos APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................9 INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................9 Unidade I 1 PROJETOS ........................................................................................................................................................... 11 1.1 Conceitos ................................................................................................................................................. 11 1.1.1 Projeto ..........................................................................................................................................................11 1.1.2 Programa .................................................................................................................................................... 12 1.1.3 Portfólio ...................................................................................................................................................... 13 1.1.4 Operações ................................................................................................................................................... 14 1.1.5 Ciclo de vida do projeto ....................................................................................................................... 14 1.1.6 Premissa e restrição ............................................................................................................................... 15 1.1.7 Sucesso em projetos e restrição tripla ........................................................................................... 15 1.1.8 Motivações para projetos .................................................................................................................... 17 1.2 Gerenciamento de projetos .............................................................................................................. 17 1.2.1 Conceito de gerenciamento de projetos ....................................................................................... 17 1.2.2 Gerente de projetos ............................................................................................................................... 18 1.2.3 Gerenciamento de portfólio e gerenciamento de programas ............................................. 19 1.2.4 Maturidade na gestão de projetos .................................................................................................. 21 1.3 Estruturas organizacionais ............................................................................................................... 22 1.3.1 Conceitos .................................................................................................................................................... 22 1.3.2 Cultura organizacional ........................................................................................................................ 23 1.3.3 Estrutura organizacional funcional ................................................................................................. 24 1.3.4 Estrutura organizacional projetizada ............................................................................................. 25 1.3.5 Estrutura organizacional matricial .................................................................................................. 26 1.4 Escritório de projetos .......................................................................................................................... 29 1.4.1 Conceitos .................................................................................................................................................... 29 1.4.2 Implantação de um escritório de projetos ................................................................................... 30 1.5 Principais modelos e práticas de gerenciamento de projetos ........................................... 32 1.5.1 A Tomada de decisão na gestão de projetos ............................................................................... 33 1.5.2 Qualidade na tomada de decisões .................................................................................................. 34 2 MODELOS TRADICIONAIS DE GESTÃO DE PROJETOS ........................................................................ 36 2.1 PMBOK ...................................................................................................................................................... 36 2.1.1 Introdução ................................................................................................................................................. 36 2.1.2 Aplicabilidade do modelo .................................................................................................................... 36 2.1.3 Ciclo de vida do gerenciamento do projeto ................................................................................. 37 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 2.1.4 Áreas de conhecimento do gerenciamento de projetos ......................................................... 39 2.1.5 Certificação ............................................................................................................................................... 43 2.2 PRINCE2 ................................................................................................................................................... 44 2.2.1 Conceitos ....................................................................................................................................................como boa prática (PMI, 2008, p. 14). 2.1.2 Aplicabilidade do modelo Segundo Fernandes e Abreu (2012), o método do PMBOK pode ser utilizado nos mais variados projetos, incluindo os de tecnologia da informação (TI). A ênfase do modelo é sobre a gestão de projetos e não sobre a engenharia do produto resultante do projeto. Por exemplo, podemos utilizar o modelo para a gestão de projetos de software e sistemas, mas não para o processo metodológico do desenvolvimento do software. O PMBOK, para ser utilizado de forma consistente em uma organização de TI, necessita de adaptações em função dos tipos, portes e riscos dos projetos. Além do mais, deve ser estabelecido um processo de gerenciamento de projetos que interligue, de forma lógica e coerente, as boas práticas entre si. Adicionalmente, formulários específicos devem ser elaborados para o uso do processo. O modelo também pode ser aplicado em ferramentas de gerenciamento de projetos existentes no mercado, sendo que algumas ferramentas podem 37 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS apoiar total ou parcialmente as boas práticas do modelo. Como toda inovação, a implantação do gerenciamento de projetos na organização também não é uma tarefa fácil. Necessita de forte comprometimento das lideranças da organização e dos executivos e gerentes (FERNANDES; ABREU, 2012, p. 365). 2.1.3 Ciclo de vida do gerenciamento do projeto O gerenciamento de projetos é um empreendimento integrado e requer que cada processo de projeto ou produto seja alinhado e conectado de forma apropriada com os outros processos para facilitar a coordenação. As ações adotadas durante um processo em geral afetam esse e outros processos relacionados. Por exemplo, uma mudança no escopo costuma afetar o custo do projeto, mas talvez não afete o plano de comunicações ou a qualidade do produto. Com frequência, essas interações entre processos requerem compensações entre os requisitos e os objetivos do projeto, e as compensações de desempenho específicas vão variar de um projeto para outro e de uma organização para outra. O gerenciamento de projetos bem-sucedido inclui gerenciar ativamente essas interações para cumprir os requisitos do patrocinador, do cliente e de outras partes interessadas. Em algumas circunstâncias, um processo ou conjunto deles deverá ser iterado várias vezes para alcançar o resultado desejado (PIM, 2008, p. 38). O ciclo de vida do gerenciamento do projeto é o conjunto de processos que necessitam ser seguidos para o bom gerenciamento do projeto. Ele se divide em cinco grandes grupos de processos de gerenciamento, que são compostos por processos individuais e relacionados. Esses grupos são: • Grupo de processos de iniciação. • Grupo de processos de planejamento. • Grupo de processos de execução. • Grupo de processos de monitoramento e controle. • Grupo de processos de encerramento. O mapeamento dos grupos de processos do gerenciamento de projetos pode ser visto na figura a seguir. 38 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Monitoramento e controle Planejamento Execução Iniciação Encerramento Figura 13 – Mapeamento dos grupos de processos do gerenciamento de projetos Observação Não confundir: o ciclo de vida do projeto descreve como o projeto será executado. O ciclo de vida do gerenciamento do projeto são os grupos de processo. O grupo de processos de iniciação reúne os processos de definição de um novo projeto ou a nova fase do projeto, incluindo as aprovações para comprometimento dos recursos organizacionais necessários ao início de um projeto ou de uma fase específica. O grupo de processos de planejamento inclui os processos que estabelecem o escopo total do esforço, determinando um planejamento, bem como revisitando e refinando as metas e os objetivos do projeto. Esta é uma das fases mais importantes de um ciclo de vida de gerenciamento de projetos. O grupo de processos de execução é composto por processos que concretizam os planos de projeto. Assegura, também, que a execução do processo permaneça sincronizada com os objetivos e as metas definidos. O grupo de processos de monitoramento e controle efetua as avaliações de desempenho e as analisa, visando regular, rever e controlar o progresso do desempenho do projeto. O grupo de processos de encerramento tem a responsabilidade de terminar formalmente e ordenadamente as atividades de uma fase ou do projeto propriamente dito. Em muitas situações, a esse grupo de processo é dispensada pouca atenção, o que prejudica o alinhamento final do projeto. A progressão pelos grupos de processos do gerenciamento de projetos tem as mesmas características que a progressão pelas fases do projeto. Isto 39 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS é, os custos são mais baixos durante os processos de iniciação e poucos membros da equipe estão envolvidos. No grupo de processo de execução, o custo e o número de pessoas participantes aumentam e voltam a diminuir conforme o projeto se aproxima do encerramento. As chances de sucesso são mínimas durante a iniciação e muito grandes durante o encerramento. As chances de risco são maiores durante os processos de iniciação, planejamento e execução, mas o impacto dos riscos é maior durante os últimos processos. As partes interessadas têm maior influência durante os processos de iniciação e planejamento e veem essa influência diminuir ao longo dos processos de execução, monitoramento e controle e encerramento (HELDMAN, 2009, p. 30). Os processos dos grupos de processos interagem e se sobrepõem uns aos outros de formas, muitas vezes, iterativas, devendo ser revisitados várias vezes ao longo do ciclo de vida. Esses processos produzem saídas que são entradas em outros processos, inclusive de grupos diferentes, conforme pode ser verificado na figura a seguir. Iniciação Execução Planejamento Monitoramento e controle Encerramento Figura 14 – Relacionamento dos grupos de processos do gerenciamento de projetos 2.1.4 Áreas de conhecimento do gerenciamento de projetos Além dos grupos de processos, o modelo PMBOK é constituído por nove áreas de conhecimento em gerenciamento de projetos. São elas: Gerenciamento da Integração do Projeto; Gerenciamento do Escopo do Projeto; Gerenciamento do Tempo do Projeto; Gerenciamento dos Custos do Projeto; Gerenciamento da Qualidade do Projeto; Gerenciamento dos Recursos Humanos do Projeto; Gerenciamento das Comunicações do Projeto; Gerenciamento dos Riscos do Projeto; e Gerenciamento das Aquisições do Projeto. Do relacionamento entre as áreas de conhecimento e os grupos de processos, encontram-se os processos de gerenciamento de projetos, conforme visto a seguir: 40 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • Área de conhecimento: Gerenciamento da Integração do Projeto — Processo de iniciação: - desenvolver o termo de abertura do projeto. — Processo de planejamento: - desenvolver o plano de gerenciamento do projeto. — Processo de execução: - orientar e gerenciar a execução do projeto. — Processos de monitoramento e controle: - monitorar e controlar o trabalho do projeto; - realizar o controle integrado do projeto. — Processo de encerramento: - encerrar o projeto ou a fase. • Área de conhecimento: Gerenciamento do Escopo do Projeto — Processos de planejamento: - coletar requisitos; - definir escopo; - criar Estrutura Analítica de Projeto (EAP). — Processos de monitoramento e controle: - verificar escopo; - controlar escopo. • Área de conhecimento: Gerenciamento do Tempo do Projeto — Processos de planejamento: - definir atividades; 41 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS - sequenciaratividades; - estimar os recursos das atividades; - estimar a duração das atividades; - desenvolver o cronograma. — Processo de monitoramento e controle: - controlar o cronograma. • Área de conhecimento: Gerenciamento dos Custos do Projeto — Processos de planejamento: - estimar os custos; - determinar o orçamento. — Processo de monitoramento e controle: - controlar os custos. • Área de conhecimento: Gerenciamento da Qualidade do Projeto — Processo de planejamento: - planejar a qualidade. — Processo de execução: - realizar a garantia da qualidade. — Processo de monitoramento e controle: - realizar o controle da qualidade. • Área de conhecimento: Gerenciamento de Recursos Humanos do Projeto — Processo de planejamento: - desenvolver o plano de recursos humanos. — Processos de execução: 42 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I - mobilizar a equipe do projeto; - desenvolver a equipe do projeto; - gerenciar a equipe do projeto. • Área de conhecimento: Gerenciamento das Comunicações do Projeto — Processo de iniciação: - identificar as partes interessadas. — Processo de planejamento: - planejar as comunicações. — Processos de execução: - distribuir informações; - gerenciar as expectativas das partes interessadas. — Processos de monitoramento e controle: - reportar o desempenho. • Área de conhecimento: Gerenciamento dos Riscos do Projeto — Processos de planejamento: - planejar o gerenciamento de riscos; - identificar os riscos; - realizar a análise qualitativa dos riscos; - realizar a análise quantitativa dos riscos; - planejar a resposta aos riscos. — Processo de monitoramento e controle: - monitorar e controlar os riscos. 43 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS • Área de conhecimento: Gerenciamento de Aquisições do Projeto — Processo de planejamento: - planejar as aquisições. — Processo de execução: - conduzir as aquisições. — Processo de monitoramento e controle: - administrar as aquisições. — Processo de encerramento: - encerrar as aquisições. 2.1.5 Certificação O PMI possui duas certificações voltadas para profissionais que trabalham no gerenciamento de projetos. São elas: • Project Management Professional (PMP): voltado para gerentes de projetos, em que os mesmos precisam comprovar um número de horas de projeto (4.500 horas para profissionais de nível superior e 7.500 horas para profissionais de nível médio) e ter um número de 143 acertos numa prova de 200 questões. • Certified Associate in Project Management (CAPM): voltado para gerentes de projetos iniciantes, em que estes precisam comprovar um número de horas de projeto (2.500 horas), mínimo de 23 horas em um curso de gerenciamento de projetos, além de ter nível médio e um número de 88 acertos numa prova de 150 questões. Observação Nessas provas de certificação, existem questões válidas e inválidas para pontuação. Mesmo assim, o candidato deve responder a todas as perguntas, porque não tem conhecimento de quais são as válidas. 44 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I 2.2 PRINCE2 2.2.1 Conceitos A metodologia Project In Controlled Environments (PRINCE) foi desenvolvida em 1989 pelo Central Computer and Telecommunications Agency (CCTA), ligado ao governo britânico, a partir de uma metodologia mais antiga em gerenciamento de projetos, chamada PROMPTII, criada em 1975 pela empresa Simpact Systems Ltda. Em 1996, após o CCTA ser integrado ao Office of Government Commerce (OGC), foi lançada uma melhoria dessa metodologia, denominada PRINCE2, que atualmente encontra-se em sua quinta edição, publicada em 2009, e é o padrão utilizado no governo britânico, além de ser bastante difundida e reconhecida na Europa. Fernandes e Abreu (2012) afirmam que o PRINCE2, de modo similar ao PMBOK, tem como base a experiência de gerentes e equipes de projetos, nos seus erros, acertos e sucesso. Os autores afirmam que a ideia do PRINCE2 é fornecer um método que: • tenha repetibilidade em todos os projetos; • possa ser difundido por meio de treinamentos; • deixe claro o que se espera de membros de uma equipe de projetos; • gere proatividade na gestão de projetos, mas que não deixe de considerar mudanças repentinas em consequência de eventos inesperados; • facilite o planejamento, o controle e a comunicação em um projeto. 2.2.2 Estrutura da metodologia O PRINCE2 é composto por dois livros que orientam o uso da metodologia, o modelo de processos e a lista de atividades por processo. Os livros são: • Managing Successful Projects Using PRINCE2; • Directing Sucessful Projects Using PRINCE2. Ambos os livros são de autoria da Office of Governament Commerce (OGC) e foram publicados pela editora The Stationery Office Books. O PRINCE2 é constituído por oito processos, que são divididos em atividades. Os processos da metodologia são: 45 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS • Processo DP – dirigindo um projeto; • Processo SU – instalando um projeto; • Processo IP – iniciando um projeto; • Processo SB – gerenciando os limites de um projeto; • Processo CS – controlando um estágio; • Processo MP – gerenciando a entrega do produto; • Processo CP – encerrando um projeto; • Processo PL – planejamento. A figura a seguir mostra a relação existente na estrutura do PRINCE2. Corporate or programme management Gerenciamento do programa Directing a project Conduzindo um projeto Directing a project Conduzindo um projeto Starting up a project Managing product delivery Managing stage boundaries Closing a project Controlling a stage Initiating a project Começando um projeto Gernciando entrega de resultado Mandato do projeto Gerenciando limites dos estágios Finalizando um projeto Controlando um estágio Inicializando um projeto Project mandate Figura 15 – Estrutura do PRINCE2 O processo DP (dirigindo um projeto) é executado do início ao fim do projeto, sendo de responsabilidade do comitê de projeto. É composto pelas seguintes atividades: • autorizar iniciação; 46 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • autorizar projeto; • autorizar estágio ou plano de exceção; • fornecer direção; • autorizar encerramento do projeto. O processo SU (instalando um projeto) é o primeiro a ser executado na metodologia, sendo considerado algumas vezes como pré-projeto, porque assegura requisitos de iniciação estabelecidos. Suas atividades são: • apontar o executivo ou gerente de projeto; • capturar lições aprendidas previamente; • apontar time do projeto; • preparar o caso de negócio; • selecionar a abordagem do projeto; • planejar o estágio de iniciação. O processo IP (iniciando um projeto) trabalha com a base fornecida pelo processo SU, aceitando-a, obtendo acordo sobre uso de recursos, encorajando o comitê de projetos e assegurando investimentos a serem feitos. Suas atividades são: • preparar a estratégia de risco; • preparar a estratégia da gestão de configuração; • preparar a estratégia da gestão de qualidade; • implantar os controles do projeto; • criar o plano de projeto; • refinar o caso de negócios; • montar a documentação de iniciação. O processo SB (gerenciando os limites de um estágio) assegura que os produtos planejados do plano de estágio atual foram completados, provendo ao comitê de projeto informações para 47 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS avaliação de viabilidade, aprovação de estágio e autorização de estágio seguinte. As atividades desse processo são: • planejar o próximo estágio; • atualizar o plano de projeto; • atualizar o caso de negócio; • comunicar o fim do estágio; • produzirum plano de exceção. O processo CS (controlando um estágio) assegura o desempenho do estágio conforme plano do estágio, sendo composto pelas seguintes atividades: • autorizar um pacote de trabalho; • rever o status do pacote de trabalho; • receber pacotes de trabalhos completados; • rever o status do estágio; • comunicar pontos de atenção; • capturar e examinar problemas e riscos; • escalar problemas e riscos; • realizar ações corretivas. O processo CP (encerrando um projeto) tem o propósito de executar um encerramento controlado do projeto e dos seus objetivos, tendo como atividades: • preparar o encerramento do projeto; • preparar o encerramento prematuro; • transferir produtos; • avaliar o projeto; • recomendar encerramento. 48 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I O processo PL (planejamento) é composto das seguintes atividades: • elaborar o plano; • definir e analisar os produtos; • identificar e analisar as atividades e dependências. • preparar estimativas; • preparar cronograma; • analisar os riscos; • documentar o plano. Lembrete É possível encontrar semelhanças entre os processos e atividades do PRINCE2 e o grupo de processos e área de conhecimento do PMBOK. Por exemplo, as atividades do processo PL do PRINCE2 guardam muitas semelhanças com o grupo de processos de planejamento do PMBOK, principalmente no que tange a questões de escopo. 3 MÉTODOS ÁGEIS 3.1 Manifesto Ágil Entre os métodos ágeis, o mais importante e também o mais utilizado é o Scrum, principalmente em projetos da área de tecnologia da informação (TI). Os métodos ágeis surgiram após o “Manifesto Ágil”, que teve início na década de 1990; entre os principais fatores que causaram esse manifesto, estão: • O então modelo utilizado nessa época para projetos de TI, mais especificamente de softwares, conhecido como “modelo cascata” ou “modelo clássico”, era considerado muito burocrático. • O modelo usado apresentava algumas contradições com relação à forma convencional utilizada pelos engenheiros de software. Com os problemas do cenário apresentado anteriormente, os membros que integravam uma comunidade preocupada com questões voltadas para projetos de TI da época reuniram-se e criaram o Manifesto Ágil, um documento que reúne as principais práticas e técnicas desse modelo de desenvolvimento de projetos 49 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS de software. A partir da criação desse manifesto, começaram a aparecer várias outras propostas referentes a métodos ou metodologias ágeis, entre elas está o Scrum, método ágil mais usado na área de TI. O Manifesto Ágil é uma espécie de declaração de todos os princípios que servem de base para o desenvolvimento ágil de software e possui três aspectos fundamentais: • As pessoas mais do que as ferramentas e procedimentos. • O correto funcionamento do software mais do que a documentação bastante abrangente. • A colaboração com as necessidades do cliente mais do que a negociação com os contratos. • A capacidade de adaptação às mudanças mais do que o seguir o plano que foi estabelecido. Em sua essência, a maioria dos métodos ágeis procura mitigar o risco inerente ao desenvolvimento de software sob alguns aspectos: • usar ciclos de tempos relativamente curtos, chamados de iteração ou sprints; • ter curta duração, no máximo trinta dias. Todas as iterações são como projetos de software miniaturizados, incluem as tarefas e os procedimentos essenciais para a implementação de mini-incrementos de cada nova funcionalidade: • planejamento, análise de requisitos, modelo, arquitetura, códigos, testes e documentação; • nem todos os processos são totalmente documentados. 3.2 Métodos ágeis 3.2.1 Conceitos É importante saber que os métodos ágeis são bem diferentes dos métodos de gerenciamento tradicionais, quando consideramos a forma de fazer a gestão. Alguns métodos podem ser complementados por meio do uso de guias para que possam ter uma direção mais específica sobre os rumos do projeto. Na visão de Conforto (2009): • Devemos reconhecer que o Manifesto Ágil foi um marco dentro do mundo da gestão de projetos. • O gerenciamento ágil de projetos é uma abordagem fundamentada em uma série de princípios, cujo principal objetivo é fazer da arte de gestão de projetos algo mais simples, com mais flexibilidade e interatividade. 50 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • O método ágil tem como meta realizar a adaptação de práticas típicas da gestão de projetos tradicional para a aplicação em ambientes dinâmicos de projetos, com especificidades regidas para a inovação, elevando níveis de incerteza e complexidade. Na visão de dois autores da área de métodos ágeis, Conforto (2009) e Conforto e Amaral (2010), podemos compilar alguns princípios sobre métodos ágeis: • Tentar simplificar ao máximo os processos de gestão, fazendo a aplicação de técnicas simples de gestão. • Realizar o desenvolvimento de processos que tenham flexibilidade e que sejam capazes de absorver mudanças no projeto. • Realizar inspeções e adaptações frequentemente. • Trabalhar em busca da excelência técnica sempre. • Tentar agregar valor ao cliente e também para a equipe que está desenvolvendo o projeto. • Criar uma relação com o cliente, de maneira a apoiar o desenvolvimento do projeto. • Fazer uso do conceito de iterações e também de entregas parciais, que devem ser realizadas em curtos períodos de tempo. • Trabalhar com equipes reduzidas. • Ter como principal foco as prioridades do negócio. • Incentivar sempre a autogestão e a autodisciplina de todos os membros da equipe. • Incentivar a tomada de decisão participativa, para que todos os membros da equipe sintam-se como parte do processo. • Incentivar a inovação e a criatividade como formas de criar soluções que agreguem valor. Saiba mais Estão disponíveis no site textos sobre os signatários e autores do Manifesto Ágil e um texto sobre os doze princípios do software ágil. 51 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS 3.2.2 O Scrum O Scrum foi apresentado por Jeff Sutherland, John Scumniotales e Jeff McKenna, que conceberam, documentaram e implementaram o processo na empresa Easel Corporation, em 1993, incorporando os estilos de gerenciamento observados por Takeuchi e Nonaka (1986). Em 1995, Ken Schwaber formalizou a definição de Scrum como um processo de desenvolvimento ágil de software, funcionando de modo iterativo e incremental, e ajudou a implantá-lo em todo o mundo (SCHWABER, 2004). Em 2000, ele implantou a metodologia na empresa Patient Keeper e, nos anos seguintes, lançou três livros, sendo o primeiro deles o Agile Software Development with Scrum (SCHWABER; BEEDLE, 2001). Uma característica importante do Scrum é forçar as pessoas a seguir uma sequência de passos predefinida, com pouca flexibilidade para mudança. Sua abordagem visa ao oposto do modelo em cascata, iniciando-se na análise, assim que alguns requisitos estiverem disponíveis. O projeto Scrum começa com uma visão, composta por requisitos e funcionalidades que concretizam uma lista de tarefas, denominada product backlog. As prioridades dos itens desse documento determinam o quanto de valor cada item gera para o negócio. Depois de priorizados os itens, antes de cada iteração (sprint), a equipe se reúne para dizer quantos itens é possível entregar em um sprint, que, segundo Schwaber, deve durar cerca de trinta dias, como boa prática. Quando cada iteração termina, o que foi desenvolvido é apresentado ao cliente (Product Owner) em uma reunião e, antes do início da próxima iteração, é feita uma reunião de retrospectiva, em que é possível extrair lições aprendidas. Esse método mostra um conjuntode papéis que devem ser representados pelos participantes nos projetos denominados Scrum: • Product Owner – pode ser definido como o patrocinador do projeto, é o responsável por determinar e priorizar as funcionalidades do produto; • Scrum Master – é o responsável por garantir os valores e as práticas do Scrum; • Scrum Team – equipe responsável por desenvolver o produto. E também contém diversas fases que formam o ciclo de desenvolvimento do projeto Scrum: • Sprint Planning – é uma reunião antes do início de um sprint, para alinhar com o Product Owner o que será feito dentro do próximo sprint; 52 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • Sprint – é o tempo estimado pelo time para produzir, testar e homologar determinadas funcionalidades, que serão priorizadas pelo Product Owner no sprint; • Planning – de acordo com as práticas adotadas por Schwaber, um sprint deve durar trinta dias; • Daily Scrum – são reuniões diárias em que cada membro do time coloca em um quadro o que fez no dia anterior e o que fará para o dia seguinte; • Retrospective ou Sprint Review – é uma reunião sobre lições aprendidas que ocorre após a entrega de um sprint. Tem como objetivo analisar se o que foi feito está bom e o que pode ser melhorado. As tarefas de uma fase do projeto Scrum devem ser colocadas em um quadro que fique visível para o time, em forma de post-its. Para o próximo sprint começar, o anterior tem de estar finalizado e aprovado pelo Product Owner em uma reunião de validação denominada de Post Sprint Demonstration and Meeting. A adoção do método ágil Scrum, de acordo com Schwaber (2004), além de uma mudança de cultura no gerenciamento de projetos, ainda necessita de uma automação muito consistente. 4 INTEGRAÇÃO EM PROJETOS 4.1 Gerenciamento da Integração em Projetos 4.1.1 Conceitos A área de Gerenciamento da Integração em Projetos é responsável por coordenar todos os aspectos do plano do projeto, envolvendo um alto nível de interação entre as partes interessadas. É nessa área de conhecimento que se identifica e se define o trabalho do projeto e a interação entre os processos adequados. Dinsmore e Barbosa (2009) afirmam que é nessa área que montamos um quebra-cabeça, em que cada peça precisa ser colocada em sua devida posição, de modo coerente e consistente, com o objetivo de se obter o resultado final desejado. Os processos dessa área compreendem tomada de decisão e escolhas fortemente relacionadas às metas do projeto. São eles: • Desenvolver o termo de abertura do projeto: — integra o grupo de processos de iniciação; • Desenvolver o plano de gerenciamento de projeto: — integra o grupo de processos de planejamento; 53 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS • Orientar e gerenciar a execução do projeto: — integra o grupo de processos de execução; • Monitorar e controlar o trabalho do projeto: — integra o grupo de processos de monitoramento e controle; • Realizar o controle integrado de mudanças: — integra o grupo de processos de monitoramento e controle; • Encerrar o projeto ou fase: — integra o grupo de processos de encerramento. Lembrete Os processos de cada área de conhecimento estão distribuídos no ciclo de vida do gerenciamento de projetos, que compreende cinco grupos de processos: iniciação, planejamento, execução, encerramento e monitoramento e controle. A necessidade do Gerenciamento da Integração do Projeto fica evidente em situações onde processos distintos interagem. Por exemplo, uma estimativa de custos necessária para um plano de contingência envolve a integração dos processos nas áreas de conhecimento de custos, tempo e risco. Quando riscos adicionais associados às várias alternativas de preenchimento de vagas são identificados, então um ou mais desses processos podem ser reconsiderados. As entregas do projeto também podem precisar ser integradas às operações em progresso da organização executora ou da organização cliente, ou ao planejamento estratégico de longo prazo que considera problemas ou oportunidades futuras. O Gerenciamento da Integração do Projeto também inclui as atividades necessárias para gerenciar documentos e assegurar consistência no plano de gerenciamento do projeto e entregas (PMI, 2008, p. 72). 4.1.2 Desenvolver o Termo de Abertura do Projeto (TAP) Este é um dos principais processos de integração e do grupo de iniciação, porque tem como principal resultado o Termo de Abertura do Projeto, também conhecido, na língua inglesa, como Project Charter. O TAP é um documento formal de autorização para início de um projeto que informa o escopo aprovado, estabelecendo responsabilidades e papéis no projeto. 54 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Em geral, o responsável pela emissão desse documento é o patrocinador, que nada mais é do que o “facilitador” junto à gerência e à equipe de projeto, o qual garante a consistência do projeto aos objetivos organizacionais da empresa. Como entradas nesse processo de desenvolvimento do termo de abertura do projeto, têm-se: • Declaração do trabalho do projeto: é composta pela descrição do que será produzido no projeto, as necessidades de negócios e o plano estratégico empresarial. • Caso de negócio: descreve a análise de custo-benefício de um projeto. • Contrato: documento formal entre a corporação e o cliente externo, que deseja o produto. • Fatores ambientais da empresa: fatores que podem influenciar o desenvolvimento do projeto. Podem ser de ordem cultural, de infraestrutura, de recursos humanos, clima político, entre outros. • Ativos de processos organizacionais: são procedimentos, políticas, instruções e abordagens na condução do trabalho. Observação O item contrato aplica-se como uma entrada apenas se o projeto for executado para produzir um entregável para um cliente externo. Segundo o PMI (2008), o TAP é composto pelos seguintes itens: • objetivos e justificativas do projeto; • necessidade e requerimentos de negócio ao qual o projeto foi endereçado; • requisitos que satisfazem as necessidades dos stakeholders; • determinação do gerente de projeto; • cronograma de marcos; • premissa e restrições; • orçamento sumarizado do projeto. Em algumas corporações, o TAP é ainda mais detalhado, incluindo uma declaração base do escopo e um plano de gerenciamento de projeto. 55 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS 4.1.3 Métodos de seleção dos projetos As organizações, em sua maioria, não podem se dar ao luxo de executarem todos os projetos propostos. Até as consultorias, que vendem seus serviços de gerenciamento de projetos, precisam selecionar e escolher os projetos em que desejam trabalhar. Métodos de seleção ajudam as organizações a decidir entre projetos alternativos e determinar os benefícios tangíveis para que a empresa escolha ou não o projeto. As metodologias de seleção variam de acordo com a empresa, os membros da comissão de seleção, os critérios empregados e o projeto. Às vezes, os critérios e métodos de seleção serão estritamente financeiros; em outras, terão por base o mercado e, ocasionalmente, vão partir do ponto de vista público ou político. Na maioria das vezes, a decisão baseia-se numa combinação qualquer dos aspectos acima, entre outros (HELDMAN, 2009, p. 59). Como as organizações têm uma capacidade limitada de conduzir vários projetos ao mesmo tempo, é necessário, em muitas situações, escolher ou priorizar os projetos. O PMI (2008) estabelece duas principais categorias de métodos de seleção de projetos. São elas: • Método de otimização restrita – utiliza abordagens matemáticas. • Método de medida de benefícios – utiliza abordagens comparativas. Entre os principais exemplos de métodos de otimização restrita, citamos: algoritmosde programação linear; algoritmos de programação não linear; algoritmos de programação dinâmicos e multiobjetivos. As organizações utilizam muito os métodos de medida de benefícios. Entre os principais exemplos, temos: Valor Presente (VP); Valor Presente Líquido (VPL); Taxa de Retorno Interna (TIR); Período de Payback; Taxa de Custo-Benefício (TCB). No intuito de demonstrar um desses métodos, é possível observar a equação a seguir, que demonstra como é calculado o valor presente. PV = FV (1 + r)n (3.1) Onde: PV = Valor Presente FV = Valor Futuro r = taxa de juros n = número de períodos 56 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Para Costa Neto (2007), a tomada de decisões em gestão de projetos sempre deve levar em consideração critérios qualitativos e quantitativos que podem ser expressos por meio de estudos de viabilidade, análise da qualidade, análise de recursos e suprimentos necessários, além de uma boa análise de riscos. Saiba mais Para conhecer um pouco mais sobre tomada de decisão na disciplina de projetos e em diversas outras, leia o capítulo 7 da obra: COSTA NETO, O. P. L. (Coord.). Qualidade e competência nas decisões. São Paulo: Blucher, 2007. 4.1.4 Desenvolver o Plano de Gerenciamento de Projeto (PGP) Esse processo integra o grupo de processos de planejamento e tem como função primordial gerar o Plano de Gerenciamento de Projeto. O PGP é um documento formal, desenvolvido pelo gerente de projeto com a colaboração de toda a equipe, que deve ser aprovado e utilizado em toda a execução do projeto. Para esse processo, são necessárias as seguintes entradas: • termo de abertura de projeto; • saídas dos processos que integram o grupo de planejamento; • fatores ambientais da empresa; • ativos de processos organizacionais. O PGP é composto pelos seguintes itens: • declaração de escopo; • estrutura analítica de projeto; • diagrama de rede; • plano de gerenciamento de custos; • plano de gerenciamento de cronograma; 57 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS • matriz de responsabilidades; • principais marcos; • sistema de controle de mudanças; • plano de gerenciamento de aquisições; • plano de gerenciamento da qualidade; • plano de gerenciamento das comunicações; • plano de gerenciamento de riscos; • plano de recursos humanos; • linha base de medição de desempenho. 4.1.5 Realizar o controle integrado de mudanças É um importantíssimo processo que integra o grupo de monitoramento e controle, porque tem o foco nas mudanças que ocorrem nos projetos. As mudanças podem ocorrer por diversas razões, por exemplo: • alterações legais; • mudanças tecnológicas; • mudanças de valor agregado no produto do projeto; • ações corretivas e preventivas necessárias; • omissões ou erros da equipe de projetos; • solicitação do cliente; • riscos desconhecidos; • estimativas imprecisas. O processo de controle integrado de mudanças tem como função evitar mudanças desnecessárias, identificar proativamente mudanças, verificando suas origens, e distribuir informações sobre elas. Pode ter como entrada: 58 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • requisições de mudanças; • ações corretivas recomendadas; • ações preventivas recomendadas; • reparo de defeitos recomendados. 4.1.6 Orientar e gerenciar a execução do projeto O processo de orientar e gerenciar a execução do projeto integra o grupo de processos de execução e consiste na execução das atividades necessárias para atingir as metas, devendo seguir o plano de gerenciamento do projeto. As principais entradas desse processo são: • ações corretivas e preventivas; • reparos de defeitos validados e aprovados; • mudanças aprovadas pelo controle integrado de mudanças. As principais saídas são as entregas previstas no planejamento. 4.1.7 Monitorar e controlar o trabalho do projeto Monitorar e controlar o trabalho do projeto integra o grupo de processos de monitoramento e controle, tendo o papel de comparar o desempenho obtido com o plano do projeto. Esse processo gera ações corretivas e preventivas em suas saídas e tem como entradas o plano de gerenciamento de projetos e as informações de desempenho do projeto. 4.1.8 Encerrar o projeto ou a fase Encerrar o projeto ou a fase integra o grupo de processos de encerramento e tem o papel de finalizar todas as atividades do cronograma, bem como de entregar o produto do projeto de acordo com as especificações. Esse processo é frequentemente ignorado pelos gerentes de projeto, que atribuem pouca importância a ele. No entanto, é nele que é considerada a aceitação formal do cliente e no qual ocorre o encerramento administrativo. O PMI (2008) recomenda que os processos sejam encerrados de modo que as informações úteis não se percam. Estas são as chamadas lições aprendidas, fundamentais para a geração de uma base de 59 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS dados que irá compor um conjunto de informações históricas sobre os projetos, contribuindo para o gerenciamento do conhecimento. Observação As lições aprendidas geram na organização, seja ela estruturada em projetos ou não, subsídios para futuras tomadas de decisão corretas no andamento de outros projetos. Resumo Esta unidade iniciou-se com uma série de conceitos gerais e importantes sobre projetos e gerenciamento de projetos. Foram mencionados os conceitos de projetos, programas, portfólio e operações, bem como suas diferenças e semelhanças, enfatizando quem engloba o que, ou seja, um programa é um conjunto de projetos, um portfólio é um conjunto de programas e projetos. Foram discutidas as características fundamentais de um projeto, que são: temporal, de exclusividade, de objetividade. Com esse intuito, foi fundamental diferir operação e projeto. Na primeira, o produto não é único, não há fim, e nem sempre há uma meta única, diferentemente dos projetos. Trouxemos ainda os conceitos de gerenciamento de projetos, de programa e de portfólio, bem como suas diferenças, com uma ênfase especial no gerenciamento de projetos, explicando a sua maturidade e como pode ser medida por meio de modelos. Vimos as estruturas organizacionais de uma corporação. Foi demonstrada uma escala de maior importância atribuída aos projetos quando se utilizam as estruturas funcionais, matricial e projetizada. Foi apresentada a definição de escritório de projetos, com informações sobre sua implementação, maturidade dentro das corporações e uma menção sobre os principais modelos e métodos de gerenciamento de projetos. Também foi realizada uma abordagem sobre os métodos tradicionais de gestão de projetos difundidos no mundo inteiro, com ênfase no PMBOK, mas sem se esquecer da metodologia PRINCE2. Comentamos sobre o Manifesto Ágil e os métodos ágeis, com ênfase no Scrum, lembrando de seu uso na área de tecnologia da informação. 60 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Esta unidade foi concluída ressaltando-se a importância da integração na gestão de projetos como uma área que permeia todo o ciclo de vida do gerenciamento de projetos, tendo processos no grupo de iniciação, planejamento, execução, encerramento e monitoramento e controle. Vimos a importância de dois documentos fundamentais gerados pela integração. O termo de abertura de projeto na fase de iniciação e o plano de gerenciamento do projeto na fase de planejamento. Exercícios Questão 1. Leia o texto a seguir: O Guia PMBOK® é um manual de boas práticas aplicadas ao gerenciamento de projetos, e é mantido pelo Project Management Institute, o PMI®. PMBOK® é uma abreviação do inglês Project Management Body of Knowledge, quepodemos traduzir para o português como “O Corpo de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos”, ou como o próprio PMBOK® em português se intitula: “O Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos”. Fonte: NOVA... (2013). Sobre o PMBOK®, podemos afirmar que: I – É a única forma de gerenciar projetos. II – Abrange processos pertinentes a projetos desde o início até o encerramento. III – Fornece um vocabulário comum aos gerentes de projetos, o que facilita seu entendimento. Assinale a alternativa correta: A) Somente a afirmativa I é falsa. B) Somente a afirmativa II é verdadeira. C) Somente a afirmativa III é verdadeira. D) Todas as afirmativas são verdadeiras. E) Todas as afirmativas são falsas. Resposta correta: alternativa A. 61 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS Análise das afirmativas I – Afirmativa falsa. Justificativa: segundo o PMI®, o PMBOK® é um guia de boas práticas que, comprovadamente, funciona na maioria dos projetos, na maior parte do tempo. Isso significa não que este seja o modelo mais correto ou que somente as práticas que recomenda funcionem no gerenciamento eficaz e eficiente de projetos, mas que pode ajudar, e muito, na diminuição dos problemas do dia a dia e aumentar as chances de sucesso dos projetos. II – Afirmativa verdadeira. Justificativa: o Guia PMBOK® apresenta grupos de processos que abrangem diversas áreas de conhecimento. A partir da combinação entre grupos de processos e áreas de conhecimento, o Guia PMBOK® apresenta processos que são sugeridos como necessários e aplicáveis para gerenciar um projeto, desde o seu início até a sua entrega. III – Afirmativa verdadeira. Justificativa: o Guia PMBOK® é padronizado com um vocabulário e com expressões comuns que facilitam o entendimento dos profissionais que o utilizam, independentemente das empresas nas quais eles atuem. Questão 2. Leia o texto a seguir: A Certificação de Profissional de Gerenciamento de Projetos (PMP)® do PMI é a certificação para gerentes de projeto reconhecida como a mais importante para a indústria. Reconhecida e exigida mundialmente, a certificação PMP® atesta que você tem formação, experiência e competência para conduzir e dirigir projetos. Este reconhecimento é verificado através da crescente exigência, por meio dos empregadores, para que seus gerentes de projetos sejam certificados. Ainda, de acordo com a Pesquisa sobre Salários do PMI – Sétima Edição, os profissionais certificados PMP possuem um diferencial no seu salário, ficando acima dos seus colegas e pares não certificados. Fonte: PMI, [sd]. Sobre a certificação PMP, podemos afirmar que: I – Somente gerentes de projetos com nível de formação superior podem se candidatar para o teste. II – O nível de acerto nas questões deve ser superior a 75% para obter a certificação. III – Gerentes de projetos iniciantes precisam comprovar 2.500 horas de projeto para se candidatar ao teste. 62 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Assinale a alternativa correta: A) Somente a afirmativa I é falsa. B) Somente a afirmativa II é verdadeira. C) Somente a afirmativa III é verdadeira. D) Todas as afirmativas são verdadeiras. E) Todas as afirmativas são falsas. Resolução desta questão na plataforma.44 2.2.2 Estrutura da metodologia ................................................................................................................... 44 3 MÉTODOS ÁGEIS .............................................................................................................................................. 48 3.1 Manifesto Ágil ....................................................................................................................................... 48 3.2 Métodos ágeis ........................................................................................................................................ 49 3.2.1 Conceitos .................................................................................................................................................... 49 3.2.2 O Scrum ...................................................................................................................................................... 51 4 INTEGRAÇÃO EM PROJETOS ....................................................................................................................... 52 4.1 Gerenciamento da Integração em Projetos ............................................................................... 52 4.1.1 Conceitos .................................................................................................................................................... 52 4.1.2 Desenvolver o Termo de Abertura do Projeto (TAP) ................................................................. 53 4.1.3 Métodos de seleção dos projetos ..................................................................................................... 55 4.1.4 Desenvolver o Plano de Gerenciamento de Projeto (PGP) .................................................... 56 4.1.5 Realizar o controle integrado de mudanças ................................................................................ 57 4.1.6 Orientar e gerenciar a execução do projeto ................................................................................ 58 4.1.7 Monitorar e controlar o trabalho do projeto .............................................................................. 58 4.1.8 Encerrar o projeto ou a fase ............................................................................................................... 58 Unidade II 5 ESCOPO E TEMPO EM PROJETOS .............................................................................................................. 63 5.1 Gerenciamento do Escopo em Projetos ...................................................................................... 63 5.1.1 Conceitos .................................................................................................................................................... 63 5.1.2 Coletar os requisitos .............................................................................................................................. 63 5.1.3 Definir o escopo ...................................................................................................................................... 64 5.1.4 Criar a Estrutura Analítica de Projeto (EAP) ............................................................................... 65 5.1.5 Verificar o escopo ................................................................................................................................... 67 5.1.6 Controlar o escopo ................................................................................................................................. 68 5.2 Gerenciamento do tempo em projetos ....................................................................................... 69 5.2.1 Conceitos .................................................................................................................................................... 69 5.2.2 Definir as atividades .............................................................................................................................. 70 5.2.3 Sequenciar as atividades ..................................................................................................................... 71 5.2.4 Estimar os recursos das atividades .................................................................................................. 75 5.2.5 Estimar a duração das atividades ..................................................................................................... 75 5.2.6 Desenvolver o cronograma ................................................................................................................. 75 5.2.7 Controlar o cronograma ...................................................................................................................... 76 6 QUALIDADE E CUSTOS EM PROJETOS .................................................................................................. 76 6.1 Gerenciamento da qualidade em projetos ................................................................................. 76 6.1.1 Conceitos .................................................................................................................................................... 76 6.1.2 O que é gestão de qualidade.............................................................................................................. 77 6.1.3 Processos do Gerenciamento de Qualidade em Projetos ....................................................... 80 6.1.4 O custo da qualidade (CDQ) ............................................................................................................... 83 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 6.1.5 Planejar a qualidade ............................................................................................................................. 83 6.1.6 Realizar a garantia da qualidade ...................................................................................................... 85 6.1.7 Realizar o controle da qualidade ...................................................................................................... 86 6.1.8 Ferramentas e técnicas utilizadas pelo Gerenciamento da Qualidade ............................. 88 6.2 Gerenciamento de custos ................................................................................................................. 88 6.2.1 Introdução ................................................................................................................................................. 88 6.2.2 Estimar os custos .................................................................................................................................... 90 6.2.3 Determinar o orçamento ..................................................................................................................... 90 6.2.4 Controlar os custos ................................................................................................................................ 92 Unidade III 7 RECURSOS HUMANOS E COMUNICAÇÕES EM PROJETOS ............................................................ 96 7.1 Gerenciamento de recursos humanos em projetos ................................................................ 96 7.1.1 Introdução ................................................................................................................................................ 96 7.1.2 Desenvolver o plano dos recursos humanos ............................................................................... 97 7.1.3 Mobilizar a equipe do projeto ........................................................................................................... 98 7.1.4 Desenvolver a equipe de projeto ...................................................................................................... 99 7.1.5 Gerenciar a equipe do projeto .......................................................................................................100 7.1.6 Gerenciamento de Conflitos emProjetos ...................................................................................101 7.1.7 Liderança ..................................................................................................................................................102 7.1.8 Motivação ................................................................................................................................................109 7.2 Gerenciamento de Comunicação ................................................................................................110 7.2.1 Conceito.................................................................................................................................................... 110 7.2.2 Gerenciamento de Processos Comunicacionais ........................................................................111 7.2.3 Identificação das partes interessadas ........................................................................................... 113 7.2.4 Planejamento das Comunicações .................................................................................................114 7.2.5 Distribuição das informações ..........................................................................................................115 8 RISCOS E AQUISIÇÕES EM PROJETOS ..................................................................................................116 8.1 Gerenciamento de Riscos ................................................................................................................116 8.1.1 Conceitos de riscos ...............................................................................................................................116 8.1.2 Área de conhecimento de Gerenciamento de Riscos ............................................................ 116 8.1.3 Processos do Gerenciamento de Riscos ....................................................................................... 117 8.1.4 Planejar o gerenciamento dos riscos ............................................................................................ 118 8.1.5 Identificar os riscos ..............................................................................................................................119 8.2 Gerenciamento de Aquisições .......................................................................................................120 8.2.1 Conceitos ................................................................................................................................................. 120 8.2.2 Processos de Gerenciamento de Aquisições .............................................................................121 8.2.3 Planejar as aquisições .........................................................................................................................121 8.2.4 Análise de fazer ou comprar ........................................................................................................... 123 9 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 APRESENTAÇÃO O objetivo desta disciplina é fazer com que o aluno entenda os principais conceitos acerca de projetos e gestão de projetos, destacando os principais modelos, seus métodos, técnicas e ferramentas. A ideia é que eles possam adquirir, produzir e aplicar os conhecimentos necessários para analisar projetos a fim de decidir sobre sua viabilidade, planejamento, execução e controle. Ao ler este livro-texto, espera-se uma compreensão do significado, da relevância e dos fatores críticos de sucesso do gerenciamento de projetos nas organizações, bem como sua importância prática no contexto empresarial. Outro objetivo tem a ver com o conhecimento da metodologia e das ferramentas de planejamento e controle de projetos, tendo em vista pré-requisitos como tempo, custo e qualidade. Por fim, um último objetivo relaciona-se à compreensão do papel e das inter-relações do gerente de projetos nas organizações. Boa leitura! INTRODUÇÃO As organizações, de modo geral, encontram-se em constantes evoluções e mudanças. Muitos são os fatores que influenciam nos negócios, gerando novas situações que requerem rápidas adaptações. Nesse contexto, os projetos são instrumentos fundamentais para o sucesso e a mudança organizacional. Uma eficiente gestão desses projetos é fator crítico de sucesso não somente para a empresa como um todo, mas para todas as áreas da corporação. A elaboração e a análise desses projetos exige, cada vez mais, administradores que carregam um conjunto de conhecimentos em gestão de projetos capazes de compreender as particularidades dos custos, comunicações, recursos humanos, integração, aquisições, riscos, qualidade e tempo em projetos. Há, também, a necessidade de visão multidisciplinar, além das distinções entre projetos e operações, em todas as suas características. Neste livro-texto, serão abordados conceitos gerais em projetos, mostrando as principais estruturas organizacionais em projetos, além do próprio escritório de gerenciamento de projetos. Ainda conheceremos os dois principais modelos de gestão de projetos: PMBOK e PRINCE2. E veremos, com maior profundidade, os grupos de processos das áreas de conhecimento em gestão de projeto, abordando inicialmente o gerenciamento da integração em projetos. Estudaremos algumas áreas de conhecimento, incluindo o gerenciamento do escopo, do tempo, da qualidade e dos custos em projetos. Por fim, as áreas de conhecimento serão complementadas com o estudo do gerenciamento dos recursos humanos, das comunicações, das aquisições e dos riscos em projetos. 11 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS Unidade I 1 PROJETOS 1.1 Conceitos 1.1.1 Projeto As realidades que envolvem os projetos fazem parte do cotidiano das corporações, do poder público, das pessoas, das famílias; enfim, de toda a sociedade. Eles envolvem pessoas, processos, ferramentas e práticas sem os quais não é possível atingir os objetivos ligados a eles. Marques Junior e Plonsky (2011) afirmam que os projetos têm papel preponderante na estratégia organizacional, comportando-se como vetores de mudanças e inovações e trazendo vantagens competitivas para as empresas. Mas, afinal, o que é um projeto? Dinsmore e Barbosa (2009) afirmam que um projeto é um empreendimento único temporário, ou seja, com início e fim determinados, utilizando recursos e conduzido por pessoas, com a finalidade de criar um produto ou serviço único. Monteiro (2008) menciona a definição de projeto dada pelo Conjunto de Conhecimento para Gestão de Projetos (Project Management Body of Knowledge – PMBOK), segundo o qual o projeto é visto como empreendimento de caráter temporário com atividades relacionadas e executadas progressivamente para atingir uma meta definida, com um produto ou serviço único. Rabechini Junior et al. (2002) citam, a partir de uma vasta bibliografia, que projeto é um processo único consistindo de um grupo de atividades coordenadas e controladas com datas para início e término, composto por pessoas dedicadas, visando atingir um propósito e objetivo específico. Na menção de todos os autores apresentados, encontram-se pelo menos três características inerentes à definição de projeto. São elas: • Temporal — Esta característica denota a limitação de tempo inerente a um projeto, ou seja, ele tem “dia e hora” para iniciar e para acabar. 12 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • Exclusividade — O entregável, seja produto ou serviço, produzido por um projeto é algo único, exclusivo, diferente de qualquer outro produto ou serviço já visto. • Objetivo — Um projeto sempre tem uma meta ou objetivo definidos. Entre exemplos de projetos, é possível citar: a construção de um prédio, a elaboração de um livro, o desenvolvimento de um software, mudanças organizacionais,a construção de um estádio de futebol, entre outros. No projeto de desenvolvimento de um novo software, percebem-se as três características do projeto. Primeiro, a temporal, porque o software precisa ser desenvolvido dentro do prazo solicitado pelo cliente. Segundo, a exclusividade, porque o software é novo, é único. Terceiro, o objetivo, porque há uma meta claramente definida para desenvolver um software. Um projeto pode criar: um produto que pode ser um item final ou um item componente de outro item; uma capacidade de realizar um serviço, como funções de negócios que são suporte à produção ou à distribuição, ou um resultado, como um produto ou um documento (por exemplo, um projeto de pesquisa desenvolve um conhecimento que pode ser usado para determinar se uma tendência está presente ou se um novo processo beneficiará a sociedade) (PMI, 2008, p. 1). Exemplo de aplicação Um projeto sempre remete à criação de algo nunca visto. Esta é até uma de suas características. Pense em quatro projetos que uma empresa pode executar e reflita sobre qual é o entregável desse projeto. Atente para o detalhe de que esse entregável pode ser um produto ou um serviço. 1.1.2 Programa Programa é um grupo relacionado e coordenado de projetos para a obtenção de uma meta que não seria possível de se alcançar caso os projetos ocorressem de modo individual e independentes (HELDMAN, 2009; FERNANDES; ABREU, 2012). Pode-se citar como exemplo um programa para o desenvolvimento de um país. Esse programa deve ser composto de uma série de projetos, que, juntos, corroboram a meta do programa. Alguns que poderiam compor esse programa seriam, por exemplo: • projeto para a adequação da infraestrutura de estradas; 13 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS • projeto de modernização de aeroportos; • projeto de melhoria no sistema educacional profissionalizante. Cada um desses projetos que compõem o programa, embora criando produtos ou serviços únicos, colaboram com a mesma meta. Por exemplo, no caso do projeto para adequação da infraestrutura de estradas, temos um produto único a ser gerado, que é a estrada, mas a meta principal é definida pelo programa, que é o desenvolvimento de um país. 1.1.3 Portfólio Segundo Heldman (2009), portfólios são conjuntos de programas e projetos que sustentam metas e objetivos das organizações. Os projetos e os programas que integram esse portfólio não estão necessariamente interligados ou relacionados, gerando uma relação de independência. Por exemplo: uma mesma corporação pode ter em seu portfólio alguns projetos e programas voltados para a área de recursos humanos e desenvolvimento de competências, assim como um projeto de mudança de sede do escritório central. Esses projetos e programas não têm necessariamente uma relação direta e de dependência. Fernandes e Abreu (2012) mencionam que portfólio é um conjunto de projetos e/ou programas agrupados com o intuito de facilitar a gestão efetiva do trabalho no atendimento aos objetivos estratégicos. Afirmam também que as características de um portfólio são: • abrangência de ações atuais e futuras; • características temporárias diferentes dos projetos e programas; • uma mesma organização pode possuir diversos portfólios agrupados por áreas, por exemplo; • deve refletir objetivos estratégicos; • é composto por trabalhos que têm de ser feitos, e não os que devem ser feitos. A relação entre portfólio, programas e projetos está esboçada na figura a seguir. Programas Projetos Projetos Outros trabalhos Portfólio Figura 1 – Relação entre portfólio, programas e projetos 14 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I 1.1.4 Operações Diferente dos projetos, as operações são contínuas e repetitivas. Elas não têm uma data de término, além de produzirem sempre os mesmos resultados. Um bom exemplo dessa diferenciação é a definição do design e a construção de um novo modelo de carro, que é um projeto, e a fabricação em série desse mesmo modelo, que é uma operação. Lembrete Programa é um conjunto de projetos. Portfólio é um conjunto de projetos e programas. Os projetos integrantes de um programa colaboram para que uma meta seja atingida. 1.1.5 Ciclo de vida do projeto Os ciclos de vida do projeto são semelhantes aos ciclos experimentados pelos pais ao acompanhar o crescimento de seus filhos até a fase adulta. Os filhos começam como bebês e dão muitas alegrias aonde quer que vão. Entretanto, a princípio não os conhecemos muito bem. Assim, nós os acompanhamos em seu crescimento e avaliamos suas necessidades. Com o passar do tempo, eles amadurecem e crescem, até o dia em que a responsabilidade dos pais em relação a eles termina. Os projetos começam exatamente do mesmo modo e percorrem uma trajetória semelhante. Alguém apresenta uma excelente ideia para um projeto e solicita apoio para tal. Depois de aprovado, o projeto passa pelas fases intermediárias até a fase final, quando é concluído e encerrado (HELDMAN, 2009, p. 24). Dinsmore e Barbosa (2009) afirmam que o ciclo de vida do projeto é composto por fases, que são determinadas por características e necessidades específicas de cada projeto. A quantidade de fases de um projeto depende de sua complexidade e da área à qual ele está relacionado; mas, de modo geral, elas são quatro: concepção e início do projeto; planejamento e organização do trabalho do projeto; execução do trabalho do projeto; encerramento e conclusão do projeto. A figura a seguir mostra as etapas do ciclo de vida de um projeto. Concepção/iniciação Planejamento Execução Conclusão 1 2 3 4 Figura 2 – Etapas do ciclo de vida do projeto 15 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS A primeira etapa engloba a identificação de necessidades, problemas ou oportunidades que podem resultar num projeto. A segunda etapa envolve o desenvolvimento e planejamento da solução proposta para a necessidade e o problema outrora apresentados. A terceira etapa é a execução do projeto, ou seja, a implementação da solução proposta. A quarta etapa é a final, na qual ele é encerrado. Para melhor exemplificar, vamos pensar no projeto da construção de um carro. A primeira fase desse projeto envolve a concepção de qual necessidade ele atenderia (necessidade de criação de carro elétrico). A segunda etapa trata do planejamento, ou seja, o detalhamento de como será esse carro. A terceira envolve a execução ou construção do protótipo do carro. A quarta trata da validação e do encerramento desse projeto com a entrega do carro. 1.1.6 Premissa e restrição Premissas são suposições consideradas verdadeiras, certas e reais para propósitos de planejamento, afetando diversos aspectos do projeto. As premissas precisam ser validadas e analisadas, no intuito de descobrir os impactos que podem causar nos projetos. Elas têm um profundo envolvimento com a gestão de riscos de um projeto. Por exemplo, se um determinado analista “Y” encontra-se de férias até o final deste mês e ele é fundamental para o início de um novo projeto, todo o planejamento será feito tendo como premissa que o analista “Y” estará disponível no início do próximo mês. Outros exemplos de premissas seriam: • A logística de transporte da nossa empresa deve ser executada por meio do modal terrestre (apenas por estradas). • As novas tecnologias adquiridas por nossa corporação valorizam a sustentabilidade ambiental. Restrições são fatores limitantes para a equipe de projeto e do gerente de projetos. Por exemplo, se em um determinado condomínio as obras cíveis nos apartamentos só podem acontecer das 8 às 18 horas, devemos considerar essa restrição em qualquer projeto de mudança interna nos apartamentos. Outros exemplos de restrição seriam: • Não desenvolvemos software, porque não temos mão de obra capacitada. •Nenhum analista de sistemas pode trabalhar após as 18h. 1.1.7 Sucesso em projetos e restrição tripla Um projeto é considerado um sucesso quando atende a, pelo menos, três condições fundamentais: • execução dentro do prazo estipulado; • execução dentro do custo desenhado; • execução com a qualidade planejada, de acordo com os requisitos de negócios; 16 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • resultado dentro das expectativas dos clientes. Esses fatores de sucesso são descritos por meio da restrição tripla, representada por um triângulo que indica um perfeito equilíbrio entre três itens: • prazo; • custo; • escopo. Seja qual for a combinação das três restrições, sempre se deverá levar em conta o adequado equilíbrio, no intuito de alcançar a satisfação do cliente dentro da qualidade almejada por ele. Estas três restrições podem impactar os objetivos e o sucesso dos projetos, e também cada uma delas pode influenciar nas outras: • Diminuindo-se o prazo do projeto, haverá um aumento de custo ou uma redução do escopo. • Diminuindo-se o custo, haverá um aumento do prazo ou redução no escopo. • Aumentando-se o escopo, haverá um aumento de prazo ou aumento de custo do projeto. A figura a seguir mostra a restrição tripla. Qualidade e satisfação do cliente Es co po Custo Prazo Figura 3 – Restrição tripla Para melhor entendermos, consideremos que um projeto para instalação de 200 computadores numa faculdade é executado por uma empresa de tecnologia, sob o custo de R$ 100,00 por computador, totalizando R$ 20.000,00. Na faculdade, só há disponibilidade para execução do serviço no sábado e no domingo. A faculdade e a empresa de tecnologia combinaram de efetuar essa instalação em um final de semana, envolvendo nesse projeto dez técnicos de informática. Consideremos, agora, que a faculdade deseja que sejam instalados 100 computadores a mais no mesmo final semana, ou seja, 300 computadores. Não é difícil perceber que, com o aumento de 50% de serviço, haverá também um aumento nos custos e possivelmente no prazo. Esse exemplo demonstra a relação entre o custo, o prazo e o escopo em projetos. 17 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS 1.1.8 Motivações para projetos As organizações existem para gerar lucros ou atender ao público. Para permanecerem competitivas, as organizações estão sempre examinando novas maneiras de gerar negócios, novas formas de ganhar eficiência ou novos métodos de atender aos clientes. Às vezes, são aprovadas leis que as obrigam a tornar seus produtos mais seguros ou proteger o ambiente. Projetos poderiam resultar de qualquer uma dessas necessidades, bem como dos requisitos de negócio, oportunidades ou problemas (HELDMAN, 2009, p. 56). Heldman (2009) afirma que os projetos podem ser demandados pelos seguintes itens: • demanda do mercado; • oportunidade estratégica ou necessidade de negócio; • solicitação do cliente; • avanço tecnológico; • exigência legal; • impactos ecológicos; • necessidade social. 1.2 Gerenciamento de projetos 1.2.1 Conceito de gerenciamento de projetos O gerenciamento de projetos é a aplicação de técnicas, habilidades, ferramentas e conhecimento das atividades do projeto, com o objetivo de promover resultados satisfatórios e bem-sucedidos e de atender aos requisitos do projeto (PMI, 2008). Rabechine Junior e Pessoa (2005) mencionam três competências no gerenciamento de projetos: • Individuais — Habilidades individuais na resolução de problemas envolvendo projetos. • Equipe — Habilidades das equipes na resolução de problemas multidisciplinares envolvendo projetos. 18 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • Empresa — Capacidade de criação de um ambiente em que exista um envolvimento entre equipes e indivíduos. O benefício maior da implementação de técnicas de gestão de projetos é ter um cliente satisfeito – seja você o cliente de seu projeto, como para remodelar sua casa, seja uma empresa (fornecedor) paga por um cliente para realizá-lo. A conclusão do escopo total do projeto com qualidade, dentro do prazo e sem superar o orçamento, traz um grande sentimento de satisfação. Para um fornecedor, isso poderia levar a mais negócios com o mesmo cliente no futuro ou com novos clientes indicados pelo cliente previamente satisfeito (GIDO; CLEMENTS, 2011, p. 17). 1.2.2 Gerente de projetos O gerente de projetos é a pessoa designada pela organização executora para atingir os objetivos do projeto. O papel do gerente de projetos é diferente de um gerente funcional ou gerente de operações. Normalmente, o gerente funcional está concentrado em proporcionar a supervisão de gerenciamento de uma área administrativa e os gerentes de operações são responsáveis por um aspecto do negócio principal. Dependendo da estrutura organizacional, um gerente de projetos pode se reportar a um gerente funcional. Em outros casos, um gerente de projetos pode ser um dos vários gerentes de projetos que se reporta a um gerente de portfólios ou de programas, que é, em última instância, o responsável pelos projetos no âmbito da empresa. Nesse tipo de estrutura, o gerente de projetos trabalha estreitamente com o gerente de portfólios ou de programas para atingir os objetivos do projeto e garantir que o plano do mesmo esteja alinhado com o plano do programa central (PMI, 2008, p. 13). Para que o gerenciamento de projetos seja eficaz, é necessário que haja uma ação efetiva de um gerente de projetos que zele pelos níveis de qualidade desejados pelo cliente, bem como por prazos, custo e cumprimento de especificações. Brusamolin e Moresi (2008) mencionam que o gerente de projetos precisa das seguintes habilidades interpessoais: • liderança; • comunicação; • negociação; 19 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS • solução de problemas; • influência. A liderança envolve o estabelecimento de direção, alinhamento entre as pessoas e a capacidade de inspirar e motivar as pessoas, superando as resistências à mudança. Heldman (2009) considera que liderança e gerenciamento são praticamente sinônimos. A comunicação é uma das principais habilidades. Um bom gerente tem que ser um bom comunicador e extremamente hábil em trocar informações, na comunicação oral, escrita, interna, externa, formal, informal ou vertical. O objetivo primordial do gerente de projetos é zelar para que haja sucesso no projeto e que os produtos ou serviços sejam desenvolvidos dentro do prazo, custo e qualidade desejados. Um gerente de projeto precisa conhecer e considerar todos os envolvidos em um projeto. A esses indivíduos e/ou organizações que são afetados positivamente ou negativamente pelo resultado final do projeto, chama-se de stakeholders ou partes interessadas. 1.2.3 Gerenciamento de portfólio e gerenciamento de programas Em organizações de gerenciamento de projetos maduras, o gerenciamento de projetos existe em um contexto mais amplo pelo gerenciamento de programas e gerenciamento de portfólios. As estratégias e prioridades organizacionais estão vinculadas e possuem relações entre portfólios e programas, bem como entre programas e projetos individuais. O planejamento organizacional impacta o projeto através de uma priorização de projetos baseada em risco, financiamento e no plano estratégico da organização. O planejamento organizacional pode orientar o financiamento e dar suporte aos projetos componentes com base nas categorias de risco, linhas específicas de negócios ou tipos gerais de projetos, como infraestrutura e melhoria de processos internos (PMI, 2008, p. 7). Gerenciamento de portfólio é a gestão coordenada dos componentes do portfólio com o intuito de atingir metas organizacionais específicas (CARVALHO et al., 2013). SegundoFernandes e Abreu (2012), gerenciamento de um programa é a gestão coordenada e centralizada de um programa visando atingir seus benefícios e metas estratégicas. O gerenciamento do portfólio, juntamente com o gerenciamento das operações, trabalha para que as metas organizacionais sejam alcançadas a partir dos recursos organizacionais utilizados nas atividades recorrentes (operações) e nas atividades projetizadas (projetos). A figura a seguir demonstra essa relação e o contexto organizacional: 20 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Visão Missão Estratégia e objetivos organizacionais Recursos organizacionais Planejamento e gerenciamento das operações Gerenciamento das operações (atividades recorrentes) Planejamento e gerenciamento do portfólio de projetos Gerenciamento de programas e projetos (atividades projetizadas) Figura 4 – Contexto organizacional do gerenciamento de portfólio O PMI (2008) mostra uma comparação entre o gerenciamento de projetos, de programas e de portfólios no que diz respeito às características de escopo, mudança, planejamento, gerenciamento, sucesso e monitoramento. O quadro a seguir descreve essa comparação. Quadro 1 – Comparação entre gerenciamento de projeto, programa e portfólios Projetos Programas Portfólios Escopo Progressivamente elaborado durante ciclo de vida do projeto. Maior e fornecendo benefícios mais significantes. Muda com os objetivos estratégicos da organização. Mudança Gerentes de projeto esperam mudanças e implementam processos para manter as mudanças gerenciadas e controladas. Gerentes de programas devem esperar mudanças tanto de dentro como de fora do programa e estar preparados para gerenciá-las. Gerentes de portfólios monitoram continuamente as mudanças ocorridas no ambiente mais amplo da organização. Planejamento Gerentes de projetos elaboram progressivamente planos detalhados no decorrer do ciclo de vida do projeto. Gerentes de programas desenvolvem o plano geral do programa e criam planos de alto nível para orientar o planejamento detalhado. Gerentes de portfólios criam e mantêm comunicação e processos necessários ao portfólio global. Sucesso Medido pela qualidade do produto e do projeto, pontualidade, conformidade orçamentária e grau de satisfação do cliente. Medido pelo grau em que o programa atende às necessidades e aos benefícios para os quais foi executado. Medido em termos do desempenho agregado dos componentes do portfólio. Monitoramento Gerentes de projetos monitoram e controlam o trabalho de elaboração dos produtos, serviços ou resultados para os quais o projeto foi realizado. Gerentes de programa monitoram o progresso dos componentes do programa para garantir que os objetivos, cronogramas, orçamento e benefícios globais do mesmo sejam atendidos. Gerentes de portfólios monitoram o desempenho e os indicadores de valor agregado da carteira. Adaptado de: PMI (2008, p. 9). 21 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS 1.2.4 Maturidade na gestão de projetos Jucá Junior, Conforto e Amaral (2010) mencionam que maturidade na gestão de projetos é o desenvolvimento de sistemas e processos, conjunto de atividades, de ordem repetitiva, que garantem a alta probabilidade de sucesso nos projetos. Essa maturidade, ainda segundo os autores, pode ser expressa por meio de um modelo que tem a função de medir o estágio da corporação na gestão de seus projetos, demonstrando caminhos de melhoria. Berssaneti, Carvalho e Muscat (2012) mencionam que muitos modelos de maturidade em gerenciamento de projetos foram surgindo ao longo de pelo menos duas décadas. Os mais conhecidos são: • Project Management Maturity Model (PMMM). • Organization Project Management Maturity Model (OPM3). • Project Management – Competence (PM-competence). O Project Management Maturity Model (PMMM) é composto por cinco níveis, de modo semelhante ao modelo proposto pelo Software Engineering Institute, em que cada nível se relaciona a um grau diferente de maturidade em gerenciamento de projetos. Os níveis do PMMM podem ser vistos na figura a seguir: Nível 1 - Linguagem comum Nível 2 - Processos comuns Nível 3 - Metodologia singular Nível 4 - Benchmarking Nível 5 - Melhoria contínua Conhecimento básico Definição dos processos Controle dos processos Melhoria dos processos Figura 5 – Níveis de maturidade do PMMM O Organization Project Management Maturity Model (OPM3) foi criado pelo Project Management Institute (PMI), sendo utilizado conjuntamente com o Project Management Body of Knowledge (PMBOK). Esse modelo estabelece um checklist para verificar o estágio de competência das organizações (JUCÁ JUNIOR; CONFORTO; AMARAL, 2010). A figura a seguir mostra o modelo OPM3. 22 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Práticas Portfólio Programa Projeto Controle Medição Padronização Estágio de melhoria Melhoria contínua Figura 6 – Modelo OPM3 O Project Management – Competence (PM-competence) é um modelo que determina uma maturidade em cinco estágios pelos quais uma corporação deve passar para se tornar madura e gerenciada por projetos: • nível 1: compra da ideia; • nível 2: planejamento; • nível 3: implementação; • nível 4: testes; • nível 5: operação da gerência de projetos. 1.3 Estruturas organizacionais 1.3.1 Conceitos Cada organização tem a sua própria maneira de conduzir projetos, possuindo estruturas as mais variadas possíveis, de acordo com a regra de cultura organizacional. Não obstante, as estruturas organizacionais que gerenciam os projetos, normalmente, são enquadradas em uma das três modalidades: • Funcional. • Projetizada. • Matricial. 23 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS Segundo Heldman (2009), um gerente de projeto tem seu nível de autoridade dentro da corporação totalmente dependente da estrutura organizacional existente. A cultura, o estilo e a estrutura organizacionais influenciam a maneira como os projetos são executados. Os projetos também podem ser influenciados pelo grau de maturidade da organização em relação ao gerenciamento de projetos e seus sistemas de gerenciamento dos mesmos. Quando um projeto envolve entidades externas como parte de parcerias, ele será influenciado por mais de uma empresa. As culturas e os estilos podem ter uma forte influência na capacidade de um projeto atingir seus objetivos. Culturas e estilos são normalmente conhecidos como “normas culturais”. As normas incluem um conhecimento comum com relação a abordar a execução do trabalho, quais meios são considerados aceitáveis para tal e quem tem influência na facilitação da execução do trabalho (PMI, 2008, p. 27). 1.3.2 Cultura organizacional Cultura organizacional é um sistema sociocultural que revela a identidade da organização por meio de padrões de comportamento. Sobre cultura organizacional, Souza (1978, p. 75) menciona que ela “é o conjunto de fenômenos resultantes da ação humana, visualizada dentro de fronteiras de um sistema”. Essa definição revela para nós a ação humana como algo determinante na cultura das empresas. Freitas (2005, p. 97) afirma que: Cultura organizacional é um instrumento de poder ou conjunto de representações imaginárias sociais que se constroem e reconstroem nas relações cotidianas dentro da organização e que se expressam em termos de valores, normas, significados e interpretações, visando um sentido de direção e unidade, tornando a organização fonte de identidade e de reconhecimento para seus membros. Ainda sobre a ação humana relacionada à cultura organizacional, Schein (1992, p.12) menciona: Um conjunto de pressupostos básicos compartilhados que um grupo aprendeu ao lidar comseus problemas de adaptação externa e de integração interna, e que funcionam suficientemente bem para serem considerados válidos e, por isso, ensinados a novos membros como a forma correta de perceber, pensar e sentir, em relação a esses problemas. Schein (1992) afirma que a cultura organizacional é dividida em três níveis: • artefatos – compreende as estruturas e os processos organizacionais existentes na corporação; 24 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • valores – compreende as estratégias, os objetivos e as filosofias adotadas no dia a dia das corporações; • pressupostos – compreende as crenças, as percepções, os pensamentos, muitas vezes até inconscientes. Barreto et al. (2013) mencionam quatro tipos de culturas organizacionais: • Cultura clã ou grupal – nesse tipo de cultura é enfatizada a participação das pessoas na tomada de decisão. Valores morais e trabalho em grupo são incentivados. Há um alto comprometimento dos colaboradores; • Cultura inovativa ou adhocracia – nesse tipo de cultura há uma grande abertura à flexibilidade e à mudança organizacional. O ambiente de trabalho é marcado pelo dinamismo, em que há o incentivo às iniciativas individuais e à liberdade. • Cultura de mercado ou racional – nesse tipo de cultura, há uma orientação a partir de tendências de mercado e bases seguras de clientes. O resultado é o objetivo principal para que o negócio melhore a sua posição competitiva. • Cultura hierárquica – nesse tipo de cultura, a maior importância é dada à estabilidade, aos valores e às normas associados à burocracia. Regras e políticas mantêm a organização integrada. 1.3.3 Estrutura organizacional funcional Esse é o tipo de estrutura mais comum e mais antigo nas corporações, conhecido também como método tradicional de organização. É centrado em especializações e agrupado por função. Tem uma configuração hierárquica, possuindo relação de subordinação, em que um funcionário responde a outro acima dele, que responde a outro e assim por diante, até que se chegue à última instância. Cada departamento é administrado de forma independente do outro e com controle limitado. Os recursos humanos alocados em cada um dos departamentos possuem elementos comuns e experiências semelhantes. A figura a seguir mostra o organograma de uma estrutura organizacional funcional. 25 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS Direção Compras Pessoal Comercial Pessoal TI Pessoal Produção Pessoal Marketing Pessoal Figura 7 – Estrutura organizacional funcional As principais vantagens desse tipo de organização são: • quando existem projetos, eles são planejados e implementados dentro da própria área; • membros da equipe se reportam ao gerente funcional; • organização funcional duradoura com centralização de recursos similares; • a definição de carreiras por especializações é muito clara. As principais desvantagens desse tipo de organização são: • o gerente de projeto tem pouca ou nenhuma autoridade, principalmente em projetos multifuncionais; • os funcionários dão maior ênfase ao trabalho técnico de sua área do que aos projetos da organização; • não existem carreiras de gerente de projetos. 1.3.4 Estrutura organizacional projetizada Essa é a estrutura mais simpática para os projetos. Diferentemente da estrutura funcional, o gerente de projetos tem grande autoridade, quase que absoluta, sendo, na maioria das situações, subordinado diretamente à direção. O foco da organização é no próprio projeto, em vez de especialidades de cada área funcional. Os recursos organizacionais são dedicados aos projetos e a seus objetivos, respondendo diretamente aos gerentes de projetos. Nessa estrutura, as outras funções (recursos humanos, financeira, contabilidade, entre outras) são enxergadas como apoio e, algumas vezes, respondem direto aos gerentes de projeto. Patah e Carvalho (2009) mencionam que a popularização da estrutura projetizada se dá devido a quatro razões principais. São elas: 26 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • velocidade de resposta e orientação ao mercado; • desenvolvimento crescente de novos bens, produtos e serviços; • rápida expansão de novidades tecnológicas; • determinação da alta direção, que não se sente confortável nas estruturas mais antigas. As principais vantagens dessa estrutura são: • gerente de projetos dotado de poder decisório e com recursos sob sua gerência; • maior eficiência nos projetos; • lealdade de recursos de projeto ao gerente de projetos; • comunicação mais eficaz entre a equipe de projeto. As principais desvantagens desse tipo de estrutura são: • ociosidade indesejada, porque os recursos podem não ter outro trabalho (projeto) quando o projeto acaba; • problemas como alocação e manutenção de recursos nas etapas finais do projeto; • instalações, estruturas e funções duplicadas, porque cada projeto vai naturalmente exigindo seus próprios recursos e estruturas. A figura a seguir mostra a estrutura organizacional projetizada. Direção Gerente de projeto Gerente de projeto Gerente de projeto Gerente de projeto Equipe Equipe Equipe Equipe Figura 8 – Estrutura organizacional projetizada 1.3.5 Estrutura organizacional matricial Essa estrutura organizacional é considerada uma estrutura híbrida, porque combina características da estrutura organizacional funcional e da estrutura organizacional projetizada, minimizando as diferenças entre os pontos fortes e fracos das duas estruturas citadas anteriormente. 27 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS A estrutura hierárquica da corporação é mantida, ao mesmo tempo em que se mantêm técnicas de gerenciamento de projetos eficientes. As personagens do gerente de projetos e do gerente funcional coexistem na corporação com suas responsabilidades. O gerente funcional responsabiliza-se por questões administrativas, alocação de funcionários para projetos e das áreas de apoio em geral. O gerente de projeto responsabiliza-se pelo planejamento e execução do projeto. A análise do desempenho dos recursos do projeto é conjuntamente executada pelos dois. Enfim, deve haver certo equilíbrio de poder entre os gerentes funcional e de projeto. Existem três categorias na estrutura organizacional matricial. São elas: matricial fraca; matricial balanceada; matricial forte. Na matricial fraca, os gerentes funcionais têm um pouco mais de poder que os gerentes de projeto, que são “reduzidos” a apenas coordenadores de projeto, sendo responsáveis apenas pela sua execução. A seguir, um organograma da estrutura organizacional matricial fraca. Direção Recursos humanos Comercial TI Produção Marketing Coordenador de projeto Pessoal Pessoal Pessoal Pessoal Figura 9 – Estrutura organizacional matricial fraca Na matricial forte, os gerentes de projeto têm um pouco mais de poder que os gerentes funcionais, conseguindo convencê-los das necessidades corriqueiras de um projeto. A seguir, um organograma da estrutura organizacional matricial forte. Direção Projetos Comercial TI Produção Marketing Gerente de projeto Pessoal Pessoal Pessoal Pessoal Figura 10 – Estrutura organizacional matricial forte Das estruturas matriciais, a balanceada é aquela que se encontra numa posição intermediária, com o equilíbrio de poder dos gerentes de projeto e funcional. 28 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I A seguir, um organograma da estrutura organizacional matricial balanceada. Direção Recursos humanos Comercial TI Produção Marketing Coordenador de projeto Pessoal Pessoal Pessoal Pessoal Figura 11 – Estrutura organizacional matricial balanceada As principais vantagens dessas estruturas matriciais são: •de programação linear; algoritmos de programação não linear; algoritmos de programação dinâmicos e multiobjetivos. As organizações utilizam muito os métodos de medida de benefícios. Entre os principais exemplos, temos: Valor Presente (VP); Valor Presente Líquido (VPL); Taxa de Retorno Interna (TIR); Período de Payback; Taxa de Custo-Benefício (TCB). No intuito de demonstrar um desses métodos, é possível observar a equação a seguir, que demonstra como é calculado o valor presente. PV = FV (1 + r)n (3.1) Onde: PV = Valor Presente FV = Valor Futuro r = taxa de juros n = número de períodos 56 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Para Costa Neto (2007), a tomada de decisões em gestão de projetos sempre deve levar em consideração critérios qualitativos e quantitativos que podem ser expressos por meio de estudos de viabilidade, análise da qualidade, análise de recursos e suprimentos necessários, além de uma boa análise de riscos. Saiba mais Para conhecer um pouco mais sobre tomada de decisão na disciplina de projetos e em diversas outras, leia o capítulo 7 da obra: COSTA NETO, O. P. L. (Coord.). Qualidade e competência nas decisões. São Paulo: Blucher, 2007. 4.1.4 Desenvolver o Plano de Gerenciamento de Projeto (PGP) Esse processo integra o grupo de processos de planejamento e tem como função primordial gerar o Plano de Gerenciamento de Projeto. O PGP é um documento formal, desenvolvido pelo gerente de projeto com a colaboração de toda a equipe, que deve ser aprovado e utilizado em toda a execução do projeto. Para esse processo, são necessárias as seguintes entradas: • termo de abertura de projeto; • saídas dos processos que integram o grupo de planejamento; • fatores ambientais da empresa; • ativos de processos organizacionais. O PGP é composto pelos seguintes itens: • declaração de escopo; • estrutura analítica de projeto; • diagrama de rede; • plano de gerenciamento de custos; • plano de gerenciamento de cronograma; 57 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS • matriz de responsabilidades; • principais marcos; • sistema de controle de mudanças; • plano de gerenciamento de aquisições; • plano de gerenciamento da qualidade; • plano de gerenciamento das comunicações; • plano de gerenciamento de riscos; • plano de recursos humanos; • linha base de medição de desempenho. 4.1.5 Realizar o controle integrado de mudanças É um importantíssimo processo que integra o grupo de monitoramento e controle, porque tem o foco nas mudanças que ocorrem nos projetos. As mudanças podem ocorrer por diversas razões, por exemplo: • alterações legais; • mudanças tecnológicas; • mudanças de valor agregado no produto do projeto; • ações corretivas e preventivas necessárias; • omissões ou erros da equipe de projetos; • solicitação do cliente; • riscos desconhecidos; • estimativas imprecisas. O processo de controle integrado de mudanças tem como função evitar mudanças desnecessárias, identificar proativamente mudanças, verificando suas origens, e distribuir informações sobre elas. Pode ter como entrada: 58 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I • requisições de mudanças; • ações corretivas recomendadas; • ações preventivas recomendadas; • reparo de defeitos recomendados. 4.1.6 Orientar e gerenciar a execução do projeto O processo de orientar e gerenciar a execução do projeto integra o grupo de processos de execução e consiste na execução das atividades necessárias para atingir as metas, devendo seguir o plano de gerenciamento do projeto. As principais entradas desse processo são: • ações corretivas e preventivas; • reparos de defeitos validados e aprovados; • mudanças aprovadas pelo controle integrado de mudanças. As principais saídas são as entregas previstas no planejamento. 4.1.7 Monitorar e controlar o trabalho do projeto Monitorar e controlar o trabalho do projeto integra o grupo de processos de monitoramento e controle, tendo o papel de comparar o desempenho obtido com o plano do projeto. Esse processo gera ações corretivas e preventivas em suas saídas e tem como entradas o plano de gerenciamento de projetos e as informações de desempenho do projeto. 4.1.8 Encerrar o projeto ou a fase Encerrar o projeto ou a fase integra o grupo de processos de encerramento e tem o papel de finalizar todas as atividades do cronograma, bem como de entregar o produto do projeto de acordo com as especificações. Esse processo é frequentemente ignorado pelos gerentes de projeto, que atribuem pouca importância a ele. No entanto, é nele que é considerada a aceitação formal do cliente e no qual ocorre o encerramento administrativo. O PMI (2008) recomenda que os processos sejam encerrados de modo que as informações úteis não se percam. Estas são as chamadas lições aprendidas, fundamentais para a geração de uma base de 59 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS dados que irá compor um conjunto de informações históricas sobre os projetos, contribuindo para o gerenciamento do conhecimento. Observação As lições aprendidas geram na organização, seja ela estruturada em projetos ou não, subsídios para futuras tomadas de decisão corretas no andamento de outros projetos. Resumo Esta unidade iniciou-se com uma série de conceitos gerais e importantes sobre projetos e gerenciamento de projetos. Foram mencionados os conceitos de projetos, programas, portfólio e operações, bem como suas diferenças e semelhanças, enfatizando quem engloba o que, ou seja, um programa é um conjunto de projetos, um portfólio é um conjunto de programas e projetos. Foram discutidas as características fundamentais de um projeto, que são: temporal, de exclusividade, de objetividade. Com esse intuito, foi fundamental diferir operação e projeto. Na primeira, o produto não é único, não há fim, e nem sempre há uma meta única, diferentemente dos projetos. Trouxemos ainda os conceitos de gerenciamento de projetos, de programa e de portfólio, bem como suas diferenças, com uma ênfase especial no gerenciamento de projetos, explicando a sua maturidade e como pode ser medida por meio de modelos. Vimos as estruturas organizacionais de uma corporação. Foi demonstrada uma escala de maior importância atribuída aos projetos quando se utilizam as estruturas funcionais, matricial e projetizada. Foi apresentada a definição de escritório de projetos, com informações sobre sua implementação, maturidade dentro das corporações e uma menção sobre os principais modelos e métodos de gerenciamento de projetos. Também foi realizada uma abordagem sobre os métodos tradicionais de gestão de projetos difundidos no mundo inteiro, com ênfase no PMBOK, mas sem se esquecer da metodologia PRINCE2. Comentamos sobre o Manifesto Ágil e os métodos ágeis, com ênfase no Scrum, lembrando de seu uso na área de tecnologia da informação. 60 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Esta unidade foi concluída ressaltando-se a importância da integração na gestão de projetos como uma área que permeia todo o ciclo de vida do gerenciamento de projetos, tendo processos no grupo de iniciação, planejamento, execução, encerramento e monitoramento e controle. Vimos a importância de dois documentos fundamentais gerados pela integração. O termo de abertura de projeto na fase de iniciação e o plano de gerenciamento do projeto na fase de planejamento. Exercícios Questão 1. Leia o texto a seguir: O Guia PMBOK® é um manual de boas práticas aplicadas ao gerenciamento de projetos, e é mantido pelo Project Management Institute, o PMI®. PMBOK® é uma abreviação do inglês Project Management Body of Knowledge, quepodemos traduzir para o português como “O Corpo de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos”, ou como o próprio PMBOK® em português se intitula: “O Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos”. Fonte: NOVA... (2013). Sobre o PMBOK®, podemos afirmar que: I – É a única forma de gerenciar projetos. II – Abrange processos pertinentes a projetos desde o início até o encerramento. III – Fornece um vocabulário comum aos gerentes de projetos, o que facilita seu entendimento. Assinale a alternativa correta: A) Somente a afirmativa I é falsa. B) Somente a afirmativa II é verdadeira. C) Somente a afirmativa III é verdadeira. D) Todas as afirmativas são verdadeiras. E) Todas as afirmativas são falsas. Resposta correta: alternativa A. 61 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS Análise das afirmativas I – Afirmativa falsa. Justificativa: segundo o PMI®, o PMBOK® é um guia de boas práticas que, comprovadamente, funciona na maioria dos projetos, na maior parte do tempo. Isso significa não que este seja o modelo mais correto ou que somente as práticas que recomenda funcionem no gerenciamento eficaz e eficiente de projetos, mas que pode ajudar, e muito, na diminuição dos problemas do dia a dia e aumentar as chances de sucesso dos projetos. II – Afirmativa verdadeira. Justificativa: o Guia PMBOK® apresenta grupos de processos que abrangem diversas áreas de conhecimento. A partir da combinação entre grupos de processos e áreas de conhecimento, o Guia PMBOK® apresenta processos que são sugeridos como necessários e aplicáveis para gerenciar um projeto, desde o seu início até a sua entrega. III – Afirmativa verdadeira. Justificativa: o Guia PMBOK® é padronizado com um vocabulário e com expressões comuns que facilitam o entendimento dos profissionais que o utilizam, independentemente das empresas nas quais eles atuem. Questão 2. Leia o texto a seguir: A Certificação de Profissional de Gerenciamento de Projetos (PMP)® do PMI é a certificação para gerentes de projeto reconhecida como a mais importante para a indústria. Reconhecida e exigida mundialmente, a certificação PMP® atesta que você tem formação, experiência e competência para conduzir e dirigir projetos. Este reconhecimento é verificado através da crescente exigência, por meio dos empregadores, para que seus gerentes de projetos sejam certificados. Ainda, de acordo com a Pesquisa sobre Salários do PMI – Sétima Edição, os profissionais certificados PMP possuem um diferencial no seu salário, ficando acima dos seus colegas e pares não certificados. Fonte: PMI, [sd]. Sobre a certificação PMP, podemos afirmar que: I – Somente gerentes de projetos com nível de formação superior podem se candidatar para o teste. II – O nível de acerto nas questões deve ser superior a 75% para obter a certificação. III – Gerentes de projetos iniciantes precisam comprovar 2.500 horas de projeto para se candidatar ao teste. 62 AD M - R os e/ An dr éi a - Di ag ra m aç ão : F ab io - 1 3/ 12 /1 3 Unidade I Assinale a alternativa correta: A) Somente a afirmativa I é falsa. B) Somente a afirmativa II é verdadeira. C) Somente a afirmativa III é verdadeira. D) Todas as afirmativas são verdadeiras. E) Todas as afirmativas são falsas. Resolução desta questão na plataforma.