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Manual de Trabalho de Curso
Matemática
Sumário
1. PRÉ-PROJETO ............................................................................................................................ 3
2. APRESENTAÇÃO ....................................................................................................................... 5
3. REGULAMENTO COM DEFINIÇÃO DAS FORMAS DE 
ACOMPANHAMENTO/ORIENTAÇÃO........................................................................................ 6
4. A LINGUAGEM DA MONOGRAFIA ...................................................................................... 33
5. ENTREGA E AVALIAÇÃO DO TC ............................................................................................ 36
6. ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO .............................................................................. 36
7. PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO EM ATIVIDADE DE TC ...................................... 38
8. CRONOGRAMA DE TRABALHO DE CURSO (TC) – MONOGRAFIA ............................ 43
9. PRINCIPAIS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO FINAL DO TC ............................................. 44
10. REFERÊNCIAS.......................................................................................................................... 45
3
1. PRÉ-PROJETO
Você deve ler o manual de TC e escolher uma das seguintes modalidades:
I. Produção de material didático em atividade de TC, por exemplo, um jogo para o 
Ensino Fundamental II ou para o Ensino Médio. O foco central do jogo ou material 
didático deve ser ou estar apoiado na aprendizagem de matemática ou estatística. Além 
da elaboração do jogo ou do material didático, um relatório deve ser desenvolvido. 
Consulte o anexo II presente neste manual e as sugestões de leituras do AVA.
II. Uma monografia em uma das linhas do curso, no AVA. De modo geral, elementos 
que compõem o TC estão sintetizados no decorrer do presente manual.
III. Elaboração do artigo científico; essa modalidade destina-se apenas a quem já 
desenvolveu uma primeira experiência em pesquisa com orientação, por exemplo, uma 
iniciação científica (no curso de licenciatura em matemática, orientado por professor 
da UNIP).
As orientações a seguir visam a um formato padrão para escolha do tema e elaboração do 
pré-projeto de TCC, assim como a designação de um professor orientador e a recomendação 
de eventuais bibliografias que permitam complementar e enriquecer o nível da sua pesquisa.
Todos os itens a seguir devem conter algum conteúdo e/ou informação referente ao seu 
pré-projeto:
 � Integrantes (indicando responsável, máximo dois alunos). 
 � Matrícula.
 � Tema.
 � Introdução.
4
 � Objetivo geral.
 � Objetivo específico.
 � Justificativa do tema. 
 � Proposta metodológica.
 � Cronograma (verificar o cronograma proposto pela UNIP). 
 � Bibliografia a ser pesquisada.
Importante:
TC – Regular: não serão aceitos e nem corrigidos os trabalhos que tenham sido 
concluídos em menos de três postagens.
TC – DP: não serão aceitos e nem corrigidos os trabalhos que tenham sido concluídos 
em menos de duas postagens.
Na monografia, o mínimo a ser aceito são 40 páginas, contando com os elementos 
pré-textuais e referências, o que resultaria em um mínimo de 30 páginas de pesquisa efetiva.
Todos os trabalhos serão submetidos a programas antiplágio, e não serão aceitos 
trabalhos que se configurem como plágios, cópias de outro trabalho, ou qualquer 
outro meio ilícito. Caso seja identificado que o aluno se utilizou de qualquer meio 
ilícito, em qualquer uma das postagens, o trabalho será considerado reprovado 
imediatamente, e o aluno não poderá enviar outro trabalho.
Não serão aceitos trabalhos desenvolvidos por meio de inteligência artificial, 
ChatGPT e outros. O trabalho deve ser de autoria própria do aluno e desenvolvido 
5
com o acompanhamento do professor orientador, que será designado após a 
primeira postagem do trabalho.
Coordenadora
Profa. Ma. Márcia Vieira
 
2. APRESENTAÇÃO
O Trabalho de Curso (TC) visa proporcionar aos alunos a vivência na iniciação científica, 
atividade que está ligada ao desenvolvimento acadêmico dos alunos de graduação. O TC 
busca ampliar os conhecimentos em relação a temas abordados durante o curso, permitindo 
aos alunos a escolha daquilo que seja de seu interesse pessoal. É, portanto, uma experiência 
acadêmica orientada, vivida por alunos que cursam o sexto semestre letivo da graduação, 
cursos de especialização ou de pós-graduação lato sensu. Não há exigência de que o tema 
desenvolvido e pesquisado em um trabalho monográfico seja um tema original e inédito. Há, 
no entanto, exigências em relação à organização do trabalho, coerência e coesão textuais, 
pesquisa e desenvolvimento do conteúdo e que seja de produção própria do aluno ou da 
dupla.
Espera-se que, durante a elaboração do TC, os alunos vivenciem práticas pedagógicas de 
pesquisa e discussão em atividades, capazes não somente de lhes possibilitar o aprimoramento 
do trabalho, mas também o aprendizado de práticas docentes que lhes serão necessárias ao 
longo de sua vida como profissionais de matemática nas séries finais do Ensino Fundamental 
e/ou do Ensino Médio.
Assim, espera-se que o aluno ou a dupla, ao escolher o tema com o qual deseja trabalhar, 
faça-o livre e conscientemente, pois, somente dessa forma, poderá trabalhar prazerosamente, 
obtendo como resultado, além de seu crescimento acadêmico, um texto criativo e interessante 
a outros leitores com o mesmo interesse.
6
Destaca-se que o TC é, obrigatoriamente, um trabalho orientado por um docente 
pertencente ao grupo de professores qualificados do curso de licenciatura em matemática 
da UNIP.
3. REGULAMENTO COM DEFINIÇÃO DAS FORMAS DE 
ACOMPANHAMENTO/ORIENTAÇÃO
3.1 ORIENTAÇÕES PARA OS ALUNOS
O TC é um trabalho a ser realizado por alunos matriculados no último ano do curso. 
Alunos que antecipam a disciplina por motivos de transferência de outra universidade para 
a UNIP ou alunos matriculados em regime de dependência deverão integrar-se ao sistema, 
escolhendo o tema que mais lhes interesse e participando, obrigatoriamente, de todas as 
etapas do desenvolvimento do trabalho de pesquisa, orientação e apresentação.
Depois de selecionado o tema do TC, este será encaminhado a um dos orientadores 
designados pelo curso, envolvido diretamente com a disciplina à qual se relaciona o tema, 
que exercerá o papel de orientador do trabalho. A coordenação do curso, com os professores, 
poderá também sugerir orientadores para os trabalhos.
Orientadores e alunos se comunicam no AVA. A frequência e a regularidade desses 
contatos serão controladas pelo professor orientador, e todos os alunos deverão tomar 
ciência das tarefas a serem cumpridas no período que transcorrerá entre um encontro e outro.
3.2 ORIENTAÇÕES PARA AS ATIVIDADES DOS ALUNOS
Durante o tempo previsto para pesquisa e elaboração do texto do TC, muitas atividades 
serão desenvolvidas pelos participantes. Essas atividades vão desde as práticas de cunho 
organizacional (por exemplo, decidir sobre quem/quando os dados serão coletados, quando/
como serão transcritos, caso seja necessário) àquelas voltadas à construção de novos 
conhecimentos, envolvendo momentos de estudo e realização de tarefas relacionadas à 
7
cognição. É fundamental, portanto, que cada aluno escolha diferentes maneiras para estudar. 
Assim, é importante pensar em tipos de atividades a serem realizadas:
a. Leitura e fichamento dos textos.
b. Buscas na internet.
c. Elaboração de pequenos trechos da monografia, com o propósito de discutir o 
estilo do texto de cada um, reescrever e estabelecer características para o texto final da 
monografia.
Espera-se que, ao longo do desenvolvimento do TC, o aluno ou a dupla desenvolva 
estratégias de aprendizagem que possam colaborar para o resultado do trabalho.
Ao longo do período destinado à elaboração do TC, os alunos deverão cumprir as seguintes 
etapas/diretrizes:bibliográficas utilizadas para escrever o Trabalho de 
Curso.
Atenção: para quem construir jogo ou material didático na data final da 
Postagem do TC.
Um jogo completo, pronto para uso e com suas regras deverá ser entregue no polo; ou 
um conjunto completo – com o material completo, forma de uso e resumo do conteúdo 
matemático – deve ser entregue ao polo.� Comunicação regular com o orientador no AVA.
 � Entrega de partes do trabalho, de acordo com as solicitações do professor orientador 
e do professor coordenador do curso.
 � Entrega dos exemplares em sua versão final.
3.3 ORIENTAÇÕES GERAIS
As instruções a seguir podem ser úteis para a elaboração do trabalho:
a. Elaboração de relatório pelo aluno, contendo os aspectos apresentados nas aulas 
gravadas ou nos diálogos virtuais no AVA postados pelo professor.
b. Manutenção de um arquivo ou caderno para registro de todas as possíveis citações 
consideradas relevantes para o trabalho, assim como da referência bibliográfica 
correspondente.
8
c. Elaboração de diários de leitura de todos os textos lidos e considerados relevantes 
para o embasamento teórico da monografia.
d. Trabalhar sempre com a versão corrigida do trabalho e a nova versão, dando, tanto 
ao orientador quanto aos próprios alunos, a possibilidade de relembrar os comentários 
já feitos em etapa e orientação anteriores.
e. Na monografia, o mínimo a ser aceito são 40 páginas, contando com os elementos 
pré-textuais, o que resultaria em um mínimo de 30 páginas de pesquisa efetiva.
3.4 O QUE É UMA MONOGRAFIA CIENTÍFICA OU TC?
A monografia proposta ao final de um curso de graduação é um trabalho de caráter 
científico e, como tal, deve pautar-se em normas internacionais que caracterizam as pesquisas 
em universidades, congressos etc. Assim, faz-se necessário que escolhamos uma referência 
bibliográfica sobre questões metodológicas, e, uma vez escolhida, esta deverá ser observada 
rigorosamente na elaboração do trabalho. Embora sabendo das divergências em relação às 
questões metodológicas e da necessidade de, muitas vezes, estabelecermos comparações 
entre os diferentes autores que tratam dessa questão, optamos por organizar o TC com base 
nas orientações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), utilizada por grande 
parte das universidades brasileiras. Os aspectos a serem observados serão apresentados neste 
documento, em momento oportuno.
Em relação às orientações para o TC, Guidin (2003) propõe, para reflexão, alguns tópicos 
que poderão nortear esse trabalho acadêmico:
a. A palavra monografia corresponde, etimologicamente, a um tratado escrito (grafia) 
sobre um único (mono) assunto ou tema.
b. Texto monográfico obedece à estrutura e à linguagem do texto dissertativo. É, 
portanto, uma dissertação, ou seja, deverá convencer o leitor das propostas lá sustentadas. 
9
No caso de TC, é necessário que cada uma das análises se encaminhe para um ponto 
determinado e que, ao final, os alunos possam encontrar pontos em comum para atingir 
o objetivo analítico final, que será apresentado na conclusão do trabalho.
c. Em princípio, a natureza da monografia é a mesma para os trabalhos de graduação, 
mestrado e doutorado.
d. A diferença entre esses níveis de pesquisa estaria no grau de originalidade, 
abrangência, aprofundamento teórico-metodológico e enfoque analítico; com isso, não 
se quer dizer que a pesquisa para o TC teria apenas um caráter de compilação 
e/ou revisão bibliográfica. É fundamental que os graduandos se posicionem 
criticamente frente ao material pesquisado.
Victoriano e Garcia (1999) consideram importante, em um projeto de pesquisa, que ele 
seja escrito em sua versão preliminar e que os alunos autores organizem-se para responder 
às seguintes perguntas:
a. O que fazer? A resposta é a delimitação do tema e do problema a ser resolvido. É 
importante que se restrinja o campo, pois, quanto mais circunscrito estiver o objeto, 
melhor e com mais segurança se trabalha. Muitas vezes, essa delimitação pode ser usada 
como título provisório do trabalho.
b. Por que fazer? A resposta a esta questão é a justificativa da escolha do objeto 
de estudo. Nesse tópico, deverão constar a definição e a delimitação do problema, a 
descrição bibliográfica que demonstre sua relevância enquanto objeto de estudo, suas 
hipóteses e sua importância para a comunidade, o que o torna um dos tópicos essenciais 
do projeto.
c. Para que fazer? A resposta está nos propósitos do estudo, ou seja, nos seus objetivos 
gerais e específicos. É fundamental que seus objetivos sejam claros, pois eles nortearão 
todo o trabalho metodológico que será desenvolvido.
10
d. Como fazer? A resposta está na metodologia (métodos e técnicas) que será utilizada 
em seu trabalho. A metodologia é um procedimento sistemático e formal cujo objetivo 
é encontrar as respostas para problemas mediante o emprego de técnicas científicas 
que permitam descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis em qualquer campo do 
conhecimento.
e. Com quem fazer? A resposta a esta questão está vinculada às pesquisas, que, 
por utilizarem recursos de estatística ou por serem empíricas, devem selecionar uma 
amostra entre a população-alvo e seu estudo.
f. Onde fazer? Local, campo de pesquisa, pesquisa de campo, bibliografia. Se a pesquisa 
exigir trabalho com amostragem, necessariamente, é preciso trabalhar com dados 
colhidos no campo de estudo. Isso não impede que a pesquisa bibliográfica seja executada 
em centros especializados ou em bibliotecas universitárias, cujas especialidades estão 
ligadas a áreas de conhecimento específicas. 
g. Com o que fazer? Recursos, custeio. Muitas das monografias apresentadas por 
alunos, devido ao interesse do assunto e da área específica, podem ser financiadas por 
órgãos de pesquisa ou pela própria universidade.
h. Quando fazer? A resposta encontra-se em um cronograma, que deve descrever, 
mês a mês, todos os passos que o pesquisador seguirá. Além disso, o bom andamento da 
pesquisa requer rigor quanto ao cumprimento dos prazos estabelecidos pelo orientador 
e pela dinâmica da pesquisa.
3.5 O QUE SIGNIFICA PENSAR CIENTIFICAMENTE?
Ao afirmarmos que um TC é um trabalho acadêmico técnico-científico, estamos, de certa 
forma, dizendo que esse trabalho tem características diferenciadas e que seu público-alvo 
está na comunidade científica. Quem avalia e atribui relevância aos trabalhos científicos 
11
são leitores acostumados a trabalhar com pesquisa e a pensar e raciocinar cientificamente. 
Mas o que isso significa?
É dotado de comportamento científico o aluno que demonstra preocupação com a 
qualidade dos questionamentos que faz em relação ao foco de seu trabalho, que estabelece 
metas para os procedimentos de pesquisa, que não se satisfaz com conclusões do senso 
comum, mas está sempre em busca de explicar e analisar os dados de sua pesquisa.
Comportar-se cientificamente significa ser criterioso com as conclusões, 
fundamentando-as em um referencial teórico ou empírico bem selecionado e pertinente ao 
tema. Significa, acima de tudo, “ter uma visão relativa dos fenômenos, e não absoluta, ou 
seja, estabelecer relações entre fenômenos, e não concebê-los como fenômenos isolados 
de um contexto” (Hubner, 1998).
Assim, espera-se que os alunos, ao elaborarem seu TC, primem pela qualidade 
acadêmico-científica de seus textos, sendo criteriosos o bastante para que os resultados de 
seus trabalhos sejam validados na comunidade científica. Espera-se que produzam textos 
coerentes, isentos de julgamentos (isto é, sem o uso exagerado de adjetivos), calcados em 
descrições que possibilitem inferências e tomadas de posições equilibradas e fundamentadas.
3.6 COMO SE ORGANIZA UM TC?
O TC organiza-se a partir do seguinte modo:
 � Capa.
 � Elementos pré-textuais ou preliminares.
 � Elementos textuais.
 � Elementos pós-textuais.
12
3.7 ELEMENTOS QUE COMPÕEM O TC
O TC organiza-se com base nos seguintes elementos:
 Formatação do trabalho
13
A formatação do texto (tamanho de letra, espaçamento, margens etc.) deve seguir o 
Guia de normalização para apresentação de trabalhos acadêmicos da UNIP, disponível em: 
https://www3.unip.br/presencial/servicos/biblioteca/guia.aspx, que segue a ABNT e parte 
está disposta a seguir.
Formato e fonte 
 � Papel embranco, formato A4 (21 x 29,7 cm). 
 � Fonte Arial ou Times New Roman e tamanho 12 para todo o trabalho. 
 � Fonte Arial ou Times New Roman e tamanho 10 para citações com mais de três 
linhas, notas de rodapé, paginação, legenda e fonte das ilustrações e das tabelas. 
 � Fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12 para TÍTULO, em maiúsculo e negrito. 
 � Fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12 para subtítulo, em minúsculo.
14
Margem 
 � Margem esquerda e superior de 3 cm, direita e inferior de 2 cm. 
 � Recuo de primeira linha do parágrafo: 1,25 cm (1 Tab), a partir da margem esquerda. 
 � Recuo de parágrafo para citação com mais de três linhas: 4 cm da margem esquerda. 
 � Alinhamento do texto: utilizar a opção “Justificado” do programa Word. 
 � Alinhamento de título e seções: utilizar a opção “Alinhar à Esquerda” do programa 
Word. 
 � Alinhamento de título sem indicação numérica (RESUMO, ABSTRACT, LISTAS, 
SUMÁRIO e REFERÊNCIAS): utilizar a opção “Centralizado” do programa Word.
Espaçamento 
 � As referências devem ser separadas entre si por um espaço simples em branco. 
 � Espaço entrelinhas do texto: 1,5 cm.
 � O espaço simples é usado em: citações de mais de três linhas, notas de rodapé, 
referências, ficha catalográfica, legendas e fontes das ilustrações e tabelas. 
 � Os títulos das seções e subtítulos devem começar na parte superior da margem 
esquerda da folha e separados do texto por um espaço de 1,5 cm entrelinhas. 
 � As referências devem ser separadas entre si por um espaço simples em branco. 
 � A natureza do trabalho, o objetivo, o nome da instituição a que é submetido e a área 
de concentração devem ser alinhados do meio da folha para a direita em espaço simples 
e fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12, ver exemplo de folha de rosto.
15
Descreveremos a seguir cada uma das partes citadas, possibilitando aos autores do TC o 
exercício de rascunhar e refletir sobre os objetivos de cada uma delas.
I. CAPA
 � Alto da página: nome da instituição/nome do aluno.
 � Centro da página: título do trabalho.
 � Rodapé da página: local/data.
Exemplo: como colocar o autor ou autores (em ordem alfabética):
 � Adriana Aparecida SILVA.
 � Sebastiana ALBUQUERQUE.
 � Margens: sup. – 3 cm; inf. – 2 cm; esq. – 3 cm; dir. – 2 cm.
16
II. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Estes são os elementos que antecedem a introdução do trabalho e são constituídos por 
tudo aquilo que identifica o trabalho e orienta o leitor.
FOLHA DE ROSTO
Segue os mesmos procedimentos da capa, em relação às margens e distribuição do texto, 
com pequenas modificações:
 � Alto da página: nome do(s) autor(es).
 � Centro da página: título do trabalho.
17
 � À direita, abaixo do título: explicação sobre a natureza do trabalho.
 � Rodapé da página: local/data.
 � Margens: sup. – 3 cm; inf. – 2 cm; esq. – 3 cm; dir. – 2 cm.
 � Verso da página: ficha catalográfica (a ser elaborada pelo bibliotecário da instituição, 
contendo os dados bibliográficos necessários para que a obra seja catalogada na 
biblioteca da universidade; deve incluir palavras-chave, fornecidas pelos autores).
A folha de rosto é a única da monografia na qual existe texto no verso. As demais páginas 
deverão conter texto em apenas um dos lados.
FOLHA DE APROVAÇÃO
Essa página destina-se às observações/avaliações da banca examinadora do trabalho.
Banca Examinadora
 
 
 
18
FOLHA DE DEDICATÓRIA E FOLHA DE AGRADECIMENTOS
Nessas páginas, que são opcionais, o autor apresenta mensagens pessoais. Na folha de 
dedicatória, o autor deverá elaborar um texto curto, dedicando o trabalho a alguém. Não há 
uma regra para a utilização da página, no entanto, é comum encontrarmos a dedicatória à 
direita, da metade da folha para baixo. Normalmente, escolhe-se, para dedicar o trabalho, 
alguém que tenha tido uma relação direta com o autor, durante a elaboração do trabalho: 
um familiar, um professor etc. Já na folha de agradecimentos, o autor agradecerá àqueles 
que efetivamente contribuíram para a elaboração da monografia, como: professor orientador, 
professores envolvidos com o trabalho, agências financiadoras.
FOLHA DE EPÍGRAFE
Esta também é uma folha opcional. Nela, o autor da monografia apresentará um excerto 
de um texto de sua escolha (frase ou verso) cujo conteúdo tenha relação com o tema 
desenvolvido na monografia. Poderão ser escolhidas epígrafes para cada um dos capítulos 
da monografia, se for da preferência do autor.
SUMÁRIO
Aqui o autor informa aos leitores o conteúdo que será tratado na monografia. A palavra 
“sumário” deverá aparecer no topo da página, em letras maiúsculas, sendo seguida, dois ou 
três parágrafos abaixo, de todos os intertítulos contidos no trabalho. A estética da página 
do sumário deverá ser observada, de forma que os títulos e subtítulos apareçam destacados, 
estando padronizada e obedecendo a recuos da margem esquerda, também padronizados.
19
De acordo com a ABNT, a numeração em algarismos arábicos deverá ter início somente 
na página em que se iniciar o texto propriamente dito, contando-se, porém, as páginas que 
o antecedem. Essa numeração deverá aparecer no topo da página, do lado direito. Alguns 
autores optam por numerar com algarismos romanos as páginas a partir do sumário até o 
abstract. Assim, caso o trabalho apresente todas as folhas indicadas (da folha de rosto até a 
folha de epígrafe), a página do sumário deverá ser numerada com algarismos romanos (letras 
minúsculas), e a página que contiver a introdução do trabalho dará início à numeração em 
algarismos arábicos (1, 2, 3...).
20
LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS
Nessa página, o autor apresentará uma relação das ilustrações ou explicações (abreviaturas, 
siglas), na ordem em que aparecem no texto, indicando a(s) página(s) de sua localização.
RESUMO
Esta é uma página importante do trabalho monográfico. É ela que, em um primeiro 
momento, convida o leitor a mergulhar no texto apresentado. Deve ser um texto conciso, 
com, aproximadamente, 300 palavras – em fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12 
e espaçamento entrelinhas simples –, em que o autor apresenta uma síntese do conteúdo 
do trabalho, destacando os aspectos mais relevantes, a metodologia e a fundamentação 
teórica que deram sustentação às discussões apresentadas. O resumo visa fornecer ao leitor 
elementos que lhe permitam decidir sobre ler ou não o trabalho, em função da relevância 
para seu próprio contexto.
O resumo deve ser escrito na língua em que está redigido o trabalho, organizado por 
meio de frases e nunca em tópicos enumerados.
Após o texto do resumo, deverão aparecer as palavras-chave sugeridas pelo autor como 
referência do trabalho em meio eletrônico. Segue um exemplo de resumo monográfico:
PALAVRAS-CHAVE
Neste item, devemos sintetizar, por no máximo cinco palavras, os conceitos mais 
importantes da pesquisa. Há um padrão catalogado para as palavras-chave; procure 
RESUMO
O resumo deve conter uma síntese do trabalho, enfocando os conceitos essenciais 
da pesquisa. Deve expor, de maneira objetiva, clara e sucinta, o tema, a metodologia 
e as conclusões do trabalho monográfico.
21
informação na biblioteca ou use as palavras-chave de artigos e trabalhos científicos lidos para 
o desenvolvimento deste TC. Veja alguns exemplos: ensino e aprendizagem de matemática, 
tecnologias no ensino, resolução de problemas em sala de aula, didática da matemática, 
aplicações da matemática ao ensino e aprendizagem.
Palavras-chave: ensino e aprendizagem de matemática, tecnologias no ensino, resolução 
de problemas em sala de aula, mídia.
ABSTRACT
Nesta página, esteticamente igual à página do resumo, deverá aparecer uma tradução 
para a língua inglesa do resumo do trabalho, seguida das keywords.
III. ELEMENTOS TEXTUAIS
Estes são os elementos que compõem o corpo propriamente dito do Trabalho de Monografia. 
Podemos chamá-los de elementos nucleares, pois, sem eles e sem a articulação entreeles, o 
texto monográfico perde a vida. Cada um dos elementos tem características próprias, porém, 
se complementam, dando ao leitor a noção exata do caminho trilhado pelos pesquisadores 
sobre o tema desenvolvido. O texto deve ser escrito com fonte Arial ou Times New Roman, 
tamanho 12 e espaçamento entrelinhas de 1,5.
INTRODUÇÃO
A introdução da monografia merece atenção especial do autor. Muitas vezes, ela é 
considerada de pouca importância, mas é exatamente nessa seção que todo o conteúdo 
do trabalho é apresentado ao leitor. Duas ou três páginas deverão ser reservadas para a 
introdução da monografia, e é aí que o autor delimitará o assunto sobre o qual versará o 
trabalho e o justificará.
22
Segundo Machado (2001):
É preciso compreender que apresentar justificativas para um determinado trabalho de 
pesquisa não é simplesmente dizer o que o motivou, do ponto de vista pessoal, a fazê-lo, isto 
é, por que fez o trabalho (por que gostou do tema, por que viveu a experiência etc.), mas 
sim dizer para que serve o trabalho, qual é a sua relevância, tendo em vista a problemática 
maior em que se insere, os estudos que já foram feitos a respeito, as lacunas que esses 
estudos ainda deixaram etc.
Na introdução da monografia, o autor deve apresentar:
 � Em linhas gerais, o tema do trabalho, oferecendo ao leitor não somente a possibilidade 
de estabelecer relações entre esse estudo e outros de seu conhecimento, mas também 
a opção pela leitura do trabalho em relação aos seus interesses e contexto de atuação.
 � A delimitação do assunto, isto é, a extensão e profundidade com que o trabalho 
tratará o assunto escolhido.
 � Os objetivos do trabalho: gerais (relacionados ao tema – contexto macro) e específicos 
(relacionados ao assunto escolhido – contexto micro).
 � A justificativa da escolha do tema, evidenciando sua importância para o contexto no 
qual se encontra inserido; vale lembrar que justificar a escolha de um tema não significa 
dar a ele importância incomensurável e enaltecer sua complexidade de forma exagerada, 
mas sim apontar como esse estudo pode ser fator contribuinte para o desenvolvimento 
da área em que se está inserido, ainda que não se proponha a ser conclusivo.
 � Conceituação e relevância, explicitando ao leitor a fundamentação teórica que apoiará 
as discussões, seguida de breves enunciados sobre conceitos fundamentais discutidos 
23
e sua relevância para o estudo realizado; reserva-se a esse item ainda a necessidade de 
apresentar um resumo de artigos e/ou pesquisas cujo tema se relaciona diretamente com 
o estudado, estabelecendo comparações, a fim de possibilitar a discussão das lacunas 
que os demais trabalhos ainda não preencheram.
 � Procedimentos adotados para a realização do trabalho de pesquisa e a elaboração do 
texto monográfico, isto é, sua organização em seções.
Uma discussão relevante para a elaboração do texto monográfico diz respeito à escolha 
da pessoa do discurso. Embora haja práticas legitimadas sobre esse aspecto, cada vez mais, 
os textos da introdução de trabalhos monográficos e das seções de desenvolvimento vêm 
sendo escritos em primeira pessoa (eu/nós). É importante, no entanto, que esse aspecto seja 
discutido com o orientador do trabalho.
Vale lembrar que, caso a opção seja pela linguagem científica, o autor deve redigir o 
texto na voz passiva: “foi observado, foi elaborado”, na terceira pessoa do singular, com o 
pronome se, ou por expressões como “o presente estudo”, “a presente pesquisa”. Há ainda a 
opção de desenvolver o texto em primeira pessoa do plural, considerando-se que o trabalho 
tenha sido desenvolvido pelo aluno e por seu orientador.
Ao desenvolver o texto em primeira pessoa do singular, o autor não necessariamente deve 
prescindir de fazer referência a outros estudos ou de posicionar-se enquanto pertencente 
a um grupo com determinadas convicções e posicionamentos teóricos.
 
Carmo-Neto (1996) nos oferece algumas pistas para construirmos as justificativas de 
nosso trabalho:
 � Por que mais um trabalho sobre esse tema?
 � Em que este é diferente dos outros?
24
 � Por que essa diferença é relevante?
 � O que meu trabalho muda no conjunto de textos sobre o mesmo assunto?
 � Por que ele deve ser lido? Por quem?
 � O que o leitor vai encontrar de interessante, de substancial e atrativo em meu 
trabalho?
Outro lembrete importante em relação ao desenvolvimento da monografia diz respeito à 
apresentação do objetivo do trabalho no decorrer do texto. Diversas vezes, o autor opta por 
retomar o objetivo em muitos momentos do desenvolvimento do texto, correndo o risco de 
apresentá-lo de diferentes maneiras e até de cair em contradições. Para que isso não ocorra, 
sugerimos que, sempre que o objetivo do trabalho for explicitado no texto, seja destacado 
ou indicado a partir de uma marca gráfica, possibilitando, no momento de revisão final, 
comparar tais enunciados e corrigir inadequações e/ou contradições.
DESENVOLVIMENTO
Esta é a parte mais extensa de um trabalho monográfico e também a mais importante. 
Estará subdividida em capítulos (que, por sua vez, se dividem em subseções), sendo que cada 
capítulo deverá abrir uma página nova do trabalho.
Capítulos deverão ser indicados por algarismos romanos, sendo o título do capítulo escrito 
em letras maiúsculas; subseções deverão ser indicadas por algarismos arábicos, sendo os 
títulos escritos com maiúscula apenas nas letras iniciais das principais palavras.
Há várias formas de identificação para as partes de uma monografia, apresentadas por 
diferentes autores. O que importa, na verdade, é que, uma vez utilizado um estilo, ele deverá 
ser padronizado no desenvolvimento de todo o trabalho.
25
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Um dos itens apresentados no desenvolvimento da monografia refere-se ao arcabouço 
teórico, ou seja, toda a teoria na qual o trabalho está apoiado. Esse capítulo deverá ser 
desenvolvido em linguagem própria do autor, porém, sustentada por citações de autores 
que já discutiram o mesmo assunto e elaboraram teorias sobre ele.
Todos os autores citados no decorrer do texto monográfico compõem, ao final do trabalho, 
o que denominamos referências bibliográficas. Em seção posterior, serão apresentadas as 
orientações para a elaboração das referências bibliográficas.
É importante lembrar que, nos capítulos de desenvolvimento, o autor deverá explicitar, 
sempre que possível, a relação entre o que está sendo dito e o objetivo do trabalho. Assim, 
é comum retomar o tema discutido, principalmente no desenvolvimento da seção de 
fundamentação teórica, pelo simples fato de que a teoria ali apresentada só é significativa 
na medida em que se relaciona diretamente com o objetivo proposto na pesquisa.
METODOLOGIA
Nesse capítulo, o autor da monografia deverá descrever, em detalhes, os procedimentos 
utilizados nas diversas fases da pesquisa e da elaboração do texto. Procedendo dessa forma, 
dará oportunidade a outros pesquisadores e aos leitores do trabalho de acompanhar todos os 
passos e pensamentos do autor, entender sua lógica de pensamento em relação à análise dos 
dados e até mesmo iniciar uma nova pesquisa, com base no encaminhamento apresentado. 
Quando, na metodologia, o autor explicita claramente os procedimentos escolhidos para a 
condução da pesquisa, o leitor – mesmo que não conheça a teoria na qual o trabalho está 
sustentado – é capaz de compreender os resultados de sua análise de dados. Pressupõe-se 
também que, quando a metodologia é apresentada de maneira clara, objetiva e detalhada, 
outros pesquisadores podem replicar o trabalho.
Um procedimento interessante para os pesquisadores é a manutenção de um diário de 
pesquisa, anotando TUDO o que estiver sendo feito para chegar aos resultados da pesquisa. 
26
Frequentemente, fazemos muito mais coisas do que dizemos ter feito no capítulo de 
Metodologia. Por isso, notas do diário poderão ser muito úteis (Machado, 2001).Aspectos essenciais no capítulo de Metodologia dizem respeito a:
 � Procedimentos de seleção de dados: critérios utilizados para escolher os dados a 
serem analisados (por que esses dados, e não outros?).
 � Método(s) de análise e as categorias utilizadas.
Voltamos a salientar que, segundo Traldi e Dias (1998), o capítulo de Metodologia é 
facultativo. Assim sendo, o capítulo de Metodologia não precisa existir, desde que as 
informações a ele destinadas já tenham sido expostas na Introdução. No entanto, nos 
estudos em que a metodologia constitui parte expressiva do trabalho, o capítulo separado 
da Introdução dá uma conotação de melhor organização e permite revelar com mais 
detalhamento as técnicas e os processos empregados pelo autor para dar prosseguimento 
ao estudo.
ARGUMENTAÇÃO E DISCUSSÃO
Nesse capítulo, o autor de um texto monográfico não só exercita sua capacidade de 
argumentação, mas também trabalha com critérios de coerência e coesão na elaboração 
do texto, aspectos muito importantes para dar validade científica ao trabalho apresentado.
Os dados, analisados à luz da teoria apresentada na fundamentação teórica, estarão à mercê 
dos argumentos do autor. Para isso, ele recorrerá a explicações, análises, esclarecimentos 
de ambiguidades, descrições etc., que ofereçam ao leitor condições de compreender o 
encaminhamento do raciocínio na busca por comprovações do aspecto pesquisado. É 
importante ressaltar que discussões com base nas posições teóricas vão requerer sempre 
27
que o autor examine posições contrárias, estabeleça confrontos, compare, fazendo uso de 
um processo dialógico na elaboração do texto.
As análises realizadas em um trabalho monográfico deverão ser rigorosamente orientadas 
pelos professores orientadores, de acordo com sua área de saber metodológico e acadêmico. 
A linha de abordagem adotada tem de estar clara para o leitor da monografia e deverá estar 
explicitada no capítulo de Metodologia, já apresentado em seção anterior.
Vale lembrar ainda que o capítulo de discussão dos resultados requer do pesquisador a 
habilidade de tecer uma rede de significados que perpassem as informações, os dados, as 
teorias apresentadas no decorrer da monografia. É o momento de assumir posicionamentos 
e buscar a integração teoria/prática, em direção ao objetivo proposto no início do trabalho. 
Esse fator é o mais relevante em se tratando de aferir os resultados da pesquisa e avaliar o 
seu significado para o crescimento do conhecimento científico (Severino, 1997).
E mais: o capítulo de discussão é, fundamentalmente, um capítulo pautado em debates 
e questionamentos. Assim, o pesquisador precisa estar preparado para responder aos seus 
próprios porquês e apresentar essas respostas com clareza, pois serão elas, quando bem 
fundamentadas, que farão emergir os resultados da pesquisa.
CONCLUSÕES DO TC
As conclusões em uma monografia, mesmo sendo a parte menos extensa, apresentam 
importância fundamental. Devem conter considerações e síntese a respeito das análises, 
apresentando aspectos convergentes e/ou divergentes observados ao longo do desenvolvimento 
do trabalho, além de comentários sobre sua aplicabilidade didático-pedagógica e sobre a 
sua contribuição da perspectiva adotada.
“A conclusão não é uma ideia nova, um pormenor ou apêndice que se acrescenta ao 
trabalho, nem tampouco um resumo dele” (Guidin, 2003, s.p.). O tema discutido, anunciado 
na introdução do trabalho e retomado em seu desenvolvimento desemboca na conclusão, de 
forma lógica e natural, como decorrência. É nela que proporcionamos ao leitor recapitular 
28
os passos significativos do trabalho, e, para isso, faz-se necessário retomar não somente o 
objetivo, mas também a caminhada do trabalho. A conclusão situa o leitor em relação às 
partes do trabalho.
É na conclusão, momento culminante da monografia, que as experiências pessoais e 
novas perspectivas dos autores podem vir à tona, de certo modo, resgatando os objetivos 
propostos inicialmente e as lacunas suscitadas na introdução.
Interessante lembrar que, enquanto na introdução existe a preocupação com a delimitação 
do tema, nas conclusões, o sentido maior está em vislumbrar novas possibilidades para 
tratamento desse mesmo tema. Essas possibilidades podem ser oferecidas ao leitor como 
sugestões para pesquisas posteriores, caracterizando, aliás, o movimento da ciência: avançar 
em mares pouco desbravados.
Quanto às qualidades do texto referente às conclusões, é importante lembrar-se de que 
suas características são:
a. Brevidade: a conclusão deve ser breve e exata, concisa e convincente.
b. Objetividade: a conclusão é a síntese interpretativa dos elementos essenciais 
discutidos e analisados no transcurso da monografia.
c. Personalidade: a conclusão deve apontar claramente o ponto de vista dos autores, por 
meio de marcas pessoais, não deixando de apresentar novas rotas para a continuidade 
do trabalho.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Os elementos pós-textuais, também denominados elementos referenciais, compreendem 
a referência bibliográfica, os anexos e os apêndices, quando necessários. Estes são elementos 
orientadores para os leitores, que a eles recorrem sempre que, no decorrer da leitura do corpo 
29
do trabalho, houver indicações que lhes suscitem a curiosidade ou que possam auxiliar na 
compreensão da caminhada do pesquisador.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A exigência, não somente em relação às monografias, mas em qualquer publicação 
científica, é que seja elaborada uma seção de referências bibliográficas. No entanto, é 
importante que o autor conheça a diferença entre referências bibliográficas e bibliografia. 
Referências bibliográficas são as obras (livros, artigos impressos ou presentes em fontes 
eletrônicas etc.) que foram citadas no corpo do trabalho. Isso significa que, ao fazer uso das 
vozes de diferentes autores, quer textualmente, quer parafraseando-os, o autor da monografia 
deve citá-los no corpo do trabalho e referenciá-los na seção referências bibliográficas. Já a 
bibliografia, usada como referencial em ementas de cursos ou em textos para uso didático, 
inclui todas as obras lidas e estudadas pelo autor para a elaboração do texto em questão.
Como as citações estão diretamente relacionadas às referências bibliográficas, 
apresentamos, a seguir, orientações para a elaboração de ambas.
CITAÇÕES
Citações correspondem à menção, no texto, de informação colhida em outra fonte. Pode 
ser uma transcrição ou paráfrase, direta ou indireta, de fonte escrita, oral ou eletrônica. São 
elementos (partes, frases, parágrafos etc.) retirados dos documentos pesquisados durante 
a leitura da documentação e que se revelam úteis para sustentar o que o autor afirma no 
decorrer do seu raciocínio.
Citação com mais de três linhas de texto deve vir destacada como o exemplo na página 
anterior, com recuo apenas à esquerda (de 2,5 cm aproximadamente), sem aspas, com letra 
em tamanho menor do que a utilizada no texto principal, em itálico, se desejado.
Atenção a como grafar um texto de um autor:
30
Notas de rodapé: devem ser identificadas como referências bibliográficas parciais, a 
serem completadas na bibliografia final. Deve-se inserir nelas considerações ou informações 
complementares que, se feitas no texto principal, poderiam prejudicar a sequência lógica 
do texto; inserir nelas tradução (com indicação “tradução minha”) ou versão original de 
alguma citação traduzida no texto.
Citação de anotações de aula ou comunicações pessoais: devem ser indicadas com o 
último sobrenome do autor e, entre parênteses, a expressão comunicação pessoal.
Observe alguns exemplos de referências bibliográficas:
UM AUTOR
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
MARSICK, V. Factors that affect the epistemology of group learning: a research-based analysis. 
Disponível em: http://newprairiepress.org/cgiviewcontent.cgi?article=1958&context=aerc.Acesso em: 26 abr. 2017.
31
DOIS AUTORES
FULLAN, M.; HARGREAVES, A. A escola como organização aprendente: buscando uma 
educação de qualidade. 2. ed. Tradução de Regina Garcez. Porto Alegre: Artmed, 2000.
ORELLANA, M. F.; BOWMAN, P. Cultural diversity research on learning and development: 
conceptual, methodological and strategic considerations. In: American Educational Research 
Association. v. 32, n. 5, p. 26-32, jun./jul., 2003.
TRÊS AUTORES
PASSOS, L. M. M; FONSECA, A; CHAVES, M. Alegria de saber: matemática, segunda série, 
2, primeiro grau: livro do professor. São Paulo: Scipione, 1995. 136 p.
MAIS DE TRÊS AUTORES
FREITAS, M. T. et al. Ciências humanas e pesquisa: leituras de Mikhail Bakhtin. São Paulo: 
Cortez, 2003. v. 107. p. 35-39 (Coleção Questões da Nossa Época).
 � Obra pertencente à coleção, indicada entre parênteses; indicação de volume e 
páginas consultadas.
 � Fonte eletrônica com indicação da data da consulta.
 � Indicação de autor cujo artigo ou capítulo está inserido em uma obra organizada por 
outro autor ou em revista – usar In seguido de dois-pontos.
ANEXOS E APÊNDICES
Anexos são documentos complementares à monografia, que esclarecem os conteúdos 
nela tratados. Aos anexos, pertencem, por exemplo, as transcrições (na íntegra) de dados 
32
coletados, documentos, leis, pareceres etc. utilizados como suporte às discussões e que 
prejudicariam a estética do trabalho caso fossem inseridos em seu corpo.
Anexos são necessários, na maioria das vezes, para que os leitores do trabalho busquem 
a melhor compreensão das interpretações e conclusões do autor. Em geral, são ordenados 
a partir de um critério lógico, por exemplo, sequenciados por data de utilização no 
trabalho, e aparecem numerados ou são indicados por letras (Anexo 1 ou Anexo A). Essas 
denominações permitem que, ao fazer referência ao seu conteúdo no corpo do trabalho, o 
autor da monografia apresente a indicação de onde está o trecho, na íntegra. Exemplificando: 
“Conforme comentado no capítulo anterior, os dados referentes ao participante André (Anexo 
5) foram coletados em seu ambiente de trabalho”.
Os anexos aparecem, geralmente, após as referências bibliográficas. No entanto, há 
controvérsias a esse respeito, e muitos autores preferem inserir anexos antes das referências 
bibliográficas, para que a numeração de suas páginas siga a numeração do próprio trabalho.
Já os apêndices caracterizam-se por serem materiais produzidos pelo próprio autor da 
monografia. Fazem parte deles: as etapas com fotos de elaboração do jogo ou material 
didático (caso seja essa a sua escolha de modalidade de TC), exemplos de exercícios que 
apoiam como usar o material didático desenvolvido, fichas e materiais preparados para 
produção de jogo ou material didático, fichas e materiais preparados para coletar dados em 
entrevistas, questionários utilizados na coleta de dados, tabelas elaboradas para sustentar 
discussões, trechos da análise dos dados.
ÍNDICES
Pouco utilizados nas monografias (que optam por apresentar, no início, um sumário 
com as indicações de assuntos e páginas), os índices, quando utilizados ao final da obra, 
têm objetivos diversos. Eles podem apresentar: uma lista de assuntos (índice denominado 
sistemático); lista de termos referidos (índice remissivo); lista de todos os nomes próprios 
33
presentes (índice onomástico); lista de lugares (índice toponímico); lista de citações bíblicas 
(índice escriturário).
4. A LINGUAGEM DA MONOGRAFIA
Considerando-se as diferentes partes que compõem o texto monográfico, é importante 
ressaltar que a linguagem se presentifica de diferentes e bem marcadas formas, influenciando 
na qualidade e validade do texto construído. É possível perceber que a linguagem caminha 
por diferentes tipos de discurso, com marcas ora expositivas, ora narrativas, percorrendo a 
descrição, a análise e a crítica (Brandão, 2001), caracterizando essas partes da monografia.
4.1 LINGUAGEM EXPOSITIVA
A linguagem expositiva caracteriza-se, nas monografias, pelo discurso teórico presente 
tanto na introdução quanto na fundamentação teórica. A exposição exige que o autor seja 
objetivo, que apresente os conceitos teóricos relevantes ao trabalho, atribuindo a ele próprio 
ou a outros autores a responsabilidade enunciativa. 
Segundo Brandão (2001, p. 30), essa função “objetiva” não impede, entretanto, que seja 
permeada de elementos analíticos, argumentativos ou críticos. Em verdade, a participação 
do pesquisador se concretiza – o que não é pouco – desde a seleção do material, isto 
é, quando faz os recortes teóricos, criativos ou críticos incorporados em seu texto e no 
modo como distingue esses dados “objetivos” das suas próprias interpretações sobre eles. 
Embora, rigorosamente falando, não exista em estado “puro”, podemos chamar de “objetiva” 
aquela linguagem que procura apreender os fatos ou outra linguagem em seus próprios 
elementos constitutivos, independentes de interpretação do pesquisador, e “subjetiva” 
aquela linguagem que expressa reflexões pessoais, opiniões ou propostas do pesquisador, 
devidamente fundamentadas, e não confundidas com afirmações que apenas denunciam 
reações afetivas de agrado ou desagrado.
34
4.2 LINGUAGEM DESCRITIVA
A linguagem descritiva caracteriza-se, nas monografias, pelos relatos fortemente presentes 
na metodologia. Nesse capítulo, o autor é convidado a detalhar os fatos relacionados ao 
contexto de pesquisa e a todos os procedimentos, que vão desde a escolha do corpus para 
estudo e/ou coleta de dados aos critérios escolhidos para análise. A linguagem descritiva 
pressupõe a ausência de julgamentos e juízos de valor por parte do autor.
4.3 LINGUAGEM ANALÍTICA
A linguagem analítica caracteriza-se, nas monografias, pelo uso da explicação e da 
argumentação. Nesse sentido, faz uso de relações lógicas entre os elementos que se encontram 
explícitos no texto e aqueles implícitos, mas provocadores de sentido em relação ao objetivo 
da monografia.
É possível dizer que a linguagem analítica se presentifica com maior intensidade no 
capítulo de discussão e argumentação, no qual são discutidos e sustentados os pontos de 
vista do autor do trabalho à luz dos fundamentos teóricos selecionados.
4.4 LINGUAGEM CRÍTICA
A linguagem crítica caracteriza-se, nas monografias, pela emissão de opiniões e conclusões 
do autor, após o exaustivo questionamento a que submeteu os dados coletados ou o corpus 
de análise. 
Segundo Brandão (2001, p. 31), é pela linguagem crítica que o estudioso pode efetivamente 
contribuir para o avanço das ideias em relação a determinado campo do saber, apresentando 
reflexões originais, nascidas seja de novos enquadramentos a partir dos elementos já 
conhecidos, seja aprofundando ou ampliando os referenciais de pesquisa para aspectos ou 
setores ainda não considerados.
35
ESPECIFICAÇÃO DO CORPUS
Entende-se por corpus a delimitação do universo a ser estudado, isto é, o objeto sobre o 
qual o pesquisador irá deter-se: textos, fragmentos etc. Observe os itens a seguir:
Corpora
 � A escolha do corpus depende do fato que se pretende estudar.
 � Um corpus precisa ser representativo em relação ao fato escolhido, ou seja, não se 
pode desejar estudar a matemática dos habitantes de uma determinada comunidade 
indígena no interior de São Paulo tendo como corpus apenas a gravação da conversa 
ou a produção de uma cesta feita por duas pessoas de uma mesma família, pois isso não 
permitiria perceber como eles são influenciados pela matemática de outros habitantes 
da comunidade.
 � Todo corpus contém fatos marginais, ou seja, aqueles que contêm erros, incoerências, 
jogos de palavras etc., que deverão ser criticados pelo pesquisador em sua análise.
MATERIAIS CONSTRUÍDOS
 � São aqueles elaborados por informantes. Os materiais construídos ultrapassam os 
limites do corpus, pois dependem dos informantes. No entanto, podem apresentar 
armadilhas para o pesquisador,ou seja, o informante pode descartar enunciados 
significativos ou apresentar enunciados complexos demais (que fogem ao que se propôs 
o pesquisador); ou ainda entender as normas ou regras do trabalho de diferentes formas, 
interferindo nas informações ou enunciados que produz.
 � Materiais construídos não dependem da situação real e focalizam apenas o fato 
matemático que está sendo analisado.
36
5. ENTREGA E AVALIAÇÃO DO TC
Respeitar o cronograma de postagem disponibilizado na disciplina Trabalho de Curso.
Avaliação
De modo geral, a nota do TC deve levar em consideração:
a. Elaboração: cumprimento do cronograma, disciplina do aluno na elaboração da 
pesquisa, desenvolvimento das etapas, assiduidade etc. Nota atribuída pelo professor 
de TC.
b. Conteúdo: apresentação, pertinência dos textos escolhidos, qualidade da análise 
e da redação do trabalho, clareza e objetividade, tanto do TC quanto das questões da 
banca.
Obs.: O trabalho deverá conter, no mínimo, 30 (trinta) páginas de pesquisa efetiva, 
excluindo-se a capa, elementos pré-textuais e as referências bibliográficas (fora desse padrão, 
o trabalho somente será aceito com anuência do professor orientador).
6. ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO
1. O presente Regulamento normatiza as atividades de pesquisa orientada e também 
o trabalho de artigo científico dela resultante, requisito indispensável para a aprovação 
na disciplina, conforme a especificidade de cada curso da UNIP.
2. A produção do artigo científico visa desenvolver no acadêmico a capacidade de um 
estudo teórico-reflexivo a partir de atividades de pesquisa, sua análise e procedimentos 
metodológicos, organizados de forma técnica, adequada às normas de produção de um 
trabalho científico.
37
3. O artigo, que consiste em trabalho científico de pesquisa orientada individual, 
compreende a elaboração do pré-projeto e da versão definitiva do trabalho, mantendo 
paridade entre os temas e a área de concentração escolhida.
4. A produção científica objetiva oportunizar aos alunos dos cursos de graduação 
(bacharelado ou licenciatura) uma ocasião de demonstrar o grau de habilitação adquirido, 
o aprofundamento temático, o estímulo à produção teórica, à consulta de bibliografia 
especializada, segundo as normas formais de metodologia científica e o aprimoramento 
da capacidade de interpretação e análise de dados.
5. O pré-projeto do artigo será elaborado de acordo com as normas, fases e cronograma 
estabelecidos na disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I ou equivalente, compondo 
nota como parte de aprovação nesta disciplina.
6. A elaboração do pré-projeto e do artigo deverá adotar as regras da ABNT, adaptadas 
segundo orientação recebida nas disciplinas: Metodologia do Trabalho Acadêmico, 
Métodos de Pesquisa e outras afins e determinações das Normas Metodológicas para 
elaboração do trabalho final.
6.1. O trabalho de conclusão de curso deverá ser elaborado conforme as determinações 
das Normas Metodológicas para elaboração de Artigo Científico, NBR-6022, disponível 
no site da UNIP.
7. O trabalho deverá conter, no mínimo, 15 (quinze) e, no máximo, 25 (vinte e cinco) 
páginas, excluindo-se a capa e as referências bibliográficas (fora desse padrão, o trabalho 
somente será aceito com anuência do professor orientador).
8. O professor orientador será indicado pela coordenação do curso, devendo o trabalho 
ser orientado por docente mestre ou doutor, preferencialmente entre aqueles que 
ministram ou ministrarão aulas no curso.
38
7. PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO EM ATIVIDADE DE TC
Levando-se em conta que uma pesquisa pode ser realizada também a partir da elaboração 
e do uso de materiais didáticos, é preciso observar alguns itens importantes relacionados ao 
modo como os materiais devem ser produzidos. O primeiro deles diz respeito ao plano geral 
do texto, ou seja, antes de iniciar a elaboração do material didático, o autor deve destacar 
os seguintes dados:
Para quem o material será escrito?
Detalhes socioculturais em relação ao público-alvo e ao contexto de uso são imprescindíveis 
para que se produza um material coerente com as necessidades destacadas na pesquisa.
O que será contemplado no material?
A escolha do assunto/tema principal a ser explorado no material deverá ser condizente 
com a realidade pesquisada e também com o objetivo de aprendizagem proposto.
Qual o objetivo de aprendizagem?
O objetivo de aprendizagem deve ser elaborado antes do início da escrita do material, 
indicando claramente o que se pretende alcançar ao final da atividade com o referido 
material. A escolha dos objetivos está diretamente relacionada às capacidades e competências 
que se deseja desenvolver nos alunos ao longo do uso do material. Vale destacar o que diz 
Leffa sobre a escolha de verbos para indicar objetivos dos materiais para o ensino:
Os objetivos podem ser gerais ou específicos. Objetivos gerais são elaborados para períodos 
maiores de aprendizagem, como o planejamento de um curso; os objetivos específicos, para 
períodos menores, envolvendo, por exemplo, uma aula ou atividade. Ambos devem começar 
com um verbo que descreva o comportamento final desejado para o aluno.
39
Para os objetivos gerais, usam-se, geralmente, verbos que denotam comportamentos 
não diretamente observáveis. Entre esses verbos, os seguintes têm sido usados com mais 
frequência: saber, compreender, interpretar, aplicar, analisar, integrar, julgar, aceitar, apreciar, 
criar etc.
Para os objetivos específicos, usam-se verbos de ação, envolvendo comportamentos que 
podem ser diretamente observados. Entre eles, destacam-se: identificar, definir, nomear, 
relacionar, destacar, afirmar, distinguir, escrever, recitar, selecionar, combinar, localizar, 
usar, responder, detectar etc.
Verbos que denotam processo – aprender, desenvolver, memorizar, adquirir etc. – não 
podem ser usados para elaborar objetivos educacionais; eles não descrevem o resultado da 
aprendizagem (Leffa, 2003, p.17-8).
Como os materiais serão elaborados?
É importante lembrar-se de que, no momento de decidir como serão elaboradas as 
atividades propostas no material didático, o autor precisa ter clareza quanto à fundamentação 
teórica necessária para se alcançar o objetivo proposto para o material. Exemplificando: não 
é possível um autor preparar uma atividade para o ensino de trigonometria se ele próprio 
não tem conhecimentos teóricos que sustentem as discussões sobre trigonometria propostos 
no material que organiza; não é possível preparar uma atividade para o ensino de geometria 
espacial por meio de pacotes computacionais livres se o próprio autor não conhece as bases e 
fundamentos da teoria sobre geometria espacial por meio de pacotes computacionais livres.
Ainda em relação ao modo de elaborar os materiais didáticos, vale destacar os seguintes 
aspectos:
a. Quais materiais de suporte serão utilizados na preparação do material didático?
A escolha de jornais, revistas, imagens, textos midiáticos, computador, busca na internet, 
situações do cotidiano etc. pode ajudar na elaboração do material didático, favorecendo a 
relação aprendizagem/leitura de conteúdo – aprendizagem/leitura de mundo.
40
b. Quais atividades para despertar os conhecimentos prévios serão utilizadas na 
preparação do material?
Uma vez determinado o conteúdo a ser aprendido com a realização da atividade, é 
importante que o autor a inicie oferecendo ao aluno possibilidades de retomada de seus 
conhecimentos prévios para propor sua relação com o conteúdo a ser aprendido.
Ressalta-se também a importância do trabalho com significados de conceitos matemáticos 
nos materiais didáticos. Quanto mais um autor recorre à diversidade de pesquisa de fontes para 
compor um material didático, mais eficazmente proporcionará aos alunos o estabelecimento 
de relações entre os conhecimentos que já possuem e os novos conhecimentos a serem 
internalizados.
c. Como ordenar as atividadesdo material didático elaborado?
A ordenação das atividades depende dos objetivos de aprendizagem, mas é importante que 
elas sejam oferecidas de acordo com as competências que se deseja desenvolver, oferecendo 
aos estudantes condições para resolvê-las.
d. Como deve ser a linguagem de um material didático?
A escolha da linguagem dependerá sempre do contexto para o qual o material está 
sendo produzido. Embora o modo impessoal de uso dos verbos seja o mais indicado, vale 
observar, exemplificando, que, se o material estiver sendo produzido para jovens do Ensino 
Fundamental II ou para adolescentes do Ensino Médio, essa forma verbal pode distanciá-los 
dos objetivos propostos, não causando envolvimento do jovem com o texto apresentado. Em 
outras palavras, todo material didático preparado para o aprendizado deve fazer uso de uma 
linguagem dialógica, tal que o aluno se sinta convidado a “participar” do que está proposto.
41
Atrelada a essa questão da linguagem, está também a necessidade de se utilizar clareza 
e objetividade, por meio de termos que possam ser reconhecidos pelos estudantes ou que, 
no mínimo, seja possível a eles procurarem seu significado.
e. Como deve ser o posicionamento do autor?
Embora saibamos da não neutralidade da linguagem – e, portanto, da sempre presente 
ideologia do autor em qualquer texto –, é importante que pontos de vista autorais não 
sejam explicitados nos materiais didáticos, pois afetariam a produção de significados por 
parte dos alunos.
Também é importante para o aluno perceber como o autor recorreu a fontes externas no 
momento da produção do material, e isso implica citar fontes em todas as atividades que 
fazem uso de textos de outros autores, textos midiáticos, imagens etc.
f. Como deve ser a organização do material didático?
Aqui estamos nos referindo às questões estéticas do material: distribuição clara no 
suporte, seja ele papel, cartolina ou qualquer outro, como o computador, mural etc., de modo 
a não causar confusões para o aluno no momento de trabalho. Nesse sentido, vale destacar: a 
economia de espaço em qualquer tipo de suporte escolhido pode causar um distanciamento 
do aluno em relação ao objetivo de aprendizagem proposto. É importante lembrar-se sempre 
de que há alunos que aprendem mais por meio de estratégias visuais, outros por meio de 
estratégias gráficas, ou ainda por meio de estratégias corporais, que implicam se movimentar, 
indicativos fortes para que produzamos materiais didáticos orientados à diversidade.
O material didático ou recurso educacional pode ser: um produto educacional (a criação 
de um jogo ou conjunto de atividades didáticas inéditas usando as novas Tecnologias da 
Informação e Comunicação – TICs). Portanto, pode-se elaborar um material impresso ou 
virtual com o objetivo de apoio pedagógico para os jogos ou para as sequências didáticas 
42
apoiadas em novas tecnologias da informação e comunicação. A produção/atividade tem de 
ser acompanhada de embasamento metodológico e matemático e de revisão da literatura 
e reflexão teórica sobre jogos e/ou sobre o uso das TICs na educação.
Escolher o tipo de material a ser elaborado não é uma ação fácil, pois dependerá do 
objetivo, da proposta pedagógica, do público destinado, das condições que você terá para 
executá-lo e da análise da utilidade do material no processo de ensino-aprendizagem.
Para elaboração de jogos e sequências didáticas apoiadas nas TICs, é necessário ter 
consciência de sua importância para a aprendizagem de um determinado tema envolvendo 
a educação matemática. Eles fazem parte da prática cultural das sociedades por toda parte 
do mundo e em diferentes épocas da história, constituindo um elemento importante no 
processo de desenvolvimento.
A elaboração de material pedagógico requer pesquisa e disciplina por parte do pesquisador 
ou do autor. É muito importante que o professor ou quem elaborou o material faça um 
teste antes de apresentá-lo aos estudantes, visando evitar que possíveis surpresas possam 
atrapalhar o seu desenvolvimento, observando se todo o processo está de acordo com o 
planejado e se ele atenderá, de fato, ao objetivo proposto.
Levantamento e seleção do tipo do recurso 
educacional de apoio
Jogo ou sequência didática apoiada nas TICs
Revisão
43
É importante ressaltar a necessidade de os professores buscarem constantemente 
materiais de apoio e estratégias diferentes para o desenvolvimento das competências e 
das habilidades de seus alunos. Os jogos podem complementar os conteúdos previamente 
desenvolvidos ou dão base para um novo conteúdo, conforme a faixa etária ou o objetivo 
que se pretende atingir. O jogo deve ser utilizado como uma ferramenta de apoio à prática 
pedagógica, possibilitando que o aluno desenvolva a criatividade, a reflexão e a autoestima.
8. CRONOGRAMA DE TRABALHO DE CURSO (TC) – MONOGRAFIA
O cronograma de desenvolvimento e postagem do TC estará disponível no AVA, e é 
importante que você respeite tanto as datas quanto o conteúdo previsto para a etapa 
de postagem. Vale destacar que, a cada nova postagem, você deve incluir as correções e 
indicações de rumos propostas pelo professor orientador. Salientamos também que não serão 
aprovados trabalhos de última hora, com apenas uma postagem, uma vez que o trabalho 
de curso é uma atividade orientada.
Importante:
TC – Regular: não serão aceitos e nem corrigidos os trabalhos que tenham sido concluídos 
em menos de três postagens.
TC – DP: não serão aceitos e nem corrigidos os trabalhos que tenham sido concluídos 
em menos de duas postagens.
Na monografia, o mínimo a ser aceito são 40 páginas, contando com os elementos pré-
textuais e referências, o que resultaria em um mínimo de 30 páginas de pesquisa efetiva.
Todos os trabalhos serão submetidos a programas antiplágio, e não serão aceitos trabalhos 
que se configurem como plágios, cópias de outro trabalho, ou qualquer outro meio ilícito. 
44
Caso seja identificado que o aluno se utilizou de qualquer meio ilícito, em qualquer uma 
das postagens, o trabalho será considerado reprovado imediatamente, e o aluno não poderá 
enviar outro trabalho.
Não serão aceitos trabalhos desenvolvidos por meio de inteligência artificial, ChatGPT e 
outros. O trabalho deve ser de autoria própria do aluno e desenvolvido com o acompanhamento 
do professor orientador, que será designado após a primeira postagem do trabalho.
9. PRINCIPAIS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO FINAL DO TC
Apresentamos a seguir os principais critérios usados como referência para a avaliação 
final do TC:
 � Aspectos relativos ao processo de orientação (participação, interesse, cumprimento 
das etapas, respeito ao cronograma de orientação), bem como a participação nas 
atividades programadas.
 � Apresentação do trabalho dentro dos requisitos recomendados pelo orientador.
 � Qualidade e pertinência de informações e dados utilizados na análise das questões 
tratadas.
 � Capacidade de articulação dos argumentos para demonstrar as ideias.
 � Apresentação gráfica do texto e das imagens apresentadas, indicação correta das 
fontes de dados e das referências bibliográficas consultadas.
 � Capacidade de articulação dos argumentos para demonstrar as ideias.
 � Qualidade ortográfica e gramatical da redação, utilização de linguagem clara e 
concisa, além de terminologia adequada ao tema escolhido.
 � Qualidade didática-pedagógica e de conteúdo do material produzido.
45
 � Conhecimento consolidado sobre o tema escolhido.
 � Banca.
 � Consistência das respostas do discente às arguições.
ATENÇÃO:
a. Material no qual for constatada a presença de plágio será reprovado.
b. Respeitando o calendário previamente estabelecido para o atual semestre 
letivo, os alunos deverão postar sua monografia completa na última postagem.
 
10. REFERÊNCIAS
ANDRADE, M. M. de. Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação: noções 
práticas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
BRANDÃO, R. deO. Elementos de metodologia em nível de pós-graduação: área de letras. 
São Paulo: Humanitas; FFLCH/USP, 2001.
CARMO-NETO, D. Metodologia científica para principiantes. 3. ed. Salvador: Universitária 
Americana, 1996.
DIAS, R.; TRALDI, M. C. Monografia passo a passo. Campinas: São Paulo: Alínea, 1998. 
D’ONOFRIO, S. Metodologia do trabalho intelectual. São Paulo: Atlas, 1999.
ECO, U. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1989.
GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna. Rio de Janeiro: FGV, 1977. 
GUIDIN, M. L. Di R. Manual de TCC – UNIP. São Paulo: Sol, 2003.
HUBNER, M. M. Guia para elaboração de monografias e projetos de dissertação de 
mestrado e doutorado. São Paulo: Mackenzie, 1998.
46
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1991. 
LEFFA, V. J. Como produzir materiais para o ensino de línguas. (s.d.). Disponível em:
http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/prod_mat.pdf. Acesso em: 28 jun. 2013.
MACHADO, A. R. (Notas de aula). Gênero tese. São Paulo: LAEL – PUC-SP, 2001.
MEDEIROS, J. B. Redação científica. São Paulo: Atlas, 1996.
MOISÉS, M. Literatura: mundo e forma. São Paulo: Cultrix, 1982.
SALOMON, D. V. Como fazer uma monografia. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 1997.
SPINA, S. Normas gerais para trabalho de grau. São Paulo: Fernando Pessoa, 1974. 
VICTORIANO, B. A. D.; GARCIA, C. C. Produzindo monografia. São Paulo: Publisher Brasil, 
1999.
VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA. 2. ed. Rio de Janeiro: ABL/Block/
Imprensa Nacional, 1998.
47
ANEXO 1 – REGULAMENTO PARA ELABORAÇÃO DA MONOGRAFIA
Instruções básicas:
O trabalho será realizado individualmente ou em grupos de até dois acadêmicos, com 
orientação do professor responsável. O orientador deverá estar em concordância com o tema 
escolhido, que deve estar entre as temáticas propostas pelo curso, sendo elas:
 � Educação matemática crítica.
 � Educação matemática e cidadania.
 � Educação matemática e formação de professores.
 � Educação matemática, interdisciplinaridade e temas afins.
 � Educação matemática e tecnologia.
 � Ensino de estatística.
 � História e filosofia da matemática.
 � História e sociologia da educação matemática.
 � Matemática aplicada ao Ensino Fundamental e Médio.
 � Tecnologias da comunicação e informação aplicadas à educação matemática.
 � Tópicos de matemática.
No caso de possíveis publicações – artigos ou anais de congresso –, o trabalho deverá 
ser encaminhado com o aval do orientador, constando o nome dos alunos, do professor e 
da universidade. O trabalho deverá ser entregue em capa dura, na cor preta, no presencial, 
e postado no AVA, na modalidade a distância, em prazo determinado pela coordenação, 
recebendo nota após avaliação.
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O trabalho será apresentado em data previamente agendada pela coordenação do curso, 
na forma de pôster, com avaliação dos professores presentes no dia.
ANEXO 2 – MODELO PARA ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE JOGOS
NOME COMPLETO – RA
(O QUE ESTÁ EM VERMELHO DEVERÁ SER PREENCHIDO COM OS DADOS DO 
ALUNO E DA TEMÁTICA SELECIONADA)
Jogos matemáticos: uso de dobraduras e gravuras em aulas de 
geometria do sétimo ano do Ensino Fundamental.
Projeto de Pesquisa apresentado à Universidade Paulista (UNIP) – Polo 
XXXXXX (XX) – Curso de Matemática, como requisito para elaboração de 
Trabalho de Conclusão de Curso.
CIDADE
ANO
Trabalho de curso:
Nome do trabalho XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
a. Introdução
É a apresentação do tema. O aluno deve contar como chegou a desejar trabalhar com 
este tema ou construir o material didático ou jogo – quais as motivações. Sugerimos 
que escreva entre dois e três parágrafos a respeito do assunto a ser pesquisado, jogo ou 
material a ser apresentado.
b. Objetivos
Aqui, deve-se começar de forma direta, anunciando para o leitor/avaliador quais são 
os objetivos da pesquisa, do jogo ou do material didático: “O objetivo deste Trabalho de 
Curso é...”; “Pretende-se, ao longo da pesquisa, verificar a relação existente entre...”; “Este 
trabalho enfocará...”; “O jogo ou o material didático visa...” são algumas das formas às 
quais é possível recorrer.
Se, na Introdução, era apresentado o tema, jogo ou material a ser construído, no 
capítulo Objetivos, a pergunta-chave é “o que se pretende pesquisar?” ou “para que e 
como usar o jogo ou material didático?”
Quem for construir um jogo deve apresentar aqui as regras de como jogar e a quais 
conteúdos matemáticos este pode ser relacionado. Os exemplos de como se joga devem 
vir no subitem procedimentos do item Metodologia e Procedimentos.
Quem for construir outro tipo de material didático deve apresentar aqui os conteúdos 
matemáticos que podem ser explorados com o material e sugestão de como fazê-lo. Deve-
se indicar também a quais conteúdos matemáticos este está relacionado. As explicações 
do uso do material devem estar no subitem Procedimentos do item Metodologia e 
Procedimentos.
c. Justificativa
A justificativa deve descrever o porquê e/ou importância de se pesquisar este tema, construir 
o jogo ou material didático. Também sugerimos que sejam escritos entre dois e três parágrafos 
apresentando os argumentos e motivos para o seu trabalho ser realizado.
d. Metodologia e procedimentos
Este é o espaço para informar como se pretende realizar a pesquisa na prática. O primeiro 
item – Metodologia – refere-se a como será feita a obtenção dos dados necessários.
Por exemplo: um pesquisador em Educação que queira estudar “A aprendizagem de 
matemática por crianças que vivem em acampamentos de sem-terra” deverá explicitar como 
pretende recolher os dados de sua pesquisa. Pode ser que julgue necessário assistir às aulas 
ministradas em um acampamento; pode considerar necessário conversar com a professora 
que dá as aulas; ler o que já foi escrito sobre o assunto etc. Tudo isso deverá ser descrito como 
Metodologia.
Quem for trabalhar com construção de jogo ou material didático deve, nesse item, deixar 
claro como se constrói e/ou monta o jogo ou o materiral didático. Tal procedimento deve ser 
ilustrado com fotos da equipe construindo o jogo ou material didático.
O segundo item – Procedimentos – deve explicar como se pretende recolher e reter estes 
dados obtidos. No exemplo usado acima, o pesquisador pode querer filmar as aulas, gravar 
as conversas, escrever um diário de pesquisa etc. Novamente, entre dois e três parágrafos, 
descrevendo a respeito dos procedimentos a serem tomados.
Quem for construir um jogo ou um material didático deve apresentar aqui o passo a passo 
para que outra pessoa (professor ou aluno do Ensino Fundamental e Médio) possa construir 
um jogo ou material didático igual.
Quem for construir um jogo deve apresentar aqui as suas regras. Todas as peças (tabuleiro, 
cartas ou partes) devem ser fotografadas e apresentadas neste item.
Quem for construir o material didático deve apresentar aqui um resumo do conteúdo 
matemático a ser explorado na manipulação do material.
e. Referenciais teóricos 
Este é, geralmente, o ponto que apresenta maior dificuldade para os iniciantes em 
pesquisa e que será revisto e redirecionado no momento de se elaborar o projeto final.
Deve indicar como se pretende analisar os dados encontrados. Eles serão trabalhados 
à luz de qual autor, de qual linha de pensamento, de qual proposta de estudo? Deve-se 
ter referências de pensadores que já se dedicaram ao tema para se poder adicionar dados 
novos, rebater ou reforçar o que tinha sido defendido anteriormente.
Quem optou por trabalhar com jogos ou materiais didáticos deve trazer neste item 
alguma referência de leitura feita sobre este tema. Existem pesquisadores que já se 
dedicaram em discutir o tema e apresentaram as reflexões deles; você deve redigir seu 
posicionamento (concorcando ou discordando) da postura dos autores que você leu.
f. Referências
Devem ser listadas as referências

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