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1 HIDROLOGIA AULA 6 Prof.ª Stéphanie Meyer Piazza 2 CONVERSA INICIAL Na Hidrologia, a representação gráfica da variação da vazão em relação ao tempo é denominada “hidrograma” ou “hidrógrafa”. Nessa linha de raciocínio, o hidrograma unitário é calculado usando a precipitação efetiva e as equações UH. As equações UH levam em consideração a duração e intensidade da chuva, bem como as características da bacia hidrográfica, para calcular a resposta do escoamento da bacia hidrográfica. Ele pode ser utilizado em projetos de galerias de águas pluviais, bueiros rodoviários, vertedores de barragens e estruturas de proteção contra enchente. Nesta etapa, aprenderemos sobre o hidrograma unitário, a qualidade da água e o transporte de sedimentos. TEMA 1 – HIDROGRAMA UNITÁRIO Hidrograma é o gráfico que representa a vazão registrada em uma seção de um curso d’água em função do tempo. Ele reflete a resposta da bacia hidrográfica, em função de suas características fisiográficas que regem a relação entre chuva e escoamento, dada uma precipitação e a contribuição do aquífero (escoamento de base). O método do hidrograma unitário, apresentado por Le Roy K. Sherman, em 1932, e aperfeiçoado mais tarde por Bernard e outros, baseia-se inicialmente em determinadas propriedades do hidrograma de escoamento superficial. Com a maior facilidade de se obter dados de precipitação, foram criados métodos que correlacionam a vazão aos dados pluviométricos. Sherman (1932) propôs o hidrograma unitário (HU) como sendo uma das formas de representar a resposta das vazões na saída da bacia em decorrência de uma precipitação sobre ela. Kishi (2023) afirma que o hidrograma unitário é o hidrograma de escoamento superficial direto (HED), onde a área sob a curva corresponde a um volume unitário de escoamento superficial direto, resultante de uma chuva efetiva (parcela da chuva a partir da qual ocorre contribuição ao escoamento) com intensidade e duração unitárias. Ou seja, a precipitação ou chuva efetiva unitária deve ser de 1 cm ou 1 mm ou 1 polegada. Um hidrograma unitário é construído conforme apresentado na Figura 1. 3 Figura 1 – Hidrograma unitário Fonte: Kishi, 2023. O processo de obtenção do hidrograma unitário consiste na aplicação de princípios, podendo ser as etapas ordenadas da seguinte maneira: • cálculo do volume de água precipitado sobre a bacia; • separação do escoamento superficial; • cálculo do volume escoado superficialmente; • cálculo da precipitação efetiva; • redução do hidrograma de escoamento superficial ao volume unitário. Cabe destacar que as fases do hidrograma unitário são indicadas na Figura 2 a seguir (Andrade, 2014): ascensão, pico, recessão, escoamento superficial e escoamento subterrâneo. 4 Figura 2 – Fases do hidrograma unitário Fonte: Andrade, 2014. 1.1 Gráfico de distribuição O objetivo do hidrograma𝝉𝝉𝜶𝜶 unitário é simplificar análises e facilitar os cálculos. Conceitualmente, o hidrograma unitário (HU) é o hidrograma do escoamento superficial causado por uma chuva efetiva unitária (por exemplo, uma chuva de 1 mm ou 1 cm). Por esse motivo, o método é chamado de “hidrograma unitário”. Por meio do hidrograma unitário, admitimos que existe uma relação linear entre a chuva efetiva e a vazão (Figura 3). 5 Figura 3 – Relação ente chuva efetiva e vazão no hidrograma unitário Fonte: Andrade, 2014. A teoria do HU está baseada em algumas considerações (Collischonn; Dornelles, 2013): • a precipitação efetiva e unitária tem intensidade constante ao longo de sua duração. Isso significa que se supõe uma distribuição temporal uniforme da precipitação; • a precipitação efetiva e unitária distribui-se de forma uniforme sobre toda a área de drenagem, assumindo-se assim uma distribuição espacial uniforme da chuva; • a bacia tem comportamento linear, podendo ser aplicados princípios de proporcionalidade e superposição. Já os princípios do hidrograma unitário são apresentados no Quadro 1. Quadro 1 – Princípios do hidrograma unitário Princípio Descrição 1.º – Constância do tempo de base Para chuvas efetivas de intensidade constante e de mesma duração, os tempos de escoamento superficial direto são iguais. 2.º – Proporcionalidade das descargas Chuvas efetivas de mesma duração, porém com lâminas diferentes, vão produzir em tempos correspondentes volumes de escoamento proporcionais às ordenadas do hidrograma e às chuvas excedentes. 6 3.º – Aditividade O hidrograma total de duas ou mais chuvas efetivas é obtido adicionando-se as ordenadas de cada um dos hidrogramas unitários em tempos correspondentes. Fonte: elaborado por Piazza, 2023, com base em Pinto et al., 1976. TEMA 2 – HIDROGRAMAS UNITÁRIOS SINTÉTICOS O hidrograma unitário é uma constante da bacia hidrográfica, que reflete suas propriedades com relação ao escoamento superficial As diversas características físicas da área drenada devem, em maior ou menor grau, influenciar as condições do escoamento e contribuir com a forma final do hidrograma unitário. Esse fato, aliado à frequente necessidade de estabelecer relações hidrológicas em rios desprovidos de estações hidrométricas, sugeriu o estudo da síntese de hidrogramas, independentemente da existência de dados hidrológicos, e o desenvolvimento de métodos para a obtenção do chamado hidrograma unitário sintético. Os hidrogramas unitários sintéticos (HUS) são ferramentas de grande utilidade para a estimativa de vazões máximas em bacias hidrográficas que não dispõem de monitoramento de vazão. Entretanto, apesar da aplicação funcional, esses métodos apresentam muitas incertezas e, dado o grau de empirismo e subjetividade envolvido, nem sempre produzem resultados compatíveis com a realidade. Diversas são as características físicas das bacias hidrográficas, que, aparentemente, devem ter influência sobre o fluviograma resultante de uma dada precipitação; tais características estão relacionadas no Quadro 2. Quadro 2 – Características físicas das bacias hidrográficas Princípio Descrição Área É um fator muito importante, o volume escoado é diretamente proporcional à superfície drenada pela própria definição do hidrograma unitário. Declividade Podem-se considerar a declividade do canal principal do rio, a declividade média dos afluentes e, ainda, a declividade geral do terreno. De maneira geral, quanto maior a declividade, maior a velocidade de escoamento e relativamente mais altos os picos do hidrograma. Dimensões e rugosidade do canal Quanto mais largos os rios, maior o volume acumulado e, consequentemente, maior o efeito moderador sobre a onda de cheia. Canais de menor resistência devem conduzir a cheias mais rápidas e altas. 7 Densidade da rede de drenagem Maior densidade parece sugerir um escoamento mais rápido; entretanto, esse efeito poderia ser contrabalançado pelo aumento do volume represado temporariamente nos canais. Forma Uma bacia sensivelmente alongada condicionaria um hidrograma menos pronunciado do que outra em forma de leque, em que a drenagem poderia se dar mais rapidamente. Fonte: elaborado por Piazza, 2023, com base em Pinto et al., 1976. O recobrimento vegetal, o tipo de solo, a capacidade de acumulação temporária do volume escoado são outros fatores que podem influenciar de certo modo as características do escoamento superficial, condicionando a forma do hidrograma resultante. A seguir, serão apresentados alguns dos métodos existentes: o método de Snyder, um dos mais conhecidos e que ilustra bem a natureza e as características do estudo; o método de Commons, cuja simplicidade o torna bastante útil mesmo que depende do conhecimento prévio da vazão de ponta; e por fim, o método de Getty e McHughs, o qual pode complementar o método deCommons. 2.1 Método de Snyder De acordo com Hoffmeister e Weisman (1977), a essência do HUS segue os conceitos teóricos do HU. O primeiro HUS foi desenvolvido por Snyder, em 1938, passando posteriormente por diversas modificações. A maioria dos métodos desenvolvidos são baseados em relações obtidas por meio de análises de dados de um grande número de eventos e bacias hidrográficas, diferindo em termos das relações estabelecidas e dos procedimentos adotados (Bras, 1990; Singh; Mishra; Jain, 2014). Para definir o hidrograma unitário, Snyder estabeleceu equações que fornecem o tempo de retardamento, a vazão de pico e a duração total do escoamento, ou seja, a base do hidrograma. O tempo de retardamento (tp) é definido como o tempo entre o centro de massa da precipitação efetiva e o pico do hidrograma. É distinto, portanto, da noção apresentada no estudo do hidrograma unitário, em que considerava o centro de massa do hidrograma em vez do ponto de máxima vazão (Figura 4). 8 Figura 4 – Representação gráfica das variáveis pelo método de Snyder Fonte: Hartwig, 2012, p. 111. 2.2 Método de Commons O método de Commons, ou do hidrograma básico, consiste simplesmente em um hidrograma adimensional, com base em observações de inúmeras cheias no Texas, que pretende dar uma aproximação satisfatória para hidrogramas de cheias em bacias de qualquer superfície (Figura 5). Figura 5 – Hidrograma básico de Commons Fonte: Hartwig, 2012, p. 113. 9 O hidrograma básico exige o conhecimento da vazão de ponta ou da escala dos tempos, fornecendo essencialmente a distribuição do volume do escoamento superficial ao longo do tempo. 2.3 Método de Getty e McHughs Esse método foi baseado em observações de 42 estações hidrométricas em terrenos ondulados do Arkansas e Missouri, EUA, em bacias hidrográficas de 1,6 a 5.260,0 km². Esse método relaciona a máxima vazão, expressa em termos de descarga específica (m³/s.km²), aos comprimentos L e La, já definidos para o método de Snyder, à área da bacia e, ainda, à declividade do rio principal (S) (Figura 6). Figura 6 – Descarga máxima do hidrograma unitário segundo Getty e Mchughs Fonte: Hartwig, 2012, p. 114. TEMA 3 – APLICAÇÃO DO HIDROGRAMA UNITÁRIO O hidrograma unitário deve, de preferência, englobar toda a bacia hidrográfica a montante da seção considerada. Em bacias de grandes dimensões ou que apresentem regiões características climáticas bastante distintas, em que seja improvável a ocorrência de precipitações regularmente distribuídas, pode ser conveniente dividir a bacia em áreas parciais, definindo- se hidrogramas para as respectivas áreas e calculando-se a propagação de cheias até o local de implantação da obra. Tal processo é, em princípio, menos 10 recomendável, em vista da possibilidade de introdução de erros no desenvolvimento dos cálculos de propagação das enchentes, a não ser que se disponha de dados de boa qualidade sobre a topografia e as características hidráulicas do vale. Quando a bacia hidrográfica abrange regiões de características muito distintas quanto à natureza do solo, da vegetação ou do relevo, torna-se em geral mais conveniente definir os hidrogramas para as áreas parciais, impondo-se o emprego dos métodos de propagação das enchentes para a composição do hidrograma final na seção de projeto. Lencastre e Franco (1984) destacam, entre outros aspectos, que a Hidrologia é importante por atuar no controle de cheias e por “procurar controlar, sobretudo a parte da precipitação que influi à rede hidrográfica, tirando benefícios do ciclo hidrológico natural”. Eles destacam ainda que as componentes do ciclo hidrológico de maior interesse da Hidrologia são a precipitação e o escoamento superficial. A ciência hidrológica está diretamente relacionada aos desastres naturais ocasionados principalmente por inundações/enchentes e secas e, indiretamente, com os movimentos de massa, a erosão e o assoreamento. Assim, a ciência hidrológica passa a ter um importante papel na prevenção e mitigação dos desastres naturais, por tratar da ocorrência, da circulação e da distribuição da água na Terra, bem como das propriedades físicas e químicas das águas e suas reações com o meio ambiente (Villela; Mattos, 1975). TEMA 4 – QUALIDADE DA ÁGUA A água é um recurso natural dinâmico e requer uma visão sistêmica, dentro da gestão dos recursos hídricos, pois, por circular por outros sistemas, qualquer alteração, pode refletir na quantidade e qualidade da hidrosfera (Motter; Foleto, 2010). Desse modo, Farias (2006) destaca que o monitoramento da qualidade da água é uma importante ferramenta na gestão dos recursos hídricos, pois fornece informações e dados, dos quais, segundo Teixeira (2000), refletem o uso e ocupação das bacias hidrográficas. De acordo com Tucci (2009), a qualidade da água é influenciada por inúmeros fatores – formação geológica, solos, geomorfologia, clima e cobertura 11 vegetal – particulares de cada bacia hidrográfica, variando, assim, entre períodos sazonais e os cursos d’água. Além disso, Freire (2010) menciona que a qualidade da água pode ser alterada, ainda, durante o percurso dos cursos d’água, da nascente à foz, pois ocorre o carreamento de sedimentos e demais materiais, que podem ser fontes geradoras de poluição. A poluição e eutrofização dos corpos de água causados pela erosão e as formações de áreas pantanosas originadas pela sedimentação são os principais obstáculos para o efetivo controle de doenças como malária, encefalite e outras doenças transmitidas por vetores que necessitam de água parada para se desenvolver. O movimento de poluentes para açudes, tanques, rios, lagos e reservatórios geram problemas de saúde pública na medida em que a água reservada nesses locais for destinada ao consumo humano (Silva, 2003). Nesse contexto, a qualidade da água pode ser retratada por meio de parâmetros, que determinam suas características físicas, químicas e biológicas, denominados “parâmetros de qualidade água” (Santos et al., 2001; Paiva; Paiva, 2003). Os parâmetros físicos e químicos são determinados pelas características particulares da bacia hidrográfica – geologia, relevo e solos associados, condições climáticas e aspectos de uso e cobertura vegetal, e, representados pelos sólidos, matéria orgânica e inorgânica, presentes na água (Paiva; Paiva, 2003; Von Sperling, 2007). Entre esses parâmetros, estão temperatura, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, nitrogênio amoniacal, fósforo total, sólidos, turbidez e pH. Em relação aos parâmetros biológicos, destacam-se os microrganismos, responsáveis por diversas funções, sendo de suma importância diante dos processos de transformação da matéria orgânica dentro dos ciclos biogeoquímicos. Todavia, em relação à qualidade da água, são indicadores de contaminação fecal (grupo dos coliformes) e podem estar associados a doenças de veiculação hídrica (WHO, 2004; Von Sperling, 2007). Nesse sentido, vale destacar que a qualidade da água é também resultante dos processos que ocorrem nas bacias hidrográficas, sendo influenciada pela fragilidade ambiental potencial, assim como pelas atividades antrópicas na fragilidade ambiental emergente, no qual por meio dos parâmetros 12 de qualidade é possível entender sobre o sistema hídrico e propor medidas para a tomada de decisão. Para assegurar a disponibilidade de água, para a atual e futuras gerações, em quantidade e padrões de qualidade, bem como promover uma utilização racional e integrada dos recursos hídricos, foi criada a Lei n. 9.433/1997, conhecida como Lei das Águas. Assim, para atingir o objetivo do estabelecimento dos padrões de qualidade, embasados por um suporte legal, foi realizado um enquadramento dos cursos d’água – que é o nível de qualidade a ser alcançado ou mantido em um segmentodo curso hídrico ao longo do tempo – como referência a ser utilizado aos demais instrumentos de gestão de recursos hídricos e de gestão ambiental (Freire, 2010). TEMA 5 – TRANSPORTE DE SEDIMENTOS Sedimentos são partículas sólidas que, por meio de um processo físico ou químico, desprendem-se das rochas e que, ao interagir com agentes dinâmicos externos, transportam-se ou depositam-se. Entre os agentes dinâmicos externos que tornam possível a sedimentação, estão a água, o vento, a gravidade, o gelo e agentes biológicos, como a ação antrópica (Carvalho, 1994). Os sedimentos transportados e depositados sob efeito do escoamento das águas são denominados “sedimentos fluviais”. Segundo Carvalho (1994), também devem ser considerados “[…] os processos hidroclimáticos, por exemplo, a relação água-sedimento. Esta área tem aplicações práticas diversas, a citar: navegação, morfologia fluvial, obras hidráulicas, avaliação de assoreamento etc.”. A importância do estudo da Sedimentologia torna-se evidente quando são abordados os problemas causados pelos sedimentos, bem como ao destacarmos sua presença necessária ao equilíbrio ecológico. Os sedimentos têm origem na erosão da bacia e na erosão do leito e margens dos rios. As partículas erodidas que chegam ao rio podem ser transportadas em suspensão no meio líquido ou pelo leito. As partículas em suspensão se movimentam com a velocidade da corrente de água. As partículas do leito deslocam-se por arraste, ou seja, pela velocidade da corrente; mas também sofrem resistência de atrito, o que resulta em uma velocidade menor 13 que aquelas em suspensão. Dependendo da velocidade da corrente e do efeito de turbulência, as partículas podem entrar no meio líquido e ficar em suspensão ou voltar ao leito quando as forças atuantes se reduzirem. A sedimentação também tem destaque importante para outra área: a saúde pública. Como já foi dito anteriormente, os sedimentos configuram-se como poluentes ou carreadores e fixadores de outros poluentes; assim, em áreas nas quais há depósito de sedimentos em contato com a população humana, corre-se o risco de haver contaminação e agravo de doenças. NA PRÁTICA “Na hidrossedimentologia, a aplicação mais importante é a previsão do assoreamento e da vida útil de um reservatório”, (Carvalho, 1994). No entanto, sua importância e aplicação não se reduz às obras hidráulicas. Os problemas advindos dos sedimentos atingem tanto os empreendimentos quanto a qualidade de vida da população e o equilíbrio do meio ambiente. Entre os problemas gerados pelos sedimentos na etapa da erosão, tem- se: risco de desertificação, destruição de nascentes, remoção da camada fértil dos solos, desabamento de terras e taludes etc. Enquanto transportam-se pelo curso d’água, os sedimentos fluviais afetam a qualidade da água para consumo humano e industrial, encarecendo seu tratamento; aumentam a turbidez da água, impedindo a entrada de luz e calor na coluna d’água e reduzindo sua qualidade estética; diminuem a população de peixes e carregam outros poluentes, vírus e bactérias. Já na etapa da deposição, seus inconvenientes são: assoreamento de reservatórios, possibilidade de desenvolvimento de vetores causadores de doenças transmissíveis etc. Além desses problemas, existem outros nas usinas hidrelétricas, uma vez que apresentam reservatórios sujeitos a assoreamento e turbinas e máquinas propensas à abrasão por partículas suspensas. Além da geração de energia elétrica, o entendimento da dinâmica dos sedimentos na área de estudo é importante, pois a região apresenta evidências de ocorrência de processos erosivos que afetam a qualidade ambiental e principalmente a carga de sedimentos no corpo hídrico. Assim, a necessidade de entender a dinâmica das partículas sólidas na bacia hidrográfica é essencial para auxiliar no manejo mais adequado do solo e da água, resultando em melhorias nos aspectos ambientais e econômicos. 14 FINALIZANDO Nesta etapa, aprendemos que os hidrogramas são representações da resposta de uma bacia hidrográfica a sucessivos eventos de precipitação, sendo que, quando referidos a um único evento de precipitação, são ditos hidrogramas unitários. Aprendemos que a utilização de hidrogramas unitários sintéticos associados a modelos digitais do terreno, uso do solo e dados de precipitação expandiu a possibilidade de obtenção de estimativas de vazão em bacias hidrográficas desprovidas de monitoramento contínuo. Por fim, vimos ainda que a contribuição da Hidrologia está relacionada com a prevenção e mitigação dos desastres naturais de maneira significativa, na medida em que grande número de desastres naturais está ligado aos padrões de quantidade e qualidade das águas, objeto de estudo da Hidrologia. 15 REFERÊNCIAS ANDRADE, F. Hidrograma unitário. UTFPR. Curitiba, 2014. Disponível em: . Acesso em: 16 maio 2023. BRAS, R. L. Hydrology: An Introduction to Hydrologic Science. Massachusetts: Addison Wesley, 1990. CARVALHO, N. de O. Hidrossedimentologia Prática. Rio de Janeiro: Eletrobras; CPRM, 1994. COLLISCHONN, W.; DORNELLES, F. Hidrologia: para engenharia e ciências ambientais. Porto Alegre: ABRH, 2013.FARIAS, M. S. S. 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