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PATOLOGIA
Prof. Esp. Charles Lelis
Tema da Aula
Processos de lesão, degeneração e morte celular - Lesões
Objetivo
 Conhecer a conceituação de Saúde, Doença e Patologia.
 Compreender os conceitos de Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão.
 Entender a classificação e a nomenclatura das lesões.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Patologia, Saúde e Doença
• Patologia significa estudo das doenças (do grego pathos = doença, sofrimento
e logos = estudo);
• A PATOLOGIA pode ser entendida como a ciência que estuda as CAUSAS DAS
DOENÇAS, os mecanismos que as produzem, os locais onde ocorrem e as
alterações moleculares, moleculares, morfológicas e funcionais que
apresentam.
• Patologia é o estudo das alterações estruturais, bioquímicas e
funcionais nas células, tecidos e órgãos, que visa explicar os
mecanismos pelos quais surgem os sinais e os sintomas das doenças.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Patologia, Saúde e Doença
• Pode-se definir saúde como um estado de adaptação do organismo ao
ambiente físico, psíquico ou social em que vive, de modo que o indivíduo se
sente bem (saúde subjetiva) e não apresenta sinais ou alterações orgânicas
(saúde objetiva).
• Diversos parâmetros orgânicos precisam ser avaliados dentro do contexto do
indivíduo. Um número elevado de hemácias, por exemplo, pode ser sinal de
policitemia se a pessoa vive ao nível do mar, mas representa apenas um
estado de adaptação para o indivíduo que reside em grandes altitudes.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Patologia, Saúde e Doença 
• Saúde e normalidade não têm o mesmo significado.
• A palavra saúde é utilizada em relação ao indivíduo, enquanto o termo normalidade
(normal) é utilizado em relação a parâmetros de parte estrutural ou funcional do
organismo.
• O normal (ou a normalidade) é estabelecido a partir da média de várias observações
de determinado parâmetro, utilizando-se, para o seu cálculo, métodos estatísticos.
• Os valores normais para descrever parâmetros do organismo (peso de órgãos,
número de batimentos cardíacos, pressão arterial sistólica ou diastólica etc.) são
estabelecidos a partir de observações de populações homogêneas, de mesma etnia,
que vivem em ambientes semelhantes e cujos indivíduos são saudáveis dentro do
conceito enunciado anteriormente.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Patologia, Saúde e Doença
• A doença pode ser entendida a partir do conceito biológico de adaptação,
que é uma propriedade geral dos seres vivos representada pela capacidade
de ser sensível às variações do meio ambiente (irritabilidade) e de produzir
respostas (variações bioquímicas e fisiológicas) capazes de adaptá-los.
• Essa capacidade varia em diferentes espécies animais e em diferentes
indivíduos de uma mesma espécie, pois depende de mecanismos moleculares
vinculados, direta ou indiretamente, ao patrimônio genético.
• Doença é um estado de falta de adaptação ao ambiente físico, psíquico ou
social, no qual o indivíduo se sente mal (sintomas) e/ou apresenta alterações
orgânicas evidenciáveis (sinais).
Patologia – Prof. Charles Lelis
Patologia, Saúde e Doença
• A Patologia cuida dos aspectos:
• Etiologia (estudo das causas),
• Patogênese (estudo dos mecanismos),
• Anatomia Patológica (estudo das alterações morfológicas dos tecidos que, em
conjunto, recebem o nome de lesões)
• Fisiopatologia (estudo das alterações funcionais de órgãos e sistemas afetados).
• Diferentes doenças têm componentes comuns - pneumonia lobar e
tuberculose são doenças diferentes que têm em comum o fato de serem
causadas por bactérias e de apresentarem lesões inflamatórias.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
• Qualquer estímulo da natureza - dependendo da sua intensidade, do tempo de
atuação e da capacidade de reação do organismo pode constituir uma agressão.
• O organismo monta respostas variadas, procurando defender-se ou adaptar-se.
• No caso de adaptar-se: com ou sem danos a saúde.
• O caso de danos: surgem lesões variadas, agudas ou crônicas, que causam as
doenças.
• As agressões podem se originar no ambiente externo ou a partir do próprio
organismo.
• Podem ser provocadas por agentes físicos, químicos e biológicos, além de por
alterações na expressão gênica ou por modificações nutricionais ou dos próprios
mecanismos defensivos do organismo.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
• Os mecanismos de defesa contra agentes externos são muito numerosos.
• Ao lado de barreiras mecânicas e químicas existentes no revestimento externo e
interno (pele e mucosas), o organismo conta com diversos mecanismos defensivos:
1. Contra agentes infecciosos (genericamente denominados patógenos),
atuam a fagocitose, o sistema complemento e a reação inflamatória;
(a) resposta inata, que surge imediatamente após agressões;
(b) resposta adaptativa;
2. Contra agentes genotóxicos (que agridem o genoma), existe o sistema de
reparo do DNA;
3. Contra compostos químicos tóxicos, incluindo radicais livres, as células
dispõem de sistemas enzimáticos de detoxificação e antioxidantes.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
• Capacidade das células, dos tecidos ou do próprio indivíduo de, frente a um
estímulo, modificar suas funções dentro de certos limites (faixa da
normalidade), para ajustar-se às modificações induzidas pelo estímulo
• A adaptação pode envolver apenas células (ou suas organelas) ou o individuo
como um todo.
• (1) pré-condicionamento das células à hipóxia, que permite a
sobrevivência delas em condições de baixa disponibilidade de O2;
• (2) hipertrofia do retículo endoplasmático liso por substâncias nele
metabolizadas (a administração de fenobarbital provoca hipertrofia do
REL em hepatócitos);
Patologia – Prof. Charles Lelis
Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
• A adaptação pode envolver apenas células (ou suas organelas) ou o individuo
como um todo.
• (3) hipertrofia muscular por sobrecarga de trabalho (do miocárdio do
ventrículo esquerdo na hipertensão arterial, da musculatura esquelética
em atletas ou em pessoas que fazem trabalho físico vigoroso).
• O estresse, pode causar uma resposta adaptativa geral, inespecífica e
sistêmica que o organismo monta frente a diferentes agressões por agentes
físicos, químicos, biológicos ou emocionais.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
• LESÃO ou PROCESSO PATOLÓGICO: conjunto de alterações morfológicas,
moleculares e/ou funcionais que surgem nas células e tecidos após
agressões.
• As alterações morfológicas que caracterizam as lesões podem ser observadas
a olho nu (alterações macroscópicas) ou ao microscópio de luz ou eletrônico
(alterações microscópicas e submicroscópicas).
• As alterações moleculares, que muitas vezes se traduzem rapidamente em
modificações morfológicas, podem ser detectadas por métodos bioquímicos
e de biologia molecular.
• Os distúrbios funcionais manifestam-se por alterações da função de células,
tecidos, órgãos ou sistemas e representam os fenômenos fisiopatológicos.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Agressão, Defesa, 
Adaptação e Lesão
• Como as doenças surgem e evoluem
de maneiras muito variadas, as lesões
são dinâmicas.
• Por essa razão, o aspecto morfológico
de uma lesão varia de acordo com o
momento em que ela é examinada.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Aspectos cronológicos de uma doença. 
Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
• O alvo dos agentes agressores são as moléculas, sobretudo as
macromoléculas de cuja ação dependem as funções vitais.
• a ação dos agentes agressores se faz basicamente por dois mecanismos:
• Ação direta: por meio de alterações moleculares que se traduzem
em modificações morfológicas;
• Ação indireta: por intermédio de mecanismos de adaptação que, ao
serem acionados para neutralizar ou eliminar a agressão, induzem
alterações moleculares que resultam em modificações morfológicas.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
Desse modo, os mecanismos de defesa,quando acionados, também
podem também causar lesão no organismo.
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Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
• Muitos agentes lesivos agem pela redução do fluxo sanguíneo, o que
diminui o fornecimento de oxigênio para as células e reduz a produção
de energia.
• A redução da síntese de ATP pode ser provocada também por agentes
que inibem enzimas da cadeia respiratória;
• Já outros diminuem a produção de ATP, porque impedem o
acoplamento da oxidação com o processo de fosforilação do ADP;
• Há agressões que aumentam as exigências de ATP sem induzir aumento
proporcional do fornecimento de oxigênio.
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Agressão, Defesa, Adaptação e Lesão
• Em todas essas situações, a deficiência de ATP interfere nas bombas eletrolíticas,
nas sínteses celulares, no pH intracelular e em outras funções que culminam com o
acúmulo de água no espaço intracelular e em uma série de alterações
ultraestruturais que recebem o nome de degeneração hidrópica.
• Ação do calor (queimadura), de um agente químico corrosivo ou de uma bactéria
que invade o organismo - é seguida de respostas teciduais que se traduzem por
modificações da microcirculação e pela saída de leucócitos e de plasma dos vasos
para o interstício.
• Nas inflamações, os leucócitos são mobilizados por agressões diferentes, porque
muitos deles são células fagocitárias, especializadas em matar microrganismos e em
fagocitar tecidos lesados para facilitar a reparação ou a regeneração.
Patologia – Prof. Charles Lelis
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Classificação e a nomenclatura das lesões
• Ao atingirem o organismo, as agressões comprometem um tecido (ou um
órgão) no qual existem:
• Células:
• Componentes intercelulares (interstício ou matriz extracelular);
• circulação sanguínea e linfática;
• inervação.
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espaço preenchido de líquido entre a pele
e os demais órgãos, músculos e o sistema
circulatório.
Parenquimatosa: tecido com a função principal de determinado órgão.
Estroma: tecido conjuntivo não funcional de sustentação de uma órgão.
Classificação e a nomenclatura das lesões
• As lesões celulares podem ser separadas em dois grupos: letais e não
letais.
• A letalidade ou não letalidade está ligada à qualidade, à intensidade e à
duração da agressão, bem como ao estado funcional ou ao tipo de
célula atingida.
• Dependendo desses fatores, uma mesma agressão pode provocar
lesão não letal em uma célula e causar morte em outro tipo celular.
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Classificação e a nomenclatura das lesões
• As LESÕES NÃO LETAIS são aquelas em que as células continuam vivas,
podendo ocorrer retorno ao estado de normalidade depois de cessada a
agressão;
• Podem modificar o metabolismo das células, induzindo o acúmulo de
substâncias intracelulares (degenerações),
• Podem alterar os mecanismos que regulam a proliferação e a
diferenciação celular (originando hipotrofias, hipertrofias, hiperplasias,
hipoplasias, metaplasias, displasias e neoplasias).
• Podem acumular-se nas células pigmentos endógenos ou exógenos,
constituindo as pigmentações.
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Classificação e a nomenclatura das lesões
• As LESÕES LETAIS são representadas:
• Pela necrose (morte celular seguida de autólise)
• Pela apoptose (morte celular não seguida de autólise).
• As ALTERAÇÕES DO INTERSTÍCIO: englobam modificações da substância
fundamental amorfa e de fibras elásticas, colágenas e reticulares, que
podem sofrer alterações estruturais e depósitos de substâncias
formadas vindas da circulação.
Patologia – Prof. Charles Lelis
Classificação e a nomenclatura das lesões
• Os distúrbios da circulação incluem:
• aumento, diminuição ou cessação do fluxo sanguíneo para os tecidos
(hiperemia, oligoemia e isquemia);
• coagulação do sangue no leito vascular (trombose);
• aparecimento de substâncias que não se misturam ao sangue e causam
obstrução vascular (embolia);
• saída de sangue do leito vascular (hemorragia) e alterações das trocas de
líquidos entre o plasma e o interstício (edema).
Patologia – Prof. Charles Lelis
Classificação e a nomenclatura das lesões
Diante da dificuldade de denominar com precisão cada doença e para
evitar que recebam nomes com base em critérios diferentes em
diferentes países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou a
Classificação Internacional das Doenças (CID), de uso universal.
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OBRIGADO!!!
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