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sociologia

Trecho enciclopédico sobre indivíduo e sociedade: apresenta definições, origem etimológica, usos do termo, debate sobre existência social, menções a Thatcher, críticas de teóricos marxistas (Althusser, Laclau, Zizek) e as abordagens de Durkheim, Marx e Weber.

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Indivíduo: Pessoa livre, autônoma, consciente do seu “status” e 
do seu “papel”, integra-se naturalmente no corpo social, onde busca 
realizar-se, cônscia dos seus direitos e também de seus deveres.
Sociedade: Corpo orgânico estruturado em todos os níveis da vida 
social, com base na reunião de indivíduos que vivem sob determinado 
sistema econômico de produção, distribuição e consumo, sob um dado 
regime político, e obediente a normas, leis e instituições necessárias à 
reprodução da sociedade como um todo; coletividade.
Sociedade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Jovens interagindo em uma sociedade diversa do ponto de vista étnico.
Em sociologia, uma sociedade (do latim: societas, que significa "associação amistosa com outros") 
é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que 
interagem entre si constituindo umacomunidade.
A sociedade é objeto de estudo comum entre as ciências sociais, especialmente a sociologia, 
a história, a antropologia e a geografia.
É um grupo de indivíduos que formam um sistema semi-aberto, no qual a maior parte das interações 
é feita com outros indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede de 
relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade interdependente. O significado 
geral de sociedade refere-se simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa 
comunidade organizada.
A sociedade pode ser vista como um grupo de pessoas com semelhanças étnicas, culturais, 
políticas e/ou religiosas ou mesmo pessoas com um objetivo comum. Uma delimitação física (como 
um território, um país ou um continente) não pode definir uma sociedade, já que entre eles podem 
ter diferenças que podem se afastar do conceito da sociedade.
Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou 
preocupação mútuas sobre um objetivo comum. Como tal, sociedade é muitas vezes usado como 
sinônimo para o coletivo de cidadãos de um país governados por instituições nacionais que lidam 
com o bem-estar cívico.
Pessoas de várias nações unidas por tradições, crenças ou valores políticos e culturais comuns, 
em certas ocasiões também são chamadas de sociedades (por exemplo, Judaico-Cristã, Oriental, 
Ocidental etc.). Quando usado nesse contexto, o termo age como meio de comparar duas ou 
mais "sociedades" cujos membros representativos representam visões de mundo alternativas, 
competidoras e conflitantes.
Também, alguns grupos aplicam o título "sociedade" a eles mesmos, como a "Sociedade Americana 
de Matemática". Nos Estados Unidos, isto é mais comum no comércio, em que uma parceria 
entre investidores para iniciar um negócio é usualmente chamada de uma "sociedade". No Reino 
Unido, parcerias não são chamadas de sociedade, mas cooperativas.
Embora haja quem considere não existem sociedades sem classes sociais1 , pelo contrário Margaret 
Thatcher, uma política britânica que ascendeu ao lugar de Primeiro-Ministro, chegou a afirmar que 
ela própria (a sociedade) não existe. Conforme disse, só existem os indivíduos e suas famílias.2 Mas 
ela não foi a única a dizer que não existe sociedade. Ainda há um debate em andamento nos 
círculos antropológicos e sociológicos sobre se realmente existe uma entidade que poderíamos 
chamar de sociedade [carece de fontes].
Teóricos marxistas como Louis Althusser, Ernesto Laclau e Slavoj Zizek argumentam que a 
sociedade nada mais é do que um efeito da ideologia dominante e não deveria ser usada como um 
conceito sociológico.
A definição mais geral de sociedade pode ser resumida como um sistema de interações 
humanas culturalmente padronizadas. Assim, e sem contradição com a definição 
anterior, sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas, como também é um 
sistema de posições e papéis.
Uma sociedade é uma rede de relacionamentos sociais, podendo ser ainda um sistema 
institucional, por exemplo, sociedade anônima, sociedade civil, sociedade artística etc. A 
origem da palavra sociedade vem do latim societas, que significa associação amistosa 
com outros.
O termo sociedade é comumente usado para o coletivo de cidadãos de um país, 
governados por instituições nacionais que aspiram ao bem-estar dessa coletividade. 
Todavia, a sociedade não é um mero conjunto de indivíduos vivendo juntos em um 
determinado lugar, é também a existência de uma organização social, de instituições e leis 
que regem a vida dos indivíduos e suas relações mútuas. Há também alguns pensadores 
cujo debate insiste em reforçar a oposição entre indivíduo e sociedade, reduzindo, com 
frequência, ao conflito entre o genético e o social ou cultural.
Durkheim, Marx e Weber conceituaram de maneiras diferentes a definição de sociedade. 
Cada um definiu a constituição da sociedade a partir do papel político, social ou econômico 
do indivíduo.
Para Émile Durkheim, o homem é coagido a seguir determinadas regras em cada 
sociedade, o qual chamou de fatos sociais, que são regras exteriores e anteriores ao 
indivíduo e que controlam sua ação perante aos outros membros da sociedade. Fato 
social é a coerção do indivíduo, constrangido a seguir normas sociais que lhe são 
impostas desde seu nascimento e que não tem poder para modificar.
Em outras palavras, a sociedade é que controla as ações individuais, o individuo aprende 
a seguir normas que lhe são exteriores (não foram criadas por ele), apesar de ser 
autônomo em suas escolhas; porém essas escolhas estão dentro dos limites que a 
sociedade impõe, pois caso o indivíduo ultrapasse as fronteiras impostas será punido 
socialmente.
Para Karl Marx, a sociedade sendo heterogênea, é constituída por classes sociais que 
se mantêm por meio de ideologias dos que possuem o controle dos meios de produção, 
ou seja, as elites. Numa sociedade capitalista, o acúmulo de bens materiais é valorizado, 
enquanto que o bem-estar coletivo é secundário.
Numa sociedade dividida em classes, o trabalhador troca sua força de trabalho pelo 
salário, que é suficiente apenas para ele e sua família se manterem vivos, enquanto 
que o capitalista acumula capital (lucro), que é o símbolo maior de poder, de prestígio 
e status social.
A exploração do trabalhador se dá pela mais-valia, a produção é superior ao que recebe 
de salário, sendo o excedente da produção o lucro do capitalista, que é o proprietário 
dos meios de produção. Assim se concretiza a ideologia do capitalista: a dominação e a 
exploração do operário/trabalhador para obtenção do lucro.
Para Marx, falta ao trabalhador a consciência de classe para superar a ideologia 
dominante do capitalista e assim finalmente realizar a revolução, para se chegar ao 
socialismo.
Max Weber não tem uma teoria geral da sociedade concebida, sendo que está mais 
preocupado com o estudo das situações sociais concretas quanto à suas singularidades. 
Além da ação social, que é a expressão do comportamento externo do indivíduo, trabalha 
também o conceito de poder. A sociedade, para Weber, constitui um sistema de poder, 
que perpassa todos os níveis da sociedade, desde as relações de classe a governados 
e governantes, como nas relações cotidianas na família ou na empresa. O poder não 
decorre somente da riqueza e do prestígio, mas também de outras fontes, tais como: a 
tradição, o carisma ou o conhecimento técnico-racional.
O poder por meio da dominação tradicional se dá através do costume, quando já 
está naturalizada em uma cultura e, portanto, legitimada. Por exemplo, uma fonte de 
dominação tradicional é o poder dos pais sobre os filhos, do professor sobre o aluno etc.
O domínio do poder carismático ocorre quando um indivíduo submete os outros à sua 
vontade, por meio da admiração/fascinação e sem uso da violência. O líder carismático 
controla os demais pela sensação de proteção, que atrai as pessoas ao seu redor.A ação racional com relação aos fins ocorre na burocracia, visando organizar as 
transações tanto comerciais como estatais, para que funcionem de forma eficiente. Por 
conta dessa organização, os indivíduos são submetidos às normas e diretrizes da empresa 
ou do Estado, para que o funcionamento dessas organizações seja eficiente e eficaz.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – 
FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Cultura
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de 
confiabilidade duvidosa (desde fevereiro de 2008). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, 
verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar{{revisão-sobre}} para 
associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.
 Nota: Para outros significados, veja Cultura (desambiguação).
Cultura em alemão pode se referir ao estritamente popular ou às manifestações artísticas mais relevantes da 
humanidade. No entanto, seu sentido original (agricultura) permanece em muitas línguas
Cultura (do latim colere, que significa cultivar) é um conceito de várias acepções, sendo a mais 
corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é “aquele 
todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos 
os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade”.1Em Roma, 
na língua latina, seu antepassado etimológico tinha o sentido de “agricultura” (significado que 
a palavra mantém ainda hoje em determinados contextos), como empregado por Varrão, por 
exemplo.2 Cultura é também associada, comumente, a altas formas de manifestação artística e/
ou técnica da humanidade, como a música erudita europeia (o termo alemão “Kultur” – cultura 
– se aproxima mais desta definição).3 Definições de cultura foram realizadas por Ralph Linton, 
Leslie White, Clifford Geertz, Franz Boas, Malinowski e outros cientistas sociais. Em um estudo 
aprofundado, Alfred Kroeber e Clyde Kluckhohn encontraram pelo menos 167 definições diferentes 
para o termo cultura.4
Por ter sido fortemente associada ao conceito de civilização no século XVIII, a cultura muitas 
vezes se confunde com noções de: desenvolvimento, educação, bons costumes, etiqueta e 
comportamentos de elite. Essa confusão entre cultura e civilização foi comum, sobretudo, na 
França e na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX, onde cultura se referia a um ideal de elite.3 Ela 
possibilitou o surgimento da dicotomia (e, eventualmente, hierarquização) entre “cultura erudita” e 
“cultura popular”, melhor representada nos textos de Matthew Arnold, ainda fortemente presente no 
imaginário das sociedades ocidentais.5
Índice
 [esconder] 
• 1 Principais conceitos
• 2 Mudança Cultural
• 3 Cultura em animais
• 4 Referências
• 5 Ver também
• 6 Ligações externas
Principais conceitos[editar]
Antropologia
Escolas[Expandir]
Expoentes[Expandir]
Áreas de estudo[Expandir]
Conceitos[Expandir]
Listas[Expandir]
Portal
v • e
Diversos sentidos da palavra variam consoante a aplicação em determinado ramo do conhecimento 
humano.
• Agricultura – acepção original do termo cultura, que se refere ao cultivo da terra para 
produção de espécies vegetais úteis ao consumo do homem.2
• Ciências sociais - Do ponto de vista das ciências sociais (isto é, da sociologia e da 
antropologia), sobretudo conforme a formulação de Tylor, a cultura é um conjunto de ideias, 
comportamentos, símbolos e práticas sociais artificiais (isto é, não naturais ou biológicos) 
aprendidos de geração em geração por meio da vida em sociedade.6 Essa definição geral pode 
sofrer mudanças de acordo com a perspectiva teórica do sociólogo ou antropólogo em questão. 
De acordo com Ralph Linton, “como termo geral, cultura significa a herança social e total da 
Humanidade; como termo específico, uma cultura significa determinada variante da herança 
social. Assim, cultura, como um todo, compõe-se de grande número de culturas, cada uma 
das quais é característica de um certo grupo de indivíduos”7 Enquanto a definição de Tylor é 
muito genérica, podendo causar confusão quando se propõe uma reflexão mais aprofundada 
do que é cultura, outras definições são mais restritivas. Os autores debatem se o termo se 
refere mais corretamente a ideias (Boas, Malinowski, Linton), comportamentos (Kroeber) ou 
simbolização de comportamento, incluindo a cultura material (L. White).8 Vale lembrar que, 
em algumas concepções de cultura, o comportamento é apenas biológico, sendo a cultura a 
forma como esse conjunto de fatores biológicos se apresentam nas sociedades humanas. Em 
outras concepções (como onde cultura é entendida como conjunto de ideias), cultura exclui 
os registros materiais dos homens como tais da classificação (ex. um sofá ou uma mesa não 
seriam “cultura”) – posição fortemente criticada por White.
• Filosofia - cultura é o conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza 
ou comportamento natural. Por seu turno, em biologia uma cultura é normalmente uma criação 
especial de organismos (em geral microscópicos) para fins determinados (por exemplo: 
estudo de modos de vida bacterianos, estudos microecológicos, etc.). No dia-a-dia das 
sociedadescivilizadas (especialmente a sociedade ocidental) e no vulgo costuma ser associada 
à aquisição de conhecimentos e práticas de vida reconhecidas como melhores, superiores, 
ou seja, erudição; este sentido normalmente se associa ao que é também descrito como "alta 
cultura", e é empregado apenas no singular (não existem culturas, apenas uma cultura ideal, à 
qual os homens indistintamente devem se enquadrar). Dentro do contexto da filosofia, a cultura 
é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos. 
Cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende 
e transmite aos contemporâneos e aos vindouros. A cultura é o resultado dos modos como os 
diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história. Cultura 
é criação. O homem não só recebe a cultura dos seus antepassados como também cria 
elementos que a renovam. A cultura é um fator de humanização. O homem só se torna homem 
porque vive no seio de um grupo cultural. A cultura é um sistema de símbolos compartilhados 
com que se interpreta a realidade e que conferem sentido à vida dos seres humanos.
• Antropologia - esta ciência entende a cultura como o totalidade de padrões aprendidos e 
desenvolvidos pelo ser humano. Segundo a definição pioneira de Edward Burnett Tylor, sob 
a etnologia (ciência relativa especificamente do estudo da cultura) a cultura seria "o complexo 
que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos 
adquiridos pelo homem como membro da sociedade". Portanto corresponde, neste último 
sentido, às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de 
geração para geração que, a partir de uma vivência e tradição comum, se apresentam como a 
identidade desse povo.
O uso de abstração é uma característica do que é cultura: os elementos culturais só existem na 
mente das pessoas, em seus símbolos tais como padrões artísticos e mitos. Entretanto fala-se 
também em cultura material (por analogia a cultura simbólica) quando do estudo de produtos 
culturais concretos (obras de arte, escritos, ferramentas, etc.). Essa forma de cultura (material) é 
preservada no tempo com mais facilidade, uma vez que a cultura simbólica é extremamentefrágil.
A principal característica da cultura é o chamado mecanismo adaptativo: a capacidade 
de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais rápida do que uma 
possível evolução biológica. O homem não precisou, por exemplo, desenvolver longa pelagem e 
grossas camadas de gordura sob a pele para viver em ambientes mais frios – ele simplesmente 
adaptou-se com o uso deroupas, do fogo e de habitações. A evolução cultural é mais rápida do que 
a biológica. No entanto, ao rejeitar a evolução biológica, o homem torna-se dependente da cultura, 
pois esta age em substituição a elementos que constituiriam o ser humano; a falta de um destes 
elementos (por exemplo, a supressão de um aspecto da cultura) causaria o mesmo efeito de uma 
amputação ou defeito físico, talvez ainda pior.
Além disso a cultura é também um mecanismo cumulativo. As modificações trazidas por uma 
geração passam à geração seguinte, de modo que a cultura transforma-se perdendo e incorporando 
aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.
Um exemplo de vantagem obtida através da cultura é o desenvolvimento do cultivo do solo, 
a agricultura. Com ela o homem pôde ter maior controle sobre o fornecimento de alimentos, 
minimizando os efeitos de escassez de caça ou coleta. Também pôde abandonar onomadismo; daí 
a fixação em aldeamentos, cidades e estados.
A agricultura também permitiu o crescimento populacional de maneira acentuada, que gerou novo 
problema: produzir alimento para uma população maior. Desenvolvimentos técnicos – facilitados 
pelo maior número de mentes pensantes – permitem que essa dificuldade seja superada, mas 
por sua vez induzem a um novo aumento da população; o aumento populacional é assim causa e 
consequência do avanço cultural .
No senso comum, cultura adquire diversos significados: grande conhecimento de 
determinado assunto, arte, ciência, “fulano de tal tem cultura”.
Aos olhos da Sociologia, cultura é tudo aquilo que resulta da criação humana. São ideias, 
artefatos, costumes, leis, crenças morais, conhecimento, adquirido a partir do convívio 
social.
Só o homem possui cultura.
Seja a sociedade simples ou complexa, todas possuem sua forma de expressar, pensar, 
agir e sentir, portanto, todas têm sua própria cultura, o seu modo de vida.
Não existe cultura superior ou inferior, melhor ou pior, mas sim culturas diferentes.
As funções da cultura são:
• satisfazer as necessidades humanas;
• limitar normativamente essas necessidades;
• implica em alguma forma de violação da condição natural do homem. Por exemplo: 
paletó e gravata são incompatíveis com clima quente; privar-se de boa alimentação 
em prol da ostentação de um símbolo de prestígio, como um automóvel; pressão 
social para que tanto homens quanto mulheres atinjam o ideal de beleza física.
O que é belo numa sociedade poderá ser feio em outro contexto cultural.
Já o conceito de cultura de massa pode ser definido como padrões compartilhados pela 
maioria dos indivíduos, independente da renda, instrução, ocupação etc.
Cultura de massa é produto da indústria cultural, tipicamente de sociedades capitalistas; 
refere-se aspectos superficiais de lazer, gosto artístico e vestuário.
A indústria cultural está sempre “fabricando” modas e gostos, a cultura de massa só é 
viável em razão da invenção da comunicação em massa.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – 
FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Estudos Culturais
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Por Ana Lucia Santana
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Os Estudos Culturais são caracterizados especificamente por sua natureza interdisciplinar e 
por sua transitoriedade, aliás, uma qualidade já implícita no próprio nome desta disciplina – 
estudos -, que remete a algo em constante transformação. Como ela se destina a questionar 
interações que se baseiam no poder e na autoridade, é fundamental que ela mesma não se 
constitua de verdades absolutas e dogmáticas.
Esta disciplina procura investigar a multiplicidade vigente no interior de cada cultura e nas 
relações interculturais, ricas e diversificadas. Suas pesquisas revelam também o quanto 
estes elos entre diferentes culturas estão permeados por vínculos de poder e hierarquização.
Estes estudos destacam igualmente a elaboração de significados culturais e sua 
disseminação nas sociedades contemporâneas. Relações de dominação e soberania marcam 
este processo de produção sócio-cultural, características estas amplamente questionadas 
por este campo de investigação, que assume claramente a defesa dos grupos que não têm 
acesso aos meios de produção da cultura.
O que diferencia este ramo do conhecimento dos outros mais convencionais é sua opção 
decisiva pela luta política, o empenho em transformar o status quo. Ele não se importa 
em parecer parcial, pois esta é justamente sua intenção, a não objetividade. Assim, 
diferentemente das demais disciplinas, os Estudos Culturais buscam instrumentalizar o saber 
conquistado em prol de uma nítida intervenção na esfera político-social.
Revestida deste objetivo, a disciplina procura incessantemente converter a reflexão e a 
crítica em ferramentas indispensáveis na transcendência do universo acadêmico, burocrático 
e restritivo, e, assim, alcançar os grupos sociais excluídos do conhecimento aí produzido.
Com este propósito, os Estudos Culturais articulam em seu interior diversas disciplinas, como 
a economia política, a comunicação, a sociologia, a teoria social, a teoria literária, a teoria 
dos meios de comunicação, o cinema, a antropologia cultural, a filosofia e a investigação das 
diferentes culturas que emergem dos mais diversos corpos sociais.
Raymond Williams
Os Estudos Culturais nascem a partir dos estudos realizados por Raymond Williams, 
crítico de literatura britânico, apontado como um dos criadores desta disciplina, e pelo 
historiador E. P. Thompson, os quais, ao lado de Richard Hoggart, primeiro diretor do 
Centro de Birmingham, tecem as primeiras reflexões que irão compor o arcabouço deste 
campo de pesquisas.
Em Cultura e Sociedade, Raymond revela que a esfera cultural – aqui vista como um ponto 
de vista antropológico - é decisiva tanto para a compreensão literária quanto para os estudos 
da sociedade. Tanto este pesquisador quanto Thompson partiram de vivências concretas 
para a construção desta teoria, pois as raízes dos Estudos Culturais têm origem nas aulas 
que ambos ministravam para trabalhadores no período da noite.
A partir desta experiência, os dois começaram a refletir sobre a prática pedagógica, visando 
encontrar um meio de vencer os limites de uma educação dirigida, através da qual é comum 
que os segmentos sociais dominantes imponham seus valores e princípios às classes 
desprovidas dos meios de produção. Thompson, particularmente, lança a ideia de uma 
interação mais flexível entre mestres e alunos, pretendendo, assim, libertar-se do âmbito 
das relações estabelecidas nas salas de aula.
Atualmente os Estudos Culturais, paradoxalmente, se transformaram em disciplinas 
acadêmicas, e embora, na teoria, continuem almejando a tão sonhada intervenção sócio-
política, a desejada libertação dos limites que restringem a disseminação do conhecimento, 
parecem encontrar as mesmas dificuldades que os outros campos de conhecimento, ou 
seja, como romper as barreiras burocráticas da Universidade. Alcançado o novo status, esta 
disciplina dá mostras, agora, de se distanciar das suas propostas originais.
Fontes:
http://www.espacoacademico.com.br/027/27wlap.htm
http://www.fnpj.org.br/downloads/
TELEJORNALISMO%20E%20ESTUDOS%20CULTURAIS.doc
http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/E/estudos_culturais.htmhttp://pt.wikilingue.com/es/Estudos_culturais
Victor Andrade de Melo. A Animação Cultural. Conceitos e Propostas. Editora Papirus, 
Campinas, SP, 2006.
A cultura ao ser definida se refere à literatura, cinema, arte, entre outras, porém seu 
sentido é bem mais abrangente, pois cultura pode ser considerada como tudo que o 
homem, através da sua racionalidade, mais precisamente da inteligência, consegue 
executar. Dessa forma, todos os povos e sociedades possuem sua cultura por mais 
tradicional e arcaica que seja, pois todos os conhecimentos adquiridos são passados das 
gerações passadas para as futuras.
Os elementos culturais são: artes, ciências, costumes, sistemas, leis, religião, crenças, 
esportes, mitos, valores morais e éticos, comportamento, preferências, invenções e todas 
as maneiras de ser (sentir, pensar e agir).
A cultura é uma das principais características humanas, pois somente o homem tem a 
capacidade de desenvolver culturas, distinguindo-se, dessa forma, de outros seres como 
os vegetais e animais.
Apesar das evoluções pelas quais passa o mundo, a cultura tem a capacidade 
de permanecer quase intacta, e são passadas aos descendentes como uma memória 
coletiva, lembrando que a cultura é um elemento social, impossível de se desenvolver 
individualmente.
 
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APOSTILA DE SOCIOLOGIA
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Sociologia
Prof. Silvano
2011
SOCIOLOGIA: A CIÊNCIA DA SOCIEDADE
A Sociologia não explica e nem pretende explicar tudo o que ocorre na sociedade; e tampouco 
todo o comportamento humano. Pretende explicar só o que acontece na sociedade como um 
tipo de conhecimento garantido pela observação sistemática dos fatos.
A Sociologia é uma ciência e, como tal, não emite juízos de valor. Como ciência tem de 
obedecer aos mesmos princípios gerais válidos para todos os ramos do conhecimento 
científico apesar das peculiaridades dos fenômenos sociais quando comparados com os 
fenômenos da natureza e, conseqüentemente, da abordagem científica da sociedade.
CULTURA
Para a Sociologia, não existem culturas superiores, nem inferiores, mas, culturas diferentes. 
Não se pode afirmar que a cultura de uma determinada sociedade seja superior ou inferior a 
outra, pois, à ciência não compete julgar e emitir juízos de valor, porém, constatar como as 
coisas são e explicar como e porque elas ocorrem.
Cada cultura é uma realidade autônoma e só pode ser compreendida a partir de si mesma.
Quando se admite a superioridade ou inferioridade de alguma cultura assim o faz porque adota 
o ponto de vista e os valores de alguma cultura em particular, ou seja, age de modo 
etnocêntrico.
A cultura nasce do trabalho do homem em sociedade transformando a natureza para satisfazer 
as suas necessidades. A cultura é, também, composta de idéias e modos convencionais de 
convívio.
OS TRÊS PILARES DA SOCIOLOGIA:
DURKHEIM, WEBER E MARX
DURKHEIM: CONSCIÊNCIA COLETITVA E FATOS SOCIAIS
Para este pensador "a sociedade não é simples soma de indivíduos, e sim um sistema formado 
pela associação, que representa uma realidade específica com suas características próprias". 
Para Durkheim nada se pode produzir de coletivo se consciências particulares não existirem; 
mas esta condição necessária não é suficiente. É preciso ainda que as consciências estejam 
associadas e combinadas de certa maneira; e desta combinação resulta a vida social.
WEBER: SIGNIFICADOS E AÇÃO SOCIAL
Para este autor a ação social é uma ação cujo significado subjetivamente atribuído pelo sujeito 
ou sujeitos tem como referência a conduta dos outros.
Só há ação social quando ela possui um significado atribuído pelos indivíduos e é orientada 
pelas ações alheias. Por isso, nem toda ação humana é necessariamente social.
EXEMPLO:
O choque entre dois ciclistas é, em si, uma ocorrência semelhante a qualquer outro fenômeno 
natural, mas passa a ser ação social se existe alguma ação orientada no sentido de evitar o 
choque, portanto orientada pela ação do outro; algum desentendimento ou algum diálogo 
amistoso após o choque.
A ação social não é apenas expressa através de comportamento externamente observável, 
mas pode também ser pela simples omissão ou permissão.
MARX: RELAÇÕES DE PRODUÇÃO E CLASSE SOCIAL
Para o Sociólogo alemão "na produção social da sua existência, os homens travam relações 
determinadas, necessárias, independentes de sua vontade; estas relações de produção 
correspondem a um determinado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas 
materiais. O conjunto dessas relações forma a estrutura econômica da sociedade, a fundação 
real sobre o qual se levanta o edifício jurídico político, e a que correspondem formas 
determinadas da consciência social. O modo de produção de vida material domina, em geral, o 
desenvolvimento da vida social, política e intelectual".
O INDIVÍDUO NA SOCIEDADE
Toda sociedade compreende um sistema de status ou posição que ocupa. Status é a 
localização do indivíduo na hierarquia social, de acordo com sua participação na distribuição 
desigual da riqueza, do prestígio e do poder. Quando nos referimos a poder, em Sociologia, 
não limitamos o significado dessa expressão ao seu sentido estritamente político. 
O poder político não é todo poder, conforme Weber, poder significa a possibilidade de impor a 
própria vontade em uma relação social, mesmo contra toda resistência.
STATUS ADQUIRIDO: são posições ocupadas por escolha pessoal, enquanto outras o são 
involuntariamente.
STATUS ATRIBUÍDO: são posições ocupadas independentemente da vontade dos indivíduos.
STATUS ESPECÍFICO: é a denominação para cada uma das posições que o indivíduo ocupa 
simultaneamente. No ambiente urbano os indivíduos tendem a ocupar um maior número de 
status específico do que nas sociedades rurais.
STATUS PRINCIPAL: é aquele que dá mais prestígio, poder e riqueza ao indivíduo, em dado 
momento de sua existência. Nas sociedades contemporâneas do tipo urbano-industrial, este 
status tende a ser uma ocupação profissional.
SOCIALIZAÇÃO
"O homem é por natureza um animal social" (Aristóteles-384-322 a.C). É o processo segundo o 
qual o indivíduo se integra ao grupo em que nasceu assimilando o conjunto dos hábitos e 
costumes característicos daquele grupo.
Participando da vida em sociedade, aprendendo suas normas, seus valores e costumes, o 
indivíduo está se socializando. Quanto mais adequada a socialização, mais sociável ele poderá 
se tornar.
Sociabilidade é a capacidade natural do ser humano para viver em sociedade.
Em suma a socialização é a preparação do indivíduo para participar de sistemas sociais. 
EXEMPLO: 
Família, Escola, Igreja, etc. 
PAPEL: O HOMEM COMO ATOR SOCIAL
Papel é o conjunto de expectativas de comportamento padronizado em relação a cada uma 
das posições existentes em uma sociedade, isto é, é o comportamento esperado dos 
indivíduos em determinado status. O indivíduo desempenha tantos papéis quantos sejam seus 
status. O papel é, portanto, a expressão comportamental do status, a sua caracterização em 
ações.
SELF: para Herbert, é a capacidade humana, de ver-se (a si próprio) através dos olhos dos 
alheios.
MUDANÇA SOCIAL
A sociedade é uma realidade que se transforma continuamente, em constante mudança. 
Algumas sociedades transformam-se com grande rapidez. Outras mudam vagarosamente. De 
qualquer forma, todas as sociedades estão sempre se transformando.
A mudança social compreende os seguintes fatores:
SOCIAIS: guerras, invasões e conquistas, lutas de classes e revoluções, alteram as estruturas 
sociais, modificam as nações, escravizam povos, transformam a vida e destroem culturas.
CULTURAIS: alteram a mentalidade, abrem novas perspectivas, modificam atitudes e 
transformam a sociedade.
GEOGRÁFICOS: determinados fenômenos naturais, furacões, terremotos, etc. podem alterar, 
de forma transitória ou permanente, a organização ou a estrutura de uma sociedade. Podemocasionar migrações, extinção, reconstrução ou fundação de novas cidades.
BIOLÓGICOS: epidemias, elevação da taxa de mortalidade, rápido crescimento da população 
e a miscigenação de grupos étnicos dão origem a transformações sociais. Podem ocasionar 
desajustamentos e desequilíbrios nos mais diversos setores da sociedade, alterando a 
estrutura econômica, a organização do trabalho, administração do poder e o modo de vida das 
populações.
MOBILIDADE SOCIAL
É a locomoção dos indivíduos no sistema de posições na sociedade. A mobilidade social pode 
ser horizontal ou vertical. 
MOBILIDADE HORIZONTAL: Uma pessoa se muda do interior para a capital. No interior, ela 
defendia idéias políticas conservadoras; agora, na capital, sob novas influências, passa a 
defender as idéias de um partido progressista. Seu nível de renda, porém, não se alterou. A 
situação mostra uma pessoa que experimentou alguma mudança de posição social, mas que, 
apesar disso, permaneceu no mesmo estrato social.
MOBILIDADE VERTICAL: pode ser:
? Ascendente: quando a pessoa melhora sua posição no sistema de estratificação social, 
passando a integrar um grupo economicamente superior a seu grupo anterior.
? Descendente: quando a pessoa piora de posição no sistema de estratificação, passando a 
integrar um grupo economicamente inferior.
O filho de um operário que, por meio do estudo, passa a fazer parte da classe média é um 
exemplo de ascensão social. A falência e o conseqüente empobrecimento de um comerciante, 
em contrapartida, é um exemplo de queda social.
Assim, tanto a subida quanto a descida na hierarquia social são manifestações de mobilidade 
social vertical.
A educação escolar tem sido o canal de mobilidade social mais procurado pelas pessoas.
Em sociedades onde o princípio da racionalidade e o da utilidade são mais relevantes do que a 
tradição, a qualificação profissional tem se constituído em um eficiente canal de mobilidade 
social. A educação escolar, no entanto, só funciona como mobilidade social quando existe um 
mercado de trabalho necessitado de profissionais qualificados.
ESTRATIFICAÇÃO
Na Sociologia e em outras ciências sociais, a estratificação social refere-se a um sistema 
hierárquico entre os indivíduos em divisões de poder e riqueza em uma sociedade. É a 
diferenciação entre indivíduos e grupos, segundo suas posições.
EXEMPLO:
FONTE: IBGE/2010
Os indivíduos e grupos de uma sociedade diferenciam-se entre si em decorrência de vários 
fatores, formando uma hierarquia de posições, estratos ou camadas mais ou menos 
duradouras. Este fato real, observado em todas as sociedades, significa que nelas os 
indivíduos e grupos não possuem a mesma posição e os mesmos privilégios, mas, sob esse 
aspecto, diferem entre si. Portanto, não existem sociedades igualitárias.
CLASSES SOCIAIS
São típicas de sociedades urbano-industriais do presente e são, as também, chamadas 
sociedades abertas por ter livre acesso a qualquer camada social, mas na prática, as 
possibilidades reais de ascensão social não são as mesmas para todos. 
A SOCIEDADE CAPITALISTA E AS CLASSES SOCIAIS
As classes sociais expressam, no sentido mais preciso, a forma como as desigualdades se 
estruturam nas sociedades capitalistas.
Marx foi quem procurou colocar no centro de sua análise a questão das classes. Para ele 
podem-se encontrar muitas classes no interior dessas sociedades. Entretanto, pelo fato de 
serem capitalistas, isto é, de serem regidas por relações em que o Capital e o Trabalho 
assalariado são dominantes, em que a propriedade privada é o fundamento e o bem maior a 
ser preservado, pode-se afirmar que existem duas classes fundamentais: a Burguesia e o 
Proletariado.
Isto não quer dizer que podemos reduzir toda a diversidade das sociedades a essa polaridade. 
O processo histórico de constituição das classes e a forma como elas foram se estruturando 
determinaram o aparecimento de uma série de frações de classes, bem como de Classes 
Médias ou intermediárias, que ora estão apoiando a burguesia, ora estão junto com o 
proletariado, podendo ainda em certos momentos desenvolver determinadas lutas específicas.
EXEMPLO:
A visão do IBGE, baseada no número de salários mínimos, é mais simples e divide em apenas 
cinco faixas de classes sociais, conforme a tabela abaixo válida para o ano de 2010 (salário 
mínimo em R$ 510). 
DESIGUALDADES SOCIAIS
As desigualdades sociais são nitidamente perceptíveis no nosso cotidiano. Basta sairmos às 
ruas para notar, de um lado, uma grande massa de pessoas que, embora diferentes entre si, 
revelam certa semelhança e, de outro, uma minoria que se destaca claramente da grande 
massa.
INSTITUIÇÕES SOCIAIS
São conjuntos de valores, crenças, normas, posições e papéis referentes a campos específicos 
de atividades e de necessidades humanas. 
As principais Instituições são:
FAMÍLIA: é considerada o fundamento básico e universal das sociedades, por se encontrar em 
todos os agrupamentos humanos, embora variem de estruturas e funcionamento.
CASAMENTO: é o modo pelo qual a sociedade humana estabelece as normas para a relação 
entre sexos. O casamento também pode ser visto como uma união entre homem e mulher de 
modo que as crianças nascidas desta relação sejam reconhecidas como frutos legítimos de 
ambos os pais.
RELIGIÃO: meio pelo qual o homem se ajusta a seu ambiente sobrenatural. É imaginário, 
porém, uma vez que recorreu à crença em alguma religião, tem necessidade de a ela se 
ajustar.
ESTADO: é um mecanismo de controle social existente na sociedade. É uma organização que 
exerce a autoridade sobre seu povo, por meio de um governo supremo, dentro de um território 
limitado, com direito exclusivo para a regulamentação da força.
GOVERNO: gerencia o Estado, são os componentes do deste. Exemplo: Prefeito, Governador, 
Presidente da República e suas respectivas equipes.
POVO: agrupamento humano com cultura semelhante (idioma, religião, tradições, etc.) e 
antepassados comuns; supõe certa homogeneidade e desenvolvimento de laços espirituais 
entre si. 
Exemplos: Judeus, Ciganos, Indígenas, etc.
NAÇÃO: é um povo organizado e situado em determinado espaço geográfico. Para que haja 
uma nação é necessário haver um ou mais povos, um território e a consciência comum.
ESTADO: é uma nação politicamente organizada. É constituído, portanto, pelo povo, território e 
governo. Engloba todas as pessoas dentro de um território delimitado ? governo e governados.
IDEOLOGIA: Para alguns, como Karl Marx, a ideologia age mascarando a realidade. Os 
pensadores adeptos da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt consideram a ideologia como 
uma ideia, discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas sua aparência e 
escondendo suas demais qualidades. Já o sociólogo contemporâneo John B. Thompson 
também oferece uma formulação crítica ao termo ideologia que concentra-se no aspecto das 
relações de dominação.
PROPRIEDADE: delimita oos direitos referentes às coisas valiosas e escassas. Consiste nos 
direitos e deveres de uma pessoa ou grupo de pessoas.
PESSOA: um ser inteligente e pensante dotado de razão e reflexão.
INDIVÍDUO: A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação 
pelo indivíduo de uma série de normas e princípios ? sejam morais, religiosos, éticos ou de 
comportamento ? que balizam a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que 
formador da sociedade, é um produto dela.
MOVIMENTOS SOCIAIS
Podem ser considerados como empreendimentos coletivos para estabelecer nova ordem de 
vida. Têm eles início numa inquietação e derivam seu poder de motivação na insatisfação 
diante da forma corrente de vida, de um lado, e dos desejos e esperanças de um novo sistema 
de viver, de outro. 
Exemplos: Parada do orgulho Gay, MST, Separatismo, etc.
PRINCIPAIS TIPOS DE MOVIMENTOS SOCIAIS
PROGRESSISTAS: atuam num segmento da sociedade tentando exercer influêncianas 
instituições e organizações; também são chamados de liberais, pois desejam mudanças 
positivas.
UTÓPICOS: considerados movimentos separatistas, constituem-se na tentativa de criar um 
novo contexto social ideal para um grupo de seguyidores geralmente pouco numerosos.
Exemplo: O separatismo do Rio Grande do Sul, transformando-o em um país independente do 
Brasil. Na década de 1990, o Movimento Pela Independência do Pampa gerou polêmica por 
defender a restauração da República Rio-Grandense, a partir da separação do estado do Rio 
Grande do Sul do restante do país. Teve entre seus integrantes Irton Marx. Sob a acusação de 
racismo, Irton foi julgado e inocentado. No ano de 1997, por iniciativa própria, ele deixou o 
movimento.
Fonte: Jornal Zero Hora.
Obs.: ainda existe este movimento, agora ampliado nos três estados sulistas: PR, SC e RGS, 
para a formação de um só país.
REFORMISTAS: apresentam-se como uma tentativa de introduzir melhoramentos em alguns 
aspectos da sociedade, sem alterar sua estrutura básica.
REVOLUCIONÁRIOS: procuram alterar a totalidade do sistema social existente, substituindo-o 
por outro completamente diferente. Propõem, portanto, dentro da sociedade, mudanças mais 
rápidas e drásticas. O meio social mais favorável ao desenvolvimento dos MSR é o dos 
governos autoritários que bloqueiam os desejos de reforma, concentrando o descontentamento 
social.
CONCLUSÃO
Após nossos estudos podemos definis a SOCIOLOGIA como o estudo científico das formas 
culturalmente padronizadas de interação humana.
A Sociologia cumpre precisamente ir além das aparências da vida social e inserir-se nas 
camadas mais profundas da sociedade, para compreender a "Lógica" oculta da sua 
organização.
REFERÊNCIAS
JOHNSON, A.G. Dicionário de Sociologia: Guia Prático da Linguagem Sociológica.Rio de 
Janeiro. Jorge Zahar, 1997.
LAKATOS, E.M. Sociologia Geral.5.e.São Paulo. Atlas,1989.
NELSON, D.T. Sociologia da Educação: Série Educador em Construção. São Paulo. 
Atual.1987.
NOVA, S,V. Introdução à Sociologia.São Paulo.Atlas, 1986.
www.wikipédia.org.br
WWW.wikiquote.org.br
Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/apostila-de-sociologia/68686/#ixzz2lTn7IE5S

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