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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Mateus J. R. Paranhos da Costa
Departamento de Zootecnia, FCAV-UNESP
Jaboticabal-SP
Lívia Carolina Magalhães Silva
BEA Consultoria e Treinamento na Produção Animal Ltda.
Jaboticabal-SP
2ª Edição
Jaboticabal
Funep
2017
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
 Paranhos da Costa, Mateus José Rodrigues
 P223b Boas práticas de manejo, bezerros leiteiros / Mateus José 
Rodrigues Paranhos da Costa, Lívia Carolina Magalhães Silva. 
-- 2 ed. - Jaboticabal : Funep, 2017.
 [E-BOOK]
 66 p. : il.
	 Não	inclui	bibliografia
 ISBN: 978-85-7805-164-8
 1. Manejo. 2. Bezerros leiteiros. I. Magalhães Silva, Lívia 
Carolina. II. Título.
CDU 636.2.053
Ficha	catalográfica	elaborada	pela	Seção	Técnica	de	Aquisição	e	Tratamento	da	Informação	
Serviço	Técnico	de	Biblioteca	e	Documentação	-	UNESP,	Câmpus	de	Jaboticabal.	
Primeira	publicação	2011
Desenho da capa: Paulo Tosta 
Diagramação	e	projeto	gráfico:	Luis	F.	Savan
Distribuição	gratuita
www.grupoetco.org.br	-	www.zoetis.com.br	-	www.funep.org.br
Todos os direitos reservados
Via	de	acesso	Professor	Paulo	Donato	Castellane,	s/nº	-	Câmpus	da	Unesp	-	Bairro	Rural		
CEP:	14884-900	Jaboticabal/SP	-	PABX:	16	3209-1300	–	www.funep.org.br
Apresentação ........................................................................... 7
 Desenvolvimento e validação deste manual
 Opinião de quem usa as boas práticas de manejo
Planejamento para a criação de bezerros leiteiros ...................................................................10
Preparação da equipe de trabalho
Organização de instalações e equipamentos
Formação de banco de dados 
Cuidados prévios ao nascimento ..........................................................................15
Secagem das vacas
Formação do lote de parição
Manejos preparatórios para o parto
Cuidados ao nascimento ...........………….....………………………......18
Acompanhamento do nascimento
Situações de emergência com os bezerros
Primeiros cuidados após o nascimento ........................................................................ 21
Cura do umbigo 
A primeira mamada
Avaliação da qualidade do colostro
A formação do banco de colostro
O fornecimento do primeiro colostro 
 A pesagem dos bezerros
ÍNDICE
ÍNDICE
O aleitamento ........................................................................ 37
O aleitamento natural
O aleitamento artificial
Cuidados durante o aleitamento
Escovando os bezerros durante o aleitamento
 
Instalações e manejos de rotina ....................................................................... 45
Criação coletiva em piquetes
Criação individual em piquetes
Criação em galpões (coletiva ou individual)
Oferecendo oportunidades para brincadeiras e interações sociais
A oferta de alimentos sólidos
Atenção especial para com os bezerros fracos ou doentes
A condução dos bezerros
Cuidados no majejo de mochação
Desmama ....................................................................... 58
O manejo dos bezerros leiteiros passo a passo ....................................................................... 62
Considerações finais ....................................................................... 65
Agradecimentos ....................................................................... 66
7
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Desde a publicação da 1ª edição deste manual, em 2014, realizamos 
uma série de pesquisas focadas no manejo dos bezerros leiteiros. 
Muitos dos resultados obtidos com estas novas pesquisas confirmaram 
os resultados anteriores, indicando que a adoção das boas práticas de 
manejo contribui para melhorar as condições de saúde e o desempenho 
dos bezerros leiteiros, promovendo o bem-estar dos animais. 
Os resultados destas pesquisas trouxeram também novas perspectivas 
sobre como realizar o manejo dos bezerros leiteiros, oferecendo 
condições para um maior detalhamento na descrição dos procedimentos 
de manejo. Foi com base nestes conhecimentos que preparamos esta 
segunda edição do manual Boas Práticas de Manejo: Bezerros Leiteiros, 
contemplando uma completa revisão e ampliação do conteúdo 
apresentando na edição anterior. 
Reiteramos nesta edição a visão de que a criação de bezerros é uma das 
atividades mais importantes e complexas das fazendas leiteiras. Assim, 
o objetivo com a publicação da segunda edição deste manual de 
boas práticas de manejo é o de oferecer uma série de recomendações 
atualizadas sobre o manejo de bezerros leiteiros de forma a promover o 
bem-estar dos animais.
Apresentação
8
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Desenvolvimento e validação deste manual
As boas práticas de manejo de bezerros leiteiros apresentadas neste manual foram fundamentadas em 
resultados de mais de 10 anos de pesquisa. Todas as recomendações foram validadas, pela avaliação de sua 
aplicação prática nas rotinas de manejo de fazendas comerciais. As trocas de experiências com os produtores e 
trabalhadores durante o desenvolvimento das pesquisas e do processo de validação das recomendações foram 
muito importantes, pois proporcionaram oportunidades para enriquecer o conteúdo deste manual e tornar as 
recomendações mais seguras e abrangentes.
Os resultados obtidos nos primeiros estudos sobre a adoção das boas práticas de manejo de bezerros leiteiros 
foram muito animadores, pois mostraram expressiva redução na ocorrência de problemas de saúde e na 
mortalidade de bezerros. Os resultados mais recentes confirmaram estes achados, mas mostraram também que os 
bezerros que foram criados com a adoção das boas práticas de manejo se mostraram menos reativos ao manejo 
e que esta condição se manteve por longo tempo após terem sido desmamados.
9
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Opinião de quem usa as boas práticas de manejo
A criação de bezerras é um dos setores mais importantes de uma fazenda de pecuária, quer seja de leite ou 
corte, pois representa a garantia de reposição das fêmeas e a continuidade do negócio. Seguir o passo a passo 
das boas práticas de manejo de bezerros indicadas neste manual, como a cura de umbigo e o fornecimento de 
colostro de boa qualidade, entre outras ações, pode se tornar a chave do sucesso e viabilidade do negócio. 
Uma das principais e maiores transformações da Santa Luzia ocorreram depois que implantamos as boas práticas 
de manejo nos diversos setores da fazenda. Houve uma redução significativa da mortalidade e das perdas em 
geral e a melhoria do desempenho dos animais. As práticas de bem-estar animal passaram a ser uma filosofia do 
trabalho da Santa Luzia.
Maurício Silveira Coelho – Médico Veterinário e Sócio Proprietário 
Fazenda Santa Luzia (Grupo Cabo Verde), Passos-MG
Como técnico e criador buscamos sempre evoluir na criação e na recria de bovinos leiteiros. As boas práticas de 
manejo vieram complementar essa evolução como peça que faltava neste quebra cabeça. Foi o nosso toque final.
José Renato Chiari – Médico Veterinário e Sócio Proprietário 
Agropecuária Irmãos Chiari, Morrinhos-GO
10
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Planejamento para criação de 
bezerros leiteiros
Para se ter sucesso no desenvolvimento das boas práticas de 
manejo de bezerros é necessário organização e planejamento. É 
importante definir previamente quem assume a responsabilidade 
pelo manejo dos bezerros e onde este manejo será realizado, 
além de dispor dos recursos necessários para que o trabalho seja 
bem conduzido. 
É fundamental também contar com registros que permitam o 
melhor controle do rebanho. Por exemplo, é importante conhecer 
antecipadamente quantos bezerros irão nascer a cada semana, 
pois com essa informação será possível fazer previsões sobre as 
necessidades de espaço e da quantidade de leite e de alimentos 
sólidos(ração e feno) que devem estar disponíveis. 
Com essas medidas será possível definir planos de ação para a 
solução de problemas mais frequentes e também para lidar com as 
situações de emergência.
11
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Preparação da equipe de trabalho
A pessoa que assumir a responsabilidade pelo cuidado com os bezerros deve estar bem treinada para realizar 
os manejos iniciais, que envolvem a oferta de colostro, a cura do umbigo e a pesagem dos bezerros, além de 
ser capaz de conduzir as rotinas de manejo posteriores (aleitamento, cuidados sanitários e desmama) e de lidar 
com as situações de emergência de forma eficiente e segura. 
Lembre-se! A saúde e a sobrevivência dos bezerros dependem de como o manejo é realizado. É importante 
que a equipe responsável pelo trabalho esteja consciente da importância de se dar atenção a cada bezerro 
(individualmente), além de estar treinada para a execução das boas práticas de manejo.
12
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Organização de instalações e equipamentos
As instalações usadas para o alojamento dos bezerros devem estar localizadas em áreas de fácil acesso, de modo 
a permitir o constante monitoramento dos animais e facilitar a realização dos manejos. 
Os bezerros devem ser sempre mantidos em locais limpos e em boas condições de conforto térmico, sem 
sofrer com calor ou frio e nem estar exposto a condições de correntes de ar fria e de umidade excessiva. As 
instalações devem ser arejadas, livres de moscas e estar em bom estado de conservação e de higiene, devem 
também proporcionar fácil acesso a água, alimentos e sombra. 
É recomendável dispor de local especifico para o alojamento de animais doentes, de forma a minimizar o risco 
de disseminação de doenças. Nestes casos o cuidado deve ser redobrado, não utilize os mesmos utensílios 
(mamadeiras, baldes, bebedouros e comedouros) usados com os bezerros doentes com os saudáveis.
13
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Faça uso de camas para cobrir o piso de galpões e baias. Use de preferência a palha ou capim seco para cobrir 
o piso dos locais onde serão alojados os animais. 
As instalações devem dispor de bebedouros e comedouros com dimensões adequadas. Atenção especial deve 
ser dada a altura e profundidade dos mesmos, garantindo que todos animais tenham acesso aos recursos, mesmo 
quando os níveis de água e alimento estiverem baixos. 
Água e alimentos (feno e concentrado) de boa qualidade devem estar sempre disponíveis.
Independentemente dos tipos de instalações adotados, todos devem proporcionar condições que permitam a 
adoção das boas práticas de manejo, assegurando boas condições de saúde e de conforto aos bezerros.
Todos os equipamentos, como baldes, bicos, panelas, bebedouros e instrumentos veterinários, devem estar 
limpos e em boas condições de uso. Guarde-os em um local apropriado, abrigados do sol e poeira, com boa 
ventilação e protegido de insetos.
Dê ATENçãO A DETALHES NA CONSTRUçãO E 
MANUTENçãO DE INSTALAçõES E EqUIPAMENTOS!
CAMA DE BOA qUALIDADE NA ÁREA DE DESCANSO 
PROPORCIONA MAIOR CONFORTO AOS BEzERROS
14
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Formação de banco de dados
A formação do banco de dados consiste na coleta e no armazenamento de informações, que serão importantes 
para o controle e o manejo do rebanho. Registre diariamente tudo de importante que acontecer com os bezerros 
como, por exemplo: o dia de seu nascimento, doenças, aplicações de medicamentos, acidentes, quantidade 
de alimento ingerido e outros acontecimentos relevantes. Não se esqueça de registrar também o número (ou 
nome) do bezerro e de sua mãe.
Os registros podem ser feitos em cadernos, agendas, fichas de controle ou no computador. Guarde as 
informações com cuidado, pois só assim será possível manter um histórico dos acontecimentos na fazenda, que 
será útil para a tomada de decisões sobre as práticas de manejo adotadas.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Cuidados prévios ao nascimento
Os cuidados com os bezerros começam antes do nascimento. Por volta de 60 dias antes da data prevista do 
parto, as vacas devem ser apartadas do rebanho em lactação e submetidas ao manejo de secagem, que tem a 
finalidade de interromper a lactação.
Secagem das vacas
A qualidade do colostro depende da regeneração dos tecidos do úbere responsáveis pela produção do leite, 
esta recuperação depende diretamente da correta secagem das vacas. Portanto, a secagem das vacas é muito 
importante para a saúde dos bezerros e para a futura lactação da vaca.
Vacas que emendam lactações tendem a produzir colostro de baixa qualidade, colocando a saúde e a vida dos 
bezerros em risco. Além disso, elas geralmente produzem bezerros com baixo vigor ao nascimento. 
Importante! Independentemente do tipo de secagem que será adotado nunca deixe as vacas por longos 
períodos sem acesso a água.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Formação do lote de parição
As fêmeas gestantes fora do período de lactação (novilhas e vacas secas) devem ser mantidas em locais com 
boa disponibilidade de alimentos e fácil acesso a água. Devem também dispor de sombra suficiente para abrigar 
todas elas nas horas mais quentes do dia. 
quando se aproxima o final da gestação (que 
corresponde às três ultimas semanas de gestação) 
estas vacas e novilhas devem ser conduzidas 
para os piquetes ou baias maternidade, onde 
darão a luz aos seus filhotes. Estes locais também 
devem oferecer boas condições de alojamento, 
assegurando livre acesso a água e alimentos, além de 
estarem limpos, livres de lama, de água empoçada, 
de resíduos orgânicos em decomposição e de 
outras condições que colocam os bezerros recém-
nascidos em situações de risco. 
Atenção: Sempre que for possível evite manter vacas e novilhas no mesmo piquete maternidade, faça isto para 
reduzir o risco das novilhas gestantes sofrerem de estresse social resultante da competição com as vacas.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Manejos preparatórios para o parto
As baias e os piquetes maternidades devem ser instalados em locais de fácil acesso e com boa visualização, 
evitando-se locais com muita movimentação e ruídos. quando forem usados piquetes maternidades, estes devem 
proporcionar condições para as vacas se isolarem do rebanho no momento do parto. Este é um comportamento 
natural apresentado pelas fêmeas bovinas na proximidade do parto. 
É fundamental definir quem será a pessoa responsável pelo acompanhamento dos nascimentos, o materneiro. 
Esta pessoa deve estar treinada para identificar os problemas que podem ocorrer durante o parto e que podem, 
de alguma forma, vir a prejudicar o bem-estar de vacas e bezerros.
Atenção! É importante que o acompanhamento das novilhas e vacas prestes a parir faça parte da rotina de 
trabalho da fazenda e, portanto, deve-se atribuir a responsabilidade para o acompanhamento dos partos a uma 
pessoa específica, que terá esta atividade como prioritária.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Cuidados ao nascimento
As primeiras ações de cuidados diretos com os bezerros leiteiros devem ter inicio logo em seguida ao parto. 
Em condições normais é a própria mãe que realiza os cuidados iniciais, lambendo o bezerro de forma a retirar 
as membranas fetais, massageando-o e estimulando-o a se levantar. Entretanto, nem todas as vacas realizam estas 
ações de forma bem sucedida; assim, o materneiro deve estar preparado para intervir sempre que notar algum 
problema como, por exemplo, bezerros abandonados pelas mães ou com dificuldade para se levantar. Para 
tanto é necessário realizar o acompanhamento sistemático dos partos e das primeiras horas de vida dos bezerros.
Acompanhamento do nascimento
Na proximidade do parto, as novilhas e vacas apresentam 
comportamentos típicos, elas geralmente param de comer, 
isolam-se do rebanho e andam de um lado para outro, até 
que ocorre o rompimento da bolsa. Neste momento elas 
geralmente param de andar, permanecendono local onde 
ocorrerá o parto. É recomendável oferecer condições 
para que as fêmeas tenham oportunidade para expressar 
esses comportamentos. 
Durante o processo de expulsão do feto a vaca geralmente permanece deitada, ela se levanta no final (quando 
ocorre a ruptura do cordão umbilical) sem provocar a queda do bezerro. Imediatamente ela se vira e passa a 
lamber seu bezerro. Este comportamento de lamber promove a limpeza do corpo do bezerro e o estimula a se 
levantar.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Não é normal que as fêmeas bovinas realizem todo o trabalho de parto em pé. Esta situação, que coloca a vida 
do bezerro em risco, ocorre quando o local de parição não oferece boas condições para o parto (p.ex. quando 
há buracos, pedras ou acúmulo de lama no local de parição) ou quando elas se sentem ameaçadas pela presença 
de pessoas estranhas ou de potenciais predadores (p.ex. cães e urubus) no local do parto. 
Importante! Assegure que o local do parto ofereça condições para que vacas e novilhas realizem o trabalho de 
parto com segurança e o mínimo estresse.
As pessoas responsáveis pelo acompanhamento dos 
nascimentos devem estar preparadas para auxiliar as vacas 
quando estas enfrentarem dificuldades no parto. Atenção 
especial deve ser dada aos partos que se prolongam por 
mais uma hora e meia a partir do aparecimento das patas e 
do focinho do bezerro.
Deve-se fazer uma avaliação das condições da novilha e da 
vaca em trabalho de parto e do bezerro prestes a nascer. 
quando detectar algum problema avalie a situação, nos 
casos mais simples ajude a vaca a parir, corrigindo a posição 
do bezerro ou puxando-o cuidadosamente. Nos casos mais 
graves, consulte um médico veterinário. 
O auxilio ao parto deve ser feito sempre com muito cuidado, use de luvas descartáveis (novas) e avental limpo 
para realizar os procedimentos, descartando as luvas usadas em local apropriado e realizando a higiene do 
avental logo após o término do trabalho.
20
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Situações de emergência com os bezerros 
Logo após ao nascimento dos bezerros podem ocorrer situações que exijam ações de emergência. Por exemplo, 
quando o bezerro apresenta dificuldade para respirar, ou quando é abandonado pela mãe ou ainda quando 
nasce com baixo vigor . 
Nos casos em que o bezerro apresentar dificuldade para respirar, deve-se retirar as membranas e muco do nariz e 
da boca para, logo em seguida, realizar massagem no tórax, estimulando-o a respirar. Se o bezerro continuar com 
dificuldades para respirar após esses procedimentos, busque auxilio de um médico veterinário imediatamente.
21
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Cura do umbigo
A cura do umbigo deve ser realizada logo nas primeiras 
horas de vida do bezerro e ser repetida pelo menos por 
mais duas vezes nas primeiras 24 horas de vida.
Há vários produtos disponíveis no mercado para este fim. 
Um dos produtos mais usados é a tintura de iodo a 10%, 
em função de seu poder desinfetante e cicatrizante. Não 
faça uso exclusivo de mata-bicheiras para a cura do umbigo, 
a maioria destes produtos têm a apenas ação larvicída e 
repelente, não atuando como desinfetante nem cicatrizante.
Primeiros cuidados após o 
nascimento
As recomendações apresentadas a seguir devem ser adotadas para todos o bezerros, independente do sexo e 
do futuro produtivo do animal. Do ponto de vista do bem-estar animal não é aceitável negligenciar nos cuidados 
com qualquer bezerro, mesmo com aqueles que não tenham valor comercial (machos, fêmeas “freemartin” e 
animais com baixo vigor ou com defeitos físicos). Muitas vezes é tomada a decisão de realizar o abater destes 
bezerros, nestes casos deve-se adotar o procedimento de abate humanitário, realizando-o com utilização de 
medicamentos próprios para este fim ou com a realização de atordoamento prévio, que deve ser feito com 
equipamentos adequados (p.ex. com uma pistola portátil de dardo cativo).
22
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Coloque a tintura de iodo (ou outro desinfetante) em um recipiente que possibilite embeber todo o umbigo; 
uma boa opção é o copo sem retorno utilizado para desinfetar os tetos da vaca durante a ordenha. Este 
recipiente evita que a solução de iodo utilizada volte a se misturar com a solução nova ainda contida no copo. 
Caso utilize outro tipo de recipiente lembre-se trocar a solução desinfetante para cada bezerro, evitando o 
risco de contaminação.
Utilize luvas para realizar a cura do umbigo, pois as soluções utilizadas na desinfecção do umbigo agridem e 
mancham a pele.
Mergulhe todo o umbigo do bezerro na solução desinfetante contida no recipiente, mantendo-o mergulhado 
por pelo menos 10 segundos (conte pausadamente até 10). Assegure para que o líquido embeba todo o 
umbigo, inclusive parte mais próximas da barriga do bezerro. 
Em alguns casos os bezerros podem nascer com hemorragia no umbigo, nessas situações procure a orientação 
de um médico veterinário.
A partir do segundo dia de vida do bezerro, siga realizando a cura do umbigo, podendo ser realizada 1 ou 2 
vezes ao dia, por pelo menos mais 5 dias consecutivos ou até sua completa secagem.
23
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
qUANDO NECESSÁRIO CORTE O UMBIGO, MANTENDO-O COM 4 A 5 
DEDOS DE COMPRIMENTO 
UMBIGO APóS O PROCEDIMENTO DE CURA
Fique sempre atento à ocorrência de inflamações e de bicheiras. Em certos casos a aplicação de outros 
medicamentos pode ser necessária, porém devem isto deve ser realizado sob orientação de um médico 
veterinário.
Evite cortar o umbigo dos bezerros. Isto deve ser feito somente nos casos em que o umbigo for muito comprido 
(acima de 20 cm), para estes casos utilize sempre um tesoura limpa, previamente desinfetada em solução 
de iodo. Antes de realizar o corte, embeba todo o umbigo do bezerro em solução de iodo a 10% como 
explicado anteriormente. Espere por alguns minutos, até a solução de iodo parar de pingar, e em seguida realize 
o corte do umbigo. Deixe o umbigo com 8 a 10 cm de comprimento (aproximadamente de 4 a 5 dedos). Evite 
cortar o umbigo muito curto e puxá-lo durante o procedimento de corte, pois estes procedimentos aumentam 
o risco de ocorrências de bicheiras e de hérnias umbilicais.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
A primeira mamada
quanto mas rápida for a ingestão de colostro pelos bezerros recém-nascidos, maior será sua capacidade de 
enfrentar os microrganismos que provocam as doenças. É através do colostro que os bezerros adquirem a 
capacidade de reagir a uma série de agentes infecciosos, dentre eles os causadores da diarreia e pneumonia, 
que estão dentre as principais causas de morte de bezerros.
Assim, é importante assegurar que a primeira mamada ocorra nas primeiras horas de vida dos bezerros, de 
preferência em até 3 horas após o nascimento. 
Em condições de amamentação natural é difícil garantir 
uma boa colostragem, sendo assim é recomendado 
realizar a avaliação da qualidade do colostro 
previamente ao seu fornecimento e assegurar que os 
bezerros mamem pelo menos 2 L de colostro de boa 
qualidade aos bezerros nas três primeiras horas de vida 
e mais 2 L em até 6 horas após o nascimento. Siga 
este procedimento mesmo quando houver evidências 
de que o bezerro já efetuou a primeira mamada na 
própria mãe.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Avaliação da qualidade do colostro
É muito importante avaliar a qualidade do colostro antes de oferecê-lo aos bezerros. Esta avaliação é geralmente 
feita com o uso do colostrômetro, que é o instrumento usado para medir a densidade relativa do colostro. Esta 
medida oferece uma estimativa da quantidade de imunoglobulinas presente no colostro. Imunoglobulinas são 
proteínas que atuam na defesa do organismos, protegendo-o contra a ação de agentes que podem provocar 
doenças. quanto maior for a densidade do colostro, melhor será sua qualidade.
A coleta do colostro dever ser realizada nas primeiras horas após o parto. Conduzaa vaca até o local onde será 
feita a coleta de amostra do colostro assim que ela terminar os cuidados com bezerro. Faça a condução com 
cuidado, dê especial atenção ao bezerro nesse momento, pois ele pode seguir a mãe, correndo o risco de cair 
e ser pisoteado pela vaca quando a condução é feita com pressa e sem cuidado. 
O local onde será realizada a coleta do colostro deve estar limpo e dispor de recursos a adequada contenção 
da vaca. Com a vaca contida, coloque as luvas (descartáveis) e realize o teste da caneca de fundo preto para 
avaliar se há sinais de mastite clínica. Se não houver evidências de mastite, realize o procedimento de limpeza 
dos quatro tetos, utilizando a mesma solução para higienização dos tetos adotada na rotina de manejo de 
ordenha da fazenda e ordenhe os quatro tetos da vaca até completar o volume pelo menos 200 ml de colostro. 
Importante! Nos casos em que o teste de diagnóstico de mastite clínica (teste do caneco de fundo preto) der 
positivo (quando há grumos no fundo do caneco) inicie o tratamento imediatamente, conforme instrução de 
um médico veterinário. Nesses casos o colostro não deve ser oferecido ao bezerro recém-nascido e nem a 
bezerros mais velhos.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Há dois tipos de colostrômetro, o de vidro e o de 
cubos. O colostrômetro de vidro é composto por 
duas partes: um recipiente (que pode ser uma proveta 
ou pipeta de vidro ou plástico) e um densímetro de 
vidro com demarcações coloridas (verde, amarelo e 
vermelho). O colostrômetro de cubos é composto 
por 6 cubos plástico coloridos, sendo 3 verdes, 1 
amarelo e 2 vermelhos. Em ambos os casos as cores 
são usadas para definir a qualidade do colostro.
COLOSTRÔMETRO DE CUBOS
COLOSTRÔMETROS DE VIDRO
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Como usar o colostrômetro de vidro: Ordenhe a o colostro e 
deixo-o no balde por alguns minutos, até desaparece a espuma; 
encha o recipiente do colostrômetro até o ponto indicado. Se 
houver formação de espuma, espere até que ela desapareça. 
Coloque o recipiente em uma superfície plana e mergulhe 
o densímetro no colostro. Espere por alguns segundos, até o 
densímetro permanecer totalmente parado dentro do recipiente 
do colostrômetro e faça a leitura na escala colorida do densímetro. 
A cor verde representa um colostro de ótima qualidade (com 
concentração de 50 a 140 mg/ml de imunoglobulinas), enquanto 
o amarelo indica um colostro de média qualidade e o vermelho 
um colostro de péssima qualidade.
O teste com o colostrômetro de vidro deve ser realizado quando 
a temperatura do colostro estiver entre 25 e 35 oC. quando a 
avaliação é feita com temperatura mais baixa há uma superestimação 
da concentração de imunoglobulinas no colostro, e quando for 
mais alta que 35 oC esta concentração é subestimada.
Ao final da avaliação lave as partes do colostrômetro água e 
detergente neutro e mantenha o equipamento sempre em local 
limpo e seco.
28
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Como usar o colostrômetro de cubos: Da mesma forma que para o colostrômetro de vidro, ordenhe o 
colostro e deixo-o no balde por alguns minutos, até desaparecer a espuma; coloque os cubos dentro do 
balde, observe quantos cubos aparecem na superfície do colostro e faça a leitura, como exemplificado 
no quadro abaixo. Atenção, faça a medida sempre quando a temperatura do colostro estiver entre 20 
e 30 oC. Após finalizar a avaliação, lave os cubos com água e detergente neutro (nunca use água com 
temperatura superior a 60 oC) e mantenha sempre em local limpo e seco.
Em ambos os casos (colostrômetro de vidro ou de cubos) evite fornecer colostro de média e baixa qualidade 
para bezerros nas primeiras 24 horas de vida; use-o para alimentar os bezerros a partir do segundo dia até 
uma semana de idade.
(Informações obtidas do site do fabricante)
Cubos que aparecem na 
superfície do colostro
Densidade 
(g /dm3)
Qualidade
GE.1025 Ruim
GE.1030 Ruim
GE.1035 Médio
GE.1040 Bom
GE.1060 Muito bom
GE.1075 Muito bom
29
Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Como usar o refratômetro: O refratômetro portátil é o mais usado para avaliação da qualidade do colostro, 
que normalmente vem calibrado de fábrica. No caso de dúvidas realize a calibração seguindo os seguintes 
procedimentos: 1 - limpe e seque cuidadosamente a tampa e o vidro; 2 - coloque 2 ou 3 gotas de água 
destilada na superfície de vidro e abaixe a tampa sobre a amostra, isto faz com que a água se espalhe através de 
toda a superfície do vidro, sem formar bolhas de ar nem manchas secas; 3 - exponha o refratômetro à luz natural 
e faça a leitura, você verá um campo circular com graduações, a leitura é feita entre o limite claro e escuro; para 
a água destilada deve marcar zero, se não estiver realize a calibração, utilizando o parafuso de calibração (que 
fica sob a cobertura de borracha). 
Com o refratômetro calibrado. 1 - limpe a superfície de vidro e a tampa com um pano limpo e macio; coloque 
um par de gotas de colostro sobre a superfície do vidro e abaixe a tampa sobre a amostra, 3 - exponha o 
refratômetro à luz natural e faça a leitura, um colostro de boa qualidade vai apresentar leitura no refratômetro 
igual ou maior que 22%.
A qualidade do colostro também pode medida com o 
uso de refratômetros de brix, que são instrumentos que 
medem a concentração de sólidos totais no colostro. De 
forma semelhante à medida do colostrômetro, quanto 
maior for a quantidade de sólidos totais no colostro, 
melhor será sua qualidade.
REFRATÔMETRO MANUAL PORTÁTIL
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Geralmente os bezerros permanecem 
com suas mães entre 12 e 24 horas após 
o nascimento. Durante período as mães 
geralmente lambem seus filhotes, retirando 
o liquido amniótico e as membranas fetais 
que cobrem o seu corpo e estimulando-o 
a se levantar. Durante estas primeiras horas 
também ocorre a primeira mamada pelo 
bezerro. Entretanto, devido a combinação de 
uma série de fatores, nem sempre o bezerro 
é capaz de mamar sozinho em até seis horas 
após o seu nascimento, ocorrendo falhas 
ou atrasos na primeira mamada ou ainda a 
ingestão de colostro de má qualidade.
Assim, é recomendado estabelecer um protocolo de manejo que assegure a ingestão de quantidade 
adequada de colostro de boa qualidade nas primeiras horas de vida de todos os bezerros. Para se alcançar 
este objetivo deve-se oferecer colostro em mamadeiras, garantindo que cada bezerro irá ingerir pelo menos 
2 L de colostro de boa qualidade em até 3 horas após os nascimentos e mais 2 L em até 6 horas de vida. 
quando o bezerro recém-nascido não for capaz de ingerir esta quantidade de colostro voluntariamente 
em uma mamada, deve-se reduzir a quantidade oferecida por mamada e aumentar a frequência de 
amamentações, assegurando que será ingerido pelo menos 4 L de colostro nas primeiras 6 horas de vida. 
O primeiro colostro deve ser sempre oferecido em mamadeiras limpas e com bicos com furos pequenos, 
com no máximo 3 mm de largura.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Há situações em que o bezerro apresenta baixo vigor e dificuldade de se manter em pé nas primeiras horas 
de vida. Estas condições dificultam a colostragem pois o bezerro fica cansado e se deita (ou cai), dificultando 
o manejo. Estes casos merecem atenção especial, tenha paciência e respeite a quantidade de colostro que o 
bezerro quiser ingerir naquele momento e volte a oferecer o colostro mais tarde, em intervalos regulares.
Evite oferecer o colostro aos bezerros de forma forçada, por meio do uso da sonda esofágica, pois além desta 
ação ser muito aversiva para os bezerros, causando estresse, ela traz o risco de causar ferimentos e provocar 
falsa via. quando o uso da sonda esofágica for inevitável, ele deve ser feito apenas por pessoas muito bem 
treinadas.
Importante! Não ofereça o primeiro colostro ao 
bezerro quando ele estiver deitado, pois quando o 
bezerro mama deitado aumenta o risco de falsa via 
(quando certaquantidade de colostro ou de leite 
alcança os pulmões). Assim, se o bezerro estiver 
deitado no momento da oferta do colostro, estimule-o 
a se levantar. Isto pode ser feito passando a mão no 
sentido contrário aos pelos das costas e da inserção 
de cauda do bezerro (simulando o comportamento de 
lambidas da vaca).
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Em alguns casos o bezerro recém-nascido pode ter ingerido o 
colostro na própria mãe, antes da intervenção do materneiro. 
Esta situação pode ser identificada quando as vacas estão 
com os tetos murchos e enrugados e quando os bezerros 
apresentam o abdome (“vazio”) cheio.
Mesmo nestes casos deve-se seguir as recomendações 
previamente descritas neste manual, realizando a avaliação 
do colostro e seu fornecimento de maneira controlada. 
Isto porque não há nenhuma garantia de que o bezerro 
tenha ingerido a quantidade adequada de colostro de boa 
qualidade. Tenha em conta que nesta situação pode ser 
mais difícil o bezerro realizar a mamada, pelo fato de já ter 
mamado em sua mãe.
TETOS CHEIOS E BRILHANTES
BEzERRO COM O ABDOME (VAzIO) FUNDO
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Após a ingestão dos 4 L de colostro nas primeiras 6 horas de vida, continue fornecendo o colostro ao bezerro, 
faça-o pelo menos por mais duas vezes no primeiro dia de vida e deixe-o mamar a vontade. Importante! É 
recomendado que o bezerro receba colostro pelo menos nos primeiros 3 dias de vida, de forma a garantir boa 
imunidade local e melhorar seu desempenho. Forneça sempre o colostro em mamadeiras ou baldes limpos.
FORNEçA COLOSTRO PARA O BEzERRO ATÉ O 3º DIA DE IDADE
Há situações em que as vacas recém-paridas não 
produzem colostro de boa qualidade ou em 
quantidade suficiente para suprir as necessidades 
do bezerro. Por conta disto é recomendado dispor 
de um banco de colostro, de forma a assegurar 
que fazenda sempre terá colostro de boa qualidade 
disponível para o atendimento das necessidades de 
todos os bezerros recém-nascidos. Assim, sempre 
que o colostro for classificado como de boa 
qualidade, esgote todo o colostro da vaca, reserve 
a quantidade de colostro que será fornecida ao 
bezerro e congele o restante, para formar o banco 
de colostro da fazenda.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
A formação do banco de colostro
O banco de colostro dever ser formado apenas com colostro de boa qualidade, obtido na primeira ordenha. 
O congelamento deve sempre ser feito em recipientes limpos e logo após a ordenha. Use recipientes com 
capacidade de até 2 litros para evitar desperdícios. O uso de sacos plásticos, próprios para armazenamento de 
alimentos no congelador, é uma boa opção para o congelamento, pois além de descartáveis, eles favorecem o 
descongelamento em função da maior área de contato com o calor do banho-maria. Coloque etiquetas em todas 
as embalagens usadas para o congelamento do colostro, identificando o dia, o mês e o ano em que o colostro 
foi congelado. quando bem armazenado o colostro tem validade de até 1 ano.
O colostro deve ser descongelado sempre em banho-maria, que 
é uma técnica de cozimento a base de calor indireto em fogo 
brando, que evita que o colostro entre em ebulição. Atenção: 
a temperatura da água do banho-maria não deve ultrapassar 60 
oC, pois as altas temperaturas aumentam o risco de desnaturar as 
proteínas que conferem a imunidade ao bezerro. Nunca ferva 
o colostro! Uma vez descongelado, o colostro não poderá ser 
congelado novamente.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
quando todo colostro estiver descongelado, apague o fogo e verifique a temperatura do colostro. O ideal é 
fornecer o colostro ao bezerro quando estiver por volta de 37 oC. Nos casos em que o colostro estiver frio, 
acenda o fogo novamente, controlando a temperatura da água (para que não ultrapasse os 60 ºC) até que 
o colostro esteja na temperatura recomendada. Ofereça o colostro ao bezerro seguindo as recomendações 
apresentadas neste manual.
COLOSTRO SENDO COLOCADO EM BALDE COM BICOExEMPLOS DE DESCONGELAMENTO DO COLOSTRO EM BANHO MARIA
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
A pesagem dos bezerros
A pesagem dos bezerros é uma ação importante para a avaliação das condições de criação e de manejo da 
fazenda, sendo recomendado que eles sejam pesados pelos menos ao nascimento e à desmama, de preferência 
em balança com boa precisão. 
Na falta de uma balança pode ser usada uma fita de pesagem. A fita de pesagem dá uma estimativa do peso do 
bezerro com base na medida do diâmetro do tórax do animal. As fitas são especificas para raças de bezerros 
(pequena, média e grande). Para evitar erros na medição é importante que esta seja feita sempre pelo mesmo 
funcionário. Para usar a fita de pesagem é necessário manter o bezerro em pé, seguindo-se os procedimentos 
descritos a seguir:
Dicas para o uso da fita de pesagem 
Segure o bezerro, mantendo-o em pé, faça esta 
contenção sem uso de força excessiva. 
Passe a fita ao redor do tórax do bezerro, próximo 
aos membros anteriores, contornando todo seu 
corpo.
Ajuste a fita e faça a leitura da medida. 
Registre regularmente os pesos dos bezerros para 
ter um melhor controle de seu desenvolvimento!
OBTENDO O PESO DO BEzERRO COM O USO DA FITA DE PESAGEM
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
O aleitamento
O leite é essencial para a alimentação dos bezerros, portanto ele deve ser de boa qualidade e oferecido sempre 
com muito cuidado e na quantidade correta para atender as suas necessidades. O aleitamento pode ocorrer de 
duas formas: natural e artificial. 
O local do aleitamento deve estar sempre limpo e em boas condições de uso e limpos, de forma a facilitar a 
realização da mamada. O aleitamento pode ocorrer de duas formas, natural e artificial.
O aleitamento natural
No aleitamento natural os bezerros mamam diretamente em suas mães, 
permanecendo com elas após as ordenhas por um período de tempo 
determinado, que pode variar de alguns minutos a algumas horas. 
Nesses casos é comum deixar um dos tetos para o bezerro.
Este tipo de aleitamento é adotado em rebanhos cujas vacas não são 
capazes de manter a lactação sem a presença do bezerro, sendo mais 
frequente em rebanhos zebuínos (puros ou cruzados) e de raças de 
dupla aptidão.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
ALEITAMENTO NATURAL DURANTE A ORDENHAALEITAMENTO NATURAL: BEzERROS AGUARDANDO PARA MAMAR
Os bezerros devem ingerir pelos menos 6 L de leite por dia até alcançarem 35 dias de idade e esta ingestão 
deve se dar em pelo menos duas mamadas, recebendo 3 L de leite pela manhã e mais 3 L pela tarde. quando 
se adota a estratégia de se deixar um teto para o bezerro deve-se monitorar a produção de leite da vaca de forma 
a garantir que as necessidades do bezerro serão atendida. quando não houver leite suficiente para o bezerro 
deve-se fornecer complementar o leite, fornecido em mamadeira.
Atenção! Assegure-se que o bezerro ingeriu a quantidade adequada de leite. No aleitamento natural é difícil 
controlar a quantidade de leite ingerida, nestes casos deve-se monitorar constantemente o peso e a condição 
corporal dos bezerros.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
O aleitamento artificial
Este tipo de aleitamento é o mais comum em propriedades de bovinos especializados para produção leiteira. 
Consiste no fornecimento do leite natural ou de substitutos de leite em baldes ou em mamadeiras. quando 
a opção for o fornecimento de leite natural de boa qualidade é aconselhável fazê-lo logo após a ordenha; nos 
casos em que isto não for possível, o leite deve ser aquecido, mantendo a temperatura em torno de 37 °C.
Não é recomendado o uso do leite de descarte para 
alimentar os bezerros. O leite de vacas com mastite ou 
com resíduos de antibióticos pode causar problemas 
de saúde nos bezerros. Se optar pelo uso do leite de 
descarte para a alimentação dos bezerros, este deve ser 
pasteurizado antes do fornecimento. A pasteurização é 
um processo quesubmete o leite a uma alta temperatura, 
e em seguida a uma baixa temperatura, com essa rápida 
variação de temperatura é possível reduzir a carga 
bacteriana do leite. A pasteurização deve ser realizada 
em equipamentos específicos, garantindo que todas as 
etapas do processo sejam bem feitas e obtenção de leite 
na temperatura ideal para ser fornecido ao bezerro, por 
volta de 37 ºC.
Importante! A pasteurização não elimina os resíduos de antibióticos do leite de descarte, sendo assim, sua 
ingestão traz riscos para a saúde dos bezerros.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
quando a opção alimentar os bezerros com substitutos de leite, siga todas as instruções dos fabricantes quanto 
à diluição e à temperatura da água. 
Importante! Utilize sempre água de boa qualidade, de preferência clorada.
Evite usar substitutos de leite com alto teor de proteína vegetal (por exemplo, a soja), pois os bezerros jovens têm 
dificuldades em digeri-la, aumentando os riscos de diarreia e de empanzinamento. Nunca misture o sucedâneo 
do leite em leite natural ou de descarte, esta mistura pode alterar o pH e comprometer a qualidade do produto 
fornecido aos bezerros, aumentando o risco de ocorrências de empanzinamento, diarreia e úlcera de abomaso 
nos bezerros. 
Mantenha todo o material necessário para o preparo do leite (vasilhas, panelas e colheres) limpo e em boas 
condições de uso.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Os bezerros têm alta motivação (vontade) para sugar, eles normalmente satisfazem esta vontade sugando 
os tetos da mãe enquanto mamam. Nas condições de aleitamento artificial com baldes sem bicos é comum 
os bezerros sugarem uns aos outros. Esse comportamento, conhecido como “mamada cruzada”, pode ter 
consequências negativas, principalmente quando o alvo da sucção for os tetos das bezerras, pois prejudica o 
desenvolvimento do aparelho mamário e aumenta o risco de mastite.
BEzERROS APRESENTANDO COMPORTAMENTOS DE MAMADA CRUzADA BEzERROS SUGANDO OBJETOS
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
A quantidade de leite a ser oferecida deverá atender 
as exigências de cada animal. Um bom critério para 
atender a esta recomendação é definir a quantidade 
de leite oferecida com base no peso do bezerro. 
Nos primeiros 35 dias de idade o bezerro deve 
ingerir a quantidade de leite diária que corresponda 
a pelo menos 15% de seu peso vivo. Por exemplo, 
um bezerro com 40 kg de peso vivo deve receber 
6 litros de leite/dia no início do aleitamento, esta 
quantidade de leite deve ser dividida em pelo 
menos duas mamadas.
Para satisfazer a vontade dos bezerros em sugar é recomendado que o aleitamento seja feito em baldes com 
bicos, que devem ser fixados a 45 cm de altura (do bico até o chão), assemelhando-se à altura do úbere da 
vaca. Este procedimento reduz o risco dos bezerros engasgarem, devido a ingestão do leite ser mais lenta.
Atenção! Mesmo com o uso de balde com bico alguns bezerros podem continuar apresentando o 
comportamento de sugar uns aos outros. Este comportamento deve ser evitado. Sempre que houver um 
bezerro apresentando este comportamento, verifique o furo do bico, se estiver rasgado troque-o e se não for 
este o caso separe o bezerro do grupo por pelo menos 15 minutos após cada mamada.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Cuidados durante o aleitamento artificial
Atenção aos bicos usados para o aleitamento dos bezerros, eles se desgastam com o tempo e precisam ser 
trocados periodicamente. Certifique-se de que o bico não está rasgado ou com furo muito grande. Bicos 
rasgados e com furos grandes aumentam a velocidade de ingestão do leite, que pode levar o bezerro a engasgar 
ou, nos casos mais graves, resultar em falsa via, aumentando o risco de pneumonia.
O entupimento do bico pode ocorrer quando há má diluição do substituto do leite, dificultando sua ingestão 
pelo bezerro. Certifique-se sempre que o substituto do leite está bem diluído. Nos casos de entupimento, pare 
o aleitamento, retire o bico do balde e lave-o com cuidado, desentupindo-o.
ALEITAMENTO EM BALDES COM BICOS NUNCA AUMENTE O FURO DO BICO!
A quantidade de leite a ser oferecida deverá atender as exigências de cada animal. Um bom critério para atender 
a esta recomendação é definir a quantidade de leite oferecida com base no peso do bezerro. Nos primeiros 35 
dias de idade o bezerro deve ingerir a quantidade de leite diária que corresponda a pelo menos 15% de seu 
peso vivo. Por exemplo, um bezerro com 40 kg de peso vivo deve receber 6 litros de leite/dia no início do 
aleitamento, esta quantidade de leite deve ser dividida em pelo menos duas mamadas.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Escovando os bezerros durante o aleitamento
Trate os bezerros com carinho e aproveite os manejos de 
rotina para criar intimidade com cada um deles. Aproveite 
o momento do aleitamento para estimulá-los, fazendo a 
escovação. Use suas próprias mãos ou uma escova de 
cerdas macias, passando-as com cuidado sobre o corpo dos 
bezerros.
A escovação produz sensação agradável e fortalece a relação 
entre o tratador e o animal. Esta ação imita o comportamento 
da vaca, que lambe o bezerro enquanto ele mama.
Aproveite o momento da escovação para realizar um exame 
cuidadoso em cada bezerro. Infestações por carrapatos, 
bicheiras, inflamações no umbigo, corrimento nasal e diarreias 
são facilmente identificadas pela observação quando se está 
próximo e tocando o bezerro. 
Faça desta prática uma atividade de rotina.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Instalações e manejos de rotina
Há várias formas para se realizar a criação de bezerros leiteiros, que variam em função do clima, da raça escolhida 
e das condições da fazenda, envolvendo a infraestrutura, a disponibilidade de recursos e o manejo adotado. A 
criação pode ser feita em piquetes ou em galpões e, em ambos os casos, elas pode ser feita de forma coletiva 
ou individual. 
Em qualquer situação deve-se dispor de um local para o armazenamento de equipamentos e medicamentos, que 
devem ficar abrigados da chuva e da radiação solar direta. 
Neste mesmo local deve ser instalada uma pia, para que os tratadores lavem suas mãos e realizem a limpeza dos 
equipamentos. É recomendável dispor de um freezer para congelamento do colostro) e de um fogão, que será 
usado para o descongelamento do colostro e o aquecimento do leite ou da água (quando se usa substituto de 
leite para a alimentação dos bezerros).
Independentemente das instalações que serão 
utilizadas na criação de bezerros elas devem estar 
sempre limpas e oferecer condições que sejam 
confortáveis para os animais, além de proporcionar 
boas condições para a realização dos manejos. Para 
que estas condições sejam alcançadas é importante 
que os bezerros tenham a oportunidade de expressar 
seus comportamentos naturais, com liberdade para 
correr, pular e interagir com outros indivíduos por 
pelo menos algumas horas por dia.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Criação coletiva em piquetes
Na criação coletiva em piquetes os bezerros permanecem soltos o tempo todo, geralmente a partir da segunda 
semana de vida. Neste tipo de criação os bezerros têm a possibilidade de expressar seus comportamentos 
naturais. Entretanto, é necessário ter atenção especial para evitar que acidentes, infestações por carrapatos ou 
doenças sejam detectados muito tardiamente.
Certifique-se de que os bezerros tenham fácil acesso aos alimentos e água de boa qualidade e que haja sombra 
disponível para que todos os animais se protejam do sol nas horas mais quentes do dia . O ideal é ter um 
piquete com sombra natural (árvores), mas também é adequado o uso de telas de sombreamento.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Os bebedouros devem estar dispostos em áreas com boa drenagem ou que tenham piso de concreto ao seu 
redor, de forma a minimizar a formação de lama no piquete.
Nesse tipo de criação é comum o aleitamento natural, que geralmente ocorrelogo após a ordenha. Nos casos 
de aleitamento artificial, deve-se dispor de local adequado para fazê-lo, a sala de aleitamento, que deve estar 
localizada próximo aos piquetes onde os bezerros ficam alojados, facilitando a condução dos animais e a 
realização do trabalho.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Criação individual em piquetes
Dentre as vantagens da criação individual de bezerros estão a redução do risco de transmissão de doenças entre 
os bezerros e as facilidades de alimentação, de aplicação de medicamentos e de identificação de problemas, 
além do melhor controle da quantidade de ração ingerida. 
Entretanto, este método de criação não permite que animais expressem todos seus comportamentos naturais, 
pois eles ficam com muitas limitações de movimentos e sem oportunidade de interações sociais com outros 
bezerro. 
Todos os bezerros alojados individualmente em 
piquetes devem ter acesso permanente á água e 
alimentos sólidos (concentrado e volumoso). 
Uma das possibilidades para a adoção deste tipo 
de criação é o uso de abrigos móveis individuais 
com cobertura, as casinhas tropicais. Neste tipo de 
criação os bezerros ficam presos à casinha por uma 
corrente durante todo o período de aleitamento e, 
portanto, têm mobilidade muito limitada, uma vez 
que têm acesso apenas ao abrigo (que oferece 
sombra aos animais) e a uma pequena área externa.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Uma outra forma de criação individual em piquetes é com uso de estacas. Este método é muito parecido com o 
das casinhas tropicais, se diferenciando apenas por não dispor do abrigo. Portanto, além de limitar a mobilidade 
do bezerro, não oferece a opção para ele escolher entre ficar exposto ao sol ou procurar a sombra.
Há ainda a possibilidade de manter os bezerros em sistema de alojamento individual ao ar livre, oferendo um 
pouco mais de liberdade à eles; este método de criação é conhecido como bezerreiro “tropical” ou “argentino”. 
Neste tipo de alojamento os bezerros são amarrados a uma corrente fixada a um fio de arame estendido entre 
dois postes de madeira. Neste caso os bezerros também têm acesso a um abrigo, que geralmente e feito de 
tela de sombreamento, proporcionando proteção contra a radiação solar direta. Levando-se em conta o bem-
estar dos bezerros, este é o tipo de criação individual em piquetes mais recomendado pois, quando bem 
dimensionado, oferece mais oportunidades para os bezerros expressarem seus comportamentos de brincadeiras, 
como correr e saltar.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Criação em galpões (coletiva ou individual)
A criação em galpões consiste em manter os animais a maior 
parte do tempo em ambiente coberto, alojados em grupos ou 
em baias individuais. 
Para este tipo de instalação é necessário tomar alguns cuidados:
1) Evite alta densidade de animais, quando em grupos mantenha 
área de pelo menos 3 m² por bezerro, assegurando espaço 
suficiente para que todos os animais tenham a possibilidade 
de se deitar e levantar ao mesmo tempo, sem riscos de serem 
pisoteados uns pelos outros.
 2) Independentemente do piso da instalação, mantenha-o 
coberto com cama (de preferência de palha ou capim seco) 
com pelo menos 10 cm de cobertura. Além de proporcionar 
conforto, a utilização de cama facilita a limpeza, pois pode-
se retirar a camada suja de fezes, sobrepondo-a com material 
limpo.
3) Evite usar camas de material muito fino (como a serragem, 
por exemplo), este tipo de cama produz muita poeira, 
dificultando a respiração dos animais e aumentando o risco de 
doenças respiratórias.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
4) Faça a limpeza completa do galpão pelo menos uma vez por semana (aumentando a frequência sempre que 
necessário) e espalhe cal virgem sobre o piso antes de repor a cama. A cal tem ação bactericida. 
5) Retire regularmente as camadas úmidas e sujas da cama, repondo com cama limpa e seca.
6) Instale cortinas nas laterais do galpão, de forma a controlar o fluxo de ar, fechando-as em dias frios para evitar 
correntes de vento.
7) No caso dos bezerros serem aleitados nas baias, deve-se retirar a água por, ao menos, duas horas após o 
aleitamento, de forma a evitar ingestão descontrolada de água após a mamada. Nos demais períodos do dia, a 
água de boa qualidade deverá estar sempre disponível.
Lembre-se! Os bezerros necessitam de espaço 
para expressarem seus comportamentos naturais, 
principalmente aqueles mantidos em baias 
individuais. Considere a possibilidade de soltá-
los em piquetes por algumas horas todos os dias.
Atenção! Evite situações que resultem em alta 
temperatura e forte odor (de urina e fezes) no 
interior do galpão, que ocorrem principalmente 
em galpões baixos e com pouca ventilação, 
sendo agravado quando há falhas na limpeza 
dos galpão e quando os animais são mantidos 
em alta densidade.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Oferecendo oportunidades para interações sociais 
e brincadeiras
Bezerros gostam de correr e brincar. Muitas vezes impedimos que eles façam essas atividades aos mantê-los presos 
em correntes ou em baias muito pequenas. Exercícios físicos e banhos de sol favorecem o desenvolvimento dos 
bezerros.
Assim, quando os bezerros são criados em ambientes confinados, é recomendado dispor de um piquete para 
que eles sejam soltos por algumas horas a cada dia, para que possam correr, brincar e interagir socialmente. Esse 
piquete deve dispor de pelo menos 10 m² por animal.
O melhor horário para soltar os bezerros é logo após a mamada da manhã. Não é recomendado soltá-los em 
dias de chuva.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
A oferta de alimentos sólidos
Os bezerros começam a se interessar pela ração e feno logo 
na primeira semana de vida, embora neste período a ingestão 
ainda seja baixa. 
O dimensionamento dos comedouros deve ser definido de 
forma a permitir o acesso de todos os animais ao alimento 
ao mesmo tempo. Cuidado com a altura e profundidade de 
cochos, assegure que todos os animais terão fácil acesso aos 
recursos.
Sempre que possível dê preferência para o uso da ração 
peletizada. A ração farelada é mais difícil de ser ingerida 
e pode ser aspirada, sendo uma das causas de problemas 
respiratórios) 
Ração embolorada, molhada ou contaminada deve ser 
descartada.
O fornecimento de ração deve ser feito pelo menos duas 
vezes ao dia, para garantir que esta esteja sempre fresca. A 
sobra de ração deve ser recolhida todos os dias, podendo 
ser utilizada para alimentar os bezerros desmamados.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Alimentos volumosos também devem estar sempre disponíveis, dê preferência a feno ou capim picado. 
Certifique-se de que o volumoso a ser fornecido esteja fresco e livre de contaminações. 
Na fase de aleitamento não é recomendado o uso de alimentos fermentados, como a silagem, por exemplo.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Tanto em condições de criação extensiva quanto intensiva, há bezerros que necessitam de atenção e cuidados 
especiais, geralmente por estarem fracos ou doentes. Observe os animais com cuidado todos os dias e, ao 
identificar algum bezerro com problema de saúde, separe-o dos demais. 
Atenção! Realize monitoramento constante das condições de saúde dos bezerros e redobre a atenção durante 
o tratamento dos bezerros doentes até sua plena recuperação.
BAIA ESPECIAL PARA BEzERROS FRACOS OU DOENTES MONITORAMENTO CONSTANTE DA SAúDE DOS BEzERROS
Atenção especial para com bezerros fracos ou doentes
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
A condução dos bezerros
quando o tratador desenvolve boas interações com os bezerros, o manejo de condução fica mais fácil, pois os 
animais associam a sua presença a ações positivas, passando a segui-lo ou a atender ao seu chamado.
Dicas que facilitam a condução dos bezerros:
1) Aproxime-se do bezerro tranquilamente, sem fazer movimentos bruscos.
2) Ofereça seus dedos, aproximando-os de sua boca, estimulando-oa sugá-los.
3) Com o dedo próximo ou dentro da boca do bezerro inicie o deslocamento, fazendo com que o animal o 
acompanhe.
Lembre-se! A condução fica mais fácil quando o tratador tem intimidade com os bezerros; logo, não perca as 
oportunidades para interagir com eles de forma positiva (com carícias e chamando-os pelo nome), principalmente 
durante o aleitamento e a oferta de ração.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Cuidados no manejo de mochação
A mochação é uma prática muito comum nas fazendas leiteiras, podendo ser feita com o uso de ferro quente ou 
produtos químicos (pastas causticas de hidróxido de sódio ou de hidróxido de potássio). Do ponto de vista do 
bem-estar animal, o uso de ferro quente é o método mais recomendado, isto porque as pastas causticas causam 
dor por um período mais longo de tempo e há maior risco de lesões na pele do próprio animal e de outros, 
caso tenham contato físico.
A mochação com ferro quente é muito dolorosa e, portanto, deve 
ser feita sempre com muito cuidado e após a aplicação de anestesia 
local, como determinado na Resolução no 877, de 15 de fevereiro 
de 2008, do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Deve-se 
considerar também o uso de analgésicos após a mochação. Todos esses 
procedimentos devem ser realizados sob a orientação de um médico 
veterinário.
A mochação consiste na queima dos botões dos chifres, devendo ser 
realizada antes da implantação dos mesmos nos crânios dos bezerros, 
em geral entre 21 e 30 dias de idade. Evite realizar a mochação em 
animais muitos novos que são mais susceptíveis a traumas e estresse.
Atenção! Monitore constantemente os bezerros submetidos ao manejo 
de mochação, principalmente durante o período de chuvas, quando 
ocorre maior risco de bicheiras.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
A desmama
O leite é mais que uma importante fonte de alimento para o bezerro. É também fonte de prazer, devido à forte 
motivação que os bezerros têm para sugar. Assim, a desmama (ou desaleitamento) é uma das principais causas 
de estresse para os bezerros leiteiros, podendo resultar, quando mal feita, em perda de apetite e de peso e maior 
risco de contrair doenças. É agravante o fato de que, na desmama, o bezerro geralmente é levado para um outro 
ambiente e recebe os cuidados de um novo tratador, aumentando o estresse nessa fase da vida dos animais.
Com a adoção de boas práticas de manejo busca-se minimizar o estresse da desmama nos bezerros, evitando 
realizar outros manejos negativos no momento da retirada do leite, que deve ser feita de forma gradativa, de 
forma a possibilitar uma melhor adaptação do bezerro.
Uma das ações neste sentido é a adoção da 
desmama progressiva como uma boa prática 
de manejo, sendo caracterizada pela redução 
gradativa da oferta de leite. Essa prática deve 
levar em conta a idade, o peso e a capacidade 
de ingestão de concentrado pelo bezerro.
Estudos comprovam que os bezerros sentem 
menos estresse quando desmamados desta 
forma, pois com passar do tempo vão se 
adaptando a quantidades menores de leite e se 
tornando menos dependentes deste alimento.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Nas condições de aleitamento artificial pode-se iniciar a redução na oferta de leite quando os bezerros atingirem 
aproximadamente 35 dias de idade, desde que apresentem boas condições de saúde, bom vigor e já iniciaram 
a ingestão de ração. Esta redução deve ser de forma gradativa até que o bezerro seja desmamado alcance pelos 
menos 90 kg de peso vivo e estejam ingerindo pelo menos 700 g de ração por dia, o que geralmente ocorre 
quando ele atinge por volta de 80 dias de idade. É importante monitorar os pesos dos bezerros no final da fase 
de aleitamento para a definição daqueles que podem ser desmamados.
Exemplo de desmama progressiva, definindo a quantidade de leite a ser oferecida 
aos bezerros ao longo de seu desenvolvimento (referência: bezerro com 40 kg 
de peso vivo ao nascimento)
Atenção! quando os bezerros que atingirem 90 kg de peso vivo antes dos 80 dias de vida e estiverem ingerindo 
pelos menos 700 g de concentrado , reduza a quantidade de leite para 1 litro/dia em uma mamada diária por 7 
dias consecutivos e desmame-os.
Idade do bezerro (dias) Quantidade de leite oferecido
Do nascimento ao 3º dia de idade Colostro à vontade / 2 vezes ao dia
Do 4º ao 35º dia 6 litros / 2 vezes ao dia
Do 36º ao 55º dia 4 litros / 2 vezes ao dia
Do 56º ao 60º dia 3 litros / 2 vezes ao dia
Do 61º ao 70º dia 2 litros / 2 vezes ao dia
Do 71º ao 80º dia 1 litro / uma vez ao dia
81º dia Desmama
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Nos casos que não for possível formar vários lotes de bezerros em fase de aleitamento a desmama progressiva 
pode ser simplificada, fornecendo 6 L de leite (em duas mamadas) até que os bezerros alcancem 45 dias de 
idade e reduzindo esta oferta pela metade, oferecendo 3 L de leite em uma única mamada no período da 
manhã até os bezerros completarem 90 dias de idade, como detalhado na tabela a seguir. Nesta situação há 
uma redução brusca na quantidade de leite oferecida a partir do 46º dia de idade, esta condição exige maior 
cuidado no monitoramento da condição corporal dos bezerros e na quantidade de concentrado ingerida. 
Bezerros com baixo peso ao nascimento podem levar mais tempo para atingir o peso recomendado para a 
realização da desmama. Nesses casos, monitore seu ganho de peso e consumo de ração, bezerros com ganhos 
médios superiores a 700 g de peso vivo/dia e com consumos de pelo menos 700 g de ração/dia indicam que 
os bezerros já estão prontos para serem desmamados.
Exemplo de desmama progressiva simplificada, definindo a quantidade de leite a 
ser oferecida aos bezerros ao longo de seu desenvolvimento (referência: bezerro 
com 40 kg de peso vivo ao nascimento)
Idade do bezerro (dias) Quantidade de leite oferecido
Do nascimento ao 3º dia de idade Colostro à vontade / 2 vezes ao dia
Do 4º ao 45º dia 6 litros / 2 vezes ao dia
Do 46º ao 90º dia 3 litros / 1 vez ao dia
91º dia Desmama
Importante! Monitore a condição corporal dos bezerros e a quantidade de concentrado ingerida e use estas 
informações para a definição da quantidade de leite a ser oferecida a cada animal.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Nos casos de aleitamento natural, a desmama geralmente ocorre mais tarde, quando o bezerro 
alcança entre 7 e 8 meses de idade. Em alguns casos, em que a manutenção da lactação depende 
da presença do bezerro, é comum reduzir a quantidade de leite disponível para ele com o passar do 
tempo, mantendo o contato entre ele e a mãe até a secagem da mesma.
Nesse caso não é possível controlar exatamente quanto o bezerro está mamando, sendo recomendado 
monitorar seu comportamento (vocalização e ingestão de ração) e condição corporal de forma a 
assegurar que ele não está passando fome.
Lembre-se! O principal elemento para a definição de quem será desmamado é a observação! A 
partir das observações realizadas durante as rotinas diárias de manejo é possível se fazer uma boa 
avaliação das condições de cada um dos bezerros sob seus cuidados. Com estas observações fica 
mais fácil e mais seguro tomar a decisão de quem deve ser desmamado, minimizando o risco de 
sofrimento para os bezerros e de trabalho extra para os tratadores.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
O manejo de bezerros leiteiros 
passo a passo
1. Defina quem será o responsável pelo manejo dos bezerros e onde este manejo será realizado. 
2. Estabeleça uma rotina de registros que permitam o controle do rebanho. 
3. Assegure que todos os recursos necessários para o manejo dos bezerros estejam disponíveis e em boas 
condições de uso. 
4. Promova a secagem das vacas quando elas estiverem por volta de 60 dias antes da data prevista do parto.
5. Transfira as vacas para o piquete ou baia maternidade assim que se aproximar as três ultimas semanas de gestação. 
6. Sempre que possível acompanhe o trabalho de parto, ajudando quandofor necessário.
7. Logo após o nascimento do bezerro realize a cura do umbigo. Repita o procedimento de cura do umbigo pelo 
menos mais duas vezes no primeiro dia de vida do bezerro.
8. Evite cortar o umbigo dos bezerros, fazendo-o somente nos casos em que o umbigo tiver mais de 20 cm de 
comprimento. 
9. Siga realizando a cura do umbigo por pelo menos mais 5 dias ou até sua completa secagem.
10. Fique sempre atento à ocorrência de inflamações e de bicheiras. 
11. Assim que a vaca terminar os primeiros cuidados com o bezerro, conduza-a até o local onde será feita a ordenha 
do colostro. Realize esta condução com atenção e cuidado pois o bezerro geralmente acompanha a mãe e há riscos 
dele cair e ser pisoteado pela vaca. 
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
12. Ordenhe uma amostra do colostro e faça a avaliação de sua qualidade utilizando o colostrômetro.
13. No caso do colostro se mostrar de boa qualidade ofereça-o ao bezerro o quanto antes e ordenhe a vaca até 
esgotá-la. O colostro excedente deve ser congelado para a formação do banco de colostro.
14. O ideal é que o bezerro mame pelo menos 2 L do primeiro colostro (obtido na primeira ordenha da vaca) em 
até 3 horas após o parto e mais 2 L até que complete 6 horas de vida, totalizando a ingestão de 4 L nas primeiras 
6 horas de vida.
15. Ofereça o primeiro colostro em mamadeira com bico, cujo furo deve ter no máximo 3 mm de largura. Continue 
oferecendo o primeiro colostro durante o primeiro dia de vida do bezerro, sem limitar a quantidade ingerida. 
16. Evite utilizar colostro de média ou baixa qualidade para aleitar bezerros no seu primeiro dia de vida. 
17. quando a vaca não produzir colostro de boa qualidade, use o banco de colostro para fazer o primeiro 
aleitamento do bezerro . 
18. Descongele o colostro sempre em banho-maria. Não deixe a temperatura da água ultrapassar 60 oC. Nunca ferva 
o colostro. 
19. A temperatura do colostro deve estar próxima de 37 oC no momento de ser oferecido aos bezerros.
20. Colostros com média e baixa qualidade devem ser oferecido aos bezerros a partir do segundo dia de vida.. 
Se houver grande disponibilidade de colostro mantenha esta oferta até que o bezerro alcance três dias de idade.
21. quando não houver disponibilidade de colostro, ofereça leite de boa qualidade aos bezerros a partir do 
segundo dia de vida. 
22. Evite utilizar o leite de descarte, produzido por vacas com mastite ou que contenham resíduos de antibióticos.
23. quando fizer a opção de usar o leite de descarte para a alimentação dos bezerros, submeta-o ao processo de 
pasteurização. Lembre-se que a pasteurização não elimina os resíduos de antibióticos do leite de descarte.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
24. O leite deve ser oferecido em mamadeiras ou em baldes com bico, assegurando aos bezerros a oportunidade 
de sugar. Certifique-se de que o bico não esteja rasgado ou nem com furo muito grande. 
25. Os bezerros devem ser amamentados pelo menos duas vezes ao dia, recebendo quantidade de leite suficiente 
para atender suas necessidades. 
26. Sempre que possível interaja com os bezerros. Isto pode ser feito a qualquer momento do dia, mas em particular 
durante a amamentação. Escove os bezerros enquanto eles mamam.
27. Assegure que os bezerros tenham acesso ao alimento sólido (ração e feno) a partir da primeira semana de vida. 
Certifique-se que todos os bezerros tenham fácil acesso a estes alimentos. 
28. Os bezerros podem ser mantidos condições de alojamento individual ou coletivo. Em ambos os casos eles 
devem ser alojados em locais limpos e confortáveis. Em qualquer situação, evite manter os bezerros em alta densidade. 
29. quando os bezerros foram criados em galpões faça uso de cama, preferencialmente com palha ou capim seco 
e com pelo menos 10 cm de cobertura. Nestes casos, sempre que possível reserve um piquete onde os bezerros 
possam ser liberados por algumas horas durante o dia, para tomar banho de sol e se exercitar e brincar. 
30. Aproveite as oportunidades e ganhe intimidade com os bezerros. Sempre que possível fique com eles, 
observando-os e tocando-os. 
31. Desmame os bezerros de forma progressiva. Forneça inicialmente a quantidade de leite que satisfaça o animal e 
inicie a redução na oferta de leite a partir do 35º dia de idade dos bezerros, realizando a desmama quando atingirem 
por volta de 80 dias de idade. 
32. Lembre-se a base principal para definição do momento da desmama é a observação. Monitore o bezerro 
constantemente, e caso ele mostre sinais de estresse em função da desmama, retome a amamentação e reavalie a 
situação.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Considerações finais
A adoção das boas práticas de manejo na primeira fase da vida dos bezerros (do nascimento à desmama) é 
fundamental para que eles cresçam fortes e saudáveis. Assim, todas as recomendações apresentadas neste manual 
contribuem para melhorar o bem-estar dos bezerros leiteiros, com reflexos positivos no seu desenvolvimento e 
na produtividade da fazenda.
Lembre-se que a aplicação das boas práticas de manejo devem continuar mesmo após a desmama. Incentivamos 
os proprietários e tratadores a manterem os princípios apresentados neste manual em todas as atividades da 
fazenda leiteira, tratando os animais sob seus cuidados com respeito e atenção.
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Boas Práticas de Manejo
BEZERROS LEITEIROS
Agradecimentos
Para a produção da primeira edição deste manual contamos com apoio dos proprietários e funcionários das 
fazendas Germânia (Taiaçu-SP), Ipiranga (Loanda-PR) e Massaranduva (Itaí-SP), que proporcionaram as melhores 
condições para a realização de nossas pesquisas e para a validação das recomendações das práticas de manejo 
nele apresentadas. Contamos também com a colaboração de Ocilon Gomes de Sá Filho, Adriana Postos 
Madureira e Aline Cristina Sant’Anna, que realizarão a revisão do texto e apresentaram valiosas sugestões para 
melhorá-lo. A todas estas pessoas, nossos sinceros agradecimentos.
As pesquisas mais recentes, que serviram de base para a elaboração desta segunda edição, foram realizadas na 
Fazenda Santa Luzia, em Passos-MG. Assim, agradecemos também a Mauricio Silveira Coelho, Deni Soares e 
a toda a equipe da fazenda, pela gentil acolhida e colaboração durante a realização das coletas de dados. Cabe 
ainda agradecer a José Renato Chiari e a equipe da Agropecuária Irmãos Chiari, pela hospitalidade e atenção 
com que nos receberam na Fazenda São Caetano durante a validação das recomendações apresentadas neste 
manual.
Vários integrantes do Grupo ETCO e da equipe técnica do zoetis colaboraram com a produção deste manual, 
em particular Luciana Pontes, Maria Fernanda Guimarães e Hevelise Dias que deram expressiva contribuição 
durante a coleta de dados. Parte das fotos que ilustram este manual foram cedidas por Karen Camille Rocha 
Góis. Apresentamos a todos nossa gratidão e reconhecimento.
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BEZERROS LEITEIROS