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NEONATOLOGIA OVINOS E CAPRINOS- EXTENSIVET
· instalações adequadas e assistência veterinária
O sucesso na criação de caprinos e ovinos depende de vários fatores envolvidos no processo. Dentre estes fatores estão a nutrição, a sanidade, a genética, o meio ambiente, assim como a competência técnica e administrativa para o melhor aproveitamento dos fatores de produção: terra, capital, trabalho e informação.
Para que qualquer atividade alcance o sucesso financeiro à produtividade deve estar sempre colocada como um dos objetivos a serem alcançados, sendo que essa apresenta relação direta com os conceitos de bem-estar animal. 
as instalações são importantes para proporcionar condições ambientais adequadas ao sistema de produção de um rebanho caprino ou ovino. Necessário que sejam de fácil limpeza e desinfecção, funcionais e seguras para os animais e os trabalhadores, visando viabilizar e facilitar o manejo geral sem causar estresse aos animais, favorecer o controle de doenças, proteger os animais contra predadores, otimizar o emprego da mão-de-obra, reduzindo custos e favorecendo a produção e a produtividade do empreendimento.
As instalações são o palco dos acontecimentos de toda a atividade, auxiliando o bom desempenho da mão-de-obra e do rebanho, estando seu planejamento baseado na seguinte tríade: funcionalidade, economicidade e durabilidade.
Como investimento, as instalações devem apresentar o máximo de vida útil, para que o desembolso inicial seja pago satisfatoriamente ao longo dos períodos de produção. Além de duráveis, convém que as instalações sejam construídas de maneira econômica, a fim de minimizar este investimento inicial. Contudo, é importante não economizar em itens fundamentais (altura do pé direito, área por animal, largura dos corredores) a fim de não comprometer sua funcionalidade, o que, invariavelmente, acarretará em aumento nos custos de produção (Neto, 1994).
 Para a criação de caprinos e ovinos, são preconizados basicamente dois tipos de instalações: as de piso ripado suspenso e as de chão batido ou cimentado, nesta última podendo ser utilizado o sistema de cama. Cada uma destas instalações possui vantagens e desvantagens, cabe ao responsável técnico pela criação, juntamente com o produtor definir qual é o melhor modelo a ser adotado, levando em consideração as características da região, os objetivos com a exploração, as questões relacionadas ao bem-estar dos animais e os custos com a construção das instalações.
Ao planejarmos as instalações para caprinos e ovinos, temos de levar em consideração que estas devem, uma vez que especializamos estes animais no processo de seleção, atender uma condição de conforto e funcionalidade, para que possamos ter como resposta destes animais a maximização de sua produção, permitindo a plena expressão gênica.
Para tanto nunca poderemos deixar de levar em consideração as realidades locais, uma vez que a importação de tecnologias dependem também de sua devida adaptação, para o aproveitamento pleno de suas vantagens. Pois, para diferentes regiões existem várias condições climáticas, topográficas e tipos de solo, que podem levar a necessidade de alterações no projeto.
FONTE: http://diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=23605&secao=Colunas%20e%20Artigos#:~:text=Para%20a%20cria%C3%A7%C3%A3o%20de%20caprinos,utilizado%20o%20sistema%20de%20cama.
· Colostro:
O que é o colostro caprino?
O colostro, é a secreção acumulada na glândula mamária nas últimas semanas de prenhez, junto com proteínas transferidas da corrente sangüinea sob o efeito de estrógenos e progesterona. Por essa razão, é rico em imunoglobulinas do tipo IgG e IgA, assim como também, pequenas quantidades de IgM e IgE.
Fonte: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/515228/1/AP-Colostro.pdf
Quanto tempo dura o colostro da cabra?
Segundo Dalva, o colostro artificial pode substituir perfeitamente o colostro natural. É feito pelo produtor com o leite de cabra ou de vaca "in natura" e ovo de galinha. Deve ser oferecido às crias em mamadeiras e pode ainda ser armazenado em congelador por um período de até 30 dias.
Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/2311525/prosa-rural---colostro-artificial-como-alternativa-para-alimentar-crias-de-caprinos#:~:text=Segundo%20Dalva%2C%20o%20colostro%20artificial,per%C3%ADodo%20de%20at%C3%A9%2030%20dias.
Que leite dar para ovelha Recém-nascida?
É importante que na primeira semana de vida, após a ingestão do colostro, os cordeiros sejam alimentados exclusivamente com leite, e a partir dos 10 dias de vida se inicie gradualmente a introdução de dieta sólida.
Fonte: https://www.udesc.br/arquivos/cav/id_cpmenu/2413/Modelo_boletim___Sistemas_de_Alimenta__o_para_Cordeiros___2710_16040934371121_2413.pdf
O que dar para Carneiro recém-nascido?
Os filhotes devem receber 10% do próprio peso corporal em colostro após o nascimento. Isso significa que um cordeiro de 5 kg deve consumir 500 g de colostro durante as primeiras 24 horas de vida. Se o animal tiver sido abandonado ou rejeitado pela mãe, forneça um substituto de colostro para ele assim que possível.
Fonte: https://pt.wikihow.com/Dar-Mamadeira-a-um-Cordeiro#:~:text=Os%20filhotes%20devem%20receber%2010,para%20ele%20assim%20que%20poss%C3%ADvel.
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/2311525/prosa-rural---colostro-artificial-como-alternativa-para-alimentar-crias-de-caprinos
· Monitoramento regular e Planejamento e preparação:
Qual a importância do planejamento da época de coberturas de caprinos e ovinos?
Permite, também, ao produtor escolher a época mais adequada para as matrizes parirem visando diminuir os prejuízos com as perdas de matrizes no final da prenhez e de crias, desde o nascimento até a idade de desmame e comercialização; propicia as condições para se descartar as matrizes que não parirem; os animais ...
FONTE: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/36612/1/AAC-Estacao-de-monta.pdf
Quais os principais métodos de identificação de ovinos e caprinos?
A identificação individual permite ao criador melhor controle sobre seus animais. Por conta disso, todos precisam ser identificados, seja pelo corte de orelhas, pela tatuagem nesse local ou por prega inguinal ou na base da cauda. Ainda, é possível utilizar brincos nas orelhas ou cordões com medalhas numeradas.
Fonte: https://www.cpt.com.br/cursos-ovinos/artigos/identificacao-e-reproducao-de-ovinos#:~:text=A%20identifica%C3%A7%C3%A3o%20individual%20permite%20ao,ou%20cord%C3%B5es%20com%20medalhas%20numeradas.
Quais são as principais práticas gerais de manejo utilizadas na caprinocultura?
Fornecer descanso para a pastagem crescer, ou seja, enquanto os animais estão em um piquete, o outro está vazio para recuperar; Evitar que os animais comam os brotos e destruam a pastagem; 
• Maior controle de produção das pastagens; 
• Maior controle dos animais; e
• Menor contaminação por vermes.
FONTE: https://www.cnabrasil.org.br/assets/arquivos/267_Caprinocultura_criacao-e-manejo-de-caprinos-de-corte.pdf
· Manejo Nutricional: 
· MANEJO DE FILHOTES (CRIA):
O cordeiro ou cabrito deve receber o colostro imediatamente após o parto! O colostro é o primeiro leite materno, sendo rico em nutrientes e anticorpos, auxiliando na imunidade do recém-nascido. Em casos de dificuldades, o colostro pode ser administrado por mamadeiras e em casos de não produção pela mãe, pode-se optar por uma mãe de leite que aceite o filhote. 
Passada a fase de colostragem os animais deverão receber o alimento volumoso, podendo ser ofertado um pouco de concentrado, o que irá estimular o desenvolvimento das papilas ruminais, bem como sua atividade. Neste sentido, os animais poderão ser apartados com aproximadamente 60 dias de vida. 
· MANEJO DE MARRÃOS E MARRÃS (RECRIA):
Quando apartados, os animais deverão ser direcionados para um pasto adequado e de boa qualidade, com disponibilidade de água limpa e fresca à vontade. Além disso, os animais também podem ter acesso ao sal mineral como forma de suplementação. Em épocassecas, o criador deverá ter outras alternativas de forragens para ofertar, como por exemplo, silagens, feno ou forragens picadas.
· MANEJO DE REPRODUTORES
Ovinos e caprinos destinados à reprodução deverão receber uma boa alimentação, pois é desejado que atinjam um peso correspondente a cerca de 60-70% do seu peso adulto aos 6-8 meses de idade. Durante a estação de monta, dependendo do número de coberturas que o macho estiver realizando, a ração pode ser balanceada novamente para suprir os nutrientes necessários ao organismo do indivíduo nessa etapa produtiva. Lembrando que o reprodutor não pode se desgastar ou engordar muito nessa fase, pois isso influencia de forma negativa o desempenho sexual. 
As ovelhas e cabras na época de monta também não poderão estar magras ou gordas demais e deverão receber pastagens verdes e, em épocas secas, necessitam de forragens (30 dias antes da monta), podendo acrescentar concentrado (150 a 200 g/cabeça). Recomenda-se que as matrizes apresentem escore corporal de 2,5 a 3,0 e que cheguem ao parto com 3,5. Após o parto até o pico de lactação espera-se que o escore seja reduzido e retorne para 2,5 podendo chegar até 2,0. 
· MANEJO DE GESTANTES
Nos primeiros cem dias de gestação as exigências são baixas, no entanto, a restrição alimentar ou má alimentação podem resultar em abortos ou má formação do feto. Portanto, a oferta de forragens ou silagens se faz necessária. Ao aproximar-se dos últimos cinquenta dias de gestação, devido ao rápido desenvolvimento do feto, as demandas nutricionais da mãe são maiores e precisam ser abastadas. Nesta fase o útero ocupa grande parte da cavidade abdominal, comprimindo o rúmen e reduzindo a capacidade de alimentação. Com isso, a oferta de concentrado e forragem de qualidade nessa etapa é imprescindível. 
As fêmeas recém-paridas mobilizam suas reservas corporais para produzir leite e, por isso, devem receber uma alimentação mais reforçada (proteica) com volumosos, forragens, concentrados, suplementos minerais e vitamínicos de acordo com as necessidades de cada animal. 
· ENGORDA E TERMINAÇÃO
Os animais criados, seja a pasto ou confinamento, devem apresentar um peso corporal mínimo de 25-30 kg. Para atingir esse peso em menor tempo, o animal deve ter acesso a um pasto de qualidade e/ou oferta de milho, forragens e silagens. A raça escolhida também é um fator que pode interferir no ganho de peso mais rápido. 
FONTE: https://www.vetjr.com/post/manejo-nutricional-de-ovinos-e-caprinos
· O nascimento é o processo de transição mais dramático que o individuo enfrenta em toda a sua vida. O nascimento é caracterizado pelo trauma e estresse do parto e por um período de asfixia que pode ser exacerbado durante a ocorrência de uma distocia (parto com dificuldade). Mais da metade das mortes dos neonatos ocorre no primeiro ou no segundo dia de vida. Essas mortes são geralmente causadas por distúrbios não-infecciosos, como hipotermia, hipoglicemia e anormalidades relacionadas a distocia
· O neonato tem que se adaptar ao ambiente extra-uterino, e todos os órgãos e sistemas estão envolvidos nesse processo. Em um intervalo muito curto de tempo, o neonato tem que assumir controle de suas trocas gasosas, eliminar seus próprios excrementos, controlar a sua temperatura e seu fluxo sanguíneo e ainda procurar por comida
· Se o parto for normal, a maioria dos neonatos sobrevive a esse período de transição sem problemas. Deve-se lembrar que no final do período gestacional o feto sofre uma série de mudanças metabólicas estimuladas pelas modificações hormonais que preparam para o parto, o que resulta em um preparo para a vida livre. Entretanto, em alguns casos, normalmente associados a distocias e partos demorados, ocorre alta incidência de mortalidade do recém-nascido
· A maioria dos problemas que ocorrem no neonato é de aparecimento súbito e com sinais clínicos pouco específicos, dificultando o diagnóstico da causa do óbito. Os principais sinais clínicos observados em um neonato com problema são fraqueza, inatividade, demora em desenvolver o comportamento normal de se levantar e mamar, temperatura corpórea baixa e variação nos batimentos cardíacos e nos movimentos respiratórios.
Cuidados com o sistema respiratório
Se o parto ocorrer normalmente, os movimentos respiratórios se iniciam espontaneamente cerca de 60 segundos após a expulsão. Se houver um atraso na parição, os movimentos respiratórios podem se iniciar antes mesmo de o feto ter sido expelido 
· Em ovinos, foi demonstrado que as mudanças que ocorrem para iniciar os movimentos respiratórios espontâneos estão associados a estímulos térmicos e táteis relacionados à presença da mãe 
· Logo após o nascimento, é importante ter certeza de que as vias respiratórias altas estão livres de fluido, muco e restos de anexos fetais. Isso pode ser feito com o auxílio dos dedos ou, de preferência, com um sistema de sucção. A elevação do posterior do neonato resulta em saída de grande quantidade de fluido. Em partos normais, isso pode não ser necessário, já que existem evidências de que um terço desse fluido é absorvido pelo sistema linfático dos pulmões do neonato. Esfregar o tórax do neonato com panos secos e toalhas normalmente resulta em estímulo tátil suficiente para auxiliar o início dos movimentos respiratórios 
· Inatividade ou letargia
O instinto maternal é imprescindível na estimulação do cordeiro/cabrito, sendo em parte responsável pela sobrevivência do neonato. A inatividade ou letargia é caracterizada por uma demora em se levantar e mamar. Por isso, um dos primeiros cuidados básicos é estimular o comportamento materno e, se necessário, obrigar o cordeiro/cabrito a se levantar e mamar. Essas duas atividades fazem com que o cordeiro/cabrito gere calor através da atividade muscular e obtenha nutrição e suporte imunológico através da ingestão do colostro. Se não houver a ingestão de colostro, após algumas horas este deve ser administrado através de sonda esofagiana
Fonte: https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/manejo-do-neonato-de-pequenos-ruminantes-75575n.aspx 
· instalações adequadas e assistência veterinária
Construir instalações para caprinos e ovinos que evitem a proliferação de doenças, permitam uma boa produção de leite ou carne e sejam seguras contra roubos e ataques de animais é algo possível para os agricultores familiares do sertão nordestino. Pesquisas realizadas pela Embrapa Caprinos e Ovinos indicam que detalhes das construções podem fazer a diferença em termos de conforto para os animais, controle de verminoses e até mesmo ganhos para a produção.
Segundo o médico veterinário Fernando Henrique Albuquerque, do setor de Campos Experimentais da Embrapa Caprinos e Ovinos, em regiões de clima quente e seco, como o semiárido nordestino, é importante observar aspectos como a incidência solar e ventilação para evitar o desconforto dos animais. "É ideal que o chamado pé direito, a parte mais baixa do telhado, não seja menor que 2,20 metros, para evitar fatores como a retenção de calor. No Nordeste, também não é recomendável o uso de telhado com materiais como zinco, amianto ou cimento, sendo recomendado o barro ou a palha", ressalta. Já foram verificados casos em que animais submetidos à mesma dieta mostravam ganho de peso de 200 gramas diárias, quando confinados em locais confortáveis, e a metade disso quando ficavam em instalações onde a temperatura era mais alta.
Durante o programa, Fernando também fala sobre a necessidade de se observar o sentido da localização da instalação, para melhor aproveitamento dos raios solares, de acordo com a finalidade da produção. Questões sanitárias também devem ser observadas, especialmente na posição de comedouros e bebedouros. Doenças intestinais como a eimeriose podem ser evitadas quando cochos são posicionadas em local e altura corretos.
"Comedouros e bebedouros devem ficar fora da instalação e deve ser usado o canzil, para que só a cabeça do animal possa alcançar o cocho", recomendou Fernando Henrique, como medida para evitar, inclusive,que os animais urinem e defequem nos cochos, problema ainda comum em pequenas propriedades. Também se sugere que a altura do cocho fique a 20 centímetros do chão para animais adultos, altura que pode se reduzir no caso de animais jovens. A área de cocho para cada animal deve ser de 30 centímetros para adultos e 20 centímetros para jovens.
O Prosa Rural traz, ainda, recomendações quanto à segurança dos animais e a economia de material. Problemas relacionados a roubos nos rebanhos podem ser amenizados com a construção de instalações distantes de estradas e o estímulo a hábitos simples, como alimentação com suplementação no fim da tarde, para que os animais retornem ao aprisco. As instalações também podem aproveitar madeira do raleamento da caatinga na sua construção, proporcionando economia de recursos para pequenos produtores.
O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
FONTE: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/2411273/prosa-rural---como-construir-instalacoes-adequadas-para-caprinos-e-ovinos#:~:text=%22Comedouros%20e%20bebedouros%20deve