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AV1 - Risco e Estrutura de Capital

Texto dissertativo-argumentativo sobre risco e estrutura de capital. Discute planejamento e fontes de financiamento, sazonalidade no varejo de moda-praia, alavancagem (empréstimos, ações/debêntures), refinanciamento de dívidas e redução do custo de capital.

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TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO 
RISCO E ESTRUTURA DE CAPITAL 
ATIVIDADE CONTEXTUALIZADA 
A definição da melhor estrutura de capital é parte fundamental do planejamento 
estratégico de qualquer empresa. É por meio desse planejamento que se obtêm as 
melhores fontes de financiamento e se melhora a rentabilidade do investimento. Nesse 
sentido, torna-se fundamentar equilibrar as fontes de financiamento, internas e externas, 
para se obter maiores vantagens estratégicas no mercado. (LIBALDI NETO, 2020). 
Em primeira análise, é importante salientar que a empresa do estudo de caso 
apresenta alta sazonalidade ao atuar no varejo de moda-praia, o que exige um apurado 
planejamento dos fluxos de caixa e das fontes de financiamento a fim de evitar problemas 
de endividamento excessivo e prejuízos. Assim, o negócio por suas próprias 
características possui um maior risco inerente, ao ter que financiar seu custo fixo com as 
receitas auferidas em apenas parte do ano, aumentando o prazo para o retorno do 
investimento e a rentabilidade da empresa, pois na baixa estação a estrutura do 
empreendimento fica subutilizada. (LIBALDI NETO, 2020; GUIMARÃES, 2023) 
Assim, pode-se utilizar, por exemplo, da alavancagem operacional por meio de 
empréstimos para que se maximize a lucratividade da empresa na alta temporada, obtendo 
capital de terceiros para adquirir novo estoque e investir em marketing, de forma a ter um 
rápido giro do estoque e o aumento da lucratividade, ou aproveitando que a empresa é 
uma sociedade anônima, obter os recursos financeiros por meio de alavancagem com 
recursos provenientes da emissão de ações ou de debêntures. (EXAME, 2023; 
CAMARGO, 2017). 
Nesse processo de reestruturação, também é importante adequar as dívidas, o 
capital de terceiros, de curto e longo prazo, realizando refinanciamento para evitar o 
pagamento de multas e de juros excessivos, transformando o Passivo Circulante, ou seja, 
dívidas que vencem até o final do ano seguinte, em Passivo Não Circulante, com 
vencimento além do final do exercício seguinte, com juros menores e maior prazo para 
melhorar a lucratividade da empresa. E buscar nesse processo a redução do 
endividamento e o aumento do financiamento das operações com o capital próprio, ou 
seja, o Patrimônio Líquido. (LIBALDI NETO, 2020; LEMMI, 2023) 
Portanto, a estrutura de capital precisa ser minuciosamente planejada para se 
atingir os objetivos estratégicos da organização, reduzir o custo de capital, mitigar riscos 
e garantir a estabilidade financeira para a manutenção das operações para o sucesso a 
longo prazo. 
REFERÊNCIAS 
 
LIBALDI NETO, Pedro. Gestão de riscos (Risco e Estrutura de Capital). Recife: 
Editora Telesapiens, 2020. 148 p. 
 
Revista EXAME. O que é alavancagem financeira? Saiba como funciona nas 
empresas e nos investimentos. 2022. Disponível em: . Acessado em: 08/08/2024. 
 
CAMARGO, Renata Freitas de. Alavancagem Financeira e Operacional: crescer com 
capital de bancos e investidores é uma boa opção? 2017. Disponível em: 
. Acessado em: 
09/08/2024. 
 
LEMMI, Tarina. Como funciona a Estrutura de Capital e seus indicadores? 2023. 
Disponível em: . Acessado em: 
09/08/2024. 
 
GUIMARÃES, Letícia. Sazonalidade nas vendas: entenda os desafios na indústria. 
2023. Disponível em: . Acessado em: 09/08/2024.