Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Centro universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi) 
Tutor: Jaderuz Silva Sena 
Curso: Biomedicina 
 
 
 
Aluna: Márcia de Jesus Moreira Freitas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Paper: Interações Medicamentosas e Exames Laboratoriais 
 (Coagulograma) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santa Inês - Ma 
2024 
 
 
 
1 Resumo 
A hemostasia é o fenômeno fisiológico, responsável pelo equilíbrio dinâmico que procura 
manter o sangue no interior dos vasos, bem como impedir a sua saída para os tecidos 
vizinhos. Um desequilíbrio da hemostasia pode acarretar num processo trombótico ou 
hemorrágico. As doenças hemorrágicas resultantes da deficiência quantitativa e/ou qualitativa 
de um ou mais fatores de coagulação. Apresentam como característica comum a redução da 
formação de trombina, fator essencial para a coagulação do sangue. Por outro lado, o 
processo trombótico é a formação de um coágulo sanguíneo, chamado trombo, em um vaso 
sanguíneo ou no coração, que impede o fluxo normal de sangue. O coagulograma é o exame 
de triagem para verificação da hemostasia que compreende vários testes que auxiliam o 
médico a encontrar alterações na coagulação do sangue do paciente. 
 2 Introdução 
Souza et al (2013) explica que sistema circulatório humano é um sistema de tubos fechados, o 
que impede que o sangue escape para os tecidos. Os fatores vasculares e sanguíneos devem 
estar em equilíbrio, o que evita a coagulação do sangue no interior dos vasos. Esse equilíbrio 
é chamado de hemostasia. O mecanismo hemostático consiste em três processos: hemostasia 
primária, coagulação (hemostasia secundária) e fibrinólise. Esses processos têm, em 
conjunto, a finalidade de manter a fluidez necessária do sangue, garantindo a integridade 
vascular, para impedir o extravasamento do sangue pelos vasos, ou obstrução do fluxo, pela 
presença de trombos (SILVA, 2015). 
Para garantir a integridade do sistema hemostático, existe um conjunto de exames 
laboratoriais com a função de avaliam diferentes aspectos do processo de coagulação 
sanguínea, chamado de coagulograma. Essa análise é fundamental para compreender o 
equilíbrio entre os fatores que promovem a coagulação e os que a inibem. Esse exame, 
também chamado de fatores de coagulação ou painel de coagulação, é solicitado 
principalmente antes de cirurgias para que seja avaliado o risco do paciente sofrer 
hemorragias durante o procedimento, mas também é indicado para investigar e acompanhar 
doenças hematológicas, como hemofilia, por exemplo. 
O coagulograma inclui diversos elementos entre eles estão: Tempo de Protrombina (TP), 
Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA), fibrinogênio, e Contagem de Plaquetas. 
Esses componentes proporcionam uma visão abrangente da capacidade do organismo em 
responder a lesões vasculares, prevenindo hemorragias excessivas ou coagulação inadequada. 
3 Fundamentação teórica 
O coagulograma é um exame fundamental para a avaliação e o monitoramento de diversas 
condições médicas, incluindo: 
• Diagnóstico e monitoramento de doenças hemorrágicas, como hemofilia e doença de 
Von Willebrand. 
• Monitoramento do tratamento com anticoagulantes, como varfarina e heparina. 
• Avaliação de risco de trombose, como na trombose venosa profunda e na embolia 
pulmonar. 
• Monitoramento de doenças hepáticas, pois o fígado é responsável pela produção de 
vários fatores de coagulação. 
• Investigação de causas de sangramento anormal, como sangramento menstrual 
excessivo ou sangramento após procedimentos cirúrgicos. 
• Avaliação de pacientes antes de cirurgias, para determinar o risco de sangramento 
excessivo. 
 
O tempo de protrombina (TP) avalia o tempo necessário para o sangue coagular após a adição 
de uma substância chamada tromboplastina tecidual, em condições padronizadas. Esse teste 
avalia principalmente a via extrínseca (VII) e comum (X, V, II, I) da cascata de coagulação. 
O tempo necessário para a formação do coágulo é de 11 a 13 segundos. O tempo de 
protrombina é especialmente útil na avaliação de distúrbios da coagulação, como deficiências 
de fatores de coagulação ou a presença de anticoagulantes. 
O tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) avalia o tempo que o sangue leva para 
coagular após a adição de tromboplastina parcial, um reagente que inicia a via intrínseca da 
coagulação. Esse teste mede a função dos fatores de coagulação VIII, IX, XI e XII. 
Alterações no TTPA podem indicar deficiências de fatores de coagulação, doenças 
autoimunes, doenças hepáticas ou uso de anticoagulantes. 
O fibrinogênio é uma proteína plasmática que desempenha um papel crucial na coagulação 
sanguínea. Ele é convertido em fibrina, uma proteína insolúvel que forma a base do coágulo. 
O teste de fibrinogênio mede a quantidade de fibrinogênio presente no sangue. Níveis baixos 
podem indicar doenças hepáticas, coagulopatias, deficiência de vitamina K ou consumo 
excessivo de fibrinogênio. Níveis altos podem sugerir condições como inflamação, doenças 
malignas ou gravidez. 
A contagem de plaquetas é um teste de sangue comum que mede o número de plaquetas 
presentes em um determinado volume de sangue. O resultado é expresso em unidades de 
plaquetas por microlitro de sangue (x109/L). Uma contagem normal de plaquetas é 
geralmente entre 150.000 e 450.000 por microlitro. Níveis baixos de plaquetas podem indicar 
condições como trombocitopenia, uma condição que aumenta o risco de sangramento, ou 
problemas de produção de plaquetas na medula óssea. Níveis altos de plaquetas, conhecidos 
como trombocitose, podem indicar certos tipos de câncer ou inflamação. 
Dentre os exames citados, dois deles são utilizados na identificação da origem dos 
sangramentos, nos casos de hemofilia, o aumento do tempo de tromboplastina parcial ativada 
(TTPa) e tempo de protrombina (TP) normal, com exceção de alguns casos de hemofilia leve, 
onde o TTPa continua normal (ALCÂNTARA,2019). 
A hemofilia é um sério distúrbio hereditário da coagulação sanguínea, que ocorre pela 
deficiência da atividade coagulante do fator VIII (hemofilia A) ou IX (hemofilia B). A 
doença ocorre devido as alterações nos genes codificantes dos fatores localizados no braço 
longo do cromossomo sexual X. Sendo assim, sua ocorrência no sexo masculino é quase que 
exclusiva, devido o homem ter somente um cromossomo X. A gravidade da doença pode 
variar em severa, moderadamente severa e leve, após dosagem dos fatores VIII e IX da 
coagulação. Atualmente o diagnóstico das hemofilias é baseado na quantificação da atividade 
coagulante dos fatores VIII (FVIII:C) e IX (FIX:C). 
 
Uma pessoa quando hemofílica apresenta baixa quantidade do fator VIII ou fator IX, 
dessa maneira a formação da coagulação é interrompida antes que sua produção 
aconteça, ocasionando, os sangramentos que demoram mais tempo para serem 
controlados. Essa diminuição é causada devido a mutações no DNA, nas regiões que 
são responsáveis pela produção dessas duas proteínas (ALCÂNTARA,2019). 
 
A forma grave se apresenta por hemartroses, sangramentos espontâneos ou sangramentos 
após traumas em músculos. As articulações mais atingidas são joelho, tornozelos e cotovelos, 
que são as hemorragias mais frequentes, isto é, 80% dos sangramentos. Sangramentos estes 
que podem ocorrer também em outros locais, como pele e mucosas. Determinados 
hematomas podem desenvolver problemas graves na língua, pescoço, antebraço, panturrilha e 
músculo. As manifestações nos músculos e articulações são de dor, inchaço, movimentos 
limitados e elevação da temperatura no local atingido. 
No diagnóstico de hemofilia deve se verificar sempre se existe história de sangramento fácil 
após pequenos traumas, ou espontâneo, podendo ser hematomas subcutâneos nos anos 
iniciais de vida, ou sangramento muscular ou articular em meninos acima de dois anos, ou 
mesmo com história de sangramento excessivo após procedimentos cirúrgicosou extração 
dentária (BRASIL,2015). De acordo com essas informações, é realizado o coagulograma, que 
ajuda na identificação da origem dos sangramentos. 
4 Resultados e discussão 
A interpretação dos resultados do coagulograma deve ser realizada por um médico, levando 
em consideração o histórico do paciente, os sintomas e outros exames realizados. Os 
resultados normais podem variar dependendo do laboratório que realiza o exame. Uma 
interpretação completa leva em conta o tempo de protrombina, o tempo de tromboplastina 
parcial ativada, os níveis de fibrinogênio e a contagem de plaquetas. 
A preparação para o coagulograma é bastante simples. Em geral, não é necessário nenhum 
preparo especial, como jejum. No entanto, é importante informar o médico sobre qualquer 
medicamento que esteja tomando, especialmente anticoagulantes, pois eles podem influenciar 
os resultados do exame. Também é fundamental comunicar ao médico qualquer condição 
médica pré-existente que possa afetar a coagulação do sangue, como doença hepática ou 
doença renal. Em alguns casos, o médico pode solicitar a suspenção do uso de alguns 
medicamentos antes do exame. É importante seguir as instruções do médico para garantir a 
precisão dos resultados. 
Os valores de referência para o coagulograma variam de acordo com o laboratório, o método 
utilizado para realizar o exame, e a idade e sexo do paciente. 
 
 
 
Exames Valor de referência Valor Aumentado Valor Diminuído 
Tempo de 
Protrombina (TP) 
 
11-13 segundos 
 
Deficiência de 
vitamina K, doença 
hepática, 
anticoagulantes 
Consumo excessivo 
de vitamina K, uso 
de comprimidos com 
estrogênio, como 
anticepicinal 
Tempo de 
Tromboplastina 
Parcial Ativada 
(TTPA) 
 
 25-35 segundos 
 
Deficiência de 
fatores de 
coagulação, doenças 
autoimunes, doenças 
hepáticas, 
anticoagulantes 
(hemofilia) 
 
Câncer avançado 
Trombofilia, uma 
alteração nos fatores 
de coagulação 
Uso de 
medicamentos anti-
histamínicos, 
digitálicos e 
contraceptivos 
Fibrinogênio 
 
 200-400 mg/dL 
 
Inflamação, doenças 
malignas, gravidez 
Doenças hepáticas, 
coagulopatias, 
deficiência de 
vitamina K, 
consumo excessivo 
de fibrinogênio. 
Contagem de 
Plaquetas 
Normal: 150.000-
450.000/µL 
 
Doenças malignas, 
outras condições 
inflamatórias 
 
 Trombocitopenia 
5 Conclusão 
O coagulograma é uma ferramenta essencial para avaliar a capacidade de coagulação do 
sangue. Compreender os resultados dos testes, como TP, TTPA, fibrinogênio e contagem de 
plaquetas, é vital para o diagnóstico de condições relacionadas à coagulação e guia a 
intervenção médica adequada. A análise atenta e precisa destes parâmetros pode ajudar a 
identificar desordens hemorrágicas ou trombóticas, permitindo tratamentos precoces e 
específicos. Além disso, o coagulograma desempenha um papel crucial na monitorização de 
terapias anticoagulantes, assegurando que os pacientes não desenvolvam complicações 
adicionais. A saúde do sistema de coagulação do paciente pode impactar significativamente 
os resultados cirúrgicos e o bem-estar geral, reforçando a importância de avaliações contínuas 
e detalhadas, especialmente em pacientes com condições preexistentes ou em tratamentos 
medicinais prolongados. 
 
6 Referência 
ALCÂNTARA, Ana Luiza Mendes. Hemofilia: fisiopatologia e tratamentos. 2019. 
ALVES, LARRY JIMENEZ. HEMOFILIA: FISIOPATOLOGIA E DIAGNÓSTICOS. 2020. 
COLOMBO, Roberta Truzzi; JÚNIOR, Gerson Zanusso. Hemofilias: fisiopatologia, 
diagnóstico e tratamento. Infarma-Ciências Farmacêuticas, v. 25, n. 3, p. 155-162, 2013. 
DA CRUZ¹, Gisele Werneck; BARBOSA, Cristiane Rickli; YAMAGUCHI, Mirian Ueda. 
INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DO COAGULOGRAMA NA CLÍNICA MÉDICA. 
VASCONCELOS, Rosangela Batista de. Coagulograma: hemostasia: mecanismos de 
coagulação e avaliação laboratorial. 2022.

Mais conteúdos dessa disciplina