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OS PRINCIPAIS IMPACTOS DAS REDES SOCIAIS NA SAÚDE 
MENTAL: UMA ANÁLISE DOS EFEITOS NEGATIVOS EM 
ADOLESCENTES COM IDADE ENTRE 13 A 18 ANOS. 
 
THE MAIN IMPACTS OF SOCIAL NETWORKS ON MENTAL 
HEALTH: AN ANALYSIS OF THE NEGATIVE EFFECTS ON 
ADOLESCENTS AGED 13 TO 18 YEARS. 
 
Ana Cristina Ferreira Leite Bronzatto1, Cristiane Freitas Thomaz2, Pamela Cristina Marcelino dos Santos3 , Max 
Clayton Marques4 
 
 
 
I. RESUMO 
 
O artigo examina os efeitos do uso excessivo das 
redes sociais na saúde mental dos adolescentes. A 
análise destaca que a dependência crescente dessas 
plataformas está diretamente associada a problemas 
como ansiedade, comparação social e impacto 
negativo na autoestima. O estudo ressalta como a 
constante exposição a padrões idealizados pode 
intensificar a insatisfação pessoal e contribuir para o 
aumento de transtornos psicológicos entre os jovens. 
O objetivo deste projeto é analisar através de artigos 
científicos, como o uso excessivo das redes sociais 
podem afetar a saúde mental dos adolescentes entre a 
faixa etária de 13 a 18 anos. Com o foco no aumento 
da ansiedade, comparação social e o impacto na 
autoestima através da conscientização em âmbito 
escolar. 
Palavras-Chave: adolescentes; redes sociais; 
comparação social; Saúde mental. 
 
Abstract: The article examines the effects of 
excessive social media use on the mental health of 
adolescents. The analysis highlights that the growing 
dependence on these platforms is directly associated 
with issues such as anxiety, social comparison, and a 
negative impact on self-esteem. The study 
emphasizes how constant exposure to idealized 
standards can intensify personal dissatisfaction and 
contribute to an increase in psychological disorders 
among young people. 
The objective of this project is to analyze, through 
scientific articles, how excessive social media use 
can affect the mental health of adolescents aged 13 to 
18. The focus is on the increase in anxiety, social 
comparison, and the impact on self-esteem through 
awareness in the school environment. 
 
II. INTRODUÇÃO: 
 
O avanço tecnológico tem proporcionado um 
acesso precoce e crescente a dispositivos eletrônicos 
e consequentemente às redes sociais virtuais, o que 
vem ocasionando preocupações na comunidade 
acadêmica, especialmente em relação aos impactos 
negativos nos adolescentes através dessa exposição 
ao uso das redes sociais. A adolescência, fase crucial 
para o desenvolvimento emocional, torna-se um 
período ainda mais delicado devido à intensa 
interação que envolve também a fase do aprendizado 
e do conhecimento. 
No entanto, o uso excessivo dessas plataformas e 
dispositivos pode ter efeitos adversos, afetando o 
desenvolvimento cognitivo e social dos jovens como 
o impacto importante no aumento da ansiedade, 
comparação social e na autoestima também 
prejudicando o sono, a atenção, a socialização e até 
 
 
1Acadêmico do Curso de Psicologia do Centro Universitário ENIAC. e-mail: 225762017@eniac.edu.br 
2Acadêmico do Curso de Psicologia do Centro Universitário ENIAC. e-mail: 239982024@gmail.com 
3Acadêmico do Curso de Psicologia do Centro Universitário ENIAC. e-mail: 214352024@eniac.edu.br 
4Professor Especialista da Psicologia do Centro Universitário ENIAC. e-mail: max.marques@eniac.edu.br 
 
1 
mailto:max.marques@eniac.edu.br
mesmo a empatia dos adolescentes. 
A pesquisa justifica que com a aparição constante 
da tecnologia tem transformado a maneira como a 
educação é vivida e praticada. Os alunos, além de 
dependerem da escola e dos professores, agora têm 
acesso a uma vasta gama de informações nas 
plataformas das redes sociais. Essa integração entre o 
mundo digital e o real tem gerado uma influência 
crescente sobre o comportamento dos jovens, tanto 
no ambiente escolar quanto no familiar e social, 
criando um cenário em que o uso excessivo das redes 
sociais pode afetar a saúde mental e o bem-estar 
geral dos adolescentes. 
 
 
III. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
A teoria do desenvolvimento psicossocial de 
Erik Erikson afirma que “é fundamental para 
entender como os adolescentes são influenciados por 
fatores externos, incluindo as redes sociais”, durante 
a fase de identidade vs. confusão de papéis. Nessa 
etapa, o adolescente busca estabelecer uma 
identidade própria, e as redes sociais podem 
intensificar esse processo, pois oferecem um campo 
para interações e comparações sociais. Conforme 
Valkenburg e Peter (2013), a exposição às redes 
sociais pode gerar inseguranças nos adolescentes, já 
que as pressões para se conformar a padrões muitas 
vezes idealizados podem afetar a formação de uma 
identidade saudável. O autor destaca a importância 
de fatores externos no desenvolvimento da 
identidade, evidenciando como o uso das redes 
sociais pode impactar negativamente a autoestima. 
 
Nesse cenário surge a teoria da comparação 
social de Festinger (1954) sugerindo “que os 
indivíduos avaliam suas próprias habilidades, 
características e situações por meio de comparações 
com os outros”. Esse processo é amplificado pelas 
redes sociais, onde os adolescentes frequentemente 
se comparam com representações idealizadas de seus 
pares. Fardouly et al. (2015, p. 40), demonstraram 
que “as comparações nas redes sociais podem levar a 
preocupações com a imagem corporal e a aumento de 
sintomas de ansiedade e depressão”. 
O estudo aponta que a comparação constante nas 
plataformas digitais pode gerar um sentimento de 
inadequação e diminuir a autoestima, evidenciando 
os riscos que as redes sociais oferecem à saúde 
mental dos adolescentes. 
 
Considerando a teoria da autodeterminação, 
desenvolvida por Deci e Ryan (2000), postula que o 
bem-estar psicológico é influenciado pela satisfação 
das necessidades de autonomia, competência e 
relacionamento interpessoal. No entanto, o uso 
excessivo das redes sociais pode interferir na 
satisfação dessas necessidades, gerando sentimentos 
de frustração e isolamento. De acordo com Ryan e 
Deci (2000), 
A busca por validação social nas redes 
sociais pode prejudicar a sensação de 
autonomia e autenticidade dos 
adolescentes, o que é essencial para o 
seu desenvolvimento emocional e 
psicológico. 
 
A ausência de interações genuínas e a constante 
comparação com os outros podem resultar em baixa 
autoestima, ansiedade e depressão. 
A teoria da depressão social, proposta por 
Joinson (2001), sugere que as interações em 
ambientes digitais podem gerar um aumento no 
isolamento emocional e na solidão. Apesar de as 
redes sociais promoverem um sentimento de 
conexão, as relações estabelecidas nesses espaços 
muitas vezes são superficiais e carecem da 
profundidade necessária para o bem-estar emocional, 
particularmente para os adolescentes. 
De acordo com Joinson (2001, pág.180), 
 
A falta de contato físico e a interação 
limitada nos meios digitais podem 
agravar sentimentos de solidão e 
desconexão, fatores que estão 
diretamente ligados ao desenvolvimento 
de transtornos como a depressão. 
 
2 
 
Estas referências científicas constituem uma 
base robusta para a análise dos impactos das redes 
sociais na saúde mental de jovens, incorporando 
pesquisas tanto teóricas quanto empíricas que 
exploram temas como identidade, comparação 
social, autoimagem e os efeitos psicológicos do uso 
excessivo das mídias sociais. 
É possível compreender que diante das teorias 
apresentadas as redes sociais exercem uma 
influência significativa sobre o desenvolvimento 
psicossocial dos adolescentes, impactando a 
construção da identidade, a autoestima e o bem-estar 
emocional. A comparação social constante, 
impulsionada pelo ambiente digital, pode levar a 
sentimentos de inadequação e insegurança, 
aumentando os riscos de ansiedade e depressão. A 
busca por validação online pode comprometer a 
autonomia e a autenticidade que são essenciais para 
um desenvolvimento saudável. Sendo fundamental 
promover um uso mais consciente das redes sociais, 
incentivando interaçõesgenuínas e o fortalecimento 
da autoestima, a fim de minimizar os efeitos 
negativos desse cenário e garantir um 
desenvolvimento psicológico mais equilibrado para 
os adolescentes. A partir dessas informações, 
torna-se evidente como a exposição contínua a 
comparações sociais, a pressão para se adequar a 
padrões de identidade impostos, e a superficialidade 
das interações online podem afetar negativamente o 
bem-estar emocional dessa faixa etária. 
Compreender esses processos é crucial para a 
criação de iniciativas que incentivem um uso 
equilibrado e saudável das redes sociais, 
minimizando seus impactos negativos. 
 
IV. MATERIAIS E MÉTODOS 
Este artigo foi desenvolvido a partir de uma 
revisão bibliográfica, com a seleção de artigos que 
abordam o tema do uso excessivo das tecnologias 
por adolescentes e o quanto vem impactando de 
forma negativa. Após uma leitura preliminar, foram 
escolhidos os materiais mais relevantes para embasar 
a pesquisa. A pesquisa segue uma abordagem 
qualitativa, buscando entender a subjetividade e os 
fatores subjacentes ao problema do uso excessivo de 
tecnologias pelos adolescentes. A análise é 
exploratória e busca ampliar o conhecimento sobre o 
tema, com foco nos impactos psicológicos e sociais 
desse comportamento. Este artigo teve como base os 
seguintes autores: Erik Erikson sobre o 
desenvolvimento psicossocial, Jean Piaget sobre o 
desenvolvimento humano. 
 
V. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Através da literatura de Erik Erikson, o 
bem-estar psicológico de Machado e Bandeira será 
abordado as principais ideias e conceitos que 
constituem tais teorias a fim de levantar reflexões 
sobre a importância desse tema aos adolescentes da 
nossa contemporaneidade. 
Erik Erikson (1976), foi um psicólogo que 
propôs uma teoria do desenvolvimento psicossocial 
baseada em oito estágios ao longo da vida. Cada 
estágio apresenta características de um conflito 
central que precisa ser resolvido para que o indivíduo 
se desenvolva de maneira saudável. O sucesso na 
resolução desse conflito ao desenvolvimento ou 
qualidades psicológicas positivas. 
Em “identidade versus confusão de papéis”, 
descrita como fase da adolescência (13 a 18 anos), os 
indivíduos enfrentam a tarefa de explorar e definir 
sua identidade pessoal e social. Isso envolve 
questionar e experimentar diferentes papéis, crenças, 
valores e objetivos de vida, nos quais ele continua 
citando que: É um período da vida em que o corpo 
muda radicalmente de proporções, a puberdade 
genital inunda o corpo e a imaginação com toda 
espécie de impulsos, a intimidade com o outro sexo 
se inicia e o futuro imediato o coloca diante de um 
número excessivo de possibilidades e escolhas 
conflitantes. (ERIKSON, 1968, p.132). 
O corpo do sujeito nessa fase da vida, vivencia 
mudanças físicas, comportamentais e psicológicas, 
havendo conflitos em mais de uma área ao mesmo 
tempo, exibindo o conflito de papéis descrito por 
Erikson (1976). É um momento de descobrimento e 
experimentação em busca de sua identidade e nesse 
 
3 
processo compreendemos os estudos de Piaget no 
qual cita que: “A adolescência é uma transição entre 
o pensamento concreto e o pensamento formal, onde 
o sujeito começa a ser capaz de manipular operações 
lógicas abstratas e deduzir consequências de 
hipóteses. ” (PIAGET, 1972). 
Trazendo a reflexão que em ambos os estudos há 
a conclusão de que a adolescência é um período 
transicional entre infância e o amadurecimento na 
busca da independência, no qual, durante esse 
período o adolescente sofre com conflitos de papéis, 
que sendo estes não solucionado de forma que 
contribua com seu desenvolvimento, afetará sua 
saúde mental principalmente se manter nestes abusos 
nas plataformas das redes sociais de forma crescente. 
A utilização das redes sociais e da internet tem 
gerado um debate crescente sobre seus efeitos, 
especialmente no que diz respeito à saúde mental dos 
adolescentes. A literatura aponta uma série de 
impactos negativos que apontam o uso excessivo e 
problemático dessas tecnologias, afetando de forma 
significativa o desenvolvimento psicológico e 
emocional dessa faixa etária. Estudos recentes 
abordam os diversos fatores que contribuem para 
essa problemática, destacando tanto as consequências 
imediatas quanto as de longo prazo. 
Para nos embasar fizemos um estudo de campo, 
com intuito em obter respostas sobre impacto das 
redes sociais dentro do ambiente escolar, porém não 
obtivemos resposta do profissional em que se dispôs 
a desmistificar o seguinte questionário: 
1- Você já presenciou situações em que o uso do 
celular atrapalha a dinâmica da aula? Pode contar 
como foi ? 
2- Em vez de proibir totalmente ,você acha que 
deveria haver regras mais flexíveis para o uso do 
celular? Se sim , quais seriam? 
3- Que soluções você sugeriria para equilibrar o 
uso do celular e o aprendizado nas escolas ? 
4- Você concorda com a proibição do uso de 
celulares nas escolas? 
5- Como você acha que o uso do celular afeta o 
aprendizado dos alunos em sala de aula ? 
6- Você acredita que o celular pode ser uma 
ferramenta educativa na escola ?Se sim , de que 
forma ? 
7- Na sua opinião ,a proibição do celular 
melhora a concentração dos alunos durante as aulas ? 
8- Como você avalia o impacto da proibição do 
celular na disciplina e no comportamento dos alunos 
? 
Diante disso, é essencial compreender esses 
processos e entender que é crucial a criação de 
iniciativas que incentivem um uso equilibrado e 
saudável das redes sociais, minimizando seus 
impactos negativos. 
 
VI. REFERÊNCIAS 
 
ERIKSON, E. H. (1963). Childhood and Society. 
W.W. Norton & Company. 
 
ERIKSON, E. H. (1968). Identity: Youth and Crisis. 
W. W. Norton & Company. 
 
FARDOULY, J.; DIEDRICHS, P. C.; VARTANIAN, 
L. R.; HALLIWELL, E. Social comparisons on 
social media: The impact of Facebook on young 
women's body image concerns and mood. Body 
Image, v. 13, p. 38-45, 2015. 
 
JOINSON, A. N. Self-disclosure in 
computer-mediated communication: The role of 
self-awareness and visual anonymity. European 
Journal of Social Psychology, v. 31, n. 2, p. 177-192, 
2001. 
 
PIAGET, J. O desenvolvimento da criança. Rio de 
Janeiro: Zahar, 1977. 
 
RYAN, R. M.; DECI, E. L. Self-determination 
theory and the facilitation of intrinsic motivation, 
social development, and well-being. American 
Psychologist, v. 55, n. 1, p. 68-78, 2000. 
 
VALKENBURG, P. M.; PETER, J. The differential 
susceptibility to media effects model. Journal of 
Communication, v. 63, n. 2, p. 221-239, 2013. 
 
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