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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA 1. INTRODUÇÃO: 1.1. TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO Os tecidos epiteliais constituem estruturas fundamentais no corpo, marcadas pela disposição de células em uma única camada (epitélio simples) ou em várias camadas (epitélio estratificado). Estas células, que estão sempre próximas umas das outras, formam uma barreira contínua que exerce diversas funções, incluindo proteção, absorção, secreção e movimentação. As junções celulares asseguram a integridade e coesão deste tecido, promovendo a adesão intercelular e possibilitando a comunicação entre as células. Além disso, elas conferem resistência a forças mecânicas como tração e pressão, características particularmente notáveis em epitélios como o da pele. As superfícies não preenchidas das células epiteliais geralmente se direcionam para cavidades internas ou para o lúmen de órgãos e estruturas do corpo, como tubos e dutos. Esse revestimento é fundamental para delimitar cavidades pleural, pericárdica, peritoneal e o sistema cardiovascular, entre outros. Essas células estão ancoradas à lâmina basal, uma estrutura complexa composta por fibras de colágeno e glicoproteínas que separa o epitélio do tecido conjuntivo subjacente. Essa interface não apenas sustenta fisicamente o epitélio, mas também determina a polaridade celular, diferenciando os domínios basal e apical das células. A membrana apical das células epiteliais pode apresentar especializações estruturais, como microvilosidades, que aumentam a área de absorção, ou cílios, que facilitam a movimentação de partículas, demonstrando a adaptabilidade funcional do epitélio. A classificação dos tecidos epiteliais leva em consideração o número de camadas celulares (simples ou estratificado), a forma das células (pavimentosa, cúbica ou colunar) e a presença de especializações apicais (como cílios e microvilosidades). Essa diversidade estrutural reflete a capacidade do epitélio de desempenhar múltiplas funções, adaptando-se às demandas específicas de diferentes órgãos e sistemas no corpo humano. 1.2. TECIDO CONJUNTIVO Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa PERÍODO 2º DISCIPLINA CARGA HORÁRIA CITOLOGIA, HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA Teórica: 2:00 H Prática: 2:00 H CURSO:Fisioterapia PROFª. DRA JUSCIDALVA R. DE ALMEIDA Data: 28/11/2024 AULA PRÁTICA: TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO E CONJUNTIVO ACADÊMICO(s): BIGAIL DO NASCIMENTO SANTOS (36018160); REBECA KAROLAINE GOMES SILVA (36017900); YASMIN WILL (36018026) CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA O tecido conjuntivo é amplamente distribuído pelo nosso corpo. Ele é responsável pelo estabelecimento e manutenção da forma do corpo; este papel mecânico é dado por um conjunto de moléculas (matriz extracelular) que conecta as células e órgãos, dando assim suporte ao corpo. Ao contrário dos epitélios, os tecidos conjuntivos apresentam elevada quantidade de substância intercelular, onde são encontradas diferentes combinações de células, proteínas fibrosas e de substância fundamental. As fibras presentes no tecido conjuntivo são de três tipos: colágenas, que oferecem resistência ao tecido; reticulares, que são delicadas e formam uma rede extensa e são formadas por colágeno tipo III associado a glicoproteínas e proteoglicanos; e elásticas que conferem elasticidade ao tecido. A substância fundamental é composta por glicosaminoglicanos, proteoglicanos e proteínas adesivas, que preenche os espaços existentes entre as células e as fibras do tecido conjuntivo. A matriz do tecido conjuntivo serve também como um meio através do qual nutrientes e excretas são trocados entre as células e seu suprimento sanguíneo. As células que constituem esse tecido possuem formas e funções bastante variadas. São elas: 1. Fibroblastos: os mais abundantes e são responsáveis pela produção de fibras e proteínas da substância fundamental. Quando em estado quiescente, são denominadas de fibrócitos. 2. Macrófagos: estão presentes em praticamente todos os órgãos e são responsáveis pela defesa do organismo. 3. Mastócitos: colaboram em reações alérgicas e inflamatórias. 4. Plasmócitos: são encontrados nas mucosas nos tecidos normais e são responsáveis pela produção de anticorpos. 5. Células adiposas: são especializadas no armazenamento de energia. 6. Leucócitos: provenientes do sangue e são a linha de defesa do corpo contra antígenos. O tecido conjuntivo propriamente dito é dividido em: tecido conjuntivo frouxo, que possui uma consistência delicada, flexível, é bem vascularizado e não muito resistente a trações; e o tecido conjuntivo denso, que é adaptado para oferecer resistência e proteção aos tecidos. Neste último encontram-se menos células que o tecido conjuntivo frouxo e em virtude de possuir mais fibras pode ser classificado como denso não modelado (as fibras são organizadas sem orientação definida) e modelado (as fibras estão umas paralelas às outras). 1.3. TECIDO NERVOSO O tecido nervoso forma uma rede de informações distribuída pelo organismo. Ele é dividido em sistema nervoso central (formado pelo encéfalo e medula espinal) e sistema nervoso periférico (formado pelos nervos e gânglios nervosos). O tecido nervoso é composto pelos neurônios, que Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA possuem longos prolongamentos (axônios e dendritos) e por vários tipos de células da glia ou neuroglia, que sustentam os neurônios. Os neurônios reagem a estímulos através de propagação de impulsos nervosos que possuem a função de transmitir informações a outros neurônios, músculos ou glândulas. Eles são formados por: um corpo celular, ou pericário, do qual partem os prolongamentos e pelo qual são capazes de receber estímulos; pelos dendritos que são prolongamentos especializados na função de receber os estímulos do meio ambiente, das células epiteliais e de outros neurônios; e pelo axônio que são prolongamentos únicos especializado na condução de impulsos que transmitem informações de neurônio para outras células. Morfologicamente dividem-se em: : ● Neurônios multipolares: apresentam mais de dois prolongamentos celulares; ● Neurônios bipolares: possuem um dendrito e um axônio; ● Neurônios pseudo-unipolares: apresentam prolongamento único que se divide em dois, um dirigindo-se para periferia e outro para o sistema nervoso central; Os neurônios também podem ser classificados de acordo com sua função: neurônios sensoriais, que recebem estímulos sensoriais do meio ambiente ou do próprio organismo; neurônios motores, que controlam órgãos efetores como glândulas e fibras musculares; e interneurônios, que estabelecem conexões entre outros neurônios. No sistema nervoso central são encontradas substância cinzenta e substância branca. A substância cinzenta é formada principalmente pelos corpos celulares dos neurônios e células da glia. A substância branca é constituída por prolongamentos de neurônios e células da glia, sem a presença de corpos celulares. A sua coloração branca se dá pela grande quantidade de mielina que envolve certas fibras nervosas. No sistema nervoso periférico os corpos celulares são encontrados em gânglios e em alguns órgãos sensoriais. As funções do sistema nervoso são de detectar, transmitir, analisar e utilizar as informações geradas pelos estímulos sensoriais e de organizar e coordenar o funcionamento das funções do organismo. 2. OBJETIVOS 1. Observar e identificar os principais componentes da lâmina estudada (e.g. tecido epitelial e tecido conjuntivo, lúmen do órgão e domíniosapical e basal das células epiteliais); 2. Identificar os órgãos estudados durante a prática; 3. Observar e classificar os epitélios observados quanto à forma das células, número de camadas, função e presença (ou não) de especializações de membrana; 4. Esquematizar os tecidos observados. 5. Observar e identificar os tipos de cartilagens, as células e a presença ou não do pericôndrio; 6. Identificar a substância cinzenta e branca em diferentes partes do sistema nervoso Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA 7. Analisar a morfologia dos gânglios nervosos, identificando os corpos celulares de neurônios e o tecido conjuntivo que o reveste. 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS QUE FORAM EMPREGADOS: 1. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): jaleco, luvas descartáveis e máscara, visando garantir a segurança e evitar a contaminação do material biológico. 2. Instrumentos e materiais de apoio: lâminas para microscópio contendo amostras de material biológico previamente preparado e corado. 3. Equipamento principal: microscópio óptico, utilizado para observação e análise das lâminas. 3.2. PREPARAÇÃO E VERIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO: Antes do início da prática, o microscópio foi adequado para possibilitar o seu uso. Os seguintes passos foram realizados: 1. Certificação de que o microscópio estava devidamente conectado à fonte de energia elétrica. 2. Ajuste inicial da platina para sua posição mais baixa, utilizando o macrométrico, e verificação da rotação suave do revólver porta-objetivas para selecionar a lente objetiva de menor aumento de 4x. 3.3. POSICIONAMENTO DA LÂMINA: A lâmina contendo a amostra biológica foi colocada na platina do microscópio da seguinte maneira: 1. Posicionamento central da lâmina sobre a platina, garantindo alinhamento adequado com a abertura de luz. 2. Fixação da lâmina com o auxílio da pinça de retenção, garantindo estabilidade durante o processo de observação. 3.4. AJUSTE DO FOCO E VISUALIZAÇÃO INICIAL: Após o posicionamento da lâmina, iniciou-se o processo de ajuste do foco para a observação da amostra: Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA 1. A iluminação foi ajustada, de modo a obter a melhor intensidade e uniformidade de luz para a visualização. 2. Utilizando o macrométrico, a platina foi elevada lentamente até que a amostra começasse a entrar no campo visual. 3. Com a amostra visível, o micrométrico foi utilizado para ajustes finos, garantindo a nitidez da imagem. 3.5. ANÁLISE DETALHADA: Após a observação com a lente objetiva de menor aumento (4x), as seguintes etapas foram seguidas para análise mais detalhada: 1. Exploração cuidadosa das regiões de interesse da amostra biológica, com atenção às estruturas específicas visíveis. 2. Realização de debates e troca de impressões entre os integrantes do grupo sobre as estruturas observadas, com registro detalhado das informações mais relevantes para análise e interpretação posterior. 3.6. CAPTURA DE IMAGENS DAS LÂMINAS OBSERVADAS: Para registrar as estruturas observadas ao microscópio e documentar as lâminas utilizadas, o celular foi integrado ao processo, permitindo a captura de fotografias. Este procedimento foi realizado com os seguintes cuidados: 1. O celular foi posicionado cuidadosamente com a lente da câmera alinhada ao ocular do microscópio.. A câmera do celular foi ajustada para focar com precisão no campo visual observado através do microscópio. 2. Foram capturadas múltiplas imagens da amostra biológica para garantir que pelo menos uma tivesse qualidade adequada para análise posterior. 3. Captura fotográfica da lâmina observada com a etiqueta identificadora e o posicionamento da amostra que foi vista no aparelho óptico. Durante toda a atividade prática, cuidados foram tomados para manusear os equipamentos, preservando tanto a integridade dos materiais quanto a qualidade das observações realizadas. Estes métodos asseguraram o desenvolvimento de habilidades práticas fundamentais para o estudo dos tecidos. 4. RESULTADO Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA 4.1. LÂMINAS Nº 70 E Nº 05 DE PELE FINA E GROSSA (HEMATOXILINA/EOSINA) Observe e esquematize o tecido epitelial de revestimento de duas regiões de pele (fina e grossa). Identifique e compare os estratos que compõem esse epitélio, à saber: Basal (próximo ao tecido conjuntivo), Espinhosa (mais abrangente), Granulosa (rica em melanina) e Córnea (mais externa é rica em queratina). 160/0.17 160/0.17 45 EP 45 EP 4x/0.1 Aumento 4x/0.1 Aumento Classificação: Tecido Epitelial, Pele fina. ANOTAÇÕES: Na primeira lâmina observamos o tecido epitelial, que é um dos quatro tipos básicos dos tecidos animais. Formado por células justapostas, entre as quais se encontra pouca substância extracelular. Como suas células não possuem vasos sanguíneos, os nutrientes são recebidos através do tecido conjuntivo subjacente, tem diversas funções, como: Proteção, Absorção, Secreção, Transporte, Recepção sensorial especializada . O tecido epitelial origina-se nos folhetos embrionários (endoderme, mesoderme, ectoderme). A segunda lâmina foi a pele fina que possui 3 camadas: epiderme, derme e hipoderme, ela é um tipo de pele que está presente em todo o corpo, exceto nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Ela é caracterizada por ter uma textura delicada e translúcida, e por ser mais sensível a traumas a pele fica mais fina com a idade, a partir dos 30 anos, devido à redução na produção de colágeno. O excesso de sol, tabagismo e falta de hidratação fazem com que a pele perca saúde mais Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA rapidamente.Alguns sinais de que a pele está fina são: ● A pele fica avermelhada ou irritada no calor ou por causa de alguns produtos. ● A pele sente-se mais quebradiça, como um craquelê. ● A pele descama. ● A pele apresenta pequenos hematomas. Para cuidar da pele, é recomendado consultar um dermatologista e ter cuidados diários. E Concluímos que o tecido epitelial está relacionado com a pele fina, pois a epiderme, uma das camadas da pele, é constituída por tecido epitelial. 4. 2. LÂMINAS Nº62 e Nº16 INTESTINO DELGADO/GROSSO (HEMATOXILINA/EOSINA) O intestino é um órgão responsável pela absorção de nutrientes após a digestão, sendo tal função desempenhada pelos enterócitos. Note a presença das vilosidades intestinais e da borda em escova no domínio apical do epitélio intestinal. Procure um campo onde os enterócitos estão dispostos em uma só camada, além de figuras de linfócitos atravessando o epitélio por um processo conhecido como diapedese. 160/0.17 160/ 0.17 45 EP 45 EP 4x/0.1 Aumento 4x/0.1 Aumento Classificação: Intestino Grosso e Jejuno Íleo. ANOTAÇÕES: Na primeira lâmina que foi o intestino grosso, foi possível analisar a parte fina do sistema Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DENASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA digestório que é responsável por armazenar e eliminar os resíduos não digeridos pelo organismo. O intestino grosso é composto por três partes: ● Ceco: A primeira parte do intestino grosso, que se liga ao intestino delgado e contém o apêndice cecal. ● Cólon: Divide-se em quatro partes: cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente e cólon sigmoide. ● Reto: Contém a ampola retal, que acumula as fezes e inicia o processo de defecação. O intestino grosso também abriga uma flora bacteriana que contribui para a digestão, produção de vitaminas e manutenção da imunidade. Na segunda lâmina analisamos o tecido Íleo que faz parte do intestino delgado, que é responsável pela absorção de nutrientes e gorduras O tecido do íleo é composto por várias estruturas, como mucosa, submucosa, muscular e serosa: ● Mucosa: Revestida por epitélio colunar simples, com enterócitos e células caliciformes. ● Submucosa: Contém vasos sanguíneos, linfonodos e o plexo de Meissner. ● Muscular: Composta por uma camada circular interna e uma camada longitudinal externa. ● Serosa: Constituída por epitélio escamoso simples e por uma camada de tecido conectivo subjacente. ● Ìleo: é a parte final do intestino delgado, com cerca de 3,5 metros de comprimento, e é responsável pela absorção de nutrientes, como vitaminas e sais biliares. O íleo está ligado ao jejuno e termina no ceco, a primeira parte do intestino grosso, pela válvula ileocecal. E concluímos que o intestino grosso e o íleo são importantes porque fazem parte do sistema digestório, e possuem funções essenciais para um bom funcionamento do corpo . 4. 3. LÂMINAS Nº25 E Nº28 DE TRAQUEIA (HEMATOXILINA/EOSINA) A traqueia é o órgão responsável pelo trânsito de gases (e.g. oxigênio e gás carbônico) entre a luz da árvore pulmonar e o meio externo. Vale ressaltar a presença de tecido cartilaginoso (anéis de cartilagem hialina) por toda a extensão deste tubo. O epitélio é composto por células ciliadas e células caliciformes. As primeiras são responsáveis pela movimentação do muco produzido pelas segundas. Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA 160/0.17 160/ 0.17 45 EP 45 EP 4x/0.1 Aumento 4x/0.1 Aumento Classificação:cartilagem fibrosa e cartilagem elástica da orelha. ANOTAÇÕES: Foi possível analisar as cartilagem fibrosa que é um tecido conjuntivo que combina características da cartilagem hialina e do tecido conjuntivo denso. É encontrada em várias partes do corpo, como: Discos intervertebrais, Sínfise púbica, Tendões e ligamentos, Meniscos. A cartilagem fibrosa tem as seguintes características: ● É rica em fibras colágenas do tipo I, que lhe conferem resistência e pouca matriz extracelular. ● Não possui pericôndrio, sendo nutrida pelo líquido sinovial. ● Apresenta resistência mecânica à tração e pouca elasticidade. ● Protege os tecidos circundantes mais frágeis. ● A cartilagem fibrosa é formada por colágeno tipo I e II (com predomínio do tipo I), podendo ser visualizado em feixes acidófilos. Cartilagem fibrosa da orelha é um tipo de tecido cartilaginoso que possui alto teor de fibras elásticas (elastina) em sua matriz, mas também pouca quantidade de colágeno A cartilagem elástica é constituída por fibras elásticas, fibrilas de colágeno tipo II.A cartilagem elástica tem as seguintes características: ● É rígida, mas relativamente flexível. ● Tem a função de sustentar e dar forma. ● É menos propensa a processos degenerativos. Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURICIO DE NASSAU CURSO DE FISIOTERAPIA ● É envolvida por um pericôndrio, um tecido conjuntivo denso que nutre, oxigena e elimina resíduos metabólicos da cartilagem. ● A elastina presente na cartilagem elástica dá-lhe uma cor amarelada. Conclui-se que a cartilagem é um tecido avascular que não possui vasos sanguíneos, vasos linfáticos ou nervosos. REFERÊNCIA (LITERATURA CONSULTADA) Junqueira, L. C.; Carneiro, J. Histologia Básica. Texto e Atlas. 12ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 524 p. Piezzi, R. S.; Fornés, M. W. Novo atlas de histologia normal de di Fiori. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. 334 p. Ross, M. H.; Pawlina, W. Histologia. Texto e Atlas. 6ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. 1008 p. SILVA, R. E. et al. Tecidos Epiteliais: Estrutura e Função. Revista Brasileira de Anatomia, São Paulo, v. 12, n. 2, p. 1-10, 2018. OLIVEIRA, S. M. et al. Características do Tecido Conjuntivo. Revista de Ciências Biomédicas, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, p. 1-8, 2019. 3. SANTOS, R. C. et al. Tecido Nervoso: Estrutura e Função. Revista Neurociências, Belo Horizonte, v. 25, n. 2, p. 1-12, 2017. Juscidalva R. de Almeida (PhD) - Departamento do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais. cE3c-Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa