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Processo Penal – Infrações e Procedimentos Especiais - IBMR 
 
Durante uma abordagem policial rotineira, Bruno foi flagrado portando 20 gramas de 
maconha para consumo pessoal, bem como uma faca sem justificativa plausível. Ao ser 
conduzido à delegacia, verificou-se que Bruno era primário, de bons antecedentes, e que 
não havia indícios de tráfico. O Ministério Público ofereceu denúncia contra Bruno pela 
prática dos crimes previstos no art. 28 da Lei nº 11.343/2006 (porte de drogas para consumo 
pessoal) e no art. 19 da Lei das Contravenções Penais (porte de arma branca). 
Considerando que os crimes imputados são de menor potencial ofensivo e que a soma das 
penas máximas cominadas não ultrapassa dois anos de prisão, o juízo de primeiro grau 
determinou o prosseguimento do feito pelo rito comum ordinário. 
Como advogado constituído por Bruno, elabore a fundamentação jurídica adequada para 
impugnar a decisão judicial, indicando: 
 
a) o procedimento que deveria ser adotado no caso concreto; 
- Procedimento sumaríssimo (arts. 60 e seguintes da Lei nº 9.099/95). 
 
b) os fundamentos legais para a adoção desse procedimento; 
- Art. 61 da Lei nº 9.099/1995: infrações de menor potencial ofensivo. 
- Crimes imputados possuem penas inferiores a dois anos. 
- Deveria tramitar pelo Juizado Especial Criminal. 
 
c) quais institutos despenalizadores previstos na Lei nº 9.099/1995 podem ser 
aplicados ao caso, fundamentando a resposta. 
- Transação penal (art. 76 da Lei nº 9.099/95); 
- Suspensão condicional do processo (art. 89 da Lei nº 9.099/95), se preenchidos os 
requisitos legais. 
 
Patrícia, após uma discussão doméstica com seu companheiro Felipe, foi agredida 
fisicamente com socos e empurrões, resultando em lesões corporais visíveis em seu rosto 
e braços. A Polícia Militar foi acionada, e Felipe foi preso em flagrante. Posteriormente, o 
Ministério Público ofereceu denúncia contra Felipe pela prática do crime de lesão corporal 
no âmbito da violência doméstica e familiar contra a mulher (art. 129, §9º, do Código Penal). 
Durante a audiência de instrução, a defesa técnica de Felipe alegou que as lesões foram 
leves e que o caso deveria tramitar pelo rito do Juizado Especial Criminal. O magistrado, 
no entanto, manteve o processamento pelo rito comum sumário, considerando a aplicação 
da Lei Maria da Penha. 
Com base no caso apresentado, responda: 
 
a) qual é o procedimento correto a ser seguido e quais suas principais fases; 
Procedimento correto: - Procedimento comum sumário (arts. 531 a 538 do Código de 
Processo Penal). - Fases principais: recebimento da denúncia, resposta à acusação, 
audiência de instrução e julgamento, sentença. 
 
b) a razão pela qual o procedimento do Juizado Especial Criminal não é aplicável ao 
caso; 
A Lei n.° 11.340/06, no seu art. 41, veda essa possibilidade. 
 
c) o fundamento legal que justifica o tratamento diferenciado e protetivo no âmbito 
processual penal; 
Fundamentação legal: - Art. 41 da Lei Maria da Penha; - Princípios constitucionais: 
dignidade da pessoa humana e proteção integral. 
 
d) se, apesar da vedação da Lei nº 9.099/1995 para o rito, ainda assim é possível 
aplicar os institutos despenalizadores previstos nessa lei ao caso, justificando a 
resposta. 
Aplicação dos institutos despenalizadores: - Transação penal: não é cabível (Súmula 536 
do STJ); - Suspensão condicional do processo: é cabível, conforme art. 89 da Lei nº 
9.099/95 e entendimento do STF (HC 106.212).

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