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FORMACAO HISTORICA DO BRASIL III 01

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Questões resolvidas

Prévia do material em texto

Nota 3,20 de um máximo de 4,00(80%) 
Questão 1 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
Quais os fatores apontados por José Murilo de 
Carvalho para explicar o predomínio da 
burocracia em Portugal. 
Questão 1Resposta 
 
a. 
Em Portugal o serviço público era encarado como um 
hobby da nobreza enriquecida com a exploração 
colonial e a transformação capitalista no campo. 
Estes monopolizavam os cargos públicos não em 
interesses dos proventos, mas como vocação e 
obrigação. 
 
b. 
A formação de uma burocracia civil e militar reforçou 
o poder dos monarcas em detrimento da Igreja e da 
nobreza. Além disso, a aristocracia portuguesa 
enfraquecida pelas lutas contra os mouros e 
empobrecida com o despovoamento do campo era 
dependente do emprego público para sua 
sobrevivência. 
 
c. 
Em Portugal havia uma tradição de serviço público 
por uma classe de rentistas. Devido à situação 
colonial, à administração pública era valorizada, 
especialmente, pela burguesia mercantil que 
vislumbrava a possibilidade de ampliar seu 
patrimônio. 
 
d. 
A formação da burocracia civil e militar foi resultado 
da revolução burguesa realizada em Portugal a partir 
do século XVI, que paralelamente reforçou o 
absolutismo e realizou reformas sociais que 
permitiram a abertura política para camadas sociais 
outrora excluídas. 
Questão 2 
Incorreto 
Atingiu 0,00 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
Como José Murilo de Carvalho (2012) explica a falta de 
continuidade entre a administração colonial e a 
administração independente na América espanhola, ao 
comparar com a construção do Estado no Brasil? Leia 
as sequências abaixo e em seguida marque as que 
melhor sintetizam a análise do autor. 
I. A política espanhola de criar universidades nas colônias 
permitiu a formação intelectual distinta e impediu o efeito 
unificador produzido em Coimbra que produziu uma 
homogeneidade ideológica. 
II. A elite criolla,apesar de ser ideologicamente homogênea 
como a portuguesa, não foi capaz de manter-se unida em 
torno do mesmo projeto político, fator que impossibilitou a 
manutenção e a unificação do antigo território colonial 
espanhol na América após a independência dos Vice-
Reinados. 
III. A exclusão de criollos dos cargos públicos, sobretudo 
no período Bourbon, contribuiu para impedir a 
continuidade entre a administração colonial e a 
independente. 
IV. A generalização das lutas caudilhescas no processo de 
independência América espanhola produziram reformas 
políticas similares nos vice-reinados, que possibilitaram a 
ascensão da elite criolla ao poder, a estabilidade política e 
a manutenção territorial, fatores que distinguem do antigo 
modelo colonial. 
A sequência correta é: 
Questão 2Resposta 
 
a. 
II-IV. 
 
b. 
II.III. 
 
c. 
I-III. 
 
d. 
I-II. 
 
e. 
III-IV. 
Questão 3 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leio o trecho abaixo: 
“Na Europa, o liberalismo era uma ideologia burguesa 
voltada contra as Instituições do Antigo Regime, os 
excessos do poder real, os privilégios da nobreza, os 
entraves do feudalismo ao desenvolvimento 
da economia. No Brasil, as ideias liberais teriam um 
significado mais restrito, não se apoiariam nas mesmas 
bases sociais, nem teriam exatamente a mesma função. Os 
princípios liberais não se forjaram, no Brasil, na luta da 
burguesia contra os privilégios da aristocracia e da realeza. 
Foram importados da Europa. Não existia no Brasil da 
época uma burguesia dinâmica e ativa que pudesse servir 
de suporte 
a essas ideias.” (COSTA, 1999, p.30) 
De acordo com Emília Viotti da Costa quais os fatores 
explicam os limites da expansão e aplicação do 
Liberalismo no Brasil no final do século XVIII e a 
primeira metade do século XIX? 
Questão 3Resposta 
 
a. 
A conciliação dos liberais brasileiros com a Igreja e com a 
religião; o apoio de parte da elite ao movimento 
abolicionista e o temor da aristocracia em perder seus 
privilégios para a burguesia mercantil foram os limites do 
liberalismo no Brasil. 
 
 
 
b. 
Os excessos do poder da Família Real Portuguesa, os 
privilégios da aristocracia da terra e a marginalização do 
povo da vida política são os principais fatores que explicam 
os limites do liberalismo no Brasil. 
 
c. 
O baixo acesso às teorias iluministas, o analfabetismo, a 
marginalização do povo da vida política e, sobretudo, o 
desinteresse das elites senhoriais em renunciar ao 
latifúndio e a propriedade escrava são fatores que 
explicam os limites do liberalismo no Brasil. 
 
d. 
A existência de duas correntes liberais no Brasil 
promoveram a cisão da elite ao disputarem projetos 
políticos e sociais distintos que acabaram reduzindo as 
chances de implantar o liberalismo tal como era aplicado 
pelas grandes potências europeias. 
Questão 4 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
“Alcançado a 7 de setembro de 1822, às margens do 
Riacho Ipiranga, Dom Pedro proferiu o chamado 
Grito do Ipiranga, formalizando a independência do 
Brasil. A primeiro de dezembro, com apenas vinte e 
quatro anos de idade, o príncipe regente era 
coroado Imperador, recebendo o título de Dom 
Pedro I. O Brasil tornava-se independente, com a 
manutenção da forma monárquica de governo. Mais 
ainda, o novo país teria no trono um rei português. 
Esse último fato criava uma situação estranha, 
porque uma figura originária da Metrópole assumia o 
comando do novo país. Em torno de Dom Pedro I e 
da questão de sua permanência no trono, muitas 
disputas iriam ocorrer, nos anos seguintes”. (Boris 
Fausto. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2006, 
p.134). 
Considerando o fragmento de texto apresentado, 
assinale a opção correta, referente ao Primeiro 
Reinado (1822–1831) no período do Brasil 
Imperial. 
Questão 4Resposta 
 
a. 
O descontentamento em relação ao autoritarismo 
do monarca, os prejuízos oriundos da guerra 
Cisplatina, os atritos entre portugueses e brasileiros 
(antilusitanismo), o afastamento do exército do 
imperador são fatores que contribuíram para a 
abdicação de Dom Pedro I do Império brasileiro. 
 
b. 
Na Lei de 1824, foi estabelecido que todos os 
homens acima de vinte e cinco anos de idade com 
renda mínima anual de cem mil réis, os libertos e os 
analfabetos tinham direito a voto, bem como que 
havia sido extinguido o poder moderador, artifício 
usado por Dom Pedro I para manter a estabilidade 
política. 
 
c. 
A constituinte de 1823 foi fator de instabilidade para 
Dom Pedro I porque previa o predomínio do Poder 
Legislativo sobre o Poder Executivo e restringia os 
poderes do Imperador, fato que resultou na sua 
dissolução e outorga da carta de 1824. 
 
d. 
Nesse período, as disputas a favor do sistema 
republicano e federativo resultaram em revolução em 
que foi declarada a independência das províncias do 
nordeste — dando origem à Confederação do 
Equador — que seriam anexadas novamente ao 
Brasil a partir da proclamação da República. 
Questão 5 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
“As revoltas do período regencial não se enquadram 
em uma moldura única. Elas tinham que ver com as 
dificuldades da vida cotidiana e as incertezas da 
organização política, mas cada uma delas resultou 
de realidades específicas, provinciais ou locais”. 
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora 
da Universidade de São Paulo, 2012. p. 142) 
O período regencial sucedeu à abdicação do 
imperador Pedro I, em 1831, e estendeu-se até o 
“golpe da maioridade” de Pedro II, em 1840. Pode-
se citar, como exemplo das diferenças entre as 
rebeliões do período, o fato de algumas: 
Questão 5Resposta 
 
a. 
terem ocorrido em meio a sociedades urbanas, e 
outras, em áreas rurais. 
 
b. 
advogarem a união com a América espanhola, e 
outras, a independência política. 
 
c. 
apoiarem o governo do regente padre Feijó, e outras, 
a monarquiados Bragança. 
 
d. 
serem defensoras da centralização política, e outras 
defensoras da descentralização. 
Questão 6 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
José Murilo de Carvalho em 'A Construção da 
Ordem e Teatro das Sombras' discute o papel das 
elites no processo de construção do Estado e da 
burocracia brasileira. Marque a alternativa que 
melhor sintetize a tese do autor. 
Questão 6Resposta 
 
a. 
O serviço público no império português não era objeto 
de interesse da aristocracia, era considerado uma 
função menor, típico das camadas sociais sem títulos 
e terras. 
 
b. 
A homogeneidade ideológica somada a 
homogeneidade social da elite brasileira foram 
responsáveis pela vitória de um único projeto de 
Estado implantado no Brasil, que tinha como base a 
execução de uma reforma política e também social. 
 
c. 
As elites brasileiras eram homogêneas socialmente, 
eram consideradas um estamento estabelecido, que 
detinha o controle do Estado, da soberania nacional e 
grande autonomia de atuação frente a outros setores 
da sociedade. 
 
d. 
Um dos elementos responsáveis pela 
homogeneidade ideológica das elites brasileiras, no 
período da independência, era sua formação jurídica 
em Portugal, fortemente influenciada pela tradição 
romana ensinada na Universidade de Coimbra. 
Questão 7 
Incorreto 
Atingiu 0,00 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
“O período regencial foi um dos mais agitados da história 
política do país e também um dos mais importantes. 
Naqueles anos, esteve em jogo a unidade territorial do 
Brasil, e o centro do debate político foi dominado pelos 
temas da centralização ou descentralização do poder, do 
grau de autonomia das províncias e da organização das 
Forças Armadas." 
(FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. 2 ed. 
São Paulo: EDUSP, 2012. p. 139.) 
Segundo o historiador Boris Fausto, a fase em que 
o Brasil foi governado por regências foi marcada por 
tensões e disputas por poder. De acordo com o autor 
quais foram as reformas institucionais implantada 
durante a Regência 
I- Apesar da criação do Código de Processo Criminal, que 
propiciou o aumento do poder exercido pelos juízes de paz, 
eleitos nas localidades, que passaram a prender e julgar 
pessoas acusadas de cometer pequenas infrações. 
II- As Assembleias Provinciais passaram a ter a 
responsabilidade de cuidar das despesas, criar impostos, 
nomear e demitir funcionários públicos. 
III- A constituição da Guarda Municipal somente por 
indivíduos oriundos da elite e o seu comando a cargo das 
elites locais favoreceram o desenvolvimento de um corpo 
armado local a serviço pessoal desta mesma elite. 
IV- A regência foi responsável pela implantação de um 
regime descentralizado, pautado na autonomia dos 
presidentes provinciais que eram eleitos por meio do voto 
direto dos cidadãos. 
Assinale a alternativa correta: 
Questão 7Resposta 
 
a. 
Apenas as afirmativas III e IV está correta. 
 
b. 
Todas as alternativas estão corretas. 
 
c. 
Apenas as afirmações II e III estão corretas. 
 
d. 
Apenas as afirmações I e II estão corretas. 
 
e. 
Apenas as afirmações I e III estão corretas. 
Questão 8 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
A Independência do Brasil, em 1822, foi fruto de 
uma série de fatores cujo ponto de partida se pode 
localizar na vinda da família real para o Brasil, em 
1808. Com a Corte no Brasil e a sede da 
monarquia para cá transmutada, deflagrou-se 
uma verdadeira inversão de papéis, tornando-se 
Portugal uma colônia de uma colônia sua. A 
tentativa de Portugal de reverter essa situação e 
tornar-se novamente metrópole do Brasil foi 
revelada de forma mais contundente através da: 
Questão 8Resposta 
 
a. 
Revolução do Porto. 
 
b. 
Revolução Pernambucana. 
 
c. 
Confederação do Equador. 
 
d. 
Inconfidência Mineira. 
Questão 9 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
 Leia o trecho da obra da historiadora Emília 
Viotti da Costa. 
 
"Com a Independência, haviam atingido o 
objetivo fundamental a que se propunham: libertar o 
país das restrições impostas pelo Estatuto Colonial, 
assegurar a liberdade de comércio e garantir a 
autonomia administrativa. A organização do país 
independente refletiria os anseios desses grupos 
sociais que assumiram o poder no Primeiro Império. 
Ficaram excluídas do poder as camadas populares , 
uma vez que escravos e índios foram excluídos do 
conceito de cidadão, tendo-se adotado ainda um 
sistema de eleição indireta, recrutando-se os 
votantes segundo critérios censitários. A 
concentração do poder nas mãos dessa minoria que 
disputaria ao imperador o privilégio de dirigir a 
nação, levando-o à abdicação em 1831, explica a 
sobrevivência das estruturas tradicionais de 
produção e das formas de controle político 
caracterizadas pela manipulação do poder local 
pelos grandes proprietários e a marginalização e 
apatia da maioria da população." (COSTA, 1999, p. 
58) 
De acordo com a historiadora, está correto afirmar que 
o processo de independência do Brasil representou 
Questão 9Resposta 
 
a. 
um momento de liberalização econômica e social, 
mas não política. 
 
b. 
uma confluência de interesses das elites e das 
massas populares coloniais. 
 
c. 
o fortalecimento do liberalismo, enquanto sistema 
político e econômico. 
 
d. 
a manutenção da estrutura econômica herdada do 
período colonial. 
Questão 10 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
Por que a historiadora Emília Viotti da Costa (1993) 
afirmou que o movimento revolucionário de 
independência do Brasil era “menos antimonárquico do 
que anticolonial” e “menos nacionalista do que 
antimetropolitano”? 
Questão 10Resposta 
 
a. 
Porque a elite brasileira não pretendia reformar a estrutura 
de produção nem a estrutura da sociedade, apenas romper 
os laços coloniais com a metrópole, isto é, deixar de ser uma 
colônia para ser parte do Reino Português. Era “menos 
nacionalista porque às vésperas da independência não havia 
uma visão de unidade entre as províncias, tanto é que os 
movimentos revolucionários anteriores à Independência 
sempre tiveram caráter local. 
 
b. 
Porque a elite brasileira pretendia manter a monarquia ao 
mesmo tempo que empenhava-se em fortalecer os laços 
entre as províncias, construindo a unidade territorial do 
Brasil para que não ocorresse a mesma fragmentação da 
América espanhola. Dessa forma, a elite pretendia 
promover a emancipação política, administrativa e 
econômica do Brasil com a metrópole portuguesa. 
Nota 4,00 de um máximo de 4,00(100%) 
Questão 1 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
José Murilo de Carvalho em 'A Construção da 
Ordem e Teatro das Sombras' discute o papel das 
elites no processo de construção do Estado e da 
burocracia brasileira. Marque a alternativa que 
melhor sintetize a tese do autor. 
Questão 1Resposta 
 
a. 
O serviço público no império português não era objeto 
de interesse da aristocracia, era considerado uma 
função menor, típico das camadas sociais sem títulos 
e terras. 
 
b. 
As elites brasileiras eram homogêneas socialmente, 
eram consideradas um estamento estabelecido, que 
detinha o controle do Estado, da soberania nacional e 
grande autonomia de atuação frente a outros setores 
da sociedade. 
 
c. 
Um dos elementos responsáveis pela 
homogeneidade ideológica das elites brasileiras, no 
período da independência, era sua formação jurídica 
em Portugal, fortemente influenciada pela tradição 
romana ensinada na Universidade de Coimbra. 
 
d. 
A homogeneidade ideológica somada a 
homogeneidade social da elite brasileira foram 
responsáveis pela vitória de um único projeto de 
Estado implantado no Brasil, que tinha como base a 
execução de uma reforma política e também social. 
Questão 2 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Textoda questão 
A Independência do Brasil, em 1822, foi fruto de 
uma série de fatores cujo ponto de partida se pode 
localizar na vinda da família real para o Brasil, em 
1808. Com a Corte no Brasil e a sede da 
monarquia para cá transmutada, deflagrou-se 
uma verdadeira inversão de papéis, tornando-se 
Portugal uma colônia de uma colônia sua. A 
tentativa de Portugal de reverter essa situação e 
tornar-se novamente metrópole do Brasil foi 
revelada de forma mais contundente através da: 
Questão 2Resposta 
 
a. 
Revolução Pernambucana. 
 
b. 
Inconfidência Mineira. 
 
c. 
Revolução do Porto. 
 
d. 
Confederação do Equador. 
Questão 3 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
“O período regencial foi um dos mais agitados da história 
política do país e também um dos mais importantes. 
Naqueles anos, esteve em jogo a unidade territorial do 
Brasil, e o centro do debate político foi dominado pelos 
temas da centralização ou descentralização do poder, do 
grau de autonomia das províncias e da organização das 
Forças Armadas." 
(FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. 2 ed. 
São Paulo: EDUSP, 2012. p. 139.) 
Segundo o historiador Boris Fausto, a fase em que 
o Brasil foi governado por regências foi marcada por 
tensões e disputas por poder. De acordo com o autor 
quais foram as reformas institucionais implantada 
durante a Regência 
I- Apesar da criação do Código de Processo Criminal, que 
propiciou o aumento do poder exercido pelos juízes de paz, 
eleitos nas localidades, que passaram a prender e julgar 
pessoas acusadas de cometer pequenas infrações. 
II- As Assembleias Provinciais passaram a ter a 
responsabilidade de cuidar das despesas, criar impostos, 
nomear e demitir funcionários públicos. 
III- A constituição da Guarda Municipal somente por 
indivíduos oriundos da elite e o seu comando a cargo das 
elites locais favoreceram o desenvolvimento de um corpo 
armado local a serviço pessoal desta mesma elite. 
IV- A regência foi responsável pela implantação de um 
regime descentralizado, pautado na autonomia dos 
presidentes provinciais que eram eleitos por meio do voto 
direto dos cidadãos. 
Assinale a alternativa correta: 
Questão 3Resposta 
 
a. 
Todas as alternativas estão corretas. 
 
b. 
Apenas as afirmações II e III estão corretas. 
 
c. 
Apenas as afirmações I e III estão corretas. 
 
d. 
Apenas as afirmações I e II estão corretas. 
 
e. 
Apenas as afirmativas III e IV está correta. 
Questão 4 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
“Alcançado a 7 de setembro de 1822, às margens do 
Riacho Ipiranga, Dom Pedro proferiu o chamado 
Grito do Ipiranga, formalizando a independência do 
Brasil. A primeiro de dezembro, com apenas vinte e 
quatro anos de idade, o príncipe regente era 
coroado Imperador, recebendo o título de Dom 
Pedro I. O Brasil tornava-se independente, com a 
manutenção da forma monárquica de governo. Mais 
ainda, o novo país teria no trono um rei português. 
Esse último fato criava uma situação estranha, 
porque uma figura originária da Metrópole assumia o 
comando do novo país. Em torno de Dom Pedro I e 
da questão de sua permanência no trono, muitas 
disputas iriam ocorrer, nos anos seguintes”. (Boris 
Fausto. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2006, 
p.134). 
Considerando o fragmento de texto apresentado, 
assinale a opção correta, referente ao Primeiro 
Reinado (1822–1831) no período do Brasil 
Imperial. 
Questão 4Resposta 
 
a. 
Na Lei de 1824, foi estabelecido que todos os 
homens acima de vinte e cinco anos de idade com 
renda mínima anual de cem mil réis, os libertos e os 
analfabetos tinham direito a voto, bem como que 
havia sido extinguido o poder moderador, artifício 
usado por Dom Pedro I para manter a estabilidade 
política. 
 
b. 
O descontentamento em relação ao autoritarismo 
do monarca, os prejuízos oriundos da guerra 
Cisplatina, os atritos entre portugueses e brasileiros 
(antilusitanismo), o afastamento do exército do 
imperador são fatores que contribuíram para a 
abdicação de Dom Pedro I do Império brasileiro. 
 
c. 
A constituinte de 1823 foi fator de instabilidade para 
Dom Pedro I porque previa o predomínio do Poder 
Legislativo sobre o Poder Executivo e restringia os 
poderes do Imperador, fato que resultou na sua 
dissolução e outorga da carta de 1824. 
 
d. 
Nesse período, as disputas a favor do sistema 
republicano e federativo resultaram em revolução em 
que foi declarada a independência das províncias do 
nordeste — dando origem à Confederação do 
Equador — que seriam anexadas novamente ao 
Brasil a partir da proclamação da República. 
Questão 5 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
Por que a historiadora Emília Viotti da Costa (1993) 
afirmou que o movimento revolucionário de 
independência do Brasil era “menos antimonárquico do 
que anticolonial” e “menos nacionalista do que 
antimetropolitano”? 
Questão 5Resposta 
 
a. 
Porque a elite brasileira pretendia manter a monarquia ao 
mesmo tempo que empenhava-se em fortalecer os laços 
entre as províncias, construindo a unidade territorial do 
Brasil para que não ocorresse a mesma fragmentação da 
América espanhola. Dessa forma, a elite pretendia 
promover a emancipação política, administrativa e 
econômica do Brasil com a metrópole portuguesa. 
 
b. 
Porque a elite brasileira não pretendia reformar a estrutura 
de produção nem a estrutura da sociedade, apenas romper 
os laços coloniais com a metrópole, isto é, deixar de ser uma 
colônia para ser parte do Reino Português. Era “menos 
nacionalista porque às vésperas da independência não havia 
uma visão de unidade entre as províncias, tanto é que os 
movimentos revolucionários anteriores à Independência 
sempre tiveram caráter local. 
Questão 6 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
Como José Murilo de Carvalho (2012) explica a falta de 
continuidade entre a administração colonial e a 
administração independente na América espanhola, ao 
comparar com a construção do Estado no Brasil? Leia 
as sequências abaixo e em seguida marque as que 
melhor sintetizam a análise do autor. 
I. A política espanhola de criar universidades nas colônias 
permitiu a formação intelectual distinta e impediu o efeito 
unificador produzido em Coimbra que produziu uma 
homogeneidade ideológica. 
II. A elite criolla,apesar de ser ideologicamente homogênea 
como a portuguesa, não foi capaz de manter-se unida em 
torno do mesmo projeto político, fator que impossibilitou a 
manutenção e a unificação do antigo território colonial 
espanhol na América após a independência dos Vice-
Reinados. 
III. A exclusão de criollos dos cargos públicos, sobretudo 
no período Bourbon, contribuiu para impedir a 
continuidade entre a administração colonial e a 
independente. 
IV. A generalização das lutas caudilhescas no processo de 
independência América espanhola produziram reformas 
políticas similares nos vice-reinados, que possibilitaram a 
ascensão da elite criolla ao poder, a estabilidade política e 
a manutenção territorial, fatores que distinguem do antigo 
modelo colonial. 
A sequência correta é: 
Questão 6Resposta 
 
a. 
II-IV. 
 
b. 
III-IV. 
 
c. 
II.III. 
 
d. 
I-II. 
 
e. 
I-III. 
Questão 7 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
Marcar questão 
Texto da questão 
“As revoltas do período regencial não se enquadram 
em uma moldura única. Elas tinham que ver com as 
dificuldades da vida cotidiana e as incertezas da 
organização política, mas cada uma delas resultou 
de realidades específicas, provinciais ou locais”. 
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora 
da Universidade de São Paulo, 2012. p. 142) 
O período regencial sucedeu à abdicação do 
imperador Pedro I, em 1831, e estendeu-se até o 
“golpe da maioridade” de Pedro II, em 1840. Pode-
se citar, como exemplo das diferenças entre as 
rebeliões doperíodo, o fato de algumas: 
Questão 7Resposta 
 
a. 
apoiarem o governo do regente padre Feijó, e outras, 
a monarquia dos Bragança. 
 
b. 
terem ocorrido em meio a sociedades urbanas, e 
outras, em áreas rurais. 
 
c. 
serem defensoras da centralização política, e outras 
defensoras da descentralização. 
 
d. 
advogarem a união com a América espanhola, e 
outras, a independência política. 
Questão 8 
Correto 
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Texto da questão 
Leio o trecho abaixo: 
“Na Europa, o liberalismo era uma ideologia burguesa 
voltada contra as Instituições do Antigo Regime, os 
excessos do poder real, os privilégios da nobreza, os 
entraves do feudalismo ao desenvolvimento 
da economia. No Brasil, as ideias liberais teriam um 
significado mais restrito, não se apoiariam nas mesmas 
bases sociais, nem teriam exatamente a mesma função. Os 
princípios liberais não se forjaram, no Brasil, na luta da 
burguesia contra os privilégios da aristocracia e da realeza. 
Foram importados da Europa. Não existia no Brasil da 
época uma burguesia dinâmica e ativa que pudesse servir 
de suporte 
a essas ideias.” (COSTA, 1999, p.30) 
De acordo com Emília Viotti da Costa quais os fatores 
explicam os limites da expansão e aplicação do 
Liberalismo no Brasil no final do século XVIII e a 
primeira metade do século XIX? 
Questão 8Resposta 
 
a. 
O baixo acesso às teorias iluministas, o analfabetismo, a 
marginalização do povo da vida política e, sobretudo, o 
desinteresse das elites senhoriais em renunciar ao 
latifúndio e a propriedade escrava são fatores que 
explicam os limites do liberalismo no Brasil. 
 
b. 
Os excessos do poder da Família Real Portuguesa, os 
privilégios da aristocracia da terra e a marginalização do 
povo da vida política são os principais fatores que explicam 
os limites do liberalismo no Brasil. 
 
c. 
A conciliação dos liberais brasileiros com a Igreja e com a 
religião; o apoio de parte da elite ao movimento 
abolicionista e o temor da aristocracia em perder seus 
privilégios para a burguesia mercantil foram os limites do 
liberalismo no Brasil. 
 
 
 
d. 
A existência de duas correntes liberais no Brasil 
promoveram a cisão da elite ao disputarem projetos 
políticos e sociais distintos que acabaram reduzindo as 
chances de implantar o liberalismo tal como era aplicado 
pelas grandes potências europeias. 
Questão 9 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
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Texto da questão 
Quais os fatores apontados por José Murilo de 
Carvalho para explicar o predomínio da 
burocracia em Portugal. 
Questão 9Resposta 
 
a. 
A formação da burocracia civil e militar foi resultado 
da revolução burguesa realizada em Portugal a partir 
do século XVI, que paralelamente reforçou o 
absolutismo e realizou reformas sociais que 
permitiram a abertura política para camadas sociais 
outrora excluídas. 
 
b. 
Em Portugal o serviço público era encarado como um 
hobby da nobreza enriquecida com a exploração 
colonial e a transformação capitalista no campo. 
Estes monopolizavam os cargos públicos não em 
interesses dos proventos, mas como vocação e 
obrigação. 
 
c. 
A formação de uma burocracia civil e militar reforçou 
o poder dos monarcas em detrimento da Igreja e da 
nobreza. Além disso, a aristocracia portuguesa 
enfraquecida pelas lutas contra os mouros e 
empobrecida com o despovoamento do campo era 
dependente do emprego público para sua 
sobrevivência. 
 
d. 
Em Portugal havia uma tradição de serviço público 
por uma classe de rentistas. Devido à situação 
colonial, à administração pública era valorizada, 
especialmente, pela burguesia mercantil que 
vislumbrava a possibilidade de ampliar seu 
patrimônio. 
Questão 10 
Correto 
Atingiu 0,40 de 0,40 
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Texto da questão 
 Leia o trecho da obra da historiadora Emília 
Viotti da Costa. 
 
"Com a Independência, haviam atingido o 
objetivo fundamental a que se propunham: libertar o 
país das restrições impostas pelo Estatuto Colonial, 
assegurar a liberdade de comércio e garantir a 
autonomia administrativa. A organização do país 
independente refletiria os anseios desses grupos 
sociais que assumiram o poder no Primeiro Império. 
Ficaram excluídas do poder as camadas populares , 
uma vez que escravos e índios foram excluídos do 
conceito de cidadão, tendo-se adotado ainda um 
sistema de eleição indireta, recrutando-se os 
votantes segundo critérios censitários. A 
concentração do poder nas mãos dessa minoria que 
disputaria ao imperador o privilégio de dirigir a 
nação, levando-o à abdicação em 1831, explica a 
sobrevivência das estruturas tradicionais de 
produção e das formas de controle político 
caracterizadas pela manipulação do poder local 
pelos grandes proprietários e a marginalização e 
apatia da maioria da população." (COSTA, 1999, p. 
58) 
De acordo com a historiadora, está correto afirmar que 
o processo de independência do Brasil representou 
Questão 10Resposta 
 
a. 
a manutenção da estrutura econômica herdada do 
período colonial. 
 
b. 
uma confluência de interesses das elites e das 
massas populares coloniais. 
 
c. 
o fortalecimento do liberalismo, enquanto sistema 
político e econômico. 
 
d. 
um momento de liberalização econômica e social, 
mas não política.