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Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 
 
2 
 
INSTRUMENTOS DE 
DESENHO TÉCNICO 
Luciene Abdala Antinori 
 
Curso Técnico em Cafeicultura 
 
http://www.wiki/
 20 
 
 Meta 
 
 Apresentar de forma abrangente o Desenho técnico e seus 
instrumentos; 
 
 
 
 
 
 
 Objetivos 
 
 Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 
 Conhecer os vários instrumentos na elaboração do Desenho 
Técnico convencional; 
 Utilizar adequadamente os instrumentos; 
 Zelar pela conservação dos instrumentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 21 
Introdução 
Na aula anterior apresentamos o conceito de Desenho Técnico. 
Dando continuidade, nesta aula 2 Instrumento de Desenho Técnico vamos 
conhecer os instrumentos utilizados na confecção do Desenho Técnico 
convencional. 
Hoje em dia o desenho técnico está em uma era totalmente 
informatizada, com uma disponibilidade de diversos programas gráficos e o 
instrumental ficou reduzido a um micro computador e a uma impressora ou 
plotter. 
Mesmo assim utilizamos as técnicas do desenho técnico tradicional, mesmo 
em um escritório ou empresa totalmente informatizados, há a necessidade do 
instrumental básico para o desenho convencional. 
Prancheta, régua paralela ou régua T, par de esquadros, transferidor, 
escalímetro e lapiseiras são os equipamentos mais utilizados. 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 1: Desenho técnico convencional com instrumentos 
http://www.wiki/
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Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
Figura 2: Desenho técnico informatizado com auxílio de programas gráficos 
 
 
VOCÊ SABIA? 
 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 
 
Plotter 
A Plotter é uma impressora destinada a 
imprimir desenhos em grandes dimensões, 
com elevada qualidade e rigor, como por 
exemplo, plantas arquitetônicas, mapas 
cartográficos, projetos de engenharia e 
grafismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.wiki/
http://www.wiki/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Impressora
 23 
 
Instrumentos para o Desenho Técnico convencional 
Foi mencionado anteriormente que ha vários instrumentos para se 
confeccionar um Desenho Técnico convencional. Nos textos a seguir você terá 
oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em cada um deles. 
 
1. Lápis e lapiseiras 
Os lápis e lapiseiras são classificados 
por meio de letras ou números seguindo 
o grau de dureza da grafite. 
Quanto maior for o número ou classificação 
de sua letra maior será a sua rigidez. 
 
Classificação: 
 Grafites macios: 7B,6B,5B,4B, 3B,2B 
 Grafites duros: H, 2H, 3H, 5H, 6H 
 Grafites com dureza intermediária: B, HB, F 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
Para desenhos preliminares, usa-se geralmente o lápis HB ou grafite 
equivalente para uso em lapiseira. 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 
Classificação Numérica: 
 Número 1 = 3B 
 Número 2 = B 
 Número 3 = F 
 Número 4 = 2H 
 Número 5 = 4H 
 Número 6 = 6H 
 
 
A série B compreende, de 
forma geral, os lápis com 
grafites macias e série F 
para lápis com grafites 
duras. 
 
http://www.wiki/
http://www.wiki/
 24 
2. Pranchetas – Mesas de desenho 
As pranchetas para desenho geralmente são de madeira, em forma 
retangular, nela se fixam os papéis de desenho e podem ser simplesmente 
apoiadas em cavalete com altura e inclinação reguláveis. 
É importante que a prancheta bem como o banco possibilitem ao aluno 
uma correta postura ergonômica. A iluminação adequada também é importante 
para um bom trabalho. 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 3: Posição-postura ergonômica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As pranchetas podem ser fabricadas de diversas espécies de madeira como o 
Cedro, Pinho e Eucalipto ou madeira processada mecanicamente como MDF. 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
Figura 4: Prancheta 
MAIS 
 
Ergonomia 
É o estudo do relacionamento 
entre o homem e seu trabalho, 
equipamento e ambiente, e 
particularmente a aplicação dos 
conhecimentos de anatomia, 
fisiologia e psicologia na solução 
de problemas surgidos desse 
relacionamento. 
 
http://www.wiki/
http://www.wiki/
 25 
 O tampo pode ser forrado material de cor clara, para evitar a fadiga dos 
olhos do desenhista. 
Para cobrir as pranchetas, pode-se usar o seguinte: 
1. Coberturas de vinil, que fornecem uma superfície de desenho suave e 
uniforme. Furos de alinhamento e cortes ficam naturalmente encobertos. 
2. Revestimento em fórmica ou material resistente similar, sem imperfeições de 
superfície. 
 As dimensões mais comuns que encontramos as pranchetas são: 
0.60 x 0.80m, 0.80 x1.00m, 1.00x1.20m. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURIOSIDADE! 
MDF 
 
Em português a designação 
correta é placa de fibra de 
madeira de Média 
Densidade de Fibra. 
O MDF é fabricado através 
da junção de fibras de 
madeira com resinas 
sintéticas e outros aditivos. 
O material é moldado em 
painéis lisos sob alta 
temperatura e pressão.As 
chapas de MDF são 
fabricadas com diferentes 
características, que variam 
em função de sua utilização 
final. 
 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fibra_de_madeira
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fibra_de_madeira
http://pt.wikipedia.org/wiki/Resina
http://www.wiki/
 26 
3. Régua T e régua Paralela 
Régua T é um instrumento próprio para desenho técnico. Assim como 
a régua paralela é uma régua utilizada para apoiar o esquadro ou para traçar 
horizontais e linhas paralelas quando apoiada na mesa de desenhos, possui 
em média 80 cm e normalmente é de madeira com detalhes em acrílico. 
Combinadas com esquadros permitem traçar com rapidez e precisão 
uma infinidade de ângulos e paralelas em todas as direções. 
 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
Figura 4: Régua T 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 5: Régua Paralela 
 
Cabeçote fixo 
Fica presa à prancheta 
através de um sistema de fios 
e roldanas, que promovem 
seu deslizamento paralelo 
sobre a mesa de desenho. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenho_t%C3%A9cnico
http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9gua
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralela
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%ADlico
http://www.wiki/
http://www.wiki/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenho
 27 
 
Fonte: Livro Desenho Técnico Básico 
Figura 6: Manejo da Régua T 
 
4. Esquadros 
Esquadro é um instrumento de desenho que também pode ser usado 
para fazer linhas retas verticais com o apoio de uma régua T ou régua paralela 
e para formar ângulos principais como 30º, 45º, 60º, 90º e combinações de 
ângulos utilizando dois esquadros, contudo a principal função dos esquadros é 
fazer transferência de ângulos. 
Existem 2 tipos de esquadros básicos: 
O primeiro com o formato de um triângulo retângulo escaleno de 30º-60º-90º; 
O segundo com o formato de um triângulo retângulo isósceles de 45º-45º-90º. 
 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 7: Par de esquadros 
http://www.wiki/
 28 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 8: Esquadro apoiado na régua 
 
Manejo dos esquadros na régua T 
 
 
 Fonte: LivroDesenho Técnico Básico 
http://www.wiki/
 29 
 
 Fonte: Livro Desenho Técnico Básico 
 
Manejo de um par de esquadros 
 
 Fonte: Livro Desenho Técnico Básico 
 
 30 
5. Transferidor 
Transferidor é um instrumento utilizado para medida e marcação de 
ângulos. 
 É composto basicamente por uma escala circular, ou de seções de 
círculo, dividida e marcada em ângulos espaçados regularmente, tal qual numa 
régua. 
Os transferidores podem ser de diversos tipos sendo os mais comuns: 
 Transferidor de 360° 
 Transferidor de 180° 
 Transferidor de 90° (ou quadrante) 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 9: Transferidor 360° 
 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 10: Transferidor 180° 
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%82ngulo
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrculo
http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9gua
http://www.wiki/
http://www.wiki/
 31 
6. Escalímetro ou Escala Triangular 
O Escalimetro ou régua tridimensional é um instrumento que possui 6 réguas 
com diferentes escalas e nos possibilita criar desenhos de projetos, ou 
representar objetos em uma escala ampliadas ou reduzidas, dentro das 
medidas medidas necessárias, conservando a proporção entre a representação 
do objeto e o seu tamanho real. 
No escalímetro tridimensional podemos observar seis tipos de escalas 
diferentes: 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: 
Não deve ser utilizado para o traçado de linhas, apenas para obter medidas. 
Ex: 
A escala 1:100 pode ser usado como 1:1 ou ainda 1:1000, dependendo do 
caso. 
Para se aprender a trabalhar com o Escalimetro, basta aprender um pouco 
sobre as escalas e suas aplicações. 
Portanto você verá a seguir, algumas noções de escala. 
 
 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 
 
Existem três tipos de escalas: 
 
1: 20 - um para 20 
1: 25 - um para 25 
1: 50 - um para 50 
1:75 - um para 75 
1:100- um para 100 
1:125- um para 125 
 
 MAIS 
Escala 
É a relação que existe entre o 
tamanho de um objeto de um 
projeto, por exemplo, e o seu 
tamanho real. 
Utilizamos a escala para ampliar 
ou reduzir o desenho de um 
objeto conservando suas 
proporções. 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9gua
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala
http://www.wiki/
 32 
ESCALA NATURAL 
Escala natural é aquela utilizada quando o tamanho do desenho do objeto é 
igual ao tamanho real do mesmo, isto é, do mesmo tamanho que o objeto for 
construído, será também feito o seu desenho. 
É representada da seguinte forma: 
Escala 1:1 (lê-se, escala um por um). 
 
ESCALA DE REDUÇÃO 
Escala de redução é a utilizada para representar um objeto em tamanho menor 
do que o tamanho real. Para a aplicação da escala de redução, basta dividir o 
valor da medida indicada no desenho do objeto, pelo valor numérico da escala. 
Essa escala é bastante utilizada em mapas e em plantas de construções civis. 
É representada da seguinte forma: 
Escala 1:2, 1:3, 1:4, 1:5, 1:10, 1:20, 1:30, 1:40, 1:50, 1:100, etc. 
 
ESCALA DE AMPLIAÇÃO 
Escala de ampliação é utilizada para representar um objeto em tamanho maior 
do que o tamanho real. 
É representada da seguinte forma: 
Escala 2:1 (lê-se, escala dois por um). 
As escalas de ampliação mais utilizadas são: 2:1, 3:1, 4:1, 5:1, 10:1, 20:1, etc.. 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 11: Escalímetro Figura 12: Detalhe – Graduação do Escalímetro 
 
 
 
 
http://www.wiki/
http://www.wiki/
 33 
7. Gabaritos 
São placas de material plástico, transparente ou opaco, vazados nos 
formatos de figuras geométricas como círculos, quadrados, elipses e 
equipamentos sanitários/hidráulicos e mobiliário e etc. 
 
Veja alguns modelos: 
 
 
 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 13: Modelo de Gabarito para Layout (vasos, pias e móveis) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO 
 
Layout 
O Layout (ou leiaute) é um esboço mostrando a distribuição física como, por 
exemplo, de um ambiente (disposição dos móveis), tamanhos de elementos como 
texto, gráficos ou figuras num determinado espaço. 
Pode ser apenas formas rabiscadas numa folha para depois realizar o projeto ou 
pode ser o projeto em fase de desenvolvimento. 
VASO SANITÁRIO 
PIA 
MESA 
CADEIRA 
http://www.wiki/
http://dicionario.babylon.com/texto#!!9G2CGKRAUE
http://dicionario.babylon.com/gr%C3%A1fico#!!9G2CGKRAUE
 34 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
Figura 14: Modelo de Gabarito para peças sanitárias 
 
 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 Figura 15: Modelo de Gabarito de círculos 
 
 
 
 
http://www.wiki/
http://www.wiki/
 35 
8. Compasso 
Um compasso é um instrumento de desenho para desenhar arcos de 
circunferência, composto de duas hastes articuladas numa extremidade 
encontra-se uma ponta-seca (ponta de metal) e a outra será com grafite, 
destinado a traçar circunferências, arcos ou a tirar medidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 PONTA-SECA 
PONTA DE GRAFITE 
Fonte: www.sxc.hu 
Figura 17: Detalhe das pontas do Compasso 
Usa-se o compasso 
da seguinte forma: aberto 
com o raio desejado fixa-se 
a ponta seca no centro da 
circunferência a traçar e, 
segurando-se o compasso 
pela parte superior com os 
dedos indicador e polegar, 
imprime-se um movimento 
de rotação até completar a 
circunferência. 
 
Fonte: www.sxc.hu 
Figura 16: Compasso 
 
Fonte: www.sxc.hu 
VOCÊ SABIA? 
 
O Compasso parabólico que 
conhecemos hoje foi inventado 
por Leonardo da Vinci. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenho
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arco_(matem%C3%A1tica)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Circunfer%C3%AAncia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci
 36 
9. Curva Francesa e Régua Flexível 
As curvas francesas são gabaritos para curvas, recortadas por 
inúmeros arcos destinados àqueles desenhos em que o não se pode usar o 
compasso. 
As curvas francesas transparentes são melhores porque facilita a 
visualização de pontos e eixos de simetria nos desenhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 
A régua flexível é utilizada em grandes curvas traçadas principalmente 
nos esboços a mão-livre. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURVA FRANCESA 
RÉGUA FLEXÍVEL 
MAIS 
 
O eixo de simetria em 
geometria é uma linha que divide 
uma figura em duas partes 
simétricas, isto é, como se 
fossem o objeto e a sua imagem 
num espelho. 
 
http://www.wiki/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Simetria
 37 
10. Borracha 
É utilizada para apagar os traços de um desenho quando feitos a lápis 
ou a lapiseira. Os traços feitos com grafites macias, a borracha deve ser macia 
e de grão fino; para traços a grafite dura ou feitos a tinta, a borracha deve ser 
dura, áspera e de consistência arenosa. 
Para traços muito finos em desenhos muito pequenos deve se usar a 
borracha tipo caneta com um refil de borracha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
Figura 18: Borracha macia de grão fino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURIOSIDADE! 
 
 
 
 
 
O Theatro da Paz é o maior e um 
 dos luxuosos edifícios construídos 
 com as fortunas da borracha. 
Localizado na cidade de Belém, 
 no estado do Pará 1869 – 1874. 
 
Fonte: www.sxc.hu 
Figura 20: Borracha dura, áspera de grãos arenosos 
 
 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédialivre 
Figura 19: Borracha tipo caneta 
 
 
Fonte: Wikipédia A enciclopédia livre 
 
http://www.wiki/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bel%C3%A9m
http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1
http://www.wiki/
http://www.wiki/
 38 
11. Papel 
De acordo com a Norma Técnica Brasileira NBR5984, o papel deverá 
seguir alguns padrões de dimensões, que chamamos de formatos da série A. 
Esta Norma padroniza as características dimensionais das folhas em 
branco e pré-impressas a serem aplicadas em todos os desenhos técnicos. 
As folhas de desenhos podem ser utilizadas tanto na posição horizontal como 
na vertical. 
As folhas em que se desenha o projeto arquitetônico é denominada 
prancha. 
O formato do papel tem origem em um retângulo com área de (1m²) e 
cujos lados medem 0,841 x 1,189 m ( 841 x 1189 mm), denominando de 
formato A0. 
Deste formato originam por bipartição, ou duplicação, os demais formatos. 
Vamos conferir: 
 
 Figura 21: Origem dos formatos 
Esta é a chamada folha A0 (a-zero). A partir desta, obtém-se múltiplos 
e submúltiplos (a folha A1 corresponde à metade da A0, assim como a 2A0 
corresponde ao dobro da A0). 
Do formato A0 resultarão os demais formatos de papéis: 
Referência 
X (mm) Y (mm) a (mm) 
 2 A0 1189 1682 15 
A0 841 1189 10 
1189 mm 
841 mm 
 39 
A1 594 841 10 
A2 420 594 7 
A3 297 420 7 
A4 210 297 7 
A5 148 210 5 
 
 Fonte: Luciene Abdala Antinori 
 Figura 22: Formatos da série A 
 
12. Conservação dos Instrumentos 
Para aumentar a vida útil dos instrumentos devemos manuseá-los com o 
máximo cuidado possível e armazená-los sempre em seus estojos. 
 A limpeza da régua, dos esquadros e do transferidor deve ser feita sempre 
com água e sabão neutro. 
 
 
 
Nunca utilizar substâncias corrosivas ou derivados de petróleo 
 40 
Precauções mínimas que devem ser seguidas: 
 
 Evitar choques ou queda dos instrumentos; 
 Nunca desenhar com a aresta inferior da régua T; 
 Não colocar qualquer das extremidades na boca; 
 Nunca trabalhar com o lápis com ponta grossa; 
 Nunca lubrificar as articulações do compasso; 
 Nunca traçar uma linha voltando para traz; 
 Nunca passar a borracha por todo o desenho depois de terminado; 
 Deve-se limpar a mesa antes de começar os trabalhos; 
 Manter os instrumentos sempre limpos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMINDO... 
 
Nesta aula você que o desenho técnico está em uma era totalmente 
informatizada, com uma disponibilidade de diversos programas e o instrumental 
ficou reduzido a um micro computador e a uma impressora ou plotter, mas mesmo 
assim utilizamos as técnicas do desenho técnico tradicional, há a necessidade do 
instrumental básico para o desenho convencional. 
Podendo ser citados: 
1. Lápis e lapiseiras; 
2. Pranchetas - mesas pra desenho; 
3. Régua T e Régua Paralela; 
4. Esquadros; 
5. Transferidor; 
6. Escalímetro ou escala triangular; 
 Os lápis e lapiseiras são classificados por meio de letras ou números seguindo 
o grau de dureza do grafite. 
 As pranchetas para desenho geralmente são de madeira, em forma retangular, 
nela se fixam os papéis de desenho. 
 As réguas T e paralela são réguas utilizadas para apoiar o esquadro ou para 
traçar horizontais e linhas paralelas quando apoiada na mesa de desenhos. 
 A principal função dos esquadros é fazer transferência de ângulos como 30º, 
45º, 60º, 90º e combinações de ângulos utilizando dois esquadros. 
 O Transferidor é um instrumento utilizado para medida e marcação de ângulos. 
 O Escalímetro ou régua tridimensional é um instrumento que possui 6 réguas 
com diferentes escalas,mas só pode ser utilizado para obter medidas e não traçar. 
 Os Gabaritos são placas de material plástico, vazados nos formatos de figuras e 
equipamentos. 
 O Compasso é um instrumento de desenho para desenhar arcos de 
circunferência. 
 As curvas francesas são gabaritos para curvas e a régua flexível é utilizada em 
grandes curvas traçadas principalmente nos esboços a mão-livre. 
 A Borracha é utilizada para apagar os traços de um desenho quando feitos a 
lápis ou a lapiseira. 
 O Papel deverá seguir alguns padrões de dimensões, que chamamos de 
formatos da série A. 
 
 
7. Gabaritos; 
8. Compasso; 
9. Curva Francesa e Régua 
Flexível 
10. Borracha 
11. Papel 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9gua
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralela
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%82ngulo
http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9gua
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenho
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arco_(matem%C3%A1tica)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Circunfer%C3%AAncia
 42 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
 ABNT. Coletânea de normas de desenho técnico. São Paulo: SENAI 
– DTE-DMD. 1990. 86p 
 ALVARENGA, L.M.deS.L.; SODRÉ, J.B. Manual de desenho de 
Arquitetura. Belo Horizonte: ULTRAMIG – Fundação de Educação para 
o Trabalho de Minas Gerais, 1977. 
 MARMO, C. Curso de desenho. São Paulo, 1997. 
 MONTENEGRO, G.A. Desenho arquitetônico: para cursos técnicos 
de 2º grau e faculdades de arquitetura. São Paulo: Edgard Blucher, 
1978. 
 OBERG, L.. Desenho arquitetônico. Ed. 22. Rio de Janeiro: Civilização 
Brasileira. 1979. 156p. 
 PENTEADO, J.de A. Curso de desenho. ed.4. São Paulo: Nacional, 
1967. 349p. 
 SPECK, H.J.; PEIXOTO, V.V. Manual básico de desenho técnico. 
Ed.3. Florianópolis: UFSC, 2004. 180 p (Série Didática). 
 TELECURSO. Leitura e Interpretação de Desenho Técnico - Apostilas 
e Vídeo Aulas Telecurso 2000. Disponível em: HTTP: . Disponível em 10 jun 2010. 
http://www.4shared.com/file/1WNZuCdf/Telecurso_2000_-_Leitura_e_Int.html
http://www.4shared.com/file/1WNZuCdf/Telecurso_2000_-_Leitura_e_Int.html

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