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5ª Etapa: Desafios nos Países Subdesenvolvidos Inicia-se esta etapa do estudo dirigido em Epidemiologia com a seguinte pergunta norteadora: As epidemias e pandemias afetam o mundo inteiro igualmente? O mundo passa – e passou- por diversas doenças que veio “dos ares, dos mares e dos lugares” parafraseando a obra de Hipócrates as doenças vem de todos os lugares possíveis; entretanto as maiores doenças e mais persistentes é a doença da desigualdade, da falta de oportunidade de saúde. Em seu mais amplo significado: “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença” de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), conceito este adotado desde 1946. É de se saber que o mundo inteiro não funciona igualmente, temos estruturas econômicas diferentes, religiões e crenças diferentes, clima e culturas diferentes. De certo não teríamos com a mesma força as doenças. Infelizmente é de se saber que os países subdesenvolvidos possuem problemas em diversas camadas destas estruturas ora citadas que cooperam para serem muito mais severos os índices de epidemias ou ainda países de cultura e política diferentes podem ter sofrido pandemias de maneira mais drástica que outros países. Em consonância com o que foi dito por Eduardo Freitas[footnoteRef:1], os países que sofreram com a colonização europeia tiveram como consequência uma crescente nos problemas sociais, estes muito básicos, como por exemplo: distribuição desigual da renda, baixos índices de escolaridade, problemas de moradia, fome, desnutrição e problemas na saúde. [1: Texto proposto no estudo dirigido: “Países subdesenvolvidos e os problemas sociais”. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/paises-subdesenvolvidos-os-problemas-sociais.htm] Segundo Karl Marx (1985)[footnoteRef:2] o imbróglio da distribuição de renda é comum em sociedades capitalistas, em que um indivíduo vende sua força de trabalho e outro é o detentor dos bens de valia. A porcentagem de riqueza é distribuída a uma pequena parcela da população, segundo Eduardo Freitas, em concordância com Karl Marx e trazendo essa visão socioeconômica para a luz dos países subdesenvolvidos. Em uma sociedade valorizada por quem tem mais, a mobilidade social nesta estrutura de classe que vivemos é cíclico os fatores que o autor destacou. Como o dinheiro está nas mãos de poucos, os índices baixos de escolaridade é uma consequência, afinal crianças e adolescentes deixam de estudar para conseguirem complementar a renda dos pais, que também não possuíram nenhum tipo de regalia social para perpassar aos seus filhos. Com as crianças e adolescentes fazendo “bicos” para levarem alimento para a sua mesa, acabam conseguindo subempregos na fase adulta, repetindo o ciclo de seus pais e sem auxílio algum de sair desta bolha. E que muitas vezes culmina em fome e desnutrição, afinal os programas governamentais não conseguem abarcar as lacunas destas famílias e que se desencadeia para uma saúde precária em que não há assistência pela quantidade de pessoas que precisam de atendimentos e não há melhoras em diversas doenças pela fome e desnutrição, falta de informação, crendices e tantos outros fatores como a moradia. Um adendo sobre as moradias é que o Brasil é um país formado por escravos que tiveram sua abolição, mas de maneira desestruturada, e foram marginalizados, morando em favelas, sem nenhum tipo de saneamento básico e sem reforma agrária não se consegue reestruturar o país para dar o mínimo de condições sociais para estas pessoas que foram vítimas do colonialismo em outras eras do nosso país. [2: MARX, K. O Capital: crítica da economia política. Coleção “Os Economistas”. Livro I, tomo II. São Paulo: Abril Cultural, 1985] Nesta segunda etapa iremos discorrer sobre a temática que nos trouxe Letícia Mori: Doenças Negligenciadas pela Indústria Farmacêutica. A ciência como estudo é uma constituinte que necessita de investimentos financeiros, além de força de trabalho e pesquisa. Os grandes investidores não governamentais, como empresários, querem investir em algo rentável, ou seja: vender a cura. Como vender-se-á a cura para quem não tem o que comer? Segundo Letícia Mori (2019): “A OMS classifica 17 patologias como doenças tropicais negligenciadas. Elas são diferentes uma da outra, mas têm em comum o fato de atingirem principalmente pessoas de baixa renda ou em condição de miséria, em lugares pobres e em países em desenvolvimento”. As doenças que são mais negligenciadas são aquelas encontradas em lugares habitados por pobres, ou seja, não há uma voz social forte para falar por eles, não há retorno financeiro viável para empresários, para o governo, nem muito menos para a indústria farmacêutica. As doenças mais rentáveis são aquelas que os privilegiados possuem: obesidade – por terem mais oportunidades de alimentação- (de modo grosseiro, afinal também há a população das classes C e D acometidas por essa enfermidade por outros fatores como comer muita massa pois não tem acesso à alimentos mais saudáveis) e a venda de ozempic e diversos outros medicamentos de alto valor. As ações governamentais para a erradicação das doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica é seguir apenas estudando agentes causadores e combatente, mas não o “cortar o mal pela raíz”. Mori (2019) trouxe alguns indicativos que demonstram a queda de investimentos até mesmo dessa forma de estudo que citamos anteriormente dentro das universidades públicas e nos órgãos competentes relacionados à saúde da população. Foi-se solicitado algumas respostas para três questões sobre essa temática, que são: a) Quais são as doenças negligenciadas? Onde estão mais presentes? As doenças negligenciadas, são, segundo Letícia Mori (2019): “(...) teníase, lepra, doença de Chagas, esquistossomose, doença do sono, tracoma, oncocercose, filariose linfática, entre outras”. Entretanto, segundo a OMS, são 17 doenças negligenciadas. Além de outras, como: raiva, tracoma, doença de Chagas (tripanossomíase americana), leishmaniose, filariose linfática, oncocercose (cegueira dos rios), helmintíases transmitidas pelo solo e água[footnoteRef:3] etc. [3: BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico. Doenças tropicais negligenciadas: 30 de janeiro – Dia mundial de combate às Doenças tropicais negligenciadas. 2021, tiragem eletrônica. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2021/boletim_especial_doencas_negligenciadas.pdf Acesso em 09 de março de 2025 ] Estão em regiões pobres do mundo, em áreas rurais remotas, em favelas e áreas urbanas sem saneamento - inclusive (e em grande quantidade) no Brasil. b) Por que essas doenças não recebem atenção da pesquisa? Por não trazerem rentabilidade financeira. E por serem fruto de problemas muito mais profundos que saúde. c) Quais fatores contribuem para a propagação dessas doenças? As condições de moradia, saneamento básico, insegurança alimentar, falta de conhecimento dentre outros. Texto complementar: Doenças Negligenciadas em Países em Desenvolvimento – Revista Ciência e Cultura 6ª Etapa: Principais Pandemias na História Pergunta norteadora: • Quais foram as principais pandemias que afligiram a humanidade? Textos recomendados: • Quais Foram as Piores Epidemias da História? – Nova Escola, por Paula Sato. Leia aqui • As Piores Epidemias da História – Mundo Educação, por Rainer Gonçalves Sousa. Leia aqui Tarefas: • Marque as respostas para: o Quais doenças foram causadas por vírus e quais por bactérias? o Qual doença atingiu o maior número de pessoas? o Quais continentes foram mais afetados?