Logo Passei Direto
Buscar

8 ANO CIDADANIA, MORAL E ÉTICA

Capítulo do livro didático Cidadania Moral e Ética (8º ano) sobre linguagem, pensamento e cidadania. Contém perguntas para debate, exemplos de manifestações da linguagem (palavras, gestos, emoticons), imagens para reflexão e objetivos de aprendizagem sobre linguagem e pensamento.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Cidadania Moral e Ética – 8o ano 5
1
Capítulo
Linguagem, pensamento 
e cidadania
Vamos dialogar!
Conhecimentos prévios
•	O que é linguagem?
•	A linguagem que você usa com seus colegas é a 
mesma usada com a sua família? Por quê?
•	Seus comportamentos no dia a dia estão conec-
tados com uma atitude cidadã?
•	Como podemos praticar a cidadania?
•	Como a linguagem influencia os nossos pensa-
mentos cotidianos?
Estamos o tempo inteiro nos comunicando e mani-
festando o que pensamos e sentimos, seja por meio das 
palavras que dizemos, cantamos, escrevemos, seja por 
meio de gestos, expressões faciais ou até mesmo dos sím-
bolos que criamos para exprimir alguma sensação, como 
os emoticons usados nas redes sociais da Internet. Todas 
essas formas que criamos para extravasar o que se passa 
em nossa mente se dão pela linguagem, e a linguagem 
que empregamos diz sobre quem somos, de onde vie-
mos, o que achamos do mundo à nossa volta, etc. É sobre 
isso que estudaremos neste capítulo.
fre
ep
ik
.c
om
Para começar, observe as seguintes imagens e dis-
cuta as perguntas da seção Questões para reflexão, na 
página seguinte, com seus colegas e seu professor, ob-
servando como cada uma das imagens representa um 
tipo de manifestação da linguagem.
Fo
to
s:
 M
on
ke
y 
Bu
si
ne
ss
, b
la
ck
ze
br
a,
 si
dn
ey
de
al
m
ei
da
, f
iz
ke
s e
 T
up
un
ga
to
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 5 20/09/2021 11:03:42
Sumário
Capítulo 1 – Linguagem, pensamento e 
cidadania
O que é linguagem? 
A origem da linguagem 
Linguagem e sociedade 
Capítulo 2 – Dignidade do ser humano
Progresso e desigualdade
Os direitos necessários para viver melhor
Os direitos dos jovens
Moradia, um direito
O direito à saúde
5
6
7
9
11
12
16
18
20
24
Capítulo 3 – Todos conectados
O indivíduo e a sociedade
A ética e a corrupção
Desenvolvimento sustentável
Cidadania e solidariedade
Capítulo 4 – Ética profissional
A ética no trabalho
A necessidade da ética
A responsabilidade médica: uma visão ética
Ambiguidade e oposição entre valores objetivamente 
bons
O trabalho e a formação do jovem
A ética profissional em debate
O que esperar de adolescentes e jovens?
28
28
31
32
34
37
37
40
41
43
44
45
47
cirodelia - stock.adobe.com
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 4 20/09/2021 11:03:41
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 4 20/09/2021 11:04:43
5Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 5
1
Capítulo
Linguagem, pensamento 
e cidadania
Vamos dialogar!
Conhecimentos prévios
•	O que é linguagem?
•	A linguagem que você usa com seus colegas é a 
mesma usada com a sua família? Por quê?
•	Seus comportamentos no dia a dia estão conec-
tados com uma atitude cidadã?
•	Como podemos praticar a cidadania?
•	Como a linguagem influencia os nossos pensa-
mentos cotidianos?
Estamos o tempo inteiro nos comunicando e mani-
festando o que pensamos e sentimos, seja por meio das 
palavras que dizemos, cantamos, escrevemos, seja por 
meio de gestos, expressões faciais ou até mesmo dos sím-
bolos que criamos para exprimir alguma sensação, como 
os emoticons usados nas redes sociais da Internet. Todas 
essas formas que criamos para extravasar o que se passa 
em nossa mente se dão pela linguagem, e a linguagem 
que empregamos diz sobre quem somos, de onde vie-
mos, o que achamos do mundo à nossa volta, etc. É sobre 
isso que estudaremos neste capítulo.
fre
ep
ik
.c
om
Para começar, observe as seguintes imagens e dis-
cuta as perguntas da seção Questões para reflexão, na 
página seguinte, com seus colegas e seu professor, ob-
servando como cada uma das imagens representa um 
tipo de manifestação da linguagem.
Fo
to
s:
 M
on
ke
y 
Bu
si
ne
ss
, b
la
ck
ze
br
a,
 si
dn
ey
de
al
m
ei
da
, f
iz
ke
s e
 T
up
un
ga
to
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 5 20/09/2021 11:03:42
Sumário
Capítulo 1 – Linguagem, pensamento e 
cidadania
O que é linguagem? 
A origem da linguagem 
Linguagem e sociedade 
Capítulo 2 – Dignidade do ser humano
Progresso e desigualdade
Os direitos necessários para viver melhor
Os direitos dos jovens
Moradia, um direito
O direito à saúde
5
6
7
9
11
12
16
18
20
24
Capítulo 3 – Todos conectados
O indivíduo e a sociedade
A ética e a corrupção
Desenvolvimento sustentável
Cidadania e solidariedade
Capítulo 4 – Ética profissional
A ética no trabalho
A necessidade da ética
A responsabilidade médica: uma visão ética
Ambiguidade e oposição entre valores objetivamente 
bons
O trabalho e a formação do jovem
A ética profissional em debate
O que esperar de adolescentes e jovens?
28
28
31
32
34
37
37
40
41
43
44
45
47
cirodelia - stock.adobe.com
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 4 20/09/2021 11:03:41
•	Compreender o conceito de linguagem e 
as manifestações cotidianas dessa impor-
tante ferramenta.
•	Entender como a linguagem está relacio-
nada ao nosso pensamento e como essa 
relação pode ser bem utilizada se tiver-
mos o objetivo de praticar a cidadania.
•	Estudar a importância da linguagem 
para a comunicação e a expressão da 
sensibilidade.
•	Conhecer algumas teorias da origem da 
linguagem.
•	Analisar a associação entre língua e 
sociedade.
•	Discutir como a expressão corporal pode 
se revelar um importante veículo de 
comunicação.
Pensamento e Linguagem
Autor:	Lev. S. Vigotski
O livro condensa uma fase muito impor-
tante da obra de Vigotski. Embora seu tema 
central seja a relação entre pensamento e 
linguagem, ele trata, no nível mais profun-
do, da apresentação de uma teoria extrema-
Na abertura deste capítulo, aproveite 
para despertar a curiosidade dos alunos 
sobre o tema, instigando-os a refletirem 
sobre as diversas manifestações da lingua-
gem. As que estão representadas nas ima-
Sugestão de
abordagem
Sugestão de
Leitura
Objetivos
pedagógicos
mente original e bem fundamentada do de-
senvolvimento intelectual.
gens são apenas alguns exemplos e devem 
servir de ponto de partida para a reflexão 
sobre outras modalidades. Converse com os 
alunos sobre isso, peça que eles exempli-
fiquem outras formas de usar a linguagem 
no dia a dia. Mostre que, neste momento, 
na sala de aula, algumas dessas formas já 
estão sendo utilizadas.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 5 20/09/2021 11:04:44
6 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 7
Para refletir
A linguagem da pós-modernidade
A linguagem pós-moderna é uma experiência 
contemporânea a qual estamos vivendo e nos adap-
tando e que, por sua vez, molda-se a nós. Essa revo-
lução está acontecendo nas Ciências, na Literatura, 
na Arquitetura, etc. É uma linguagem rica em variá-
veis e possibilidades diante da diversidade cultural 
e global em que estamos imersos neste momento. É 
uma avalanche de estilos que se apresentam de for-
mas diferentes, sem totalitarismos e, consequente-
mente, sem hierarquias. Essa linguagem é um misto 
de arte, ciência e tecnologia. O técnico e o simbólico 
se encontram. [...]
A revolução da pós-modernidade acontece de-
vido à transformação das condições técnicas e so-
ciais de comunicação, dando chance a todos os 
grupos de falarem por si mesmos, fazendo vir à 
tona os espaços incomensuráveis justapostos e su-
perpostos uns aos outros. Desconstruindo a cren-
ça em uma totalidade unitária de mundo, com va-
lores eternos e imutáveis, questionando o método 
como caminho seguro, a racionalidade, as certezas 
e as verdades universais. [...]
As novas tecnologias da informação e da comu-
nicação nos oferecem um sistema aberto e dinâmi-
co, que se insere conflituosamente nos processos cul-
turais e que se torna um dispositivo pelo qual perce-
bemos o mundo. É um caminho repleto de bifurca-
ções que pode nos conduzir à emancipação, em prol 
do bem-estar da humanidade. Pelo menos é o que 
esperamos.
A linguagem da pós-modernidade é interdiscipli-
nar, em que os aspectos sociais, políticos, culturais, 
econômicos e tecnológicos entrelaçam-se por meio 
de informações, imagens, poder,qualquer escola nessa região.
Na Ásia Ocidental e Meridional, 16% dos 
meninos fora da escola não terão contato 
com a educação formal durante sua vida. 
O índice sobe para 80% quando considera-
do o público feminino. Em países árabes, 
Leitura
complementar
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 13 20/09/2021 11:04:48
14 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 15
nala a importância tanto da diversificação quanto da ges-
tão efetiva da riqueza de recursos naturais para explorar o 
seu potencial de desenvolvimento. Vários países também 
sofreram com duradouros conflitos armados ou agitação 
civil e instabilidade política.
Se essa tendência continuar, a erradicação da pobre-
za e a criação de empregos decentes para todos ficarão 
cada vez mais fora de alcance. O fraco desempenho eco-
nômico também está ligado ao investimento insuficien-
te na educação de qualidade, nos serviços de saúde, na 
proteção social, em programas para grupos marginaliza-
dos e na mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Sozinho, o crescimento mais rápido do PIB não le-
vará necessariamente a melhorias de base ampla nos 
padrões de vida. As desigualdades profundas também 
persistem na distribuição de renda dentro dos países, 
atuando como uma grande barreira ao progresso do 
desenvolvimento. A desigualdade elevada dentro dos 
países está associada à exclusão e fragmentação so-
ciais; a uma construção de instituições e uma gover-
nança mais fracas; e a um risco mais alto de violência 
e conflito interno.
Transformações fundamentais são necessárias para ir 
adiante, para estreitar as lacunas de renda entre e dentro 
dos países. De acordo com estimativas da ONU, sem mu-
danças significativas no comportamento, mais de 7% da 
população global pode permanecer na pobreza até o ano 
de 2030, incluindo 30% das populações na África e nos 
países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês).
No continente africano, onde a população está se 
expandindo a uma taxa de mais de 2% ao ano, reduzir 
o nível de pobreza extrema para abaixo de 5% até 2030 
exigirá uma combinação de crescimento do PIB a dois dí-
gitos e quedas dramáticas na desigualdade — algo bem 
além das esferas dos precedentes históricos.
Medidas políticas integradas e transversais, que 
elevem as perspectivas para o crescimento econômico, 
bem como reduzam as desigualdades de renda, são es-
senciais para colocar o mundo na direção de um cami-
nho mais sustentável e inclusivo. Isso inclui investir na 
educação, no cuidado médico, na resiliência às mudan-
ças climáticas; e na inclusão financeira e digital, para 
apoiar o crescimento econômico e a criação de empre-
gos a curto prazo, ao mesmo tempo em que se promove 
o desenvolvimento sustentável a longo prazo.
A estabilidade macroeconômica e um sólido qua-
dro de políticas orientadas para o desenvolvimento, in-
cluindo um sistema financeiro robusto e em bom fun-
cionamento, são elementos-chave para enfrentar, com 
sucesso, a desigualdade. Políticas fiscais bem elabora-
das podem ajudar a suavizar o ciclo de negócios, ofere-
cer bens públicos, corrigir falhas de mercado e influen-
ciar diretamente na distribuição de renda. Ampliar o 
acesso à educação de qualidade também é crucial, em 
conjunto com políticas de emprego, como aumentar os 
salários mínimos e expandir a proteção social. Priorizar 
o desenvolvimento da infraestrutura rural, por meio do 
investimento público em transporte, agricultura e ener-
gia, também pode apoiar a diminuição da pobreza e es-
treitar as desigualdades dentro dos países.
Embora não haja um modelo único de prescrição de po-
líticas que garanta a entrega de uma sociedade mais igual e 
próspera, uma mensagem geral é clara: chamados à erradi-
cação da pobreza não têm sentido sem ações políticas coor-
denadas e comprometidas em reduzir a desigualdade.
Disponível em: https://nacoesunidas.org/artigo-acabar-com-a-po-
breza-e-possivel-mas-significa-confrontar-a-desigualdade-dentro-
-e-entre-os-paises/. Acesso em: 31/03/2020.
A ONU é formada por países que trabalham voluntariamente por inte-
resses em comum a nível mundial. Entre seus principais objetivos está a 
garantia da dignidade a todos os seres humanos.
Ph
ili
p 
Se
re
da
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 15 20/09/2021 11:03:46
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 14
Acabar com a pobreza é possível, mas significa confrontar a 
desigualdade
Líderes mundiais se comprometeram a acabar com a pobreza em todos os lugares, para todas as pessoas, até 2030. 
Alcançar essa meta significa confrontar a necessidade de quedas dramáticas nas desigualdades — de renda, de opor-
tunidade, de exposição a riscos, entre os gêneros, entre os países e dentro dos países — ao longo da próxima década.
Para refletir
A desigualdade é uma barreira bastante reconhe-
cida à erradicação da pobreza, assim como muitos ou-
tros desafios de desenvolvimento. Ela está presente em 
múltiplas dimensões por toda a Agenda 2030 para o De-
senvolvimento Sustentável — o plano universalmente 
adotado para promover a prosperidade e o bem-estar 
social ao mesmo tempo em que se protege o meio am-
biente. De acordo com muitas métricas, a desigualdade 
de renda entre os países caiu um pouco em décadas re-
centes, o que foi impulsionado primeiramente pelo forte 
crescimento das economias do leste e do sul asiáticos. 
Mas há muitos países — particularmente em partes da 
África, oeste da Ásia e América Latina e Caribe — onde os 
níveis de renda continuaram a ficar ainda mais para trás, 
exacerbando as desigualdades de renda entre os países.
A última análise das Nações Unidas no relatório Si-
tuação Econômica Mundial e Perspectivas 2019 indica, es-
sencialmente, que os níveis de renda per capita estagna-
ram-se ou caíram em um total de 47 economias em de-
senvolvimento e em transição no ano passado. A maioria 
desses países já vinha consistentemente ficando para trás 
por várias décadas. Isso traz um enorme desafio à medida 
que países se empenham em reduzir a pobreza, desenvol-
ver infraestrutura essencial, criar empregos e apoiar a di-
versificação da economia. A maioria dos países retardatá-
rios é altamente dependente das commodities, o que assi-
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 14 20/09/2021 11:03:45
a Unesco não conseguiu apurar números 
precisos devido aos conflitos na região. A 
agência da ONU, no entanto, acredita que a 
maioria dos excluídos dos sistemas de edu-
cação seja composta de meninas.
“Temos de trabalhar em todos os ní-
veis, dos mais básicos até os líderes glo-
bais, para colocar a igualdade e a inclusão 
no centro de todas as políticas, de modo 
que todas as meninas, quaisquer que 
sejam suas circunstâncias, vão para a es-
cola, permaneçam na escola e se tornem 
cidadãs empoderadas”, afirmou a direto-
ra-geral da Unesco, Irina Bokova.
A pesquisa organizada pela Unesco tam-
bém aponta que as desigualdades de gênero 
perduram até a educação superior.
“Nós claramente observamos onde as in-
justiças começam e como elas se acumulam 
durante a vida das meninas e mulheres mais 
marginalizadas”, disse a diretora do Institu-
to da agência da ONU para Estatísticas, Silvia 
Montoya. “Mas os dados também mostram 
que as meninas que conseguem começar a es-
cola primária e fazer a transição para a edu-
cação secundária tendem a ter um desempe-
nho melhor que o dos meninos e a continuar 
seus estudos.”
Disponível em: https://nacoesunidas.org/unescomeninas-tem-
duas-vezes-menos-chances-de-ingressarna-educacao-formal/. 
Acesso em: 25/08/2020.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 14 20/09/2021 11:04:48
15Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 15
nala a importância tanto da diversificação quanto da ges-
tão efetiva da riqueza de recursos naturais para explorar o 
seu potencial de desenvolvimento. Vários países também 
sofreram com duradouros conflitos armados ou agitação 
civil e instabilidade política.
Se essa tendência continuar, a erradicação da pobre-
za ea criação de empregos decentes para todos ficarão 
cada vez mais fora de alcance. O fraco desempenho eco-
nômico também está ligado ao investimento insuficien-
te na educação de qualidade, nos serviços de saúde, na 
proteção social, em programas para grupos marginaliza-
dos e na mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Sozinho, o crescimento mais rápido do PIB não le-
vará necessariamente a melhorias de base ampla nos 
padrões de vida. As desigualdades profundas também 
persistem na distribuição de renda dentro dos países, 
atuando como uma grande barreira ao progresso do 
desenvolvimento. A desigualdade elevada dentro dos 
países está associada à exclusão e fragmentação so-
ciais; a uma construção de instituições e uma gover-
nança mais fracas; e a um risco mais alto de violência 
e conflito interno.
Transformações fundamentais são necessárias para ir 
adiante, para estreitar as lacunas de renda entre e dentro 
dos países. De acordo com estimativas da ONU, sem mu-
danças significativas no comportamento, mais de 7% da 
população global pode permanecer na pobreza até o ano 
de 2030, incluindo 30% das populações na África e nos 
países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês).
No continente africano, onde a população está se 
expandindo a uma taxa de mais de 2% ao ano, reduzir 
o nível de pobreza extrema para abaixo de 5% até 2030 
exigirá uma combinação de crescimento do PIB a dois dí-
gitos e quedas dramáticas na desigualdade — algo bem 
além das esferas dos precedentes históricos.
Medidas políticas integradas e transversais, que 
elevem as perspectivas para o crescimento econômico, 
bem como reduzam as desigualdades de renda, são es-
senciais para colocar o mundo na direção de um cami-
nho mais sustentável e inclusivo. Isso inclui investir na 
educação, no cuidado médico, na resiliência às mudan-
ças climáticas; e na inclusão financeira e digital, para 
apoiar o crescimento econômico e a criação de empre-
gos a curto prazo, ao mesmo tempo em que se promove 
o desenvolvimento sustentável a longo prazo.
A estabilidade macroeconômica e um sólido qua-
dro de políticas orientadas para o desenvolvimento, in-
cluindo um sistema financeiro robusto e em bom fun-
cionamento, são elementos-chave para enfrentar, com 
sucesso, a desigualdade. Políticas fiscais bem elabora-
das podem ajudar a suavizar o ciclo de negócios, ofere-
cer bens públicos, corrigir falhas de mercado e influen-
ciar diretamente na distribuição de renda. Ampliar o 
acesso à educação de qualidade também é crucial, em 
conjunto com políticas de emprego, como aumentar os 
salários mínimos e expandir a proteção social. Priorizar 
o desenvolvimento da infraestrutura rural, por meio do 
investimento público em transporte, agricultura e ener-
gia, também pode apoiar a diminuição da pobreza e es-
treitar as desigualdades dentro dos países.
Embora não haja um modelo único de prescrição de po-
líticas que garanta a entrega de uma sociedade mais igual e 
próspera, uma mensagem geral é clara: chamados à erradi-
cação da pobreza não têm sentido sem ações políticas coor-
denadas e comprometidas em reduzir a desigualdade.
Disponível em: https://nacoesunidas.org/artigo-acabar-com-a-po-
breza-e-possivel-mas-significa-confrontar-a-desigualdade-dentro-
-e-entre-os-paises/. Acesso em: 31/03/2020.
A ONU é formada por países que trabalham voluntariamente por inte-
resses em comum a nível mundial. Entre seus principais objetivos está a 
garantia da dignidade a todos os seres humanos.
Ph
ili
p 
Se
re
da
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 15 20/09/2021 11:03:46
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 14
Acabar com a pobreza é possível, mas significa confrontar a 
desigualdade
Líderes mundiais se comprometeram a acabar com a pobreza em todos os lugares, para todas as pessoas, até 2030. 
Alcançar essa meta significa confrontar a necessidade de quedas dramáticas nas desigualdades — de renda, de opor-
tunidade, de exposição a riscos, entre os gêneros, entre os países e dentro dos países — ao longo da próxima década.
Para refletir
A desigualdade é uma barreira bastante reconhe-
cida à erradicação da pobreza, assim como muitos ou-
tros desafios de desenvolvimento. Ela está presente em 
múltiplas dimensões por toda a Agenda 2030 para o De-
senvolvimento Sustentável — o plano universalmente 
adotado para promover a prosperidade e o bem-estar 
social ao mesmo tempo em que se protege o meio am-
biente. De acordo com muitas métricas, a desigualdade 
de renda entre os países caiu um pouco em décadas re-
centes, o que foi impulsionado primeiramente pelo forte 
crescimento das economias do leste e do sul asiáticos. 
Mas há muitos países — particularmente em partes da 
África, oeste da Ásia e América Latina e Caribe — onde os 
níveis de renda continuaram a ficar ainda mais para trás, 
exacerbando as desigualdades de renda entre os países.
A última análise das Nações Unidas no relatório Si-
tuação Econômica Mundial e Perspectivas 2019 indica, es-
sencialmente, que os níveis de renda per capita estagna-
ram-se ou caíram em um total de 47 economias em de-
senvolvimento e em transição no ano passado. A maioria 
desses países já vinha consistentemente ficando para trás 
por várias décadas. Isso traz um enorme desafio à medida 
que países se empenham em reduzir a pobreza, desenvol-
ver infraestrutura essencial, criar empregos e apoiar a di-
versificação da economia. A maioria dos países retardatá-
rios é altamente dependente das commodities, o que assi-
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 14 20/09/2021 11:03:45
Como	surge	a	desigualdade	social?
Vários teóricos e pensadores buscam 
entender esse fenômeno, que assola boa 
parte dos países do mundo até hoje. Boa 
parte deles, em suas teorias, culpa a exis-
tência da desigualdade social em um vérti-
ce em comum: a concentração do dinheiro, 
Leitura
complementar
ou seja, a má distribuição de renda. Sendo 
a desigualdade social o fruto da concen-
tração de dinheiro, e o poder a uma parte 
muito pequena da população, o que resta 
à grande parcela da sociedade é dividir o 
restante.
Algumas	das	causas	da	desigualdade	
social
•	Má distribuição de renda – e concentra-
ção do poder.
•	Má administração de recursos – principal-
mente públicos.
•	Lógica de mercado do sistema capitalis-
ta – quanto mais lucro para as empresas 
e para os seus donos, melhor.
•	Falta de investimento nas áreas sociais, 
em cultura, em assistência a populações 
mais carentes, em saúde, educação.
•	Falta de oportunidade de trabalho.
Em	quais	âmbitos	a	desigualdade	social	
pode	se	manifestar?
Existem diversas formas de desigualda-
de quando se fala em desigualdade social. 
Ora, o que é social permeia todos os âm-
bitos da vida de uma pessoa. Entenda al-
guns tipos:
•	Desigualdade de gênero
Uma pauta muito discutida desde o iní-
cio do século XXI. Ela se manifesta na discri-
minação de oportunidades, de tratamento, 
de direitos, de liberdade. Por vezes, no sis-
tema patriarcal, mulheres recebem salários 
mais baixos que um homem, mesmo fazen-
do o mesmo trabalho, com o mesmo grau 
de ensino e cumprindo os mesmos horários 
— na esfera pública, também é discutida a 
representatividade da mulher em cargos de 
poder e na política.
•	Desigualdade racial
Em consonância com a questão de a de-
mocracia racial no Brasil ser um mito, os 
dados só corroboram para esse fato. A de-
sigualdade começa já na discussão de opor-
tunidades: onde as pessoas negras moram 
e crescem hoje? Como herança da escravi-
dão, 72% dos moradores de favela são ne-
gros. Sete em cada dez casas que recebem 
o benefício do Bolsa Família são chefiadas 
por negros, segundo dados do estudo Re-
trato das Desigualdades de Gênero e Raça, 
do Ipea.
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 15 20/09/2021 11:04:49
16 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 17
todos, bem como a instrução superior, esta basea-
da no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desen-
volvimento da personalidade humana e do fortalecimen-to do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades 
fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a 
tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os 
grupos raciais ou religiosos e coadjuvará as atividades 
das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. [...]
Disponível em: http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_
inter_universal. htm. Acesso em: 31/03/2020.
Questão 
de ética
1| Responda em seu caderno:
a. Dos artigos citados, quais chamaram mais a sua aten-
ção? Por quê?
b. Comente a primeira afirmação do documento: “Todas 
as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno compreenda a 
relação entre a afirmação e o conceito de dignidade es-
tudado neste capítulo.
3| O artigo II esclarece que todos nós temos o direito de 
vivermos livres de qualquer discriminação. Com base no 
artigo, analise as manchetes a seguir e sugira, em seu ca-
derno, soluções para as situações ocorridas. 
Manchete 1
Agência de notícia da Aids
No Recife, uma criança é 
discriminada em escola por ser 
soropositiva, diz a família
A mãe de uma criança de nove anos denunciou a escola 
estadual onde o menino está matriculado por atitude 
preconceituosa. Segundo ela, o menino estuda numa 
escola em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, 
e no ato da matrícula ela disse que o menino tem Aids.
Disponível em: http://agenciaaids.com.br/home/noticias/volta_
item/9703. Acesso em: 18/08/2016.
Manchete 2
Estado de Minas Gerais
Mãe denuncia racismo contra filha 
de 4 anos; aluna é xingada de “preta 
horrorosa”
De acordo com ela, menina foi ofendida por avó de garoto 
que se revoltou com o fato de o neto ter dançado quadri-
lha com uma criança negra. Polícia vai investigar o caso.
Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/ge-
rais/2012/07/20/interna_gerais,307109/mae-denuncia-racis-
mo-contra-filha-de-4-anos-aluna-e-xingada-de-preta-horroro-
sa.shtml. Acesso em: 18/08/2016.
Manchete 3
Do UOL — Rio de Janeiro
Aluno é impedido de frequentar 
escola com guias de candomblé
Um estudante de 12 anos foi impedido de entrar na es-
cola pública em que estudava por usar guias — cola-
res — de candomblé. O caso aconteceu na escola mu-
nicipal Francisco Campos.
Disponível em: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/09/03/
rj-aluno-e-impedido-de-frequentar-escola-com-guias-de--can-
domble.htm. Acesso em: 18/08/2016.
2| Pesquise, em jornais, revistas e portais de notícias, 
casos recentes em que houve o descumprimento dos di-
reitos humanos. Indique a que direito negado cada fato 
se refere e o que é possível fazer para combater situa-
ções desse tipo. 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 17 20/09/2021 11:03:46
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 16
Questões para reflexão
1. Quais tipos de problemas causados pela desi-
gualdade social você observa nos espaços que 
frequenta?
2. Entre as medidas para alcançar a igualdade 
social citadas no texto, qual seria a sua priori-
dade? Comente a respeito.
3. Sabemos que a desigualdade de renda pode 
estar diretamente relacionada a outros tipos de 
desigualdade, como a de educação, a de saúde, 
dentre outras. Quais são as principais conse-
quências dessas relações?
4. Como podemos melhorar a situação das mulhe-
res e das crianças, que são mais atingidas pela 
desigualdade?
5. De que maneira podemos contribuir para o fim das 
desigualdades sociais no bairro onde moramos?
Os direitos necessários 
para viver melhor
Você já ouviu falar na Declaração Universal dos Di-
reitos Humanos? Ela foi criada pela Organização das Na-
ções Unidas (ONU) em 1948. Nos trinta artigos desse do-
cumento, estão descritos os direitos básicos que garan-
tem uma vida digna para todos os habitantes do mundo. 
Entre eles, liberdade, educação, saúde, cultura, informa-
ção, alimentação e moradia adequadas, respeito e não 
discriminação. Leia alguns itens a seguir:
Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade 
e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir 
em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos 
e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem dis-
tinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, lín-
gua, religião, opinião política ou de outra natureza, ori-
gem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer 
outra condição.
Artigo III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à se-
gurança pessoal.
[...]
Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem 
qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm 
direito a igual proteção contra qualquer discriminação 
que viole a presente Declaração e contra qualquer inci-
tamento a tal discriminação.
[...]
Artigo XVIII
Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamen-
to, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade 
de mudar de religião ou crença e a liberdade de mani-
festar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, 
pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, 
em público ou em particular.
Artigo XIX
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e ex-
pressão; esse direito inclui a liberdade de, sem interfe-
rência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir in-
formações e ideias por quaisquer meios e independente-
mente de fronteiras.
[...]
Artigo XXV
1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de 
assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusi-
ve alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos 
e serviços sociais indispensáveis; e direito à segurança 
em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, ve-
lhice ou outros casos de perda dos meios de subsistên-
cia fora de seu controle.
[...]
Artigo XXVI
1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução 
será gratuita, pelo menos nos graus elementares e 
fundamentais. A instrução elementar será obrigató-
ria. A instrução técnico-profissional será acessível a 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 16 20/09/2021 11:03:46
Além disso, o analfabetismo é duas 
vezes maior entre negros do que entre bran-
cos. Em segundo lugar, há preconceito e dis-
criminação racial em diversos âmbitos, com 
ênfase para o chamado racismo	estrutural, 
que é praticamente um conjunto de práti-
cas reproduzidas pela sociedade a fim de 
excluir determinada etnia (os negros, no 
caso do Brasil) dos círculos sociais. Os jor-
nais, a televisão e os filmes, por exemplo, 
também reproduzem e ajudam a perpetuar 
essa lógica.
•	Desigualdade de classes
Dependendo do autor, a explicação 
desse tipo de desigualdade será diferente. 
Mas, basicamente, sempre levará em conta 
a ocupação profissional, a escolaridade, a 
riqueza, os bens, a renda das pessoas. O 
sociólogo Max Weber defendia que as clas-
ses sociais estavam ligadas aos privilégios e 
prestígios, sendo uma forma de estratifica-
ção social. Weber acreditava que essas clas-
ses tendiam a se manter estáveis ao longo 
de gerações, reproduzindo a desigualdade 
com as classes inferiores. Já Karl Marx, en-
tendia que existiam duas grandes classes: a 
trabalhadora (proletariado) e os capitalistas 
(burguesia). Enquanto os trabalhadores se 
importam em sobreviver, os capitalistas se 
preocupam com o lucro. E, assim, criam as 
desigualdades e os conflitos sociais, como 
a opressão e a exploração.
A	desigualdade	social	no	Brasil
De acordo com o estudo liberado pelo 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti-
ca (IBGE), a concentração de renda aumen-
tou em 2018 no País. Os dados mostram que 
o rendimento mensal dos 1% mais ricos do 
país é quase 34 vezes maior do que o rendi-
mento da metade mais pobre da população.
O estudo ainda mostrou que a renda 
dos 5% mais pobres caiu em 3%, enquan-
to a renda dos 1% mais ricos aumentou em 
8%. Assim, o Índice de Gini – instrumen-
to utilizado para medir a desigualdade no 
Brasil – voltou a subir. Em 2018, alcançou 
o número de 0,509. Vale lembrar que o ín-
dice varia de zero a um. Quanto mais pró-
ximo de um,pior é a distribuição de renda 
no país. [...]
Disponível em: https://www.politize.com.br/desigualdade-
-social/?https://www.politize.com.br/&gclid=Cj0KCQjwou-
b3BRC6ARIsABGhnybQ8U0GY0zMlBfYLZLVlcdT3tlRkUhFXTpTJ8
PVYUdKKsJkQy-A6bEaAiEUEALw_wcB. Acesso em: 29/06/2020.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 16 20/09/2021 11:04:49
17Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 17
todos, bem como a instrução superior, esta basea-
da no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desen-
volvimento da personalidade humana e do fortalecimen-
to do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades 
fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a 
tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os 
grupos raciais ou religiosos e coadjuvará as atividades 
das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. [...]
Disponível em: http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_
inter_universal. htm. Acesso em: 31/03/2020.
Questão 
de ética
1| Responda em seu caderno:
a. Dos artigos citados, quais chamaram mais a sua aten-
ção? Por quê?
b. Comente a primeira afirmação do documento: “Todas 
as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno compreenda a 
relação entre a afirmação e o conceito de dignidade es-
tudado neste capítulo.
3| O artigo II esclarece que todos nós temos o direito de 
vivermos livres de qualquer discriminação. Com base no 
artigo, analise as manchetes a seguir e sugira, em seu ca-
derno, soluções para as situações ocorridas. 
Manchete 1
Agência de notícia da Aids
No Recife, uma criança é 
discriminada em escola por ser 
soropositiva, diz a família
A mãe de uma criança de nove anos denunciou a escola 
estadual onde o menino está matriculado por atitude 
preconceituosa. Segundo ela, o menino estuda numa 
escola em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, 
e no ato da matrícula ela disse que o menino tem Aids.
Disponível em: http://agenciaaids.com.br/home/noticias/volta_
item/9703. Acesso em: 18/08/2016.
Manchete 2
Estado de Minas Gerais
Mãe denuncia racismo contra filha 
de 4 anos; aluna é xingada de “preta 
horrorosa”
De acordo com ela, menina foi ofendida por avó de garoto 
que se revoltou com o fato de o neto ter dançado quadri-
lha com uma criança negra. Polícia vai investigar o caso.
Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/ge-
rais/2012/07/20/interna_gerais,307109/mae-denuncia-racis-
mo-contra-filha-de-4-anos-aluna-e-xingada-de-preta-horroro-
sa.shtml. Acesso em: 18/08/2016.
Manchete 3
Do UOL — Rio de Janeiro
Aluno é impedido de frequentar 
escola com guias de candomblé
Um estudante de 12 anos foi impedido de entrar na es-
cola pública em que estudava por usar guias — cola-
res — de candomblé. O caso aconteceu na escola mu-
nicipal Francisco Campos.
Disponível em: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/09/03/
rj-aluno-e-impedido-de-frequentar-escola-com-guias-de--can-
domble.htm. Acesso em: 18/08/2016.
2| Pesquise, em jornais, revistas e portais de notícias, 
casos recentes em que houve o descumprimento dos di-
reitos humanos. Indique a que direito negado cada fato 
se refere e o que é possível fazer para combater situa-
ções desse tipo. 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 17 20/09/2021 11:03:46
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 16
Questões para reflexão
1. Quais tipos de problemas causados pela desi-
gualdade social você observa nos espaços que 
frequenta?
2. Entre as medidas para alcançar a igualdade 
social citadas no texto, qual seria a sua priori-
dade? Comente a respeito.
3. Sabemos que a desigualdade de renda pode 
estar diretamente relacionada a outros tipos de 
desigualdade, como a de educação, a de saúde, 
dentre outras. Quais são as principais conse-
quências dessas relações?
4. Como podemos melhorar a situação das mulhe-
res e das crianças, que são mais atingidas pela 
desigualdade?
5. De que maneira podemos contribuir para o fim das 
desigualdades sociais no bairro onde moramos?
Os direitos necessários 
para viver melhor
Você já ouviu falar na Declaração Universal dos Di-
reitos Humanos? Ela foi criada pela Organização das Na-
ções Unidas (ONU) em 1948. Nos trinta artigos desse do-
cumento, estão descritos os direitos básicos que garan-
tem uma vida digna para todos os habitantes do mundo. 
Entre eles, liberdade, educação, saúde, cultura, informa-
ção, alimentação e moradia adequadas, respeito e não 
discriminação. Leia alguns itens a seguir:
Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade 
e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir 
em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos 
e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem dis-
tinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, lín-
gua, religião, opinião política ou de outra natureza, ori-
gem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer 
outra condição.
Artigo III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à se-
gurança pessoal.
[...]
Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem 
qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm 
direito a igual proteção contra qualquer discriminação 
que viole a presente Declaração e contra qualquer inci-
tamento a tal discriminação.
[...]
Artigo XVIII
Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamen-
to, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade 
de mudar de religião ou crença e a liberdade de mani-
festar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, 
pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, 
em público ou em particular.
Artigo XIX
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e ex-
pressão; esse direito inclui a liberdade de, sem interfe-
rência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir in-
formações e ideias por quaisquer meios e independente-
mente de fronteiras.
[...]
Artigo XXV
1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de 
assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusi-
ve alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos 
e serviços sociais indispensáveis; e direito à segurança 
em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, ve-
lhice ou outros casos de perda dos meios de subsistên-
cia fora de seu controle.
[...]
Artigo XXVI
1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução 
será gratuita, pelo menos nos graus elementares e 
fundamentais. A instrução elementar será obrigató-
ria. A instrução técnico-profissional será acessível a 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 16 20/09/2021 11:03:46
Pode-se iniciar a abordagem do tema 
perguntando para a turma o que é ser cida-
dão e ter uma vida digna. Anote as respos-
tas no quadro e, posteriormente, relacione-
-as com o conceito abordado no livro.
Outra forma de abordar a questão é re-
lacionando a cidadania ao usufruto de di-
reitos e cumprimento de deveres. Questio-
ne a turma se quem se encontra em situa-
ção de rua pode ser considerado cidadão e 
por quê. Anote as respostas no quadro e de-
pois repita o procedimento, dessa vez per-
guntando se o cumprimento de deveres é 
também parte da cidadania. Anote também 
essas respostas.
Depois de anotar os dois conjuntos de 
respostas, chame a atenção para o fato de 
que o não cumprimento de deveres afeta di-
retamente os direitos de alguém.
Sugestão de
abordagem
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 17 20/09/2021 11:04:49
18 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 19
Artigo V
O direito de ser escutado:
O jovem tem o direito de se expressar livremente, o 
direito de ser escutado e considerado, ainda que sua opi-
nião difira das ditas pelos adultos.
Artigo VI
O direito de ser informado:
O jovem tem o direito de receber uma informação 
objetiva com relação às realidades de nossa sociedade.
Artigo VII
O direito da participação:
O jovem tem o direito de montar atividades, de par-
ticipar delas e de comprometer-se livremente com elasem sua escola ou em seu bairro.
Artigo VIII
O direito à vida escolar:
O jovem tem o direito a uma vida escolar estável e 
progressiva, o que equivale a um horário equilibrado que 
lhe permita tempo livre necessário para as atividades e 
os intercâmbios entre alunos e professores.
Artigo IX
O direito a oportunidades iguais:
O jovem tem direito a uma educação não seletiva e 
não competitiva.
Artigo X
O direito ao trabalho:
O jovem tem direito a um trabalho conforme as suas 
capacidades e suas aspirações.
Artigo XI
O direito à inexperiência:
O jovem tem o direito de poder concorrer a uma 
vaga de trabalho sem experiência condicionada ao an-
terior.
Artigo XII
O direito ao erro:
O jovem tem o direito de cometer erros e de corri-
gir-se deles.
Artigo XIII
O direito de uso do tempo livre:
O jovem goza do direito de ter em seu meio um lugar 
que lhe permita dedicar-se a ocupar organizadamente 
seu tempo livre.
Artigo XIV
O direito à consideração moral:
O jovem tem direito a serviços que não sejam discri-
minatórios em lugares públicos.
Artigo XV
O direito à consideração jurídica:
O jovem tem o direito de participar na elaboração 
das leis que lhe referem e de ser respeitado pelas forças 
da ordem.
Artigo XVI
O direito à proteção:
O jovem tem o direito de ser protegido contra todo 
tipo de manipulação: publicidade, doutrinamento, expe-
rimentações diversas (científicas, educativas, etc.).
 
Artigo XVII
O direito aos valores espirituais:
O jovem tem o direito de escolher, de viver e expres-
sar seus valores espirituais sem oposição dos Estados.
Artigo XVIII
O direito à solidariedade:
O jovem tem o direito de crescer em um espírito de 
paz e de solidariedade e de ter ante seus olhos exemplos 
de compartilhamento e ajuda mútua no plano internacio-
nal que o incitem a construir um mundo mais fraternal.
Disponível em: http://www.parceirosvoluntarios.org.br/os-direitos- 
dos-jovens/. Acesso em: 11/04/2016. Adaptado.
Questão 
de ética
1| Os direitos dos jovens devem ser assegurados por toda 
a sociedade. No entanto, é dever de cada jovem também 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 19 20/09/2021 11:03:46
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 18
Para refletir
O Brasil e a ameaça aos 
direitos dos povos indígenas
Desenvolvimento econômico e grandes projetos 
têm ameaçado os direitos de povos indígenas no Bra-
sil. O País é, hoje, uma das maiores economias do 
mundo, mas não tem garantido com o sucesso ne-
cessário o respeito aos direitos humanos.
É celebrado no dia 9 de agosto o Dia Internacio-
nal dos Povos Indígenas e, assim, vale a pena ava-
liar sua situação no País. Os povos indígenas conti-
nuam a sofrer discriminação, privações e ameaças, 
seu direito constitucional às suas terras ancestrais 
é violado, e o governo tem falhado em garantir sua 
segurança e seus direitos.
O governo deve assegurar que qualquer projeto de 
desenvolvimento que tenha impacto sobre as comuni-
dades indígenas seja feito com seu consentimento pré-
vio, livre e bem informado. Qualquer decisão sobre 
construção de represas, hidroelétricas, barragens, oleo-
dutos, estradas, atividade mineradora e extrativa que 
tenha impacto sobre comunidades indígenas só deve 
ser tomada a partir de extenso processo de consulta e a 
partir de seu consentimento. Por outro lado, as empre-
sas envolvidas devem se comprometer publicamente 
a respeitar, em suas atividades, todos os padrões inter-
nacionais de direitos humanos, de acordo com os pa-
drões estabelecidos nas Diretrizes das Nações Unidas 
sobre Empresas e Direitos Humanos.
Mas grandes projetos de desenvolvimento e a ex-
pansão de atividades agrícolas e extrativas constituem, 
hoje, uma grande ameaça aos povos indígenas. [...]
O Brasil tem responsabilidade de respeitar e pro-
mover os direitos dos povos indígenas tal como ex-
pressos na Declaração da ONU sobre os Direitos dos 
Povos Indígenas, de 2007, e na convenção número 169 
da Organização Internacional do Trabalho, sobre os Di-
reitos dos Povos Indígenas e Tribais, de 1989.
Disponível em: https://anistia.org.br/o-brasil-e-ameaca-aos-di-
reitos-dos-povos-indigenas/. Acesso em:18/08/2016.
Questões para reflexão
1. Você conhece alguém que participe de inicia-
tivas em defesa dos direitos humanos? Se sim, 
comente a respeito.
2. No estado onde você mora existem comunida-
des indígenas? Pesquise a respeito e compar-
tilhe o resultado da pesquisa com seus cole-
gas e professor.
3. Quais atitudes éticas podemos praticar durante 
o dia a dia para defender os direitos dos povos 
indígenas?
Os direitos dos jovens 
Em geral, considera-se que os jovens têm os mesmos 
direitos defendidos pela Declaração Universal dos Direi-
tos Humanos da ONU e que são protegidos em cada país. 
Porém, isso é muito amplo. Por isso, em 1998, um grupo de 
jovens de distintos países reuniu-se em Taizé (Borgonha, 
França), um centro espiritual ecumênico, e interpretou 
esses direitos da seguinte forma:
Artigo I
O direito à identidade como jovem:
A juventude tem o direito de ser considerada como 
um grupo específico, com seus valores próprios e uma 
parte da sociedade.
 
Artigo II
O direito à autonomia: 
O jovem tem o direito de gozar dos meios de desen-
volvimento e de exercer progressivamente as responsa-
bilidades que lhe permitirão o acesso à autonomia.
Artigo III
O direito de amar:
O jovem tem o direito de eleger seus amigos sem dis-
criminação de classe, de sexo ou de raça.
Artigo IV
O direito de ser amado:
O jovem tem o direito de ser respeitado, compreen-
dido e de ser amado por sua família.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 18 20/09/2021 11:03:46
A abordagem dos direitos geralmente 
recebe mais atenção que a dos deveres. É 
fundamental que se trate dos deveres quan-
do vivemos em sociedade, pois, quando 
um indivíduo deixa de cumprir seus deve-
res, está automaticamente reduzindo a li-
berdade alheia e o usufruto dos direitos de 
outras pessoas.
Deve-se levar em consideração também 
que, quando os deveres são cumpridos pelos 
cidadãos, o Estado deve garantir que os im-
postos pagos sejam revertidos em melhorias 
nas condições de saúde, educação, seguran-
ça, etc., dignas. Refletir sobre a ação ou não 
ação do Estado, no que deveria ser sua fun-
ção, pode contribuir para despertar o senso 
crítico na classe.
Diálogo com o
professor
Declaração	das	Nações	Unidas	
sobre	os	Direitos	dos	Povos	
Indígenas
Artigo	1
Os indígenas têm direito, como povos ou 
como pessoas, ao desfrute pleno de todos 
os direitos humanos e liberdades funda-
mentais reconhecidos pela Carta das Na-
ções Unidas, pela Declaração Universal de 
Direitos Humanos e o direito internacional 
relativo aos direitos humanos.
Artigo	2
Os povos e as pessoas indígenas são li-
vres e iguais a todos os demais povos e pes-
soas e têm o direito a não ser objeto de ne-
nhuma discriminação no exercício de seus 
direitos fundada, em particular, em sua ori-
gem ou identidade indígena.
Leitura
complementar
Artigo	3
Os povos indígenas têm direito à livre 
determinação. Em virtude desse direito, de-
terminam livremente a sua condição políti-
ca e perseguem livremente seu desenvolvi-
mento econômico, social e cultural.
Artigo	4
Os povos indígenas, no exercício do seu 
direito à livre determinação, têm direito à 
autonomia ou ao autogoverno nas questões 
relacionadas com seus assuntos internos e 
locais, assim como os meios para financiar 
suas funções autônomas.
Artigo	5
Os povos indígenas têm direito a conser-
var e reforçar suas próprias instituições políti-
cas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, 
mantendo, por sua vez, seus direitos em par-
ticipar plenamente, se o desejam, na vida po-
lítica, econômica, social e cultural do Estado.
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 18 20/09/2021 11:04:50
19Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 19
Artigo V
O direito de ser escutado:
O jovem tem o direito de se expressar livremente, o 
direito de ser escutado e considerado, ainda que sua opi-
nião difira das ditas pelosadultos.
Artigo VI
O direito de ser informado:
O jovem tem o direito de receber uma informação 
objetiva com relação às realidades de nossa sociedade.
Artigo VII
O direito da participação:
O jovem tem o direito de montar atividades, de par-
ticipar delas e de comprometer-se livremente com elas 
em sua escola ou em seu bairro.
Artigo VIII
O direito à vida escolar:
O jovem tem o direito a uma vida escolar estável e 
progressiva, o que equivale a um horário equilibrado que 
lhe permita tempo livre necessário para as atividades e 
os intercâmbios entre alunos e professores.
Artigo IX
O direito a oportunidades iguais:
O jovem tem direito a uma educação não seletiva e 
não competitiva.
Artigo X
O direito ao trabalho:
O jovem tem direito a um trabalho conforme as suas 
capacidades e suas aspirações.
Artigo XI
O direito à inexperiência:
O jovem tem o direito de poder concorrer a uma 
vaga de trabalho sem experiência condicionada ao an-
terior.
Artigo XII
O direito ao erro:
O jovem tem o direito de cometer erros e de corri-
gir-se deles.
Artigo XIII
O direito de uso do tempo livre:
O jovem goza do direito de ter em seu meio um lugar 
que lhe permita dedicar-se a ocupar organizadamente 
seu tempo livre.
Artigo XIV
O direito à consideração moral:
O jovem tem direito a serviços que não sejam discri-
minatórios em lugares públicos.
Artigo XV
O direito à consideração jurídica:
O jovem tem o direito de participar na elaboração 
das leis que lhe referem e de ser respeitado pelas forças 
da ordem.
Artigo XVI
O direito à proteção:
O jovem tem o direito de ser protegido contra todo 
tipo de manipulação: publicidade, doutrinamento, expe-
rimentações diversas (científicas, educativas, etc.).
 
Artigo XVII
O direito aos valores espirituais:
O jovem tem o direito de escolher, de viver e expres-
sar seus valores espirituais sem oposição dos Estados.
Artigo XVIII
O direito à solidariedade:
O jovem tem o direito de crescer em um espírito de 
paz e de solidariedade e de ter ante seus olhos exemplos 
de compartilhamento e ajuda mútua no plano internacio-
nal que o incitem a construir um mundo mais fraternal.
Disponível em: http://www.parceirosvoluntarios.org.br/os-direitos- 
dos-jovens/. Acesso em: 11/04/2016. Adaptado.
Questão 
de ética
1| Os direitos dos jovens devem ser assegurados por toda 
a sociedade. No entanto, é dever de cada jovem também 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 19 20/09/2021 11:03:46
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 18
Para refletir
O Brasil e a ameaça aos 
direitos dos povos indígenas
Desenvolvimento econômico e grandes projetos 
têm ameaçado os direitos de povos indígenas no Bra-
sil. O País é, hoje, uma das maiores economias do 
mundo, mas não tem garantido com o sucesso ne-
cessário o respeito aos direitos humanos.
É celebrado no dia 9 de agosto o Dia Internacio-
nal dos Povos Indígenas e, assim, vale a pena ava-
liar sua situação no País. Os povos indígenas conti-
nuam a sofrer discriminação, privações e ameaças, 
seu direito constitucional às suas terras ancestrais 
é violado, e o governo tem falhado em garantir sua 
segurança e seus direitos.
O governo deve assegurar que qualquer projeto de 
desenvolvimento que tenha impacto sobre as comuni-
dades indígenas seja feito com seu consentimento pré-
vio, livre e bem informado. Qualquer decisão sobre 
construção de represas, hidroelétricas, barragens, oleo-
dutos, estradas, atividade mineradora e extrativa que 
tenha impacto sobre comunidades indígenas só deve 
ser tomada a partir de extenso processo de consulta e a 
partir de seu consentimento. Por outro lado, as empre-
sas envolvidas devem se comprometer publicamente 
a respeitar, em suas atividades, todos os padrões inter-
nacionais de direitos humanos, de acordo com os pa-
drões estabelecidos nas Diretrizes das Nações Unidas 
sobre Empresas e Direitos Humanos.
Mas grandes projetos de desenvolvimento e a ex-
pansão de atividades agrícolas e extrativas constituem, 
hoje, uma grande ameaça aos povos indígenas. [...]
O Brasil tem responsabilidade de respeitar e pro-
mover os direitos dos povos indígenas tal como ex-
pressos na Declaração da ONU sobre os Direitos dos 
Povos Indígenas, de 2007, e na convenção número 169 
da Organização Internacional do Trabalho, sobre os Di-
reitos dos Povos Indígenas e Tribais, de 1989.
Disponível em: https://anistia.org.br/o-brasil-e-ameaca-aos-di-
reitos-dos-povos-indigenas/. Acesso em:18/08/2016.
Questões para reflexão
1. Você conhece alguém que participe de inicia-
tivas em defesa dos direitos humanos? Se sim, 
comente a respeito.
2. No estado onde você mora existem comunida-
des indígenas? Pesquise a respeito e compar-
tilhe o resultado da pesquisa com seus cole-
gas e professor.
3. Quais atitudes éticas podemos praticar durante 
o dia a dia para defender os direitos dos povos 
indígenas?
Os direitos dos jovens 
Em geral, considera-se que os jovens têm os mesmos 
direitos defendidos pela Declaração Universal dos Direi-
tos Humanos da ONU e que são protegidos em cada país. 
Porém, isso é muito amplo. Por isso, em 1998, um grupo de 
jovens de distintos países reuniu-se em Taizé (Borgonha, 
França), um centro espiritual ecumênico, e interpretou 
esses direitos da seguinte forma:
Artigo I
O direito à identidade como jovem:
A juventude tem o direito de ser considerada como 
um grupo específico, com seus valores próprios e uma 
parte da sociedade.
 
Artigo II
O direito à autonomia: 
O jovem tem o direito de gozar dos meios de desen-
volvimento e de exercer progressivamente as responsa-
bilidades que lhe permitirão o acesso à autonomia.
Artigo III
O direito de amar:
O jovem tem o direito de eleger seus amigos sem dis-
criminação de classe, de sexo ou de raça.
Artigo IV
O direito de ser amado:
O jovem tem o direito de ser respeitado, compreen-
dido e de ser amado por sua família.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 18 20/09/2021 11:03:46
Artigo	6
Toda pessoa indígena tem direito a uma 
nacionalidade.
Artigo	7
I. As pessoas indígenas têm direito à 
vida, à integridade física e mental, à 
liberdade e à segurança da pessoa.
II. Os povos indígenas têm o direito co-
letivo de viver em liberdade, paz e 
segurança como povos distintos e 
não serão submetidos a nenhum 
ato de genocídio nem a outro ato 
de violência, incluindo a remoção 
forçada de um grupo para outro.
Artigo	8
I. Os povos e as pessoas indígenas 
têm o direito a não sofrer da assi-
milação forçosa ou da destruição de 
sua cultura.
II. Os Estados estabelecerão mecanis-
mos efetivos para a prevenção e o 
ressarcimento de:
a) todo ato que tenha por objeto ou con-
sequência privá-los de sua integridade 
como povos distintos ou de seus valo-
res culturais, ou sua identidade étnica.
b) Todo ato que tenha por objeto ou 
consequência aliená-los de suas ter-
ras ou recursos.
c) Toda forma de transferência forçada 
da população, que tenha por objetivo 
ou consequência a violação e o me-
nosprezo de qualquer de seus direitos.
d) Toda forma de assimilação e integra-
ção forçada.
e) Toda forma de propaganda que 
tenha como finalidade promover ou 
incitar a discriminação racial ou ét-
nica dirigida contra eles.
Artigo	9
Os povos e as pessoas indígenas têm 
direito a pertencer a uma comunidade ou 
nação indígenas, em conformidade com as 
tradições e os costumes da comunidade, 
ou nação de que se trate. Não pode resul-
tar nenhuma discriminação de nenhum tipo 
do exercício desse direito.
Artigo	10
Os povos indígenas não serão retirados 
à força de suas terras ou territórios. Não se 
procederá a nenhuma remoção sem o con-
sentimento livre, prévio e informado dos 
povos indígenas interessados nem sem um 
acordo prévio sobre uma indenização justa 
e equitativa e, sempre que possível, à opção 
do regresso.
Disponível em: https://www.acnur.org/fileadmin/Documen-
tos/portugues/BDL/Declaracao_das_Nacoes_Unidas_sobre_
os_Direitos_dos_Povos_Indigenas.pdf. Acesso em: 06/07/2020. 
Adaptado.
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 19 20/09/2021 11:04:50
20Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 21
M
ar
in
a 
Zl
oc
hi
n 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
É direito de todos, por exemplo, não ser removido de 
seu lar nem ser ameaçado quanto à posse de sua mora-
dia. Além disso, o governo deve se comprometer a aten-
der às necessidades das moradias, como saneamento bá-
sico, energia elétrica, postos de saúde, escolas, creches 
e áreas de lazer nas proximidades, coleta de lixo, trans-
porte público, entre outras.
Uma moradia ideal é aquela que protege seu mo-
rador da chuva, do calor, do vento e da umidade, bem 
como o protege contra desmoronamentos, inundações e 
incêndios. A habitação deve também ser adequada para 
o número de pessoas que nela vive, com ambientes pro-
pícios para cozinhar, lavar roupas, etc.
Os gastos com a aquisição ou aluguel da moradia 
não podem comprometer o atendimento de outras ne-
cessidades fundamentais, como a educação, a alimen-
tação e o lazer. Ademais, pessoas que pertencem a gru-
pos vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com de-
ficiência ou doenças crônicas, devem ter uma atenção 
especial voltada à aplicação do direito à moradia. Infe-
lizmente, muitas pessoas têm esse direito negado. O sa-
1| Existem diversos tipos de moradia. Se você vive em uma região urbana, provavelmente as habitações mais comuns 
são as casas e os prédios. Porém, em outros lugares, de clima, cultura ou condição social diferentes, as moradias podem 
ser de vários modelos. Observe as imagens seguintes e pesquise seus nomes, sua estrutura e o tipo de pessoa que ge-
ralmente os habita.
Fotos: mario beauregard, Aluizio Cardoso, tatabrada, Adwo e Freddie Fehmi Mehmet – stock.adobe.com
Questão 
de ética
neamento básico, por exemplo, é um direito indispensá-
vel, mas que não atinge muitas localidades carentes do 
País. Observa-se também que muitas famílias vivem em 
habitações de condições precárias, que não favorecem 
sua segurança, sua saúde e seu conforto.
Há ainda um problema mais grave: as pessoas em si-
tuação de rua, expostas ao frio, à criminalidade e a todos 
os outros riscos à saúde e à sobrevivência.
I II
IV
III
V
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 21 20/09/2021 11:03:58
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 20
2| Atualmente, os direitos citados no texto são garantidos 
aos jovens de forma plena? Quais são as principais con-
sequências do descumprimento desses direitos?
Resposta pessoal.
3| Classifique as assertivas seguintes como verdadeiras 
(V) ou falsas (F).
a. F Os jovens devem ser tratados exatamente da 
mesma maneira com que se trata um idoso ou uma criança.
b. F Os direitos dos jovens são plenamente cumpri-
dos no país em que vivemos.
c. F Pelo fato de os jovens não poderem ser respon-
sabilizados por suas atitudes, os erros deles devem ser 
desconsiderados.
d. V É dever de todo jovem estar ciente de seus direi-
tos e conhecer os órgãos públicos aos quais pode recor-
rer caso se sinta, de alguma forma, agredido.
lutar por seus próprios direitos, inclusive fazendo de sua 
vida uma demonstração de respeito a eles. Escreva, em 
seu caderno, como você pode contribuir para a efetiva-
ção dos direitos a seguir.
a. O direito à autonomia.
b. O direito de ser amado.
c. O direito de ser escutado.
d. O direito ao erro.
e. O direito ao acesso a valores espirituais.
f. O direito à solidariedade.
4| Leia o texto seguinte sobre criminalidade na juventu-
de e responda às questões que o sucedem.
O adolescente carrega dentro de si inseguranças 
que podem permanecer presentes na idade adulta, 
mas com o diferencial da maturidade com que admi-
nistra tais instabilidades. A desestrutura do lar, fator 
presente em mais de 80% dos casos de delinquência 
juvenil, desencadeia no adolescente a necessidade 
da busca de autoafirmação em campo externo à sua 
casa, preferencialmente agregando-se a outros sob as 
mesmas circunstâncias. [...] Essa insatisfação gera no 
ser humano imaturo uma necessidade de completu-
de, que, de fato, nada no mundo supre. É exatamen-
te por essa porta que a criminalidade pode ingressar.
Disponível em: http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-juris-
prudencia/86/artigo293277-2.asp. Acesso em: 11/04/2014. Adaptado.
a. Que características próprias da adolescência podem 
levar o jovem a cometer infrações?
Em alguns casos, imaturidade emocional, insegurança e 
falta de estrutura familiar. 
b. O que você deve fazer, no dia a dia, para manter-se 
afastado da criminalidade? Responda e depois discuta 
com seus colegas e seu professor.
c. Pesquise notícias relacionadas à criminalidade de jo-
vens infratores na região em que você vive. Comente-as 
e destaque o que poderia ser feito para diminuir a ocor-
rência desse tipo de violência.
5| Existem entidades que trabalham com a reeducação 
de crianças e adolescentes que cometeram atos infracio-
nais. Procure saber se existem órgãos desse tipo no seu 
bairro ou na sua cidade e colete informações sobre suas 
atividades e sua estrutura. 
Moradia, um direito
Como vimos em nossa leitura da Declaração Univer-
sal dos Direitos Humanos, a moradia é um direito assegu-
rado ao cidadão. E esse direito envolve não apenas um 
teto sob o qual morar, mas também segurança, saúde e 
dignidade tanto na casa quanto na comunidade.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 20 20/09/2021 11:03:46
A questão 4 aborda a violência entre jo-
vens. Esse assunto é importante e deve ser 
debatido entre os alunos, principalmente 
se nos arredores da escola existirem ocor-
rências de criminalidade juvenil. Precisa-
mos estar sempre atentos para o fato de 
que a escola deve estar integrada à família 
e à comunidade. Assim, a realidade extra-
muros deve ser analisada em sala, discutin-
do-se seus problemas e suas possíveis solu-
ções, sem, obviamente, oferecer aos alunos 
ou a quem quer que seja qualquer tipo de 
constrangimento.
Sete Minutos Depois da Meia Noite
Diretor:	Juan Antonio Bayona
Connor está enfrentando muitos proble-
mas pessoais: pai ausente, avó mandona e 
mãe com câncer terminal. Tudo isso o trans-
forma no “diferente” da escola, e ele também 
passa a ser perseguido por lá. Toda noite ele 
tem o mesmo sonho, com uma árvore meio 
monstro que deseja compartilhar sua histó-
ria em troca de ouvir a dele. A árvore mons-
tro é uma linda metáfora sobre toda a dor 
que está presa dentro do garoto. Sem saber 
como lidar com tudo, ele vai apenas escon-
dendo e absorvendo até que um dia enca-
ra suas dores.
Pro dia nascer feliz
Diretor: João Jardim
O documentário Pro dia nascer feliz, 
é um dos raros filmes que retratam com 
delicadeza e sensibilidade a cruel reali-
dade da vida de adolescentes na escola. 
Sugestão de
abordagem
Sugestão de
filme
O diretor João Jardim descreve o cotidia-
no de jovens em quatro escolas brasilei-
ras. Em Pernambuco, São Paulo, Duque 
de Caxias e no Rio de Janeiro; todas elas 
são públicas. Há também uma escola em 
São Paulo, particular, em um bairro de 
elite. A obra não deixa de mostrar ainda 
outro estabelecimento de ensino, não 
nomeado, mas que o espectador perce-
be que é uma instituição para adolescen-
tes em conflito com a lei.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 20 20/09/2021 11:04:50
21Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 21
M
ar
in
a 
Zl
oc
hi
n 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
É direito de todos, por exemplo, não ser removido de 
seu lar nem ser ameaçado quanto à posse de sua mora-
dia. Além disso, o governo deve se comprometer a aten-
der às necessidades das moradias, como saneamento bá-
sico, energia elétrica, postos de saúde, escolas, creches 
e áreas de lazer nas proximidades, coleta de lixo, trans-
porte público, entre outras.
Uma moradia ideal é aquela que protege seu mo-
rador da chuva, do calor, do vento e da umidade, bem 
como o protege contra desmoronamentos, inundações e 
incêndios. A habitação deve também ser adequada para 
o número de pessoas que nela vive, comambientes pro-
pícios para cozinhar, lavar roupas, etc.
Os gastos com a aquisição ou aluguel da moradia 
não podem comprometer o atendimento de outras ne-
cessidades fundamentais, como a educação, a alimen-
tação e o lazer. Ademais, pessoas que pertencem a gru-
pos vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com de-
ficiência ou doenças crônicas, devem ter uma atenção 
especial voltada à aplicação do direito à moradia. Infe-
lizmente, muitas pessoas têm esse direito negado. O sa-
1| Existem diversos tipos de moradia. Se você vive em uma região urbana, provavelmente as habitações mais comuns 
são as casas e os prédios. Porém, em outros lugares, de clima, cultura ou condição social diferentes, as moradias podem 
ser de vários modelos. Observe as imagens seguintes e pesquise seus nomes, sua estrutura e o tipo de pessoa que ge-
ralmente os habita.
Fotos: mario beauregard, Aluizio Cardoso, tatabrada, Adwo e Freddie Fehmi Mehmet – stock.adobe.com
Questão 
de ética
neamento básico, por exemplo, é um direito indispensá-
vel, mas que não atinge muitas localidades carentes do 
País. Observa-se também que muitas famílias vivem em 
habitações de condições precárias, que não favorecem 
sua segurança, sua saúde e seu conforto.
Há ainda um problema mais grave: as pessoas em si-
tuação de rua, expostas ao frio, à criminalidade e a todos 
os outros riscos à saúde e à sobrevivência.
I II
IV
III
V
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 21 20/09/2021 11:03:58
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 20
2| Atualmente, os direitos citados no texto são garantidos 
aos jovens de forma plena? Quais são as principais con-
sequências do descumprimento desses direitos?
Resposta pessoal.
3| Classifique as assertivas seguintes como verdadeiras 
(V) ou falsas (F).
a. F Os jovens devem ser tratados exatamente da 
mesma maneira com que se trata um idoso ou uma criança.
b. F Os direitos dos jovens são plenamente cumpri-
dos no país em que vivemos.
c. F Pelo fato de os jovens não poderem ser respon-
sabilizados por suas atitudes, os erros deles devem ser 
desconsiderados.
d. V É dever de todo jovem estar ciente de seus direi-
tos e conhecer os órgãos públicos aos quais pode recor-
rer caso se sinta, de alguma forma, agredido.
lutar por seus próprios direitos, inclusive fazendo de sua 
vida uma demonstração de respeito a eles. Escreva, em 
seu caderno, como você pode contribuir para a efetiva-
ção dos direitos a seguir.
a. O direito à autonomia.
b. O direito de ser amado.
c. O direito de ser escutado.
d. O direito ao erro.
e. O direito ao acesso a valores espirituais.
f. O direito à solidariedade.
4| Leia o texto seguinte sobre criminalidade na juventu-
de e responda às questões que o sucedem.
O adolescente carrega dentro de si inseguranças 
que podem permanecer presentes na idade adulta, 
mas com o diferencial da maturidade com que admi-
nistra tais instabilidades. A desestrutura do lar, fator 
presente em mais de 80% dos casos de delinquência 
juvenil, desencadeia no adolescente a necessidade 
da busca de autoafirmação em campo externo à sua 
casa, preferencialmente agregando-se a outros sob as 
mesmas circunstâncias. [...] Essa insatisfação gera no 
ser humano imaturo uma necessidade de completu-
de, que, de fato, nada no mundo supre. É exatamen-
te por essa porta que a criminalidade pode ingressar.
Disponível em: http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-juris-
prudencia/86/artigo293277-2.asp. Acesso em: 11/04/2014. Adaptado.
a. Que características próprias da adolescência podem 
levar o jovem a cometer infrações?
Em alguns casos, imaturidade emocional, insegurança e 
falta de estrutura familiar. 
b. O que você deve fazer, no dia a dia, para manter-se 
afastado da criminalidade? Responda e depois discuta 
com seus colegas e seu professor.
c. Pesquise notícias relacionadas à criminalidade de jo-
vens infratores na região em que você vive. Comente-as 
e destaque o que poderia ser feito para diminuir a ocor-
rência desse tipo de violência.
5| Existem entidades que trabalham com a reeducação 
de crianças e adolescentes que cometeram atos infracio-
nais. Procure saber se existem órgãos desse tipo no seu 
bairro ou na sua cidade e colete informações sobre suas 
atividades e sua estrutura. 
Moradia, um direito
Como vimos em nossa leitura da Declaração Univer-
sal dos Direitos Humanos, a moradia é um direito assegu-
rado ao cidadão. E esse direito envolve não apenas um 
teto sob o qual morar, mas também segurança, saúde e 
dignidade tanto na casa quanto na comunidade.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 20 20/09/2021 11:03:46
Declaração	Universal	dos	Direitos	
Humanos
Em 1946, a Carta das Nações Unidas es-
pecificou como um dos objetivos da organi-
zação a promoção dos direitos humanos e o 
estímulo à sua realização. Esse objetivo foi 
explicitado em 1948, quando a Assembleia 
Leitura
complementar
Geral das Nações Unidas, sem nenhum voto 
dissidente, adotou a Declaração Universal 
dos Direitos Humanos. Esta foi proclama-
da como um “padrão comum de conquista 
por todos os povos e todas as nações”, que 
foram orientados a “empenhar-se, por meio 
do ensino e da educação, em promover o 
respeito por esses direitos e essas liberda-
des” (Preâmbulo). Assim, a educação está 
identificada como um elemento instrumen-
talmente conectado à tarefa da Carta de 
promover os direitos humanos. Além disso, 
os termos introdutórios da Declaração es-
clarecem que “ensino e educação” não são 
apenas novas funções do Estado após a Se-
gunda Guerra Mundial, entre as diversas 
funções governamentais ligadas aos deve-
res dos membros das Nações Unidas. Pelo 
contrário: reconhecendo a ação popular na 
esfera da comunidade e o trabalho das or-
ganizações não governamentais (ONGs), as 
funções de “ensino e educação” são apre-
sentadas como obrigação de “cada indiví-
duo e de cada órgão da sociedade”.
A educação não é apenas um meio para 
promover os direitos humanos. É um fim em 
si mesma. Ao postular um direito humano à 
educação, os elaboradores da Declaração, 
axiomaticamente, basearam-se na noção de 
que o valor da educação não é neutro. Dentro 
desse espírito, o Artigo XXX estabelece que um 
dos objetivos da educação deve ser “o fortale-
cimento do respeito pelos direitos humanos e 
pelas liberdades fundamentais”.
CLAUDE, Richard P.; ANDREOPOULOS, George (Orgs.). 
Educação dos direitos humanos para o século XXI. São Paulo: 
Edusp, 2007, p. 35-36.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 21 20/09/2021 11:04:51
22 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 23
Para refletir
Um direito humano à moradia 
desde 1948 na Declaração 
Universal dos Direitos 
Humanos
A moradia adequada foi reconhecida como direi-
to humano em 1948, com a Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, tornando-se um direito humano 
universal, aceito e aplicável em todas as partes do 
mundo como um dos direitos fundamentais para a 
vida das pessoas. [...]
Mais que um teto e quatro paredes
O direito à moradia integra o direito a um padrão 
de vida adequado. Não se resume apenas a um teto 
e quatro paredes, mas ao direito de toda pessoa ter 
acesso a um lar e a uma comunidade para viver em 
segurança, com dignidade e saúde física e mental. A 
moradia adequada deve incluir:
•	Segurança da posse: todas as pessoas têm o direi-
to à moradia sem o medo de sofrer remoção, amea-
ças indevidas ou inesperadas. As formas de se ga-
rantir essa segurança da posse são diversas e va-
a. Qual é a relação do narrador com sua moradia?
b. O sujeito da canção é apegado apenas à sua casa ou 
também à comunidade? Explique.
c. Que tipo de relação você tem com a casa em que resi-
de e a comunidade onde mora?
3| Para você, como seria a casa ideal?
4| Durante o período que passamos em casa, estabelece-
mos contato com um dos grupos sociais mais importan-
tes: a nossa família. Quais atitudes éticas podemos pra-
ticar para manter uma convivência saudávelentre os fa-
miliares no ambiente caseiro?
A relação estabelecida é de afetividade e pertencimento.
A comunidade onde ele vive, o morro, é uma extensão da 
sua casa. Ali é o seu lugar, onde ele encontra conforto e 
resiliência para lidar com os problemas da vida.
Resposta pessoal.
5| Pesquise, em jornais de grande circulação, repor-
tagens sobre os acidentes ou as catástrofes que aco-
meteram o Brasil nos últimos anos. Selecione os títu-
los e discuta os impactos causados por esses eventos 
a nível habitacional, isto é, a forma como o direito à 
moradia foi afetado. Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
an
ab
an
an
a1
98
8 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 23 20/09/2021 11:03:58
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 22
I. 
II. 
III. 
IV. 
V. 
Iglus são abrigos construídos com blocos de neve e são típicos das regiões polares onde o frio é extremo.
Palafitas são habitações construídas sobre estacas, comuns em regiões alagadiças, como na margem dos rios. Em al-
guns lugares do Brasil, esse tipo de moradia é destinado a populações economicamente desfavorecidas.
Casa de pau a pique, na qual as paredes são construídas com varas e barro.
Também conhecida como oca, a casa é feita com materiais rústicos e geralmente habitada por indígenas.
Trailer, vagão que serve de moradia para famílias itinerantes ou economicamente desfavorecidas, mais comum na Amé-
rica do Norte e na Europa.
Opinião
Podem me prender,
podem me bater,
podem até deixar-me sem comer
que eu não mudo de opinião.
Daqui do morro,
eu não saio, não.
Se não tem água,
eu furo um poço.
Se não tem carne,
eu compro um osso
2| Leia a canção abaixo para responder às perguntas a seguir.
e ponho na sopa.
E deixa andar...
Fale de mim quem quiser falar,
aqui eu não pago aluguel.
Se eu morrer amanhã, seu doutor,
estou pertinho do céu.
KETI, Zé. In: LEÃO, Nara. Opinião de Nara. 
Philips, 1964.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 22 20/09/2021 11:03:58
Diversos modos de discriminação são 
praticados na sociedade em que vivemos. 
Saber identificá-los, denunciá-los e criticá-
-los é dever de todo cidadão que assume 
o compromisso com a ética e o bem-estar 
próprio e alheio. Muitas vezes, na própria 
sala de aula, ocorrem casos de preconceito 
ou discriminação, seja racial, social, religio-
so ou de outra categoria. Pode ser realizada 
uma pesquisa sobre casos de preconceito 
noticiados em jornais, revistas ou na Inter-
net. Em seguida, os alunos utilizarão essas 
notícias para promover uma mesa-redon-
da na qual irão expor a opinião deles sobre 
o fato encontrado.
Sugestão de
abordagem
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 22 20/09/2021 11:04:51
23Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 23
Para refletir
Um direito humano à moradia 
desde 1948 na Declaração 
Universal dos Direitos 
Humanos
A moradia adequada foi reconhecida como direi-
to humano em 1948, com a Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, tornando-se um direito humano 
universal, aceito e aplicável em todas as partes do 
mundo como um dos direitos fundamentais para a 
vida das pessoas. [...]
Mais que um teto e quatro paredes
O direito à moradia integra o direito a um padrão 
de vida adequado. Não se resume apenas a um teto 
e quatro paredes, mas ao direito de toda pessoa ter 
acesso a um lar e a uma comunidade para viver em 
segurança, com dignidade e saúde física e mental. A 
moradia adequada deve incluir:
•	Segurança da posse: todas as pessoas têm o direi-
to à moradia sem o medo de sofrer remoção, amea-
ças indevidas ou inesperadas. As formas de se ga-
rantir essa segurança da posse são diversas e va-
a. Qual é a relação do narrador com sua moradia?
b. O sujeito da canção é apegado apenas à sua casa ou 
também à comunidade? Explique.
c. Que tipo de relação você tem com a casa em que resi-
de e a comunidade onde mora?
3| Para você, como seria a casa ideal?
4| Durante o período que passamos em casa, estabelece-
mos contato com um dos grupos sociais mais importan-
tes: a nossa família. Quais atitudes éticas podemos pra-
ticar para manter uma convivência saudável entre os fa-
miliares no ambiente caseiro?
A relação estabelecida é de afetividade e pertencimento.
A comunidade onde ele vive, o morro, é uma extensão da 
sua casa. Ali é o seu lugar, onde ele encontra conforto e 
resiliência para lidar com os problemas da vida.
Resposta pessoal.
5| Pesquise, em jornais de grande circulação, repor-
tagens sobre os acidentes ou as catástrofes que aco-
meteram o Brasil nos últimos anos. Selecione os títu-
los e discuta os impactos causados por esses eventos 
a nível habitacional, isto é, a forma como o direito à 
moradia foi afetado. Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
an
ab
an
an
a1
98
8 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 23 20/09/2021 11:03:58
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 22
I. 
II. 
III. 
IV. 
V. 
Iglus são abrigos construídos com blocos de neve e são típicos das regiões polares onde o frio é extremo.
Palafitas são habitações construídas sobre estacas, comuns em regiões alagadiças, como na margem dos rios. Em al-
guns lugares do Brasil, esse tipo de moradia é destinado a populações economicamente desfavorecidas.
Casa de pau a pique, na qual as paredes são construídas com varas e barro.
Também conhecida como oca, a casa é feita com materiais rústicos e geralmente habitada por indígenas.
Trailer, vagão que serve de moradia para famílias itinerantes ou economicamente desfavorecidas, mais comum na Amé-
rica do Norte e na Europa.
Opinião
Podem me prender,
podem me bater,
podem até deixar-me sem comer
que eu não mudo de opinião.
Daqui do morro,
eu não saio, não.
Se não tem água,
eu furo um poço.
Se não tem carne,
eu compro um osso
2| Leia a canção abaixo para responder às perguntas a seguir.
e ponho na sopa.
E deixa andar...
Fale de mim quem quiser falar,
aqui eu não pago aluguel.
Se eu morrer amanhã, seu doutor,
estou pertinho do céu.
KETI, Zé. In: LEÃO, Nara. Opinião de Nara. 
Philips, 1964.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 22 20/09/2021 11:03:58
Um tema muito interessante para se tra-
balhar em sala de aula é sobre os tipos de 
casa em que vivemos. Embora pareça um 
assunto comum, pode ser explorado de vá-
rias formas, por exemplo, de acordo com a 
idade dos alunos. Pode-se abordar: a hipó-
tese de trabalho, norteadora dos objetivos 
que se pretende atingir; as etapas previstas; 
Sugestão de
abordagem
a forma de avaliação que será utilizada; a bi-
bliografia, etc.
É importante lembrar que, para um pro-
jeto dar certo, é preciso que o assunto dialo-
gue conforme o interesse dos alunos, o qual 
você deve perceber nas discussões em sala 
de aula. Defina detalhadamente os passos 
que serão dados, a fim de que o trabalho se 
torne mais abrangente e rico.
Em um projeto sobre moradias, é pos-
sível explorar os tipos de construção: casa, 
prédio ou sobrado, oca, iglu, casa de barro 
e palha, palafitas, etc.
Caso ache pertinente, você pode propor 
que cada um faça uma maquete ou desenho da 
própria casa. Também será uma atividade in-
teressante a descrição escrita das residências.
Uma boa forma de fazer os alunos per-
ceberem a importância da casa e da famí-
lia é discutindo como são divididos os afa-
zeres domésticos e o quanto é importante 
colaborar com essas tarefas, como guardar 
seus brinquedos, manter o quarto arruma-
do, ensinar aos mais novos, enxugar vasi-
lhas, etc. Esses são aprendizados que fica-
rão para toda a vida.
Você pode também explorar os tipos de 
casa dos animais, que também servem de abri-
go e proteção para eles, como a do joão-de-bar-
ro, das abelhas, das formigas, do pica-pau, den-
tre vários outros, comparando-as com as dife-
rentes necessidades de cada espécie.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 23 20/09/2021 11:04:52
24 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 25
3| Pesquise e indique a quantidade e o nome de cadaser-
viço público de saúde no seu bairro. Você pode procurar 
por serviços como: posto de saúde; hospital geral e para 
públicos específicos; serviços de atendimento de urgên-
cia; farmácia popular; e banco público de sangue.
Os serviços de saúde têm o dever de atender a todos 
sem discriminação, seja de ordem racial, de idade ou de 
gênero. Todos os cidadãos têm o direito de receber as-
sistência médica adequada às suas especificidades, em 
especial os que são mais vulneráveis. Ademais, nenhum 
paciente deve ser vítima de constrangimento nem o Es-
tado pode promover ações, leis ou políticas que limitem 
a liberdade pessoal de cada um.
O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo 
Federal responsável pela organização e elaboração de 
planos e políticas públicas voltados para a promoção, 
prevenção e assistência à saúde dos brasileiros. É fun-
ção desse ministério dispor de condições para a proteção 
e recuperação da saúde da população, reduzindo as en-
fermidades, controlando as doenças endêmicas e para-
sitárias e melhorando a vigilância à saúde, dando, assim, 
mais qualidade de vida à população.
Questão 
de ética
1| Você já recebeu atendimento público de saúde? Em caso 
afirmativo, você foi bem assistido? Conte sua experiência.
2| Procure saber que campanhas de saúde estão sendo 
realizadas na região em que você vive e escreva a impor-
tância de cada uma delas para a população.
Resposta pessoal.
Para refletir
Cinco epidemias que ajudaram 
a mudar o rumo da história
Muitas doenças ao longo da história tiveram 
enormes efeitos a longo prazo: desde a queda das 
dinastias, passando pelo aumento no colonialismo, 
e chegando ao esfriamento do clima.
A peste bubônica no século XIV e a 
ascensão da Europa Ocidental
A praga que atingiu a Europa por volta de 1350 foi 
aterrorizante e matou cerca de um terço da popula-
ção, mas analistas dizem que pode ter ajudado a re-
gião a se desenvolver.
A enorme mortalidade causou escassez de mão 
de obra para os proprietários de terras, fazendo com 
que o velho sistema feudal, que forçava pessoas a tra-
balhar nas terras de um senhor para pagar seu alu-
guel, começasse a desmoronar.
Isso levou a Europa Ocidental a desenvolver uma 
economia mais moderna, comercializada e baseada 
em dinheiro.
Como ficou muito mais caro contratar pessoas 
para trabalhar, os empresários também começaram 
a investir em tecnologias que economizavam mão de 
obra. Houve até a sugestão de que o surto encorajou 
o imperialismo europeu.
As viagens marítimas e as explorações eram vis-
tas como extremamente perigosas, mas com taxas de 
mortalidade tão altas causadas pela praga, as pes-
soas estavam mais dispostas a correr os riscos das 
longas viagens. E isso ajudou a incentivar o colonia-
lismo europeu a se expandir.
Mortes por varíola nas Américas e 
mudanças climáticas
A colonização das Américas no final do século XV 
matou tantas pessoas que pode ter alterado o clima 
mundial.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 25 20/09/2021 11:03:59
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 24
riam de acordo com o sistema jurídico e a cultura de 
cada país, região, cidade ou povo.
•	Disponibilidade de serviços, infraestrutura e 
equipamentos públicos: a moradia deve ser co-
nectada às redes de água, saneamento básico, gás 
e energia elétrica; em suas proximidades, deve haver 
escolas, creches, postos de saúde, áreas de esporte 
e lazer e devem estar disponíveis serviços de trans-
porte público, limpeza, coleta de lixo, entre outros.
•	Custo acessível: o custo para a aquisição ou aluguel 
da moradia deve ser acessível, de modo que não com-
prometa o orçamento familiar e permita também o 
atendimento de outros direitos humanos, como o di-
reito à alimentação, ao lazer, etc. Da mesma forma, 
gastos com a manutenção da casa, como as despesas 
com luz, água e gás, têm de ser justos.
•	Habitabilidade: a moradia adequada deve apresen-
tar boas condições de proteção contra frio, calor, 
chuva, vento, umidade e também contra ameaças 
de incêndio, desmoronamento, inundação e qual-
quer outro fator que ponha em risco a saúde e a vida 
das pessoas. Além disso, o tamanho da moradia e a 
quantidade de cômodos (quartos e banheiros, prin-
cipalmente) devem ser harmônicos com o número 
de moradores. Espaços adequados para lavar rou-
pas, armazenar e cozinhar alimentos também são 
importantes.
•	Não discriminação e priorização de grupos vulne-
ráveis: a moradia adequada deve ser acessível a gru-
pos vulneráveis da sociedade, como idosos, mulhe-
res, crianças, pessoas com deficiência, pessoas com 
HIV, vítimas de desastres naturais, etc. As leis e polí-
ticas habitacionais devem priorizar o atendimento a 
esses grupos. 
•	Localização adequada: para ser adequada, a mora-
dia deve estar em local que ofereça oportunidades de 
desenvolvimento econômico, cultural e social. Ou seja, 
nas proximidades do local da moradia deve haver ofer-
ta de empregos e fontes de renda, meios de sobrevi-
vência, rede de transporte público, supermercados, 
farmácias, correios e outras fontes de abastecimen-
to básicas.
•	Adequação cultural: a forma de construir a moradia 
e os materiais utilizados na construção devem expres-
sar tanto a identidade quanto a diversidade cultural 
dos moradores e moradoras. Reformas e moderniza-
ções devem também respeitar as dimensões culturais 
da habitação.
Disponível em: http://direitoamoradia.org/?page_id=46&lang=pt. 
Acesso em: 21/08/2020. Adaptado.
Questões para reflexão
1. Mesmo sendo reconhecido pela Declaração Uni-
versal dos Direitos Humanos, o direito à moradia 
continua sendo violado. Como você pode exem-
plificar esse tipo de violação?
2. A casa onde você mora atende a todos os crité-
rios citados no texto? Comente a respeito.
3. Você conhece pessoas que moram em lugares 
de vulnerabilidade social?
4. Se você pudesse mandar uma carta ao go-
vernante da sua cidade sobre as condições 
de moradia do bairro onde você mora, o que 
escreveria?
O direito à saúde
Para a preservação da vida e da dignidade humana, 
é necessário que o direito à saúde seja garantido. Como 
vimos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afir-
ma que “Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz 
de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar [...]”.
Dentre as medidas de garantia desse direito, estão a 
prevenção e o tratamento de doenças epidêmicas (que 
atingem grande número de indivíduos), endêmicas (que 
têm incidência em determinada região) e outras, além do 
esforço de erradicação dessas doenças. O direito do cida-
dão à saúde também envolve a criação de condições que 
assegurem a todos assistência médica em caso de qual-
quer enfermidade, incluindo o acesso a postos de saúde 
e hospitais, bem como a distribuição de medicamentos.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 24 20/09/2021 11:03:58
A	saúde	como	tema	das	relações	
internacionais
A saúde tornou-se um desafio para a di-
plomacia a partir da primeira conferência 
sanitária internacional, realizada em 1851, 
em Paris. A conferência não visava, porém, 
à saúde das populações: o verdadeiro obje-
to da reunião era a necessidade de reduzir a 
duração das medidas de quarentena, consi-
deradas desmedidas e nocivas para o comér-
cio. Por conseguinte, a tensão entre saúde e 
comércio, entre interesses humanos e eco-
nômicos, entre a ciência e o lucro, é consti-
tutiva do paradoxo da saúde internacional.
Desde então, a saúde internacional co-
nheceu uma extraordinária evolução cujo 
ápice foi a criação da Organização Mundial 
da Saúde (OMS), em 1946, como a autorida-
de diretora e coordenadora dos trabalhos in-
ternacionais no domínio da saúde. Entretan-
to, criticada por seu caráter eminentemen-
te científico e técnico, a OMS foi obnubilada, 
nas últimas décadas, pelo protagonismo de 
poderosas instituições no financiamento de 
Leitura
complementar
projetos internacionais, especialmente do 
Banco Mundial e de outras agências, priva-
das ou filantrópicas. Além disso, a pandemia 
de gripe A (H1N1), ocorrida entre 2009 e 2010,ideologias, saberes 
e competências.
[...]
Disponível em: http://www.educacaoliteratura.com.br/index%20135.
htm. Acesso em: 29/03/2020. Adaptado.
Questões para reflexão
1. Com o excesso de informações, somos obriga-
dos a desenvolver habilidades de interpretação 
e questionamentos sobre a linguagem pós-mo-
derna. O que você acha disso?
2. Sabe-se que temos a capacidade de construir 
conhecimentos a partir de informações novas. 
Como você relaciona essa habilidade com a ra-
pidez da tecnologia que temos hoje?
3. O processo de globalização, impulsionado pelas 
novas tecnologias da informação e da comunica-
ção, ao interligar o mundo, confronta-se com di-
ferentes ideologias. Estamos prontos para isso?
A origem da linguagem
A linguagem como capacidade de expressão é natu-
ral, isto é, os humanos nascem com mecanismos fisio-
lógicos que lhes permitem se expressar naturalmente. 
Atualmente a forma mais comum de comunicação, prin-
cipalmente no Ocidente, é pela palavra.
Mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de 
condições históricas, geográficas, econômicas e políti-
cas determinadas. Por isso, dizemos que as línguas são 
fatos culturais.
Para alguns estudiosos, a origem da linguagem seria 
a onomatopeia, ou imitação dos sons animais e naturais. 
Ou ainda a imitação dos gestos, como uma espécie de en-
cenação, na qual cada gesto indica um sentido.
A linguagem também nasceu das necessidades hu-
manas. A fome, a sede e a necessidade de reunir-se em 
grupo, por exemplo, fizeram com que se formasse um 
vocabulário rudimentar, que, gradativamente, tornou-
-se mais complexo até vir a ser uma língua.
Além disso, a linguagem nasce das emoções, par-
ticularmente, do grito (medo, surpresa ou alegria), do 
choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-
-estar, felicidade).
Uma criança se vale de todos esses meios para co-
meçar a se expressar. Podemos dizer que a linguagem se 
constitui quando se passa dos meios de expressão aos de 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 7 20/09/2021 11:03:43
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 6
O que é linguagem?
A linguagem é um sistema de signos ou sinais usa-
dos para indicar coisas, para a comunicação entre pes-
soas e para a expressão de ideias, valores e sentimentos.
Os elementos que formam a linguagem são chama-
dos de signos, que indicam ou representam por meio 
de um significado e um significante. Por exemplo, a fu-
maça é um signo ou sinal de fogo. Os signos linguísti-
cos são as palavras. Uma mesma palavra pode expri-
mir sentidos ou significados diferentes, dependendo de 
quem a emprega, de quem a ouve ou lê e do contexto 
em que é usada.
É a linguagem que estabelece a comunicação entre 
os seres humanos. Por meio das palavras, relacionamo-
-nos com os outros, dialogamos, argumentamos, rela-
tamos, discutimos, amamos e odiamos, ensinamos e 
aprendemos, etc.
A importância e a força da 
linguagem
Desde que a humanidade teve consciência de sua 
sensibilidade, aumentou-se a necessidade e o desejo de 
comunicar os sentimentos e os pensamentos.
O filósofo grego Aristóteles, em sua obra Política, diz 
que o homem é o único “animal político”, pois só ele é 
dotado de linguagem. Ao contrário dos outros animais, 
que exprimem dor e prazer por meio da voz (phoné), o 
homem possui a palavra (lógos) para exprimir seus valo-
res, tornando possível a vida política e social.
A linguagem é, assim, a forma propriamente humana 
da comunicação, da relação com o mundo e com os ou-
tros, da vida social e política, do pensamento e das artes.
Já Platão, no diálogo Fedro, dizia que a linguagem é 
um phármakon, palavra que possui três sentidos princi-
pais: remédio, veneno e cosmético.
Ou seja, Platão considera que a linguagem pode ser 
um medicamento, ou um remédio, para o conhecimento, 
pois, pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos des-
cobrir nossa ignorância e aprender com os outros.
Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução 
das palavras, nos faz aceitar uma ideia, fascinados com 
o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais pa-
lavras são verdadeiras ou falsas.
Por fim, a linguagem pode ser um cosmético, uma 
maquiagem ou máscara para dissimular ou ocultar a ver-
dade sob as palavras.
Podemos avaliar a força da linguagem tomando 
como exemplos os mitos e as religiões. A palavra grega 
mythos significa narrativa, discurso, lenda, relato, etc. 
e, portanto, caracteriza uma das maneiras de represen-
tar a linguagem. A linguagem tem um poder encantató-
rio. Note que, em quase todas as religiões, existem pro-
fetas e oráculos, isto é, pessoas ou entidades escolhidas 
para transmitir mensagens divinas aos humanos.
fre
ep
ik
.c
om
Questões para reflexão
1. Quais elementos relacionados à linguagem as 
imagens possuem em comum?
2. De que forma os tipos de linguagem presentes 
nas imagens fazem parte do seu cotidiano?
3. O ser humano conseguiria viver sem desenvol-
ver manifestações de linguagem?
4. Atualmente, a tecnologia está cada vez mais 
abundante na sociedade. De que modo esse fato 
colabora para que desenvolvamos novos tipos 
de manifestações linguísticas?
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 6 20/09/2021 11:03:43
Professor, seria interessante levar para 
a sala outras formas de uso da linguagem, 
como por exemplo, jornais, fotografias ou 
simples desenhos e recortes de textos coti-
dianos não verbais. Enquanto os mostra, so-
licite que os alunos identifiquem os signifi-
cados de cada símbolo e os descrevam fa-
zendo uso da linguagem verbal.
Outra sugestão é fazer um passeio pelas 
dependências da escola, identificando, por 
meio da incitação ao raciocínio dos alunos, os 
casos em que a linguagem não verbal desem-
penha situações práticas de comunicação.
Seria interessante, também, mostrar aos 
alunos que a arte, muitas vezes, apropria-se 
da linguagem não verbal. Um eficiente ins-
trumento para essa demonstração é realizar 
uma visitação a um museu virtual, como o da 
Pinacoteca, disponível pelo QR Code a seguir.
Fique conectado
Sugestão de
abordagem
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 6 20/09/2021 11:04:45
7Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 7
Para refletir
A linguagem da pós-modernidade
A linguagem pós-moderna é uma experiência 
contemporânea a qual estamos vivendo e nos adap-
tando e que, por sua vez, molda-se a nós. Essa revo-
lução está acontecendo nas Ciências, na Literatura, 
na Arquitetura, etc. É uma linguagem rica em variá-
veis e possibilidades diante da diversidade cultural 
e global em que estamos imersos neste momento. É 
uma avalanche de estilos que se apresentam de for-
mas diferentes, sem totalitarismos e, consequente-
mente, sem hierarquias. Essa linguagem é um misto 
de arte, ciência e tecnologia. O técnico e o simbólico 
se encontram. [...]
A revolução da pós-modernidade acontece de-
vido à transformação das condições técnicas e so-
ciais de comunicação, dando chance a todos os 
grupos de falarem por si mesmos, fazendo vir à 
tona os espaços incomensuráveis justapostos e su-
perpostos uns aos outros. Desconstruindo a cren-
ça em uma totalidade unitária de mundo, com va-
lores eternos e imutáveis, questionando o método 
como caminho seguro, a racionalidade, as certezas 
e as verdades universais. [...]
As novas tecnologias da informação e da comu-
nicação nos oferecem um sistema aberto e dinâmi-
co, que se insere conflituosamente nos processos cul-
turais e que se torna um dispositivo pelo qual perce-
bemos o mundo. É um caminho repleto de bifurca-
ções que pode nos conduzir à emancipação, em prol 
do bem-estar da humanidade. Pelo menos é o que 
esperamos.
A linguagem da pós-modernidade é interdiscipli-
nar, em que os aspectos sociais, políticos, culturais, 
econômicos e tecnológicos entrelaçam-se por meio 
de informações, imagens, poder, ideologias, saberes 
e competências.
[...]
Disponível em: http://www.educacaoliteratura.com.br/index%20135.
htm. Acesso em: 29/03/2020. Adaptado.
Questões para reflexão
1. Com o excesso de informações,pôs em questão a independência da OMS em 
relação à indústria farmacêutica.
Ponto crucial da evolução da saúde in-
ternacional foi o advento da epidemia de 
HIV/Aids, que ensejou não somente um 
novo tipo de ativismo transnacional em prol 
do acesso ao tratamento, mas também in-
fluenciou a pesquisa e a ciência, as práticas 
clínicas, as políticas públicas e o compor-
tamento social. Paralelamente, o temor ao 
bioterrorismo catapultou a saúde pública 
à condição de tema relevante da seguran-
ça internacional, sob a batuta dos Estados 
Unidos, para quem a noção de segurança 
nacional abrange a de saúde pública.
Assim, a saúde ganhou espaço na agen-
da de numerosos foros, tais como o Conse-
lho de Segurança da Organização das Nações 
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 24 20/09/2021 11:04:52
25Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 25
3| Pesquise e indique a quantidade e o nome de cada ser-
viço público de saúde no seu bairro. Você pode procurar 
por serviços como: posto de saúde; hospital geral e para 
públicos específicos; serviços de atendimento de urgên-
cia; farmácia popular; e banco público de sangue.
Os serviços de saúde têm o dever de atender a todos 
sem discriminação, seja de ordem racial, de idade ou de 
gênero. Todos os cidadãos têm o direito de receber as-
sistência médica adequada às suas especificidades, em 
especial os que são mais vulneráveis. Ademais, nenhum 
paciente deve ser vítima de constrangimento nem o Es-
tado pode promover ações, leis ou políticas que limitem 
a liberdade pessoal de cada um.
O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo 
Federal responsável pela organização e elaboração de 
planos e políticas públicas voltados para a promoção, 
prevenção e assistência à saúde dos brasileiros. É fun-
ção desse ministério dispor de condições para a proteção 
e recuperação da saúde da população, reduzindo as en-
fermidades, controlando as doenças endêmicas e para-
sitárias e melhorando a vigilância à saúde, dando, assim, 
mais qualidade de vida à população.
Questão 
de ética
1| Você já recebeu atendimento público de saúde? Em caso 
afirmativo, você foi bem assistido? Conte sua experiência.
2| Procure saber que campanhas de saúde estão sendo 
realizadas na região em que você vive e escreva a impor-
tância de cada uma delas para a população.
Resposta pessoal.
Para refletir
Cinco epidemias que ajudaram 
a mudar o rumo da história
Muitas doenças ao longo da história tiveram 
enormes efeitos a longo prazo: desde a queda das 
dinastias, passando pelo aumento no colonialismo, 
e chegando ao esfriamento do clima.
A peste bubônica no século XIV e a 
ascensão da Europa Ocidental
A praga que atingiu a Europa por volta de 1350 foi 
aterrorizante e matou cerca de um terço da popula-
ção, mas analistas dizem que pode ter ajudado a re-
gião a se desenvolver.
A enorme mortalidade causou escassez de mão 
de obra para os proprietários de terras, fazendo com 
que o velho sistema feudal, que forçava pessoas a tra-
balhar nas terras de um senhor para pagar seu alu-
guel, começasse a desmoronar.
Isso levou a Europa Ocidental a desenvolver uma 
economia mais moderna, comercializada e baseada 
em dinheiro.
Como ficou muito mais caro contratar pessoas 
para trabalhar, os empresários também começaram 
a investir em tecnologias que economizavam mão de 
obra. Houve até a sugestão de que o surto encorajou 
o imperialismo europeu.
As viagens marítimas e as explorações eram vis-
tas como extremamente perigosas, mas com taxas de 
mortalidade tão altas causadas pela praga, as pes-
soas estavam mais dispostas a correr os riscos das 
longas viagens. E isso ajudou a incentivar o colonia-
lismo europeu a se expandir.
Mortes por varíola nas Américas e 
mudanças climáticas
A colonização das Américas no final do século XV 
matou tantas pessoas que pode ter alterado o clima 
mundial.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 25 20/09/2021 11:03:59
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 24
riam de acordo com o sistema jurídico e a cultura de 
cada país, região, cidade ou povo.
•	Disponibilidade de serviços, infraestrutura e 
equipamentos públicos: a moradia deve ser co-
nectada às redes de água, saneamento básico, gás 
e energia elétrica; em suas proximidades, deve haver 
escolas, creches, postos de saúde, áreas de esporte 
e lazer e devem estar disponíveis serviços de trans-
porte público, limpeza, coleta de lixo, entre outros.
•	Custo acessível: o custo para a aquisição ou aluguel 
da moradia deve ser acessível, de modo que não com-
prometa o orçamento familiar e permita também o 
atendimento de outros direitos humanos, como o di-
reito à alimentação, ao lazer, etc. Da mesma forma, 
gastos com a manutenção da casa, como as despesas 
com luz, água e gás, têm de ser justos.
•	Habitabilidade: a moradia adequada deve apresen-
tar boas condições de proteção contra frio, calor, 
chuva, vento, umidade e também contra ameaças 
de incêndio, desmoronamento, inundação e qual-
quer outro fator que ponha em risco a saúde e a vida 
das pessoas. Além disso, o tamanho da moradia e a 
quantidade de cômodos (quartos e banheiros, prin-
cipalmente) devem ser harmônicos com o número 
de moradores. Espaços adequados para lavar rou-
pas, armazenar e cozinhar alimentos também são 
importantes.
•	Não discriminação e priorização de grupos vulne-
ráveis: a moradia adequada deve ser acessível a gru-
pos vulneráveis da sociedade, como idosos, mulhe-
res, crianças, pessoas com deficiência, pessoas com 
HIV, vítimas de desastres naturais, etc. As leis e polí-
ticas habitacionais devem priorizar o atendimento a 
esses grupos. 
•	Localização adequada: para ser adequada, a mora-
dia deve estar em local que ofereça oportunidades de 
desenvolvimento econômico, cultural e social. Ou seja, 
nas proximidades do local da moradia deve haver ofer-
ta de empregos e fontes de renda, meios de sobrevi-
vência, rede de transporte público, supermercados, 
farmácias, correios e outras fontes de abastecimen-
to básicas.
•	Adequação cultural: a forma de construir a moradia 
e os materiais utilizados na construção devem expres-
sar tanto a identidade quanto a diversidade cultural 
dos moradores e moradoras. Reformas e moderniza-
ções devem também respeitar as dimensões culturais 
da habitação.
Disponível em: http://direitoamoradia.org/?page_id=46&lang=pt. 
Acesso em: 21/08/2020. Adaptado.
Questões para reflexão
1. Mesmo sendo reconhecido pela Declaração Uni-
versal dos Direitos Humanos, o direito à moradia 
continua sendo violado. Como você pode exem-
plificar esse tipo de violação?
2. A casa onde você mora atende a todos os crité-
rios citados no texto? Comente a respeito.
3. Você conhece pessoas que moram em lugares 
de vulnerabilidade social?
4. Se você pudesse mandar uma carta ao go-
vernante da sua cidade sobre as condições 
de moradia do bairro onde você mora, o que 
escreveria?
O direito à saúde
Para a preservação da vida e da dignidade humana, 
é necessário que o direito à saúde seja garantido. Como 
vimos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afir-
ma que “Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz 
de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar [...]”.
Dentre as medidas de garantia desse direito, estão a 
prevenção e o tratamento de doenças epidêmicas (que 
atingem grande número de indivíduos), endêmicas (que 
têm incidência em determinada região) e outras, além do 
esforço de erradicação dessas doenças. O direito do cida-
dão à saúde também envolve a criação de condições que 
assegurem a todos assistência médica em caso de qual-
quer enfermidade, incluindo o acesso a postos de saúde 
e hospitais, bem como a distribuição de medicamentos.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 24 20/09/2021 11:03:58
Unidas (ONU), a Organização Mundial do Co-
mércio (OMC) e as alianças entre países de-
senvolvidos, como o Grupo dos Oito (G8), ou 
entre países emergentes, como Brasil, Rús-
sia, Índia, China e África do Sul (o Brics).
A expressão saúde internacional vemsendo paulatinamente substituída pela con-
troversa e polissêmica expressão saúde glo-
bal. Enquanto a primeira é geralmente utili-
zada para referir-se aos acordos e projetos 
de cooperação entre os Estados, a segunda 
abarcaria novos atores e pautas inovadoras. 
Cresce igualmente o uso da expressão diplo-
macia da saúde global, que compreenderia 
a negociação sobre a saúde pública nas fron-
teiras em foros da saúde e de outras áreas 
afins, a governança da saúde global, política 
externa de saúde e o desenvolvimento de es-
tratégias de saúde nacionais e globais.
Disponível em: https://sur.conectas.org /wp-content/
uploads/2017/11/sur19-port-deisy-ventura.pdf. Acesso em: 
03/07/2020. Adaptado.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 25 20/09/2021 11:04:52
26 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 27
Peste bovina africana e expansão 
colonial na África
Uma doença mortal que afeta os animais ajudou 
a acelerar a colonização europeia na África. Esse não 
foi um surto que matou diretamente pessoas, mas que 
atingiu os animais.
Entre 1888 e 1897, o vírus da peste bovina matou 
90% do gado africano, com comunidades devastadas 
no Sudeste da África, na África Ocidental e no sudoes-
te do continente. A perda de rebanho levou à fome, a 
um colapso na sociedade e à migração de refugiados 
que deixaram as áreas afetadas.
Até as áreas de cultivo foram afetadas, pois mui-
tos dependiam de bois para arar a terra. O caos gerado 
pela doença tornou mais fácil para os países europeus 
colonizar grandes áreas da África no final do século XIX.
Os planos deles começaram apenas alguns anos 
antes do início do surto de peste bovina. Em uma con-
ferência em Berlim, em 1884–1885, 14 países da Euro-
pa (incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Portugal, 
Bélgica e Itália) negociaram suas reivindicações em re-
lação ao território africano, as quais foram formaliza-
das e mapeadas.
O efeito no continente foi sísmico. Na década de 
1870, apenas cerca de 10% da África estava sob con-
trole europeu, mas, em 1900, esse número subiu para 
cerca de 90%.
E a apropriação de terras foi estimulada pelo caos 
gerado pelo surto de peste bovina. A Itália fez incursões 
na Eritreia no início dos anos 1890, devido, em parte, 
à fome na Etiópia, que matou um terço da população.
Uma descrição da ONU diz que: “o colonialismo 
chegou a uma área que já sofria de uma crise econômi-
ca com todos os seus efeitos correspondentes”.
Praga e a queda da dinastia Ming na 
China
A dinastia Ming governou a China por quase três 
séculos, durante os quais exerceu uma enorme influên-
cia cultural e política sobre grande parte do leste da 
Ásia. Mas tudo isso teve um fim catastrófico, em parte, 
devido a um surto.
Uma grande epidemia chegou ao norte da China 
em 1641, ocasionando uma enorme quantidade de 
mortes. Em algumas áreas, de 20% a 40% da popula-
ção morreu. A praga atingiu a região em um mesmo 
momento em que uma seca e enxames de gafanhotos 
também afetavam a população.
Sem plantações nos campos, as pessoas não ti-
nham como se alimentar. A crise foi, provavelmente, 
causada por uma combinação de peste bubônica e ma-
lária. Pode ter sido levada por invasores do norte, que 
acabariam por derrubar a dinastia.
Ataques de bandidos foram seguidos por uma in-
vasão organizada da Manchúria pela dinastia Qing, que 
substituiu a dinastia Ming e estabeleceu um império 
próprio que durou por séculos.
A liderança de Ming passava por vários problemas, 
como corrupção e fome, mas o surto mortal de doença 
que varreu o país foi o que ajudou a pôr fim ao seu governo.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-51961141. 
Acesso em: 22/04/2020. Adaptado.
Questões para reflexão
1. Qual é a importância da ética diante de situações como as epidemias citadas no texto?
2. Entre as crises causadas por questões de saúde, temos como exemplo mais recente a pandemia causada pelo 
novo coronavírus (Covid-19). Quais foram as principais consequências desse episódio?
3. Quais atitudes podemos tomar para auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade social em casos de epi-
demias, pandemias e afins?
4. Qual deve ser a postura dos órgãos públicos diante de adversidades como as que foram descritas no texto? 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 27 20/09/2021 11:03:59
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 26
Um estudo feito por cientistas da University College 
London, no Reino Unido, descobriu que a expansão eu-
ropeia viu a população da região cair de 60 milhões de 
pessoas (cerca de 10% da população mundial na época) 
para apenas 5 ou 6 milhões em cem anos.
Muitas dessas mortes foram causadas por doen-
ças introduzidas pelos colonizadores, e a mais letal 
dessas doenças foi a varíola. Outras doenças mortais 
incluíam sarampo, gripe, peste bubônica, malária, dif-
teria, tifo e cólera.
Além da perda catastrófica de vida e do terrível so-
frimento humano na região, houve consequências para 
o mundo inteiro.
O fato de ter menos pessoas vivas levou a uma 
queda na quantidade de terra que estava sendo culti-
vada ou ocupada, e grandes áreas voltaram naturalmen-
te a ser florestas ou savanas.
Estima-se que 560 mil km2 foram alterados dessa 
maneira, o que representa uma área do tamanho da 
França ou do Quênia.
Esse enorme crescimento de plantas e árvores levou 
a uma queda nos níveis de dióxido de carbono (CO2) — 
registrados em amostras de núcleo de gelo da Antárti-
ca —, e, portanto, a uma redução na temperatura em di-
versas partes do mundo.
Os cientistas acreditam que isso, junto com grandes 
erupções vulcânicas e uma redução na atividade solar, 
levou ao início de um período conhecido como Pequena 
Era do Gelo, quando as temperaturas caíram em mui-
tas partes do mundo.
Ironicamente, uma das áreas mais afetadas foi a Eu-
ropa, que sofreu enormes quebras de safras e fome.
Febre Amarela e revolta do Haiti 
contra a França
Um surto de doença no Haiti ajudou a empurrar a 
França para fora da América do Norte, e houve um rápi-
do aumento no tamanho e na força dos Estados Unidos.
Em 1801, após várias revoltas de pessoas escravizadas 
contra as potências coloniais europeias, o líder Toussaint 
Louverture governava o Haiti com o aval da França.
No entanto, posteriormente, o líder francês Napoleão 
Bonaparte declarou-se cônsul vitalício. Napoleão decidiu 
assumir o controle total da ilha e enviar dezenas de mi-
lhares de tropas para tomá-la à força. No campo de ba-
talha, tiveram bastante sucesso.
O efeito da febre amarela, no entanto, foi devasta-
dor. Acredita-se que cerca de 50 mil soldados, oficiais, 
médicos e marinheiros tenham morrido e apenas cerca 
de três mil homens retornaram à França.
As forças europeias não tinham imunidade natural 
à doença, originada na África. Com seus exércitos derro-
tados e desmoralizados, Napoleão abandonou não ape-
nas o Haiti, mas também as ambições coloniais da Fran-
ça na América do Norte.
Apenas dois anos depois que suas forças começaram a 
missão fracassada de acabar com a rebelião haitiana, o líder 
da França vendeu 2,1 milhões de quilômetros quadrados de 
terra ao governo dos Estados Unidos (conhecido como Com-
pra da Louisiana), dobrando o tamanho do jovem país.
A vacinação contra a febre amarela é recomendada para uma gran-
de área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, princi-
palmente para indivíduos não vacinados e que se expõem em áreas 
de mata, local de maior proliferação de mosquitos, que são os veto-
res do vírus. (Fonte: Ministério da Saúde)
Fo
nt
e:
 V
al
te
r C
am
pa
na
to
/A
Br
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 26 20/09/2021 11:03:59
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 26 20/09/2021 11:04:53
27Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 27
Peste bovina africana e expansão 
colonial na África
Uma doença mortal que afeta os animais ajudou 
a acelerar a colonização europeia na África. Esse não 
foi um surto que matou diretamente pessoas, mas que 
atingiu os animais.
Entre 1888 e 1897, o vírus dapeste bovina matou 
90% do gado africano, com comunidades devastadas 
no Sudeste da África, na África Ocidental e no sudoes-
te do continente. A perda de rebanho levou à fome, a 
um colapso na sociedade e à migração de refugiados 
que deixaram as áreas afetadas.
Até as áreas de cultivo foram afetadas, pois mui-
tos dependiam de bois para arar a terra. O caos gerado 
pela doença tornou mais fácil para os países europeus 
colonizar grandes áreas da África no final do século XIX.
Os planos deles começaram apenas alguns anos 
antes do início do surto de peste bovina. Em uma con-
ferência em Berlim, em 1884–1885, 14 países da Euro-
pa (incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Portugal, 
Bélgica e Itália) negociaram suas reivindicações em re-
lação ao território africano, as quais foram formaliza-
das e mapeadas.
O efeito no continente foi sísmico. Na década de 
1870, apenas cerca de 10% da África estava sob con-
trole europeu, mas, em 1900, esse número subiu para 
cerca de 90%.
E a apropriação de terras foi estimulada pelo caos 
gerado pelo surto de peste bovina. A Itália fez incursões 
na Eritreia no início dos anos 1890, devido, em parte, 
à fome na Etiópia, que matou um terço da população.
Uma descrição da ONU diz que: “o colonialismo 
chegou a uma área que já sofria de uma crise econômi-
ca com todos os seus efeitos correspondentes”.
Praga e a queda da dinastia Ming na 
China
A dinastia Ming governou a China por quase três 
séculos, durante os quais exerceu uma enorme influên-
cia cultural e política sobre grande parte do leste da 
Ásia. Mas tudo isso teve um fim catastrófico, em parte, 
devido a um surto.
Uma grande epidemia chegou ao norte da China 
em 1641, ocasionando uma enorme quantidade de 
mortes. Em algumas áreas, de 20% a 40% da popula-
ção morreu. A praga atingiu a região em um mesmo 
momento em que uma seca e enxames de gafanhotos 
também afetavam a população.
Sem plantações nos campos, as pessoas não ti-
nham como se alimentar. A crise foi, provavelmente, 
causada por uma combinação de peste bubônica e ma-
lária. Pode ter sido levada por invasores do norte, que 
acabariam por derrubar a dinastia.
Ataques de bandidos foram seguidos por uma in-
vasão organizada da Manchúria pela dinastia Qing, que 
substituiu a dinastia Ming e estabeleceu um império 
próprio que durou por séculos.
A liderança de Ming passava por vários problemas, 
como corrupção e fome, mas o surto mortal de doença 
que varreu o país foi o que ajudou a pôr fim ao seu governo.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-51961141. 
Acesso em: 22/04/2020. Adaptado.
Questões para reflexão
1. Qual é a importância da ética diante de situações como as epidemias citadas no texto?
2. Entre as crises causadas por questões de saúde, temos como exemplo mais recente a pandemia causada pelo 
novo coronavírus (Covid-19). Quais foram as principais consequências desse episódio?
3. Quais atitudes podemos tomar para auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade social em casos de epi-
demias, pandemias e afins?
4. Qual deve ser a postura dos órgãos públicos diante de adversidades como as que foram descritas no texto? 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 27 20/09/2021 11:03:59
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 26
Um estudo feito por cientistas da University College 
London, no Reino Unido, descobriu que a expansão eu-
ropeia viu a população da região cair de 60 milhões de 
pessoas (cerca de 10% da população mundial na época) 
para apenas 5 ou 6 milhões em cem anos.
Muitas dessas mortes foram causadas por doen-
ças introduzidas pelos colonizadores, e a mais letal 
dessas doenças foi a varíola. Outras doenças mortais 
incluíam sarampo, gripe, peste bubônica, malária, dif-
teria, tifo e cólera.
Além da perda catastrófica de vida e do terrível so-
frimento humano na região, houve consequências para 
o mundo inteiro.
O fato de ter menos pessoas vivas levou a uma 
queda na quantidade de terra que estava sendo culti-
vada ou ocupada, e grandes áreas voltaram naturalmen-
te a ser florestas ou savanas.
Estima-se que 560 mil km2 foram alterados dessa 
maneira, o que representa uma área do tamanho da 
França ou do Quênia.
Esse enorme crescimento de plantas e árvores levou 
a uma queda nos níveis de dióxido de carbono (CO2) — 
registrados em amostras de núcleo de gelo da Antárti-
ca —, e, portanto, a uma redução na temperatura em di-
versas partes do mundo.
Os cientistas acreditam que isso, junto com grandes 
erupções vulcânicas e uma redução na atividade solar, 
levou ao início de um período conhecido como Pequena 
Era do Gelo, quando as temperaturas caíram em mui-
tas partes do mundo.
Ironicamente, uma das áreas mais afetadas foi a Eu-
ropa, que sofreu enormes quebras de safras e fome.
Febre Amarela e revolta do Haiti 
contra a França
Um surto de doença no Haiti ajudou a empurrar a 
França para fora da América do Norte, e houve um rápi-
do aumento no tamanho e na força dos Estados Unidos.
Em 1801, após várias revoltas de pessoas escravizadas 
contra as potências coloniais europeias, o líder Toussaint 
Louverture governava o Haiti com o aval da França.
No entanto, posteriormente, o líder francês Napoleão 
Bonaparte declarou-se cônsul vitalício. Napoleão decidiu 
assumir o controle total da ilha e enviar dezenas de mi-
lhares de tropas para tomá-la à força. No campo de ba-
talha, tiveram bastante sucesso.
O efeito da febre amarela, no entanto, foi devasta-
dor. Acredita-se que cerca de 50 mil soldados, oficiais, 
médicos e marinheiros tenham morrido e apenas cerca 
de três mil homens retornaram à França.
As forças europeias não tinham imunidade natural 
à doença, originada na África. Com seus exércitos derro-
tados e desmoralizados, Napoleão abandonou não ape-
nas o Haiti, mas também as ambições coloniais da Fran-
ça na América do Norte.
Apenas dois anos depois que suas forças começaram a 
missão fracassada de acabar com a rebelião haitiana, o líder 
da França vendeu 2,1 milhões de quilômetros quadrados de 
terra ao governo dos Estados Unidos (conhecido como Com-
pra da Louisiana), dobrando o tamanho do jovem país.
A vacinação contra a febre amarela é recomendada para uma gran-
de área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, princi-
palmente para indivíduos não vacinados e que se expõem em áreas 
de mata, local de maior proliferação de mosquitos, que são os veto-
res do vírus. (Fonte: Ministério da Saúde)
Fo
nt
e:
 V
al
te
r C
am
pa
na
to
/A
Br
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 26 20/09/2021 11:03:59
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 27 20/09/2021 11:04:54
28 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 29
Questão 
de ética
1| Você se considera um cidadão? Por quê?
3| Segundo o texto, nossa identidade é composta de 
quais componentes?
4| Você acha que os componentes citados na questão an-
terior podem entrar em atrito? Explique.
5| Qual é o significado da palavra cidadania? Cite exem-
plos de atos de cidadania e comente como devemos exer-
cê-los. 
2| Por que é importante cada um de nós aprendermos e 
praticarmos a cidadania?
começa com a educação formal (escola) e informal (fa-
mília, amigos, meios de comunicação, ambiente social). 
Porque aprendemos a ser cidadãos, como aprendemos 
tantas outras coisas, mas não pela repetição da lei de ou-
tros e pelo castigo, e sim chegando a ser mais profunda-
mente nós mesmos.
CORTINA, Adela. Cidadãos do mundo: para uma teoria da cidadania. 
São Paulo: Loyola, 2005. Adaptado.
Porque cidadania é uma relação política entre um indiví-
duo e a sociedade, em virtude da qual o indivíduo é mem-
bro de pleno direito dessa comunidade e a ela deve leal-
dade permanente.
Resposta pessoal.
Espera-se que o aluno destaque elementos como a noção 
de igualdade social em busca da dignidade para todos e 
as especificidades individuais.
A cidadania é um conjunto de direitos e deveres exerci-
dos por um indivíduo que vive em sociedade. São exem-
plos de atos de cidadania: votar, defender os direitos do 
consumidor, preservaro meio ambiente, etc. Exercer a 
cidadania é buscar uma sociedade melhor, a fim de que 
haja justiça, solidariedade e liberdade.
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 29 20/09/2021 11:03:59
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 28
3
Capítulo
Todos conectados
Conhecimentos prévios
•	Durante a maior parte do dia, você costuma se co-
nectar com amigos e familiares pessoalmente ou 
por meio de redes sociais?
•	Quais foram as principais mudanças que os avan-
ços tecnológicos causaram na sua maneira de se 
conectar com as pessoas?
•	De que formas podemos expressar a ética em am-
bientes virtuais?
•	De que maneira as novas formas de conexão 
podem contribuir para melhorias sociais?
Vamos dialogar!
Em um contexto globalizado, no qual as fronteiras 
entre as regiões do mundo estão cada vez menores, cada 
pessoa deve se sentir responsável pelos interesses da hu-
manidade, ciente de que nossas ações podem ter um al-
cance muito maior do que imaginamos. Os que têm esse 
senso de responsabilidade são chamados de cidadãos 
do mundo.
Analise as imagens e discuta, na sala de aula, como 
as ações representadas podem afetar a sociedade global.
Somos todos imigrantes (em tradução do inglês).
Fo
to
s:
 W
av
eb
re
ak
M
ed
ia
M
ic
ro
, N
ei
ra
 e
 J
P 
Ph
ot
og
ra
ph
y 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
O indivíduo e a sociedade
Cidadania é, primordialmente, uma relação po-
lítica entre um indivíduo e uma comunidade política, 
em virtude da qual o indivíduo é membro de pleno 
direito dessa comunidade e a ela deve lealdade per-
manente. [...]
A sociedade deve organizar-se de modo a conse-
guir gerar em cada um de seus membros o sentimento 
de que pertence a ela, de que essa sociedade se preo-
cupa com ele e, em consequência, a convicção de que 
vale a pena trabalhar para mantê-la e melhorá-la. O re-
conhecimento da sociedade por seus membros e a con-
sequente adesão por parte destes aos projetos comuns 
são duas faces da mesma moeda que compõem o con-
ceito de cidadania.
A identidade das pessoas conta, em nossos dias e 
em nossas sociedades, com um componente fundamen-
tal: a igualdade de todos os cidadãos em dignidade; mas 
conta também com os elementos específicos de cada in-
divíduo e de cada comunidade étnica, religiosa ou nacio-
nal às quais pertence.
A cidadania, como toda propriedade humana, é o re-
sultado de uma prática: a aquisição de um processo que 
JP
 P
ho
to
gr
ap
hy
 - 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 28 20/09/2021 11:03:59
•	Discutir o conceito de cidadão do mundo 
e as práticas envolvidas na promoção 
dessa categoria social.
•	Comentar o papel da identidade de cada 
indivíduo no exercício da cidadania.
•	Compreender que o desenvolvimento hu-
mano nem sempre caminha na mesma di-
reção do desenvolvimento econômico.
•	Considerar os atos de corrupção realiza-
dos nas esferas pública e privada.
•	Debater medidas para o desenvolvimen-
to sustentável.
•	Entender por que a solidariedade é uma 
forma eficaz de se praticar a cidadania.
Práticas de cidadania
Autor:	Jaime Pinsky (Org.)
Que importantes ações, no sentido de 
estender a cidadania a todos, estão sendo 
executadas no Brasil — e por quem? Quais 
os obstáculos que estão sendo enfrentados 
para que essas ações se concretizem? Em 
Práticas de cidadania, cidadãos narram suas 
próprias experiências e, a partir delas, ofe-
recem exemplos, com o objetivo de auxiliar 
a elaboração de novas políticas públicas, 
novas ações coletivas e novas práticas em-
presariais mais comprometidas com a res-
ponsabilidade social. 
A canção Janela para o mundo, com-
posição de Milton Nascimento e Fernando 
Brant, pode ser utilizada como texto com-
Objetivos
pedagógicos
Sugestão de
Leitura
Sugestão de
abordagem
plementar no debate do tema deste ca-
pítulo. Na leitura em sala, chame a aten-
ção para a convergência de impressões do 
mundo em realidades diferentes, e para o 
fato de que essa aproximação — o humano 
que existe em todos os lugares, por mais 
diversos que eles sejam — justifica o dever 
que temos de ser cidadãos do mundo.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 28 20/09/2021 11:04:54
29Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 29
Questão 
de ética
1| Você se considera um cidadão? Por quê?
3| Segundo o texto, nossa identidade é composta de 
quais componentes?
4| Você acha que os componentes citados na questão an-
terior podem entrar em atrito? Explique.
5| Qual é o significado da palavra cidadania? Cite exem-
plos de atos de cidadania e comente como devemos exer-
cê-los. 
2| Por que é importante cada um de nós aprendermos e 
praticarmos a cidadania?
começa com a educação formal (escola) e informal (fa-
mília, amigos, meios de comunicação, ambiente social). 
Porque aprendemos a ser cidadãos, como aprendemos 
tantas outras coisas, mas não pela repetição da lei de ou-
tros e pelo castigo, e sim chegando a ser mais profunda-
mente nós mesmos.
CORTINA, Adela. Cidadãos do mundo: para uma teoria da cidadania. 
São Paulo: Loyola, 2005. Adaptado.
Porque cidadania é uma relação política entre um indiví-
duo e a sociedade, em virtude da qual o indivíduo é mem-
bro de pleno direito dessa comunidade e a ela deve leal-
dade permanente.
Resposta pessoal.
Espera-se que o aluno destaque elementos como a noção 
de igualdade social em busca da dignidade para todos e 
as especificidades individuais.
A cidadania é um conjunto de direitos e deveres exerci-
dos por um indivíduo que vive em sociedade. São exem-
plos de atos de cidadania: votar, defender os direitos do 
consumidor, preservar o meio ambiente, etc. Exercer a 
cidadania é buscar uma sociedade melhor, a fim de que 
haja justiça, solidariedade e liberdade.
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 29 20/09/2021 11:03:59
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 28
3
Capítulo
Todos conectados
Conhecimentos prévios
•	Durante a maior parte do dia, você costuma se co-
nectar com amigos e familiares pessoalmente ou 
por meio de redes sociais?
•	Quais foram as principais mudanças que os avan-
ços tecnológicos causaram na sua maneira de se 
conectar com as pessoas?
•	De que formas podemos expressar a ética em am-
bientes virtuais?
•	De que maneira as novas formas de conexão 
podem contribuir para melhorias sociais?
Vamos dialogar!
Em um contexto globalizado, no qual as fronteiras 
entre as regiões do mundo estão cada vez menores, cada 
pessoa deve se sentir responsável pelos interesses da hu-
manidade, ciente de que nossas ações podem ter um al-
cance muito maior do que imaginamos. Os que têm esse 
senso de responsabilidade são chamados de cidadãos 
do mundo.
Analise as imagens e discuta, na sala de aula, como 
as ações representadas podem afetar a sociedade global.
Somos todos imigrantes (em tradução do inglês).
Fo
to
s:
 W
av
eb
re
ak
M
ed
ia
M
ic
ro
, N
ei
ra
 e
 J
P 
Ph
ot
og
ra
ph
y 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
O indivíduo e a sociedade
Cidadania é, primordialmente, uma relação po-
lítica entre um indivíduo e uma comunidade política, 
em virtude da qual o indivíduo é membro de pleno 
direito dessa comunidade e a ela deve lealdade per-
manente. [...]
A sociedade deve organizar-se de modo a conse-
guir gerar em cada um de seus membros o sentimento 
de que pertence a ela, de que essa sociedade se preo-
cupa com ele e, em consequência, a convicção de que 
vale a pena trabalhar para mantê-la e melhorá-la. O re-
conhecimento da sociedade por seus membros e a con-
sequente adesão por parte destes aos projetos comuns 
são duas faces da mesma moeda que compõem o con-
ceito de cidadania.
A identidade das pessoas conta, em nossos dias e 
em nossas sociedades, com um componente fundamen-
tal: a igualdade de todos os cidadãos em dignidade; mas 
conta também com os elementos específicos de cada in-
divíduo e de cada comunidade étnica, religiosa ou nacio-
nal às quais pertence.
A cidadania, como toda propriedade humana, é o re-
sultado de uma prática:a aquisição de um processo que 
JP
 P
ho
to
gr
ap
hy
 - 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 28 20/09/2021 11:03:59
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 29 20/09/2021 11:04:55
30 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 31
A ética e a corrupção
Corrupção é um fenômeno sociopolítico e econômi-
co, presente em todos os países, que causa instabilida-
de política e prejudica as instituições democráticas. Além 
disso, um país com casos graves de corrupção afasta in-
vestidores e desestimula a criação e o desenvolvimento 
de empresas, atrapalhando o crescimento da economia. 
O ato de corrupção pode envolver suborno, fraude, extor-
são, apropriação indébita, nepotismo, tráfico de influên-
cia, entre outras práticas. Vejamos em que consiste cada 
uma dessas práticas citadas.
Suborno
Considerado crime, consiste no ato de quem, no 
exercício de um cargo público, exige ou aceita qualquer 
vantagem ou recompensa para faltar ao cumprimento de 
seu dever. Por exemplo, a compra de votos para garantir 
a vitória de um candidato na eleição. A quantia ofereci-
da a alguém para cometer atos ilegais, em casos políti-
cos, é chamada de propina.
Fraude
Esquema ilícito ou de má-fé com a intenção de en-
ganar alguém ou de não cumprir determinada obrigação. 
Uma fraude pode ser a falsificação de objetos (como telas 
de pintores famosos), documentos e assinaturas; propa-
ganda enganosa; criação de empresas falsas; entre outras.
Extorsão
Trata-se do ato de obrigar alguém a fazer ou deixar 
de fazer algo, por meio de ameaças ou violência, com o 
objetivo de obter lucros.
Apropriação indébita
É a apoderação de bem móvel sem o consentimento 
do dono, quando não há devolução ou quando há consu-
mo próprio indevido.
Nepotismo
É o favorecimento dos vínculos de parentesco nas re-
lações de trabalho ou emprego. As práticas de nepotismo 
substituem a avaliação de mérito para o exercício da fun-
ção pública pela valorização de laços familiares. O nepotis-
mo viola as garantias constitucionais de impessoalidade na 
administração pública, na medida em que estabelece privi-
légios em função de relações de parentesco e desconside-
ra a capacidade técnica para o exercício do cargo público.
Tráfico de influência
Ocorre quando se usa a influência ou o prestígio 
junto a órgãos ou autoridades do poder público para 
obter vantagem particular. Geralmente, em troca de fa-
vores ou pagamento.
Mas a corrupção também pode estar presente no dia 
a dia de todos nós. Ela, muitas vezes, está associada ao 
chamado jeitinho brasileiro, que é a prática de conse-
guir algo ou burlar regras de maneira ardilosa e impro-
visada. Observe alguns exemplos de corrupção presen-
tes no cotidiano.
•	Copiar as respostas da prova do colega.
•	Assinar o nome no trabalho escolar do qual não 
participou.
•	Furar fila.
•	Dar ou aceitar o troco errado.
•	Comprar ou vender produtos falsificados.
•	Falsificar documentos, como carteira de estudante.
•	Não comprovar nota fiscal.
•	Tentar subornar o guarda para não receber multa.
•	Roubar sinal da TV a cabo.
•	Não declarar Imposto de Renda.
Questão 
de ética
1| De acordo com a sua interpretação do texto, o que se 
pode inferir por corrupção?
Sugestão de resposta: A corrupção é o ato de corromper 
alguém, com o objetivo de obter vantagens. 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 31 20/09/2021 11:03:59
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 30
6| Qual é a regra básica para a cidadania que você julga ser 
a mais importante para o convívio em sociedade? Por quê? 
7| Leia a frase a seguir.
8| Leia o trecho a seguir.
Para refletir
Desenvolvimento humano
Só há desenvolvimento quando os benefícios 
do crescimento servem à ampliação das capacida-
des humanas, entendidas como o conjunto das coisas 
que as pessoas podem ser ou fazer na vida. E são qua-
tro as mais elementares: ter uma vida longa e saudá-
vel, ser instruído, ter acesso aos recursos necessários 
para um nível de vida digno e ser capaz de participar 
da vida da comunidade. Na ausência dessas quatro, 
estarão indisponíveis todas as outras possíveis esco-
lhas. E muitas oportunidades na vida permanecerão 
inacessíveis. Além disso, as pessoas têm que ser li-
vres para que suas escolhas possam ser exercidas, 
para que garantam seus direitos e se envolvam nas 
decisões que afetarão sua vida.
As pessoas são a verdadeira riqueza das nações. Na 
verdade, o objetivo básico do desenvolvimento é alar-
gar as liberdades humanas. O processo de desenvolvi-
mento pode expandir as capacidades humanas, am-
pliando as escolhas que as pessoas têm para viver ple-
nas e criativas.
VEIGA, José Eli da. Meio ambiente & desenvolvimento. São Paulo: 
Senac, 2006. p. 23.
Questões para reflexão
1. Conforme o texto, qual é o bem mais valioso da 
humanidade? Você concorda? Por quê?
2. “[...] as pessoas têm de ser livres para que suas 
escolhas possam ser exercidas [...].” Você se con-
sidera uma pessoa livre?
3. Para você, qual é a importância da criatividade 
nas relações sociais?
4. De que maneiras você expressa a sua liberdade 
diariamente?
5. Que ações você observa no cotidiano que pro-
movem a ampliação das capacidades das pes-
soas de viverem plenas e criativas?
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
“[...] a sociedade deve organizar-se de modo a 
conseguir gerar em cada um de seus membros o 
sentimento de que pertence a ela [...]”. 
“Agir conforme a consciência e de acordo com os 
valores éticos e morais.”
O trecho lido nos remete à ideia de pertencimento, ou 
seja, à crença subjetiva em uma origem comum que une 
os diferentes indivíduos. Os indivíduos pensam em si 
mesmos como membros de uma coletividade na qual 
símbolos expressam valores, medos e ideais. 
A partir disso, você se considera pertencente a algum 
grupo? Comente a respeito.
Qual é o significado dos termos destacados? 
Ética significa modo de ser ou caráter, ou seja, é uma 
reflexão sobre a moral. Moral significa relativo aos cos-
tumes. No entanto, apesar de serem palavras distintas, 
ambas são responsáveis por construir as bases que vão 
guiar a conduta do ser humano, determinando o seu ca-
ráter e as suas virtudes.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 30 20/09/2021 11:03:59
A corrupção está originalmente associada 
à ideia de degeneração, putrefação ou destrui-
ção, representando, na natureza, um processo 
profundo de transformação dos seres, tendo 
em vista a mudança de sua matéria no contex-
to dos movimentos. A palavra corrupção não 
advém apenas do latim corrumpere, porque a 
ideia já era presente entre os gregos, em que 
aparece em vista dos estudos destes sobre a 
natureza e em uma cosmologia assentada na 
existência de dois mundos: as formas perfei-
tas e a ausência de corrupção do mundo dos 
deuses e as formas imperfeitas do mundo dos 
homens, passível, a todo instante, da prática 
de corrupção. Daí diaphthora, que significa 
destruição, ruína e dano aos valores e à ordem.
[...]
Leitura
complementar
Tendo em vista a tipologia das formas de 
governo de Aristóteles, pode-se derivar o po-
tencial de corrupção como a degeneração de 
virtudes, conforme uma natureza típica de 
cada uma das formas. Uma vez que a cor-
rupção ocorre em potência, no plano das for-
mas de governo, existem princípios que a po-
tencializam, tendo em vista o caráter prático 
do exercício do governo na comunidade. A 
corrupção, dessa maneira, cumpre um papel 
histórico, em face dos ciclos de ascensão e 
decadência de instituições políticas. Com re-
lação à questão conceitual, a ideia de corrup-
ção está envolvida numa concepção cíclica 
de história, típica do mundo antigo. No plano 
analítico, toda forma boa de governo encon-
tra sua oposição na corrupção potencializa-
da no tempo. É inerente às formas de gover-
no uma corrupção potencial, que pertence à 
natureza do poder político.
FILGUEIRAS, Fernando. Corrupção, democracia e legitimida-
de. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008, p. 29-35. Adaptado.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 3020/09/2021 11:04:55
31Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 31
A ética e a corrupção
Corrupção é um fenômeno sociopolítico e econômi-
co, presente em todos os países, que causa instabilida-
de política e prejudica as instituições democráticas. Além 
disso, um país com casos graves de corrupção afasta in-
vestidores e desestimula a criação e o desenvolvimento 
de empresas, atrapalhando o crescimento da economia. 
O ato de corrupção pode envolver suborno, fraude, extor-
são, apropriação indébita, nepotismo, tráfico de influên-
cia, entre outras práticas. Vejamos em que consiste cada 
uma dessas práticas citadas.
Suborno
Considerado crime, consiste no ato de quem, no 
exercício de um cargo público, exige ou aceita qualquer 
vantagem ou recompensa para faltar ao cumprimento de 
seu dever. Por exemplo, a compra de votos para garantir 
a vitória de um candidato na eleição. A quantia ofereci-
da a alguém para cometer atos ilegais, em casos políti-
cos, é chamada de propina.
Fraude
Esquema ilícito ou de má-fé com a intenção de en-
ganar alguém ou de não cumprir determinada obrigação. 
Uma fraude pode ser a falsificação de objetos (como telas 
de pintores famosos), documentos e assinaturas; propa-
ganda enganosa; criação de empresas falsas; entre outras.
Extorsão
Trata-se do ato de obrigar alguém a fazer ou deixar 
de fazer algo, por meio de ameaças ou violência, com o 
objetivo de obter lucros.
Apropriação indébita
É a apoderação de bem móvel sem o consentimento 
do dono, quando não há devolução ou quando há consu-
mo próprio indevido.
Nepotismo
É o favorecimento dos vínculos de parentesco nas re-
lações de trabalho ou emprego. As práticas de nepotismo 
substituem a avaliação de mérito para o exercício da fun-
ção pública pela valorização de laços familiares. O nepotis-
mo viola as garantias constitucionais de impessoalidade na 
administração pública, na medida em que estabelece privi-
légios em função de relações de parentesco e desconside-
ra a capacidade técnica para o exercício do cargo público.
Tráfico de influência
Ocorre quando se usa a influência ou o prestígio 
junto a órgãos ou autoridades do poder público para 
obter vantagem particular. Geralmente, em troca de fa-
vores ou pagamento.
Mas a corrupção também pode estar presente no dia 
a dia de todos nós. Ela, muitas vezes, está associada ao 
chamado jeitinho brasileiro, que é a prática de conse-
guir algo ou burlar regras de maneira ardilosa e impro-
visada. Observe alguns exemplos de corrupção presen-
tes no cotidiano.
•	Copiar as respostas da prova do colega.
•	Assinar o nome no trabalho escolar do qual não 
participou.
•	Furar fila.
•	Dar ou aceitar o troco errado.
•	Comprar ou vender produtos falsificados.
•	Falsificar documentos, como carteira de estudante.
•	Não comprovar nota fiscal.
•	Tentar subornar o guarda para não receber multa.
•	Roubar sinal da TV a cabo.
•	Não declarar Imposto de Renda.
Questão 
de ética
1| De acordo com a sua interpretação do texto, o que se 
pode inferir por corrupção?
Sugestão de resposta: A corrupção é o ato de corromper 
alguém, com o objetivo de obter vantagens. 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 31 20/09/2021 11:03:59
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 30
6| Qual é a regra básica para a cidadania que você julga ser 
a mais importante para o convívio em sociedade? Por quê? 
7| Leia a frase a seguir.
8| Leia o trecho a seguir.
Para refletir
Desenvolvimento humano
Só há desenvolvimento quando os benefícios 
do crescimento servem à ampliação das capacida-
des humanas, entendidas como o conjunto das coisas 
que as pessoas podem ser ou fazer na vida. E são qua-
tro as mais elementares: ter uma vida longa e saudá-
vel, ser instruído, ter acesso aos recursos necessários 
para um nível de vida digno e ser capaz de participar 
da vida da comunidade. Na ausência dessas quatro, 
estarão indisponíveis todas as outras possíveis esco-
lhas. E muitas oportunidades na vida permanecerão 
inacessíveis. Além disso, as pessoas têm que ser li-
vres para que suas escolhas possam ser exercidas, 
para que garantam seus direitos e se envolvam nas 
decisões que afetarão sua vida.
As pessoas são a verdadeira riqueza das nações. Na 
verdade, o objetivo básico do desenvolvimento é alar-
gar as liberdades humanas. O processo de desenvolvi-
mento pode expandir as capacidades humanas, am-
pliando as escolhas que as pessoas têm para viver ple-
nas e criativas.
VEIGA, José Eli da. Meio ambiente & desenvolvimento. São Paulo: 
Senac, 2006. p. 23.
Questões para reflexão
1. Conforme o texto, qual é o bem mais valioso da 
humanidade? Você concorda? Por quê?
2. “[...] as pessoas têm de ser livres para que suas 
escolhas possam ser exercidas [...].” Você se con-
sidera uma pessoa livre?
3. Para você, qual é a importância da criatividade 
nas relações sociais?
4. De que maneiras você expressa a sua liberdade 
diariamente?
5. Que ações você observa no cotidiano que pro-
movem a ampliação das capacidades das pes-
soas de viverem plenas e criativas?
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
“[...] a sociedade deve organizar-se de modo a 
conseguir gerar em cada um de seus membros o 
sentimento de que pertence a ela [...]”. 
“Agir conforme a consciência e de acordo com os 
valores éticos e morais.”
O trecho lido nos remete à ideia de pertencimento, ou 
seja, à crença subjetiva em uma origem comum que une 
os diferentes indivíduos. Os indivíduos pensam em si 
mesmos como membros de uma coletividade na qual 
símbolos expressam valores, medos e ideais. 
A partir disso, você se considera pertencente a algum 
grupo? Comente a respeito.
Qual é o significado dos termos destacados? 
Ética significa modo de ser ou caráter, ou seja, é uma 
reflexão sobre a moral. Moral significa relativo aos cos-
tumes. No entanto, apesar de serem palavras distintas, 
ambas são responsáveis por construir as bases que vão 
guiar a conduta do ser humano, determinando o seu ca-
ráter e as suas virtudes.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 30 20/09/2021 11:03:59
Há um senso comum recorrente que as-
socia o fenômeno da corrupção à própria 
identidade do brasileiro. Por essa visão, o 
Brasil seria inevitável e definitivamente cor-
rupto devido a certos valores e práticas que, 
presentes desde a origem, tornaram-se parte 
de seu caráter e de seu jeito de ser. Tal expli-
cação, além de incorporar uma boa dose de 
Ao tratar sobre a corrupção com os alu-
nos, pode ser necessário lhes dar informa-
ções básicas a respeito da realidade polí-
tica brasileira que envolve esse tema. No-
tícias e reportagens de jornais, revistas ou 
mesmo sites são bons recursos para iniciar 
a conversa. Mas não se deve apenas, nessa 
discussão, identificar os casos e as estatís-
ticas; antes, é preciso refletir sobre as cau-
sas e, inclusive, abordar o contexto histó-
rico da corrupção no País. Existe literatura 
sobre esse tema que pode ser consultada 
por você, professor.
Leitura
complementar
preconceito, essencializa a história e simpli-
fica ao atribuir uma sobrecarga explicativa à 
cultura, em detrimento de suas articulações 
variadas com outras dimensões da vida so-
cial. Uma coisa é reconhecer que, na forma-
ção do Estado nacional e na constituição de 
nosso regime republicano, houve escassos 
valores públicos e forte privatismo, ambígua 
situação legal e baixa adesão a procedimen-
tos impessoais. Outra é deixar de reconhe-
cer a variação histórica dos padrões de cor-
rupção, de sua intensidade, generalidade e 
profundidade, segundo as várias fases do de-
senvolvimento econômico e democrático do 
País. Uma coisa é identificar sentimentos de 
conformismo, na cultura das elites e na cultu-
ra popular, em relação ao fenômeno da cor-
rupção. Outra é deixar de lado, desvalorizar 
as atitudes e os movimentos de opinião pú-
blica que expressam a revolta contra a reite-
ração dos fenômenos da corrupção. Enfim, a 
explicação tautológica de que o Brasil é cor-
rupto em função de sua identidade quase 
prescinde de refletirteoricamente e estudar 
empiricamente o fenômeno da corrupção. 
Não deixa de ser, apesar da crítica aparente, 
uma forma de se conformar à sua realidade.
AVRITZER, Leonardo. [et al.] (Orgs.). Corrupção: ensaios e 
críticas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008, p. 14.
Sugestão de
abordagem
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 31 20/09/2021 11:04:55
32 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 33
Consuma sem consumir o 
mundo em que você vive
1 Planeje suas compras
 A impulsividade é inimiga do consumo consciente. 
Quem planeja antes, compra menos e melhor.
2 Separe seu lixo
 Reciclar é uma maneira de contribuir para a econo-
mia de recursos naturais, a redução da degradação 
ambiental e a geração de empregos.
3 Avalie os impactos do que 
consome
 Ao fazer compras, leve em conta danos que a fabri-
cação e o uso dos produtos causam ao meio am-
biente e à sociedade.
4 Consuma apenas o necessário
 É possível viver com menos. Reflita sobre suas ne-
cessidades reais.
•	Preservação dos ecossistemas e da biodiversidade.
•	Diminuição do consumo de energia e uso de fontes 
energéticas renováveis, como a solar, a eólica e a geo-
térmica.
•	Industrialização baseada em tecnologias ecologica-
mente adaptadas.
•	Controle da urbanização desordenada.
•	Atendimento das necessidades básicas da população 
(educação, saúde, moradia, emprego, etc.).
7 Não compre produtos piratas 
ou contrabandeados
 Comprando do comércio legalizado, contribui-se 
para a geração de empregos estáveis e o combate 
do crime organizado e da violência.
6 Valorize a responsabilidade 
social das empresas
 O valor de um produto vai além de seu preço e 
sua qualidade. Ele pode incluir a responsabilida-
de do fabricante com funcionários, sociedade e 
meio ambiente.
5 Reutilize produtos e 
embalagens
 Se você pode consertar, transformar e reutilizar, 
por que comprar outra vez?
10 Divulgue o consumo 
consciente
 É importante compartilhar informações, valores 
e práticas do consumo consciente. Sozinho ou 
em grupo, sensibilize outros consumidores. [...]
8 Cobre dos políticos
 É dever de qualquer cidadão exigir de partidos, 
candidatos, vereadores, senadores, deputados e 
governantes propostas e ações que viabilizem e 
aprofundem a prática do consumo consciente.
9 Reflita sobre seus valores
 Faça uma avaliação constante: quais são os prin-
cípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de 
consumo?
Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/
File/2010/objetos_de_aprendizagem/2010/sociologia/simuladore-
seanimacoes/dicas_consumo.pdf. Acesso em: 16/06/2020.
Questão 
de ética
1| De que forma a preservação do meio ambiente está 
atrelada à cidadania?
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 33 20/09/2021 11:04:00
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 32
3| Na sociedade, muitas vezes, deparamos-nos com atos 
de corrupção em várias esferas. Cite exemplos de atos 
corruptos nos seguintes ambientes sociais.
a. No trânsito.
b. Na escola.
c. Na saúde.
d. Na política.
4| Responda, em seu caderno, às seguintes questões.
a. De que maneira os atos de corrupção prejudicam a dig-
nidade das pessoas?
Quando um paciente tenta subornar um funcionário pú-
blico da área da saúde em troca de atendimento prefe-
rencial. 
Quando um motorista é pego em ato infracional e tenta 
subornar o policial para que ele não aplique a multa cor-
respondente à infração. 
Quando um aluno, em uma avaliação individual, para 
não tirar nota baixa, cola as respostas de outro aluno. 
Quando um político rouba o dinheiro que é mandado 
para benefícios da cidade, estado ou país. 
5| Pesquise notícias recentes que envolvam casos de cor-
rupção e comente sobre o tipo de delito que foi pratica-
do e quais foram os prejuízos causados.
Desenvolvimento 
sustentável
O modelo atual de crescimento econômico gera 
enormes desequilíbrios. Ao passo que é enorme a rique-
za produzida no mundo e aperfeiçoam-se as tecnologias 
da computação e da informação, por outro lado, a mi-
séria e a degradação ambiental aumentam a cada dia. 
E essa realidade pode pôr em risco a segurança e a vida 
da humanidade no futuro.
As ações realizadas para satisfazer as necessidades 
da geração atual sem comprometer as necessidades das 
futuras gerações fazem parte do que chamamos de de-
senvolvimento sustentável. Esse conceito visa à integra-
ção entre economia, sociedade e meio ambiente. Todos 
temos que ter o cuidado de não esgotar os recursos na-
turais de que dispomos para o futuro.
Sabemos que os recursos naturais (água, solo, vege-
tação, minérios, etc.) são finitos. E são eles que permitem 
a existência humana, a diversidade biológica e o próprio 
crescimento econômico. Por isso, é necessário que haja 
planejamento no uso deles e que não se permita que o 
progresso da economia os destrua.
É importante que se reduza o uso de matérias-pri-
mas e que se aumente a reutilização de produtos, como 
a reciclagem. Além disso, deve-se dar atenção à gestão 
correta do lixo, bem como à redução da emissão de gases 
de efeito estufa. Dentre outras medidas para o desenvol-
vimento sustentável, estão:
•	Consumo racional de água e alimentos.
•	Redução do uso de produtos químicos prejudiciais 
à saúde.
2| Em quais ambientes podem ocorrer os atos de cor-
rupção?
A corrupção está presente no nosso cotidiano, portanto, 
pode ocorrer em qualquer ambiente social.
b. Pesquise e responda: de acordo com as leis nacionais, 
quais são as penalidades previstas para cidadãos que co-
metem crimes de corrupção?
c. Além dos exemplos de corrupção citados no texto, que 
outros você acrescentaria?
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Sugestões de Respostas
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 32 20/09/2021 11:04:00
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 32 20/09/2021 11:04:56
33Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 33
Consuma sem consumir o 
mundo em que você vive
1 Planeje suas compras
 A impulsividade é inimiga do consumo consciente. 
Quem planeja antes, compra menos e melhor.
2 Separe seu lixo
 Reciclar é uma maneira de contribuir para a econo-
mia de recursos naturais, a redução da degradação 
ambiental e a geração de empregos.
3 Avalie os impactos do que 
consome
 Ao fazer compras, leve em conta danos que a fabri-
cação e o uso dos produtos causam ao meio am-
biente e à sociedade.
4 Consuma apenas o necessário
 É possível viver com menos. Reflita sobre suas ne-
cessidades reais.
•	Preservação dos ecossistemas e da biodiversidade.
•	Diminuição do consumo de energia e uso de fontes 
energéticas renováveis, como a solar, a eólica e a geo-
térmica.
•	Industrialização baseada em tecnologias ecologica-
mente adaptadas.
•	Controle da urbanização desordenada.
•	Atendimento das necessidades básicas da população 
(educação, saúde, moradia, emprego, etc.).
7 Não compre produtos piratas 
ou contrabandeados
 Comprando do comércio legalizado, contribui-se 
para a geração de empregos estáveis e o combate 
do crime organizado e da violência.
6 Valorize a responsabilidade 
social das empresas
 O valor de um produto vai além de seu preço e 
sua qualidade. Ele pode incluir a responsabilida-
de do fabricante com funcionários, sociedade e 
meio ambiente.
5 Reutilize produtos e 
embalagens
 Se você pode consertar, transformar e reutilizar, 
por que comprar outra vez?
10 Divulgue o consumo 
consciente
 É importante compartilhar informações, valores 
e práticas do consumo consciente. Sozinho ou 
em grupo, sensibilize outros consumidores. [...]
8 Cobre dos políticos
 É dever de qualquer cidadão exigir de partidos, 
candidatos, vereadores, senadores, deputados e 
governantes propostas e ações que viabilizem e 
aprofundem a prática do consumo consciente.
9 Reflita sobre seus valores
 Faça uma avaliação constante: quais são os prin-
cípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de 
consumo?
Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/
File/2010/objetos_de_aprendizagem/2010/sociologia/simuladore-seanimacoes/dicas_consumo.pdf. Acesso em: 16/06/2020.
Questão 
de ética
1| De que forma a preservação do meio ambiente está 
atrelada à cidadania?
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 33 20/09/2021 11:04:00
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 32
3| Na sociedade, muitas vezes, deparamos-nos com atos 
de corrupção em várias esferas. Cite exemplos de atos 
corruptos nos seguintes ambientes sociais.
a. No trânsito.
b. Na escola.
c. Na saúde.
d. Na política.
4| Responda, em seu caderno, às seguintes questões.
a. De que maneira os atos de corrupção prejudicam a dig-
nidade das pessoas?
Quando um paciente tenta subornar um funcionário pú-
blico da área da saúde em troca de atendimento prefe-
rencial. 
Quando um motorista é pego em ato infracional e tenta 
subornar o policial para que ele não aplique a multa cor-
respondente à infração. 
Quando um aluno, em uma avaliação individual, para 
não tirar nota baixa, cola as respostas de outro aluno. 
Quando um político rouba o dinheiro que é mandado 
para benefícios da cidade, estado ou país. 
5| Pesquise notícias recentes que envolvam casos de cor-
rupção e comente sobre o tipo de delito que foi pratica-
do e quais foram os prejuízos causados.
Desenvolvimento 
sustentável
O modelo atual de crescimento econômico gera 
enormes desequilíbrios. Ao passo que é enorme a rique-
za produzida no mundo e aperfeiçoam-se as tecnologias 
da computação e da informação, por outro lado, a mi-
séria e a degradação ambiental aumentam a cada dia. 
E essa realidade pode pôr em risco a segurança e a vida 
da humanidade no futuro.
As ações realizadas para satisfazer as necessidades 
da geração atual sem comprometer as necessidades das 
futuras gerações fazem parte do que chamamos de de-
senvolvimento sustentável. Esse conceito visa à integra-
ção entre economia, sociedade e meio ambiente. Todos 
temos que ter o cuidado de não esgotar os recursos na-
turais de que dispomos para o futuro.
Sabemos que os recursos naturais (água, solo, vege-
tação, minérios, etc.) são finitos. E são eles que permitem 
a existência humana, a diversidade biológica e o próprio 
crescimento econômico. Por isso, é necessário que haja 
planejamento no uso deles e que não se permita que o 
progresso da economia os destrua.
É importante que se reduza o uso de matérias-pri-
mas e que se aumente a reutilização de produtos, como 
a reciclagem. Além disso, deve-se dar atenção à gestão 
correta do lixo, bem como à redução da emissão de gases 
de efeito estufa. Dentre outras medidas para o desenvol-
vimento sustentável, estão:
•	Consumo racional de água e alimentos.
•	Redução do uso de produtos químicos prejudiciais 
à saúde.
2| Em quais ambientes podem ocorrer os atos de cor-
rupção?
A corrupção está presente no nosso cotidiano, portanto, 
pode ocorrer em qualquer ambiente social.
b. Pesquise e responda: de acordo com as leis nacionais, 
quais são as penalidades previstas para cidadãos que co-
metem crimes de corrupção?
c. Além dos exemplos de corrupção citados no texto, que 
outros você acrescentaria?
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Sugestões de Respostas
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 32 20/09/2021 11:04:00
Novas	maneiras	de	pensar	
sustentabilidade
Sustentabilidade ecológica: refere-se 
à base física do processo de crescimento e 
tem como objetivo a manutenção de esto-
ques dos recursos naturais, incorporados às 
atividades produtivas.
Leitura
complementar
Sustentabilidade ambiental: refere-se à 
manutenção da capacidade de sustentação 
dos ecossistemas, o que implica a capacida-
de de absorção e recomposição dos ecos-
sistemas em face das agressões antrópicas.
Sustentabilidade social: refere-se ao de-
senvolvimento e tem por objetivo a melho-
ria da qualidade de vida da população. Para 
o caso de países com problemas de desigual-
dade e de inclusão social, implica a adoção 
de políticas distributivas e a universalização 
de atendimento a questões como saúde, 
educação, habitação e seguridade social.
Sustentabilidade política: refere-se ao 
processo de construção da cidadania para 
garantir a incorporação plena dos indivíduos 
ao processo de desenvolvimento.
Sustentabilidade econômica: refere-se a 
uma gestão eficiente dos recursos em geral 
e caracteriza-se pela regularidade de fluxos 
dos investimentos público e privado. Impli-
ca a avaliação da eficiência por processos 
macrossociais.
No entanto, o desenvolvimento susten-
tável não deve ser apresentado como um 
slogan político. As condições ambientais já 
estão bastante prejudicadas pelo padrão de 
desenvolvimento e consumo atuais, desse 
modo, o desenvolvimento sustentável pode 
ser uma resposta aos anseios da sociedade.
A sustentabilidade consiste em encon-
trar meios de produção, distribuição e con-
sumo dos recursos existentes de forma mais 
coesiva, economicamente eficaz e ecologi-
camente viável.
Um dos desafios da sustentabilidade 
ambiental urbana é a conscientização de 
que esta é um processo a ser percorrido e 
não algo definitivo a ser alcançado. A busca 
por uma conceituação urbana sustentável 
traz consigo uma série de proposições e es-
tratégias que buscam atuar em níveis tanto 
locais quanto globais.
Priorizar o desenvolvimento social e hu-
mano com capacidade de suporte ambien-
tal, gerando cidades produtoras com ativi-
dades que podem ser acessadas por todos, 
é uma forma de valorização do espaço in-
corporando os elementos naturais e sociais.
Disponível em: http://www.fsma.edu.br/visoes/ed04/4ed_O_
Desafio_Do_Desenvolvimento_Sustentavel_Gisele. Acesso em: 
06/07/2020. Adaptado.
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 33 20/09/2021 11:04:56
34 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 35
que alguém doa para um “não cidadão”, mas uma con-
quista gradativa e que deve ser constantemente busca-
da, para que todos possam ter uma vida sempre mais 
digna e feliz.
O exercício da cidadania ativa e organizada leva à 
transformação dos indivíduos e das estruturas sociais. 
[...] É uma cidadania que valoriza o lazer, o pensar, o pra-
zer, a intuição, o corpo, a criatividade, a festa, o diálo-
go, a poesia, a música, etc. [...] Cidadania significa tam-
bém participação ativa nos processos decisórios, direito 
ao conhecimento, acesso aos bens materiais, culturais e 
simbólicos socialmente produzidos. [...] A construção de 
uma cidadania plena exige um sábio equilíbrio entre os 
espaços público e privado, entre a vida local e a dimen-
são global. [...] À globalização do mercado, que exclui a 
maioria, é necessário contrapor a globalização da soli-
dariedade, capaz de gestar uma economia e um desen-
volvimento sustentável que incluam todos os cidadãos.
ADAMS, Telmo. Prática social e formação para a cidadania. Porto 
Alegre: Edipucrs, 2001. p. 51–54. Adaptado.
Questão 
de ética
3| Segundo o texto, qual é a forma mais eficaz de prati-
car a cidadania?
1| Qual é o sentido ideal de cidadania, que, de acordo 
com o autor, não é priorizado em muitos casos?
Fazer-se agente crítico e político, o que requer um pro-
cesso de humanização, isto é, superação da alienação a 
partir da educação, organização política, identidade cul-
tural, informação, comunicação e emancipação.
Demonstrando solidariedade.
2| Classifique as afirmativas seguintes em verdadeiras 
(V) ou falsas (F).
a. F A cidadania pode ser aplicada da mesma forma 
para todos os homens e todas as mulheres, já que as pes-
soas têm as mesmas necessidades e expectativas.
b. V Não só o direito ao trabalho e à educação compõe 
a cidadania, mas também o direito ao lazer e ao descanso.
c. V A conquista da cidadania plena não pode ocorrer 
apenas em âmbito local.
d. V O individualismo não contribui para a prática da 
cidadania.
4| Junto com seus colegas de sala, faça uma pesquisa de 
campo sobre as organizações não governamentais da sua 
cidade e escreva, em seu caderno, detalhes sobre o tra-
balho que cada uma delas desenvolve.
5| Em algumas comunidades, é comum a organização, 
por parte dos própriosmoradores, de ações solidárias, 
como a arrecadação de alimentos, utensílios, roupas, 
brinquedos e calçados para serem distribuídos entre pes-
soas em situação de vulnerabilidade social. Na cidade 
onde você mora, existe esse tipo de atividade? Em caso 
afirmativo, conte como funciona.
6| Junte-se a seus colegas e faça uma relação das possí-
veis atitudes solidárias que vocês podem desempenhar 
em conjunto, usando o espaço da própria escola. Em se-
guida, o professor analisará a viabilidade de cada uma 
delas. Não se esqueça de enfatizar a importância de cada 
uma das medidas sugeridas. Anote a relação em seu ca-
derno em duas colunas: 
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Atitude solidária x Importância
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 35 20/09/2021 11:04:00
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 34
5| Realize uma pesquisa, em diferentes fontes, sobre 
os acontecimentos a seguir e escreva, em seu caderno, 
como cada um deles pode atingir os seres vivos e quais 
as consequências para o futuro. 
A poluição dos rios e mares
O buraco na camada de ozônio
O descongelamento das geleiras
O efeito estufa
I
III
A chuva ácida
II
IV
V
Cidadania e solidariedade
A construção da ampliação da cidadania parte da 
realidade concreta em que as pessoas se encontram. 
Para uma massa faminta, sem casa, trabalho, perspec-
tiva de futuro nem para a realização do plano biológico, 
a construção da cidadania começa por essas necessida-
des. Nesse caso, o sentido da cidadania é poder comer, 
ter casa, trabalhar e ter uma esperança de vida. No sen-
tido ideal, ser cidadão implica no fazer-se agente críti-
co e político, o que requer um processo de humaniza-
ção, isto é, superação da alienação a partir da educação, 
organização política, identidade cultural, informação, 
comunicação e emancipação. A conscientização con-
siste na capacidade crítica de intervenção na realidade 
de uma forma criativa e solidária. Portanto, é processo 
de formação crescente, cumulativo. Não é uma dádiva 
3| De acordo com a leitura do texto Desenvolvimento susten-
tável e com o seu conhecimento de mundo, o que você en-
tende por sustentabilidade e desenvolvimento sustentável?
Sugestão de resposta: Sustentabilidade indica uma busca 
pelo equilíbrio entre a melhora da qualidade de vida dos 
seres humanos e o limite ambiental do Planeta. A susten-
tabilidade não está necessariamente associada ao termo 
desenvolvimento, mas considera alternativas viáveis, am-
bientalmente corretas e socialmente justas para a constru-
ção da sociedade.
Desenvolvimento sustentável é amplamente vincula-
do aos discursos de vários setores da sociedade, como 
o educacional, o político e o publicitário. A incorporação 
do termo sustentável ao desenvolvimento busca limitar as 
ações do segundo, estabelecendo a harmonia do desen-
volvimento econômico e da produção capitalista com a 
manutenção do meio ambiente e suas variáveis. Trata-se 
da ideia do uso racional de recursos, trazendo qualidade 
de vida para todos e tendo em vista, ao mesmo tempo, os 
problemas ambientais. Dessa forma, a tecnologia deve 
servir tanto em favor do ser humano quanto da natureza.
2| Na sua comunidade ou na sua cidade, existem casos de 
desenvolvimento não sustentável, ou seja, em que os in-
teresses econômicos prejudicam os moradores ou o meio 
ambiente? Relate.
4| Na cidade onde você mora, existem iniciativas vol-
tadas para o desenvolvimento sustentável? Pesquise e 
comente a respeito.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 34 20/09/2021 11:04:00
Analise, a seguir, algumas informações a 
respeito dos impactos causados pelos acon-
tecimentos listados na questão 5.
•	A poluição dos rios e mares oferece danos 
à vida marinha, à saúde do ser humano e 
às atividades pesqueiras. O petróleo, o lixo 
e o esgoto doméstico são os principais po-
luentes dos ecossistemas aquáticos.
•	O descongelamento das geleiras, acele-
rado pelas emissões de gases poluentes, 
pode causar o aquecimento da água e a 
elevação do nível do mar.
Sugestão de
abordagem
•	O buraco na camada de ozônio (que 
protege a Terra de vários tipos de ra-
diação, inclusive a ultravioleta), causa-
do pela emissão de clorofluorcarbono 
(CFC), torna o Planeta mais exposto à 
radiação nociva, aumentando, inclusi-
ve, as chances de desenvolvimento de 
câncer.
•	O efeito estufa (processo no qual uma 
parte da radiação infravermelha emitida 
pela superfície terrestre é absorvida por 
gases atmosféricos, retendo o calor), em 
sua ocorrência ideal, é vital para a existên-
cia da vida, pois mantém o Planeta aque-
cido. Seu agravamento, porém, desenca-
deia o aquecimento global, que causa di-
versos danos ao meio ambiente.
•	A chuva ácida, formada por gases poluen-
tes diversos, é capaz de matar peixes e ve-
getais, corroer materiais sólidos e destruir 
o solo. Quanto maior a poluição, mais 
ácida é a chuva.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 34 20/09/2021 11:04:57
35Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 35
que alguém doa para um “não cidadão”, mas uma con-
quista gradativa e que deve ser constantemente busca-
da, para que todos possam ter uma vida sempre mais 
digna e feliz.
O exercício da cidadania ativa e organizada leva à 
transformação dos indivíduos e das estruturas sociais. 
[...] É uma cidadania que valoriza o lazer, o pensar, o pra-
zer, a intuição, o corpo, a criatividade, a festa, o diálo-
go, a poesia, a música, etc. [...] Cidadania significa tam-
bém participação ativa nos processos decisórios, direito 
ao conhecimento, acesso aos bens materiais, culturais e 
simbólicos socialmente produzidos. [...] A construção de 
uma cidadania plena exige um sábio equilíbrio entre os 
espaços público e privado, entre a vida local e a dimen-
são global. [...] À globalização do mercado, que exclui a 
maioria, é necessário contrapor a globalização da soli-
dariedade, capaz de gestar uma economia e um desen-
volvimento sustentável que incluam todos os cidadãos.
ADAMS, Telmo. Prática social e formação para a cidadania. Porto 
Alegre: Edipucrs, 2001. p. 51–54. Adaptado.
Questão 
de ética
3| Segundo o texto, qual é a forma mais eficaz de prati-
car a cidadania?
1| Qual é o sentido ideal de cidadania, que, de acordo 
com o autor, não é priorizado em muitos casos?
Fazer-se agente crítico e político, o que requer um pro-
cesso de humanização, isto é, superação da alienação a 
partir da educação, organização política, identidade cul-
tural, informação, comunicação e emancipação.
Demonstrando solidariedade.
2| Classifique as afirmativas seguintes em verdadeiras 
(V) ou falsas (F).
a. F A cidadania pode ser aplicada da mesma forma 
para todos os homens e todas as mulheres, já que as pes-
soas têm as mesmas necessidades e expectativas.
b. V Não só o direito ao trabalho e à educação compõe 
a cidadania, mas também o direito ao lazer e ao descanso.
c. V A conquista da cidadania plena não pode ocorrer 
apenas em âmbito local.
d. V O individualismo não contribui para a prática da 
cidadania.
4| Junto com seus colegas de sala, faça uma pesquisa de 
campo sobre as organizações não governamentais da sua 
cidade e escreva, em seu caderno, detalhes sobre o tra-
balho que cada uma delas desenvolve.
5| Em algumas comunidades, é comum a organização, 
por parte dos próprios moradores, de ações solidárias, 
como a arrecadação de alimentos, utensílios, roupas, 
brinquedos e calçados para serem distribuídos entre pes-
soas em situação de vulnerabilidade social. Na cidade 
onde você mora, existe esse tipo de atividade? Em caso 
afirmativo, conte como funciona.
6| Junte-se a seus colegas e faça uma relação das possí-
veis atitudes solidárias que vocês podem desempenhar 
em conjunto, usando o espaço da própria escola. Em se-
guida, o professor analisará a viabilidade de cada uma 
delas. Não se esqueça de enfatizar a importância de cada 
uma das medidas sugeridas. Anote a relação em seu ca-
derno em duas colunas: 
Respostapessoal.
Resposta pessoal.
Atitude solidária x Importância
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 35 20/09/2021 11:04:00
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 34
5| Realize uma pesquisa, em diferentes fontes, sobre 
os acontecimentos a seguir e escreva, em seu caderno, 
como cada um deles pode atingir os seres vivos e quais 
as consequências para o futuro. 
A poluição dos rios e mares
O buraco na camada de ozônio
O descongelamento das geleiras
O efeito estufa
I
III
A chuva ácida
II
IV
V
Cidadania e solidariedade
A construção da ampliação da cidadania parte da 
realidade concreta em que as pessoas se encontram. 
Para uma massa faminta, sem casa, trabalho, perspec-
tiva de futuro nem para a realização do plano biológico, 
a construção da cidadania começa por essas necessida-
des. Nesse caso, o sentido da cidadania é poder comer, 
ter casa, trabalhar e ter uma esperança de vida. No sen-
tido ideal, ser cidadão implica no fazer-se agente críti-
co e político, o que requer um processo de humaniza-
ção, isto é, superação da alienação a partir da educação, 
organização política, identidade cultural, informação, 
comunicação e emancipação. A conscientização con-
siste na capacidade crítica de intervenção na realidade 
de uma forma criativa e solidária. Portanto, é processo 
de formação crescente, cumulativo. Não é uma dádiva 
3| De acordo com a leitura do texto Desenvolvimento susten-
tável e com o seu conhecimento de mundo, o que você en-
tende por sustentabilidade e desenvolvimento sustentável?
Sugestão de resposta: Sustentabilidade indica uma busca 
pelo equilíbrio entre a melhora da qualidade de vida dos 
seres humanos e o limite ambiental do Planeta. A susten-
tabilidade não está necessariamente associada ao termo 
desenvolvimento, mas considera alternativas viáveis, am-
bientalmente corretas e socialmente justas para a constru-
ção da sociedade.
Desenvolvimento sustentável é amplamente vincula-
do aos discursos de vários setores da sociedade, como 
o educacional, o político e o publicitário. A incorporação 
do termo sustentável ao desenvolvimento busca limitar as 
ações do segundo, estabelecendo a harmonia do desen-
volvimento econômico e da produção capitalista com a 
manutenção do meio ambiente e suas variáveis. Trata-se 
da ideia do uso racional de recursos, trazendo qualidade 
de vida para todos e tendo em vista, ao mesmo tempo, os 
problemas ambientais. Dessa forma, a tecnologia deve 
servir tanto em favor do ser humano quanto da natureza.
2| Na sua comunidade ou na sua cidade, existem casos de 
desenvolvimento não sustentável, ou seja, em que os in-
teresses econômicos prejudicam os moradores ou o meio 
ambiente? Relate.
4| Na cidade onde você mora, existem iniciativas vol-
tadas para o desenvolvimento sustentável? Pesquise e 
comente a respeito.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 34 20/09/2021 11:04:00
Nas atividades, é solicitado que os alu-
nos informem ações solidárias sistemáti-
cas de ONGs e grupos comunitários da re-
gião em que eles vivem. Essa pesquisa é 
importante para favorecer o conhecimen-
to e a adesão dos alunos às atividades de 
sua comunidade. No entanto, mais inte-
ressante será se eles se engajarem em al-
guma dessas atividades ou desenvolve-
rem a sua própria ação solidária. Após a 
realização da questão 6, na seção Questão 
de ética, incentive a turma a pensar sobre 
a possibilidade de tornarem as ideias em 
ações concretas.
Sugestão de
abordagem
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 35 20/09/2021 11:04:57
36 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 37
4
Capítulo
Ética profissional
Conhecimentos prévios
•	De que forma a ética profissional está presente 
no seu dia a dia?
•	Quando você apresenta trabalhos em grupo com seus 
amigos, de que maneira vocês dividem as tarefas?
•	Dos atributos relacionados à ética que você co-
nhece, quais são essenciais para uma conduta 
profissional exemplar?
•	Que atitudes podem prejudicar a boa convivência 
no ambiente de trabalho? 
Vamos dialogar!
Observe as imagens e converse com seus colegas e pro-
fessor sobre a relação entre as fotos e o tema da unidade.
Fo
to
s:
 T
in
Po
ng
, B
y 
Sa
tja
w
at
 e
 a
pi
ch
on
_t
ee
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
A ética no trabalho
A prática de atitudes éticas em um ambiente de traba-
lho é fundamental para o desenvolvimento de uma dinâ-
mica produtiva entre os profissionais. A fim de garantir o 
exercício da ética entre trabalhadores e empregadores, a 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) regulamenta re-
lações trabalhistas e trata de assuntos como jornada de 
trabalho, período de descanso, medicina no trabalho, etc.
É de grande importância conhecer, desde cedo, os 
direitos e deveres que constituem as relações de traba-
lho. Atitudes presentes no dia a dia, como a solidarieda-
de e a empatia, são essenciais para manter uma postu-
ra ética nas relações profissionais. São exemplos de ati-
tudes positivas em ambientes de trabalho: respeitar as 
diferenças, trabalhar em equipe, saber transmitir e rece-
ber críticas construtivas, etc.
ni
ko
m
so
lft
w
ae
r –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 37 20/09/2021 11:04:01
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 36
Para refletir
O que é uma Cultura de Paz
por Monja Coen
Quando assinamos o Manifesto 2000 para uma Cultu-
ra de Paz e Não Violência, estávamos aceitando a defini-
ção dada pela Unesco para uma Cultura de Paz, ou seja, 
o comprometimento de promover e vivenciar o respeito 
à vida e dignidade de cada pessoa, sem discriminação ou 
preconceito; a rejeitar qualquer forma de violência; o com-
partilhar de tempo e recursos com generosidade a fim de 
terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política 
e econômica; desenvolver a liberdade de expressão e di-
versidade cultural por meio do diálogo e da compreensão 
do pluralismo; manter um consumo responsável, respei-
tando todas as formas de vida; e contribuir para o desen-
volvimento da minha comunidade, área, país e Planeta.
A educação deve ser orientada para a Cultura da 
Paz desde, e principalmente, os níveis elementares. Para 
tanto, professores precisam de reciclagem adequada, 
bem como a formação de novos professores deve ser 
feita levando-se em conta esses valores. 
A saúde do Planeta — tanto a dos seres humanos 
como a da natureza — deve ser cuidada de maneira sem 
jamais violentar a vida.
A segurança deve estar voltada para mais oportuni-
dades de emprego, mais justiça social com mais inclusão, 
e nunca para mais armamentos. Devemos nos desarmar 
tanto física como psicologicamente, a fim de encontrarmos 
um nível de segurança superior, em que as causas das vio-
lências sejam extirpadas — não apenas seus efeitos. 
Procurar desenvolver a Mídia da Paz — com jorna-
listas, intelectuais, publicitários, artistas, promotores de 
eventos conscientes da influência das palavras, sons e 
imagens nos seres humanos e em todos os seres.
Para que a Cultura da Paz seja estabelecida, tere-
mos de preparar pessoas e equipes que possam atuar 
na comunidade, nas mais diversas áreas, a fim de edu-
car para a paz. 
Temos de encorajar os que desenvolvem trabalhos, 
estudos, obras relacionadas à Cultura da Paz. [...]
Disponível em: http://www.monjacoen.com.br/textos/textos-
-da-monja-coen/141-o-que-e-uma-cultura-de-paz. Acesso em: 
08/09/2020.
Questões para reflexão
1. De que forma a solidariedade pode ser responsável por melhorias no nosso convívio social?
2. Quais ações solidárias podemos praticar no nosso dia a dia?
3. Na escola em que você estuda ou no bairro onde você mora, existem campanhas de ação solidária? 
4. Se tivesse a oportunidade de escrever uma carta para os membros da ONU a respeito da importância da soli-
dariedade, o que diria a eles?
se
w
cr
ea
m
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 36 20/09/2021 11:04:00
Sustentabilidade: o que é, o que não é
Autor:	Leonardo Boff
A sustentabilidadesomos obriga-
dos a desenvolver habilidades de interpretação 
e questionamentos sobre a linguagem pós-mo-
derna. O que você acha disso?
2. Sabe-se que temos a capacidade de construir 
conhecimentos a partir de informações novas. 
Como você relaciona essa habilidade com a ra-
pidez da tecnologia que temos hoje?
3. O processo de globalização, impulsionado pelas 
novas tecnologias da informação e da comunica-
ção, ao interligar o mundo, confronta-se com di-
ferentes ideologias. Estamos prontos para isso?
A origem da linguagem
A linguagem como capacidade de expressão é natu-
ral, isto é, os humanos nascem com mecanismos fisio-
lógicos que lhes permitem se expressar naturalmente. 
Atualmente a forma mais comum de comunicação, prin-
cipalmente no Ocidente, é pela palavra.
Mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de 
condições históricas, geográficas, econômicas e políti-
cas determinadas. Por isso, dizemos que as línguas são 
fatos culturais.
Para alguns estudiosos, a origem da linguagem seria 
a onomatopeia, ou imitação dos sons animais e naturais. 
Ou ainda a imitação dos gestos, como uma espécie de en-
cenação, na qual cada gesto indica um sentido.
A linguagem também nasceu das necessidades hu-
manas. A fome, a sede e a necessidade de reunir-se em 
grupo, por exemplo, fizeram com que se formasse um 
vocabulário rudimentar, que, gradativamente, tornou-
-se mais complexo até vir a ser uma língua.
Além disso, a linguagem nasce das emoções, par-
ticularmente, do grito (medo, surpresa ou alegria), do 
choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-
-estar, felicidade).
Uma criança se vale de todos esses meios para co-
meçar a se expressar. Podemos dizer que a linguagem se 
constitui quando se passa dos meios de expressão aos de 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 7 20/09/2021 11:03:43
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 6
O que é linguagem?
A linguagem é um sistema de signos ou sinais usa-
dos para indicar coisas, para a comunicação entre pes-
soas e para a expressão de ideias, valores e sentimentos.
Os elementos que formam a linguagem são chama-
dos de signos, que indicam ou representam por meio 
de um significado e um significante. Por exemplo, a fu-
maça é um signo ou sinal de fogo. Os signos linguísti-
cos são as palavras. Uma mesma palavra pode expri-
mir sentidos ou significados diferentes, dependendo de 
quem a emprega, de quem a ouve ou lê e do contexto 
em que é usada.
É a linguagem que estabelece a comunicação entre 
os seres humanos. Por meio das palavras, relacionamo-
-nos com os outros, dialogamos, argumentamos, rela-
tamos, discutimos, amamos e odiamos, ensinamos e 
aprendemos, etc.
A importância e a força da 
linguagem
Desde que a humanidade teve consciência de sua 
sensibilidade, aumentou-se a necessidade e o desejo de 
comunicar os sentimentos e os pensamentos.
O filósofo grego Aristóteles, em sua obra Política, diz 
que o homem é o único “animal político”, pois só ele é 
dotado de linguagem. Ao contrário dos outros animais, 
que exprimem dor e prazer por meio da voz (phoné), o 
homem possui a palavra (lógos) para exprimir seus valo-
res, tornando possível a vida política e social.
A linguagem é, assim, a forma propriamente humana 
da comunicação, da relação com o mundo e com os ou-
tros, da vida social e política, do pensamento e das artes.
Já Platão, no diálogo Fedro, dizia que a linguagem é 
um phármakon, palavra que possui três sentidos princi-
pais: remédio, veneno e cosmético.
Ou seja, Platão considera que a linguagem pode ser 
um medicamento, ou um remédio, para o conhecimento, 
pois, pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos des-
cobrir nossa ignorância e aprender com os outros.
Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução 
das palavras, nos faz aceitar uma ideia, fascinados com 
o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais pa-
lavras são verdadeiras ou falsas.
Por fim, a linguagem pode ser um cosmético, uma 
maquiagem ou máscara para dissimular ou ocultar a ver-
dade sob as palavras.
Podemos avaliar a força da linguagem tomando 
como exemplos os mitos e as religiões. A palavra grega 
mythos significa narrativa, discurso, lenda, relato, etc. 
e, portanto, caracteriza uma das maneiras de represen-
tar a linguagem. A linguagem tem um poder encantató-
rio. Note que, em quase todas as religiões, existem pro-
fetas e oráculos, isto é, pessoas ou entidades escolhidas 
para transmitir mensagens divinas aos humanos.
fre
ep
ik
.c
om
Questões para reflexão
1. Quais elementos relacionados à linguagem as 
imagens possuem em comum?
2. De que forma os tipos de linguagem presentes 
nas imagens fazem parte do seu cotidiano?
3. O ser humano conseguiria viver sem desenvol-
ver manifestações de linguagem?
4. Atualmente, a tecnologia está cada vez mais 
abundante na sociedade. De que modo esse fato 
colabora para que desenvolvamos novos tipos 
de manifestações linguísticas?
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 6 20/09/2021 11:03:43
É importante criar ambientes favoráveis 
para que a comunicação ocorra fluentemen-
te. Para isso, é importante explorar os usos 
da língua, usufruindo da grande quantida-
de de textos que circulam em nosso meio.
Na era da informação e da tecnologia, é 
preciso utilizar-se também dos meios tec-
nológicos para que a inclusão não passe 
Linguagem, Tecnologia e Educação
Autor:	Ana Elisa Ribeiro (Orgs.)
As relações entre linguagem, tecnologias 
digitais e educação vêm sendo discutidas 
por pesquisadores em diversos lugares do 
mundo, inclusive no Brasil. Este livro reúne 
pesquisas de todas as partes do País, tecen-
do uma rede que liga estes três temas: lin-
guagem, tecnologia e educação. Estão em 
foco no livro o letramento digital de profes-
sores, estudantes e grupos sociais; aspec-
tos da hipertextualidade em diferentes mí-
dias; debates sobre gêneros textuais; novas 
linguagens; e o uso da tecnologia como fer-
ramenta pedagógica.
Diálogo com o
professor
de uma utopia. Faz-se necessário estimular 
no educando a faculdade de analisar criti-
camente textos que circulam em diferentes 
meios de comunicação, incentivando-o à 
prática da leitura e dos processos da inter-
pretação textual — os conhecimentos pré-
vios, a ideologia, a identificação, etc.
Não podemos nos esquecer de que a es-
cola precisa estar preparada para o exercí-
cio da cidadania como um ideal a ser segui-
do em todos os momentos de sua conduta.
Sugestão de
Leitura
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 7 20/09/2021 11:04:45
8 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 9
4| O pronome reflexivo se, presente no título do poema, 
e o fato de o poema ser escrito em primeira pessoa pos-
sibilitam que interpretação por parte do leitor?
Uma vez que o pronome reflexivo expressa uma ação do 
sujeito em si mesmo, pressupõe-se que o eu lírico inter-
prete a si próprio, mas de forma subjetiva. 
5| Na tirinha a seguir, a personagem Mafalda estabelece 
uma inusitada relação entre valores subjetivos e objeti-
vos. De que forma ela faz isso? Qual é a crítica realizada 
pela personagem?
Fonte: QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 68.
Na tirinha, Mafalda mede sua própria cabeça como se os 
conteúdos ensinados a nós pudessem ser medidos fisica-
mente. De forma simbólica e bem-humorada, a persona-
gem critica as metodologias tradicionais de ensino, que 
tratam o aprendizado de forma quantitativa.
6| Crie uma história em quadrinhos ou escreva um poema 
apresentando um acontecimento particular que marcou 
a sua vida. 
7| O professor dividirá a turma em pequenos grupos para 
realizar o experimento a seguir.
•	Vocês criarão uma plataforma comunicativa com car-
tazes a serem afixados no mural da sala durante uma 
semana. A cada dia da semana, uma equipe se respon-
sabilizará por preencher os cartazes com notícias de 
Resposta pessoal.
jornais, informações sobre a escola e a comunidade, 
trechos de livros e imagens.
•	Os outros alunos participarão inserindo códigos ou 
emojis que indiquem sua reação dianterepresenta, diante 
da crise socioambiental generalizada, uma 
questão de vida ou morte. O autor faz um 
histórico do conceito desde o século XVI até 
os dias atuais, submetendo a uma rigorosa 
crítica os vários modelos existentes de de-
senvolvimento sustentável.
Educação para a cidadania global:	tópicos e 
objetivos de aprendizagem
Autoria:	Unesco
Esta primeira publicação da Unesco 
sobre Educação para a Cidadania Global 
(ECG) surge em um momento em que a co-
munidade internacional é chamada a esta-
belecer uma nova agenda de desenvolvi-
mento, que leve em consideração as impli-
cações de desenvolvimentos socioeconômi-
cos mais amplos e tendências emergentes 
para a educação em um mundo cada vez 
mais globalizado e interconectado. Neste 
Sugestão de
Leitura
Fique conectadomomento, quando a comunidade de edu-
cação é convocada a dar passos para pro-
mover a paz, o bem-estar, a prosperidade e 
a sustentabilidade, esperam que esta nova 
publicação da Unesco obtenha sucesso em 
justificar por que a ECG é importante, além 
de oferecer a clareza conceitual e a orienta-
ção prática necessárias para sua implemen-
tação efetiva.
Para ter acesso ao material, confira no 
QR Code a seguir.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 36 20/09/2021 11:04:58
37Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 37
4
Capítulo
Ética profissional
Conhecimentos prévios
•	De que forma a ética profissional está presente 
no seu dia a dia?
•	Quando você apresenta trabalhos em grupo com seus 
amigos, de que maneira vocês dividem as tarefas?
•	Dos atributos relacionados à ética que você co-
nhece, quais são essenciais para uma conduta 
profissional exemplar?
•	Que atitudes podem prejudicar a boa convivência 
no ambiente de trabalho? 
Vamos dialogar!
Observe as imagens e converse com seus colegas e pro-
fessor sobre a relação entre as fotos e o tema da unidade.
Fo
to
s:
 T
in
Po
ng
, B
y 
Sa
tja
w
at
 e
 a
pi
ch
on
_t
ee
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
A ética no trabalho
A prática de atitudes éticas em um ambiente de traba-
lho é fundamental para o desenvolvimento de uma dinâ-
mica produtiva entre os profissionais. A fim de garantir o 
exercício da ética entre trabalhadores e empregadores, a 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) regulamenta re-
lações trabalhistas e trata de assuntos como jornada de 
trabalho, período de descanso, medicina no trabalho, etc.
É de grande importância conhecer, desde cedo, os 
direitos e deveres que constituem as relações de traba-
lho. Atitudes presentes no dia a dia, como a solidarieda-
de e a empatia, são essenciais para manter uma postu-
ra ética nas relações profissionais. São exemplos de ati-
tudes positivas em ambientes de trabalho: respeitar as 
diferenças, trabalhar em equipe, saber transmitir e rece-
ber críticas construtivas, etc.
ni
ko
m
so
lft
w
ae
r –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 37 20/09/2021 11:04:01
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 36
Para refletir
O que é uma Cultura de Paz
por Monja Coen
Quando assinamos o Manifesto 2000 para uma Cultu-
ra de Paz e Não Violência, estávamos aceitando a defini-
ção dada pela Unesco para uma Cultura de Paz, ou seja, 
o comprometimento de promover e vivenciar o respeito 
à vida e dignidade de cada pessoa, sem discriminação ou 
preconceito; a rejeitar qualquer forma de violência; o com-
partilhar de tempo e recursos com generosidade a fim de 
terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política 
e econômica; desenvolver a liberdade de expressão e di-
versidade cultural por meio do diálogo e da compreensão 
do pluralismo; manter um consumo responsável, respei-
tando todas as formas de vida; e contribuir para o desen-
volvimento da minha comunidade, área, país e Planeta.
A educação deve ser orientada para a Cultura da 
Paz desde, e principalmente, os níveis elementares. Para 
tanto, professores precisam de reciclagem adequada, 
bem como a formação de novos professores deve ser 
feita levando-se em conta esses valores. 
A saúde do Planeta — tanto a dos seres humanos 
como a da natureza — deve ser cuidada de maneira sem 
jamais violentar a vida.
A segurança deve estar voltada para mais oportuni-
dades de emprego, mais justiça social com mais inclusão, 
e nunca para mais armamentos. Devemos nos desarmar 
tanto física como psicologicamente, a fim de encontrarmos 
um nível de segurança superior, em que as causas das vio-
lências sejam extirpadas — não apenas seus efeitos. 
Procurar desenvolver a Mídia da Paz — com jorna-
listas, intelectuais, publicitários, artistas, promotores de 
eventos conscientes da influência das palavras, sons e 
imagens nos seres humanos e em todos os seres.
Para que a Cultura da Paz seja estabelecida, tere-
mos de preparar pessoas e equipes que possam atuar 
na comunidade, nas mais diversas áreas, a fim de edu-
car para a paz. 
Temos de encorajar os que desenvolvem trabalhos, 
estudos, obras relacionadas à Cultura da Paz. [...]
Disponível em: http://www.monjacoen.com.br/textos/textos-
-da-monja-coen/141-o-que-e-uma-cultura-de-paz. Acesso em: 
08/09/2020.
Questões para reflexão
1. De que forma a solidariedade pode ser responsável por melhorias no nosso convívio social?
2. Quais ações solidárias podemos praticar no nosso dia a dia?
3. Na escola em que você estuda ou no bairro onde você mora, existem campanhas de ação solidária? 
4. Se tivesse a oportunidade de escrever uma carta para os membros da ONU a respeito da importância da soli-
dariedade, o que diria a eles?
se
w
cr
ea
m
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 36 20/09/2021 11:04:00
•	Conhecer os princípios que definem a 
ética no trabalho.
•	Discutir a ausência de ética tida como 
aceitável em determinados comporta-
mentos da sociedade.
•	Entender como a ética constitui um ele-
mento fundamental na prática médica e 
como isso atinge a todos nós.
•	Analisar como pode haver limites entre 
os valores éticos universais e as regras 
sociais específicas.
•	Estudar a importância do trabalho para o 
jovem, bem como a garantia desse direito.
•	Debater as peculiaridades da geração 
jovem atual e a relação desta com as ge-
rações anteriores.
Sugestões	de	endereços	
eletrônicos	para	pesquisa
Centro	de	Referência	Paulo	Freire
•	www.acervo.paulofreire.org
A obra e o legado de Paulo Freire se in-
serem no movimento pela democratização 
do acesso ao conhecimento. Nesse contex-
Sugestão de
abordagem
Objetivos
pedagógicos
to, faz-se necessário publicar a contribuição 
da vida e da obra de Paulo Freire, que é um 
patrimônio cultural internacional, amplian-
do o acesso a essa literatura, a universida-
des, movimentos sociais, pessoas e organi-
zações de todo o mundo.
Biblioteca	Nacional	Digital
•	www.bndigital.bn.br
A Fundação Biblioteca Nacional torna 
disponível para consulta uma importante 
parte da nossa história contada através da 
imprensa periódica no Brasil, por meio de 
documentos como textos e mapas.
Biblioteca	Digital	Mundial
•	www.wdl.org
Criada com apoio da Unesco, tem um 
acervo de imagens, sons, jornais, mapas, 
filmes e livros sobre diferentes países e 
culturas.
Brasiliana	USP
•	www.brasiliana.usp.br
A Brasiliana USP é uma biblioteca digi-
tal que foi lançada em junho de 2009, com 
o objetivo de oferecer acesso público ilimi-
tado à maior coleção do mundo de livros, 
manuscritos e gravuras dedicadas a estu-
dos brasileiros.
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 37 20/09/2021 11:04:58
38 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 39
Para refletir
Importância da ética profissional
Uma conduta ética no trabalho, seguindo padrões e 
valores, tanto da sociedade quanto da própria institui-
ção, é essencial para o alcance da excelência profissio-
nal. Não basta apenas estar em constante aperfeiçoa-
mento para conquistar credibilidade profissional, é pre-
ciso assumir uma postura ética. A partir dela, ganhamos 
confiança e respeito de superiores, colegas de trabalho 
e demais colaboradores.[...]
O profissional deve seguir tanto os padrões éticos 
da sociedade quanto as normas e os regimentos inter-
nos das organizações. A ética profissional proporciona 
ao trabalhador desempenhar sua função com honesti-
dade, comprometimento e confiabilidade, e tudo isso 
implica no seu comportamento e na sua tomada de de-
cisões em suas atividades. Por fim, a recompensa é ser 
reconhecido, não só pelo seu trabalho, mas também por 
sua conduta exemplar.
Confira, a seguir, alguns exemplos de boa conduta 
profissional no ambiente organizacional.
Responsabilidade
Para a preservação de uma marca ou um produto, o 
profissional deve manter uma postura congruente com 
seu trabalho e manter para si os dados que lhe foram 
confiados, a fim de garantir o sigilo necessário.
Integridade
É indispensável manter a transparência nas ativida-
des exercidas, ser honesto com o gestor direto e os de-
mais profissionais, garantindo que todos sejam influen-
ciados positivamente com seu trabalho, de forma dire-
ta ou indireta.
Humildade
Atrás de crachás, ternos e gravatas, estão apenas 
humanos, totalmente suscetíveis a erros. No meio corpo-
rativo, são tomadas todas as medidas para que os equí-
vocos não ocorram, porém empresas são feitas de pes-
soas, e, portanto, os erros se fazem presentes. Se uma 
dessas situações acontecer com você, seja humilde para 
reconhecer a falha e corrigi-la, a fim de que não gere 
maiores prejuízos.
Comprometimento
O compromisso do profissional se aplica sistemica-
mente. Em primeiro lugar, ele deve se comprometer com 
o próprio desenvolvimento contínuo e se comportar de 
maneira congruente com sua linha de pensamento, ou 
seja, agir para alcançar suas metas e seus objetivos, e 
o único caminho é a entrega dos resultados solicitados 
pela empresa. Em segundo lugar, e não menos importan-
te, ele deve estar comprometido com os colegas de tra-
balho, com os líderes e o público da marca. Ao desem-
penhar sua função com excelência, automaticamente 
estará contribuindo com o todo.
Disponível em: http://www.ibccoaching.com.br/portal/comporta-
mento/importancia-conduta-etica-trabalho/. Acesso em: 10/10/2019. 
Adaptado.
ho
w
to
go
to
 - 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 39 20/09/2021 11:04:01
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 38
Questão 
de ética
1| Em seu caderno, responda às perguntas a seguir.
a. Quais são as qualidades essenciais para um bom profissional?
b. O que é ser um profissional ético?
c. No mercado profissional, é importante estar sempre à procura de atualizações e novos conhecimentos; mas a rotina 
de muitos trabalhadores dificulta a conciliação dessas atividades. Pesquise e comente sobre alternativas que podem 
auxiliar profissionais que passam por situações semelhantes a essa.
d. Qual é o emprego dos seus sonhos? Por quê?
e. Você tem planos de fazer um curso técnico ou um curso superior? Qual e por quê?
f. Pesquise e escreva quais são as principais finalidades da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)?
Resposta pessoal.
2| Converse com pessoas que já presenciaram ou vivenciaram situações antiéticas em um ambiente de trabalho. De-
pois, elabore uma solução para um dos casos relatados que seja eticamente correta e compartilhe com seus colegas.
3| Analise as situações a seguir e responda, em seu caderno, qual seria a sua atitude diante dos problemas éticos apresentados.
a. Seus colegas de equipe estão passando por desentendimentos constantes. Você...
b. Alguns colegas de trabalho andam fazendo comentários maldosos a respeito de outros colegas na ausência destes. 
Você...
c. Um colega está executando o trabalho de forma inadequada. Você...
d. Você já terminou o seu trabalho, mas seu colega ainda está com serviço pendente. Você...
4| Agora, complete a tabela sugerindo atributos adequados para as circunstâncias apresentadas.
Circunstâncias Atributos éticos
Trabalho em equipe. Resposta pessoal.
Concorrência de outras empresas. Resposta pessoal.
Prazos curtos. Resposta pessoal.
Novas responsabilidades. Resposta pessoal.
Crise afetiva. Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
5| Pesquise cinco profissões e escreva, em seu caderno, quais são as funções desempenhadas por seus profissionais e 
quais atividades são necessárias ao profissional para que se destaque no mercado de trabalho. Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 38 20/09/2021 11:04:01
Espera-se que o estudante compreenda 
as atividades com senso crítico, e não ba-
seando as respostas de forma subjetiva. É 
interessante que se leve em conta os argu-
mentos sugeridos pelos alunos para respon-
der às questões e dar continuidade ao ciclo 
de aprendizagem.
Diálogo com o
professor
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 38 20/09/2021 11:04:59
39Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 39
Para refletir
Importância da ética profissional
Uma conduta ética no trabalho, seguindo padrões e 
valores, tanto da sociedade quanto da própria institui-
ção, é essencial para o alcance da excelência profissio-
nal. Não basta apenas estar em constante aperfeiçoa-
mento para conquistar credibilidade profissional, é pre-
ciso assumir uma postura ética. A partir dela, ganhamos 
confiança e respeito de superiores, colegas de trabalho 
e demais colaboradores. [...]
O profissional deve seguir tanto os padrões éticos 
da sociedade quanto as normas e os regimentos inter-
nos das organizações. A ética profissional proporciona 
ao trabalhador desempenhar sua função com honesti-
dade, comprometimento e confiabilidade, e tudo isso 
implica no seu comportamento e na sua tomada de de-
cisões em suas atividades. Por fim, a recompensa é ser 
reconhecido, não só pelo seu trabalho, mas também por 
sua conduta exemplar.
Confira, a seguir, alguns exemplos de boa conduta 
profissional no ambiente organizacional.
Responsabilidade
Para a preservação de uma marca ou um produto, o 
profissional deve manter uma postura congruente com 
seu trabalho e manter para si os dados que lhe foram 
confiados, a fim de garantir o sigilo necessário.
Integridade
É indispensável manter a transparência nas ativida-
des exercidas, ser honesto com o gestor direto e os de-
mais profissionais, garantindo que todos sejam influen-
ciados positivamente com seu trabalho, de forma dire-
ta ou indireta.
Humildade
Atrás de crachás, ternos e gravatas, estão apenas 
humanos, totalmente suscetíveis a erros. No meio corpo-
rativo, são tomadas todas as medidas para que os equí-
vocos não ocorram, porém empresas são feitas de pes-
soas, e, portanto, os erros se fazem presentes. Se uma 
dessas situações acontecer com você, seja humilde para 
reconhecer a falha e corrigi-la, a fim de que não gere 
maiores prejuízos.
Comprometimento
O compromisso do profissional se aplica sistemica-
mente. Em primeiro lugar, ele deve se comprometer com 
o próprio desenvolvimento contínuo e se comportar de 
maneira congruente com sua linha de pensamento, ou 
seja, agir para alcançar suas metas e seus objetivos, e 
o único caminho é a entrega dos resultados solicitados 
pela empresa. Em segundo lugar, e não menos importan-
te, ele deve estar comprometido com os colegas de tra-
balho, com os líderes e o público da marca. Ao desem-
penhar sua função com excelência, automaticamente 
estará contribuindo com o todo.
Disponível em: http://www.ibccoaching.com.br/portal/comporta-
mento/importancia-conduta-etica-trabalho/. Acesso em: 10/10/2019. 
Adaptado.
ho
w
to
go
to
 - 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 39 20/09/2021 11:04:01
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 38
Questão 
de ética
1| Em seu caderno, responda às perguntas a seguir.
a. Quais são as qualidades essenciais para um bom profissional?
b. O que é ser um profissional ético?
c. No mercado profissional, é importante estar sempre à procura de atualizações e novos conhecimentos; mas a rotina 
de muitos trabalhadores dificulta a conciliação dessas atividades. Pesquise e comente sobre alternativasque podem 
auxiliar profissionais que passam por situações semelhantes a essa.
d. Qual é o emprego dos seus sonhos? Por quê?
e. Você tem planos de fazer um curso técnico ou um curso superior? Qual e por quê?
f. Pesquise e escreva quais são as principais finalidades da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)?
Resposta pessoal.
2| Converse com pessoas que já presenciaram ou vivenciaram situações antiéticas em um ambiente de trabalho. De-
pois, elabore uma solução para um dos casos relatados que seja eticamente correta e compartilhe com seus colegas.
3| Analise as situações a seguir e responda, em seu caderno, qual seria a sua atitude diante dos problemas éticos apresentados.
a. Seus colegas de equipe estão passando por desentendimentos constantes. Você...
b. Alguns colegas de trabalho andam fazendo comentários maldosos a respeito de outros colegas na ausência destes. 
Você...
c. Um colega está executando o trabalho de forma inadequada. Você...
d. Você já terminou o seu trabalho, mas seu colega ainda está com serviço pendente. Você...
4| Agora, complete a tabela sugerindo atributos adequados para as circunstâncias apresentadas.
Circunstâncias Atributos éticos
Trabalho em equipe. Resposta pessoal.
Concorrência de outras empresas. Resposta pessoal.
Prazos curtos. Resposta pessoal.
Novas responsabilidades. Resposta pessoal.
Crise afetiva. Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
5| Pesquise cinco profissões e escreva, em seu caderno, quais são as funções desempenhadas por seus profissionais e 
quais atividades são necessárias ao profissional para que se destaque no mercado de trabalho. Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 38 20/09/2021 11:04:01
50 grandes educadores modernos: de Piaget 
a Paulo Freire
Autor: Joy A. Palmer
Como a estrutura socioeconômica con-
diciona a educação? Qual é o papel do pro-
fessor em tempos atuais? Como organi-
zar e planejar a atividade pedagógica de 
forma prática e racional? De Susan Isaacs 
a Martin Heidegger, de Jean Piaget a Simo-
ne Weil, de Schwab a Elliot Eisner, passan-
do por Vygotsky e Foucault, 50 grandes edu-
cadores modernos abrangem a influência, 
a importância e o caráter inovador do pen-
samento dos mais importantes educadores 
modernos, trazendo à tona questões intrín-
secas à educação contemporânea. Elabo-
rada de forma didática, a obra analisa criti-
camente as ideias das personagens e reve-
la as controvérsias e polêmicas atreladas a 
cada uma delas. Além disso, destaca o per-
fil de Paulo Freire — um dos maiores peda-
gogos do século XX, cujas ideias revolucio-
naram o pensamento pedagógico universal.
Sugestão de
Leitura
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 39 20/09/2021 11:04:59
40 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 41
Es
pe
ra
-s
e 
qu
e 
o 
es
tu
da
nt
e 
co
m
pr
ee
nd
a 
qu
e 
o 
Có
di
go
 d
e 
Ét
ic
a 
é 
im
po
rt
an
te
 p
ar
a 
re
ge
r u
m
a 
vi
da
 p
au
ta
da
 n
o 
di
sc
er
ni
m
en
to
 d
os
 v
al
or
es
 d
e 
re
s-
po
ns
ab
ili
da
de
. 
Para refletir
Ética e transporte público
Eu tentava entender o porquê de as pessoas gosta-
rem tanto de ficar aglomeradas antes das catracas dos 
ônibus, mas já cheguei à conclusão de que é um acon-
tecimento inexplicável. Há pessoas que não compreen-
dem que devem pagar, rodar a catraca e buscar um es-
paço que não atrapalhe ninguém. E quando você depen-
de da boa vontade de quem está à sua frente para seguir 
adiante, ela acredita que é você quem está errado. E por 
mais que o motorista ou o cobrador peça para seguirem 
o curso, ninguém obedece.
Hoje, pela manhã, fiquei sem saída. A pessoa que es-
tava à minha frente não seguiu adiante, e a pessoa que 
estava atrás de mim pediu: “Segue, moça, quero pas-
sar”. Tive que responder: “Desculpe, mas, se ele não se-
guir, não tem como eu passar”. E, quando estamos com 
as mãos ocupadas, é pior ainda. A mochila é a rainha dos 
comentários, porque ela esbarra em todo mundo, como 
se fizesse parte do nosso corpo.
Podemos pensar: ninguém é obrigado a carregar 
material de outra pessoa, bolsa, mochila, etc., e muito 
menos ceder lugar, mas existe um ato que se chama so-
lidariedade. Somos todos humanos e todas as pessoas 
que estão em um ônibus têm o mesmo objetivo: chegar 
a algum lugar.
Disponível em http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_
bioetica/article/viewFile/460/343 l. Acesso em: 19/05/2020. Adaptado.
A responsabilidade 
médica: uma visão ética
Vida, saúde e morte são questões morais. Pode-
mos fazer algo a respeito delas e, consequentemente, 
temos de decidir o que fazer. É essa verdade fundamen-
tal acerca da nossa existência humana que nos coloca 
Questões para reflexão
1. Das atitudes antiéticas citadas no texto, quais 
você presencia com frequência na sua rotina?
2. Como o comportamento das pessoas envolvidas 
nas situações apresentadas relaciona-se com a 
ética?
3. Qual seria o comportamento adequado para 
evitar os problemas relatados no texto?
4. De que forma o nosso comportamento no trans-
porte público pode refletir a nossa ética profis-
sional?
5. Qual relação podemos estabelecer entre o con-
teúdo do texto e o tema deste capítulo?
em nível diverso dos demais componentes do reino ani-
mal: o fato de que a maior parte do nosso destino é ou 
pode ser resultado de decisão deliberada, de conduta 
racional, mais do que de comportamento meramente 
instintivo. O tamanho de nossa responsabilidade moral 
expande-se, por necessidade, com os avanços da ciên-
cia e das tecnologias médicas. Quase que anualmente, 
é alcançada uma nova etapa na nossa batalha para es-
tabelecer controle sobre a saúde, a vida e a morte.
Um ato humano, seja na teoria ética, seja em teo-
logia moral, é definido como aquele que é livre e ba-
seado no conhecimento, e não ditado irremediavel-
mente pela ignorância e pela resignação. Os atos mo-
rais são melhor servidos pela reflexão do que pelo re-
flexo, e a qualidade ética de um ato está muito mais 
vinculada ao raciocínio do que à paixão.
É por esse motivo que a ciência, a despeito de al-
guns casos trágicos e equivocados, contribui decisiva-
mente para a expansão do nosso alcance moral e para 
a magnitude de nossa vida ética. A tecnologia não so-
mente altera a cultura; ela, indiscutivelmente, adicio-
na créditos à nossa estatura moral. E as questões do 
início e do fim da vida, como uma parte do cuidado 
médico, ilustram a regra geral.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 41 20/09/2021 11:04:01
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 40
A necessidade da ética
Os diversos conflitos entre as categorias e a socieda-
de, em geral, levantam sempre as questões dos valores 
morais e éticos das pessoas. O grande tema hoje é a nor-
matização do lícito, ou seja, o ato de deixar escrito o que 
se pode fazer, o que é ético. O Governo Federal dispõe de 
uma comissão que elabora o Código de Ética para o fun-
cionalismo público; por conseguinte, todos os funcioná-
rios públicos devem assinar um termo de compromisso 
ao ingressar na carreira pública. 
[...]
A democracia é uma forma de governo muito cara, e o 
povo brasileiro está pagando um preço muito alto por ela. 
O Brasil é um país relativamente novo, com pouco mais 
de 500 anos, mas não podemos cair no discurso de que o 
País não tem mais jeito. As coisas podem e devem mudar.
Disponível em: https://jus.com.br/artigos/1918/a-necessidade-da-eti-
ca. Acesso em: 19/05/2020. Adaptado.
Questão 
de ética
d. Na sua opinião, o que leva uma pessoa a agir deso-
nestamente?
a. Qual é a sua opinião sobre o valor do Código de Ética?
b. Quais órgãos públicos um profissional pode procurar 
caso seja necessário denunciar atitudes antiéticas no am-
biente de trabalho?
c. Diante de tanta corrupção e injustiça, existem pessoas 
que estão na resistência, combatendo e expondo situa-
ções antiéticas. Pesquise, com a ajuda do seu professor, 
ativistas brasileiros que estão constantemente denun-
ciando casos de corrupção e/ou injustiças e compartilhe 
sua pesquisacom seus colegas de classe.
Es
pe
ra
-s
e 
qu
e 
o 
es
tu
da
nt
e 
co
m
pr
ee
nd
a 
qu
e 
o 
Có
di
go
 d
e 
Ét
ic
a 
é 
im
po
rt
an
te
 p
ar
a 
re
ge
r u
m
a 
vi
da
 p
au
ta
da
 n
o 
di
sc
er
ni
m
en
to
 d
os
 v
al
or
es
 d
e 
re
s-
po
ns
ab
ili
da
de
. 
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
3| Pesquise notícias e reportagens que falem sobre pre-
cariedades no atendimento dos serviços públicos no Bra-
sil. Em seguida, sugira, em seu caderno, pelo menos cinco 
itens que deveriam entrar no Código de Ética para o fun-
cionalismo público.
4| Em diálogo com o professor de História, elabore uma 
revisão dos principais acontecimentos da história do Bra-
sil e monte uma linha do tempo com episódios marcantes 
em que os governos atuaram de forma antiética.
2| Escreva, em seu caderno, um breve resumo sobre as 
consequências do roubo a cofres públicos. Aponte exem-
plos de como isso pode afetar a população. 
Questões para reflexão
1. Qual é a importância da conduta ética no trabalho?
2. Ser bom profissional, ter conhecimentos técni-
cos, dons, talentos, habilidades e capacidades 
bem desenvolvidas cabe a qualquer pessoa que 
deseja ter uma carreira de sucesso. Por quê?
3. Para você, ter bom relacionamento com os co-
legas na sua escola, facilidade no trabalho em 
equipe e boa comunicação são aspectos impor-
tantes para a vida profissional? Por quê?
4. As organizações de trabalho seguem os padrões 
éticos sociais, aplicando-os em suas regras inter-
nas para o bom andamento dos processos de tra-
balho, alcance de metas e objetivos. Como você 
mantém esse foco na sua vida para o futuro?
1| Sobre a relação entre ética e carreira profissional, res-
ponda, em seu caderno, às perguntas a seguir.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 40 20/09/2021 11:04:01
Ética,	saúde	e	envolvimento
Tanto Maffesolli, em suas análises do 
cotidiano e imaginário social, quanto 
Morin, com suas reflexões sobre a comple-
xidade, destacam o ser humano como um 
ser de relações e interações. Mesmo em seu 
individualismo e em sua autonomia trans-
parecem a dependência. Os mesmos laços 
e forças que unem os indivíduos para for-
mar uma sociedade, também agem para 
separar e afastar, tudo é dependente das 
relações e interações dialógicas que se 
estabelecem.
Edgar Morin destaca as múltiplas depen-
dências e a religação como uma nova ordem 
da sociedade humana contemporânea: “[...] 
as sociedades mais complexas comportam, 
ao mesmo tempo, a própria religação co-
munitária, antagonismos, rivalidades, de-
sordens, todos inseparáveis das liberdades. 
Além disso, no espírito dos indivíduos, as re-
ligações acontecem a partir da responsabi-
lidade, da inteligência, da iniciativa, da so-
lidariedade, do amor.” (p. 35).
A ética é afirmada como a expressão do 
imperativo da religação. Todo ato ético é 
um ato de religação com o outro, com os 
seus, com a comunidade, com a humani-
dade, inclusive com o cosmos.
Maffesoli, por sua vez, expressa a evidên-
cia dessa religação pós-moderna a partir 
da metáfora do tribalismo resumida por ele 
como “a osmose com a alteridade”.
O estar-junto que serve como cimen-
to das sociedades pós-modernas, que é da 
ordem da intuição e da emoção, esclarece 
uma ética da estética. A partir do “Pensa-
mento Complexo” e da “Razão Sensível”, no 
momento atual, dito pós-moderno, desta-
cam-se múltiplos significados para a ética 
Leitura
complementar
como categoria de análise. Também nos di-
versos espaços da saúde, a ética transfigu-
ra-se como entidade salvadora, uma ética 
da compreensão, da solidariedade, do en-
volvimento humano. [...]
Alinhavando	uma	síntese	reflexiva	e	
abrindo	para	múltiplos	olhares
A ética e a saúde na ótica do pensar 
complexo e plural, tendo o envolvimento 
como matriz que ilumina e dinamiza as re-
lações, interações e associações, nos reme-
te ao despertar de questionamentos talvez 
muito significativos no viver a vida, viver a 
saúde, viver a socialidade da vida humana.
O ser humano interage em um contexto 
sintonizado pelo imaginário das suas per-
cepções, interações e vivências reais em um 
mundo circunscrito por múltiplas possibi-
lidades de ser e estar, presente no que se 
pode testemunhar de verdadeiro, de ético, 
de intenção natural do viver humano.
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 40 20/09/2021 11:05:00
41Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 41
Es
pe
ra
-s
e 
qu
e 
o 
es
tu
da
nt
e 
co
m
pr
ee
nd
a 
qu
e 
o 
Có
di
go
 d
e 
Ét
ic
a 
é 
im
po
rt
an
te
 p
ar
a 
re
ge
r u
m
a 
vi
da
 p
au
ta
da
 n
o 
di
sc
er
ni
m
en
to
 d
os
 v
al
or
es
 d
e 
re
s-
po
ns
ab
ili
da
de
. 
Para refletir
Ética e transporte público
Eu tentava entender o porquê de as pessoas gosta-
rem tanto de ficar aglomeradas antes das catracas dos 
ônibus, mas já cheguei à conclusão de que é um acon-
tecimento inexplicável. Há pessoas que não compreen-
dem que devem pagar, rodar a catraca e buscar um es-
paço que não atrapalhe ninguém. E quando você depen-
de da boa vontade de quem está à sua frente para seguir 
adiante, ela acredita que é você quem está errado. E por 
mais que o motorista ou o cobrador peça para seguirem 
o curso, ninguém obedece.
Hoje, pela manhã, fiquei sem saída. A pessoa que es-
tava à minha frente não seguiu adiante, e a pessoa que 
estava atrás de mim pediu: “Segue, moça, quero pas-
sar”. Tive que responder: “Desculpe, mas, se ele não se-
guir, não tem como eu passar”. E, quando estamos com 
as mãos ocupadas, é pior ainda. A mochila é a rainha dos 
comentários, porque ela esbarra em todo mundo, como 
se fizesse parte do nosso corpo.
Podemos pensar: ninguém é obrigado a carregar 
material de outra pessoa, bolsa, mochila, etc., e muito 
menos ceder lugar, mas existe um ato que se chama so-
lidariedade. Somos todos humanos e todas as pessoas 
que estão em um ônibus têm o mesmo objetivo: chegar 
a algum lugar.
Disponível em http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_
bioetica/article/viewFile/460/343 l. Acesso em: 19/05/2020. Adaptado.
A responsabilidade 
médica: uma visão ética
Vida, saúde e morte são questões morais. Pode-
mos fazer algo a respeito delas e, consequentemente, 
temos de decidir o que fazer. É essa verdade fundamen-
tal acerca da nossa existência humana que nos coloca 
Questões para reflexão
1. Das atitudes antiéticas citadas no texto, quais 
você presencia com frequência na sua rotina?
2. Como o comportamento das pessoas envolvidas 
nas situações apresentadas relaciona-se com a 
ética?
3. Qual seria o comportamento adequado para 
evitar os problemas relatados no texto?
4. De que forma o nosso comportamento no trans-
porte público pode refletir a nossa ética profis-
sional?
5. Qual relação podemos estabelecer entre o con-
teúdo do texto e o tema deste capítulo?
em nível diverso dos demais componentes do reino ani-
mal: o fato de que a maior parte do nosso destino é ou 
pode ser resultado de decisão deliberada, de conduta 
racional, mais do que de comportamento meramente 
instintivo. O tamanho de nossa responsabilidade moral 
expande-se, por necessidade, com os avanços da ciên-
cia e das tecnologias médicas. Quase que anualmente, 
é alcançada uma nova etapa na nossa batalha para es-
tabelecer controle sobre a saúde, a vida e a morte.
Um ato humano, seja na teoria ética, seja em teo-
logia moral, é definido como aquele que é livre e ba-
seado no conhecimento, e não ditado irremediavel-
mente pela ignorância e pela resignação. Os atos mo-
rais são melhor servidos pela reflexão do que pelo re-
flexo, e a qualidade ética de um ato está muito mais 
vinculada ao raciocínio do que à paixão.
É por esse motivo que a ciência, a despeito de al-
guns casos trágicos e equivocados, contribui decisiva-
mente para a expansão do nosso alcance moral e para 
a magnitude de nossa vida ética. A tecnologia não so-
mente altera a cultura; ela, indiscutivelmente, adicio-
na créditos à nossa estaturamoral. E as questões do 
início e do fim da vida, como uma parte do cuidado 
médico, ilustram a regra geral.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 41 20/09/2021 11:04:01
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 40
A necessidade da ética
Os diversos conflitos entre as categorias e a socieda-
de, em geral, levantam sempre as questões dos valores 
morais e éticos das pessoas. O grande tema hoje é a nor-
matização do lícito, ou seja, o ato de deixar escrito o que 
se pode fazer, o que é ético. O Governo Federal dispõe de 
uma comissão que elabora o Código de Ética para o fun-
cionalismo público; por conseguinte, todos os funcioná-
rios públicos devem assinar um termo de compromisso 
ao ingressar na carreira pública. 
[...]
A democracia é uma forma de governo muito cara, e o 
povo brasileiro está pagando um preço muito alto por ela. 
O Brasil é um país relativamente novo, com pouco mais 
de 500 anos, mas não podemos cair no discurso de que o 
País não tem mais jeito. As coisas podem e devem mudar.
Disponível em: https://jus.com.br/artigos/1918/a-necessidade-da-eti-
ca. Acesso em: 19/05/2020. Adaptado.
Questão 
de ética
d. Na sua opinião, o que leva uma pessoa a agir deso-
nestamente?
a. Qual é a sua opinião sobre o valor do Código de Ética?
b. Quais órgãos públicos um profissional pode procurar 
caso seja necessário denunciar atitudes antiéticas no am-
biente de trabalho?
c. Diante de tanta corrupção e injustiça, existem pessoas 
que estão na resistência, combatendo e expondo situa-
ções antiéticas. Pesquise, com a ajuda do seu professor, 
ativistas brasileiros que estão constantemente denun-
ciando casos de corrupção e/ou injustiças e compartilhe 
sua pesquisa com seus colegas de classe.
Es
pe
ra
-s
e 
qu
e 
o 
es
tu
da
nt
e 
co
m
pr
ee
nd
a 
qu
e 
o 
Có
di
go
 d
e 
Ét
ic
a 
é 
im
po
rt
an
te
 p
ar
a 
re
ge
r u
m
a 
vi
da
 p
au
ta
da
 n
o 
di
sc
er
ni
m
en
to
 d
os
 v
al
or
es
 d
e 
re
s-
po
ns
ab
ili
da
de
. 
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
3| Pesquise notícias e reportagens que falem sobre pre-
cariedades no atendimento dos serviços públicos no Bra-
sil. Em seguida, sugira, em seu caderno, pelo menos cinco 
itens que deveriam entrar no Código de Ética para o fun-
cionalismo público.
4| Em diálogo com o professor de História, elabore uma 
revisão dos principais acontecimentos da história do Bra-
sil e monte uma linha do tempo com episódios marcantes 
em que os governos atuaram de forma antiética.
2| Escreva, em seu caderno, um breve resumo sobre as 
consequências do roubo a cofres públicos. Aponte exem-
plos de como isso pode afetar a população. 
Questões para reflexão
1. Qual é a importância da conduta ética no trabalho?
2. Ser bom profissional, ter conhecimentos técni-
cos, dons, talentos, habilidades e capacidades 
bem desenvolvidas cabe a qualquer pessoa que 
deseja ter uma carreira de sucesso. Por quê?
3. Para você, ter bom relacionamento com os co-
legas na sua escola, facilidade no trabalho em 
equipe e boa comunicação são aspectos impor-
tantes para a vida profissional? Por quê?
4. As organizações de trabalho seguem os padrões 
éticos sociais, aplicando-os em suas regras inter-
nas para o bom andamento dos processos de tra-
balho, alcance de metas e objetivos. Como você 
mantém esse foco na sua vida para o futuro?
1| Sobre a relação entre ética e carreira profissional, res-
ponda, em seu caderno, às perguntas a seguir.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 40 20/09/2021 11:04:01
A saúde é vivida na perspectiva de se re-
conhecer os potenciais que colaboram para 
a aproximação entre os seres humanos, as 
relações vividas numa harmonia conflitual 
que privilegia os vínculos ou envolvimento 
para a construção do viver melhor, do so-
breviver, do ser; mesmo que em condições 
de maior vulnerabilidade. Esses potenciais 
contam com a aproximação de relações so-
lidárias como possibilidade do vir a ser mais 
ético, mais humano, mais acolhedor, mais 
sintonizado com a vida em seus múltiplos 
modos de ser e viver.
O cuidar do outro, do mundo, de nós 
mesmos é mais ético na compreensão de 
que somos seres da natureza e temos o di-
reito de viver a vida com prazer, alegria, no 
sonho e na certeza de que nossas relações 
nos impulsionam a um viver sempre mais 
autêntico.
Envolver-se e estar envolvido na trama 
das interações humanas nos potenciali-
za a sermos vitoriosos no viver a saúde ou, 
mesmo, no sobrevivê-la, reconhecendo que 
o sofrimento é parte dela e contém nela o 
prazer e as formas de superação do quoti-
diano, com seus ritmos, contornos, sinaliza-
ções e possibilidades de superações.
Na perspectiva do pensar complexo e 
plural, novos olhares apontam os mati-
zes que iluminam a compreensão do viver 
a saúde de modo mais ético e mais solidá-
rio, em busca de uma civilidade humana 
que permita o direito de viver mais feliz e 
de forma mais humana.
O agora é testemunha de um viver sem-
pre renovado, presente, em que o saudável 
está em perceber que somos animadores de 
um mundo de relações saudáveis e éticas 
quando focalizamos o melhor para o outro 
e para nós mesmos.
Nosso presente é um constante desafio 
em buscar o viver saudável e mais ético para 
a vida humana em comunidade.
Disponível em: http://www.saocamilo-sp.br/pdf/bioethi-
kos/71/252-255.pdf. Acesso em: 06/07/2020. Adaptado.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 41 20/09/2021 11:05:00
42 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 43
Questão 
de ética
1| Em seu caderno, responda às seguintes perguntas.
a. O que você entende por responsabilidade médica?
b. O que significa ser autônomo?
c. Qual é a relação entre tecnologia e medicina?
d. Por que a autonomia é tão importante para a medicina?
e. Por que a liberdade de escolha dos médicos e a neces-
sidade de dizer a verdade aos pacientes são fundamen-
tais para o Código de Ética da Medicina?
f. Imagine a seguinte situação: um médico está tratan-
do um paciente que foi diagnosticado com uma doença 
incurável. Qual postura ética o médico deve demonstrar 
para lidar com esse ocorrido?
g. Pesquise e explique o que é responsabilidade ética in-
transferível e exemplifique com, pelo menos, três situa-
ções diferentes em que esse conceito seja aplicado.
2| Com base nos conhecimentos construídos durante os 
debates e leituras deste capítulo, elabore cinco regras que 
poderiam fazer parte do Código de Ética das Profissões. 
Regra 1 
Regra 2 
Regra 3 
Regra 4 
Regra 5 
Resposta pessoal.
Ambiguidade e 
oposição entre valores 
objetivamente bons
A questão com que nos defrontamos consiste em que 
as esferas de valores éticos não se sucedem historicamen-
te como etapas de uma possível evolução, mas convivem 
como apelos permanentes e respostas possíveis à pergun-
ta ética: o que devo fazer? Não podemos considerar que 
a dimensão ética da existência corresponda ao esquema 
histórico-filosófico positivista de passagem pelas fases do 
imaginário religioso e da idealização metafísica para che-
gar, finalmente, ao estágio racional ou científico.
A história, quando a acompanhamos sem pressupo-
sições quanto à sua organização e transcurso, mostra-nos 
uma diversidade de critérios balizando as ações, ainda 
que as representações teóricas de cada época privilegiem 
e destaquem algum deles. A pluralidade dessas referên-
cias faz com que a procura do valor que deveria orientar 
a ação muitas vezes apresente ambiguidade ou mesmo 
relações de oposição, o que coloca o sujeito na posição 
incômoda ou angustiante em que duas ou mais exigên-
cias de compromisso se apresentem e obriguem o pró-
prio sujeito a ter de responsabilizar-se por conferir a uma 
delas o caráter de imposição absoluta.
Nessa situação de conflito de valores, não é apenas a 
liberdade subjetiva que está em questão. É no significado 
e na força intrínseca dos próprios valores que se dá a ten-
são (porque, do ponto de vista objetivo, eles se impõem 
igualmente), e o sujeito, ao ter de escolher,não desfruta 
positivamente de sua liberdade, mas padece a condição 
dolorosa de ter de efetuar uma escolha na qual, ao abra-
çar um valor, estará repudiando outro. E esse outro valor 
repudiado, em outras circunstâncias, seria igualmente 
respeitado. Ou seja, a diferença entre o bem e o mal, o 
certo e o errado não é representada de modo claro e de-
finitivo, permanecendo sempre um resíduo de incerte-
za e obscuridade que, no entanto, não pode impedir ou 
mesmo postergar a decisão.
Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/etica-e-situacoes-
-limite/. Acesso em: 16/06/2020. Adaptado.
Resposta pessoal.
 B
ro
 V
ec
to
r -
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 43 20/09/2021 11:04:01
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 42
Tomemos, por exemplo, a questão da anticoncep-
ção. Os preservativos, os dispositivos intrauterinos e 
as pílulas eliminaram as velhas restrições sobre a se-
xualidade fora do casamento, o chamado terror triplo: 
concepção, infecção e descoberta, que, em certa medi-
da, mantinha as pessoas contidas. Não obstante o fato 
da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida), os 
riscos são, rigorosamente falando, quase uma coisa do 
passado. A ciência tende a remover as compulsões mo-
rais. Isso quer dizer, por meio de um paradoxo signi-
ficativo, que a responsabilidade moral está sendo sa-
lientada; e nossa estatura moral, aumentada.
Em qualquer discussão sobre moral e medicina 
é necessário delinear nossa liberdade moral, nossa 
ação humana, em uma série de decisões sobre a vida 
e sobre a morte. E isso deve ser feito de tal maneira 
que tais eventos possam tornar-se decisões verdadei-
ras, e não meras fatalidades biológicas. “A censura e 
a culpa são conceitos legais e religiosos, e não cien-
tíficos”, diz Menninger. Podemos parafraseá-lo dizen-
do que a responsabilidade é um conceito legal e ético, 
e não empírico. A responsabilidade não é assunto ou 
fato natural e objetivo; é algo moral e espiritual. Em 
suma, é um fenômeno humano pessoal, que não pode 
ser encontrado “lá fora”, no mundo físico.
Essencialmente, autonomia é a capacidade de pen-
sar, decidir e agir de modo livre e independente. Na es-
fera da ação, é importante distinguir, por um lado, liber-
dade, isenção, licença ou, simplesmente, “fazer o que 
lhe der na telha” e, por outro lado, agir de forma autô-
noma, que também pode ser “fazer o que se quer, mas 
baseado em deliberação racional”. Só como exemplo: os 
animais não possuem autonomia, mas podem ser per-
feitamente livres. A autonomia é uma categoria de li-
berdade, mas nem toda liberdade é autonomia. O con-
ceito de autonomia está, necessária e obrigatoriamen-
te, ligado ao exercício daquilo que Aristóteles chamou 
de atributo específico do homem — a racionalidade.
Outra modalidade desse princípio, e que constitui 
a contrapartida da autoria da ação, é ter a responsa-
bilidade ética intransferível. Mesmo quando, na ação, 
existem vários autores, a responsabilidade ética não 
pode ser dividida. Ela existe por inteiro, em relação a 
cada um dos que participaram da ação, sendo, todos 
eles, solidariamente responsáveis. Também as circuns-
tâncias não dividem a responsabilidade. Ou são elas 
circunstâncias conhecidas e previsíveis, e então assu-
midas, ou são elas imprevisíveis e não sabidas e, por-
tanto, sem responsabilidade a cogitar.
Essas questões estão disciplinadas no Código de 
Ética Médica. Ele cuida precisamente da total respon-
sabilidade moral que o médico deve assumir como 
autor único de seus próprios atos, não dividindo com 
terceiros nem para eles transferindo a responsabilida-
de. Esta será, sempre, igualmente inteira para cada um 
deles. Não se pode consentir em sua divisão quando 
as circunstâncias pelas quais se quer responsabilizar 
a ocorrência eram razoavelmente esperadas e, ainda 
assim, foram assumidas.
O médico que nada faz jamais incidirá em erro, 
mas, obviamente, não é essa a razão nem o propósi-
to maior da medicina, entendida como prática com-
prometida com a ação. Originada como ciência, arte 
e profissão da existência prévia do próprio médico, e 
caracterizado o médico como aquele que assumiu o 
encargo de cuidar (do latim, medeor), o preceito tra-
dicionalmente repetido do primum non nocere (pri-
meiro, não prejudicar) não poderia sobrepor-se ao 
princípio ético indiscutivelmente mais alto, que é o 
princípio de servir.
A ética e a responsabilidade médica têm neces-
sariamente que mudar, crescer e se engajar constan-
temente em autocorreção. Isso é verdadeiro porque 
a medicina é uma arte humana para seres humanos.
O dever não é vã premissa dogmática de velhas 
morais teológicas. Mas, e melhor do que isso, é toda a 
moral idealizada e toda a moral prática: um compro-
misso do indivíduo consigo mesmo e com a sociedade.
Aqueles que assumem a responsabilidade pessoal 
de cuidar de alguém, aqueles que têm o conhecimen-
to dos fatos e que exercitam a liberdade de escolha e o 
respeito pela autonomia dos outros são seres verdadei-
ramente morais, pois, sem liberdade de escolha e sem 
direito de saber as verdades, as pessoas seriam apenas 
marionetes. E não existe qualidade moral em um espe-
táculo de marionetes. Seguramente, não nos bonecos.
Disponível em: http://www.portalmedico.org.br/revista/bio2v2. Aces-
so em: 25/02/2019. Adaptado.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 42 20/09/2021 11:04:01
O	professor	posto	à	prova
[...] Afinal, o que é uma prova? Ela é 
mesmo um bom instrumento? Por que se 
tornou um sinônimo de avaliação? Segundo 
o autor Cipriano Luckesi, uma das referên-
cias no tema no Brasil, a prova surgiu ainda 
no século XVI, na Europa, como um recur-
so de coleta de dados sobre o desempenho 
do educando. “Esse recurso recebeu o nome 
de ‘prova’ e permaneceu com essa denomi-
nação até hoje. É o mais comum e cotidia-
no instrumento usado em sala de aula”, diz 
Luckesi. Boa parte de seu sucesso se expli-
ca pela eficácia de reunir informações sobre 
um conjunto grande de alunos. Na Idade 
Média, não havia necessidade de testes es-
critos, devido ao pouco número de apren-
dizes. “O mestre convivia diretamente com 
todos, podia observá-los, conversar, obser-
var diretamente seu desempenho”, lembra. 
Mas veio o tempo em que se tornaram ne-
cessários o ensino para muitos e a deman-
da por um recurso eficiente para que o pro-
fessor pudesse conhecer o desempenho de 
todos — e assim nasceu a prova.
Para a pesquisadora Dirce de Moraes, há 
outros fatores que fizeram com que o teste 
se tornasse um instrumento predominan-
te ao longo dos séculos. Ele documenta e 
comprova o conhecimento, possibilitando a 
representação final por um valor numérico, 
que retrataria a aprendizagem daquele que 
foi avaliado. Para Dirce, hoje, muitos profes-
sores simplesmente não conseguem acom-
panhar a aprendizagem do aluno sem lan-
çar mão da prova. “Os educadores até bus-
cam novos caminhos, mas, por desconhece-
rem as diferentes ferramentas ou por senti-
rem-se inseguros, garantem-se na prova 
como instrumento comprobatório”, diz.
Leitura
complementar
[...] O educador deve ter presente que 
a prova é um indicador, uma informação, 
como um sinal de trânsito, que precisa, por-
tanto, ser interpretada, e não meramente 
corrigida. “A questão da prova precisa indi-
car algo; o erro tem de indicar algo”, enfati-
za o especialista. Portanto, para ele, a pri-
meira providência, antes mesmo de escre-
ver as questões, é colocar no papel a descri-
ção da prova, quais conteúdos, quais com-
petências se quer avaliar — tecnicamente, 
trata-se de estabelecer os descritores. Isso 
vai determinar, em grande medida, a formu-
lação das questões e a estrutura do exame.
O desenvolvimento das questões é um 
dos pontos que mais atrapalham os pro-
fessores, não apenas pela falta de clareza 
de que conteúdos mais relevantes devem 
ser avaliados, mas pela própria linguagem. 
“Com frequência, a linguagem utilizada não 
é clara e precisa, deixando o aluno em dúvi-
da sobre o que o professor realmente quer 
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd42 20/09/2021 11:05:00
43Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 43
Questão 
de ética
1| Em seu caderno, responda às seguintes perguntas.
a. O que você entende por responsabilidade médica?
b. O que significa ser autônomo?
c. Qual é a relação entre tecnologia e medicina?
d. Por que a autonomia é tão importante para a medicina?
e. Por que a liberdade de escolha dos médicos e a neces-
sidade de dizer a verdade aos pacientes são fundamen-
tais para o Código de Ética da Medicina?
f. Imagine a seguinte situação: um médico está tratan-
do um paciente que foi diagnosticado com uma doença 
incurável. Qual postura ética o médico deve demonstrar 
para lidar com esse ocorrido?
g. Pesquise e explique o que é responsabilidade ética in-
transferível e exemplifique com, pelo menos, três situa-
ções diferentes em que esse conceito seja aplicado.
2| Com base nos conhecimentos construídos durante os 
debates e leituras deste capítulo, elabore cinco regras que 
poderiam fazer parte do Código de Ética das Profissões. 
Regra 1 
Regra 2 
Regra 3 
Regra 4 
Regra 5 
Resposta pessoal.
Ambiguidade e 
oposição entre valores 
objetivamente bons
A questão com que nos defrontamos consiste em que 
as esferas de valores éticos não se sucedem historicamen-
te como etapas de uma possível evolução, mas convivem 
como apelos permanentes e respostas possíveis à pergun-
ta ética: o que devo fazer? Não podemos considerar que 
a dimensão ética da existência corresponda ao esquema 
histórico-filosófico positivista de passagem pelas fases do 
imaginário religioso e da idealização metafísica para che-
gar, finalmente, ao estágio racional ou científico.
A história, quando a acompanhamos sem pressupo-
sições quanto à sua organização e transcurso, mostra-nos 
uma diversidade de critérios balizando as ações, ainda 
que as representações teóricas de cada época privilegiem 
e destaquem algum deles. A pluralidade dessas referên-
cias faz com que a procura do valor que deveria orientar 
a ação muitas vezes apresente ambiguidade ou mesmo 
relações de oposição, o que coloca o sujeito na posição 
incômoda ou angustiante em que duas ou mais exigên-
cias de compromisso se apresentem e obriguem o pró-
prio sujeito a ter de responsabilizar-se por conferir a uma 
delas o caráter de imposição absoluta.
Nessa situação de conflito de valores, não é apenas a 
liberdade subjetiva que está em questão. É no significado 
e na força intrínseca dos próprios valores que se dá a ten-
são (porque, do ponto de vista objetivo, eles se impõem 
igualmente), e o sujeito, ao ter de escolher, não desfruta 
positivamente de sua liberdade, mas padece a condição 
dolorosa de ter de efetuar uma escolha na qual, ao abra-
çar um valor, estará repudiando outro. E esse outro valor 
repudiado, em outras circunstâncias, seria igualmente 
respeitado. Ou seja, a diferença entre o bem e o mal, o 
certo e o errado não é representada de modo claro e de-
finitivo, permanecendo sempre um resíduo de incerte-
za e obscuridade que, no entanto, não pode impedir ou 
mesmo postergar a decisão.
Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/etica-e-situacoes-
-limite/. Acesso em: 16/06/2020. Adaptado.
Resposta pessoal.
 B
ro
 V
ec
to
r -
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 43 20/09/2021 11:04:01
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 42
Tomemos, por exemplo, a questão da anticoncep-
ção. Os preservativos, os dispositivos intrauterinos e 
as pílulas eliminaram as velhas restrições sobre a se-
xualidade fora do casamento, o chamado terror triplo: 
concepção, infecção e descoberta, que, em certa medi-
da, mantinha as pessoas contidas. Não obstante o fato 
da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida), os 
riscos são, rigorosamente falando, quase uma coisa do 
passado. A ciência tende a remover as compulsões mo-
rais. Isso quer dizer, por meio de um paradoxo signi-
ficativo, que a responsabilidade moral está sendo sa-
lientada; e nossa estatura moral, aumentada.
Em qualquer discussão sobre moral e medicina 
é necessário delinear nossa liberdade moral, nossa 
ação humana, em uma série de decisões sobre a vida 
e sobre a morte. E isso deve ser feito de tal maneira 
que tais eventos possam tornar-se decisões verdadei-
ras, e não meras fatalidades biológicas. “A censura e 
a culpa são conceitos legais e religiosos, e não cien-
tíficos”, diz Menninger. Podemos parafraseá-lo dizen-
do que a responsabilidade é um conceito legal e ético, 
e não empírico. A responsabilidade não é assunto ou 
fato natural e objetivo; é algo moral e espiritual. Em 
suma, é um fenômeno humano pessoal, que não pode 
ser encontrado “lá fora”, no mundo físico.
Essencialmente, autonomia é a capacidade de pen-
sar, decidir e agir de modo livre e independente. Na es-
fera da ação, é importante distinguir, por um lado, liber-
dade, isenção, licença ou, simplesmente, “fazer o que 
lhe der na telha” e, por outro lado, agir de forma autô-
noma, que também pode ser “fazer o que se quer, mas 
baseado em deliberação racional”. Só como exemplo: os 
animais não possuem autonomia, mas podem ser per-
feitamente livres. A autonomia é uma categoria de li-
berdade, mas nem toda liberdade é autonomia. O con-
ceito de autonomia está, necessária e obrigatoriamen-
te, ligado ao exercício daquilo que Aristóteles chamou 
de atributo específico do homem — a racionalidade.
Outra modalidade desse princípio, e que constitui 
a contrapartida da autoria da ação, é ter a responsa-
bilidade ética intransferível. Mesmo quando, na ação, 
existem vários autores, a responsabilidade ética não 
pode ser dividida. Ela existe por inteiro, em relação a 
cada um dos que participaram da ação, sendo, todos 
eles, solidariamente responsáveis. Também as circuns-
tâncias não dividem a responsabilidade. Ou são elas 
circunstâncias conhecidas e previsíveis, e então assu-
midas, ou são elas imprevisíveis e não sabidas e, por-
tanto, sem responsabilidade a cogitar.
Essas questões estão disciplinadas no Código de 
Ética Médica. Ele cuida precisamente da total respon-
sabilidade moral que o médico deve assumir como 
autor único de seus próprios atos, não dividindo com 
terceiros nem para eles transferindo a responsabilida-
de. Esta será, sempre, igualmente inteira para cada um 
deles. Não se pode consentir em sua divisão quando 
as circunstâncias pelas quais se quer responsabilizar 
a ocorrência eram razoavelmente esperadas e, ainda 
assim, foram assumidas.
O médico que nada faz jamais incidirá em erro, 
mas, obviamente, não é essa a razão nem o propósi-
to maior da medicina, entendida como prática com-
prometida com a ação. Originada como ciência, arte 
e profissão da existência prévia do próprio médico, e 
caracterizado o médico como aquele que assumiu o 
encargo de cuidar (do latim, medeor), o preceito tra-
dicionalmente repetido do primum non nocere (pri-
meiro, não prejudicar) não poderia sobrepor-se ao 
princípio ético indiscutivelmente mais alto, que é o 
princípio de servir.
A ética e a responsabilidade médica têm neces-
sariamente que mudar, crescer e se engajar constan-
temente em autocorreção. Isso é verdadeiro porque 
a medicina é uma arte humana para seres humanos.
O dever não é vã premissa dogmática de velhas 
morais teológicas. Mas, e melhor do que isso, é toda a 
moral idealizada e toda a moral prática: um compro-
misso do indivíduo consigo mesmo e com a sociedade.
Aqueles que assumem a responsabilidade pessoal 
de cuidar de alguém, aqueles que têm o conhecimen-
to dos fatos e que exercitam a liberdade de escolha e o 
respeito pela autonomia dos outros são seres verdadei-
ramente morais, pois, sem liberdade de escolha e sem 
direito de saber as verdades, as pessoas seriam apenas 
marionetes. E não existe qualidade moral em um espe-
táculo de marionetes. Seguramente, não nos bonecos.
Disponível em: http://www.portalmedico.org.br/revista/bio2v2. Aces-
so em: 25/02/2019. Adaptado.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 42 20/09/2021 11:04:01
como resposta”, diz Vasco Moretto,autor do 
livro Prova: Um momento privilegiado de es-
tudo, em que analisou mais de 8 mil provas 
recolhidas em todo o Brasil.
Um dos males mais comuns dos testes es-
critos aplicados nas escolas brasileiras é, se-
gundo Moretto, a falta de parâmetros claros 
para a correção. Ao utilizar perguntas gené-
ricas como “Comente”, “Dê a sua opinião”, o 
professor, automaticamente, está dando carta 
branca para todo tipo de resposta. “O coman-
do deve estar muito claro”, confirma Tadeu 
da Ponte. A clareza da questão, a adequação 
do vocabulário à faixa etária e a objetivida-
de também são atributos de uma boa prova. 
“Muitas vezes, o professor faz uma questão 
com quatro ou cinco temas embutidos, por-
que acha que poderia ser bom perguntar tam-
bém isso e aquilo. Isso, no entanto, só dificulta 
a análise posterior”, afirma Tadeu. [...]
CAMARGO, Paulo. Revista Educação. Ed. 174. São Paulo: Seg-
mento. Adaptado.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 43 20/09/2021 11:05:01
44 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 45
Questão 
de ética
1| Segundo o texto, qual é a importância do trabalho no 
desenvolvimento do jovem?
2| Realize uma breve entrevista com alguém que está 
ativo no mercado de trabalho e procure saber como a 
vivência profissional auxilia o desenvolvimento social.
3| Quando pensa no seu futuro profissional, quais são as 
suas principais metas de realização? De que maneira você 
pretende alcançar esses objetivos?
4| Faça uma breve pesquisa sobre a profissão que você 
deseja seguir. Procure algumas informações sobre cen-
tros profissionalizantes, universidades e outras institui-
ções de ensino que ofertam vagas para o curso que você 
pretende fazer. Veja também a concorrência para o in-
gresso nessas instituições. Observe as últimas notas atri-
buídas ao curso e à instituição de ensino pelo Ministério 
da Educação (MEC), etc. Reúna todos esses dados e com-
partilhe com a sala.
O trabalho é um espaço importante de humanização. É 
nele que os jovens podem desenvolver sua identidade, 
ampliar suas relações sociais, etc.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
A ética profissional em 
debate
Falar de ética significa tratar das possibilidades hu-
manas, das grandes questões e dos desafios da vida, de 
seu encaminhamento e de sua resolução — ou não. Se-
gundo o filósofo Manfredo de Oliveira, a Filosofia e, con-
sequentemente, a ética emergiram, no Ocidente, intima-
mente ligadas à experiência da vida.
A existência é originária e fundamental no sentido de 
fazer o ser humano perceber que é responsável pelo seu 
ser individual e social. É o que faz com que todos se per-
cebam como possibilidade, como tarefa de que necessi-
tam dar conta para não incorrer em omissões e desvios 
que inviabilizem qualquer projeto de vida e de sociedade.
tividade, a inteligência e as potencialidades apresentadas 
na diversidade de cada homem e de cada mulher. Essas 
potencialidades devem ser desenvolvidas de forma artísti-
ca e livre para que possam contribuir na construção das re-
lações e da participação ativa em suas produções. Não há 
outra categoria que, na realidade, tenha condições para 
revelar a produção material do ser humano do que o tra-
balho. É por meio dele que o homem e a mulher revelam 
o que são, o que fazem, tanto na sua dimensão subjeti-
va quanto na objetiva, modificando a si mesmos por suas 
ações, vivenciando o ser social. O trabalho pode propiciar 
um mundo de abertura, de relações com outros grupos 
de diferentes faixas etárias, papéis e vivências que con-
tribuem para o crescimento e o amadurecimento sadio. 
Com a juventude, o trabalho estabelece a possibilidade 
de recriar o sentido do próprio trabalho para a humani-
dade. Mas nada do que está posto é imutável e inevitável. 
E é nesse exercício diário que se constrói aquilo que que-
remos e vamos vir a ser.
Revista Mundo Jovem. Maio, 2009.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 45 20/09/2021 11:04:02
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 44
Questão 
de ética
1| Estamos o tempo todo propícios a viver dilemas ou si-
tuações que nos exigem escolhas difíceis. Com base neste 
trecho do texto: “o sujeito, ao ter de escolher, não desfru-
ta positivamente de sua liberdade, mas padece a condi-
ção dolorosa de ter de efetuar uma escolha na qual, ao 
abraçar um valor, estará repudiando outro”, relate, em 
seu caderno, uma experiência em que você vivenciou um 
dilema envolvendo questões éticas.
2| Pense sobre a sua postura no ambiente escolar. Você age 
eticamente? Dê exemplos de ações éticas e antiéticas que 
você já presenciou ou das quais participou na sua escola.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
O trabalho e a formação 
do jovem
O trabalho é um importante espaço de humaniza-
ção. Nesse contexto de relações, as coisas se modificam, 
se aperfeiçoam e se humanizam. O trabalho é um espa-
ço de socialização, de construir o trabalhador enquan-
to pessoa, detentora de valores e conhecimento, sujei-
to social, portanto protagonista do seu modo de gestar 
a vida. A juventude é um período de grande energia e vi-
talidade, é quando os sonhos são grandes, é um estado 
de potencialidade.
go
od
lu
z –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
Direito ao trabalho
O acesso ao trabalho é um direito civil e político 
e uma real possibilidade de exercer a cidadania. Além 
disso, o trabalho é o espaço por excelência de formar a 
identidade, estabelecer relações; ter participação social 
e do exercício do poder político. No entanto, a redimen-
sionalização que o capitalismo oferece ao mundo do tra-
balho coloca em xeque o direito do trabalhador e seu di-
reito ao trabalho.
Diante do processo de reestruturação industrial, os 
jovens enfrentam os mesmos problemas que afetam os 
trabalhadores em geral. Mas a situação daqueles é con-
sideravelmente agravada por serem novos, pela possibi-
lidade de convocação para o serviço militar obrigatório 
(no caso dos homens) e pela alegada falta de qualificação 
e treinamento profissional. Vivem, portanto, a contradi-
tória experiência de serem empurrados para o mercado 
de trabalho e de serem recusados por ele. Além disso, en-
frentam a necessidade de complementar a renda fami-
liar ou até mesmo são responsáveis por suprir a lacuna 
deixada pelos pais que também são vítimas do desem-
prego. Quase sempre com um salário inferior, péssimas 
condições nas garantias dos direitos e uma carga horá-
ria elevada, os jovens priorizam o sustento em detrimen-
to dos estudos.
Sonhos e projetos
Para alguns jovens, não estar empregado representa 
conviver com dificuldades cotidianas e pode, inclusive, 
significar a permanência definitiva fora do mercado de 
trabalho. Essa situação de exclusão tem efeitos econô-
micos, sociais e culturais devastadores na expectativa de 
futuro dos jovens. Seus sonhos e projetos ficam impos-
sibilitados de se tornarem realidade, uma vez que estão 
excluídos dos espaços de sociabilidade do trabalho, da 
independência financeira e da escolha de uma profissão.
Para o jovem trabalhador, não ter trabalho significa 
não ter direito à dignidade, proteção social e necessidades 
básicas, dificultando a sobrevivência, as relações e o senti-
do de pertencimento. Repensar o trabalho como emprego 
restrito à sobrevivência é ir além dessa garantia para con-
quistar, no aspecto mais amplo, o sentido de pertencimen-
to na lógica do sujeito de direitos e de uma equidade social.
Em sua essência, o trabalho precisa expressar a cria-
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 44 20/09/2021 11:04:02
As canções Vida de operário, da banda Ex-
comungados, e Construção, de Chico Buar-
que, podem ser trabalhadas com o tema Tra-
balho. Se oportuno, utilize-as como material 
para a realização de atividades, que podem 
incluir desde o debate entre os alunos a res-
peito da significação da música até a produ-
ção de textos.
Para ter acesso às canções, respectiva-
mente, sugerimos os QR Codes a seguir.
Sugestão de
abordagem
Fique conectado
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd44 20/09/2021 11:05:01
45Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 45
Questão 
de ética
1| Segundo o texto, qual é a importância do trabalho no 
desenvolvimento do jovem?
2| Realize uma breve entrevista com alguém que está 
ativo no mercado de trabalho e procure saber como a 
vivência profissional auxilia o desenvolvimento social.
3| Quando pensa no seu futuro profissional, quais são as 
suas principais metas de realização? De que maneira você 
pretende alcançar esses objetivos?
4| Faça uma breve pesquisa sobre a profissão que você 
deseja seguir. Procure algumas informações sobre cen-
tros profissionalizantes, universidades e outras institui-
ções de ensino que ofertam vagas para o curso que você 
pretende fazer. Veja também a concorrência para o in-
gresso nessas instituições. Observe as últimas notas atri-
buídas ao curso e à instituição de ensino pelo Ministério 
da Educação (MEC), etc. Reúna todos esses dados e com-
partilhe com a sala.
O trabalho é um espaço importante de humanização. É 
nele que os jovens podem desenvolver sua identidade, 
ampliar suas relações sociais, etc.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
A ética profissional em 
debate
Falar de ética significa tratar das possibilidades hu-
manas, das grandes questões e dos desafios da vida, de 
seu encaminhamento e de sua resolução — ou não. Se-
gundo o filósofo Manfredo de Oliveira, a Filosofia e, con-
sequentemente, a ética emergiram, no Ocidente, intima-
mente ligadas à experiência da vida.
A existência é originária e fundamental no sentido de 
fazer o ser humano perceber que é responsável pelo seu 
ser individual e social. É o que faz com que todos se per-
cebam como possibilidade, como tarefa de que necessi-
tam dar conta para não incorrer em omissões e desvios 
que inviabilizem qualquer projeto de vida e de sociedade.
tividade, a inteligência e as potencialidades apresentadas 
na diversidade de cada homem e de cada mulher. Essas 
potencialidades devem ser desenvolvidas de forma artísti-
ca e livre para que possam contribuir na construção das re-
lações e da participação ativa em suas produções. Não há 
outra categoria que, na realidade, tenha condições para 
revelar a produção material do ser humano do que o tra-
balho. É por meio dele que o homem e a mulher revelam 
o que são, o que fazem, tanto na sua dimensão subjeti-
va quanto na objetiva, modificando a si mesmos por suas 
ações, vivenciando o ser social. O trabalho pode propiciar 
um mundo de abertura, de relações com outros grupos 
de diferentes faixas etárias, papéis e vivências que con-
tribuem para o crescimento e o amadurecimento sadio. 
Com a juventude, o trabalho estabelece a possibilidade 
de recriar o sentido do próprio trabalho para a humani-
dade. Mas nada do que está posto é imutável e inevitável. 
E é nesse exercício diário que se constrói aquilo que que-
remos e vamos vir a ser.
Revista Mundo Jovem. Maio, 2009.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 45 20/09/2021 11:04:02
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 44
Questão 
de ética
1| Estamos o tempo todo propícios a viver dilemas ou si-
tuações que nos exigem escolhas difíceis. Com base neste 
trecho do texto: “o sujeito, ao ter de escolher, não desfru-
ta positivamente de sua liberdade, mas padece a condi-
ção dolorosa de ter de efetuar uma escolha na qual, ao 
abraçar um valor, estará repudiando outro”, relate, em 
seu caderno, uma experiência em que você vivenciou um 
dilema envolvendo questões éticas.
2| Pense sobre a sua postura no ambiente escolar. Você age 
eticamente? Dê exemplos de ações éticas e antiéticas que 
você já presenciou ou das quais participou na sua escola.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
O trabalho e a formação 
do jovem
O trabalho é um importante espaço de humaniza-
ção. Nesse contexto de relações, as coisas se modificam, 
se aperfeiçoam e se humanizam. O trabalho é um espa-
ço de socialização, de construir o trabalhador enquan-
to pessoa, detentora de valores e conhecimento, sujei-
to social, portanto protagonista do seu modo de gestar 
a vida. A juventude é um período de grande energia e vi-
talidade, é quando os sonhos são grandes, é um estado 
de potencialidade.
go
od
lu
z –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
Direito ao trabalho
O acesso ao trabalho é um direito civil e político 
e uma real possibilidade de exercer a cidadania. Além 
disso, o trabalho é o espaço por excelência de formar a 
identidade, estabelecer relações; ter participação social 
e do exercício do poder político. No entanto, a redimen-
sionalização que o capitalismo oferece ao mundo do tra-
balho coloca em xeque o direito do trabalhador e seu di-
reito ao trabalho.
Diante do processo de reestruturação industrial, os 
jovens enfrentam os mesmos problemas que afetam os 
trabalhadores em geral. Mas a situação daqueles é con-
sideravelmente agravada por serem novos, pela possibi-
lidade de convocação para o serviço militar obrigatório 
(no caso dos homens) e pela alegada falta de qualificação 
e treinamento profissional. Vivem, portanto, a contradi-
tória experiência de serem empurrados para o mercado 
de trabalho e de serem recusados por ele. Além disso, en-
frentam a necessidade de complementar a renda fami-
liar ou até mesmo são responsáveis por suprir a lacuna 
deixada pelos pais que também são vítimas do desem-
prego. Quase sempre com um salário inferior, péssimas 
condições nas garantias dos direitos e uma carga horá-
ria elevada, os jovens priorizam o sustento em detrimen-
to dos estudos.
Sonhos e projetos
Para alguns jovens, não estar empregado representa 
conviver com dificuldades cotidianas e pode, inclusive, 
significar a permanência definitiva fora do mercado de 
trabalho. Essa situação de exclusão tem efeitos econô-
micos, sociais e culturais devastadores na expectativa de 
futuro dos jovens. Seus sonhos e projetos ficam impos-
sibilitados de se tornarem realidade, uma vez que estão 
excluídos dos espaços de sociabilidade do trabalho, da 
independência financeira e da escolha de uma profissão.
Para o jovem trabalhador, não ter trabalho significa 
não ter direito à dignidade, proteção social e necessidades 
básicas, dificultando a sobrevivência, as relações e o senti-
do de pertencimento. Repensar o trabalho como emprego 
restrito à sobrevivência é ir além dessa garantia para con-
quistar, no aspecto mais amplo, o sentido de pertencimen-
to na lógica do sujeito de direitos e de uma equidade social.
Em sua essência, o trabalho precisa expressar a cria-
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 44 20/09/2021 11:04:02
Quase deuses
Diretor: Joseph Sargent
A história verdadeira e emocionante de 
dois homens que desafiaram as regras em 
sua época para iniciar uma revolução médi-
ca. Na Baltimore dos anos 1940, o Dr. Alfred 
Blalock e o técnico de laboratório Vivien 
Sugestão de
filme
Thomas realizam cirurgias cardíacas usan-
do uma técnica sem precedentes, atuan-
do como equipe de uma maneira impres-
sionante. Mas, ao mesmo tempo que tra-
vam uma corrida contra o tempo para sal-
var a vida de um bebê, ambos ocupam dife-
rentes condições sociais na cidade. Blalock 
é o saudável homem branco que coman-
da o Departamento Cirúrgico do Hospital 
Johns Hopkins; Thomas é negro e pobre, 
um habilidoso carpinteiro. Quando Blalock 
e Thomas desbravam um novo campo na 
Medicina, salvando milhares de vidas gra-
ças ao processo, as pressões sociais amea-
çam minar sua parceria e pôr um fim à ami-
zade que nasceu entre eles.
Doutores da alegria
Diretora: Mara Mourão
Um filme sensível e bem-humorado, 
que resgata a importância da figura do pa-
lhaço, um ser irreverente, sábio e genero-
so, capaz de provocar verdadeiras transfor-
mações com sua capacidade de olhar a vida 
por novos ângulos. Sempre apontando o ri-
dículo da situação nele mesmo, o palhaço 
torna-se a figura ideal para remexer baús 
empoeirados, chacoalhar estruturas, are-
jar nossas mentes.
Os estagiários
Diretor: Shawn Levy
Tentando renovar suas carreiras obsole-
tas, os vendedoresBilly e Nick conseguem 
um programa de estágio no moderníssi-
mo campus do Google, programa este que 
leva a vagas disputadíssimas por universi-
tários que têm metade da idade de Billy e 
Nick e estão bem à frente deles no que con-
cerne aos conhecimentos sobre tecnologia. 
A competição fica acirradamente divertida, 
pois Billy e Nick quebram todas as regras 
numa busca hilária para conseguir o alme-
jado emprego dos sonhos!
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 45 20/09/2021 11:05:02
46 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 47
Questões para reflexão
1. Às vezes, tomar uma decisão pode ser uma 
tarefa árdua, causando desconforto emocio-
nal. Comente as formas com as quais você lida 
com a ansiedade provocada por essas situações. 
2. Imagine a situação: um colega de classe não 
consegue escolher qual carreira seguir. De que 
forma você poderia ajudá-lo?
3. Você já ouviu falar nas chamadas feiras de pro-
fissões? Pesquise a respeito e comente sobre os 
benefícios desses eventos para a orientação pro-
fissional dos jovens.
O que esperar de 
adolescentes e jovens?
Cada idade tem sua sabedoria. Aprendemos a valori-
zar os idosos, por exemplo, porque nos fazem viva a memó-
ria do nosso passado, com os valores vividos e que nos ser-
vem de referência. A juventude também tem a sua sabedo-
ria. Um exemplo é a facilidade que os jovens têm para lidar 
com os novos meios eletrônicos, com as novas tecnologias.
O próprio Papa Paulo VI já dizia, em 1971, que de-
vemos ouvir a sabedoria dos jovens: “É conveniente até 
que certos jovens sejam mestres e educadores dos seus 
companheiros. A sua idade permite-lhes assimilar novos 
tipos de cultura e comunicá-la aos da sua geração”. Nesse 
sentido, a sabedoria dos jovens corresponde a uma uto-
pia que nos faz olhar para o futuro, a uma projeção do 
que desejamos. É preciso olhar com cuidado para a ju-
ventude. Nela, a realidade social e os dramas da condi-
ção humana estão presentes de forma mais intensa. É a 
ponta do iceberg. Como diz a socióloga Marília Sposito, 
“O modo como uma sociedade olha a juventude é uma 
metáfora do modo como ela olha para si mesma”.
Que geração é essa?
É fato que mudou muito o jeito de ser adolescente 
de algumas décadas para cá. Na verdade, mudou porque 
o mundo mudou, e mudamos todos nós. São mudanças 
que trazem perdas e conquistas.
Se, por um lado, ganhamos em liberdade e prag-
matismo; por outro, perdemos em idealismo e encan-
tamento. Uma das características dessa geração, fruto 
da revolução tecnológica, é o desejo de fazer tudo ao 
mesmo tempo: estudar, ouvir música, vasculhar a In-
ternet. Também conhecida como geração Z, essa ge-
ração é formada por nativos digitais, que já nasceram 
em um mundo marcado pela Internet. Não imaginam a 
vida sem computador, chats, redes de relacionamento 
ou smartphones. 
Sempre conectados, são mais informados e possuem 
interesse por diversos assuntos. São capazes de conec-
tar-se com uma vasta rede, mas nem sempre com pro-
fundidade. A velocidade é tão grande que podem refle-
tir pouco sobre as informações, não avaliando nem inter-
pretando, e sentem muita dificuldade em definir priori-
dades. É uma geração ansiosa, porque está exposta a um 
excesso de informação que faz da concentração e da re-
flexão capacidades raras.
Ja
ck
F 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 47 20/09/2021 11:04:02
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 46
Orientação profissional: como auxiliar o jovem na escolha da 
carreira?
Uma das primeiras grandes decisões que o jovem 
precisa fazer ao adentrar a vida adulta, a escolha profis-
sional costuma ser um momento angustiante por suscitar 
diversas dúvidas. Seguir uma carreira rentável ou aque-
la que trará maior realização pessoal? Escolher uma ocu-
pação consolidada e valorizada pelo mercado de traba-
lho ou arriscar-se em um ramo que ainda engatinha?
A ansiedade é agravada durante o final do Ensino 
Médio quando é preciso inscrever-se e passar nos vesti-
bulares. Se alguns estudantes se mostram maduros para 
realizar a escolha, outros precisam de auxílio nesse pro-
cesso. “Até esse momento, muito provavelmente, todo 
o final de ano, o jovem sabia para onde iria no início do 
próximo. Agora, não mais”, explica Marina Segnini, psi-
cóloga e orientadora profissional.
[...]
O apoio das famílias nesse momento é essencial, 
mas é preciso não deixar que projeções, influências e 
expectativas alheias se tornem a única referência do 
jovem. Este precisa ter a consciência desses desejos, 
questioná-los e refleti-los.
No caso de contextos familiares onde a pressão 
é muito intensa, um caminho é dialogar e abrir espaço 
para experimentações, ensaios, ideias e erros. “Quando 
um filho apresenta uma ideia de graduação ou profissão, 
os pais devem incentivar a busca por maior informação 
sobre a área”, afirma Marina. “Inclusive, podem pesqui-
sar juntos, transformando esse momento em algo tam-
bém prazeroso.”
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/
orientacao-profissional-como-auxiliar-o-jovem-na-escolha-da-
carreira/. Acesso em: 16/06/2020. Adaptado.
Para refletir
A condição existencial da possibilidade põe em cena 
questões que obrigam o ser humano a pensar, a refletir 
e a se posicionar. A primeira, talvez, seja: sou verdadei-
ramente livre? Muitos dilemas existenciais surgem a par-
tir do “como” e do “porquê” decidir. O ser humano per-
cebe que suas opções e condutas necessariamente têm 
implicações éticas.
As questões postas são essenciais para uma revira-
volta no mundo profissional. Muitas instituições e pes-
soas esqueceram-se da ética e pautam seus afazeres, 
suas funções, suas tarefas, sua profissão meramente pela 
necessidade do “ganho”, também, muitas vezes, etica-
mente desmesurado. Em contrapartida, um enorme con-
tingente de pessoas, em virtude de mecanismos estrutu-
rais, simplesmente não consegue dar conta das deman-
das mínimas de sobrevivência! O foco (quase) exclusivo 
no lucro é a origem de problemas que afetam profissões 
e desvirtuam profissionais, tais como a corrupção, a ex-
ploração crescente, a acumulação perversa, o corpora-
tivismo, a opressão, a sonegação.
Aqueles que têm a prerrogativa legal de definir os 
próprios salários — por exemplo, profissionais liberais, 
juízes, políticos, etc. — devem ter a consciência mínima 
de que “Nem tudo que é legal é justo, e nem tudo o que 
é justo é legal”, bem como de que é imoral atropelar o 
senso comum e a ética e muito feio jogar pela janela a 
dignidade e a honestidade pessoal.
Não dá para continuar pensando só no seu próprio 
bem e no lucro. Repensar o sentido humano, pessoal e 
social do trabalho é a porta de entrada de uma retoma-
da da ética profissional, desafiada a superar a mercanti-
lização das relações sociais e a competição sem limites. 
Todos os profissionais, de hoje em diante, terão que estar 
atentos aos impactos ambientais, às consequências so-
ciais e aos resultados econômicos de sua atividade. O de-
sempenho profissional requer também eficiência, serie-
dade, respeito, qualificação científica, educação, sensi-
bilidade humana, entre outros tantos atributos morais.
Mundo jovem — um jornal de ideias. Abril de 2011. Ano 3, nº 12. 
Adaptado.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 46 20/09/2021 11:04:02
Cooperação:	da	sala	de	aula	para	
o	mundo
Essa atividade pode ser desenvolvida 
em duas aulas de 50 minutos ou conforme 
seu planejamento e sua rotina de trabalhos. 
A partir dela, propõe-se facilitar a aprendi-
zagem dos alunos.
Objetivos
1. Identificar as próprias ações e as dos co-
legas relativas a atitudes cooperativas.
2. Perceber a importância da cooperação para 
resolver uma mesma situação-problema.
3. Conhecer e analisar relatos de situações 
de cooperação vividas entre as pessoas 
em casa, na escola, na rua e em outros 
espaços sociais.
Desenvolvimento
Inicie a aula apresentando aos alunos 
uma sequência de imagens que remetem à 
ideia de cooperação, para que eles possam 
Sugestãodo que está ex-
posto. É importante reservar um espaço para peque-
nos comentários.
Linguagem e sociedade
Há muito tempo, pesquisadores do mundo todo estu-
dam as línguas e seu comportamento variável. Ao encon-
trar uma pessoa, determinado grupo ou até uma comuni-
dade que fale diferente, ocorre uma preocupação em com-
preender as razões que influenciam essa variação existen-
te na fala espontânea. Isso possibilita uma linha divisória 
que separa a forma mais aceita na sociedade, preferida na 
escola e no âmbito profissional, da forma que foge às nor-
mas gramaticalizadas. O estudo das construções influen-
ciadas por hábitos que perduram na sociedade, levando 
em conta não apenas aspectos linguísticos, mas também 
extralinguísticos, recebeu o nome de Sociolinguística.
As relações sociais, que reúnem e integram pessoas 
e grupos, nascem na vivência do cotidiano coletivo. A 
partir da singularidade das situações do dia a dia, con-
figuram-se as interfaces que aproximam as práticas co-
municativas e a formação social da realidade e que se 
instalam na subjetividade individual para aflorar na uni-
ficação do senso comum. Para relacionar a língua à so-
ciedade, os teóricos especialistas na área afirmam que a 
estrutura social pode influenciar ou determinar a estru-
tura da língua ou seu comportamento, o que prova que 
os valores sociais costumam ter efeito sobre a língua. [...] 
Não é novidade que todas as línguas estão em processo 
constante de variação. Uma língua se modifica em uma 
época, em um lugar ou em um grupo social.
Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Escala.
Questão 
de ética
1| Você percebe diferenças entre o modo como você fala 
e o modo como outras pessoas falam? Para exemplificar 
Re
pr
od
uç
ão
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 9 20/09/2021 11:03:43
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 8
Questão 
de ética
1| Aprendemos que a linguagem surge da necessidade de 
expressar a comunicação humana. Sendo assim, como seria 
a vida das pessoas sem as manifestações de linguagem?
a. Quais aspectos da vida em sociedade podem ser per-
cebidos no poema?
3| Procure no dicionário os significados da palavra tradu-
zir e relacione os resultados da sua pesquisa ao uso desse 
verbo no poema de Gullar.
b. Procure no dicionário os significados da palavra verti-
gem e responda: o poema apresenta a linguagem como 
parte do ser humano e oposta à vertigem. Como você ex-
plica essa oposição de sentidos?
significação. Um gesto ou um grito exprimem, por exem-
plo, medo, que é um sentimento; palavras e frases sig-
nificam o que é o medo, isto é, dizem qual é o sentido 
desse sentimento.
Disponível em: http://oficinadefilosofiacap.wordpress.com/2011/12/07/
linguagem-e-pensamento/. Acesso em: 12/02/2014. Adaptado.
Espera-se que o aluno compreenda que a linguagem 
é primordial para a existência humana. A vida sem as 
práticas da linguagem estaria fadada à extinção, visto 
que a comunicação é um dos fatores básicos para a 
sobrevivência.
2| Leia o texto a seguir e responda:
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão;
outra parte, estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte delira.
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.
[...]
Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.
[...]
GULLAR, Ferreira. Os melhores poe-
mas de Ferreira Gullar. São Paulo: 
Global, 1983. p.144.
O aluno poderá citar os contrastes que fazem parte da 
condição humana, por exemplo: o individual e o coleti-
vo; a vida em sociedade e a solidão; a racionalidade e a 
irracionalidade.
Espera-se que o aluno compreenda o uso do termo como 
um contraste entre o caráter comunicativo (linguagem) 
do ser humano e a sua natureza instável (vertigem).
c. Assinale as afirmativas corretas em relação ao poema 
de Ferreira Gullar.
 X “Fundo sem fundo”, na primeira estrofe, pode se re-
ferir a um vazio existencial, à solidão.
 X Podemos entender a oposição feita na quarta estro-
fe como a da pessoa que cumpre suas atividades do dia 
a dia, sem questioná-las, com a do poeta, que tem um 
olhar mais sensível para as coisas mais simples. 
 X O próprio poema é uma tradução ou tentativa de 
traduzir as contradições do ser humano.
 O texto se chama Traduzir-se porque seu autor é italiano.
Ao analisar o poema, o aluno poderá notar que a tradução 
sugerida pelo autor está relacionada à autoanálise, isto é, 
uma descrição profunda de si mesmo.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 8 20/09/2021 11:03:43
A	linguagem	da	pós-modernidade
A linguagem pós-moderna é uma expe-
riência contemporânea a qual estamos vi-
vendo e nos adaptando a ela, que, por sua 
vez, molda-se à nossa realidade. Essa re-
volução está acontecendo nas Ciências, 
na Literatura, na Arquitetura, etc. É uma 
linguagem rica em variáveis e possibilida-
des diante da diversidade cultural global, 
que descobrimos e estamos vivendo neste 
momento. É uma avalanche de estilos que 
se apresentam de formas diferentes, sem 
totalitarismos e, consequentemente, sem 
hierarquias. Essa linguagem é um misto 
de arte, ciência e tecnologia. O técnico 
e o simbólico se encontram. A princípio, 
essa linguagem assusta e por isso leva um 
tempo para que os novos códigos linguís-
ticos sejam aceitos, principalmente no uso 
formal da linguagem.
A linguagem da pós-modernidade é 
mais simplificada, pelo costume de se 
acumular cada vez mais informações, é 
uma linguagem cada vez mais multimí-
dia e transdisciplinar. Libertos dos mode-
As questões relativas ao poema Tradu-
zir-se, de Ferreira Gullar, devem servir como 
oportunidade de reflexão direcionada ao 
texto, mas sem limitar as possibilidades de 
leitura. Quando tratamos de um poema, 
geralmente, não existe um único sentido. É 
preciso ensinar o aluno a relacionar o texto 
poético com os conhecimentos de mundo 
que o leitor possui. Uma leitura coletiva do 
poema e uma pequena discussão ajudariam 
na compreensão do texto.
Sugestão de
abordagem
Leitura
complementar
los disciplinares da verdade, descobrimos 
que a solução dos problemas nem sem-
pre se encontra nas experiências anterio-
res, e isso exige criatividade. Sabemos hoje 
que a linguagem está no centro dos acon-
tecimentos e que ela tem poder para con-
duzir os rumos da história, pois é ela que 
determina a identidade, a política e a so-
ciedade. Daí a preocupação dos coloniza-
dores em destruir a arquitetura e a língua 
dos colonizados. 
Hoje, já somos capazes de valorizar a 
história que cada um conta. Essa narrati-
va é contada de forma diferente por cada 
sujeito, mas todas elas têm seu cunho de 
verdade. O que importa, portanto, é saber 
analisar de que prisma cada um observa a 
sua própria história.
O que marca esse momento é a revolu-
ção da microeletrônica, a revolução cientí-
fico-tecnológica, na qual encontramos um 
mundo cada vez mais imprevisível, irresistí-
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 8 20/09/2021 11:04:45
9Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 9
4| O pronome reflexivo se, presente no título do poema, 
e o fato de o poema ser escrito em primeira pessoa pos-
sibilitam que interpretação por parte do leitor?
Uma vez que o pronome reflexivo expressa uma ação do 
sujeito em si mesmo, pressupõe-se que o eu lírico inter-
prete a si próprio, mas de forma subjetiva. 
5| Na tirinha a seguir, a personagem Mafalda estabelece 
uma inusitada relação entre valores subjetivos e objeti-
vos. De que forma ela faz isso? Qual é a crítica realizada 
pela personagem?
Fonte: QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 68.
Na tirinha, Mafalda mede sua própria cabeça como se os 
conteúdos ensinados a nós pudessem ser medidos fisica-
mente. De forma simbólica e bem-humorada, a persona-
gem critica as metodologias tradicionais de ensino, que 
tratam o aprendizado de forma quantitativa.
6| Crie uma história em quadrinhos ou escreva um poema 
apresentando um acontecimento particular que marcou 
ade
abordagem
se expressar sobre elas. No momento dessa 
exibição, questione o que as imagens repre-
sentam para eles. Registre a fala dos alunos 
na lousa.
Na segunda etapa, propõe-se aos alu-
nos o exercício de, a partir das palavras lis-
tadas na lousa, pensar coletivamente. Para 
isso, deve-se considerar as ideias expressas 
pelo outro e rever as próprias ideias, a fim 
de que o resultado parta de uma construção 
em conjunto. Ressalte a importância do tra-
balho em equipe, enfatizando que a coleti-
vidade pode alcançar melhores resultados.
Na terceira parte, apresente aos alunos 
uma atividade de pesquisa que se iniciará 
na sala de aula, com os próprios colegas, e 
que terá continuidade fora da escola, atin-
gindo outros espaços sociais, como família, 
clube, parques, ruas, dentre outros.
Primeiramente, em duplas, solicite que 
cada aluno entreviste um colega, com o in-
tuito de conhecer e resgatar atitudes coope-
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 46 20/09/2021 11:05:02
47Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 47
Questões para reflexão
1. Às vezes, tomar uma decisão pode ser uma 
tarefa árdua, causando desconforto emocio-
nal. Comente as formas com as quais você lida 
com a ansiedade provocada por essas situações. 
2. Imagine a situação: um colega de classe não 
consegue escolher qual carreira seguir. De que 
forma você poderia ajudá-lo?
3. Você já ouviu falar nas chamadas feiras de pro-
fissões? Pesquise a respeito e comente sobre os 
benefícios desses eventos para a orientação pro-
fissional dos jovens.
O que esperar de 
adolescentes e jovens?
Cada idade tem sua sabedoria. Aprendemos a valori-
zar os idosos, por exemplo, porque nos fazem viva a memó-
ria do nosso passado, com os valores vividos e que nos ser-
vem de referência. A juventude também tem a sua sabedo-
ria. Um exemplo é a facilidade que os jovens têm para lidar 
com os novos meios eletrônicos, com as novas tecnologias.
O próprio Papa Paulo VI já dizia, em 1971, que de-
vemos ouvir a sabedoria dos jovens: “É conveniente até 
que certos jovens sejam mestres e educadores dos seus 
companheiros. A sua idade permite-lhes assimilar novos 
tipos de cultura e comunicá-la aos da sua geração”. Nesse 
sentido, a sabedoria dos jovens corresponde a uma uto-
pia que nos faz olhar para o futuro, a uma projeção do 
que desejamos. É preciso olhar com cuidado para a ju-
ventude. Nela, a realidade social e os dramas da condi-
ção humana estão presentes de forma mais intensa. É a 
ponta do iceberg. Como diz a socióloga Marília Sposito, 
“O modo como uma sociedade olha a juventude é uma 
metáfora do modo como ela olha para si mesma”.
Que geração é essa?
É fato que mudou muito o jeito de ser adolescente 
de algumas décadas para cá. Na verdade, mudou porque 
o mundo mudou, e mudamos todos nós. São mudanças 
que trazem perdas e conquistas.
Se, por um lado, ganhamos em liberdade e prag-
matismo; por outro, perdemos em idealismo e encan-
tamento. Uma das características dessa geração, fruto 
da revolução tecnológica, é o desejo de fazer tudo ao 
mesmo tempo: estudar, ouvir música, vasculhar a In-
ternet. Também conhecida como geração Z, essa ge-
ração é formada por nativos digitais, que já nasceram 
em um mundo marcado pela Internet. Não imaginam a 
vida sem computador, chats, redes de relacionamento 
ou smartphones. 
Sempre conectados, são mais informados e possuem 
interesse por diversos assuntos. São capazes de conec-
tar-se com uma vasta rede, mas nem sempre com pro-
fundidade. A velocidade é tão grande que podem refle-
tir pouco sobre as informações, não avaliando nem inter-
pretando, e sentem muita dificuldade em definir priori-
dades. É uma geração ansiosa, porque está exposta a um 
excesso de informação que faz da concentração e da re-
flexão capacidades raras.
Ja
ck
F 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 47 20/09/2021 11:04:02
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 46
Orientação profissional: como auxiliar o jovem na escolha da 
carreira?
Uma das primeiras grandes decisões que o jovem 
precisa fazer ao adentrar a vida adulta, a escolha profis-
sional costuma ser um momento angustiante por suscitar 
diversas dúvidas. Seguir uma carreira rentável ou aque-
la que trará maior realização pessoal? Escolher uma ocu-
pação consolidada e valorizada pelo mercado de traba-
lho ou arriscar-se em um ramo que ainda engatinha?
A ansiedade é agravada durante o final do Ensino 
Médio quando é preciso inscrever-se e passar nos vesti-
bulares. Se alguns estudantes se mostram maduros para 
realizar a escolha, outros precisam de auxílio nesse pro-
cesso. “Até esse momento, muito provavelmente, todo 
o final de ano, o jovem sabia para onde iria no início do 
próximo. Agora, não mais”, explica Marina Segnini, psi-
cóloga e orientadora profissional.
[...]
O apoio das famílias nesse momento é essencial, 
mas é preciso não deixar que projeções, influências e 
expectativas alheias se tornem a única referência do 
jovem. Este precisa ter a consciência desses desejos, 
questioná-los e refleti-los.
No caso de contextos familiares onde a pressão 
é muito intensa, um caminho é dialogar e abrir espaço 
para experimentações, ensaios, ideias e erros. “Quando 
um filho apresenta uma ideia de graduação ou profissão, 
os pais devem incentivar a busca por maior informação 
sobre a área”, afirma Marina. “Inclusive, podem pesqui-
sar juntos, transformando esse momento em algo tam-
bém prazeroso.”
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/
orientacao-profissional-como-auxiliar-o-jovem-na-escolha-da-
carreira/. Acesso em: 16/06/2020. Adaptado.
Para refletir
A condição existencial da possibilidade põe em cena 
questões que obrigam o ser humano a pensar, a refletir 
e a se posicionar. A primeira, talvez, seja: sou verdadei-
ramente livre? Muitos dilemas existenciais surgem a par-
tir do “como” e do “porquê” decidir. O ser humano per-
cebe que suas opções e condutas necessariamente têm 
implicações éticas.
As questões postas são essenciais para uma revira-
volta no mundo profissional. Muitas instituições e pes-
soas esqueceram-se da ética e pautam seus afazeres, 
suas funções, suas tarefas, sua profissão meramente pela 
necessidade do “ganho”, também, muitas vezes, etica-
mente desmesurado. Em contrapartida, um enorme con-
tingente de pessoas, em virtude de mecanismos estrutu-
rais, simplesmente não consegue dar conta das deman-
das mínimas de sobrevivência! O foco (quase) exclusivo 
no lucro é a origem de problemas que afetam profissões 
e desvirtuam profissionais, tais como a corrupção, a ex-
ploração crescente, a acumulação perversa, o corpora-
tivismo, a opressão, a sonegação.
Aqueles que têm a prerrogativa legal de definir os 
próprios salários — por exemplo, profissionais liberais, 
juízes, políticos, etc. — devem ter a consciência mínima 
de que “Nem tudo que é legal é justo, e nem tudo o que 
é justo é legal”, bem como de que é imoral atropelar o 
senso comum e a ética e muito feio jogar pela janela a 
dignidade e a honestidade pessoal.
Não dá para continuar pensando só no seu próprio 
bem e no lucro. Repensar o sentido humano, pessoal e 
social do trabalho é a porta de entrada de uma retoma-
da da ética profissional, desafiada a superar a mercanti-
lização das relações sociais e a competição sem limites. 
Todos os profissionais, de hoje em diante, terão que estar 
atentos aos impactos ambientais, às consequências so-
ciais e aos resultados econômicos de sua atividade. O de-
sempenho profissional requer também eficiência, serie-
dade, respeito, qualificação científica, educação, sensi-
bilidade humana, entre outros tantos atributos morais.
Mundo jovem — um jornal de ideias. Abril de 2011. Ano 3, nº 12. 
Adaptado.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 46 20/09/2021 11:04:02
Roteiro	de	entrevista
Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino
Idade: anos.
•	Você se lembra de alguma situação 
significativa em que cooperou com al-
guém? Conte como ela aconteceu.
•	Paravocê, o que significa cooperação?
•	Você já se deparou com alguma falta de 
cooperação ao seu redor?
De volta para a sala de aula, solicite aos 
alunos que leiam as entrevistas realizadas 
por eles, para que todos conheçam os di-
ferentes relatos das pessoas entrevistadas. 
Seria interessante, se possível, socializar 
com o professor da área de Matemática, a 
fim de que ele possa contribuir na apresen-
tação dos resultados quantitativos referen-
tes ao sexo e à idade das pessoas. Você po-
derá também utilizar esses resultados para 
trabalhar em suas aulas com situações-pro-
blema e desafios lógicos referentes ao con-
teúdo curricular.
Peça para que os alunos escolham e 
analisem as situações mais relevantes (inu-
sitadas, engraçadas, diferentes, etc.) conta-
das pelos entrevistados. Crie, com os alu-
nos, um painel intitulado: Cooperação: da 
sala de aula para o mundo, com as imagens 
do início do desenvolvimento relacionadas 
aos principais trechos das entrevistas.
Avaliação
Para a avaliação, propomos dois tópicos:
•	Autoavaliação dos alunos (oral ou por es-
crito): avaliar a participação individual e 
em grupo nos momentos da aula e das 
entrevistas.
•	Avaliação dos alunos pelo professor: veri-
ficar se os alunos conseguiram perceber a 
importância de cooperar uns com os ou-
tros para realizar com responsabilidade 
a pesquisa; analisar os relatos de situa-
ções de cooperação vividas entre as pes-
soas em casa, na escola, na rua e em ou-
tros espaços sociais.
rativas praticadas no espaço escolar. Em um 
segundo momento, a ser previamente defi-
nido com a turma, peça para que eles sepa-
rem o roteiro da entrevista com as pergun-
tas prontas. Eles devem entrevistar pessoas 
do convívio deles, a fim de conhecer situa-
ções de cooperação vividas por elas. Para co-
laborar com essa atividade, sugira o seguinte 
roteiro de entrevista para ser utilizado pelos 
alunos — o roteiro poderá ser modificado, de 
acordo com a realidade da turma.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 47 20/09/2021 11:05:02
48 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 48
Aprendendo com eles
Se for necessário recuperar um programa no com-
putador, basta chamar o adolescente mais próximo. 
São eles também os consultores da família na hora de 
adquirir um novo aparelho eletrônico. Os jovens estão 
mais abertos ao futuro. Podemos aprender com eles 
que ser multimídia e ficar conectado a inúmeros apa-
relhos permite trocar conhecimentos com mais pes-
soas simultaneamente e receber informações amplas 
sobre o mundo.
Não podemos achar ou querer que os jovens abram 
mão desses prazeres e dessas facilidades. Mas aprender 
também com as perguntas: o que vale mais: a preser-
vação de nossas forças, que nos garante uma vida mais 
longa, ou a liberdade da máxima intensidade e varieda-
de de experiências? Melhor viver a mil, em menos tempo, 
ou viver com moderação, em mais tempo? Melhor ficar 
acordado até tarde pelo prazer da companhia ou voltar 
cedo para casa, já que, no outro dia, os compromissos 
nos esperam? 
Para os jovens, para quem a morte parece muito 
distante, parece não haver dúvida de que é preciso viver 
intensamente o momento presente. Esse é um questio-
namento que nos desafia a novamente perguntar: será 
que temos outras razões que não seja apenas a decisão 
de durar um pouco mais para que nos privemos dos pra-
zeres da vida? Qual é o critério do bem ou do mal quan-
do a paixão de viver é tão grande que ameaça nossa 
própria vida?
O mais importante é que as gerações se encontrem. 
A juventude é muito veloz e capaz, mas ainda parece não 
lidar bem com perdas e frustrações. A família é o lugar 
onde os filhos são preparados para crescer e se tornar in-
dependentes. O adolescente necessita conquistar seu es-
paço no mundo adulto, fazendo suas próprias escolhas. 
Porém, são poucos os jovens em condições de vislumbrar 
alternativas para o seu projeto de vida.
A nossa esperança no futuro depende da respos-
ta que daremos à seguinte questão: o que fazer, juntos, 
para que possamos viver mais e melhor? Ou seja, é pre-
ciso uma ética da cooperação e da solidariedade, supe-
rando o individualismo e a competição, muito presentes 
em nossas ações.
Disponível em: http://www.cnsr-ce.com.br/o-que-esperar-de-adoles-
centes-e-jovens/. Acesso em: 03/09/2020.
1| De acordo com o texto, é muito importante que uma geração troque experiência e informação com as outras. Você 
concorda com essa afirmação? Por quê?
2| Converse com seus pais sobre as principais diferenças entre a sua geração e a geração deles. Quais contribuições os 
adolescentes da geração dos seus pais deram à sociedade e quais contribuições os jovens contemporâneos fornecem 
para a sociedade atual?
3| Quais são os principais desafios enfrentados pelos jovens da geração atual? Que atitudes éticas podem ser usadas 
para lidar com essas adversidades?
4| De que maneira o domínio da tecnologia pode favorecer a experiência profissional dos jovens das gerações atual 
e futuras?
Questão 
de ética
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
An
ge
lo
v 
- s
to
ck
.a
do
be
.c
om
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 48 20/09/2021 11:04:03
É importante a troca de experiência para 
fomentar o conhecimento e fazer um para-
lelo entre o passado e o presente.
O diálogo entre gerações favorece um 
enriquecimento de experiências que podem 
ser úteis tanto para os alunos mais novos 
quanto para os alunos mais velhos.
Diálogo com o
professor
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 48 20/09/2021 11:05:03sua vida. 
7| O professor dividirá a turma em pequenos grupos para 
realizar o experimento a seguir.
•	Vocês criarão uma plataforma comunicativa com car-
tazes a serem afixados no mural da sala durante uma 
semana. A cada dia da semana, uma equipe se respon-
sabilizará por preencher os cartazes com notícias de 
Resposta pessoal.
jornais, informações sobre a escola e a comunidade, 
trechos de livros e imagens.
•	Os outros alunos participarão inserindo códigos ou 
emojis que indiquem sua reação diante do que está ex-
posto. É importante reservar um espaço para peque-
nos comentários.
Linguagem e sociedade
Há muito tempo, pesquisadores do mundo todo estu-
dam as línguas e seu comportamento variável. Ao encon-
trar uma pessoa, determinado grupo ou até uma comuni-
dade que fale diferente, ocorre uma preocupação em com-
preender as razões que influenciam essa variação existen-
te na fala espontânea. Isso possibilita uma linha divisória 
que separa a forma mais aceita na sociedade, preferida na 
escola e no âmbito profissional, da forma que foge às nor-
mas gramaticalizadas. O estudo das construções influen-
ciadas por hábitos que perduram na sociedade, levando 
em conta não apenas aspectos linguísticos, mas também 
extralinguísticos, recebeu o nome de Sociolinguística.
As relações sociais, que reúnem e integram pessoas 
e grupos, nascem na vivência do cotidiano coletivo. A 
partir da singularidade das situações do dia a dia, con-
figuram-se as interfaces que aproximam as práticas co-
municativas e a formação social da realidade e que se 
instalam na subjetividade individual para aflorar na uni-
ficação do senso comum. Para relacionar a língua à so-
ciedade, os teóricos especialistas na área afirmam que a 
estrutura social pode influenciar ou determinar a estru-
tura da língua ou seu comportamento, o que prova que 
os valores sociais costumam ter efeito sobre a língua. [...] 
Não é novidade que todas as línguas estão em processo 
constante de variação. Uma língua se modifica em uma 
época, em um lugar ou em um grupo social.
Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Escala.
Questão 
de ética
1| Você percebe diferenças entre o modo como você fala 
e o modo como outras pessoas falam? Para exemplificar 
Re
pr
od
uç
ão
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 9 20/09/2021 11:03:43
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 8
Questão 
de ética
1| Aprendemos que a linguagem surge da necessidade de 
expressar a comunicação humana. Sendo assim, como seria 
a vida das pessoas sem as manifestações de linguagem?
a. Quais aspectos da vida em sociedade podem ser per-
cebidos no poema?
3| Procure no dicionário os significados da palavra tradu-
zir e relacione os resultados da sua pesquisa ao uso desse 
verbo no poema de Gullar.
b. Procure no dicionário os significados da palavra verti-
gem e responda: o poema apresenta a linguagem como 
parte do ser humano e oposta à vertigem. Como você ex-
plica essa oposição de sentidos?
significação. Um gesto ou um grito exprimem, por exem-
plo, medo, que é um sentimento; palavras e frases sig-
nificam o que é o medo, isto é, dizem qual é o sentido 
desse sentimento.
Disponível em: http://oficinadefilosofiacap.wordpress.com/2011/12/07/
linguagem-e-pensamento/. Acesso em: 12/02/2014. Adaptado.
Espera-se que o aluno compreenda que a linguagem 
é primordial para a existência humana. A vida sem as 
práticas da linguagem estaria fadada à extinção, visto 
que a comunicação é um dos fatores básicos para a 
sobrevivência.
2| Leia o texto a seguir e responda:
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão;
outra parte, estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte delira.
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.
[...]
Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.
[...]
GULLAR, Ferreira. Os melhores poe-
mas de Ferreira Gullar. São Paulo: 
Global, 1983. p.144.
O aluno poderá citar os contrastes que fazem parte da 
condição humana, por exemplo: o individual e o coleti-
vo; a vida em sociedade e a solidão; a racionalidade e a 
irracionalidade.
Espera-se que o aluno compreenda o uso do termo como 
um contraste entre o caráter comunicativo (linguagem) 
do ser humano e a sua natureza instável (vertigem).
c. Assinale as afirmativas corretas em relação ao poema 
de Ferreira Gullar.
 X “Fundo sem fundo”, na primeira estrofe, pode se re-
ferir a um vazio existencial, à solidão.
 X Podemos entender a oposição feita na quarta estro-
fe como a da pessoa que cumpre suas atividades do dia 
a dia, sem questioná-las, com a do poeta, que tem um 
olhar mais sensível para as coisas mais simples. 
 X O próprio poema é uma tradução ou tentativa de 
traduzir as contradições do ser humano.
 O texto se chama Traduzir-se porque seu autor é italiano.
Ao analisar o poema, o aluno poderá notar que a tradução 
sugerida pelo autor está relacionada à autoanálise, isto é, 
uma descrição profunda de si mesmo.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 8 20/09/2021 11:03:43
vel e incompreensível pela velocidade com 
que avança. E nada se pode prever. [...]
Disponível em: http://www.educacaoliteratura.com.br/
index%20135.htm. Acesso em: 29/06/2020. Adaptado. A	ciência	que	ignorou	a	
importância	da	linguagem	
Visando construir uma noção de pensa-
mento mais adequada para ser mobilizada 
no interior da escola, vamos recuperar al-
guns traços de uma das escolas da psicolo-
gia que se inscreveu entre aquelas que não 
Leitura
complementar
davam a devida relevância ao papel da lin-
guagem na manutenção da nossa organiza-
ção social: o behaviorismo e as linhas que 
dele se originaram.
Quando nos referimos a essa corren-
te do pensamento, provavelmente o pri-
meiro nome de autor que nos ocorre é o de 
Burrhus Frederic Skinner (1904–1990). [...] 
Skinner acreditava que [...] todos os com-
portamentos humanos são moldados pela 
nossa experiência de punição e recom-
pensa, e não por instâncias mais “subjeti-
vas”, tais como a moral, a força da vonta-
de e assim por diante. Consequentemente, 
Skinner costumava afirmar que o ser huma-
no bom só faz o bem porque o bem é recom-
pensado, e não porque, dados alguns tra-
ços de seu caráter, ele teria, ao menos, um 
relativo livre-arbítrio para agir deste ou da-
quele modo.
[...] O autor tentou explicar o aprendiza-
do e a linguagem verbais dentro do paradig-
ma do condicionamento operante, isto é, de 
novo sem mobilizar a categoria do pensa-
mento como uma instância elaborada que 
pode mediar, por meio da linguagem, as re-
lações entre o indivíduo e o mundo.
Na educação, o behaviorismo deu ori-
gem a uma abordagem aplicada com o in-
tuito de se obter um determinado compor-
tamento previamente escolhido. Para tal 
fim, costuma-se dar muita ênfase à utiliza-
ção de condicionantes e reforçadores arbitrá-
rios, como elogios, graus, notas, prêmios, re-
conhecimento do mestre e dos colegas, etc. 
Para quem acredita nessa orientação teóri-
ca, que parte do princípio de uma aprendi-
zagem mecânica, com repetições sistemáti-
cas do tipo estímulo-resposta automáticas, 
o ensino consiste em um arranjo e um pla-
nejamento de condições externas que levam 
os estudantes a aprenderem, sendo de res-
ponsabilidade do professor unicamente as-
segurar a aquisição do comportamento. [...]
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 9 20/09/2021 11:04:46
10 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 11
2
Capítulo
Dignidade do ser humano
Conhecimentos prévios
•	Como você reage ao se deparar com pessoas em 
situação de risco social?
•	Você conhece algum projeto que fornece assistên-
cia para pessoas em situação de risco social? 
•	Quais atitudes éticas podemos praticar para com-
bater desigualdades sociais diariamente?
•	Como garantir a dignidade a todos os seres humanos? 
Vamos dialogar!
Muitas situações que ocorrem no cotidiano podem 
afetar negativamente a dignidade das pessoas. Entre as 
causas para essas adversidades, destacam-se oscontras-
tes sociais e a precariedade pública em áreas como a edu-
cação, a saúde e o saneamento básico.
De acordo com um levantamento de 2018, do instituto de pesquisa 
norte-americano Expert Market, o Brasil detém quatro cidades com 
os piores sistemas de transporte público do mundo: Brasília (68o), Sal-
vador (70o), São Paulo (72o) e Rio de Janeiro (74o).
ju
er
ge
n 
sc
hm
itz
/E
ye
Em
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
Além dos efeitos diretos causados por essas dificul-
dades, a situação de vulnerabilidade social compromete 
a saúde emocional das pessoas. Neste capítulo, aprende-
remos a identificar diversos tipos de desigualdade social 
e conheceremos formas de reagir diante de suas atribu-
lações. Para começar, analise as imagens a seguir e de-
bata com seus colegas e professor a respeito das causas 
e consequências das situações apresentadas.
Fo
to
s:
pa
ul
 p
re
sc
ot
t, 
Pe
ek
CC
 e
 fr
ed
ca
rd
os
o 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 11 20/09/2021 11:03:44
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 10
4| Leia o texto abaixo sobre corpo e comunicação e res-
ponda a questão a seguir.
Vivia longe dos homens, só se dava bem com ani-
mais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não sen-
tiam a quentura da terra. Montado, confundia-se com o 
cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem canta-
da, monossilábica e gutural, que o companheiro enten-
dia. [...] Às vezes, utilizava nas relações com as pessoas 
a mesma língua com que se dirigia aos brutos — excla-
mações, onomatopeias. Na verdade, falava pouco. Ad-
mirava as palavras compridas e difíceis da gente da ci-
dade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia 
que elas eram inúteis e talvez perigosas. [...]
Fabiano também não sabia falar. Às vezes largava 
nomes arrevesados, por embromação. Via perfeitamen-
te que tudo era besteira. Não podia arrumar o que tinha 
no interior. Se pudesse... Ah! Se pudesse, atacaria os sol-
dados amarelos que espancam as criaturas inofensivas.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Martins, 1971.
a. Como era a linguagem de Fabiano?
b. O modo como uma pessoa fala pode indicar sua con-
dição social e econômica. No caso de Fabiano, de que 
forma a linguagem por ele empregada poderia estar re-
lacionada à realidade do personagem? 
c. Segundo o narrador, Fabiano encontrava dificuldade 
em ordenar suas ideias e seus pensamentos, e isso ocor-
ria por conta de sua linguagem pouco expressiva. Em que 
trecho percebemos isso?
d. “[...] só se dava bem com animais. Os seus pés duros 
quebravam espinhos e não sentiam a quentura da terra. 
Montado, confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele.” 
Que traço da personalidade de Fabiano e que crítica so-
cial estão presentes nesse trecho?
2| A respeito do texto Linguagem e sociedade, classifique 
as afirmativas em verdadeiras (V) ou falsas (F).
a. V A Sociolinguística é o ramo que estuda a influência 
dos aspectos sociais nas manifestações da língua.
b. F A língua falada pelas pessoas no cotidiano é exata-
mente a mesma que aprendemos na gramática normativa.
c. V O fenômeno da variação linguística é comum a 
todas as línguas.
d. V Condição social, idade, lugar e época são fatores 
que interferem na língua de um falante.
“[...] cantada, monossilábica e gutural [...].” Fabiano fa-
lava pouco e, quando o fazia, não obtinha bons resulta-
dos, como se sua linguagem fosse incipiente.
Espera-se que o aluno comente sobre a condição de iso-
lamento consequente da condição social desfavorável 
do personagem, que “Vivia longe dos homens, só se dava 
bem com animais”. Desse modo, segundo a descrição, a 
sua fala soa semelhante à dos animais.
“Não podia arrumar o que tinha no interior.”
A relação de proximidade de Fabiano com os animais em 
oposição ao distanciamento com outras pessoas. Podemos 
atribuir a esse comentário uma crítica à extrema pobreza do 
sertanejo da década de 1930, época de publicação do livro.
Resposta pessoal
Resposta pessoal
melhor, pense em uma conversa entre você e uma pessoa 
idosa ou com alguém de outro estado. Selecione algu-
mas dessas diferenças e compartilhe com seus colegas.
a. Que relação podemos estabelecer entre a linguagem do 
corpo e a ética? Escreva, em seu caderno, alguns exemplos.
Desde que nascemos, usamos o corpo para comu nicar 
emoções, sentimentos, mesmo sem perceber. Nin-
guém precisa estudar a linguagem corporal para usá-
-la. Ela é inata e inconsciente. Usamos, naturalmen-
te e o tempo todo, gestos simbólicos como ferramen-
tas para nos comunicar sem precisar falar. [...] Todo 
mundo entende quando alguém balança a cabeça 
para dizer não ou fixa um olhar penetrante para mos-
trar interes se ou paquerar. [...]
Disponível em: http://www.rolfing-sp.com.br/noticias/2011-08-21-lin-
guagem_corporal.php. Acesso em: 09/04/2014. Adaptado.
3| Leia, a seguir, dois excertos da obra literária Vidas secas, 
do escritor Graciliano Ramos. Eles se referem a Fabiano, per-
sonagem central do romance, que pertence a uma família 
de retirantes sertanejos. Em seguida, responda às questões.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 10 20/09/2021 11:03:43
Se entendermos que o pensamento hu-
mano está longe de se desenvolver de forma 
linear, compreendemos que, para sermos efi-
cazes em nosso ato pedagógico, não deve-
mos pensar que nossos alunos são comple-
tamente previsíveis. Pelo contrário, será bas-
tante saudável ter em mente a necessidade 
de “realizar um trabalho de detetive” para 
elucidar o modo pelo qual cada um aprende.
RIOLFI, Claudia Rosa. Linguagem e pensamento. Curitiba: Iesde 
Brasil S. A., 2009, p. 13–15, 26. Adaptado.
Linguagem e ideologia
Autor:	José Luiz Fiorin
Existem duas maneiras de abordar o fe-
nômeno linguístico — uma se preocupa so-
mente em analisar internamente a lingua-
gem, estudando os fatos linguísticos; outra 
despreza as particularidades da linguagem 
e busca traçar uma ponte entre os fatos lin-
guísticos e a estrutura social. Este livro de-
fende que a linguagem pode, ao mesmo 
tempo, gozar de certa autonomia em rela-
ção às formações sociais e sofrer as deter-
minações da ideologia. 
Sugestão de
Leitura
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 10 20/09/2021 11:04:46
11Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 11
2
Capítulo
Dignidade do ser humano
Conhecimentos prévios
•	Como você reage ao se deparar com pessoas em 
situação de risco social?
•	Você conhece algum projeto que fornece assistên-
cia para pessoas em situação de risco social? 
•	Quais atitudes éticas podemos praticar para com-
bater desigualdades sociais diariamente?
•	Como garantir a dignidade a todos os seres humanos? 
Vamos dialogar!
Muitas situações que ocorrem no cotidiano podem 
afetar negativamente a dignidade das pessoas. Entre as 
causas para essas adversidades, destacam-se os contras-
tes sociais e a precariedade pública em áreas como a edu-
cação, a saúde e o saneamento básico.
De acordo com um levantamento de 2018, do instituto de pesquisa 
norte-americano Expert Market, o Brasil detém quatro cidades com 
os piores sistemas de transporte público do mundo: Brasília (68o), Sal-
vador (70o), São Paulo (72o) e Rio de Janeiro (74o).
ju
er
ge
n 
sc
hm
itz
/E
ye
Em
 –
 st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
Além dos efeitos diretos causados por essas dificul-
dades, a situação de vulnerabilidade social compromete 
a saúde emocional das pessoas. Neste capítulo, aprende-
remos a identificar diversos tipos de desigualdade social 
e conheceremos formas de reagir diante de suas atribu-
lações. Para começar, analise as imagens a seguir e de-
bata com seus colegas e professor a respeito das causas 
e consequências das situações apresentadas.
Fo
to
s:
pa
ul
 p
re
sc
ot
t, 
Pe
ek
CC
 e
 fr
ed
ca
rd
os
o 
– 
st
oc
k.
ad
ob
e.
co
m
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 11 20/09/2021 11:03:44
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 10
4| Leia o texto abaixo sobre corpo e comunicação e res-
ponda a questão a seguir.
Vivia longe dos homens,só se dava bem com ani-
mais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não sen-
tiam a quentura da terra. Montado, confundia-se com o 
cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem canta-
da, monossilábica e gutural, que o companheiro enten-
dia. [...] Às vezes, utilizava nas relações com as pessoas 
a mesma língua com que se dirigia aos brutos — excla-
mações, onomatopeias. Na verdade, falava pouco. Ad-
mirava as palavras compridas e difíceis da gente da ci-
dade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia 
que elas eram inúteis e talvez perigosas. [...]
Fabiano também não sabia falar. Às vezes largava 
nomes arrevesados, por embromação. Via perfeitamen-
te que tudo era besteira. Não podia arrumar o que tinha 
no interior. Se pudesse... Ah! Se pudesse, atacaria os sol-
dados amarelos que espancam as criaturas inofensivas.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Martins, 1971.
a. Como era a linguagem de Fabiano?
b. O modo como uma pessoa fala pode indicar sua con-
dição social e econômica. No caso de Fabiano, de que 
forma a linguagem por ele empregada poderia estar re-
lacionada à realidade do personagem? 
c. Segundo o narrador, Fabiano encontrava dificuldade 
em ordenar suas ideias e seus pensamentos, e isso ocor-
ria por conta de sua linguagem pouco expressiva. Em que 
trecho percebemos isso?
d. “[...] só se dava bem com animais. Os seus pés duros 
quebravam espinhos e não sentiam a quentura da terra. 
Montado, confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele.” 
Que traço da personalidade de Fabiano e que crítica so-
cial estão presentes nesse trecho?
2| A respeito do texto Linguagem e sociedade, classifique 
as afirmativas em verdadeiras (V) ou falsas (F).
a. V A Sociolinguística é o ramo que estuda a influência 
dos aspectos sociais nas manifestações da língua.
b. F A língua falada pelas pessoas no cotidiano é exata-
mente a mesma que aprendemos na gramática normativa.
c. V O fenômeno da variação linguística é comum a 
todas as línguas.
d. V Condição social, idade, lugar e época são fatores 
que interferem na língua de um falante.
“[...] cantada, monossilábica e gutural [...].” Fabiano fa-
lava pouco e, quando o fazia, não obtinha bons resulta-
dos, como se sua linguagem fosse incipiente.
Espera-se que o aluno comente sobre a condição de iso-
lamento consequente da condição social desfavorável 
do personagem, que “Vivia longe dos homens, só se dava 
bem com animais”. Desse modo, segundo a descrição, a 
sua fala soa semelhante à dos animais.
“Não podia arrumar o que tinha no interior.”
A relação de proximidade de Fabiano com os animais em 
oposição ao distanciamento com outras pessoas. Podemos 
atribuir a esse comentário uma crítica à extrema pobreza do 
sertanejo da década de 1930, época de publicação do livro.
Resposta pessoal
Resposta pessoal
melhor, pense em uma conversa entre você e uma pessoa 
idosa ou com alguém de outro estado. Selecione algu-
mas dessas diferenças e compartilhe com seus colegas.
a. Que relação podemos estabelecer entre a linguagem do 
corpo e a ética? Escreva, em seu caderno, alguns exemplos.
Desde que nascemos, usamos o corpo para comu nicar 
emoções, sentimentos, mesmo sem perceber. Nin-
guém precisa estudar a linguagem corporal para usá-
-la. Ela é inata e inconsciente. Usamos, naturalmen-
te e o tempo todo, gestos simbólicos como ferramen-
tas para nos comunicar sem precisar falar. [...] Todo 
mundo entende quando alguém balança a cabeça 
para dizer não ou fixa um olhar penetrante para mos-
trar interes se ou paquerar. [...]
Disponível em: http://www.rolfing-sp.com.br/noticias/2011-08-21-lin-
guagem_corporal.php. Acesso em: 09/04/2014. Adaptado.
3| Leia, a seguir, dois excertos da obra literária Vidas secas, 
do escritor Graciliano Ramos. Eles se referem a Fabiano, per-
sonagem central do romance, que pertence a uma família 
de retirantes sertanejos. Em seguida, responda às questões.
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 10 20/09/2021 11:03:43
•	Classificar as situações que vivemos ou 
presenciamos em dignas ou indignas, 
com base nos requisitos de cidadania es-
tabelecidos histórica e socialmente.
Cidadania, um projeto em construção: 
minorias, justiças e direitos
Autora: Lilia M. Schwarcz (Org.)
Os textos reunidos nesse livro tratam de 
alguns dos principais temas do Brasil con-
temporâneo e que estão ligados ao concei-
to moderno de cidadania; entre eles, o com-
Objetivos
pedagógicos
Sugestão de
Leitura
bate à desigualdade, a segurança pública, 
a luta contra o racismo e o reconhecimento 
da diversidade sexual.
•	Analisar algumas causas da desigualdade 
social, bem como sua relação antagônica 
com o progresso econômico.
•	Entender a importância dos direitos hu-
manos, além de discutir sua aplicação 
e as formas de denunciar as violações 
deles cometidas.
•	Apontar situações práticas em que os jo-
vens podem promover a aplicação dos di-
reitos humanos em seus diversos contextos.
•	Avaliar os principais aspectos do cumpri-
mento do direito básico à moradia.
•	Conhecer as medidas de garantia do di-
reito à saúde.
Anotações
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 11 20/09/2021 11:04:47
12 Manual do Educador
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 13
mais que o necessário, além dos que não possuem aces-
so aos direitos básicos e vivem em condição de pobre-
za extrema. Na parcela que vive em níveis alarmantes 
de pobreza estão as famílias que vivem na miséria, sem 
acesso à moradia, à educação, à saúde, ao trabalho e 
ao lazer. Esses problemas estão refletidos, por exemplo, 
nos altos índices de desemprego, nas taxas nacionais de 
analfabetismo, etc.
Para os trabalhadores, os malefícios podem surgir 
por meio de desgaste físico, como a estafa, e transtor-
nos psicológicos, como a ansiedade e a depressão. Soma-
do a isso, a rotina acelerada não permite que as pessoas 
mantenham contato constante com amigos e familiares, 
fator que também afeta negativamente a qualidade de 
vida daqueles que estão inseridos na parcela desfavore-
cida do progresso econômico. Ademais, as experiências 
diárias com as redes sociais da Internet fazem com que 
fiquemos cada vez mais conectados com outras pessoas 
por meio da tela do computador ou do celular, ao invés 
de termos contato físico e pessoal. Esse modelo de vida 
individualista, aliado à pressa e ao esforço exigidos pelas 
jornadas de trabalho cada vez mais cansativas, desenca-
deia problemas psicológicos e emocionais que, às vezes, 
necessitam de orientação médica. 
Saúde, educação, trabalho, habitação, cultura e 
lazer de qualidade são direitos fundamentais de todos 
os cidadãos. Os impostos que pagamos quando com-
pramos qualquer produto ou serviço são recolhidos 
pelo governo para serem revertidos na efetivação des-
ses direitos. O que ocorre em algumas nações, como o 
Brasil, é uma ineficiente aplicação desses impostos, e, 
assim, parte da população não tem acesso aos serviços 
públicos pelos quais está pagando.
Outro fator que promove a desigualdade social e 
econômica é a má distribuição de renda. Ou seja, a ri-
queza e os bens produzidos no País não são repartidos 
de forma que sejam revertidos em benefícios para todos. 
A consequência disso é que, ao passo que os mais ricos 
usufruem de um bem-estar ostensivo, os mais pobres, 
mesmo contribuindo para a riqueza nacional com seu 
consumo e seu trabalho, são obrigados a viver abaixo da 
condição social a que têm direito. A partir desses fatos, é 
possível notar que a desigualdade social no Brasil abran-
ge vários níveis e contextos da vida em sociedade.
Todas essas dificuldades devem ser discutidas e ter 
suas soluções buscadas por todos nós que compomos a 
sociedade. A desigualdade socioeconômica não pode ser 
encarada de forma passiva. Podemos e devemos fazer 
nossa parte para reverter essa realidade que nos priva dos 
nossos direitos. Todos nós merecemos ter uma vida digna, 
com a garantia de um lar, refeições diárias, boas condições 
de trabalho, acesso ao conhecimento, lazer e segurança.
1| Atente para estas imagens e reflitasobre a desigual-
dade social que elas representam. Quais ações podemos 
fazer para minimizar situações de risco social? Proponha, 
em seu caderno, soluções e estratégias que possam con-
tribuir para convívio social livre de desigualdades. 
Questão 
de ética
2| Como vimos, o progresso econômico traz vantagens e 
desvantagens. Cite, em seu caderno, fatos que você ob-
serva ao seu redor e que considera benefícios ou prejuí-
zos decorrentes desse progresso.
I
III
II
IV
Resposta pessoal
Resposta pessoal
fre
ep
ik
.c
om
fre
ep
ik
.c
om
fre
ep
ik
.c
om
fre
ep
ik
.c
om
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 13 20/09/2021 11:03:45
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 12
Para refletir
Como a desigualdade social pode afetar a saúde?
A desigualdade social faz mal à saúde, aponta es-
tudo publicado em fevereiro de 2017 na revista médi-
ca britânica The Lancet. De acordo com a pesquisa, o 
risco de morrer antes dos 85 anos é 46% maior entre 
os mais pobres.
No texto, assinado por cerca de 30 especialistas de ins-
tituições como a Escola de Saúde Pública de Harvard e o 
King’s College de Londres, os autores enfatizam que as cir-
cunstâncias socioeconômicas deveriam ser definidas pelas 
estratégias locais e globais de saúde como determinantes 
para a morbidade e mortalidade prematura no mundo.
Doenças negligenciadas e seu 
combate
Na saúde, um dos reflexos provocados pela desi-
gualdade social é a incidência das chamadas doenças 
negligenciadas. Causadas por parasitas ou agentes in-
fecciosos e com tratamentos já conhecidos, apresentam 
maior ocorrência nos países em desenvolvimento e são 
consideradas endêmicas em populações de baixa renda.
No entanto, conforme explica a médica e pesquisa-
dora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) 
Monica Kramer de Noronha Andrade, “além de apresen-
tarem maior ocorrência em indivíduos em condições de 
pobreza, elas contribuem para a perpetuação do quadro 
de desigualdade, uma vez que representam uma gran-
de barreira ao desenvolvimento dos países. Os motivos 
elencados para isso estão relacionados a deficiências 
na adoção de estratégias políticas de investimento na 
saúde, educação e inovação tecnológica”, explica.
No Brasil, os principais exemplos de doenças negli-
genciadas presentes são a dengue, doença de Chagas, 
esquistossomose, hanseníase, leishmaniose, malária e 
tuberculose. Para Monica, o combate a elas passa por 
políticas de governo relacionadas à doença em si, às 
condições sociais e ainda à prevenção.
Além disso, a médica defende a importância do en-
volvimento da sociedade civil e do incentivo a institutos 
de pesquisa que atuem em rede com as indústrias far-
macêuticas. O objetivo é buscar opções de diagnóstico 
e tratamento mais efetivos, além do acesso aos medica-
mentos disponíveis.
Disponível em: http://portalfmb.org.br/2017/07/19/como-desigual-
dade-social-pode-afetar-saude/. Acesso em: 31/03/2020.
Questões para reflexão
1. De que maneira os problemas citados no texto 
afetam a dignidade das pessoas?
2. O que podemos fazer, individualmente, para pre-
venir o agravamento dos problemas apontados 
no texto?
3. Quais medidas podem ser tomadas por órgãos 
públicos para diminuir a ocorrência de casos das 
doenças mencionadas na pesquisa? 
4. Na cidade em que você mora existem campa-
nhas de prevenção contra as doenças citadas 
no texto? Pesquise a respeito.
Progresso e desigualdade
O progresso econômico pode ser encarado como 
algo positivo em uma sociedade, porque compro-
va nossa capacidade de crescer, aprender e desco-
brir novos horizontes. Mas o progresso também tem 
seus efeitos colaterais: rotinas de trabalho exaustivas, 
doenças causadas por estresse, aumento da poluição 
ambiental, etc. Além disso, o progresso econômico, na 
maioria das vezes, não é igualitário. Algumas pessoas 
sentem mais seus benefícios, outras sofrem mais com 
suas desvantagens.
Enquanto poucos indivíduos acumulam parte da ri-
queza gerada pelo País, a grande maioria vive com pouco 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 12 20/09/2021 11:03:44
As	diversas	cidadanias
O desafio que o conceito de cidadania 
apresenta para as ciências sociais é o de 
distinguir entre o significado associado ao 
seu uso pelo senso comum, com forte carga 
normativa, e uma noção mais rigorosa que 
possua um valor empírico-analítico. Trata-
-se de um problema particularmente agudo 
na América Latina, onde, nas últimas déca-
das, a cidadania, ou o “acesso à cidadania”, 
transformou-se em sinônimo de “acesso ao 
mundo ideal”, sendo utilizada nesse senti-
do por praticamente todos os movimentos 
sociais, ONGs, mas também por empresas 
(“empresa cidadã”), organismos internacio-
nais e políticas públicas. A cidadania, portan-
to, passou a ser polissêmica, com condições 
fundamentalmente normativas.
[...]
A cidadania no mundo moderno é, em pri-
meiro lugar, um mecanismo de inclusão/ ex-
clusão, uma forma de delimitação de quem é 
integrante de uma comunidade nacional. Por-
tanto, a cidadania é a expressão de uma cons-
trução coletiva que organiza as relações entre 
os sujeitos sociais, que se formam no próprio 
processo de definição de quem é, e quem não 
é, membro pleno de determinada sociedade 
politicamente organizada. Esse caráter ads-
critício da cidadania é geralmente ignorado 
quando ela é definida em termos de direi-
tos individuais. A cidadania é uma instituição 
que oferece um título de propriedade particu-
lar: um bilhete de entrada para uma comuni-
dade nacional, que dá acesso a um conjunto 
de direitos — bilhete que se obtém mediante 
um sistema de critérios (por exemplo, local de 
nascimento ou nacionalidade dos pais) distri-
buídos pelo poder constituído. Assim, o aces-
so à cidadania é o filtro que define quem po-
Leitura
complementar
derá participar do sistema de direitos políti-
cos e sociais de cada nação.
Em segundo lugar, a cidadania supõe a 
existência de uma comunidade cultural e so-
cial associada a uma identidade nacional. Ou 
seja, cidadania está associada à expectativa 
de compartilhar a(s) língua(s), os usos e cos-
tumes da nação (nas suas diversas variações 
regionais ou sociais) e o sentimento de um 
destino comum. [...]
Ao lado da família, a cidadania é o ponto 
de filiação inicial do homem e da mulher mo-
dernos, define as coordenadas básicas de 
sua identidade, sua “origem” e seu lugar no 
mundo. Durante longo tempo, a nacionali-
dade foi tomada como um dado natural, e o 
questionamento das ideologias igualitárias 
centrava-se na distribuição desigual de ri-
queza familiar daqueles que nasciam dentro 
de cada sociedade nacional. No atual mundo 
globalizado, a percepção da origem da desi-
gualdade social é cada vez mais associada ao 
ME_FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 12 20/09/2021 11:04:47
13Cidadania Moral e Ética – 8º ano
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 13
mais que o necessário, além dos que não possuem aces-
so aos direitos básicos e vivem em condição de pobre-
za extrema. Na parcela que vive em níveis alarmantes 
de pobreza estão as famílias que vivem na miséria, sem 
acesso à moradia, à educação, à saúde, ao trabalho e 
ao lazer. Esses problemas estão refletidos, por exemplo, 
nos altos índices de desemprego, nas taxas nacionais de 
analfabetismo, etc.
Para os trabalhadores, os malefícios podem surgir 
por meio de desgaste físico, como a estafa, e transtor-
nos psicológicos, como a ansiedade e a depressão. Soma-
do a isso, a rotina acelerada não permite que as pessoas 
mantenham contato constante com amigos e familiares, 
fator que também afeta negativamente a qualidade de 
vida daqueles que estão inseridos na parcela desfavore-
cida do progresso econômico. Ademais, as experiências 
diárias com as redes sociais da Internet fazem com que 
fiquemos cada vez mais conectados com outras pessoas 
por meio da tela do computador ou do celular, ao invés 
de termos contato físico e pessoal. Esse modelo de vida 
individualista, aliado à pressa e ao esforço exigidos pelas 
jornadas de trabalho cada vez mais cansativas,desenca-
deia problemas psicológicos e emocionais que, às vezes, 
necessitam de orientação médica. 
Saúde, educação, trabalho, habitação, cultura e 
lazer de qualidade são direitos fundamentais de todos 
os cidadãos. Os impostos que pagamos quando com-
pramos qualquer produto ou serviço são recolhidos 
pelo governo para serem revertidos na efetivação des-
ses direitos. O que ocorre em algumas nações, como o 
Brasil, é uma ineficiente aplicação desses impostos, e, 
assim, parte da população não tem acesso aos serviços 
públicos pelos quais está pagando.
Outro fator que promove a desigualdade social e 
econômica é a má distribuição de renda. Ou seja, a ri-
queza e os bens produzidos no País não são repartidos 
de forma que sejam revertidos em benefícios para todos. 
A consequência disso é que, ao passo que os mais ricos 
usufruem de um bem-estar ostensivo, os mais pobres, 
mesmo contribuindo para a riqueza nacional com seu 
consumo e seu trabalho, são obrigados a viver abaixo da 
condição social a que têm direito. A partir desses fatos, é 
possível notar que a desigualdade social no Brasil abran-
ge vários níveis e contextos da vida em sociedade.
Todas essas dificuldades devem ser discutidas e ter 
suas soluções buscadas por todos nós que compomos a 
sociedade. A desigualdade socioeconômica não pode ser 
encarada de forma passiva. Podemos e devemos fazer 
nossa parte para reverter essa realidade que nos priva dos 
nossos direitos. Todos nós merecemos ter uma vida digna, 
com a garantia de um lar, refeições diárias, boas condições 
de trabalho, acesso ao conhecimento, lazer e segurança.
1| Atente para estas imagens e reflita sobre a desigual-
dade social que elas representam. Quais ações podemos 
fazer para minimizar situações de risco social? Proponha, 
em seu caderno, soluções e estratégias que possam con-
tribuir para convívio social livre de desigualdades. 
Questão 
de ética
2| Como vimos, o progresso econômico traz vantagens e 
desvantagens. Cite, em seu caderno, fatos que você ob-
serva ao seu redor e que considera benefícios ou prejuí-
zos decorrentes desse progresso.
I
III
II
IV
Resposta pessoal
Resposta pessoal
fre
ep
ik
.c
om
fre
ep
ik
.c
om
fre
ep
ik
.c
om
fre
ep
ik
.c
om
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 13 20/09/2021 11:03:45
Cidadania Moral e Ética – 8o ano 12
Para refletir
Como a desigualdade social pode afetar a saúde?
A desigualdade social faz mal à saúde, aponta es-
tudo publicado em fevereiro de 2017 na revista médi-
ca britânica The Lancet. De acordo com a pesquisa, o 
risco de morrer antes dos 85 anos é 46% maior entre 
os mais pobres.
No texto, assinado por cerca de 30 especialistas de ins-
tituições como a Escola de Saúde Pública de Harvard e o 
King’s College de Londres, os autores enfatizam que as cir-
cunstâncias socioeconômicas deveriam ser definidas pelas 
estratégias locais e globais de saúde como determinantes 
para a morbidade e mortalidade prematura no mundo.
Doenças negligenciadas e seu 
combate
Na saúde, um dos reflexos provocados pela desi-
gualdade social é a incidência das chamadas doenças 
negligenciadas. Causadas por parasitas ou agentes in-
fecciosos e com tratamentos já conhecidos, apresentam 
maior ocorrência nos países em desenvolvimento e são 
consideradas endêmicas em populações de baixa renda.
No entanto, conforme explica a médica e pesquisa-
dora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) 
Monica Kramer de Noronha Andrade, “além de apresen-
tarem maior ocorrência em indivíduos em condições de 
pobreza, elas contribuem para a perpetuação do quadro 
de desigualdade, uma vez que representam uma gran-
de barreira ao desenvolvimento dos países. Os motivos 
elencados para isso estão relacionados a deficiências 
na adoção de estratégias políticas de investimento na 
saúde, educação e inovação tecnológica”, explica.
No Brasil, os principais exemplos de doenças negli-
genciadas presentes são a dengue, doença de Chagas, 
esquistossomose, hanseníase, leishmaniose, malária e 
tuberculose. Para Monica, o combate a elas passa por 
políticas de governo relacionadas à doença em si, às 
condições sociais e ainda à prevenção.
Além disso, a médica defende a importância do en-
volvimento da sociedade civil e do incentivo a institutos 
de pesquisa que atuem em rede com as indústrias far-
macêuticas. O objetivo é buscar opções de diagnóstico 
e tratamento mais efetivos, além do acesso aos medica-
mentos disponíveis.
Disponível em: http://portalfmb.org.br/2017/07/19/como-desigual-
dade-social-pode-afetar-saude/. Acesso em: 31/03/2020.
Questões para reflexão
1. De que maneira os problemas citados no texto 
afetam a dignidade das pessoas?
2. O que podemos fazer, individualmente, para pre-
venir o agravamento dos problemas apontados 
no texto?
3. Quais medidas podem ser tomadas por órgãos 
públicos para diminuir a ocorrência de casos das 
doenças mencionadas na pesquisa? 
4. Na cidade em que você mora existem campa-
nhas de prevenção contra as doenças citadas 
no texto? Pesquise a respeito.
Progresso e desigualdade
O progresso econômico pode ser encarado como 
algo positivo em uma sociedade, porque compro-
va nossa capacidade de crescer, aprender e desco-
brir novos horizontes. Mas o progresso também tem 
seus efeitos colaterais: rotinas de trabalho exaustivas, 
doenças causadas por estresse, aumento da poluição 
ambiental, etc. Além disso, o progresso econômico, na 
maioria das vezes, não é igualitário. Algumas pessoas 
sentem mais seus benefícios, outras sofrem mais com 
suas desvantagens.
Enquanto poucos indivíduos acumulam parte da ri-
queza gerada pelo País, a grande maioria vive com pouco 
FC_Cidadania-Moral-Etica_8A.indd 12 20/09/2021 11:03:44
destino arbitrário de ter nascido em um país, 
e não em outro — mais do que às diferentes 
possibilidades de acesso à riqueza social de-
terminadas pelo destino, igualmente arbitrá-
rio, de ter nascido no seio de uma determi-
nada família. Portanto, sob o ponto de vista 
mundial, a cidadania é uma propriedade de-
sigualmente distribuída e o principal estrati-
ficador de vida dos habitantes do mundo glo-
balizado contemporâneo.
O metafundamento social da cidadania 
moderna é a dupla indivíduo-nação ou indi-
víduo-povo. O cidadão constitui-se como indi-
víduo por ser parte de uma comunidade den-
tro da qual se reconhece e é reconhecido como 
um igual. Entre os polos indivíduo-comunida-
de percorre uma tensão [...] que se desdobra 
constantemente no conflito entre os que prio-
rizam a liberdade individual e aqueles que sus-
tentam o valor da igualdade e/ou fraternidade.
SORJ, Bernardo. A democracia inesperada: cidadania, direitos 
humanos e desigualdade social. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 
2004, p. 21–23.
Unesco:	Meninas	têm	duas	vezes	
menos	chances	de	ingressar	na	
educação	formal
Em média, em todo o mundo, cerca de 16 
milhões de meninas entre seis e 11 anos 
nunca colocarão o pé em uma escola; África 
Subsaariana, Ásia e países árabes são as 
regiões com maiores índices de disparidade 
de gênero.
Cerca de 16 milhões de meninas entre 
seis e 11 anos nunca terão a chance de 
aprender a ler e a escrever na escola pri-
mária. O número equivale ao dobro de me-
ninos que serão privados do ensino formal, 
mas em escala bem inferior do que o públi-
co feminino. Em regiões como a Ásia Oci-
dental e Meridional, a proporção já alar-
mante de 50% sobe para 80%.
As estimativas são da Organização das 
Nações Unidas para a Educação, a Ciência 
e a Cultura (Unesco), que chamou atenção 
para o modo como a desigualdade de gê-
nero afeta, ao longo da vida, estudantes de 
todo o mundo — mas, principalmente, dos 
Estados árabes, da África Subsaariana e de 
porções do continente asiático.
Na África Subsaariana, a agência da ONU 
estima que 9,5 milhões de meninas jamais 
colocarão o pé em uma sala de aula, em 
comparação com um contingente de 5 mi-
lhões de garotos que também não terão 
acesso à educação. No total, mais de 30 mi-
lhões de jovens entre seis e 11 anos não fre-
quentam

Mais conteúdos dessa disciplina