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Em pesquisa podemos ver que a origem da profissão do advogado vem da Grécia antiga e é considerada berço da advocacia, naquela época o “advogado” não era um profissional formalmente treinado em direito, ele tinha que ter apenas uma boa oratória e ser uma pessoa de prestígio para poder atuar no campo, daquele tempo para cá a área vem entrando em constante mudança e qualificações. A função de advogar é preservar os interesses coletivo ou individuais, visando sempre que a lei seja aplicada de modo correto sem beneficiar ambas as partes, ser advogado vai muito além de conhecer as leis ou saber argumentar bem. É, antes de tudo, exercer uma função essencial à justiça e à cidadania. Por isso, quem atua na advocacia precisa estar atento tanto aos seus direitos quanto aos deveres, sempre lembrando que ética e respeito são pilares fundamentais da profissão, existe também as prerrogativas de acordo com a Lei 8.906/94 e que muita gente pensa que são privilégios e na verdade são garantias legais que protegem o exercício da advocacia, e, mais do que isso, defendem o direito de cada cidadão a ter uma representação justa e eficaz. O advogado é a ponte entre o cidadão e a justiça, nem todo mundo entende as leis, os processos ou os caminhos burocráticos do sistema judiciário, a função dele é encontrar caminhos para evitar disputas, proteger direitos antes que sejam violados, e construir acordos que beneficiem todas as partes ele é um conselheiro, um estrategista, um parceiro na hora de tomar decisões difíceis. Atua com base na ética, no respeito e sempre comprometido com a verdade, ele é quem orienta, escuta, traduz o que está ocorrendo em uma audiência ou o que foi dito por um juiz e, principalmente, defende com coragem e responsabilidade os interesses do seu cliente, seja em um processo judicial, em uma negociação, ou mesmo na prevenção de conflitos. Concluir a faculdade de Direito é uma grande conquista, mas para poder atuar oficialmente como advogado ou advogada, é preciso dar um passo a mais: a inscrição nos quadros da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A inscrição é o que legaliza sua atuação profissional e mostra que você está pronto para representar outras pessoas diante da Justiça, mas para isso acontecer existe várias etapas, como prova escrita e objetiva, estar em dias com os seus direitos civis e legais, não exercer atividade incompatível com a advocacia e efetuar o pagamento da taxa. Para se escrever na OAB você precisa estar preparado, aprovado, com a ficha limpa e comprometido com a ética da profissão. A carteira da OAB representa responsabilidade, confiança e a missão de defender direitos. A advocacia é uma profissão essencial à Justiça, e por isso mesmo, o seu exercício é regulado por regras que buscam preservar a ética, a imparcialidade e o bom funcionamento do sistema jurídico. Entre essas regras, estão as incompatibilidades e os impedimentos, conceitos importantes que determinam quem pode ou não exercer a advocacia e em que condições. A incompatibilidade é a proibição total do exercício da advocacia, o impedimento é a interdição parcial, limitando a representação do advogado, exemplo: Ocupação de cargo ou função de direção na Administração Pública direta ou indireta; pertencimento a órgão de deliberação ou fiscalização de pessoas jurídicas de direito público, entre outros. Essas regras existem para garantir que a advocacia seja exercida com ética, transparência e responsabilidade. Elas buscam evitar abusos, proteger o interesse público e manter a confiança na Justiça e nos profissionais que nela atuam. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei, de acordo com o Estatuto da Advocacia (LEI N° 8.906/94), algumas atividades são exclusivas dos advogados, ou seja, só eles podem exercer legalmente essas funções, são elas: 1. Representação em processos judiciais - Somente o advogado pode representar alguém (pessoa física ou empresa) em juízo. Isso significa preparar petições, acompanhar processos, participar de audiências e defender os interesses do cliente perante o juiz. 2. Consultoria, assessoria e direção jurídicas - Essas são atividades que envolvem orientar pessoas e empresas sobre questões legais antes mesmo de chegar ao tribunal. O advogado atua preventivamente, ajudando a evitar conflitos e oferecendo soluções legais para problemas do dia a dia. 3. Prática de atos que envolvam postulações em nome de terceiros - Quando alguém precisa “postular” um direito (ou seja, pedir algo legalmente), como num processo ou até em algumas situações administrativas, o advogado é quem tem a habilitação para isso. Essas atividades exigem conhecimento técnico, responsabilidade ética e um compromisso com a justiça. O advogado é o elo entre o cidadão e o sistema jurídico, ajudando a tornar o acesso à justiça mais seguro e eficaz. Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal, segundo a legislação brasileira, o habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, seja física ou jurídica, nacional ou estrangeira, ou, ainda, pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública. Por isso, esse remédio é considerado de legitimidade universal. As prerrogativas do advogado são mais do que simples direitos, são garantias fundamentais que asseguram ao profissional a liberdade, o respeito e a autonomia necessários para exercer sua missão com responsabilidade e coragem. Elas existem não como privilégios pessoais, mas como ferramentas de proteção da própria Justiça, permitindo que o advogado atue com ética, firmeza e sem receio de sofrer retaliações ao defender os interesses de seus clientes. Essas garantias estão previstas na Lei nº 8.906/94, o conhecido Estatuto da Advocacia, e são essenciais para que o sistema jurídico funcione de forma justa, equilibrada e acessível a todos, é importante que o advogado conheça e exercite suas prerrogativas. Quando ocorre uma violação, não há apenas uma lesão aos direitos de toda a advocacia, mas atinge o cidadão que é representado pelo advogado em juízo ou fora dele. A Constituição Federal, em seu art. 133, prevê que o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. A sociedade de advogados é uma maneira estruturada e legal de advogados atuarem juntos, unindo forças em vez de seguirem caminhos individuais. É uma parceria que permite compartilhar não só o espaço e os custos, mas também experiências, responsabilidades e conhecimentos. Essa união é oficializada por meio de um contrato social, que precisa ser registrado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A partir daí, nasce uma pessoa jurídica própria, com CNPJ e um nome empresarial que deve incluir o nome de pelo menos um dos sócios, seguido da expressão “Sociedade de Advogados”. A sociedade também é aplicada no Código de Ética e Disciplina, nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade, sendo sede ou filial, na mesma área territorial, o mesmo escritório não pode representar clientes com interesses opostos, deve-se necessariamente defender apenas um ponto. Existe também o advogado empregado, que exerce suas funções para uma empresa ou escritório, sendo sujeito a subordinação trabalhista, ou seja, com salário fixo, horário definido e obrigações como qualquer trabalhador de carteira, ele atua exclusivamente com atividades jurídicas, como elaboração de pareceres, contratos, acompanhamento de processos e defesa dos interesses da entidade onde trabalha. Os honorários advocatícios são a forma de remuneração do advogado pelo trabalho prestado. Em outras palavras, é o que o profissional recebe pelo tempo, dedicação e conhecimento aplicado na defesa dos interesses do cliente. No Brasil, eles se dividem em três tipos principais: · Honorários Contratuais - São combinados diretamente entre o advogado e o cliente, geralmente por meio de um contrato escrito. Podemser valores fixos, cobrados por hora, ou percentuais (como em casos de êxito). Mesmo sendo fruto de um acordo, precisam respeitar os parâmetros estabelecidos pela Tabela da OAB. · Honorários Sucumbenciais - Esses são pagos pela parte que perde a ação, como forma de compensação pelos custos do advogado da parte vencedora. São definidos pelo juiz, e normalmente variam entre 10% e 20% sobre o valor da causa ou da condenação (segundo o art. 85 do CPC). Importante: esses honorários pertencem ao advogado, não ao cliente. · Honorários Arbitrados Judicialmente - Quando não há um contrato formal entre as partes ou quando o valor da causa não foi previamente estipulado, o juiz é quem decide quanto o advogado deve receber. Essa decisão leva em conta fatores como o tempo dedicado, a complexidade do caso e o trabalho realizado. Existe prazo para a cobrança dos honorários prescreverem, são 5 anos a partir do término da relação profissional, O que identifica o término da relação profissional: a renúncia ou a revogação da procuração; da desistência ou da transação; do trânsito em julgado da decisão que os fixar (honorários arbitrados ou sucumbenciais); do término do contrato; do término da prestação de serviço extrajudicial. O artigo 25-A estabelece o prazo que o cliente tem para cobrar o advogado. O cliente tem prazo de 5 anos para ingressar com uma ação de prestação de contas contra o advogado. Pode receber honorários por meio de cartão de crédito, mas não pode fazer propaganda dos cartões que o advogado aceita, não pode se utilizar dessa ferramenta como forma de publicidade, como um diferencial, uma forma de captar clientes. Em resumo, ser advogado é equilibrar direitos e deveres com sabedoria e responsabilidade. É defender causas, mas também valores. É lutar por justiça, sem jamais esquecer a ética. Afinal, como diz o Estatuto da Advocacia: “O advogado é indispensável à administração da justiça.” E isso, por si só, já diz tudo.