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Na Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET), diferentemente dos exames de Raio-x ou CT, a emissão da radiação é realizada diretamente através de substâncias radioativas injetadas nos pacientes Obs: Pósitron é a antimatéria do Elétron INTRODUÇÃO É a partícula antimatéria do elétron, o positron é aniquilado com um elétron, as massas de ambos são totalmente transformadas em Fótons (geram um par radiação gama em direções opostas); Positron História Foi desenvolvido por Edward Hoffman e Michael E. Phelps em 1973, Universidade de Washington-EUA; Atualmente é utilizado a combinação PET/TC; É um método que informa acerca do estado funcional dos órgãos. Substâncias, chamadas de radiofármacos, são introduzidas no corpo do paciente. Os radiofármacos circulam através do sangue até alcançar um órgão ou tumor de interesse. Através do processo chamado de desintegração natural, os radiofármacos emitem uma radiação gama A imagem é formada após a aniquilação do pósitrons com um elétron contido nas moléculas do paciente Princípio do PET Essa aniquilação emite dois raios gama que são detectados por sensores colocados envolta do corpo do paciente. A direção e o comprimento de onda desses raios podem ser convertidos em informações de posição, direção e energia de origem. Princípio do PET Utilidade médica O PET é um exame imaginológico da medicina nuclear; Utiliza radionuclídeos que emitem um positron quando ocorre sua desintegração; O positron é detectado para formar as imagens; A imagem é formada pela localização da emissão dos positrons pelos radionúcleos fixados nos órgãos do paciente. Radiofármacos são substâncias emissoras de radiação utilizadas na medicina para radioterapia e para exames de diagnóstico por imagem Número atômico (z) – Quantidade de prótons existentes no núcleo do átomo. Número de massa (A) – É a soma do número de prótons e nêutrons. Produção de radionuclídeos Nuclídeo é o nome dado a um átomo caracterizado por um número atômico (z) e um número de massa (A) Radionuclídeo – É um nuclídeo com núcleo instável •Reatores nucleares •Gerador de radionuclídeo Produção de radionuclídeos Nuclídeos mais utilizados na produção de radiofármacos Carbono Nitrogênio Flúor Oxigênio Rubídio Cobre Gálio Produção de radionuclídeos Radionuclídeos Flúor-18 (FDG- fluorodeoxiglicose) análogo da glicose – Utilizado para estudar o metabolismo dos órgão e tecidos (meia-vida 2 horas); Nitrogênio-13 – Utilizado para estudar perfusão sanguínea de um órgão. Oxigênio-15 – Utilizado nos estudos do cérebro; Rubídio-82 – Utilizado em estudos de perfusão cardíacos. É necessário um cíclotron para produzir continuamente o Flúor-18, que possui uma meia vida de 2h. PET no Brasil No Brasil funcionam cíclotrons: Comissão Nacional de Energia Nuclear ( no IPEN-SP); Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares Instituto de Engenharia Nuclear (IEN-RJ). Instituto de Engenharia Nuclear PET no Brasil Em 1998, foi introduzida 1ª câmara de PET/SPECT no Serviço de Radioisótopos do Instituto do Coração (Incor) do HC-FMUSP. Em 2004 PET/CT Câmara de cintilação na parte frontal, acomoda um tomógrafo computadorizado (CT) na parte traseira, acopla o PET. PET + CT Formação da imagem A imagem é formada pela emissão dos pósitrons pelos radionúcleos fixados nos órgãos do paciente; O computador reconstrói os locais de emissão de pósitrons a partir das energias e direções de cada par de raios gamas; Gerando imagens tridimensionais (3D). http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/PET-schema.png 18F PET + CT Gerando imagens tridimensionais. Imagem 3D do corpo inteiro obtida através do exame PET O algoritmo de reconstrução da tomografia PET utiliza a coincidência de eventos para medir todos os ângulos e posições e reconstruir a imagem que descreve a localização e a concentração da radiação emitida de dentro do órgão scaneado. Formação da Imagem • A radiação gama absorvida pelo cristal do detector produz um conjunto de pulsos na saída da fotomultiplicadora. • O pulso de sinal (x,y) corresponde à localização da cintilação no cristal. Uma coordenada Z representa a altura de pulso (energia do fóton). • Quando Z é aceito o par (x,y) é digitalizado por um conversor. Aquisição da Imagem INDIVIDUALMENTE PET é constituído por 18.400 cristais BGO (germanato de bismuto), os quais detectam duas lesões a uma distância de 4,5 mm; CT – uma tomografia que consegue fazer uma varredura do corpo todo do paciente em menos de 2 minutos, permitindo cortes com espessura mínima de 1 mm. Cristal BGO • A informação é armazenada em modo seqüencial ou matricial • Dimensões: 64x64 (4096 pixels), 128x128 (16384 pixels), 256x256 (65536 pixels) • Matriz 380 x 380 mm em uma matriz 128x128 (pixel aprox. 3,0 x 3,0 mm) Aquisição da Imagem Aplicações do exame PET PET oncológico – detecta células com alto consumo de glicose; PET do cérebro – avalia perfusão sanguínea e atividade de diferentes regiões do cérebro; PET cardíaco – usadas para detectar áreas isquêmicas e fibrosadas. PET oncológico É injetado Flúor-18 no sangue do paciente. O F18, um análogo da glicose, é transportado para dentro das células pelo mesmo transportador na membrana celular do açúcar, contudo dentro da célula ele não é completamente metabolizado mas é transformado em uma forma que é conservada (fixada) no interior da célula. Assim ele pode ser utilizado para detectar células com alto consumo de glicose e que portanto contenham muitos transportadores membranares, como acontece nas células dos tumores de crescimento rápido, os quais são frequentemente malignos. É usado para distinguir massas benignas de malignas no pulmão, cólon, mama, linfomas e outras neoplasias, e na detecção de metástases. Esta técnica constitui 90% dos PET feitos atualmente. Aplicações PET do cérebro é usado Oxigênio-15. Usado para avaliar perfusão sanguínea e atividade (consumo de oxigênio) de diferentes regiões do cérebro. Aplicações Tomografia por emissão de pósitron (PET ) Assume-se que as áreas ativas do cérebro tem fluxo de sangue maior que nas áreas inativas. Isso porque as áreas mais ativas usam mais oxigênio e metabólitos e produzem mais resíduos. Assim, mais fluxo de sangue é necessário para suprir oxigênio e metabólitos e remover os resíduos. A câmera de PET consiste de um detectores de radiação que circula o cérebro do paciente. Assim que a câmera é posicionada, é injetada na veia do paciente uma pequena quantidade de água com isótopo radioativo de emissão de pósitron, Oxigênio-15. Após minutos da injeção a água radioativa se espalha no cérebro na mesma proporção do fluxo sanguíneo local. Quanto maior o fluxo de sangue, maior a contagem de radiação registrada no PET. A medição dura aproximadamente 1 minuto. A meia vida do isótopo de Oxigênio-15 é de somente 2 minutos, o que é importante, para que o material radioativo não fique muito tempo no paciente. PET- tomografia com emissão de pósitrons (estuda o metabolismo cerebral) Estudo interictal (entre as crises de epilepsia por exemplo) Neuroimagiologia Tomografia por emissão de positrões (Positron Emisson Tomography - PET - ) Princípios Físicos Subjacentes: 1. Técnica invasiva: injecção de água marcada com moléculas radioactivas, ou inalação de um gás contendo também moléculas radioactivas. 2. Numa câmara PET, o sujeito deitado, tem a cabeça colocada no interior de um conjunto de detectores de radiação dispostos circularmente. Neuroimagiologia Tomografia por emissão de positrões (Positron Emisson Tomography - PET - ) Princípios Físicos Subjacentes: 3. As moléculas marcadas contêm uma forma radioactiva, instável, de oxigénio (O15 - > oito protões e sete neutrões; forma estável: O16 -> oito protões e oito neutrões) 4. Os átomosinstáveis de oxigénio estabilizam (O15->N15) degradando o protão suplementar em duas partículas: um neutrão, que permanece no núcleo, e um positrão, que deixa o átomo de oxigénio, deslocando-se a uma determinada velocidade. 5. Os positrões perdem energia cinética rapidamente enquanto se deslocam através do tecido nervoso (deslocação de poucos mm até ao repouso). 6. Quando um positrão se encontra em repouso, é atraído por um qualquer electrão, dando origem a um “acontecimento de aniquilação”: o positrão e o electrão deixam de existir, originado dois fotões (na frequência dos raios gama), que viajam em direcções opostas (velocidade da luz). 7. Cada um dos detectores colocados em torno da cabeça do sujeito encontra-se acoplado com o detector que ocupa a posição diametralmente oposta. Quando os dois detectores são atingidos no mesmo instante por um raio gama, é contado um acontecimento de aniquilação. Neuroimagiologia Tomografia por emissão de positrões (Positron Emisson Tomography - PET - ) Princípios Físicos Subjacentes: Neuroimagiologia Tomografia por emissão de positrões (Positron Emisson Tomography - PET - ) Princípios Físicos Subjacentes: Neuroimagiologia Tomografia por emissão de positrões (Positron Emisson Tomography - PET - ) Princípios Físicos Subjacentes (cont.): 8. A posição no anel de detectores do par que detecta um acontecimento de aniquilação é utilizada para determinar as coordenadas em que ocorreu a aniquilação, no plano que intersecta a cabeça à altura dos anel de detectores. 9. Uma imagem é construída a partir da densidade de acontecimentos de aniquilação na secção da cabeça à altura do anel de detectores (voxels de 2 mm3) 10. Os acontecimentos de aniquilação são mais densos nas zonas com maior fluxo sanguíneo, uma vez que o sangue é o veículo do agente radioctivo. 11. Os aumentos de metabolismo de uma zona do cérebro determinam uma vasodilatação local, aumentando o fluxo sanguíneo na área. 12. A imagem identifica portanto a zonas de maior metabolismo, se bem que indirectamente, ilustrando as diferenças no fluxo sanguíneo em diferentes zonas. 13. Um equipamento PET pode conter até 63 anéis concêntricos de detectores, permitido a aquisição simultânea de informação para a construção da imagem dos 63 “cortes” correspondentes aos planos de intersecção da cabeça à altura de cada um dos anéis de detectores. Neuroimagiologia Tomografia por emissão de positrões (Positron Emisson Tomography - PET PET Cardíaco Cintilografia Perfusão Repouso/Estresse; Ventriculografia Radionuclídica de Equilíbrio; Pesquisa de necrose miocárdica recente; Pesquisa de miocardite; Estudo de inervação miocárdica. Cintilografia de Perfusão Repouso/Estresse Tomografia por emissão de pósitrons (PET) OBRIGADO PELA ATENÇÃO!