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Princípios de toxicologia Prof. Matheus Rebouças Alchaar CURSO TÉCNICO EM VETERINÁRIA DISCIPLINA: TOXICOLOGIA PRINCIPAIS CAPÍTULOS DA APRESENTAÇÃO 1. Introdução à Toxicologia 2. Toxicocinética 3. Toxicodinâmica INTRODUÇÃO À TOXICOLOGIA VETERINÁRIA • Intervenção do medico veterinário; • Preservação da saúde humana; • Estuda os efeitos das substâncias químicas nos organismos vivos; • Ela é essencial para entender como as toxinas afetam a saúde animal. Fonte: teachy.com Histórico da toxicologia • Origem nos primórdios da humanidade; • Papiro de Ébers (1550 a.C.) utilização de várias substâncias químicas do acônito, ópio, metais (chumbo, cobre e antimônio) • Os egípcios antigos sentenciavam à morte (eutanásia legal) com sementes de amêndoas amargas. Fonte: museudouniversodafarmacia.com.br Histórico da toxicologia • A história da toxicologia remonta à antiguidade, com registros de envenenamentos e o uso de substâncias tóxicas por diversas civilizações. Ex: papapula = ópio. Histórico da toxicologia • A história da toxicologia remonta à antiguidade, com registros de envenenamentos e o uso de substâncias tóxicas por diversas civilizações. Ex: papapula = ópio. • Ao longo dos séculos, o estudo das toxinas evoluiu, incorporando conhecimentos de química, biologia e medicina. • Hoje, a toxicologia é uma ciência consolidada, essencial para a saúde pública e a segurança ambiental. Áreas da toxicologia Conceitos 1. A toxicologia é o estudo dos efeitos adversos de substâncias químicas e agentes físicos nos organismos vivos. 2. O estudo qualitativo e quantitativo dos efeitos nocivos dessas substâncias, incluindo alterações estruturais lesões anatômicas e histológicas) e de resposta (lesões bioquímicas, fisiopatológicas e psíquicas) 3. A ciência que define os limites de segurança dos agentes químicos e físicos 4. A ciência que se ocupa dos agentes tóxicos. Finalidade: prevenir, diagnosticar e tratar a intoxicação • Avaliar as lesões causadas e investigar os mecanismos envolvidos; • Identificar e quantificar substâncias tóxicas em fluídos biológicos e no ambiente; • Avaliação de risco; • Determinar níveis toleráveis; • Estabelecer condições seguras para uso de substâncias. Áreas da toxicologia • Toxicologia ambiental: estuda os efeitos nocivos no organismo decorrentes de exposição a agentes tóxicos presentes na água, no solo e no ar. • Toxicologia ocupacional: estuda os efeitos nocivos decorrentes da exposição a substâncias químicas provenientes do ambiente de trabalho. Os padrões de segurança são objeto de lei e chamados de limite de tolerância (LT). • Toxicologia social: estuda as substâncias químicas que levam à alteração do humor, do comportamento, que provocam disfunções do sistema nervoso central. Nela são estudadas drogas lícitas e ilícitas. • Toxicologia de alimentos: área de aplicação da toxicologia que estabelece as condições em que os ali mentos podem ser ingeridos sem causar danos à saúde. • Toxicologia medicamentosa: estuda as substâncias químicas usadas em terapêutica; avaliando-se o risco x benefício. Fasesda Intoxicação Fase de Exposição Fase Toxicocinética Fase Toxicodinâmica Fase Clínica Vias de introdução Dose/Concentração Tempo/Frequência Propriedades físico- químicas Suscetibilidade individual Absorção Distribuição Biotransformação Excreção Interação com o sítio de ação Sinais e sintomas TOXICANTE TOXICIDADE INTOXICAÇÃO Disponibilidade química Biodisponibilidade Exposição ▶Vias de introdução ▶ DL50 DDT pele 2500 mg/kg oral 118 mg/kg Rapidez de absorção: via respiratória > via oral ▶Dose / concentração ▶Fenobarbital: 100 mg: sonolência 500 mg: sono profundo ▶ Tempo / frequência ▶Aguda: dose única ou no prazo de 24 hs ▶Sub-aguda: 24 hs - uma semana ▶Crônica: mais de uma semana Intravenosa Respiratória Intraperitonial Sub-cutânea Intramuscular Intradérmica Oral Dérmica RISCO Exposição ▶ Propriedades físico-químicas: interferem na toxicocinética Solubilidade: chumbo tetraetila: pele – alta absorção acetato de chumbo: pele – baixa absorção Hidrossolúvel Lipossolúvel Tamanho das partículas Pressão de vapor (volatilidade) ▶ Suscetibilidade individual: idade, sexo, raça, estado nutricional, estado de hidratação, fatores genéticos... Fase clínica ▶ Efeito tóxico: alteração biológica nociva. ▶ Efeito tóxico local: é o que ocorre no sítio do primeiro contato entre o organismo e o agente químico. ▶ Efeito tóxico sistêmico: é o que requer absorção e distribuição do agente químico para um sítio distante da sua via de penetração, onde produzirá o efeito nocivo. ▶ Efeito tóxico reversível e irreversível: além da dose, tempo e frequência da exposição, é dependente da capacidade de regeneração do tecido do órgão ou sistema afetado. Conceitos Xenobiótico (ksénos = estranho; bio = vida) é empregado para indicar qualquer substância estranha ao organismo, qualitativa ou quantitativamente, não indicando necessariamente que provoca efeito nocivo. Quando o xenobiótico, por alguma razão (por exemplo, concentração excessiva ou ausência completa) provoca algum efeito nocivo, ele é considerado também um toxicante ou agente tóxico. Portanto, nem todo xenobiótico é um toxicante. Agente tóxico ou toxicante é qualquer substância química ou agente físico (radiações X, gama, ultravioleta etc.) que ao interagir com o organismo vivo provoca algum efeito nocivo. Evita-se usar o termo tóxico como sinônimo de toxicante, pelo fato de o leigo associá-lo com drogas de abuso. • Toxicidade: Capacidade inerente de a substância química produzir efeito nocivo após interação com organismo. • Intoxicação: Conjunto de sinais e sintomas que evidenciam o efeito nocivo produzido. • Remédio (latim) remedium (re = inteiramente/mederi = curar). Tudo aquilo que cura, alivia ou evita enfermidade. Abrange não somente os agentes químicos (medicamentos) como agentes físicos (duchas, massagens). “Todas as substâncias são venenos; não existe nada que não seja veneno. Somente a dose correta diferencia o veneno do remédio.” Conceitos Paracelso (1493-1541) Toxinas são substâncias tóxicas produzidas por seres vivos e, em geral, não são bem definidas. A toxinologia é a área da toxicologia que estuda as toxinas. As toxinas de maior importância em toxicologia podem ser classificadas em: • Toxinas bacterianas Conceitos F o n te : a rq u iv o b io q u i.b lo g sp o t.c o m Toxinas são substâncias tóxicas produzidas por seres vivos e, em geral, não são bem definidas. A toxinologia é a área da toxicologia que estuda as toxinas. As toxinas de maior importância em toxicologia podem ser classificadas em: • Micotoxinas Conceitos Fonte: myfarm.com.br Toxinas são substâncias tóxicas produzidas por seres vivos e, em geral, não são bem definidas. As toxinas de maior importância em toxicologia podem ser classificadas em: • Fitotoxinas Conceitos Toxinas são substâncias tóxicas produzidas por seres vivos e, em geral, não são bem definidas. As toxinas de maior importância em toxicologia podem ser classificadas em: • Fitotoxinas Conceitos Toxinas são substâncias tóxicas produzidas por seres vivos e, em geral, não são bem definidas. As toxinas de maior importância em toxicologia podem ser classificadas em: • Fitotoxinas Conceitos • Zootoxinas • veneno Conceitos Conceitos Praguicidas: substâncias químicas usadas para combater pragas, como insetos, roedores, fungos e ervas daninhas. Também são conhecidos como agrotóxicos, pesticidas, defensivos agrícolas, agroquímicos ou biocidas. Conceitos • Perigo (harzad): é a capacidade de um agente ( químico, biológico, físico) causar um efeito nocivo. • Risco (risk): é a probabilidade da ocorrência de efeito nocivo pelo uso, exposição ou manipulação de um agente tóxico sob condições específicas ( condições de exposição). F o n te :in stitu to sc .c o m .b r ConceitosA toxicidade é a capacidade inerente que a substância química possui de provocar um efeito nocivo. Depende das condições de exposição. Principais viasde exposição ▶ Respiratória (mais importante): gases, vapores, partículas. ▶ Cutânea: líquidos (solventes). ▶ Digestiva: partículas (deglutidas com muco). Toxicocinética • Estuda a relação entre a quantidade de um agente tóxico que entra em contato com um organismo e sua concentração plasmática/tecidual. • Diretamente relacionada aos processos: absorção, distribuição, biotransformação e excreção em função do tempo. Toxicocinética Mecanismos de Permeabilidade de Toxicantes em Membranas Biológicas: qual será utilizado? depende das propriedades físico-químicas 1 – Transporte Passivo: sem consumo de energia a favor do gradiente de concentração processos: difusão lipídica, filtração e difusão facilitada Difusão Lipídica: fatores: tamanho molecular e solubilidade eletrólitos fracos: forma ionizada fracamente lipossolúvel permeabilidade depende do pKa e pH do meio Toxicocinética Mecanismos de Permeabilidade de Toxicantes em Membranas Biológicas: 1 – Transporte Passivo: Para íons e moléculas polares : Filtração (poros de membrana): mediado por proteínas de canal Difusão Facilitada: mediado por proteínas transportadoras (permeases) é seletivo e pode ser saturado Toxicocinética Mecanismos de Permeabilidade de Toxicantes em Membranas Biológicas: 1 – Transporte Ativo: ocorre contra gradiente de concentração (“bombas” ou co-transporte) consumo de energia mediado por proteínas transportadoras de membrana (alta seletividade) ex.: MDR (= glicoproteína P → resistência a quimioterápicos → transporte para fora da célula) pode reduzir a toxicidade; depende de expressão gênica: varia entre tipos celulares, espécies e entre indivíduos Passagem de substâncias do local de contato para a circulação sanguínea. - Principais vias: dérmica, respiratória e oral. 1. Absorção Dérmica: Pele: múltimas camadas (epiderme e derme) pele fina e grossa Barreiras limitantes da absorção: •queratinização da camada córnea •impermeabilização lipídica (camada granulosa) Derme: tec. conjuntivo, ↑irrigação sanguínea, glândulas fatores associados à substância: lipossolubilidade, pKa, pH, volatilidade e viscosidade. Absorção Artigo: Fotossensibilização primária em bovinos leiteiros causada por Froelichia humboldtiana Froelichia humboldtiana (Amaranthaceae) é uma planta amplamente distribuída na região Nordeste brasileira e também encontrada em algumas áreas do Centro-Oeste do Brasil. A fotossensibilização ocasionada por F. humboldtiana é bem conhecida na região semiárida do Nordeste do Brasil, afetando principalmente equídeos. Porém os criadores alegam que a doença ocasionada pela planta, popularmente conhecida como ervanço, também afeta ovelhas e bovinos, além de caprinos. Via de exposição dérmica: Via de exposição dérmica: Via de exposição dérmica: (A) Fotodermatite causada por ingestão de Froelichia humboldtiana e bovinos. Extensas áreas ulceradas na pele não pigmentada de um bovino Holandês. (B) Novilha mestiça apresentando lambedura na região escapulo-umeral, devido ao intenso prurido causado pela fotossensibilização primária. (C) Extensa ferida cutânea resultante da automutilação. (D) Área alopécica e ulcerada no tórax lateral causada por lambedura em uma novilha mestiça acometida por fotossensibilização primária (A-D) Fotodermatite causada por ingestão de Froelichia humboldtiana em bovinos. Vacas com pele do úbere marcadamente hiperêmica. Nota-se que as úlceras desenvolveram-se basicamente nas áreas não pigmentadas. Via de exposição dérmica: 2. Absorção pela via respiratória: Partículas sólidas suspensas: efeito tóxico mais comum = inflamação e irritação das vias respiratórias absorção relacionada com o tamanho e densidade. Absorção 2. Absorção pela via respiratória: Gases e substâncias voláteis: •absorção depende da solubilidade no sangue (local predominante: alvéolos) •difusão para o sangue → distribuição sistêmica Absorção 2. Absorção pela via respiratória: Gases e substâncias voláteis: •equilíbrio dinâmico entre as concentrações do toxicante no ar inspirado e sangue (função da solubilidade) → coeficiente de partição sangue/ar •alto coef. de partição: absorção aumenta com a frequência respiratória •baixo coef. de partição: absorção aumenta com estímulo da circulação Absorção Antracose pulmonar (partículas de carvão, poeira, partículas de madeira) Via de exposição respiratória: 2. Absorção pela via respiratória: Partículas sólidas suspensas: efeito tóxico mais comum = inflamação e irritação das vias respiratórias absorção relacionada com o tamanho e densidade. Absorção 3. Absorção oral: •presença de microvilosidades e alta vascularização favorecem a absorção •local: estômago, intestino, sublingual (oral), retal, etc. •fatores: pH, alimentos (esvaziamento gástrico e lipídios), lipossolubilidade, pKa, ionização (ex.: curare). •ciclo entero-hepático (reabsorção de toxicantes já excretados pela bile) •absorção de metais (ex.: Ferro, Cálcio) → transporte especializado (proteínas de membrana), mecanismos de competição (ex.: Cádmio, Zinco e Cobre) Absorção Via de exposição oral: Cestrum axillare Distribuição A distribuição é um processo de transferência reversível do agente tóxico da circulação geral para os diferentes tecidos que constituem o organismo. tecidos muito vascularizados → rápido equilíbrio com a concentração sanguínea ex.: coração, rins, baço, fígado para alcançar o sítio de ação: toxicante na forma livre e mais lipossolúvel Distribuição A extensão da distribuição de um agente tóxico do sangue para os tecidos depende das seguintes variáveis: • Hidrossolubilidade: compostos hidrossolúveis, como, por exemplo, o etanol, mostram pouca disposição no tecido adiposo ou no sistema nervoso central e são distribuídos por toda a água corpórea. • Ligação às proteínas plasmáticas: os toxicantes que se ligam às proteínas plasmáticas mostram redução na distribuição nos tecidos e são retidos na circulação. • Ligação às proteínas teciduais: os toxicantes com alta afinidade por proteínas teciduais mostram uma distribuição mais extensa. • Lipossolubilidade: os toxicantes lipossolúveis estão concentrados nos tecidos adiposo e do sistema nervoso central, sendo neste último por causa do alto conteúdo de lipídios, membranas citoplasmáticas e retículo endoplasmático das células. Distribuição Barreiras hematoencefálica e placentária Biotransformação • A biotransformação consiste na transformação química de substâncias, sejam elas medicamentos ou agentes tóxicos, dentro do organismo vivo, visando favorecer sua eliminação. • Tornarsubstânciamais hidrossolúvel.Produtosde biotransformação podem ser ativos e/ou inativos.. Após absorção os xenobióticos tendem a ser excretados: •diretamente (inalterado) •após modificações químicas meios de excreção: urina, fezes, ar expirado, leite, saliva, suor, lágrima comportamento cinético depende de propriedades do xenobiótico: •substâncias lipofílicas: facilmente absorvidas e dificilmente excretadas •substâncias hidrofílicas: excreção favorecida (principalmente renal) Biotransformação subst. lipofílicas → biotransformação → maior polaridade/hidrofilia → excreção reações catalisadas por enzimas inespecíficas do metabolismo endógeno órgãos: fígado, rins, adrenais, pele, mucosa do TGI absorção por via oral → fígado → efeito de primeira passagem Biotransformação REAÇÕES DE FASE 1: •oxidações, reduções e hidrólises; •aumentam a polaridade/reatividade de xenobióticos; •podem levar a produtos mais tóxicos que o composto original → bioativação* REAÇÕES DE FASE 2: •incorporação de co-fatores endógenos aos produtos das reações de fase 1; •Ex.: glicuronidação, sulfatação, acetilação, metilação, conjugação com glutationa; •envolve enzimas sintetasese/ou transferases. Biotransformação Exemplo de bioativação (Reações de Fase 1): •Essa é uma bioativação, pois transforma uma substância relativamente inócua (metanol) em um metabólito mais tóxico. •organismo tenta metabolizar uma substância, mas acaba gerando compostos mais reativos e tóxicos. Biotransformação Exemplo de Glicuranidação (Reações de Fase 2): • a mais comum em mamíferos • classe de enzima: glicuroniltransferases doador de glicuronila: glicuronil-UDP • substratos comuns: álcoois, ác. carboxílicos, aminas e sulfidrilas • glicuronatos são polares e facilmente excretados (rins e fígado) • Descrição da reação no próximo slide Biotransformação Exemplo de Glicuranidação (Reações de Fase 2): Componente Papel UDPGA (ácido uridina difosfoglicurônico) Cofator doador de ácido glicurônico Fenol Substância (agente tóxico) com grupo hidroxila (-OH) Enzima: UDP-glucuroniltransferase (na imagem, chamada UDP trans-glicuronilase) Catalisa a reação de conjugação Produto: Glicuroconjugado Molécula do fenol ligada ao ácido glicurônico, mais polar e excretável UDP Subproduto da reação (uridina difosfato) Tornou-se a substâncias tóxicas mais solúveis em água para facilitar a excreção, principalmente pela urina ou bile. Fatores que interferem na biotransformação: I. Internos: associados ao organismo Espécie e Raça; Genética; Gênero; Idade; Estado Nutricional e Patológico associados à capacidade de metabolização (quali e quantitativamente) determinam a sensibilidade do organismo fatores dietéticos → desnutrição: redução de proteínas, vitaminas, GSH influência variável na toxicidade: substâncias ativas ou bioativadas Biotransformação Excreção • Substâncias químicas produzidas pelo metabolismo de um organismo. Eles desempenham funções biológicas importantes, como o crescimento celular, a produção de energia e a eliminação de resíduos. • Biotransformação ( metabólito) • Excreção: líquidos corpóreos (bile, leite, suor) ou excretas como fezes e urina e até ar expirado. Excreção 1. Excreção renal •substâncias polares/hidrossolúveis; •mecanismos: filtração glomerular, reabsorção tubular e secreção tubular (transporte ativo) •toxicantes ligados à proteínas plasmáticas não são excretados •alterações do pH urinário interferem na eliminação de eletrólitos fracos •fatores que interferem: idade, insuficiência renal/cardiovascular, interações entre toxicantes (competição por transporte ativo), ligação a proteínas. Excreção 2. Excreção pelo trato digestivo • fezes: toxicantes não absorvidos por V.O. + biotransformados via biliar: conjugados de P.M. > 325 ciclo entero-hepático (reabsorção): aumento da meia-vida biológica de alguns xenobióticos (glicuronatos). •Classificação quanto à relação das concentrações bile/plasma: •Tipo A: (~ 1) (ex.: sódio, potássio, glicose, mercúrio, tálio, césio, cobalto) •Tipo B: (> 1) (ex.: ácidos biliares, bilirrubina, chumbo, arsênio, manganês) •Tipo C: (