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Ivy Cassa - Contrato de Previdência Privada - Ano 2009

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- aquelas 
aferradas à “ordem e progresso” - , na maneira como foram recepcio­
nadas por parte das elites brasileiras desde a República, notadamen- 
te no Rio Grande Sul de Vargas.
O Decreto n° 19.433 criou o Ministério do Trabalho, Indús­
tria e Comércio, que tinha como atribuições orientar e supervisio­
nar a consolidação de uma Previdência Social, inclusive como órgão 
julgador de recursos das decisões das Caixas de Aposentadorias e 
Pensões já citadas. Assim, o Estado passou a assumir também a ges­
tão dos IAPs.
C O N T R A T O 1)1 P K K V m líN í IA PRIV A D A
C ',01110 observa Ricardo Pena Pinheiro10:
"liuquanto na década de 20 0 sistema previdenciário era fo r ­
mado por órgãos de direito privado constituídos no âmbito 
tias empresas, nos anos 30, os Institutos de Aposentadoria e 
Pensões passaram à condição de autarquias centralizadas 
pelo Estado e supervisionadas pelo Ministério do Trabalho, 
Indústria e comércio.”
Em 1933, foi criada a primeira instituição brasileira de pre­
vidência social de âmbito nacional, o Instituto de Aposentadoria e 
Pensões dos Marítimos (IAPM). N a seqüência, vieram o Instituto 
de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB), em 1934, o Ins­
tituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários, em 1936, e o 
Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Trans­
portes de carga (IAPETEC), em 1938, sempre sob a supervisão e 
regulamentação do recém criado Ministério.
Também o mesmo M inistério viabilizou a aprovação da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, 1943), elaborando si­
multaneamente o primeiro projeto de Consolidação das Leis de 
Previdência Social.
Observou-se então, que a capacidade financeira destas insti­
tuições se tornou bastante heterogênea, pois as contribuições que 
as abasteciam tinham como fonte de receita os salários de seus em­
pregados. Assim, os institutos vinculados a categorias profissionais 
mais abastadas eram mais fortes que aqueles ligados a categorias de 
salários inferiores.
D iante dessa diversidade de instituições, na década de 40 
foram realizados os prim eiros estudos para a uniform ização dos 
benefícios previdenciários.
Em 1944, a Portaria n° 58 de 22 de setembro, criou o Serviço 
de Assistência Domiciliar e de Urgência, e, em novembro, um de-
111 P IN H E IR O , R icardo Pena. A demografia dosfundos de pensão. (Coleção Previdencia social. 
Série estudos, v.24) Brasília: Secretaria de Política de Previdência Social, 2007, p. 29.
2. SEGURIDADE SOCIAL - 2.2 Breve Iiistórico da seguridade Soci.il no IIi.imI
ereto reformou a legislação sobre seguro de acidentes de trabalho. 
Km 1945, ainda, Getúlio Vargas assinou o Decreto-Lei n° 7.526, 
que dispôs sobre a criação do Instituto de Serviços Sociais do Brasil 
(ISSB). O projeto de tal Instituto, porém, não foi levado a cabo, pois 
este decreto foi revogado no governo seguinte.
Em 1946, pelo Decreto-Lei n°; 9.797, o Conselho Nacional 
do Trabalho (então órgão máximo da Justiça do Trabalho) tornou- 
se Tribunal Superior do Trabalho, de modo que a Justiça Trabalhis­
ta finalmente passou para o âmbito do Poder Judiciário.
Foi somente em 1960 que João Goulart, representante da li­
nhagem populista inaugurada por Vargas e perpetuada nos anos 50, 
consolidou toda a legislação previdenciária existente na Lei Orgâni­
ca da Previdência Social - LOPS (lei n° 3.807) - , após intensos deba­
tes em torno do problema da unificação das contribuições e planos 
de previdência dos diversos institutos.
Através da Lei n° 4.214 de 1963, estendeu as conquistas pre­
videnciárias aos trabalhadores do campo, criando o Fundo de Assis­
tência ao Trabalhador Rural (FUNRURAL).
Após o golpe de 1964, algumas mudanças foram feitas na 
LOPS e, em 1966, foi criado o “Fundo de Garantia por Tempo de 
Serviço (FGTS).
Apesar da promulgação da LOPS, a efetivação da unifica­
ção adm inistrativa somente ocorreu em 1967, com a implantação 
do Institu to Nacional da Previdência Social (INPS), criado pelo 
Decreto-Lei n° 72 de 1966, que passou a abranger praticam ente 
todas as categorias profissionais. Assim, o sistema passou a incor­
porar tam bém algumas figuras jurídicas inicialmente não previs­
tas na legislação, tais como o seguro relacionado com acidentes 
de trabalho.
Em 1970, em plena ditadura militar, duas medidas vieram a 
contento da classe média: a criação do Programa de Formação do 
Patrimônio do Servidor Público (PASEP) e o Programa de Integra­
ção Social (PIS).
P A
40 C O N T R A T O D E PRK VII >P.N< :IA 1'RIVA.
. , . , ainda nao era reconhecida a previdenciaAte aquela epoca, ; r .
. . . <ara merecer que um ministério especificoimportancia suhciente p . n . . . _ r
. . . . , de governo a ela relacionadas. Permane-decidisse sobre as po litics & .
, ,. i /» M inistério do Irabalho, sendo a agendacia, pois, subordinada a</ . &
. . . . . predom inante,trabalhista muitas vezes V
„ mi-T/ Ampliação do universo de segurados, de-tm 1974, com a ^ r \ &
, . .n to gradativo da população e as primeirascorrente do envelhecim^ & - • - •
i ú consequencias fiscais desse processo, foi
pr' ° í “ paS eS a“ rCa? > e v id ê „ c i .a e Assistência Social (MPAS). criado o M inistério da y , . . _ , .
, , , , . jíterio do Irabalho e Previdencia Socialdesmembrado do Min* . , . . . .
1 1 ' ° 6 036 O nov<? ^ m is té r io passou a responder pela elabo-
. . díticas de previdência e assistência médicaração e execução das pc; r
° S° C . . . , ,itar n° 26, de 11 de setembro de 1975, uni­A Lei Compleme» . .
- „ j t /Êgração Social e o Programa de Formaçãoficou o Programa de lm _
, „ . j c vlor Publico e criou o rundo de Participaçãodo Patrimomo do Servil r Y
PIS1PASEP.
Em 1977 o I N ^ desmembrado em três órgãos: (i)
. i;{0 , responsável exclusivamente pelo paga-INPS propriamente div . - r ., . . . . T „
, , c, ■ .fevidenciarios e assistenciais, (n) 1APASmento de benefícios f _ . . . A n
/T . i • • -façao da Previdencia e Assistência Social),Institu to de Adm m isi1 *
. r - j lítrar e recolher os recursos do 1NPS, e (in)cuia funçao era adminl- , . *
j o nm de adm inistrar o sistema de saude. AIN A M PS, criado com 1' , T n A - n •
- , . a ■ ,ocia! foi incum bida a LBA (Legião orasi-funçao da assistência > v &
leira de Assistência). . . . , . .
. , , de redem ocratizaçáo, uma nova serie deApos o process^ t
r _ i /ar. Em 1988, a LBA foi deslocada para atransform ações tem W -
, , , . - um -estar social. Em 1990, a Lei n 8.029,pasta de habitaçao e tr (
d 12 de abril de 19^’ extingu iu ° M inistério da Previdencia
. . , . c • i „ restabeleceu o M inistério do Trabalho ee Assistência Social v
. n j - c | Tam bém em 1990, o Decreto n 99.350da Previdencia Social'
. T . XT *mal do beguro Social - INSS e, assim,criou o Institu to N a~
IN PS fundiu se c(/ ° passando a se cham ar INSS.
2. SEGURIDADE SOCIAL - 2.2 Breve histórico da seguridade Social no Biasil
Ainda no mesmo ano, o IN A M PS foi absorvido pelo M inistério 
da Saúde.
Em 1991 foram promulgadas duas importantes leis referentes 
à previdência social: a Lei n° 8.212, que dispôs sobre a organização 
da Seguridade Social e instituiu seu novo Plano de Custeio, e a Lei n° 
8.213, de 24 de julho de 1991, que instituiu o Plano de Benefícios da 
Previdência Social.
Em 1992, a Lei n° 8.490 dispôs sobre a organização da Pre­
sidência da República e dos M inistérios. Extinguiu o M inistério 
do Trabalho e da Previdência Social e restabeleceu o M inistério 
da Previdência Social (MPS).
A Medida Provisória n° 813, de Io de janeiro de 1995, dispôs 
sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios e 
transformou o M inistério da Previdência Social (MPS), finalmente, 
em Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), como é 
até hoje.
Fernando Henrique Cardoso, também em 1995, propôs 
uma reforma previdenciária