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Apostila Ministerio Publico da Paraiba -Tecnico Ministerial - Grupo Nova - 2015

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Assinale a alternativa que substitui, correta e respectiva-
mente, as lacunas do trecho.
______alguns anos, num programa de televisão, uma jovem 
fazia referência______ violência______ o brasileiro estava sujeito 
de forma cômica.
A) Fazem... a ... de que
B) Faz ...a ... que
C) Fazem ...à ... com que
D) Faz ...à ... que
E) Faz ...à ... a que
09. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP – 2013). Leia o texto a seguir:
Violência epidêmica
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora 
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes sociais, 
é nos bairros pobres que ela adquire características epidêmicas.
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades 
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes centros 
urbanos e se dissemina pelo interior.
As estratégias que as sociedades adotam para combater a vio-
lência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito pouco 
no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços ocorridos no 
campo das infecções, câncer, diabetes e outras enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações 
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências 
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas 
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de seus 
desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que 
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao 
desenvolvimento psicológico pleno.
A revisão de estudos científicos permite identificar três fatores 
principais na formação das personalidades com maior inclinação 
ao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, humi-
lhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes transmiti-
ram valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes impu-
seram limites de disciplina.
3) Associação com grupos de jovens portadores de comporta-
mento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crian-
ças que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à 
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, esses 
fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a violência 
crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a resposta 
do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o criminoso 
fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver preso. Ao sair, 
estará mais pobre, terá rompido laços familiares e sociais e difi-
cilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao mesmo tempo, na 
prisão, terá criado novas amizades e conexões mais sólidas com o 
mundo do crime.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. Obri-
gados a optar por uma repressão policial mais ativa, aumentaremos 
o número de prisioneiros. As cadeias continuarão superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a cri-
minalidade e tratar os que ingressaram nela.
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. Preci-
samos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os policiais 
a executar sua função com dignidade, criar leis que acabem com 
a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e construir cadeias 
novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas pre-
ventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão capazes 
de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los na sociedade 
por meio da educação formal de bom nível, das práticas esportivas 
e da oportunidade de desenvolvimento artístico.
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
Considere o seguinte trecho:
Adolescentes vivendo em famílias que não lhes transmitiram 
valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes impuseram 
limites de disciplina.
O pronome lhes, nas duas ocorrências, nesse trecho, refere-se, 
respectivamente, a
A) adolescentes e adolescentes.
B) famílias e adolescentes.
C) valores sociais altruísticos e limites de disciplina.
D) adolescentes e famílias.
E) famílias e famílias.
10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013- 
adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos esta-
belecimentos felizmente comprovam os acontecimentos, e teste-
munhas vão ajudar a polícia na investigação. – de acordo com 
a norma-padrão, os pronomes que substituem, corretamente, os 
termos em destaque são:
A) os comprovam … ajudá-la.
B) os comprovam …ajudar-la.
C) os comprovam … ajudar-lhe.
D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
E) lhes comprovam … ajudá-la.
GABARITO
1-C 2-E 3-C 4-D 5-C 6-A 7-C 8-E 9-A 10-A
COMENTÁRIOS
1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não 
está claro até onde pode realmente chegar uma política baseada em 
melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono, a água 
e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade que mesmo que 
a ameaça dos preços do carbono e da água faça em si diferença, as 
Didatismo e Conhecimento 28
PORTUGUÊS
companhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto, 
elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar adequadamente os insumos 
básicos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre será a segunda opção.
2-) 
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os desalentado
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de conhecê-las ?
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não parecia sê-lo
3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las 
4-)
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta.
(B) A menina tinha se distanciado muito da família.
(C) A garota disse que se perdeu dos pais.
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança
5-) 
(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos.
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está abalada.
(D) Conformado, rendeu-se às punições.
(E) Todos querem que se combata a corrupção.
6-) 
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
(C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que abrisse a bolsa que encontrara.
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produtos de que não necessitam e acabam tendo de pagar tudo a 
prazo.
8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma jovem fazia referência à violência a que o brasileiro estava sujeito de forma 
cômica.
Faz, no sentido de tempo passado = sempre no singular
9-) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes impuseram 
limites de disciplina.
Famílias que não impuseram aos adolescentes valores sociais, formação moral e limites de disciplina.
10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão ajudar a 
polícia na investigação.
felizmente os comprovam ... ajudá-la 
 (advérbio)
Didatismo e Conhecimento 29
PORTUGUÊS
EMPREGO DE TEMPOS 
E MODOS VERBAIS. 
Modos verbais
MODO INDICATIVO:
 Enuncia o fato de modo a que sobre ele não paire dúvida.
Lerei o livro.
Senti saudades.
Ando de bicicleta.
MODO SUBJUNTIVO
 Indica uma dúvida, uma possibilidade.
Talvez eu estude amanhã.
MODO IMPERATIVO
 Quando enuncia o fato com objetivo de uma ordem, pedido, conselho,
súplica, exortação.
Volte, meu filho!
 Senhor, tem piedade de nós!
Obs.: O imperativo pode ser afirmativo e negativo, e não possui formas próprias, mas