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Instituição unopar – polo diamantina ALINE DOS SANTOS MACEDO A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS AO IDOSO EM DOMICÍLIO DIAMANTINA 2025 ALINE DOS SANTOS MACEDO A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS AO IDOSO EM DOMICÍLIO Projeto apresentado ao Curso de Enfermagem da Instituição UNOPAR polo Diamantina Orientador: Camila Cristina Rodrigues Diamantina 2025 6 9 Público Público Público SUMÁRIO A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS AO IDOSO EM DOMICÍLIO 1 A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS AO IDOSO EM DOMICÍLIO 2 1 INTRODUÇÃO 4 2 OBJETIVOS 6 3 JUSTIFICATIVA 7 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 8 5 METODOLOGIA 11 6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO 12 REFERÊNCIAS 13 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é uma realidade presente em todo mundo e muito discutida nos diversos âmbitos sociais. No Brasil no ano de 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais de idade era de 22.169.101 habitantes, representando cerca de 10,9% da população, com alta de 57,4% em relação ao ano de 2010 (IBGE, 2022), evidenciando o aumento da necessidade de pensar a respeito da promoção de cuidados adaptados a este grupo específico da população, tendo em conta todas as alterações que ocorrem no transcorrer de sua vida, as questões emocionais, sociais, físicas e culturais que influenciam na perspectiva de proporcionar um envelhecimento mais dinâmico e saudável. Muitas questões permeiam o cuidado com o idoso, abrindo um leque de situações que são levadas em consideração na tomada de decisão em sobre qual a melhor maneira de tornar a velhice menos dolorosa para o individuo e sua família, e uma dessas questões é relacionada a moradia e oferta de melhor qualidade de saúde deste grupo populacional. A própria residência é o lugar preferido pelos idosos e suas famílias para o convívio, mesmo que haja problemas de saúde crônicos e/ou elevada dependência (Wilkerson, 2004). Apesar deste fato, a permanência dos idosos em casa, principalmente em caso de dependência, é difícil devido à alteração da estrutura e dinâmica familiar que tal situação provoca à elevada incidência de doenças crônicas e incapacidade na velhice e à insuficiência dos serviços de saúde de proximidade alternativos, o que torna ainda difícil a manutenção dos idosos no domicílio (Pimentel, 2001). É preciso a criação de uma rede de apoio, onde o idoso se sinta acolhido, e os familiares seguros com os serviços prestados, evidenciando a importância da Assistência em Domicilio. A assistência no domicílio se caracteriza por uma forma de atenção à saúde oferecida na moradia do paciente vindo do ambiente hospitalar ou não e compreende um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, com garantia da continuidade do cuidado e integrada à Rede de Atenção à Saúde. No nosso país, a assistência domiciliar está normatizada pela Portaria Nº 963, de 27 de maio de 2013, que implementa a introdução domiciliar desse serviço no SUS. (BRASIL, 2012), sendo utilizadas abordagens diferenciadas, oferecidas de acordo com a necessidade do paciente, a partir do atendimento de diferentes equipes dando ênfase na atuação da equipe de enfermagem que realiza um trabalho mais próximo ao paciente, dando orientações e ensinando a melhor maneira de atender as necessidades do paciente colocando a família como o centro do cuidado (Lima et.al, 2010). 1.1 O PROBLEMA Qual a importância da atuação do enfermeiro na assistência domiciliar da pessoa idosa? 5 13 Público Público Público 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL OU PRIMÁRIO Descrever as estratégias desenvolvidas e desafios enfrentados pelo profissional enfermeiro ao prestar assistência no domicílio. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS OU SECUNDÁRIOS · Identificar os cuidados de enfermagem prestados aos pacientes idosos dependentes em contexto domiciliar. · Descrever dificuldades/obstáculos dos enfermeiros na promoção de cuidados mais expressivos. · Debater sobre a importância da família no contexto de cuidar de idosos dependentes. 3 JUSTIFICATIVA O envelhecimento é um processo gradual e natural de todo ser humano, e que implica em alterações não apenas em sua estrutura física, como também na emocional, social, cognitiva e principalmente na saúde. O mundo está envelhecendo, a configuração da pirâmide etária está mudando, nota-se cada vez mais o crescente número da população idosa na sociedade e, isto implica também em mudanças em como prestar cuidados específicos a este grupo populacional. Este estudo justifica-se, devido à necessidade de esclarecimento sobre a assistência domiciliar prestado ao idoso, e o papel do enfermeiro neste cuidado de assistência que deve fornecer orientações claras e práticas sobre as técnicas de cuidado e manejo deste paciente, a forma correta de administração de medicamentos e o perigo da interação medicamentosa, bem como da automedicação. O enfermeiro deve estar preparado e possuir habilidades e conhecimentos aprofundados para atender as diversas situações que podem surgir durante esta assistência domiciliar onde os pacientes e seus familiares necessitam do apoio e acolhimento para auxiliar em relação a seus anseios, medos e dúvidas. 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A saúde é um assunto que preocupa muito a população, principalmente no que se relaciona aos idosos. Com a chegada da idade surgem muitos problemas crônicos e a dependência de cuidados específicos, acarretando em sobrecarga de familiares que se dispõem a oferecer uma vida mais digna e estável a estes indivíduos, mas que na maioria das vezes não possuem conhecimento e habilidades para o oferecimento adequado destes cuidados, fazendo-se necessário a busca por ajuda externa, e é neste contexto que a assistência domiciliar ganha destaque. Os objetivos da assistência domiciliar segundo OSMO (online) são: · Contribuir para a otimização dos leitos nos hospitais e do atendimento ambulatorial, tendo como primícia a redução de custos; · Reintegrar o paciente em seu núcleo familiar e de apoio; · Proporcionar assistência humanizada e integral, por meio de uma maior aproximação da equipe de saúde com a família; · Estimular uma maior participação do paciente e de sua família no tratamento proposto; · Promover educação em saúde; · Ser um campo de ensino e pesquisa. No que se refere à população idosa, a assistência domiciliar insere-se dentro de um modelo gerontológico que visa, na medida do possível, reinserir o idoso na comunidade, preservando ao máximo sua autonomia, buscando a recuperação de sua independência funcional e procurando mantê-lo um "cidadão ativo, participativo, produtivo e afetivo" (Gordilho, 2000). Esta assistência domiciliar é constituída por uma equipe multidisciplinar, em que o enfermeiro exerce um papel de extrema importância, assumindo uma perspectiva humanista, destacando a construção partilhada do processo do cuidar envolvendo a família do paciente que necessitam de apoio, pois os cuidados acarretam impactos positivos como satisfação por cuidar de um ente querido, mas também negativos como cansaço físico e mental (Figueiredo, 2007). Neste sentido o profissional de enfermagem deve compreender que vem ocorrendo muitas mudanças no perfil da pessoa idosa, bem como no contexto social e familiar que este convive, e deve se aperfeiçoar para melhor lidar com todas as particularidades e diversidades deste novo momento, sendo este um desafio para o enfermeiro cuidador, em virtude que é essencial um suporte para que o idoso disponha de um amparo qualificado e eficaz. Nas últimas décadas observou-se um grande crescimento de profissionais de enfermagem voltado aos cuidados da população idosa, com grande foco na qualidade de vida dos idosos durante o ciclo de sua vivência (ELIOPOULOS, 2011). Muitos têm sido os estudos que buscam identificar e tratar a importância da enfermagem no papel da assistência domiciliar ao idoso, devido a crescente demanda deste serviço e do aumento do número de idosos que tem apresentado doenças crônicas e/ou demências necessitando cada vez mais de cuidados específicos e especializados.Kennison e Long (2018), por exemplo, salientam em seus estudos que com a estimativa de aumento da população idosa nos próximos anos, pode também aumentar o número de indivíduos portadores de doenças crônicas ou outras demências, alertando aos profissionais da enfermagem a importância de reconsiderar e aprimorar a assistência prestada aos pacientes com demência, fazendo uma reflexão sobre ferramentas que possam servir para reduzir a sobrecarga dos cuidadores, respeitando a subjetividade dos pacientes. Seguindo está mesma linha de raciocínio, Kleinke et al (2022), aponta que o crescente número de pessoas idosas com demência gera a necessidade de criação de modelos avançados de práticas inovadoras de cuidados da enfermagem para esses pacientes, chamando a atenção para aqueles que vivem na zonas rurais e, que além de possuírem menos informações, também possuem escassez de acesso a serviços de saúde especializados e por isso devem ter um olhar mais atento e cuidadoso pela equipe de assistência domiciliar que precisam analisar cuidadosamente aspectos como qualidade de vida, sobrecarga do cuidador, aceitação e custo-benefício dos cuidados necessários a este idoso. Os autores defendem ainda que tais práticas têm potencial para melhorar o tratamento e cuidados prestados aos pacientes com demência, propiciando a melhora da qualidade de vida e o bem-estar deles, além de expandir os horizontes de atuação da equipe de enfermagem. Assim a ação dos profissionais de enfermagem na assistência domiciliar ao idoso deve focar na realização de diversos procedimentos como cuidados paliativos, administração de medicamentos, curativos, monitoramento de sinais vitais, controle de doenças crônicas e suporte em emergências, bem como intervenções não só no ambiente domiciliar, mas também de forma coletiva com os familiares dos idosos, oferecendo-lhes suporte para eles mesmos realizarem os cuidados básicos necessários ao bem estar do idoso, objetivando incluir todo o ciclo social deste paciente. Essa junção enfermeiro/família faz com que haja uma atenção maior aos riscos oferecidos pela sociedade ao idoso, tendo em vista que outras intervenções podem ser consideradas mediante ao ambiente que o idoso convive e seu estado físico e psicológico. Apesar de haver políticas que asseguram o direito a saúde e cuidado da pessoa idosa, sabemos que nem sempre as mesmas são eficazes e/ou cumpridas corretamente, fazendo com que os profissionais atuantes na assistência domiciliar encontrem desafios que dificultam a realização de seu trabalho de maneira correta. Uma barreira encontrada no trabalho dos profissionais da enfermagem no que tange a assistência domiciliar de idosos é a alta demanda pelos serviços de saúde (incluindo os domiciliares), associadas à desorganização destes serviços, gerando um desperdício de tempo, material e equipamento, promovendo um clima de desmotivação, acentuado ainda pelos baixos salários dos enfermeiros (que obrigam ao pluriemprego) e precariedade profissional (Correia, 2001). A Somados a uma precarização do ambiente de trabalho, os enfermeiros também encontram dificuldades de comunicação com o cuidador, descontinuidade da assistência, e problemas no acesso e utilização de tecnologias de comunicação, resistência do paciente (agressividade, teimosia ou falta de adesão ao tratamento por parte do paciente) e da família aos cuidados, além da alta demanda de serviços. A fragmentação do cuidado e a falta de articulação com outros pontos da rede de atenção também são desafios importantes. 5 METODOLOGIA O trabalho foi realizado tendo como base uma pesquisa exploratória realizada através de uma revisão bibliográfica, que consiste em um estudo aprofundado e crítico das informações existentes sobre um determinado tema, visando identificar, analisar e sintetizar o conhecimento já produzido por outros pesquisadores. Ela serve como base teórica para pesquisas, permitindo contextualizar o problema, identificar lacunas e definir a contribuição do estudo. Assim, primeiramente foram selecionados artigos científicos publicados entre os anos de 2000 a 2024, considerando que este intervalo de tempo é importante no que se refere a temática da assistência domiciliar para a população idosa, e os artigos forma pesquisados nas bases de dados da Scielo, Google Acadêmico, PubMed, revistas da enfermagem, além de cartilhas e manuais do ministério da saúde, utilizando o cruzamento de informações obtidas com as seguintes palavras-chaves: enfermagem, saúde do idoso, assistência domiciliar. Para seleção dos artigos, foram feitos uma breve leitura dos resumos para verificar se o conteúdo se aproximava com o tema de interesse do estudo. Após a seleção dos artigos foram feitas leituras mais profundas e usadas às características título, ano, objetivo e metodologia, para que eles pudessem compor o trabalho, atendendo os critérios de seleção. Foram excluídos trabalhos que não estavam disponíveis na integra e não fizeram referência à temática abordada bem como os duplicados. 6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ATIVIDADES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Escolha do tema. Definição do problema de pesquisa X Definição dos objetivos, justificativa. X Pesquisa bibliográfica e elaboração da fundamentação teórica. X X X Definição da metodologia. X Revisão das referências para elaboração do TCC. X X X Elaboração da Introdução X X Revisão e reestruturação da Introdução e elaboração do Desenvolvimento X X X Revisão e reestruturação do Desenvolvimento X X X Elaboração da Conclusão X Reestruturação e revisão de todo o texto. Verificação das referências utilizadas. X Elaboração de todos os elementos pré e pós-textuais. X X Entrega do TCC-Artigo X Defesa do TCC-Artigo X Fonte: O Autor (2025). REFERÊNCIAS BRASIL. PORTARIA Nº 963, DE 27 DE MAIO DE 2013 Redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0963_27_05_2013.html. Acesso em abr. 2025 CORREIA, C. et al. Os enfermeiros em cuidados de saúde primários. Revista Portuguesa de Saúde Pública, Lisboa, p. 75-82. 2001. Volume temático 2. ELIOPOULOS C. Enfermagem Gerontológica. 7Th ed. Porto Alegre: Artmed; 2011. FIGUEIREDO, D. Cuidados familiares ao idoso dependente. Lisboa: Climepsi, 2007. Gordilho A, Sérgio J, Silvestre J, Ramos LR, Freire MPA, Espindola N, et al. Desafios a serem enfrentados no terceiro milênio pelo setor saúde na atenção integral ao idoso. Rio de Janeiro: Universidade Aberta da Terceira Idade, Universidade do Estado do Rio de Janeiro; 2000 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38186-censo-2022-numero-de-pessoas-com-65-anos-ou-mais-de-idade-cresceu-57-4-em-12-anos. Acesso em abr. 2025 KENNISON, M.; LONG, E. The Long Journey of Alzheimer's Disease. Journal of Christian Nursing, v. 35, n. 4, p. 218-227, 2018. DOI: 10.1097/CNJ.0000000000000529 KLEINKE, F. et al. Advanced nursing practice and interprofessional dementia care (InDePendent): study protocol for a multi-center, cluster-randomized, controlled, interventional trial. Trials, v. 23, n. 1, p. 1-11, 2022. Disponível em: . LIMA, A. N.; SILVA, L.; BOUSSO, R. A visita domiciliária realizada pelo agente comunitário de saúde sob a ótica de adultos e idosos. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 19, n. 4, p. 889-897, 2010. Osmo AA, Castellanos PL. Os cuidados a domicílio: da decisão política à gestão de programas. [Online]. Disponívelem: http:/www.ufrgs.br/pdgs/Cuidadomicilio.htm. Acesso abr. 2025 PIMENTEL, L. O lugar do idoso na família. Coimbra: Quarteto, 2001. WILKERSON, G. F. Prática de enfermagem nos cuidados domiciliários. Lisboa: Lusociência, 2004. image1.jpeg