Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

TRABALHO DE SAÚDE AMBIENTAL
PARTE 1
A) O agente causador da doença, o vetor e o reservatório
O vírus da hepatite A (VHA) é um Picornaviridae, do gênero Hepatovirus. Esse vírus tem RNA de fita simples. 
Período de incubação é de 15 a 50 dias
O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus
B) Breve histórico sobre a doença
A hepatite A é conhecida desde as antigas civilizações chinesa, grega e romana, mas o primeiro relato escrito foi de uma epidemia no século 18 na ilha de Menorca, que é uma ilha espanhola, localizada no mar mediterrâneo.
Os casos registrados de hepatite A no Brasil tiveram redução de 2.188 para 891, de 2018 para 2019. Já o quantitativo de mortes mais atualizado é referente a 2018, quando faleceram 28 brasileiros em função da enfermidade, número maior do que os 22 que padeceram do mesmo mal em 2017.
A região com a maior quantidade de pessoas com a doença em 2018, foi a Sudeste (457), seguida por Norte (151), Sul (135), Nordeste (94) e Centro-Oeste (54). No recorte de gênero, a doença atingiu mais homens (540) do que mulheres (351). Já na distribuição por cor e raça, os casos foram registrados principalmente em brancos (353) e pardos (326), seguidos de pretos (55), amarelos (14) e indígenas (2).
Os casos de hepatite A concentram-se, em sua maioria, nas regiões Nordeste e Norte, que juntas reúnem 55,6% de todos os casos confirmados no período de 1999 a 2019. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste abrangem 17,9%, 15,4% e 11,1% dos casos do país, respectivamente. Entre as Unidades da Federação, os estados do Amazonas e do Paraná são os que mais concentram casos de hepatite A, com 8,5% e 7,3% de todos os casos do país, respectivamente, enquanto Sergipe é o estado que apresenta o menor volume de casos notificados, totalizando 0,9%
A taxa de incidência de hepatite A no Brasil tem mostrado tendência de queda, passando de 5,7 casos em 2009 para 0,4 por 100 mil habitantes em 2019 – uma redução de 93,0%.
Entre os anos de 2000 e 2018, foram identificados 1.189 óbitos associados à hepatite A, sendo 70,9% (843) como causa básica e 29,1% (346) como causa associada. Na distribuição entre as regiões, observou-se que a maior proporção dos óbitos por hepatite A como causa básica ocorreu na região Nordeste (35,1%), seguida da região Sudeste (27,6%).
C) Ciclo biológico da doença 
Após ingestão, o que ocorre com o vírus no aparelho digestivo não é ainda bem conhecido. Estudos em modelos experimentais mostram que o vírus é absorvido e pode infectar células epiteliais da mucosa digestiva onde prolifera. Cai na corrente circulatória e chega aos hepatócitos, pela circulação portal e pela circulação sistêmica. O vírus se multiplica no hepatócito a partir de ação de uma RNA polimerase viral. O vírus montado é eliminado através da membrana apical do hepatócito, chegando aos canalículos biliares e daí, juntamente com a bile, ao intestino. Pela membrana basolateral chega ao sangue. Os mecanismos de eliminação do vírus na bile e no sangue não são conhecidos, mas independe da necrose do hepatócito, já que altos títulos de vírus são observados nas fezes antes de manifestações clínicas ou laboratoriais da infecção, ou seja, antes de fenômenos de necrose hepatocitária.
O vírus se replica no fígado, é excretado pela Bile e eliminado nas fezes.
D) Modo de transmissão
A transmissão acontece pela via oral-fecal, ou seja, a ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes humanas onde o vírus da Hepatite A foi excretado. Mãos sujas com resíduos de fezes também podem levar à contaminação, se forem usadas para preparar alimentos.
A transmissão por sangue é baixa pois a concentração de vírus no sangue é rara.
A transmissão em homossexuais masculinos tem sido suspeitada e alguns surtos epidêmicos foram registrados nessa população. Alguns estudos têm mostrado que altos níveis de soroprevalência de hepatite A em homens homossexuais estão relacionadas com contacto anal 
E) Patogênese
A hepatite A se manifesta no organismo através da inflamação aguda do fígado, causada por ferimentos na parede deste órgão. Como consequência disso, o portador desse vírus, pode apresentar náusea, febre, dor de cabeça, dor no corpo, olhos e peles amareladas, urina bem escura e fezes claras.
Em casos graves, pode levar a necrose do fígado, acompanhada de falência múltipla de órgãos e óbito. Vale destacar que 70% das crianças que pegam a hepatite A não ocorrem manifestação da doença.
Outra curiosidade, é que a manifestação ou não, gera uma imunidade vitalícia da doença. A hepatite A não possui tratamento específico, apenas se deve ajudar ao paciente a suportar os malefícios causados por ela, usando analgésicos e anti-inflamatórios. O diagnóstico da infecção atual ou recente é realizado por exame de sangue, no qual se pesquisa a presença de anticorpos anti-HAV IgM (infecção inicial), que podem permanecer detectáveis por cerca de seis meses.
F) Ocorrência da doença
Em países desenvolvidos, na qual possuem grande infraestrutura de saneamento básico e noções de higiene, a incidência da Hepatite A é bem baixa. Exemplo: Japão, EUA, Canadá.
Já em países subdesenvolvidos que sofrem com a falta de rede de esgoto adequada, falta de conhecimento massivo por parte da população, a hepatite A tem uma incidência maior. Exemplo: países africanos e da américa central.
Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO), o Dia Mundial da Hepatite chama a atenção da população para os riscos da hepatite viral, uma das doenças infecciosas mais frequentes em todo o mundo. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas são infectadas e cerca de 1,5 milhão morrem todos os anos por causa da doença. 
G) Formas de prevenção
A melhor forma de prevenção é higiene e saneamento básico. Por isso é importante, entre outras medidas, lavar as mãos após ir ao banheiro ou trocar fraldas de crianças, e antes de comer ou preparar alimentos. Outra recomendação é cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los; lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos. Também é necessário lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras e não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou onde haja esgoto a céu aberto.
Existe vacina para a hepatite A disponível gratuitamente na rede pública de saúde para crianças entre 1 e 2 anos de idade.
Para adultos, somente na rede privada.
REFERÊNCIAS
https://www.scielo.br/j/rsbmt/a/T7s8rdtsbh6GybHqxJcxxwk/?format=pdf&lang=pt 
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-01/hepatite-saiba-como-se-pega-o-virus-quais-sao-os-intomas-e-tratamento 
http://www.cives.ufrj.br/informacao/hepatite/hepA-iv.html 
https://antigo.saude.gov.br/images/pdf/2020/July/28/07---Boletim-Hepatites-2020--vers--o-para-internet.pdf 
image1.png

Mais conteúdos dessa disciplina