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Universidade Paulista - UNIP 
Campus Chácara Santo Antônio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGENTES VIRAIS TRASMITIDOS PELA ÁGUA 
 
 
 
 
 
ANA CLARA PEREIRA SANTOS -G22ECG9 
ISABELLE VITÓRIA SILVA SANTANA- N8766A0 
MARCO ANTONIO H. RICORDI- N919850 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO-SP 
2023 
 
Trabalho Aprovado
Nota: 9,0 (nove)
7 de maio de 2023
 
ANA CLARA PEREIRA SANTOS- G22ECG9 
ISABELLE VITÓRIA SILVA SANTANA - N8766A0 
MARCO ANTONIO H. RICORDI- N919850 
 
 
 
 
 
 
 
AGENTES VIRAIS TRASMITIDOS PELA ÁGUA 
 
 
 
 
Trabalho de atividade práticas supervisionada da 
Universidade Paulista do curso de farmácia, tem 
como objetivo apresentar os malefícios dos Agentes 
Infeciosos transmitidos pela água. 
 
 
 
 
 
Orientador: Prof. Marco Roberto Marcomini 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO-SP 
2023 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 
A água é um recurso vital para a sobrevivência humana e seu acesso é um 
direito humano fundamental. No entanto, muitas pessoas em todo o mundo ainda 
sofrem com a falta de acesso à água potável e saneamento adequado, o que contribui 
para a disseminação de doenças transmitidas pela água (OMS, 2020). 
Entre as doenças transmitidas pela água, as infecções virais também são 
comuns. Os vírus presentes na água podem causar uma variedade de doenças, como 
hepatite A, poliomielite, norovírus, rotavírus e adenovírus. Essas doenças afetam 
principalmente os países em desenvolvimento, onde o acesso à água potável é 
limitado e as condições sanitárias são precárias (LODDER E DE RODA HUSMAN, 
2020). 
Existem diversas formas de transmissão de vírus pela água, incluindo a 
ingestão de água contaminada, o contato com água contaminada e a inalação de 
aerossóis contaminados. A contaminação fecal-oral é uma das formas mais comuns 
e ocorre quando fezes humanas ou animais entram em contato com a água, o que 
pode acontecer em locais sem sistemas de saneamento básico ou em sistemas de 
tratamento de água inadequados. 
Bactérias, vírus e protozoários são a causa de muitas doenças infecciosas 
emergentes e novas transmitidas pela água e a causa mais comum é a poluição fecal 
de origem humana e/ou animal ( KOKKINOS ET AL,2020 ) 
A presença de vírus na água pode indicar a existência de outros agentes 
patogênicos, tornando-se um alerta para a qualidade microbiológica da água. Por essa 
razão, é fundamental monitorar a qualidade da água e adotar medidas preventivas 
para evitar a contaminação, garantindo assim a saúde e bem-estar da população. 
Os vírus são frequentemente usados como indicadores de contaminação fecal, 
uma vez que são mais resistentes que muitas bactérias e protozoários. A presença de 
vírus na água pode indicar a existência de outros patógenos, como enterovírus, 
norovírus e adenovírus, que podem ser transmitidos por via fecal-oral. Portanto, a 
detecção de vírus na água é um alerta para a qualidade microbiológica da água e a 
necessidade de adotar medidas preventivas para garantir a saúde pública" (ZEZUTKA 
& COOK ,2004 ). 
 
A fim de evitar a contaminação por vírus disseminados pela água, é 
imprescindível assegurar o acesso à água potável e a um saneamento básico 
adequado. O processo de tratamento da água é crucial para garantir que ela esteja 
isenta de vírus e outros patógenos. Ademais, a adoção de medidas de higiene pessoal 
e a conscientização da comunidade sobre a importância das boas práticas de higiene 
são fundamentais para prevenir a propagação de doenças transmitidas pela água. 
O objetivo deste trabalho é fornecer informações importantes sobre vírus 
disseminados pela água, como hepatite A, rotavírus e adenovírus, para promover a 
saúde e o bem-estar da sociedade. A conscientização sobre os vírus presentes na 
água, suas vias de transmissão e medidas preventivas pode ajudar a reduzir a 
incidência de doenças transmitidas pela água, especialmente em áreas com acesso 
limitado a água limpa e condições sanitárias precárias. 
 
 
2 AGENTES INFECIOSOS TRASMITIDOS PELA ÁGUA 
 
 
O ambiente aquático inclui uma variedade de tipos de água (matriz) e cada 
água é caracterizada pela presença de diferentes quantidades e composição de 
matéria orgânica e concentração de diferentes sal dissolvidos. Em termos de 
definição, o teor de água potável de alta qualidade é muito pequeno e não há 
patógeno. Se outras matrizes contêm materiais de fezes humanas, poderão conter 
vírus humanos; não há dúvida de que o esgoto conterá a quantidade alta de 
patógenos. As águas residuais de esgoto tratadas contêm vírus variáveis, 
dependendo da estação, podem circular na multidão a qualquer momento e o grau de 
remoção do vírus ocorre durante o tratamento de esgoto. Quando o esgoto é 
excretado em água fresca ou do mar, o vírus humano pode existir. (MIGNOTTE et al. 
1999; UKWIR, 2000). 
As doenças virais veiculadas através da água podem ser adquiridas após a 
ingestão da água e de alimentos contaminados incluindo frutos do mar, frutos e 
vegetais cultivado e irrigado no solo por água contaminada. Os vírus e bactérias 
também podem ser adquiridos por água de recreação poluída ou inalação ou contato 
direto com a epiderme (MARQUES, 1991; WYN-JONES E SELLWOOD, 2001). 
 
Mais de 100 espécies de vírus presentes em águas contaminadas por 
descargas de esgoto podem causar uma ampla variedade de doenças no homem. Os 
vírus entéricos produzem frequentemente infecções assintomáticas, entretanto podem 
estar associados a quadros mais severos como paralisias, anomalias cardíacas, 
meningite asséptica, encefalites, hepatites, diarréias e outras enfermidades (BOSCH, 
1998; WYN-JONES & SELLWOOD, 2001; LECLERC ET AL., 2002). 
Muitos vírus podem viver no intestino humano e se replicar nas células epiteliais 
que cobrem as vilosidades. Apenas alguns causam danos locais suficientes para 
gastroenterite ou resulta em outras doenças. O termo vírus entéricos abrange todos 
os grupos de vírus que podem estar presentes no trato gastrointestinal; eles podem 
causar doença, ou a infecção pode ser assintomática (MIGNOTTE ET AL. 1999; 
UKWIR 2000). 
Sendo encontrados nas fezes humanas, eles serão detectados facilmente nos 
esgoto porém como os vírus são parasitas intracelulares, eles não conseguem se 
reproduzir no meio ambiente. Esses vírus podem ser classificados em dois grupos 
sendo eles, os enterovírus, que formam um grupo taxonômico distinto (incluindo 
poliovírus, Coxsackievirus e ecovírus) e os restantes dos vírus entéricos formam um 
grupo heterogêneo que inclui os rotavírus, astrovírus, adenovírus, Calicivírus humanos 
são vírus semelhantes a Norwalk e vírus semelhantes a Sapporo e hepatites A e E 
que são da família Picornaviridae . Estes não podem ser cultivados facilmente, se é 
que existente, na cultura. Sua importância reside em causar doenças gastrointestinais 
distintas ou hepatite. Esse vírus constituem grandes causadores da poluição da água 
(MIGNOTTE ET AL. 1999; UKWIR 2000). 
2000). 
 
2.1 Hepatite A 
 
A hepatite A é uma doença viral que afeta o fígado e alguns dos sintomas 
característico apresentado no estágio inicial da doença são náusea, mal-estar, dor de 
cabeça, perda de apetite, febre, pele e olhos amarelados, desconforto abdominal, 
urina com cor de Coca-Cola e fezes esbranquiçadas. A transmissão da hepatite A é 
da forma fecal-oral por meio de água e alimentos contaminados ou por meio do contato 
pessoal com pessoas infectadas ou por via sexual. O vírus da hepatite A tem 
 
distribuição mundial e apresenta maior disseminação em áreas onde são precárias as 
condições sanitárias e de higiene da população (OMS, 2018) 
O picornavírus e o único membro do gênero Hepatovirus e os seres humanos 
são o único hospedeiro natural do vírus da hepatite (HAV). O HAV é relativamente 
resistente ao pH baixo e ao aquecimento e sua detecção se faz por exame de sangue 
e não há tratamento específico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a 
doença. Apesarde existir vacina contra o vírus da hepatite A, a melhor maneira de 
evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem 
cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições. O diagnóstico 
laboratorial das hepatites virais inclui as provas da função hepática e a pesquisa de 
marcadores sorológicos específicos como antígenos e anticorpos. Testes 
complementares para a detecção direta do genoma viral podem ser necessários para 
confirmação diagnóstica, determinação do tipo infectante ou monitoramento da 
resposta à terapia antiviral (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018) 
 
2.2 Rotavírus 
 
Os rotavírus são a principal causa viral de gastroenterite infantil apesar de todas 
as faixas etárias serem susceptíveis à infecção e são ocasionais os registros entre 
adultos porém a grande maioria dos caso ocorre antes do cinco anos de vida 
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES 2006 -SBIM). 
O gênero Rotavirus, pertencente à família Reoviridae, apresenta partícula viral 
não envelopada, medindo cerca de 75 nm de diâmetro, com capsídeo de simetria 
icosaédrica constituído por três camadas protéicas distintas. A camada mais interna, 
intermediária, capsídeo interno, é composta pela proteína VP6. A camada mais 
externa, capsídeo externo, é constituída pelas proteínas VP4 e VP7. O genoma viral 
é constituído de 11 segmentos de RNA de fita dupla com cada um codificando pelo 
menos uma proteína (ESTES, 1996). 
O rotavírus é o principal agente etiológico de diarreia infantil, sendo que a 
doença diarreica é geralmente branda e autolimitada, caracterizada por diarreia, 
vômito, febre, desidratação e dor abdominal. A transmissão é feita principalmente por 
via fecal-oral e o número de caso do rotavírus está relacionado à ingestão de águas 
contaminadas por descargas de esgoto (GOFTI-LAROCHE et al., 2001; FROST et al., 
2002; LOPMAN et al., 2003). 
 
O diagnóstico laboratorial da infecção pelo rotavírus normalmente é realizado 
por exame de fezes ou recorrendo a métodos imunológicos ou moleculares, porém 
existe outros métodos como os imunoensaios, que são teste rápido de detecção do 
rotavírus, ensaios imunoenzimáticos (EIA), métodos de aglutinação usando partículas 
de látex, detecção por imunofluorescência e por imunocromatografia (MINISTERIO 
DA SAÚDE- OMS, 2022). 
Os sinais e sintomas clássicos do Rotavírus (rotavirose), principalmente na 
faixa etária dos seis meses aos dois anos, são as ocorrências repentinas de vômitos. 
Na maioria das vezes, também podem aparecer, junto com os vômitos, diarreia com 
aspecto aquoso e gorduroso. Podem ocorrer formas leves e subclínicas nos adultos e 
formas assintomáticas na fase neonatal e durante os quatro primeiros meses de vida 
e pode provocar desidratação, febre, em casos mais grave pode levar à morte. 
(MINISTERIO DA SAÚDE ,2022) 
O tratamento indicado para o paciente que adquiriu Rotavírus é reposição de 
líquidos e minerais, para prevenir ou corrigir a desidratação, e manejo nutricional 
adequado como correção da desidratação e do desequilíbrio eletrolíticos, combate à 
desnutrição e o uso correto de medicamento (MINISTERIO DA SAÚDE, 2022). 
Um meio de prevenir, a doença é por meio de vacina, na qual são administradas 
duas doses por via oral sendo que, a primeira aos dois meses e a segunda aos quatro 
meses de idade com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. A vacina não é 
indicada nos casos de imunodeficiência, uso de imunossupressores ou 
quimioterápicos, história de doença gastrointestinal crônica, má-formação congênita 
do trato digestivo não corrigida, história prévia de invaginação intestinal ou história de 
hipersensibilidade. Outros métodos de prevenção e outras ações de prevenções inclui 
prática de higiene (MINISTERIO DA SAÚDE, 2022). 
 
2.3 Adenovírus Entéricos 
 
Os adenovírus entéricos (tipos 40 e 41) são importantes agentes etiológicos da 
gastroenterite pediátrica, principalmente em climas temperados. Seu papel na 
transmissão de doenças na água é indeterminado e eles eram mais estáveis na água 
do que o poliovírus 1 ou o vírus da hepatite A (SELLWOOD et al.1981). As partículas 
virais não apresentam envelope e medem de 70 nm a 100 nm de diâmetro. A 
gastroenterite associada a adenovírus é tão prevalente quanto a causada por rotavírus 
 
e ocorre mais frequentemente em crianças com menos de quatro anos, sendo que os 
sintomas da doença causada pelo Adenovírus vem acompanhado de diarreia e vômito 
(HORWITZ, 1996; MEHNERT et al., 1999). 
O Adenovírus normalmente se instala nas vias respiratórias, nos tratos 
digestório e intestinal e no revestimento dos olhos e pode ser transmitido pelo contato 
direto com gotículas das secreções infectadas do trato respiratório, eliminadas quando 
ocorre uma crise de tosse ou espirro. A transmissão pode ocorrer também por via oral-
fecal, através da ingestão de água ou de alimentos contaminados, o vírus pode ser 
adquirido também quando ocorre a ingestão de água de piscinas ou represas não 
convenientemente tratada (SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE DE PORTUGAL). 
O diagnóstico da infecção por adenovírus leva em conta as condições clínicas 
do paciente e o resultado de alguns exames laboratoriais, cultura viral, detecção do 
antígeno e do ácido nucleico e a sorologia realizados em amostras das secreções 
respiratórias e oculares e Raios-X de tórax (SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE DE 
PORTUGAL) 
Embora as infecções por adenovírus humano possam acometer pessoas de 
todas as idades, elas se manifestam principalmente nos primeiros anos de vida. Na 
maioria dos casos, são doenças benignas, autolimitadas, que regridem 
espontaneamente em poucos dias. Há situações, porém, em que se torna necessário 
introduzir medicação para alívio dos sintomas e controle das complicações O ideal é 
que o tratamento sintomático ou de suporte seja feito sob supervisão médica, uma vez 
que pressupõe a indicação de analgésicos contra a dor, antipiréticos para baixar a 
febre, fluidificantes nasais, broncodilatadores e colírios. .( SERVIÇO NACIONAL DE 
SAÚDE DE PORTUGAL) 
Ainda que a proliferação pelo agente adenovírus humano possa acometer a 
pessoas das diferentes faixas etárias, elas se apresentam principalmente nos 
primeiros anos de vida. Na grande maioria dos casos, essas enfermidades são 
benignas, autolimitadas, que regridem espontaneamente em poucos dias. Essa 
enfermidade terá ocorrência, em que se tornará necessário medicação para alívio dos 
sintomas e controle das complicações sendo necessário que o tratamento seja feito 
através de um acompanhamento de um profissional da área da saúde, que irá 
prescrever alguns analgésicos os incômodos causados pela patologia que serão eles 
antipiréticos para baixar a febre, fluidificantes nasais, broncodilatadores e colírios 
(SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE DE PORTUGAL). 
 
3 CONCLUSÃO 
 
 
As bactérias, vírus e protozoários são a causa de muitas doenças infecciosas 
emergentes e novas transmitidas pela água e a causa mais comum é a poluição fecal 
de origem humana e/ou animal. Para promover a saúde e o bem estar da sociedade, 
bem como evitar a contaminação por estes agentes, é importante fornecer 
informações sobre os vírus disseminados pela água como hepatite A, rotavírus e 
adenovírus, vírus estes citados neste trabalho. 
Essas doenças podem ser adquiridas após a ingestão de água e de alimentos 
contaminados, recreação poluída, inalação ou contato direto com a pele. Os sintomas 
podem variar de acordo com cada vírus em específico, porém o mais comum entre 
eles nota-se febre, náuseas, vômito e diarreia. Algumas pessoas são assintomáticas 
e outras podem apresentar sintomas mais severos como paralisia, meningite 
asséptica, hepatites e etc. 
A fim de reduzir os casos destas doenças e evitar uma contaminação em 
grande escala é fundamental o acesso da população ao saneamento básico e a água 
potável. A conscientização populacional quanto ao meio ambientee as consequências 
da disseminação das doenças causadas por tais vírus citados também é fundamental 
para conter o crescimento dos casos dessas doenças. 
 
 
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