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ABS – 6° PERÍODO 
Perguntas sobre o caso " Antunes" Capítulo 10 
Discentes:​ Ana Vitória, Maria Eduarda, Nadievelyn Azevedo, Susana Esmeraldo 
 
a) O que define um caso suspeito de tuberculose? Quais os tipos clínicos de tuberculose? 
Caso suspeito de tuberculose: indivíduo que apresente tosse com expectoração num período 
maior ou igual a 3 semanas, febre (vespertina), rx de tórax sugestivo, contactante de TB 
pulmonar. 
Tipos clínicos: Tuberculose pulmonar e extrapulmonar. 
 
b) Quais os sintomas clínicos sugestivos de tuberculose? 
Indivíduo que apresente tosse com expectoração num período maior ou igual a 3 semanas, febre 
(vespertina), perda ponderal e do apetite, sudorese noturna, emagrecimento, cansaço/fadiga. 
 
c) A confirmação e acompanhamento da tuberculose pulmonar se dá por quais exames? 
Raio – X de tórax; 
Escarro induzido; 
Teste rápido (TRM-TB): teste de escolha – dentro do escarro ele irá procurar a sequência 
genética do bacilo; 
Baciloscopia (BAAR): no mínimo, 2 amostras (coletadas em momentos diferentes do dia); 
Cultura para micobactéria. 
 
d) Qual a participação da equipe de saúde da família no diagnóstico, acompanhamento e 
controle dos comunicantes? 
Espera-se que a abordagem ao paciente seja integral, figurando a Estratégia Saúde da Família 
como o grande apoio para realizar essas atividades; 
Realizar vacinação BCG e monitorar coberturas vacinais; 
Realizar a “Busca Ativa de sintomáticos respiratórios” – de modo permanente na unidade de 
saúde e/ou nos domicílios (por meio da ESF ou PACS), assim como em instituições fechadas na sua 
área de abrangência; 
Realizar coleta de escarro e outros materiais para o exame de baciloscopia, TRM-TB, cultura, 
identificação e teste de sensibilidade (TS), garantindo que o fluxo desses exames seja oportuno; 
Solicitar cultura, identificação de micobactérias e teste de sensibilidade, para os casos previstos 
como necessários de diagnóstico bacteriológico; 
Solicitar cultura, identificação de micobactérias e teste de sensibilidade para os casos com 
baciloscopia de controle positiva ao final do 2o mês e para os casos de falência, garantindo o 
tratamento diretamente observado. Os casos com evolução clínica desfavorável deverão ser 
encaminhados para a referência; 
Indicar e prescrever o esquema básico, realizar o tratamento diretamente observado e monitorar 
todos os casos bacteriologicamente confirmados com baciloscopias de controle até o final do 
tratamento. Para os casos com forte suspeita clínico-radiológica e com baciloscopias e/ou TRM-TB 
negativos, indica-se, sempre que possível, encaminhar para elucidação diagnóstica nas referências 
secundárias; 
Realizar o tratamento diretamente observado compartilhado juntamente com a referência 
(secundária ou terciária) que acompanha o caso; 
Responsabilizar-se pelo bom andamento de todos os casos de sua região de abrangência, 
acompanhando a evolução dos casos internados por meio de contato periódico com o hospital 
e/ou família do doente; 
Identificar precocemente a ocorrência de efeitos adversos aos medicamentos do esquema de 
tratamento, orientando adequadamente os casos que apresentem efeitos considerados 
“menores” e referenciando os casos de reações adversas maiores; 
Realizar a investigação e controle de contatos, tratando, quando indicado, a infecção latente e/ou 
doença; 
Oferecer a testagem do HIV, sempre que possível o teste rápido, a todas as pessoas com 
tuberculose e seus contatos, independentemente da idade; 
Realizar o controle diário de faltosos, utilizando estratégias como visita domiciliar, contato 
telefônico e/ou pelo correio, a fim de evitar a ocorrência de abandono; 
Preencher, de forma adequada e oportuna, os instrumentos de vigilância preconizados pelo 
Programa Nacional de Controle da TB (ficha de notificação de caso, livros de registro de 
sintomáticos respiratórios e de tratamento e acompanhamento dos casos); 
Encaminhar para a unidade de referência caso seja necessário; 
Receber e acompanhar os casos atendidos e encaminhados pelas referências, conduzindo o 
tratamento diretamente observado e investigação de contatos (contrarreferência); 
Oferecer apoio aos doentes em relação às questões psicossociais e trabalhistas por meio de 
articulação com outros setores, procurando garantia de direitos para melhor qualidade de vida 
dos usuários e remover obstáculos que dificultem a adesão dos doentes ao tratamento. 
Articular com outros serviços de saúde o atendimento dos usuários conforme suas necessidades. 
 
e) O que é a estratégia dots? 
A Estratégia de Tratamento Diretamente Supervisionado (DOTS) é uma estratégia bastante útil 
que começou a ser implementada no Brasil na década de 1990. É importante no controle da 
doença e tem demonstrado consideráveis progressos no controle global da TB, sendo considerada 
a forma mais eficaz na prevenção do abandono e descontinuidade da doença e controle da 
tuberculose no Brasil no contexto do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do 
Ministério da Saúde. 
A estratégia DOTS é constituída de cinco pilares: Detecção de casos por baciloscopia entre 
sintomáticos respiratórios que demandam os serviços gerais de saúde; tratamento padronizado 
de curta duração diretamente observável e monitorado em sua evolução; fornecimento regular 
de drogas; sistema de registro e informação que assegure a avaliação do tratamento e 
compromisso do governo, colocando o controle da TB como prioridade entre as políticas de 
saúde. 
 
f) Quais casos devem ser acompanhados na atenção básica e quais encaminhados para Unidade 
de Saúde de Referência para tuberculose? 
Devem ser encaminhados para unidades de referência nas seguintes situações: 
Casos de difícil diagnóstico; 
Na presença de efeitos adversos “maiores”; 
Na ​presença de comorbidades de difícil manejo (transplantes, imunodeficiências, infecção pelo 
HIV, hepatopatias, diabetes descompensados e insuficiência renal crônica); 
C​asos de falência ao tratamento; 
C​asos que apresentem qualquer tipo de resistência aos fármacos. 
Devem ser tratados na atenção básica os casos que não estiverem incluídos nas situações 
anteriores. 
 
h) Como deve ser a notificação da tuberculose? é obrigatória? 
A tuberculose é uma doença de notificação compulsória (Portaria no 204, de 17 de fevereiro de 
2016). A notificação deve ser feita por meio do preenchimento da “Ficha de 
Notificação/Investigação de Tuberculose”, onde estão contempladas informações de identificação 
do paciente, do serviço, dados clínicos e epidemiológicos. São utilizados sistemas de informação 
em saúde que servem para registrar e monitorar os casos de TB, como: SINAN, SIH, SIM, SITETB. 
Notifica-se apenas o caso confirmado de tuberculose (critério laboratorial ou clínico).

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