Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

DO PRECONCEITO AO AVANÇO MEDICINAL UMA RELEITURA DO CANÁBIS SÁTIVA	Comment by Marília: Colocar dois pontos ( : ) após esta palavra	Comment by Marília: O nome da planta está incorreto
ANDERSON TEIXEIRA PIRES
JOSÉ ROBSON GUIMARÃES ALVES
Orientador (a): Prof.ª Drª. Marília Nunes Bullegon
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Curso (TURMA) – TCC	Comment by Marília: Curso Farmácia
27.11.2024
RESUMO
Palavras-chave: ....................................................................................................
1. INTRODUÇÃO	Comment by Marília: Eu começaria pelo segundo parágrafo, porque veja, você falou uma frase sobre a cannabis e depois não falou mais nada sobre ela. Eu prefiro começar por todas as plantas medicinais, histórico, depois inicia a falar sobre a cannabis pegando o gancho do que foi falado sobre as plantas medicinais. 
1 Histórico
2 Cannabis
3 Uso recreativo (falar do problema de saúde pública, questão social...)
4 Preconceito (faltou um parágrafo explicando isso melhor (COM REFERENCIAS BOAS)
5 Uso medicinal
6 Justificativa do trabalho (foi escrito no ultimo paragrafo já)
A cannabis sátiva assim como a imensa gama de plantas medicinais acompanha a história da humanidade em seus passos largos e constantes. O homem desde a era pré-histórica se utiliza dos recursos naturais para alimentação, construção de casas e ferramentas (Braga, 2011).	Comment by Marília: Observar todos os parágrafos, tem que ser 1,5. O texto tem que está justificado. 	Comment by Marília: Colocar nomenclatura no padrão correto 	Comment by Marília: Sempre que a gente cita o nome científico é sempre bom dizer ao menos um nome popular também, mesmo que a planta seja bastante conhecida. 
A utilização das plantas medicinais é anterior ao surgimento da agricultura, há cerca de 40 mil anos, povos neandertais (Homo neanderthalensis) já faziam uso no tratamento de enfermidades ou medidas curativas (Weyrich, et al., 2017). Ao longo dos anos povos e nações se beneficiaram dos efeitos curativos das plantas, embora houvesse a crença inicial de que as doenças eram causadas por espíritos ou aspectos religiosos, acredita-se que o uso medicinal das plantas tenha tido início mediante observações de suas características únicas, como modificações estruturais durante às estações do ano, e seu poder de regeneração mediante injúrias (Rocha Et al, 2015). Com o passar dos anos e o aprimoramento da indústria farmacêutica fez se necessário a criação por parte da OMS (Organização Mundial de Saúde), o Programa de Medicina Tradicional (PMT) com o objetivo de promover o uso racional das plantas medicinais. Entre as finalidades práticas, buscava-se a promoção de políticas públicas para unir a medicina convencional e os métodos terapêuticos tradicionais (Sales, et al., 2015).	Comment by Marília: ROCHA et al., 2015
O sobrenome do autor sempre fica em caixa alta a não ser que esteja sendo citado de maneira direta no decorrer do texto.	Comment by Marília: SALES et al., 2015
Esta é a forma correta. Corrigir todas. 
Dentro dessa perspectiva os estudos das plantas medicinais ganharam uma nova vida, ou uma nova roupagem mediante a novas descobertas e estudos inovadores como os relacionados a planta chamada cannabis sátiva, que por ser uma droga psicoativa, ou seja, que age principalmente no sistema nervoso central tem sido alvo de intensas e acaloradas discussões no cenário mundial.	Comment by Marília: Virgula 	Comment by Marília: Colocar no padrão	Comment by Marília: 
Sendo assim, apesar da aparente objetividade e cientificidade do critério do uso medicinal, a efetiva classificação de uma droga psicoativa como “boa” (com uso terapêutico) ou “má” (sem uso terapêutico) obedeceu mais a pressões econômicas, políticas, morais e geopolíticas do que a “neutros” ditames científicos (McAllister, 2010; Rodrigues, 2017).
É com base nesses novos estudos, e no preconceito já estabelecidos pelo uso do cannábis de forma recreativa que surgiu esse trabalho que se baseia numa releitura de forma crítica de um apanhado de textos e artigos científicos encontrados na rede mundial de computadores, sites que são referência tais como Scielo, google acadêmico, e fontes confiáveis como documentos do Ministério da Saúde e OMS, e também autores renomados no ramo desse estudo científico tais como McALLISTER,RODRIGUES com o intuito de analisar que aspectos estão sendo levados em conta quando se trata da cannábis sativa e seu uso como terapia medicamentosa.	Comment by Marília: Onde e como foi pesquisado tem que escrever na metodologia e não na introdução. 	Comment by Marília: Até agora não escreveram o nome da planta correto nenhuma vez kkk nem cannabis nem sativa tem acento!!! Cannabis sativa ou C. sativa (EM ITALICO)
1.1 OBJETIVO GERAL
O objetivo geral desse trabalho é analisar de forma crítica o que tem sido discutido na literatura existente sobre o cannabis sátiva, levando em consideração seus aspectos recreativos e medicinais, e compreender se o preconceito interfere no estudo do tema.	Comment by Marília: Não precisa dizer que é “geral”	Comment by Marília: Sem comentários rsrs
1.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS	Comment by Marília: negrito	Comment by Marília: Eu modificaria a ordem
Historico
Uso recreativo
Efeito farmacológico (já incluindo aqui o efeito no SNC)
Preconceito
Legislação
· Esse trabalho tem como objetivos específicos compreender como se constituiu historicamente o consumo da cannabis sativa.	Comment by Marília: não precisa dizer isso, já começa dizendo os objetivos
· Entender sobre o preconceito do uso do cannabis sativa.
· Analisar as legislações vigentes do uso medicamentoso da cannabis
· Assimilar a importância do uso do cannabis no tratamento de patologias neurológicas.
· Descrever as consequências do uso recreativo (indiscriminado) (canabis como “porta de entrada” para outras drogas. (o mau uso causa o preconceito e consequentemente prejudica a disseminação do tratamento farmacológico).	Comment by Marília: deixa pra falar disso depois nos resultados
Explorar o efeito farmacológico
2. MATÉRIAIS E MÉTODOS	Comment by Marília: negrito	Comment by Marília: tem que refazer TODA essa metodologia! Falaram falaram e não disseram o que importa! Onde foi pesquisado, critérios utilizados na escolha dos artigos, palavras chaves utilizadas, QUANTOS artigos foram selecionados, quais anos foram escolhidos....
O estudo aqui realizado considera que há uma grande relevância no fato dessa pesquisa pois o tema é amplamente discutido na sociedade atual onde o conservadorismo muita das vezes impera impedindo o avanço tecnológico.	Comment by Marília: reescrever essa frase. Está sem sentido 	Comment by Marília: você acredita nisso??? NADA A VER
Portanto, a pesquisa bibliográfica possibilita um amplo alcance de informações, além de permitir a utilização de dados dispersos em inúmeras publicações, auxiliando também na construção, ou na melhor definição do quadro conceitual que envolve o objeto de estudo proposto (GIL, 1994). Toda boa pesquisa tem como objetivo fazer um apanhado daquilo que tem sido discutido na literatura acadêmica existente essa não é diferente.
Os materiais aqui contidos são fruto de inúmeras pesquisas realizadas em arquivos em pdf, livros e sites de pesquisa científica tais como Scielo e google acadêmico onde podemos encontrar matérias de grande relevância acadêmica.	Comment by Marília: pdf é um FORMATO de arquivo e não um tipo de texto. 
Também consideramos que o estudo aqui realizado será fonte para que outros alunos possam se debruçar no tema aqui abordado possibilitando com que ele futuramente seja fonte de pesquisa para novos trabalhos acadêmicos.
A metodologia é o caminho pelo qual a pesquisa acontecerá, ou seja, a forma e os instrumentos ou meios que serão utilizados para chegar a um fim, é impossível se pensar em pesquisa sem entendermos que rumo iremos tomar
Como afirma Bonfim (2009, p.73): “O trabalho científico necessita de um método para levar a cabo a pesquisa, que permita atingir a coleta e a análise de dados”.
Ao iniciarmos essa pesquisamostrou-se evidente a necessidade de uma revisão bibliográfica que fundamentasse nossos discursões, embora aparente certa facilidade a pesquisa bibliográfica demanda certa complexidade Como podemos perceber na afirmação de Farias e Pimentel (2011, p.28): “[...] a pesquisa bibliográfica não é diferente, pois sua natureza teórica demanda do pesquisador a capacidade de elaborar um quadro relacional da rede conceitual explicativa do fenômeno em análise”.
A pesquisa aqui realizada tem como característica ser uma pesquisa qualitativa, Minayo(2009, p.21), argumenta que: “a pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. [...], pois o ser humano se distingui por suas faculdades cognitivas e sua capacidade de refletir sobre o meio que vive e suas complexidades. Para a realização desse estudo primeiramente foi realizado um levantamento do referencial teórico, após a obtenção desse material foi possível realizar a leitura crítico-reflexiva e analítica e após isso foram elaboradas as conclusões.
2.1 JUSTIFICATIVA
O tema aqui abordado nesse trabalho é fruto de muitas conversas e discussões sobre o uso terapêutico e o preconceito quanto ao uso da cannábis de forma recreativa. Durante o curso, além de inúmeras discursões relacionadas ao preconceito do uso recreativo da canabis, também foi nos proporcionado através do estágio e estudos relativos ao medicamento uma maior abordagem do tema, tema esse amplamente discutido nos dias atuais, o fato é que essas discursões ascenderam o desejo de conhecermos ainda mais sobre o assunto para compreendermos melhor os motivos pelos quais o uso da cannábis satíva sofre tanto preconceito, e o porquê da demora histórica relativa ao uso do canábis como terapia medicamentosa, não somente no nosso país mais no mundo todo, e compreender como o assunto está sendo discutido, desafios, preconceitos e evoluções na ciência quanto ao uso do canábis. 	Comment by Marília: Você não está conversando com alguém. É um trabalho científico. Pesquise nas monográficas como se escreve uma justificativa. 
	Comment by Marília: Você pode até falar algo nesse sentido na sua discussão. Não cabe aqui. 	Comment by Marília: Tem que refazer essa metodologia. Você tem que iniciar falando que a cannabis é uma planta medicinal que possui muitas propriedades benéficas, inclusive é matéria-prima de um medicamento comercializado com diversas ações terapêuticas, mas ainda é INACESSIVEL para a maior parte da população. Isso se deve ao fato do preconceito, do uso recreativo, enfim...... VOCE NÃO PODE FALAR DA SUA CABEÇA, TEM QUE ESCREVER CONFORME OS ESPECIALISTA ESTÃO ESCREVENDO NOS ARTIGOS. 
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA	Comment by Marília: Como você está fazendo uma revisão bibliográfica, não precisa fazer a fundamentação teoria, isso já é o resultado. 
CANNÁBIS SÁTIVA ORIGEM E HISTÓRIA	Comment by Marília: Só jesus na causa	Comment by Marília: Numerar os tópicos (3.1)
A canábis faz parte da história da humanidade desde o período neolítico, há cerca de 12 mil anos a.c na Ásia central a planta já era consumida como alimento, na confecção de tecidos entre outras (KALANT, 2001). Não tão distante há mais de 4 mil anos atrás existem relatos do seu uso como droga, sua descoberta foi atribuída ao imperador e farmacêutico chinês Shen Nieng, cujo trabalho em farmacologia se baseava no uso da planta no tratamento de diversas condições de saúde que variavam do reumatismo a apatia, além do uso como sedativo (PEREIRA, 2022).
Assim como no decorrer da humanidade novas descobertas foram sendo catalogadas como uma das mais importantes de todas no antigo Egito o papiro de Ebers, datado do ano de 1550 a.c registra o uso de mais de 700 formulas médicas e em boa parte delas se faz presente seja para tratamento de dores, transtornos emocionais até para o emprego do “bem-estar” (NETO 2023).
O uso da cannábis assim como diversas outra planta também era referida ao uso em rituais religiosos como na Índia onde o uso segundo o rito os aproximava do divino, acreditava-se que a planta era sagrada sendo um presente do deus Shiva (ZUARDI, 2006). Também na índia o uso terapêutico se baseava na terapêutica para constipação intestinal, falta de concentração e dor.
ESTUDO BOTÂNICO DA CANNABIS
A diversidade de organismos despertou no homem a necessidade de classificação ou organização, e a sistemática vegetal surge com o objetivo de aliar plantas dentro de um sistema cujas regras são estabelecidas pela taxonomia, tendo como base a identificação, a terminologia, a classificação e o estudo da diversidade vegetal e sua história evolutiva. Com base nisso, utilizam-se conhecimentos de morfologia, fisiologia, fitopaleontologia, química, genética, ecologia, fitogeografia, evolução, entre outros. (Damas, Jamar, Barbosa, Castellar, 2015).
A Maconha, planta de nome botânico Cannabis sativa, tem seu nome científico derivado do grego Kannabis, tendo como tradução “proveitosa”, atribuída à utilização da planta como um todo, da raiz ao topo. Em latim, Cannabis sativa significa cânhamo, que denomina o gênero da família da planta, pertencente ao gênero monotípico da família das Cannabaceae e sativa, que diz respeito a plantada ou semeada, e indica a espécie e a natureza do desenvolvimento da planta. (BARBOSA; MACHADO, 2018).
A taxonomia da cannabis é motivo de discussão no meio cientifico há anos, devido a imensa variedade e diversidade da planta como características da sua morfologia (tamanho, formas das folhas, diferenças de tamanho e número de lóbulos), e químicas tais como (concentração de canabidiol e tetracanabidiol), frutos de uma longa história de manipulação de genes da C. sativa (SMALL, 2017; CHANDRA et al., 2017; RAMAN, 2017).
Por esse motivo alguns autores acabam por classificar a cannabis sativa por politípica por sua grande variedade de espécies, já outros a consideram monotípica, ou seja, uma única espécie, mas que apresenta alto grau de polimorfismo (CHANDRA et al., 2017; SMALL, 2017). Essa capacidade fenotípica da espécie e sua variação se dão por conta da disposição que essa planta tem de se adaptar a fatores ambientais o que dificulta ainda mais sua classificação taxonômica, em razão disso, alguns autores têm sugerido
revisões da taxonomia do gênero Cannabis com base em critérios genéticos (HILLIG, 2005).
Um modelo de classificação de C. sativa guiado pelo International Code of Nomenclature for Cultivated Plants (INCP) foi proposto por Small & Cronquist
(1976), dividindo a espécie primeiramente em dois grupos ou “subespécies”: C. sativa subsp. indica, caracterizada por teores de Δ9-THC mais elevados (tipicamente acima de 1%); e C. sativa subsp. sativa, caracterizada por baixos teores desse canabinoide (tipicamente abaixo de 0,3%) (SOUSA, 2022).
A Cannabis sativa L. pertence ao reino Plantae, sendo uma planta vascular, com sementes e flores, possui como subespécies a Cannabis sativa, Cannabis sativa indica, Cannabis sativa ruderalis e Cannabis sativa spontanea. Embora haja inúmeras discussões por sua grande quantidade de subespécies considera-se apenas uma a cannabis sativa L. a denominação C. sativa é considerada adequada para todas as plantas encontradas deste gênero (BORILLE, 2016).
A cannabis sativa e uma planta que tem predominância dioica (flores masculinas e femininas são encontradas em diferentes plantas), raramente monoica (hermafroditas), sua floração é anual e sua altura pode variar entre 1 e 6 metros, seu tronco é verde, cilíndrico, oco e rígido (RAMAN, 2017).
Suas folhas são verdes e digitadas, podendo ter diferentes tamanhos e formatos a depender de sua genética. As margens da folha são serradas e as faces superior e inferior possuem tricomas (FARAG; KAYSER, 2017). As flores masculinas são verdes pálido, enquanto as flores femininas têm coloração verde escuro; ambas apresentando-se em forma de inflorescência (Figura1).
As frutas são aquênias, com formato oval, elíptica e ou subglobosa, ligeiramente compressadas, contendo uma única semente de revestimento de cor amarronzada (FARAG, KAYSER, 2017; RAMAN, 2017).
A plantafêmea contém maior quantidade de canabinóides que a planta macho, sendo que esta última apresenta um tempo de vida mais curto morrendo logo a seguir à libertação do pólen, enquanto que a planta fêmea só morre após o amadurecimento das sementes (Netzahualcoyotzi-Pietra et al., 2009). Os quatro canabinóides mais abundantes são: o -9-tetra-hidrocanabinol (9-THC), o canabinol (CBN) o canabidiol (CBD) e o -8-tetra-hidrocanabinol (8-THC).
O 9-THC é o canabinóide com maior potência psicoativa, este canabinóide é um composto não cristalino de elevada lipofilia, o que lhe facilita a absorção no organismo, O CBN também possui propriedades psicoativas, mas inferiores ao 9-THC, O 8-THC aparece somente em algumas variedades de plantas da cannabis, e apresenta um pequeno poder psicoativo e um elevado efeito antiemético. O CBD é um canabinóide sem ação psicoativa, contudo, existem estudos que descrevem a sua capacidade neuroprotetora resultante do seu poder antioxidante contra os radicais livres de oxigénio (ROS) produzidos nos neurónios por libertação excessiva de glutamato. Outros estudos referem a sua capacidade anti-inflamatória, sobre o sistema imune e anti convulsivante (Carranza, 2009; Netzahualcoyotzi-Pietra, 2009; Gainza, 2003).	Comment by Marília: Ficaria melhor só citar os componentes e explicar a ação terapêutica de cada um em outro tópico.
OS MALES CAUSADOS PELO USO INDISCRIMINADO
A canabis sempre foi utilizada de forma recreativa desde seus primórdios, atualmente é uma das drogas que mais se consome a nível Mundial, e o seu uso abusivo transformou-se num problema de saúde pública, especialmente para os jovens, que não a reconhecem como uma droga como os opioides e opiáceos (Carranza, 2009).
A canabis medicinal teve seu ápice no final do século XIX, e início do século XX, porém pela falta de padronização dos extratos da planta, fato esse que impedia a replicação dos efeitos, o uso da canabis como medicamento entrou em declínio da mesma maneira restrições ao uso da planta começaram a surgir na farmacopeia britânica em 1932, e na farmacopeia Americana em 1941,o ápice das restrições ocorreu em 1961 quando a Convenção Única Sobre Entorpecentes das Nações Unidas, inseriu o cannabis na mesma categoria que a droga heroína (BEWLEY- TAYLOR; JELSMA, 2012; BONINI et al., 2018; CROQC, 2020; ZUARDI, 2006). Essas restrições podem ter atrasado os estudos medicinais da canabis.
Para Berlinck (2014), estudos comprovam que a maconha apresenta como principal substância o delta-9-tetra-hidrocanabinol (abreviado para delta-9-THC, sendo um alucinógeno que foi isolado e teve sua estrutura química elucidada em 1964 por Gaoni & Mechoulam), e um principal canabinóide não psicoativo com propriedades terapêuticas, conhecido como canabidiol.
O THC (tetra-hidrocanabidiol) por seus efeitos adversos é considerada a única droga psicoativa capaz de afetar a mente e o comportamento humano, os sintomas variam de acordo com a forma e quantidade de substância utilizada, ou seja, as doses em níveis altos podem causar ansiedade, sendo capaz de agravar ou desencadear um estado psicótico em algum momento. Seus efeitos variam de acordo com o organismo da pessoa, quantidade de substância ingerida e a forma como a mesma foi introduzida (SILVA, 2018).
O uso crônico da maconha também provoca náusea e canseira crônica, soneira, dor de cabeça e de garganta crônicas, irritabilidade, congestão nasal, piora do estado asmático, infecções frequentes nos pulmões, diminuição da coordenação motora, alteração na memória e atenção, alteração na capacidade visual, problemas menstruais, impotência, diminuição da libido, depressão e ansiedade, instabilidade emocional que em alguns casos pode motivar ideias, ações ou mesmo tentativas de suicídio -, isolamento social, afastamento do lazer e outras atividades sociais, ou mesmo também sintomas mais graves, tais como a despersonalização, alucinações e ilusões dentre outros, como efeitos físicos e psíquicos (LARANJEIRA, 1998).	Comment by Marília: sonolência
Nota-se que usuários crônicos da Cannabis sativa mesmo o indivíduo não se apresentando sob efeito da droga podem apresentar uma capacidade diminuída de estabelecer novas memórias e de lembrar-se de fatos passados, as consequências na memória dos usuários crônicos estão relacionadas à duração e frequência do consumo, dose empregada e idade de início do uso crônico da maconha (RIGONI, 2006).
CANABIS E O PRECONCEITO SOCIAL	Comment by Marília: Esse é o tópico mais importante do seu trabalho, tem que dá mais atenção, ficou muito enxuto. 
Embora o uso de plantas nas terapias medicinais seja algo muito comum na sociedade, o mal uso da maconha tem se tornado alvo de diversos preconceitos. A maconha desde 1890 é vista como associada ao contexto criminal, e devido a essa influência, foi proibida mundialmente em 1930 pela ONU (Rocha, 2019).
Esse conceito errôneo se dá pela falta de informação como afirma (Dias, Palata, Vecchia, 2020):
“Dificilmente vemos a maconha sendo relacionada ou citada como fins medicinais pela sociedade, e isso se dá, muitas vezes devido ao desconhecimento sobre a Cannabis sativa L. (maconha) e os efeitos que o seu consumo causam, levando a população a ter um certo preconceito sobre a espécie, reconhecendo que a maconha é apenas uma droga ilícita e que o uso da mesma gera somente problemas”
É importante ressaltar que A liberação dos produtos à base de cannabis para fins medicinais no Brasil e em outros países ocorre em momento de acentuação do conservadorismo no País. Precisamos de uma divulgação ampla de que o CBD não é maconha e que o uso recreativo da maconha nada tem a ver com o uso da Cannabis medicinal. (Grosso, 2020)
A função da informação é incondicional e se estabelece como principal ferramenta para elucidar a sociedade. Conhecer os produtos derivados da cannabis, distinguindo o CBD, que não é psicoativo do THC, que, como vimos, também tem efeitos terapêuticos e concentração elevada na maconha, diferentemente das diversas variedades da planta como o cânhamo. Apenas com a divulgação da imprensa, dos cientistas e médicos, essas informações podem alcançar a população como um todo. (Grosso, 2020)
A planta foi "demonizada" por questões raciais, econômicas e políticas,
a cannabis veio da Ásia, e em seguida acabou indo pra Europa, o que fez que na Inglaterra por exemplo, existisse um preconceito por conta dos indianos e dos árabes. O mesmo acontece nos Estados Unidos da América, mas nessa ocasião com os mexicanos Uma das primeiras leis norte-americanas foi, aproximadamente na década de 30, foi barrar os estrangeiros que possuíssem maconha. No Brasil, o preconceito persistia, mas agora, com os negros, apontados como principais responsáveis pela disseminação no país. (Sírtoli, 2019)
jornais alegavam que as moças da época que tivesse contato com maconha se entregavam aos desejos sexuais e se relacionavam com homens de cor. Eram comuns matérias nos jornais de Aslinger dizendo que ao fumar um baseado, a pessoa imediatamente entrava de um estado de raiva e depravação, ou mesmo, dizendo que homens negros que fumam maconha, se sentiam tão bem quanto homens brancos. (RIBEIRO, 2022)
Esse conjunto de fatores fez com que se tornasse interessante depreciar
a planta. Então fica claro que os motivos para a criminalização da maconha,
nunca foram científicos e sim, políticos e preconceituosos. (Sírtoli, 2019)	Comment by Marília: Pessoal, acho que vocês poderiam argumentar melhor essa questão da descriminalização. Será que se descriminalizar o uso recreativo irá beneficiar o uso terapêutico? Isso que vocês precisam pesquisar nos artigos..
A CANABIS E A LEGISLAÇÃO
A primeira proibição que a planta sofreu foi em 1764, na invasão de Napoleão ao Egito. Os soldados franceses, em contato com os efeitos psicoativos da maconha ficaram menos hostis, o que fez com que o imperador automaticamente coibisse o uso por suas tropas. (BALLOTA; SOUZA, 2015)
Os esforços das políticas antidrogas são evidentemente advindos da cultura proibicionista,fruto de valores que tem como base a repressão e as brigas econômicas e políticas como podemos observar na fala de ESCOHOTADO (1997):
“Esta pressão moralista contra as drogas remonta ao final do século XIX e princípios do século XXe assumiu formas particulares nas Américas, Europa e Ásia. Se hoje o proibicionismo está cristalizado em normas internacionais, há cerca de um século havia um vazio jurídico que deixava ainda intocado, do ponto de vista da regulação legal, um mercado de drogas psicoativas bastante vigoroso e mobilizador de importantes interesses econômicos”.
O primeiro fato histórico político no que diz respeito a legislação aconteceu nos Estados Unidos, pegando carona na famosa “lei seca” que decretava a proibição da venda e uso de bebidas alcóolicas no território americano que ao fracassar mudou seu foco para a proibição do uso da maconha que era vista com maus olhos pelo intermédio das notícias sensacionalista veiculadas pela imprensa da época como afirma, TAVARES (2016):
“Todas as justificativas para a proibição da maconha se baseavam nos recortes de jornais com reportagens fictícias. Foi criada uma comissão para julgar o tema e somente um médico o Dr. William Woodward foi chamado a participar das audiências, este se opôs a proibição, alegando que aqueles fatos não tinham comprovação e que tudo aquilo seria uma farsa. Ele foi voto vencido e em 1937 a maconha passou a ser proibida”...
Em 1961 alcançou seu principal alvo que era a proibição global das drogas, com a assinatura da Convenção Única sobre Drogas e Narcóticos, o mundo se aliançou em combater o tráfico. Sendo essa convenção alterada somente em 1972 em Genebra. (TAVARES, 2016)
O Brasil navegou por muitos anos nas diretrizes impostas pelas convenções internacionais, a primeira lei de tóxicos do país no sec.xx, surgiu no ano de 1921, com o advento da lei nº 4.294, essa lei relata que somente o uso médico é permitido no caso das substancias entorpecentes, essa lei se mostrou muito rasa, pois, sua ênfase era ao combate e regulação sobre o consumo do álcool (TORCATO, 2014).	Comment by Marília: Você não está escrevendo uma poesia que usa figuras de linguagem. Eu prefiro usar a linguagem científica. 
Foi com a publicação do Ato Institucional nº 5, que o artigo 281 do então Código Penal foi alterado através do Decreto-Lei nº 385/68, editado em 26/12/68. Tendo como objetivo reprimir as reações a ditadura, com essa modificação os militares passaram a aplicar as mesmas penas aos usuários e traficantes. Posteriormente ao artigo 281, foi substituído pela Lei nº 5.726/71. E somente em 1976 com a aprovação da Lei 6.368/76, houve pequenas alterações quando a definição de penas distintas para usuários e traficantes (ROWAN, 1999). Foi nesse mesmo período em que direito penal se solidificou no Brasil, como a configuração estratégica oficial considerada mais apropriada para lidar com o problema das drogas.” (RODRIGUES, 2006)
Com o advento da constituição federal de 1988, no art. 5º e inciso 43 considera inafiançável o tráfico ilícito de entorpecentes passo esse em prol do aumento na rigidez e combate as drogas (RODRIGUES, 2006).
A lei 11.343 de 2006 surgiu como novo marco na história brasileira no que diz respeito às drogas, buscando diferenciar o usuário do traficante, onde o legislador exibiu distintos conceitos e punições para cada um deles. Sendo assim, ao traficante aplica-se uma pena mais rigorosa que está no capítulo “Dos Crimes”, mais especificamente o artigo 33 (BRASIL 2006), que diz:
“Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa”.
E em contraponto desse referido artigo temos o artigo 2º de parágrafo único que prevê que a União pode autorizar o plantio, o cultivo e a colheita de ervas como a maconha, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e período predeterminados, mediante fiscalização, o que nunca ocorreu desde a vigência da referida lei (MARTINS, 2026) (BRASIL, 2006).
Embora já dantes tenham sido aprovadas outras leis como a Lei nº 10.409/02 e a Lei nº 9034/05, nenhuma delas trouxe tanto impacto pois as mesmas visavam apenas sobre questões ligadas ao crime organizado e porte de armas, já a lei 11.343/06 ainda que punisse o usuário com medidas socio educacionais, não mais punia o usuário com prisão (TAVARES, 2016) (BRASIL, 2006).	Comment by Marília: Sempre que citar um lei pela primeira vez deve-se escrever o título.
Não podemos falar de história da legislação sobre maconha sem falarmos da “Marcha da Maconha”, a marcha da maconha foi um movimento político ideológico articulada pela ONG estadunidense “Cure’s not War” e que ficou mundialmente conhecida como “Global Marijuana March”, essa marcha ocorre todos os anos em diversos países que tem como um dos seus objetivos a descriminalização da maconha (CASTRO, 2017). No ano de 2003 essas marchas aconteceram em pelo menos 12 capitais brasileiras, porém essas manifestações foram veementemente reprimidas, e o principal argumento para tal repressão era que essas manifestações faziam apologia ao uso de drogas. (CASTRO, 2017)
De forma a regularizar esse movimento e torna-lo válido o Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão unânime, consentiu a inclusão da realização dos eventos denominados “Marcha da Maconha” reconheceram sua legitimidade como um movimento social brasileiro, dando força aos novos eventos que viriam acontecer em prol da liberação da maconha (CASTRO, 2017) (FIGUEIREDO, 2024).
Para confirmar esse progresso em prol da C. Sativa, em 2015 Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu retirar o Canabidiol (CBD), derivado da maconha, da lista de substâncias proibidas no país e classificá-lo na lista de substâncias controladas, foi a primeira vez que a Anvisa reconheceu, oficialmente, o efeito terapêutico de uma substância derivada de C. sativa (FIGUEIREDO, 2024 apud Bittencourt, 2015). Também em 2015 é apresentado a câmara dos deputados o projeto de lei 399/2015 do então deputado Fábio Mitidieri mas que se arrastou até 2021, onde no dia 8 de junho foi aprovado um parecer favorável à legalização do cultivo da Cannabis sativa (PL 399/2015) no Brasil, com finalidades estritamente medicinais, veterinárias, científicas e industriais (Agência Câmara de Notícias, 2021).	Comment by Marília: Em prol de descriminalizar o uso da cannabis	Comment by Marília: Agora quase acertou, só o S que tem ser minúsculo. 
Achados na literatura indicam que o primeiro medicamento obtido a partir de C. Sativa foi sintetizado no laboratório britânico GW Pharmaceuticals, conhecido comercialmente por Sativex.O medicamento fora prescrito por médicos no Canadá e vendido na forma de spray para o tratamento de pacientes com dor oncológica, neuropática e esclerose múltipla (Carneiro, 2019).	Comment by Marília: Achei totalmente deslocado esse parágrafo, pois você estava falando da legislação brasileira e depois de o primeiro medicamento de outro país, teria que ao menos conectar esses parágrafos. 
Em dezembro de 2022, a Anvisa aprovou o cultivo de cannabis para pesquisa pela UFRN, enquanto a UFSC alcançou licença judicial para pesquisa veterinária com cannabis. Em 2023, o governo do Estado de São Paulo sancionando a Lei 17.618/2023, que institui a política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabidiol (FIGUEIREDO, 2024).	Comment by Marília: E no Brasil quais são os medicamentos? Onde pode-se adquir? Qual o valor, em média? Como está o processo de aquisição atualmente e para quais doenças se pode prescrever?
No entanto, a importação de matéria-prima pela indústria farmacêutica brasileira eleva os custos de tratamentos, tornando claro a necessidade de regulamentação no cultivonacional. Apesar de avanços em habeas corpus favoráveis, a falta de padronização nos julgados ainda é um desafio para a segurança jurídica (FEITOSA, 2024).
CANABIDIOL E O AVANÇO NO TRATAMENTO DAS PATOLÓGIAS NEUROLOGICAS	Comment by Marília: Eu faria um tópico de ações farmacológicas no geral ai no final você pode destacar o CDB e o efeito neurológico. 
Diversos estudos realizados ao longo dos anos com pesquisa e resultados divulgados em algumas plataformas de estudos, com por exemplo google acadêmico, pubmed e SciELO Brasil relatam os efeitos positivos e negativos do uso do canabidiol (CDB) e como ele agi no organismo e para tipo de doenças pode ser usado para o tratamento.
Segundo a Laura Shane-McWhorter, jan.2023, O canabidiol (CBD) é uma substância química encontrada na planta Cannabis sativa. Essa planta, que contém mais de 80 substâncias químicas conhecidas como canabinoides, também é chamada de maconha ou cânhamo. Dois ingredientes fundamentais da cannabis são o CBD e o tetra-hidrocanabinol (THC). O THC é responsável pelos efeitos inebriantes da canábis e pode contribuir para os benefícios à saúde da planta. Ao contrário do THC, o CBD não é inebriante.
O CBD está disponível em cápsulas gelatinosas, comprimidos, cápsulas, óleos, gomas, extratos líquidos e concentrados para cigarros eletrônicos (vape juice, para cigarros eletrônicos com refil). Alguns desses produtos contêm somente CBD, e outros contêm CBD em combinação com outros ingredientes. (MANUAL MSD, jan.2023)
A Kaya Mind, empresa criada para análise de mercado da planta, lista 26 condições médicas consideradas com potencial de atendimento por meio de produtos à base da cannabis. São elas:
Dor crônica
Alzheimer
Câncer
Depressão
Ansiedade
Transtornos do espectro autista
Artrite reumatoide
Epilepsia
HIV/AIDS
Transtornos alimentares
Mal de Parkinson
Glaucoma
Esclerose múltipla
Paralisia cerebral
Transtorno bipolar
Transtornos do sono
TDAH
Transtorno de Tourette
Distonia
Malformação congênita
Síndrome de Down
Stress/Burnout
TOC
Psoríase
Diabetes
Esquizofrenia
Sidarta Ribeiro, neurocientista e fundador do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), afirma que existem diferentes níveis de evidências relacionadas ao uso da cannabis e determinadas doenças.
Segundo Ana Paula, nos últimos anos, a medicina também demonstrou interesse em outros fitocanabinoides, como o canabinol (CBN), utilizado no tratamento da insônia, de patologias relacionadas ao sistema imune, esclerose múltipla e doença de Crohn. Já o tetrahidrocanabivarin (THCV), o canabigerol (CBG) e o canabicromeno (CBC) também vêm ganhando popularidade em estudos científicos, sendo usados para tratamento de diabetes, inibição de células tumorais, glaucoma e osteoporose. (VANIN,2022)
O Sistema Endocanabinóide
Nas últimas três décadas os receptores de canabinóides (RCs) e os endocanabinóides (EC) – moléculas endógenas capazes de ativar os receptores canabinóides- foram descobertos em diferentes tecidos, incluindo os nervos periféricos, o sistema nervoso central e sistema imunológico. OS ECs estão implicados em uma gama de funções fisiológicas, incluindo a cognição, o humor, o controle motor, o comportamento alimentar e a dor.(COSTA,dez.2019)
	Comment by Marília: Eu feria uma adaptação nessa figura e tiraria esse texto à direita. Toda figura precisa ter número, título, legenda e fonte. 
Fonte da imagem. https://drapauladallstella.com.br/cannabis-medicinal
As substâncias derivadas de Cannabis sativa tem chamado atenção da medicina nos últimos anos, em especial o canabidiol (CBD) e a delta-9-tetrahidrocanabinol (Δ 9 -THC). Esses compostos possuem interação farmacocinética e farmacodinâmica opostas, onde o CBD atua como um antagonista ou modulador negativo em relação ao THC, através da ligação aos receptores CB1 e CB2. Dessa forma, as ações destes dois principais canabinóides modulam o sistema nervoso central envolvendo desenvolvimento, plasticidade sináptica e resposta a danos endógenos e ambientais, como característica de muitas doenças neurodegenerativas. Algumas dessas doenças apresentam etiologias ainda desconhecidas, porém todas são mediadas por neurotransmissores específicos que mantêm sistemas em desequilíbrio homeostático, como o Sistema Nervoso Gabaérgico (SNG) e o Sistema Nervoso Colinérgico (SNCol).(VANIN,2022)
REFERENCIAS
Ana Paula Vanin POTENCIAL NEUROPROTETOR DE ÓLEOS A BASE DE Cannabis sativa EM Caenorhabditis elegans / Ana Paula Vanin . -2022. 43 f.:il. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal da Fronteira Sul, N, N, 2022.
Agência Câmara de Notícias. (8 de junho de 2021). Comissão aprova proposta para legalizar no Brasil o cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais - Notícias. Disponível em: Acesso em: 06 nov. 2024 
BALLOTA, Danilo; SOUZA, Gonçalo Felgueiras: Cannabis, uma substância sob controle permanente. Revista TOXICODEPENDÊNCIAS• Edição IDT• Volume 11.1, 2015.
BARBOSA, D; MACHADO I. Uso medicinal da Cannabis. 2018. Disponível em: Acesso em: 12 set. 2024
Berlinck MT. A dinâmica da psicopatologia: o caso da maconha. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, v. 17, n. 1, p. 11-14, 2014. (Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlpf/v17n1/v17n1a01.pdf. Acesso em: 09 de setembro de 2024).
BEWLEY-TAYLOR, David; JELSMA, Martin. Regime change: re-visiting the 1961 single convention on narcotic drugs. International Journal Of Drug Policy, v. 23, n. 1, p. 72-81, jan. 2012. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.drugpo.2011.08.003.
Bialer M, Perucca E. Does cannabidiol have antiseizure activity independent of its interactions with clobazam? An appraisal of the evidence from randomized controlled trials. Epilepsia. 2020 Jun;61(6):1082-1089. doi: 10.1111/epi.16542. Epub 2020 May 26. PMID: 32452568.
BONINI, Sara Anna; PREMOLI, Marika; TAMBARO, Simone; KUMAR, Amit; MACCARINELLI, Giuseppina; MEMO, Maurizio; MASTINU, Andrea. Cannabis sativa: a comprehensive ethnopharmacological review of a medicinal plant with a long history. Journal Of Ethnopharmacology, v. 227, p. 300-315, dez. 2018.
BORILLE, B. T. Caracterização química da planta cannabis sativa a partir de sementes apreendidas pela polícia federal no estado do rio grande do sul. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016. Disponível em:. Acesso em: 03 out. 2024
Braga, Carla de Morais (2011). Histórico da utilização de plantas medicinais. Monografia (Licenciatura em Biologia) − Universidade de Brasília/Universidade Estadual de Goiás, Brasília, 2011
BRASIL. Lei no 11.343, de 23 de agosto de 2006. Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas – Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 2006a
Carranza, R. R. (2012) Los productos de Cannabis sativa: situación actual y perspectivas en medicina. Salud Mental, 35, pp. 247-256.
CARNEIRO, D. R., & Morgadinho, A. S. Canabis Medicinal na Neurologia Clínica: Uma Nuvem de Incertezas. Sinapse, 19(3-4), 104-113, 2019
CASTRO, De Marco Vinicius. A Marcha da Maconha no Brasil: uma possível luta por reconhecimento e inclusão. CSOnline-REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS, n. 25, 2017.
CHANDRA, Suman; LATA, Hemant; KHAN, Ikhlas A.; ELSOHLY, Mahmoud A. Cannabis sativa L.: Botany and Horticulture. In: CHANDRA, Suman; LATA, Hemant; ELSOHLY, Mahmoud A. Cannabis sativa L. - Botany and Biotechnology. Springer, 2017. http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-54564-6. ISBN: 978-3-319-54564-6.
DECannabis medicinal. O passado, o presente e o futuro. Prof. Dr. FlávioHenrique de Rezende Costa Mestre e Doutor em Neurologia pela UFRJ https://www.researchgate.net/profile/Flavio-HenriqueCosta/publication/340449410_Cannabis_Medicinal_O_passado_o_presente_e_o_futuro/links/5e8a68b34585150839c3ea77/Cannabis-Medicinal-O-passado-o-presente-e-o-futuro.pdf
DIAS, Paola; PALATA, Fernanda; VECCHIA, Marcelo. Representações sociais sobre uso de cannabis entre jovens: estudos comparativos. Estudos Interdisciplinares em psicologia, Londrina, v.11, n.3, p.174-195, 2020.
ESCOHOTADO, Antonio. O livro das drogas: usos e abusos, preconceitos e desafios. SP, Dynamis Editorial, 1997.
FARAG, S.; KAYSER, O. The Cannabis Plant: botanical aspects. In: PREEDY, V. R. Handbook Of Cannabis And Related Pathologies. Elsevier, 2017. p. 3-12.
FARIAS, Isabel Maria Sabino de; PIMENTEL, Silvina Silva. Pesquisa e prática pedagógica II. 2. ed. Fortaleza: RDS, 2011
FEITOSA, C. M.; MOURA, A. S. M.; DINIZ, R. M. C. S. de C.; DO LAGO, L. C.; SILVA, M. de A.; COSTA, J. V.; BARBOSA, A. M. A LEGALIZAÇÃO DA Cannabis sativa L. (MACONHA) NO BRASIL COMO USO MEDICINAL . Revista Contemporânea, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 831–853, 2024. DOI: 10.56083/RCV4N1-046. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/2958. Acesso em: 6 nov. 2024.
FIGUEIREDO, Júlia Martins; DA SILVA, Lourinalda Luiza Dantas. A Legalização da Maconha no Brasil: Desenvolvendo Diálogos Decoloniais no Ensino de Química. Revista Debates em Ensino de Química, v. 10, n. 1, p. 39-63, 2024.
https://g1.globo.com/saude/noticia/2022/06/05/cannabis-medicinal-o-que-e-o-sistema-endocanabinoide-e-como-a-planta-age-no-corpo.ghtml Cannabis medicinal: o que é o sistema endocanabinoide e como a planta age no corpo Por Carolina Dantas, g1 05/06/2022
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1994.
GROSSO, Adriana Ferreira. Cannabis: de planta condenada pelo preconceito a uma das grandes opções terapêuticas do século. Journal of Human Growth and Development, v. 30, n. 1, p. 94, 2020.
HILLIG, K. W. Genetic evidence for speciation in Cannabis (Cannabaceae).
Genetic Resources and Crop Evolution, v. 52, n. 2, p. 161–180, 2005.
Isabel Vieira de Assis Lima, Paula Maria Quaglio Bellozi, Edleusa Marques Batista, Luciano Rezende Vilela, Ivan Lucas Brandão, Fabíola Mara Ribeiro, Márcio Flávio Dutra Moraes, Fabrício Araújo Moreira, Antônio Carlos Pinheiro de Oliveira,Cannabidiol anticonvulsant effect is mediated by the PI3Kγ pathway,Neuropharmacology,Volume 176,2020,108156,ISSN 0028-3908,https://doi.org/10.1016/j.neuropharm.2020.108156.(https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0028390820302240)
KALANT, H. Medicinal use of cannabis: history and current status. Pain Res Manag., Toronto, v. 6, n. 2, p. 80-91, 2001. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11854770/. Acesso em: 15 ago. 2024.
Laranjeira R, Jungerman. FFS & Duann J. Drogas: maconha, cocaína e crack. São Paulo: editora contexto, 1998.
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/t%C3%B3picos-especiais/suplementos-alimentares/canabidiol-cbdPorLaura Shane-McWhorter, PharmD, University of Utah College of Pharmacy Revisado/Corrigido: jan. 2023
M.A. Damas, J.A. Jamar, A.P. Barbosa, A. Castellar. A Botânica Forense e a Ciência Farmacêutica no Auxílio à Resolução de Crimes. Associação Brasileira de Ensino Universitário (UNIABEU), Belford Roxo (RJ), Brasil 2015.
MARTINS, Denise do Amaral; POSSO, Irimar de Paula. Legislação atual sobre cannabis medicinal. Histórico, movimentos, tendências e contratendências no território brasileiro. BrJP, 2023.
McALLISTER, William. 2010. “Reflections on a Century of International Drug Control”. In: McALLISTER, Willliam. (org.) Governing the Global War on Drugs. London: LSE Ideas, pp. 10-17
MINAYO, Maria. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Rio de Janeiro: Vozes, 2009
Netzahualcoyotzi-Pietra et al. (2009). La marihuana y el sistema endocanabinoide: De sus efectos recreativos a la terapéutica. Rev Biomed. 20, pp. 128-153
Neto, PA, Pierro, LM, & Fernandes, ST (2023). Cannabis: 12.000 anos de experiências e preconceitos. Revista Brasileira de Dor
Pereira, Pedro Henrique Braga. Uso da cannabis para fins medicinais: reflexões a partir das experiências de um médico de família / Pedro Henrique Braga Pereira. -- 2022. 96 f.
RAMAN, Vijayasankar; LATA, Hemant; CHANDRA, Suman; KHAN, Ikhlas A.; ELSOHLY, Mahmoud A. Morpho-Anatomy of Marijuana (Cannabis sativa L.). In: CHANDRA, Suman; LATA, Hemant; ELSOHLY, Mahmoud A. Cannabis sativa L. - Botany and Biotechnology. Springer, 2017. http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-54564-6. ISBN: 978-3-319-54564-6.
RIBEIRO, Caio Carvalho. A CRIMINALIZAÇÃO DA CANNABIS NO MUNDO: UMA HISTÓRIA DE PRECONCEITO E INTERESSES ECONÔMICOS. Revista Campo da História, v. 7, n. 1, p. 263-270, 2022.
RIGONI MS, Silva Oliveira M, Andretta I. Consequências neuropsicológicas do uso da maconha em adolescentes e adultos jovens. Ciências & Cognição, v. 8, p. 118-126, 2006
Rocha, F. A., Araújo, M. F., Costa, N. D., Silva, R. P. (2015) O Uso Terapêutico Da Flora Na História Mundial. Holos. 1, 49-61.
ROCHA, Luiz; ALVES, João; AGUIAR, Irivania; SILVA, Francisco; SILVA, Roger; ARRUDA, Larissa; FILHO, Edvaldo; BARBOSA, Bartira; AMORIM, Luciclaudio; SILVA, Paloma; SILVA, Marcia. Uso de plantas medicinais: Histórico e relevância. Research, Society and Development, v. 10, n. 10, e44101018282-e44101018282, 2021.
RODRIGUES, Luciana B. de Figueiredo. controle penal sobre as drogas ilícitas: o impacto do proibicionismo no sistema penal e na sociedade. 2006. 273 f. Tese (Doutorado) - Curso de Direito, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2006.
RODRIGUES, Thiago. 2017. Política e Drogas nas Américas: uma genealogia do narcotráfico. São Paulo: Desatino, 2017.
ROWAN, Robinson. O Grande Livro da Cannabis: Guia completo de seu uso industrial, medicinal e ambiental. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
Sales, M. D. C., Sartor, E. B & Gentilli, R. M. L. (2015). Etnobotânica e etnofarmacologia: medicina tradicional e bioprospecção de fitoterápicos. Salus Journal of Health Sciences, 1, 17–26.
SILVA, Adriana Souza et al. A maconha nas perspectivas contemporâneas: benefícios e malefícios: Imagem: StockPhotos. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente, v. 9, n. 2, p. 786-795, 2018.
SÍRTOLI, Ericky Maurício et al. As vantagens e desvantagens da descriminalização da maconha. Anuário Pesquisa e Extensão Unoesc São Miguel do Oeste, v. 4, p. e21207-e21207, 2019.
SMALL, Ernest. Classification of Cannabis sativa L. in Relation to Agricultural, Biotechnological, Medical and Recreational Utilization. In: CHANDRA, Suman; LATA, Hemant; ELSOHLY, Mahmoud A. Cannabis sativa L. - Botany and Biotechnology. Springer, 2017. http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-54564-6. ISBN: 978-3-319-54564-6.
SOUSA, Maira Ribeiro de. Desenvolvimento de proposta de monografia farmacopeica de inflorescências de cannabis sativa L. Tese (Doutorado) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2022.
TAVARES, D.; OLIVEIRA, M. A. A descriminalização da maconha [em linha]. out. 2016.
TORCATO, C. E. Breve história da proibição das drogas no brasil: uma revisão. Revista Inter-Legere, [S. l.], n. 15, p. 138–162, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/interlegere/article/view/6390. Acesso em: 5 nov. 2024.
Weyrich, L. S., Duchene, S., Soubrier, J., Arriola, L., Llamas, B., Breen, J & Cooper, A. (2017). Neanderthal behaviour, diet, and disease inferred from ancient DNA in dental calculus. Nature, 544 (7650), 357–361.
ZUARDI, A. W. História da cannabis como medicamento: uma revisão. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 28, n. 2, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbp/a/ZcwCkpVxkDVRdybmBGGd5NN/abstract/?lang=en. Acesso em: 25 set. 2024.
Anexos 
Figura 1 Flores de Cannabis sativa macho (A) fêmea (B)
image1.jpeg
image2.emf

Mais conteúdos dessa disciplina