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DO PRECONCEITO AO AVANÇO MEDICINAL UMA RELEITURA DO CANÁBIS SÁTIVA
ANDERSON TEIXEIRA PIRES
JOSÉ ROBSON GUIMARÃES ALVES
Orientador (a): Profª drª. Marília Nunes Bullegon
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Curso (TURMA) – TCC
27.11.2024
RESUMO
Palavras-chave: ....................................................................................................	
1. INTRODUÇÃO
A cannabis sátiva assim como a imensa gama de plantas médicinais acompanha a história da humanidade em seus passos largos e constantes. O homem desde a era pré-histórica se ultiliza dos recursos naturais para alimentação,contrução de casas e ferramentas (Braga, 2011). 
A utilização das plantas medicinais é anterior ao surgimento da agricultura, há cerca de 40 mil anos, povos neandertais (Homo neanderthalensis) já faziam uso no tratamento de enfermidades ou medidas curativas (Weyrich, et al., 2017). Ao longo dos anos povos e nações se beneficiaram dos efeitos curativos das plantas, embora ouvesse a crença inicial de que as doenças eram causadas por espiritos ou aspectos religiosos, 
acredita-se que o uso medicinal das plantas tenha tido início mediante observações de suas características únicas, como modificações estruturais durante às estações do ano, e seu poder de regeneração mediante injúrias (Rocha Et al, 2015). Com o passar dos anos e o aprimoramento da industria farmacéutica fez se nescessario a criação por parte da OMS (Organização Mundial de Saúde), o Programa de Medicina Tradicional (PMT) com o objetivo de promover o uso racional das plantas medicinais. Entre as finalidades práticas, buscava-se a promoção de políticas públicas para unir a medicina convencional e os métodos terapêuticos tradicionais (Sales, et al., 2015).
Dentro dessa perspectiva o estudo das plantas medicinais ganharam uma nova vida, ou uma nova roupagem mediante a novas descobertas e estudos inovadores como os relacionados a planta chamada cannabis sátiva, que por ser uma droga psicoatíva ou seja, que age principalmente no sistema nervoso central tem sido alvo de intensas e acalouradas discussões no cenario mundial. 
Sendo assim, apesar da aparente objetividade e cientificidade do critério do uso medicinal, a efetiva classificação de uma droga psicoativa como “boa” (com uso terapêutico) ou “má” (sem uso terapêutico) obedeceu mais a pressões econômicas, políticas, morais e geopolíticas do que a “neutros” ditames científicos (McAllister, 2010; Rodrigues, 2017).
É com base nesses novos estudos, e no preconceito já estabelecidos pelo uso do cannábis de forma recreativa que surgiu esse trabalho que se baseia numa releitura de forma crítica de um apanhado de textos e artigos científicos encontrados na rede mundial de computadores, sites que são referência tais como Scielo, google acadêmico, e fontes confiáveis como documentos do Ministrio da Saúde e OMS, e também autores renomados no ramo desse estudo científico tais como McALLISTER,RODRIGUES com o intúito de análisar que aspectos estão sendo levados em conta quando se trata da cannábis sativa e seu uso como terápia medicamentosa.
1.1 OBJETIVO GERAL
O objetivo geral desse trabalho é analisar de forma crítica o que tem sido discutido na literatura existente sobre o cannabis sátiva, levando em consideração seus aspectos recreativos e médicinais, e compreender se o preconceito interfere no estudo do tema.
1.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS
· Esse trabalho tem como objetivos especificos compreender como se constituiu historicamente o consumo da cannabis sátiva.
· Entender sobre o preconceito do uso do cannabis sativa.
· Analisar as legislações vigentes do uso medicamentoso da cannabis 
· Assimilar a importância do uso do cannabis no tratamento de patólogias neurologicas.
· Descrever as consequencias do uso recreativo (indiscriminado) (canabis como “porta de entrada” para outras drogas. (o mau uso causa o preconceito e cosequentemente prejudica a disseminção do tratamento farmacologico. 
Explorar o efeito farmacólogico
2.	MATÉRIAIS E MÉTODOS
O estudo aqui realizado considera que há uma grande relevância no fato dessa pesquisa pois o tema é amplamente discutido na sociedade atual onde o conservadorismo muita das vezes impera impedindo o avanço técnologico. 
Portanto, a pesquisa bibliográfica possibilita um amplo alcance de informações, além de permitir a utilização de dados dispersos em inúmeras publicações, auxiliando também na construção, ou na melhor definição do quadro conceitual que envolve o objeto de estudo proposto (GIL, 1994). Toda boa pequisa tem como objetivo fazer um apanhado daquilo que tem sido discutido na literatura acadêmica existente essa não é diferente.
Os matériais aqui contidos são fruto de inumeras pesquisas realizadas em arquivos em pdf, livros e sites de pesquisa científica tais como Scielo e google acadêmico onde podemos encontrar materias de grande relevância acadêmica.
Também consideramos que o estudo aqui relizado será fonte para que outros alunos possam se debruçar no tema aqui abordado possibilitando com que ele futuramente seja fonte de pesquisa para novos trabalhos acadêmicos.
 A metodológia é o caminho pelo qual a pesquisa acontecerá ou seja a forma e os instrumentos ou meios que serão ultilizado para chegar a um fim, é impossivél se pensar em pesquisa sem entendermos que rumo iremos tomar 
Como afirma Bonfim (2009,p.73): “O trabalho científico necessita de um método para levar a cabo a pesquisa, que permita atingir a coleta e a análise de dados”.
 	Ao iniciarmos essa pesquisa mostrou-se evidente a nescessidade de uma revisão bibliográfica que fundamentasse nossas discursões, embora aparente certa facilidade a pesquisa bibliográfica demanda certa complexidade Como podemos perceber na afirmação de Farias e Pimentel (2011, p.28): “[...] a pesquisa bibliográfica não é diferente, pois sua natureza teórica demanda do pesquisador a capacidade de elaborar um quadro relacional da rede conceitual explicativa do fenômeno em análise”.
A pesquisa aqui realizada tem como característica ser uma pesquisa qualitativa, Minayo(2009, p.21), argumenta que: “a pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. [...], pois o ser humano se distingui por suas faculdades cognitivas e sua capacidade de refletir sobre o meio que vive e suas complexidades. Para a realização desse estudo primeiramente foi realizado um levantamento do referencial teórico, após a obtenção desse material foi possível realizar a leitura crítico-refléxiva e analítica e apos isso foram elaboradas as conclusões.
1.2 JUSTIFICATIVA
O tema aqui abordado nesse trabalho é fruto de muitas conversas e discussões sobre o uso terapeutico e o preconceito quanto ao uso da cannábis de forma recreativa . Durante o curso, além de inumeras discursões relacionadas ao preconceito do uso recreativo da canabis, também foi nos proporcionado através do estágio e estudos relativos ao medicamento uma maior abordagem do tema, tema esse amplamente discutido nos dias atuais, o fato é que essas discursões ascenderam o desejo de conhecermos ainda mais sobre o assunto para compreendermos melhor os motivos pelos quais o uso da cannábis satíva sofre tanto preconceito, e o por que da demora histórica relativa ao uso do canábis como terapia medicamentosa, não somente no nosso país mais no mundo todo, e compreender como o assunto está sendo discutido, desafios, preconceitos e evoluções na ciência quanto ao uso do canábis.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
CANNÁBIS SÁTIVA ORIGEM E HISTÓRIA
A canábis faz parte da história da humanidade desde o périodo néolitico, há cerca de 12 mil anos a.c na ásia central a planta já era consumida como alimento, na confeccões de tecidos entre outras (KALANT, 2001). Não tão distante há mais de 4 mil anos atrás existem relatos do seu uso como droga, sua descoberta foi atribuida ao imperador e farmacêutico chinês Shen Nieng, cujo trabalho em farmacologia se baseava no uso da planta no tratamento de diversas condições de saúde que variavam do reumatismo a apatia, além do uso como sedativo(PEREIRA, 2022). 
Assim como no decorrer da humanidade novas descobertas foram sendo catalogadas como uma das mais importantes de todas no antigo Egíto o papiro de Ebers, datado do ano de 1550 a.c registrao uso de mais de 700 formulas médicas e em boa parte delas se faz presente seja para tratamento de dores, transtornos emocionais até para o emprego do “bem estar” (NETO 2023).
O uso da cannábis assim como diversas outras plantas também era referido ao uso em rituais religiosos como na India onde o uso segundo o rito os aproximáva do divino, acreditava-se que a planta era sagrada sendo um presente do deus Shiva (ZUARDI, 2006). Também na india o uso terapeutico se baseava na terapéutica para constipação intestinal, falta de concentração e dor.
 ESTUDO BOTÂNICO DA CANNABIS
A diversidade de organismos despertou no homem a necessidade de classificação ou organização, e a sistemática vegetal surge com o objetivo de aliar plantas dentro de um sistema cujas regras são estabelecidas pela taxonomia, tendo como base a identificação, a terminologia, a classificação e o estudo da diversidade vegetal e sua história evolutiva. Com base nisso, utilizam-se conhecimentos de morfologia, fisiologia, fitopaleontologia, química, genética, ecologia, fitogeografia, evolução, entre outros. (Damas, Jamar, Barbosa, Castellar, 2015). 
A Maconha, planta de nome botânico Cannabis sativa, tem seu nome científico derivado do grego Kannabis, tendo como tradução “proveitosa”, atribuída à utilização da planta como um todo, da raiz ao topo. Em latim, Cannabis sativa significa cânhamo, que denomina o gênero da família da planta, pertencente ao gênero monotípico da família das Cannabaceae e sativa, que diz respeito a plantada ou semeada, e indica a espécie e a natureza do desenvolvimento da planta. (BARBOSA; MACHADO, 2018).
 	A taxonomia da cannabis é motivo de discussão no meio cientifico há anos, devido a imensa variedade e diversidade da planta como características da sua morfologia (tamanho, formas das folhas, diferenças de tamanho e numero de lóbulos), e químicas tais como (concentração de canabidiol e tetracanabidiol), frutos de uma longa história de manipulação de genes da C. sativa (SMALL, 2017; CHANDRA et al., 2017; RAMAN, 2017).
Por esse motivo alguns autores acabam por classificar a cannabis sativa por politípica por sua grande variedade de espécies, já outros a consideram monotípica, ou seja, uma única espécie, mas que apresenta alto grau de polimorfismo (CHANDRA et al., 2017; SMALL, 2017). Essa capacidade fenotípica da espécie e sua variação se dão por conta da disposição que essa planta tem de se adaptar a fatores ambientais o que dificulta ainda mais sua classificação taxonômica, Em razão disso, alguns autores têm sugerido
revisões da taxonomia do gênero Cannabis com base em critérios genéticos (HILLIG, 2005).
Um modelo de classificação de C. sativa guiado pelo International Code of Nomenclature for Cultivated Plants (INCP) foi proposto por Small & Cronquist
(1976), dividindo a espécie primeiramente em dois grupos ou “subespécies”: C. sativa subsp. indica, caracterizada por teores de Δ9-THC mais elevados (tipicamente acima de 1%); e C. sativa subsp. sativa, caracterizada por baixos teores desse canabinoide (tipicamente abaixo de 0,3%) (SOUSA, 2022).
A Cannabis sativa L. pertence ao reino Plantae, sendo uma planta vascular, com sementes e flores, possui como subespécies a Cannabis sativa sativa, Cannabis sativa indica, Cannabis sativa ruderalis e Cannabis sativa spontanea. Embora haja inúmeras discussões por sua grande quantidade de subespécies considera-se apenas uma a cannabis sativa L. a denominação C. sativa é considerada adequada para todas as plantas encontradas deste gênero (BORILLE, 2016). 
A cannabis sativa e uma planta que tem predominância dioica (flores masculinas e femininas são encontradas em diferentes plantas), raramente monoica (hermafroditas), sua floração é anual e sua altura pode variar entre 1 e 6 metros, seu tronco é verde, cilíndrico, oco e rígido (RAMAN, 2017).
Suas folhas são verdes e digitadas, podendo ter diferentes tamanhos e formatos a depender de sua genética. As margens da folha são serradas e as faces superior e inferior possuem tricomas (FARAG; KAYSER, 2017). As flores masculinas são verdes pálido, enquanto as flores femininas têm coloração verde escuro; ambas apresentando-se em forma de inflorescência (Figura1). 
 As frutas são aquênias, com formato oval, elíptica e ou subglobosa, ligeiramente compressadas, contendo uma única semente de revestimento de cor amarronzada (FARAG, KAYSER, 2017; RAMAN, 2017).
A planta fêmea contém maior quantidade de canabinóides que a planta macho, sendo que esta última apresenta um tempo de vida mais curto morrendo logo a seguir à libertação do pólen, enquanto que a planta fêmea só morre após o amadurecimento das sementes (Netzahualcoyotzi-Pietra et al., 2009). Os quatro canabinóides mais abundantes são: o -9-tetra-hidrocanabinol (9-THC), o canabinol (CBN) o canabidiol (CBD) e o -8-tetra-hidrocanabinol (8-THC).
 O 9-THC é o canabinóide com maior potência psicoativa, este canabinóide é um composto não cristalino de elevada lipofilia, o que lhe facilita a absorção no organismo, O CBN também possui propriedades psicoativas mas inferiores ao 9-THC, O 8-THC aparece somente em algumas variedades de plantas da cannabis, e apresenta um pequeno poder psicoativo e um elevado efeito antiemético. O CBD é um canabinóide sem ação psicoativa, contudo, existem estudos que descrevem a sua capacidade neuroprotetora resultante do seu poder antioxidante contra os radicais livres de oxigénio (ROS) produzidos nos neurónios por libertação excessiva de glutamato. Outros estudos referem a sua capacidade anti-inflamatória, sobre o sistema imune e anti convulsivante (Carranza, 2009; Netzahualcoyotzi-Pietra, 2009; Gainza, 2003). 
OS MALES CAUSADOS PELO USO INDISCRIMINADO
	A canabis sempre foi utilizada de forma recreativa desde seus primórdios, atualmente é uma das drogas que mais se consome a nível Mundial, e o seu uso abusivo transformou-se num problema de saúde pública, especialmente para os jovens, que não a reconhecem como uma droga como os opioides e opiáceos (Carranza, 2009). 
A canabis medicinal teve seu ápice no final do século XIX, e início do século XX, porém pela falta de padronização dos extratos da planta, fato esse que impedia a replicação dos efeitos, o uso da canabis como medicamento entrou em declínio da mesma maneira restrições ao uso da planta começaram a surgir na farmacopeia britânica em 1932, e na farmacopeia Americana em 1941,o ápice das restrições ocorreu em 1961 quando a Convenção Única Sobre Entorpecentes das Nações Unidas, inseriu o cannabis na mesma categoria que a droga heroína (BEWLEY- TAYLOR; JELSMA, 2012; BONINI et al., 2018; CROQC, 2020; ZUARDI, 2006). Essas restrições podem ter atrasado os estudos medicinais da canabis.
Para Berlinck (2014), estudos comprovam que a maconha apresenta como principal substância o delta-9-tetra-hidrocanabinol (abreviado para delta-9-THC, sendo um alucinógeno que foi isolado e teve sua estrutura química elucidada em 1964 por Gaoni & Mechoulam), e um principal canabinóide não psicoativo com propriedades terapêuticas, conhecido como canabidiol. 
O THC (tetra-hidrocanabidiol) por seus efeitos adversos é considerada a única droga psicoativa capaz de afetar a mente e o comportamento humano, os sintomas variam de acordo com a forma e quantidade de substância utilizada, ou seja, as doses em níveis altos podem causar ansiedade, sendo capaz de agravar ou desencadear um estado psicótico em algum momento. Seus efeitos variam de acordo com o organismo da pessoa, quantidade de substância ingerida e a forma como a mesma foi introduzida (SILVA, 2018).
O uso crônico da maconha também provoca náusea e canseira crônica, soneira, dor de cabeça e de garganta crônicas, irritabilidade, congestão nasal, piora do estado asmático, infecções frequentes nos pulmões, diminuição da coordenaçãomotora, alteração na memória e atenção, alteração na capacidade visual, problemas menstruais, impotência, diminuição da libido, depressão e ansiedade, instabilidade emocional que em alguns casos pode motivar ideias, ações ou mesmo tentativas de suicídio -, isolamento social, afastamento do lazer e outras atividades sociais, ou mesmo também sintomas mais graves, tais como a despersonalização, alucinações e ilusões dentre outros, como efeitos físicos e psíquicos encontrados na intoxicação por Cannabis sativa (LARANJEIRA, 1998).
Nota-se que usuários crônicos da Cannabis sativa mesmo o indivíduo não se apresentando sob efeito da droga podem apresentar uma capacidade diminuída de estabelecer novas memórias e de lembrar-se de fatos passados, as consequências na memória dos usuários crônicos estão relacionadas à duração e frequência do consumo, dose empregada e idade de início do uso crônico da maconha (RIGONI, 2006).
CANABIS E O PRECONCEITO SOCIAL
Embora o uso de plantas nas terapias medicinais seja algo muito comum na sociedade, o mal uso da maconha tem se tornado alvo de diversos preconceitos. A maconha desde 1890 é vista como associada ao contexto criminal, e devido a essa influência, foi proibida mundialmente em 1930 pela ONU (Rocha, 2019).
Esse conceito errôneo se dá pela falta de informação como afirma (Dias, Palata, Vecchia, 2020):
“Dificilmente vemos a maconha sendo relacionada ou citada como fins medicinais pela sociedade, e isso se dá, muitas vezes devido ao desconhecimento sobre a Cannabis sativa L. (maconha) e os efeitos que o seu consumo causam, levando a população a ter um certo preconceito sobre a espécie, reconhecendo que a maconha é apenas uma droga ilícita e que o uso da mesma gera somente problemas”
 
	É importante ressaltar que A liberação dos produtos à base de cannabis para fins medicinais no Brasil e em outros países ocorre em momento de acentuação do conservadorismo no País. Precisamos de uma divulgação ampla de que o CBD não é maconha e que o uso recreativo da maconha nada tem a ver com o uso da Cannabis medicinal. (Grosso, 2020)
	A função da informação é incondicional e se estabelece como principal ferramenta para elucidar a sociedade. Conhecer os produtos derivados da cannabis, distinguindo o CBD, que não é psicoativo do THC, que, como vimos, também tem efeitos terapêuticos e concentração elevada na maconha, diferentemente das diversas variedades da planta como o cânhamo. Apenas com a divulgação da imprensa, dos cientistas e médicos, essas informações podem alcançar a população como um todo. (Grosso, 2020)
A planta foi "demonizada" por questões raciais, econômicas e políticas,
a cannabis veio da Ásia, e em seguida acabou indo pra Europa, o que fez que na Inglaterra por exemplo, existisse um preconceito por conta dos indianos e dos árabes. O mesmo acontece nos Estados Unidos da América, mas nessa ocasião com os mexicanos Uma das primeiras leis norte-americanas foi, aproximadamente na década de 30, foi barrar os estrangeiros que possuíssem maconha. No Brasil, o preconceito persistia, mas agora, com os negros, apontados como principais responsáveis pela disseminação no país. (Sírtoli, 2019)
	jornais alegavam que as moças da época que tivesse contato com maconha se entregavam aos desejos sexuais e se relacionavam com homens de cor. Eram comuns matérias nos jornais de Aslinger dizendo que ao fumar um baseado, a pessoa imediatamente entrava de um estado de raiva e depravação, ou mesmo, dizendo que homens negros que fumam maconha, se sentiam tão bem quanto homens brancos.(RIBEIRO, 2022)
Esse conjunto de fatores fez com que se tornasse interessante depreciar
a planta. Então fica claro que os motivos para a criminalização da maconha,
nunca foram científicos e sim, políticos e preconceituosos. (Sírtoli, 2019)
A CANABIS E A LEGISLAÇÃO 
	 A primeira proibição que a planta sofreu foi em 1764, na invasão de Napoleão ao Egito. Os soldados franceses, em contato com os efeitos psicoativos da maconha ficaram menos hostis, o que fez com que o imperador automaticamente coibisse o uso por suas tropas. (BALLOTA; SOUZA, 2015)
	Os esforços das politicas antidrogas são evidentemente advindos da cultura proibicionista, fruto de valores que tem como base a repressão e as brigas econômicas e politicas como podemos observar na fala de ESCOHOTADO (1997):
“Esta pressão moralista contra as drogas remonta ao final do século XIX e principios do seculo XXe assumiu formas particulares nas Américas, Europa e Ásia. Se hoje o proibicionismo está cristalizado em normas internacionais, há cerca de um século havia um vazio jurídico que deixava ainda intocado, do ponto de vista da regulação legal, um mercado de drogas psicoativas bastante vigoroso e mobilizador de importantes interesses econômicos”.
	
	O primeiro fato histórico político no que diz respeito a legislação aconteceu nos Estados Unidos, pegando carona na famosa “lei seca” que decretava a proibição da venda e uso de bebidas alcóolicas no território americano que ao fracassar mudou seu foco para a proibição do uso da maconha que era vista com maus olhos pelo intermédio das noticias sensacionalista veiculadas pela imprensa da época como afirma, TAVARES (2016):
“Todas as justificativas para a proibição da maconha se baseavam nos recortes de jornais com reportagens fictícias. Foi criada uma comissão para julgar o tema e somente um médico o Dr. William Woodward foi chamado a participar das audiências, este se opôs a proibição, alegando que aqueles fatos não tinham comprovação e que tudo aquilo seria uma farsa. Ele foi voto vencido e em 1937 a maconha passou a ser proibida” ...
	Em 1961 alcançou seu principal alvo que era a proibição global das drogas, com a assinatura da Convenção Única sobre Drogas e Narcóticos, o mundo se aliançou em combater o tráfico. Sendo essa convenção alterada somente em 1972 em Genebra. (TAVARES, 2016)
	O Brasil navegou por muitos anos nas diretrizes impostas pelas convenções internacionais, a primeira lei de tóxicos do país surgiu no ano de 1921, com o advento da lei nº 4.294, essa lei relata que somente o uso medico é permitido no caso das substancias entorpecentes, essa lei se mostrou muito rasa, pois, sua ênfase e ao combate e regulação sobre o consumo do álcool (TORCATO, 2014).
	Foi com a publicação do Ato Institucional nº 5, que o artigo 281 do então Código Penal foi alterado através do Decreto-Lei nº 385/68, editado em 26/12/68. Tendo como objetivo reprimir as reações a ditadura, com essa modificação os militares passaram a aplicar as mesmas penas aos usuários e traficantes. Posteriormente ao artigo 281, foi substituído pela Lei nº 5.726/71. E somente em 1976 com a aprovação da Lei 6.368/76, houve pequenas alterações quando a definição de penas distintas para usuários e traficantes (ROWAN, 1999). Foi nesse mesmo período em que direito penal se solidificou no Brasil, como a configuração estratégica oficial considerada mais apropriada para lidar com o problema da droga.” (RODRIGUES, 2006)
Com o advento da constituição federal de 1988, no art. 5º e inciso 43 considera inafiançável o tráfico ilícito de entorpecentes passo esse em prol do aumento na rigidez e combate as drogas (RODRIGUES, 2006).
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES (os títulos são livres conforme o texto tratado)
Nesta seção apresenta-se o trabalho resultante de sua pesquisa. Isto implica em uma redação clara, lógica e objetiva. Para a apresentação, o autor poderá fazer uso de diversas ferramentas (dados estatísticos, tabelas, gráficos e outros), de forma a complementar o texto e amparar as análises discutidas.
A elaboração deste capítulo deve conter, no mínimo, 10 páginas. Vale ressaltar que as páginas devem ser preenchidas com texto analítico e argumentativo, não sendo contabilizadas figuras, tabelas ou gráficos para compor o mínimo de páginas exigidas.
O objetivo principal deste capítulo é apresentar uma análise detalhada e bem fundamentada dos resultados obtidos, promovendo uma reflexão crítica e uma discussão coerente sobre os dados coletadosdurante a pesquisa. Portanto, é fundamental que o texto se concentre na interpretação e no desenvolvimento de argumentos, sustentados por referências relevantes, de forma a proporcionar uma compreensão clara e objetiva do tema estudado.
É o momento no qual se argumenta sobre o tema e se infere determinadas conclusões. Contudo, deve-se levar em consideração que a argumentação deve ser sólida, pautada em referências, além de seguir uma sequência lógica e coerente.
A análise ocorre ao relacionar a teoria da fundamentação discutindo os resultados. Os autores que foram selecionados para fundamentar a sua pesquisa o auxiliam no desenvolvimento de todas as etapas, afim de qualificar o seu trabalho. Esta é a parte final do registro de sua pesquisa. É também o momento de retomar a problemática inicial e verificar se os objetivos foram alcançados.
Nesta etapa, o acadêmico deve apresentar os resultados de forma aprofundada sobre o tema desenvolvido no Trabalho de Graduação. É um artigo científico, portanto possui obrigatoriedade de fundamentação teórica e seguir a rigor a ABNT. É essencial que todos os parágrafos e ferramentas (fotos, esquemas, tabelas, desenhos, etc.) deste capítulo incluam citações de acordo com as normas da ABNT, garantindo a fundamentação teórica e a credibilidade das informações apresentadas. 
3.1 SUBSEÇÕES
Nesta parte também, apresenta-se subseções secundárias e terciárias, dependendo da necessidade do acadêmico no relato de seus estudos no Trabalho de Graduação. Observar a formatação correta de cada título, ou seja, seção primária (escrita em caracteres maiúsculos e em negrito), seção secundária (caracteres maiúsculos e sem negrito), seção terciária e demais seções (apenas a primeira letra maiúscula e sem negrito), todas alinhadas à esquerda.
4. CONCLUSÃO
A conclusão deve apresentar o posicionamento sintetizado da argumentação desenvolvida no corpo do trabalho. Apresenta-se uma análise sobre o trabalho desenvolvido,informando resultados e reflexões. Também poderá ser relatada uma opinião pessoal, apresentando recomendações e sugestões referentes ao aperfeiçoamento de futuros trabalhos.
5. REFERÊNCIAS
Referenciar todas as obras citadas conforme ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR	6023.

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