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FARMACOTÉCNICA 
E TECNOLOGIA DE 
MEDICAMENTOS 
LÍQUIDOS E 
SEMISSÓLIDOS
Thaís Carine Ruaro
Pesquisa, desen­
volvimento e 
produção de 
medicamentos 
fitoterápicos 
sólidos
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 > Diferenciar planta pulverizada e extrato seco na produção de medicamentos.
 > Avaliar o uso de excipientes na produção de medicamentos fitoterápico 
sólidos.
 > Estabelecer dosagem adequadas de acordo com os teores de princípio 
ativos.
Introdução
Mesmo com o desenvolvimento crescente dos fármacos sintéticos, as plantas 
medicinais permaneceram como uma forma alternativa de tratamento de diver-
sas doenças. Felizmente, nas últimas décadas observou-se uma valorização do 
emprego de preparações fitoterápicas.
Neste capítulo, você vai encontrar um panorama geral de como funciona a 
pesquisa no desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos, bem como algu-
mas definições conceituais relevantes. Além disso, vai entender como se dá o 
desenvolvimento de novos medicamentos fitoterápicos e os processos e pontos 
importantes que precisam ser levados em consideração na produção. Por fim, vai 
encontrar vários exemplos das diferenças entre os insumos farmacêuticos ativos 
vegetais, fatores de correção e cálculos farmacotécnicos. 
Medicamentos fitoterápicos: pesquisa, 
definições e panorama geral
O uso de plantas como medicamento talvez seja tão antigo quanto o próprio 
ser humano e fazem parte do nosso processo evolutivo. O emprego de plantas 
medicinais foi o primeiro recurso terapêutico utilizado pelos povos e vem 
sendo utilizado em larga escala até hoje, apresentando relação cultural e 
tradicional com cada país (TOMAZZONI; NEGRELLE; CENTA, 2006).
A natureza é historicamente uma fonte importante de moléculas úteis 
para a terapêutica ou para estudos de biologia celular, fisiologia e processos 
patológicos. Preparações caseiras e farmacêuticas obtidas de fontes naturais, 
sobretudo plantas, foram a base da farmacoterapia no século XIX e são até 
hoje essenciais na medicina tradicional. Muitos fármacos empregados na 
clínica atualmente foram desenvolvidos a partir de diferentes fontes naturais 
(SIMÕES et al., 2017).
Para compreendermos seus processos de pesquisa, desenvolvimento e 
produção, inicialmente precisarmos compreender a definição das termino-
logias da área (BRASIL, 2013; 2014a; 2014b):
 � Chá medicinal — droga vegetal com fins medicinais a ser preparada por 
meio de infusão, decocção ou maceração em água pelo consumidor; 
são preparações realizadas pelas pessoas a partir da droga vegetal, 
com intuito terapêutico. Pode-se preparar por infusão, decocção ou 
imersão em água.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos2
 � Derivado vegetal — produtos botânicos naturais ou produtos de extra-
ção de produtos botânicos, que podem existir na forma de extratos, 
em agentes, álcool, óleos fixos e voláteis, ceras, exsudatos, etc.
 � Droga vegetal — as plantas medicinais ou suas partes contendo 
substâncias ou categorias de substâncias responsáveis por efei-
tos terapêuticos podem existir na sua forma inteira, rasurada ou 
triturada após a coleta, estabilização (se aplicável) e processo de 
secagem.
 � Extratos — preparações de consistência líquida, sólida ou intermedi-
ária a partir de matérias-primas derivadas de plantas, usando etanol, 
água ou outro solvente adequado. São preparadas por percolação, 
imersão ou outros métodos adequados e comprovados.
 � Fitocomplexo — conjunto de todas as substâncias derivadas do me-
tabolismo primário ou secundário, corresponsáveis pelos efeitos 
biológicos das plantas medicinais ou seus derivados.
 � Fitofármaco — medicamentos que possuem em sua composição subs-
tâncias isoladas e purificas oriundas de matéria-prima vegetal e que 
não passaram por qualquer alteração molecular. Não são considerados 
fitofármacos compostos isolados que passaram por qualquer etapa 
de modificação estrutural e nem semissíntese.
 � Fitoterápico — obtidos das matérias-primas ativas vegetais, exceto 
para substâncias isoladas utilizadas para fins preventivos, terapêu-
ticos ou paliativos, incluindo medicamento fitoterápico e produto 
tradicional fitoterápico. Podem ser simples, quando os ativos são 
derivados de uma única planta, ou compostos, quando o ativo é 
proveniente de mais de uma espécie vegetal. Os medicamentos que 
possuem em sua composição substâncias ativas isoladas não são 
considerados fitoterápicos. Preparações caseiras feitas de vegetais 
(como infusões e decocções) são consideradas fitoterápicos, mas não 
se enquadram como medicamentos fitoterápicos.
 � Insumo farmacêutico ativo vegetal (IFAV) — matérias-primas vege-
tais ativas (droga ou derivado vegetal) utilizadas na produção de 
fitoterápico.
 � Intermediário — a substância modificada molecularmente ou purifi-
cada obtida na etapa de processamento antes de se tornar um insumo 
farmacêutico ativo.
 � Marcador — os componentes ou categorias de componentes químicos 
presentes nas matérias-primas vegetais, como alcaloides, flavo-
noides, ácidos graxos, etc., estão preferencialmente relacionados 
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos 3
a efeitos terapêuticos, podendo ser utilizados como referência no 
controle de qualidade das matérias-primas vegetais. Os marca-
dores podem ser divididos em ativos e analíticos: ativos, também 
conhecidos como marcadores farmacológicos, são os componen-
tes responsáveis pelos efeitos terapêuticos do medicamento; já 
os marcadores analíticos, também conhecidos como marcadores 
fotoquímicos, estão presentes no extrato; entretanto, seu efeito 
ativo ainda não foi relatado.
 � Matéria-prima vegetal — planta medicinal fresca, droga vegetal ou 
derivado vegetal.
 � Medicamento fitoterápico — medicamentos fabricados usando apenas 
materiais ativos de origem vegetal, exceto substâncias isoladas usadas 
para fins de prevenção, tratamento ou paliativos, cuja segurança e 
eficácia se baseiam em evidências clínicas, e sua qualidade é constante. 
Se aplica a preparações farmacêuticas tecnicamente preparadas, ou 
seja, cápsulas, comprimidos e suspensões orais.
 � Planta medicinal fresca — qualquer planta medicinal usada para fins 
terapêuticos, usadas imediatamente após a colheita/coleta, sem qual-
quer processo de secagem.
 � Planta medicinal — variedades vegetais, cultivadas ou não, utilizadas 
para fins terapêuticos.
 � Produtos tradicionais fitoterápicos (PTFs) — elaborados apenas com 
matérias-primas vegetais ativas. Sua segurança e eficácia baseiam-
-se nos dados publicados na literatura técnica e científica para uma 
utilização segura e eficaz, e destinam-se ao diagnóstico, prescrição 
ou utilização sem supervisão médica.
Os PTFs são uma nova classe de medicamentos criada pela Agência 
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o intuito de esclarecer a popu-
lação se o produto que está utilizando passou por todos os testes clínicos 
de segurança e eficácia ou se foi aprovado por tempo de uso tradicional 
seguro e efetivo. Um fitoterápico, seja ele medicamento fitoterápico ou PTF 
(Quadro 1), pode ter como IFAV uma droga vegetal ou um derivado vegetal 
(BRASIL, 2014c). 
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos4
Quadro 1. Diferença entre medicamento fitoterápico e PTF 
Medicamento 
fitoterápico PTF
Comprovação de 
segurança e eficácia/ 
efetividade
Mediante de estudos 
clínicos
Por tempo de uso
Boas práticas de 
fabricação
Segue a RDC nº. 17/2010 Segue a RDC nº. 13/2013
Informações do 
fitoterápico para o 
consumidor final
São disponibilizadas na 
bula
Disponibilizadas no 
folheto informativo
Autorização de 
comercialização junto à 
Anvisa
Registro ou registro 
simplificado
Registro, registro 
simplificado ou 
notificação
Fonte: Adaptado de Brasil (2014c).
Os produtos naturais apresentam grande diversidade estrutural e ativida-
des biológicas/farmacológicas relevantes.na área, 
até o momento poucos medicamentos genuinamente brasileiros produzidos 
a partir de plantas foram desenvolvidos e são comercializados no Brasil. Isso 
nos mostra a importância e a necessidade de continuarmos trabalhando nessa 
área para incrementar a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos 
fitoterápicos (SIMÕES et al., 2017).
As potencialidades de uso das plantas medicinais estão longe de se es-
gotar, afirmação endossada pelos novos paradigmas de desenvolvimento 
social e econômico baseados nos recursos renováveis. Novos conhecimentos 
e novas necessidades certamente encontrarão, no reino vegetal, soluções, 
por meio da descoberta e do desenvolvimento de novas moléculas com 
atividade terapêutica ou com aplicações tanto na tecnologia farmacêutica 
quanto no desenvolvimento de fitoterápicos com maior eficiência de ação 
(SIMÕES et al., 2017).
O Brasil é o país que detém a maior parcela de biodiversidade, em torno 
de 15 a 20% do total mundial, com destaque para as plantas superiores, das 
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos8
quais detém aproximadamente 24% da biodiversidade. Entre os elementos que 
compõem a biodiversidade, as plantas são a matéria-prima para a fabricação 
de fitoterápicos e outros medicamentos (DAVID, J. P.; NASCIMENTO; DAVID, J. 
M., 2004; BRASIL, 2006).
A Política Nacional de Medicamentos, aprovada em 1998, em sua diretriz 
“Desenvolvimento Científico e Tecnológico”, prevê a continuidade e expansão 
do apoio a pesquisas para o aproveitamento do potencial terapêutico da 
flora e fauna nacionais, enfatizando a certificação de suas propriedades 
medicamentosas (BRASIL, 2006). O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta à 
população, com recursos de União, Estados e Municípios, 13 medicamentos 
fitoterápicos. Eles constam na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 
(Rename) e são indicados, por exemplo, para uso ginecológico, tratamento 
de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera, além de me-
dicamentos com indicação para artrite e osteoartrite (BRASIL, 2020).
Desenvolvimento de medicamentos 
fitoterápicos
Muitos fatores têm sido associados com o crescimento do mercado mundial 
de fitoterápicos, dentre os quais podemos citar (MATHEUS, 2002):
 � a preferência da população por terapias naturais;
 � a preocupação com medicamentos sintéticos devido à crença de que 
os fitoterápicos são livres de efeitos colaterais;
 � interesse em medicamentos com abordagens alternativas;
 � automedicação, por serem isentos de prescrição;
 � crescente aumento das pesquisas que comprovam a eficácia e a se-
gurança dos medicamentos fitoterápicos;
 � o custo mais baixo em relação aos medicamentos sintéticos.
Há pelo menos três situações distintas envolvendo o uso de medicamentos 
originários de plantas e que são muitas vezes confundidas: o uso tradicional 
de espécies botânicas com finalidade terapêutica, o emprego de medicamen-
tos fitoterápicos (industrializados) e o medicamento quimicamente definido 
originário de plantas (MATHEUS, 2002).
No uso tradicional de plantas medicinais, as preparações usuais são 
chás (maceração, infusão e decocção), alcoolaturas, xaropes, garrafadas, 
compressas, banhos e cataplasmas. Popularmente, as plantas medicinais 
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos 9
de pequeno porte são conhecidas como ervas e geralmente são utilizadas 
inteiras. Para plantas maiores (arbustos, árvores), é comum a distinção de 
uma parte específica a ser utilizada (raízes, folhas, frutos, sementes, flores). 
Além disso, grande parte das espécies vegetais, utilizadas pela população no 
Brasil não possui ação farmacológica comprovada, estudo químico realizado 
e nem mesmo estudos toxicológicos (MATHEUS, 2002; SIMÕES et al., 2017).
Já os medicamentos fitoterápicos são preparações farmacêuticas padroni-
zadas contendo extratos de partes de uma ou mais plantas. Os fitoterápicos 
são, portanto, produtos industrializados, que medicamentos podem ou não 
ter origem no conhecimento popular — tradicional — sobre as propriedades 
medicinais das plantas. Como qualquer outro produto farmacêutico, deveriam 
ter a segurança e eficácia comprovadas frente à autoridade regulatória antes 
do acesso ao mercado consumidor. As propriedades terapêuticas dos medi-
camentos fitoterápicos se devem a substâncias ativas presentes na planta 
como um todo, ou em parte dela, e são obtidas na forma de extrato total 
ou processado. Entretanto, na maioria dos casos os constituintes químicos 
responsáveis pela atividade farmacológica dos fitoterápicos existentes no 
mercado brasileiro de medicamentos não são conhecidos (YUNES; CALIXTO, 
2001; MATHEUS, 2002).
Por fim, os medicamentos quimicamente definidos originários de plantas 
são os medicamentos contendo a substância ativa isolada de um produto 
vegetal. Na busca por novos fármacos, torna-se necessária uma interação 
mais ampla entre químicos e farmacólogos para a análise de extratos, sejam 
eles semipuros, frações ou finalmente os compostos puros, em que procura-
-se determinar o componente químico responsável pela atividade biológica.
Comparando os medicamentos sintéticos com os medicamentos fitoterá-
picos, podemos pautar algumas características relevantes do medicamento 
fitoterápico (KARAM et al., 2013):
 � os princípios ativos são frequentemente desconhecidos;
 � a padronização, a estabilidade e o controle de qualidade são possíveis, 
mas não são fáceis;
 � a disponibilidade e a qualidade da matéria-prima são problemáticas;
 � estudos clínicos e toxicológicos duplo-cego comprovando sua eficácia 
são mais difíceis;
 � possuem amplitude terapêutica e são adequados para doenças 
crônicas;
 � costumam custar menos que medicamentos sintéticos.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos10
O desenvolvimento de fitoterápicos inclui várias etapas. Primeiro, é ne-
cessário realizar uma investigação na bibliografia científica e, em seguida, 
garantir a identificação correta dos materiais coletados. O objetivo da pesquisa 
agronômica não é apenas preservar a diversidade biológica na natureza, mas 
também obter uma grande quantidade de matérias-primas. Já na pesquisa 
fotoquímica, na qual o processo de separação será realizado, a estrutura 
será esclarecida e as substâncias mais importantes (geralmente aquelas 
que podem fornecer efeitos terapêuticos) serão identificadas (TOLEDO et 
al., 2003; SIMÕES et al., 2017).
A avaliação da atividade biológica inclui frações de pesquisa, extratos 
totais ou atividades farmacológicas e toxicológicas de medicamentos de 
origem vegetal. Essa etapa é um requisito básico para a conversão de 
plantas medicinais em medicamentos fitoterápicos. Além disso, é neces-
sária a pesquisa e o desenvolvimento de métodos analíticos e avaliação 
da qualidade do medicamento para garantir que, apesar dos diferentes 
lotes, ele ainda tenha um efeito terapêutico contínuo e segurança no uso. 
Além disso, a utilização de métodos analíticos para quantificar substâncias 
ativas ou de referência e aspectos relacionados à forma do fármaco são 
essenciais para se obter a homogeneidade do lote de produção (TOLEDO 
et al., 2003).
Em algumas plantas, podemos observar que diferentes partes apre-
sentam propriedades inteiramente diversas, como a Punica granatun 
(romãzeira), cujas cascas do caule têm efeitos tenífugas e as cascas dos frutos 
possuem propriedades anti-inflamatórias e antibióticas. Em contrapartida, em 
plantas como a Phyllanthus niruni (quebra-pedra) todas as partes da planta são 
utilizados com a mesma finalidade.
Dispondo-se de uma espécie vegetal botanicamente identificada e culti-
vada adequadamente sem o uso de agentes químicos contaminantes, os se-
guintes passos devem ser observados para preparo da droga vegetal passível 
de ser armazenada e processada para se tornar um produto intermediário e 
finalmente um fitoterápico:
1. Coleta — deve levar em consideração fatores que influenciamno teor 
de princípios ativos, como partes que apresentam maior concentração, 
época do ano, entre outros.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos 11
2. Monda — logo após a coleta, é necessário realizar a monda, que nada 
mais é do que a seleção das partes da planta que realmente serão 
utilizadas, separando-as das demais partes que não são de interesse, 
mas que possam ter sido coletadas em conjunto. São empregados 
métodos de catação manual, lavagem em água corrente, separação 
em corrente de ar, peneiração, entre outros.
3. Estabilização — é um passo necessário, por neutralizar a ação enzi-
mática a que estão sujeitos os princípios ativos. Essa etapa deve ser 
observada com bastante cuidado, pois pode de certo modo inferir no 
princípio ativo, de modo a inativá-lo. É realizada por meio de aque-
cimento a seco (estufa pré-aquecida) ou úmido (vapor de álcool) por 
tempo e temperatura padronizados para cada planta.
4. Dessecação (secagem) — tem por objetivo reduzir a umidade para que 
não ocorra risco de proliferação microbiana. Geralmente é realizada por 
aquecimento a 40–45°C, à sombra. Para as que possuem substâncias 
termolábeis, é realizado à temperatura ambiente.
5. Trituração — a droga seca passa por um processo de trituração, para 
reduzir as dimensões das partículas até o tamanho de interesse. Para 
essa etapa, utiliza-se moinhos e tamises que garantam o tamanho 
desejado da partícula.
6. Armazenamento —devem ser armazenadas em local limpo, seco, à 
sombra e à temperatura ambiente, até que seja necessário produzir 
um fitoterápico ou um intermediário.
Para elaboração de tinturas, é suficiente a utilização de tamises 
números III e IV, resultando em pós com diâmetro de 0,28 e 0,54 mm 
(pó moderadamente grosso). Já para produção de cápsulas, são utilizados tamises 
V ou VI, resultando em pós com diâmetro entre 0,17 e 0,14 mm (pós finíssimos). 
A qualidade de tudo o que vier ser produzido a seguir vai depender das 
condições em que as drogas vegetais foram processadas. Dessa forma, o 
controle de qualidade é essencial. Os ensaios laboratoriais que avaliam 
a qualidade da droga vegetal, fresca, seca e/ou triturada, compreendem 
basicamente observações macroscópicas e microscopias, determinação 
da umidade, identificação e dosagem da substância ativa ou marcadores, 
determinação da quantidade de matéria orgânica estranha, determinação 
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos12
de resíduos de pesticidas, determinação de presença de arsênio e metais 
pesados, determinação da quantidade de microrganismos viáveis, entre 
outros (SIMÕES et al., 2017).
A droga vegetal dessecada e triturada em alguns casos pode ser diretamente 
utilizada como fitoterápico. Entretanto, na maior parte das vezes a droga é pro-
cessada de forma a resultar em uma solução extrativa contendo as substâncias 
de interesse terapêutico e deixando um resíduo inerte. A solução extrativa é o 
resultado da dissolução de uma droga vegetal em um determinado solvente. 
Dessa forma, alguns fatores influenciam na obtenção da solução extrativa, como 
a seletividade do solvente, pois cada grupo de substâncias possui afinidade e 
será passível de ser extraído de acordo com as características dos solventes 
utilizados. Por isso, é importante conhecer o princípio ativo de interesse para 
melhor escolher o solvente ou a combinação de solventes. A agitação, o tempo, 
temperatura e a tensão superficial também influenciam na capacidade de 
extração dos princípios ativos (SIMÕES et al., 2017).
Após escolhidos os solventes, é necessário escolher um método extrativo. 
Os métodos extrativos de uso caseiro para plantas medicinais são digestão, 
infusão e decocção. Também podem ser utilizados em âmbito laboratorial, 
mas os métodos mais utilizados nesse caso são maceração, percolação, 
turbólise, contracorrente, fluido supercrítico, sohxlet (SIMÕES et al., 2017).
Após o término da extração, obtemos a solução extrativa, que precisa 
passar por métodos para aumentar a concentração do princípio ativo no 
produto e retirar os solventes, muitas vezes com elevada toxicidade. Entre 
os métodos de concentração, podemos destacar:
 � Evaporação simples — consiste no aquecimento do extrato em banho-
-maria, sob pressão reduzida.
 � Evaporação laminar — consiste em aquecer uma fina camada de cada 
vez de porção do material a ser concentrado, sobre um dispositivo 
cilíndrico rotativo.
 � Liofilização — ocorre em temperatura abaixo do ponto de congelamento 
da água. A perda de solvente se dá por sublimação em alto vácuo, 
permitindo a manutenção da integridade química dos componentes 
do extrato, mas exige que tenha sido obtido em meio aquoso.
 � Nebulização — é empregado ar quente na secagem de gotículas de ex-
trato, que expõe uma grande área superficial total para que a evaporação 
ocorra de forma rápida. Além de obter um extrato sólido, ele é constituído 
por partículas esféricas com ótima capacidade de escoamento.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos 13
Uma vez obtidos, os extratos ainda podem serem divididos em extratos 
ordinários e extratos fluidos. Os extratos ordinários são aqueles apresen-
tados em uma determinada concentração especificada (digamos, extrato 
de confrei 50%, que representa um extrato em que cada mililitro contém os 
ativos contidos em 0,5 g da droga que lhe deu origem). Já os extratos fluidos 
são aqueles em que cada mililitro equivale a 1 grama da droga que lhe deu 
origem, correspondendo, portanto, a uma concentração de 100% (TOLEDO 
et al., 2003)
Para a preparação dos extratos fluidos, é necessário recorrer a processos 
extrativos comuns até se obter o esgotamento da droga, sendo os extratos 
submetidos a aquecimento para evaporação do solvente até que se atinja a 
concentração desejada. Em sua maioria, são preparados por um dos quatro 
processos gerais, descritos e designados pelas letras A, B, C e D na Farma-
copeia Brasileira (BRASIL, 2019).
Por fim, os extratos precisam ser padronizados e armazenados. Para 
que haja reprodutibilidade de seus efeitos terapêuticos, a manutenção da 
qualidade entre os lotes é crucial. Atualmente a técnica mais utilizada é a de 
doseamento dos marcadores, em que se realiza o doseamento químico das 
substâncias relacionadas aos efeitos terapêuticos, que ocorrem na droga de 
maneira mais expressiva em quantidade ou potência farmacológica (BARA 
et al., 2006).
No caso do Ginkgo biloba, o extrato é padronizado pelo doseamento 
de dois grupos principais, as lactonas terpênicas, presentes em cerca 
de 6%, e os flavonoides, presentes em cerca de 24%. Um extrato hidroalcoólico 
simples, preparado de forma distinta da metodologia patenteada que origina 
o EGB761 (nome do extrato padronizado do Ginkgo biloba), fornece um extrato 
com 0,2% de lactonas e 4% em flavonoides (SCHNEIDER et al., 2007).
Embora essa seja a técnica mais aceita atualmente e a melhor em ter-
mos de garantia da eficácia dos produtos, há algumas dificuldades para 
sua efetivação. Em primeiro lugar, por carecer de padrões isolados e puros, 
comercialmente disponíveis e que possam ser utilizados rotineiramente em 
controle de qualidade. Em segundo lugar, há várias plantas que, embora 
conhecidas e estudadas, ainda não receberam pesquisas para isolar e iden-
tificar seus ativos principais ou, por outro lado, tais substâncias isoladas não 
estão disponíveis comercialmente, dificultando ou mesmo inviabilizando o 
doseamento por marcador (BARA et al., 2006).
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos14
Assim, após padronizado, o extrato vegetal está apto a se tornar um medi-
camento fitoterápico ou ser comercializado na forma de IFAV para farmácias 
de manipulação ou indústrias.
Produção magistral de medicamentos 
fitoterápicos: dosagem versus teor de 
princípios ativos
A forma farmacêutica é definida como o estado final que o fármaco ou o extrato 
possui após ser submetidoa uma ou mais operações farmacêuticas com ou 
sem a adição de excipientes, a fim de obter o efeito terapêutico desejado, além 
de ser caracterizada por uma determinada via de administração (BRASIL, 2006).
Nesse sentido, a obtenção de uma forma farmacêutica derivada de 
matérias-primas vegetais requer um planejamento preliminar. O objetivo 
é determinar as especificações de matérias-primas vegetais e outros adju-
vantes, além de planejar os métodos apropriados para seu processamento de 
acordo com as legislações e normatizações vigentes para o desenvolvimento 
de fitoterápicos (TOLEDO et al., 2003).
Para selecionar adequadamente a forma farmacêutica e a via de admi-
nistração, é necessário considerar a eficácia e a segurança dos marcadores 
químicos ativos em plantas medicinais. Quando os materiais vegetais são 
convertidos em produtos tecnicamente refinados, é necessário manter a 
integridade química e farmacológica de marcadores químicos para garantir 
a qualidade (TOLEDO et al., 2003).
O conhecimento dos adjuvantes empregados deverá abranger principal-
mente as especificações adequadas de conservação e manipulação. Eles são 
utilizados de modo a facilitar a preparação e a aceitabilidade por parte do 
paciente, facilitar sua administração, promover uma liberação consistente, 
proteger o produto da degradação e garantir a biodisponibilidade da droga 
(TOLEDO et al., 2003). Na preparação de formas farmacêuticas sólidas, são 
adicionados diluentes (com o intuito de aumentar o volume da formulação), 
aglutinantes (para conferir adesão), conservantes (para prevenir o cresci-
mento microbiano) e estabilizantes, antioxidantes e agentes quelantes (para 
prevenir a decomposição). Além disso, são adicionados lubrificantes para 
auxiliar no preenchimento das cápsulas ou na formação do comprimido e 
desintegrastes que auxiliam na degradação/absorção após a administração 
(ALLEN JR.; POPOVICH; ANSEL, 2013).
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos 15
A administração de um agente terapêutico requer sua incorporação em 
uma forma farmacêutica geralmente caracterizada pelo estado físico de 
apresentação, que é composta por ingredientes farmacologicamente ativos 
e adjuvantes farmacêuticos. Ao escolher a forma de dosagem mais adequada 
para produtos à base de plantas, é preciso (TOLEDO et al., 2003):
 � estudar a eficácia e a segurança dos princípios ativos e garantir sua 
qualidade; 
 � promover o uso de medicamentos pela via de administração mais 
adequada; 
 � permitir que doses eficazes de princípios ativos sejam administradas 
com precisão suficiente para garantir seu uso seguro e adequação a 
situações específicas; 
 � resolver o problema de estabilidade adicionando adjuvantes principais 
conservadores (como conservantes, antioxidantes, tampões, etc.);
 � ajustar as características da forma farmacêutica de acordo com as 
necessidades fisiológicas da via de administração;
 � melhorar as características organolépticas dos medicamentos para 
estimular a adesão ao tratamento pelo paciente.
Os extratos de plantas concentrados e padronizados são as matérias-
-primas mais usadas na manipulação de fitoterápicos na farmácia magistral. 
O uso de extratos vegetais otimiza a manipulação hábil do processo farma-
cológico e melhora as propriedades farmacocinéticas do fitoterápico, produ-
zindo medicamentos seguros, de alta qualidade e eficazes. A concentração 
do extrato depende da relação fármaco:extrato, ou seja, da qualidade do 
vegetal utilizado para obter determinado volume de extrato após o processo 
de extração. 
Atualmente, as principais formas extrativas disponíveis para o setor ma-
gistral são:
 � os extratos fluidos na proporção 1:1;
 � as tinturas na proporção 1:5 (teor de 20%) ou 1:10 (teor d 10%);
 � extratos secos concentrados na proporção geralmente de 2:1 até 20:1;
 � extratos secos padronizados com teor percentual de marcador 
fitoquímico.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos16
Se 3 kg de uma determinada droga vegetal são empregados para 
obtenção de 3 litros de extrato fluido (proporção 1:1), essa proporção 
indica que nos 3 litros de extrato fluido estão todas as moléculas solúveis 
que anteriormente faziam parte da droga vegetal. Após eliminar o solvente de 
extração, obtemos em média 33,3% (em torno de 1 kg) de resíduo seco, ou seja, 
o extrato seco concentrado na proporção 3:1. Assim, foram necessários 3 kg da 
droga vegetal para obtenção de 1 kg do extrato seco concentrado.
Os extratos secos padronizados são obtidos a partir dos extratos secos 
concentrados, sendo submetidos a métodos quantitativos/analíticos de 
doseamento. Possuem seus teores percentuais de marcadores quantificados 
e padronizados. Os extratos secos são preparações obtidas pela eliminação 
de aproximadamente 95–99% da fase líquida, por meio das operações de 
secagem em pressão atmosférica reduzida, liofilização, entre outras. Os 
grânulos obtidos pela aglomeração de matérias-primas em forma de pó e de 
outros adjuvantes farmacêuticos por meio do emprego de aglutinantes são 
destinados a preparações extemporâneas (soluções ou suspensões) ou ainda 
utilizados como preparações intermediarias para obtenção de comprimidos 
(TOLEDO et al., 2003).
Ajuste de teor para correção de doses
As cápsulas são a forma farmacêutica obtida pela deposição da droga vegetal 
seca, triturada, tamisada ou pela incorporação de extrato vegetal em cápsulas 
gelatinosas duras, ou ainda pela incorporação de líquidos ou semissólidos 
lipofílicos em cápsulas de gelatina mole. Respondem por 60% das formulações 
comercializadas nas farmácias de manipulação e representam uma das formas 
farmacêuticas de maior aceitação, podendo ser administradas por via oral, 
vaginal ou retal (MIGUEL et al., 2002; TOLEDO et al., 2003).
O fator de correção (FCr) é utilizado para corrigir a diluição de uma subs-
tância, o teor do princípio ativo, o teor elementar de um mineral ou a umidade. 
Esses acertos são feitos com base nos certificados das matérias-primas ou 
nas diluições feitas na própria farmácia (ALLEN JR.; POPOVICH; ANSEL, 2013). 
O farmacêutico sempre deve verificar o que está sendo prescrito e a subs-
tância que possui na farmácia para determinar se é ou não necessária a 
correção.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos 17
A necessidade de correção da umidade de extratos secos padronizados 
deve ser avaliada caso a caso. Se, por exemplo, no ensaio de doseamento o 
marcador foi calculado a partir do extrato seco, é necessário calcular o FCr 
de umidade. Entretanto, se no ensaio de doseamento o marcador não foi 
calculado sobre a base seca, o FCr não se faz necessário.
O FCr é utilizado em fitoterápicos com ativos padronizados quando a 
prescrição for solicitada em relação ao princípio ativo fitoterápico, como em 
Kawalactona 300 mg (Kawa Kawa — 30% kawalactona). Entretanto, quando 
a prescrição apresentar somente o nome do fitoterápico (digamos, “Ginkgo 
biloba, extrato seco 24%”), não se faz necessária a correção. Mas atenção: 
muitas vezes as receitas podem estar equivocadas por falta de conhecimento 
do prescritor. Em caso de dúvidas, entre em contato com ele para evitar erros 
na formulação e ineficácia do tratamento ao paciente.
O extrato seco de Garcinia cambogia geralmente é padronizado 
em 50% de ácido hidroxicítrico (HCA). Porém, as doses posológicas 
são estabelecidas em termos de extrato seco e não do marcador fotoquímico; 
portanto, não se aplica FCr ou equivalência na manipulação de fitoterápicos 
com esse extrato.
Na manipulação de extratos contendo isoflavonas de soja, as isoflavonas 
referem-se ao grupo marcador fotoquímico. Nesse caso, a dose é prescrita 
em termos de substância ativa e não do extrato seco padronizado. Desse 
modo, em uma prescrição solicitando 40 mg de isoflavonas (qsp 1 cápsula), é 
necessário usar um extrato seco padronizado de soja (Glycine max (L.) Merr.). 
Nesse caso, supondo que nafarmácia há disponível um extrato padronizado 
em 40% de isoflavonas totais, aplicando o cálculo (FCr = 100% ÷ 40% = 2,5), 
o FCr será igual a 2,5.
Vejamos um exemplo final mais detalhado. De acordo com a literatura, o 
extrato seco de castanha-da-índia (sementes de Aesculus hippocastanum L.) 
deve ser padronizado em pelo menos 16% e no máximo em 20% de glicosídeos 
triterpênicos calculados como escina anidra. A dose usual é de 32 a 120 mg 
de glicosídeos triterpênicos expressos com escina anidra (BRASIL, 2014d). 
Observe na Figura 1 um exemplo de prescrição.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos18
A partir dessa receita, a farmácia pode ter duas escolhas com base no 
extrato seco que possui disponível.
Primeira possibilidade
Se a farmácia possui esse extrato na concentração de 20%, não é necessário 
efetuar o FCr. Assim, (60 cápsulas × 300 mg) 18.000 mg de extrato seco padro-
nizado a 20% devem ser pesados (além dos excipientes para preenchimento 
adequado da cápsula). Ou seja, serão utilizados 18 g de extrato seco disponível 
na manipulação de 60 cápsulas, contendo o equivalente a 60 mg de escina 
anidra por cápsula.
Segunda possibilidade
Se a farmácia possui disponível apenas um extrato padronizado a 2,5% de 
escina anidra na farmácia, faz-se necessário o uso de FCr.
O FCr pode ser calculado pela seguinte fórmula: 
Assim, 8 × 300mg = 2.400 mg por cápsula para utilização do extrato a 
2,5%. Desse modo, cada cápsula terá uma dose equivalente de 60mg de 
escina anidra.
Figura 1. Exemplo de prescrição de castanha-da-índia.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos 19
Ressaltando que Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e 
Oficinais de medicamentos fitoterápicos na farmácia de manipulação seguem 
a RDC nº. 67 de 2007 e suas respectivas atualizações (BRASIL, 2007).
Seja como for, durante a preparação das cápsulas deve-se ter cuidado 
para que o peso das cápsulas obtidas seja o mais uniforme possível. Isso 
pode ser garantido com a pesagem da quantidade de pó necessária para o 
enchimento de um número determinado de cápsulas (BERMAR, 2014).
Na farmácia magistral, o enchimento das cápsulas ocorre em tabuleiros 
especiais constituídos em acrílico, PVC ou outro polímero. Basicamente, 
esse tabuleiro é formado por uma base fixa, sobre a qual uma base móvel 
perfurada é encaixada. Na base que possui as perfurações, é encaixado o 
corpo da cápsula sem a tampa. De maneira uniforme, o pó é distribuído 
por todas as cápsulas. Ao final do enchimento, as tampas das cápsulas são 
colocadas, fechando-as, e em seguida seu peso médio é conferido. Cada tipo 
de cápsula possui uma capacidade de enchimento, podendo ser escolhidos 
oito diferentes tipos de acordo com a dosagem solicitada (BERMAR, 2014).
A ideia primordial na indicação do uso de medicamentos fitoterápicos não 
é substituir medicamentos registrados e já comercializados, e sim aumentar a 
opção terapêutica para os profissionais de saúde. A oferta de medicamentos 
fitoterápicos registrados e com indicações terapêuticas definidas conta com 
opções padronizadas, seguras e com eficácia garantida (KLEIN, et al., 2009).
Referências
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liberação de fármacos. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
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Leitura recomendada
NETTO, N. L. Memento terapêutico fitoterápico do Hospital das Forças Armadas. Brasília: 
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Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores 
declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Pesquisa, desen volvimento e produção de medicamentos fitoterápicos sólidos22MIGUEL, M. D. et al. O cotidiano das farmácias de manipulação. Visão Acadêmica, v. 
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