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AO JUÍZO DE DIREITO DA COMARCA DE VOLTA REDONDA – RJ SÉRGIO Estado civil, profissão xxxx, inscrito no CPF nº xxxx, registrado sob o nº.xxxx, residente e domiciliado na Rua xxxx, com endereço eletrônico xxxx, vem mui respeitosamente por intermédio de seu advogado, devidamente constituído, que a esta subscreve (procuração em anexo fls. xxx), e-mail (endereço eletrônico para contato) xxxx com fundamento no artigo 319 do CPC, 5º, V e X, CF/88, vem à presença deste Juízo propor a presente: AÇÃO DE INDENIZAÇÃO CUMULADA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER E DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO Em face da Telefonia ALFA, Pessoa Jurídica de Direito Privado, com CNPJ sob o nº. xxxx, com sede em São Paulo. I - DOS FATOS ( dispensado) II - DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS 1. DA RELAÇÃO DE CONSUMO A presente relação jurídica está albergada pela lei n. 8.078/90 ( Código de Defesa do Consumidor), em que de um lado temos a figura do Consumidor (art. 2º, CDC), de outro a figura do Fornecedor (art. 3º, CDC), vinculados pela prestação de serviços telefônicos (art. 3º, § 2º CDC). 2. DA RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO E DA OBRIGAÇÃO DE FAZER No caso concreto, houve falha na segurança do serviço prestado pela empresa Ré, evidenciando, assim, o fato do serviço. Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. O Autor realizou tempestivamente o pagamento dos valores que estavam sendo cobrados e possuía o comprovante da transação, porém, independentemente da inexistência de saldo devedor, a Empresa Ré passou a cobrar valores em aberto. A comunicação do Autor informando o cumprimento tempestivo de suas obrigações não foi suficiente para que a Empresa Ré agisse com zelo e sobriedade, continuando a cobrar por valores indevidos, inscrevendo, por fim, o Autor no cadastro de inadimplentes. O fato impediu que o Autor realizasse um financiamento de veículo, sofrendo vexame e humilhação na agência em decorrência de um erro por parte da Ré. Segundo o CDC, o fornecedor responde, independentemente de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, dessa forma, deve a empresa Ré ser responsabilizada pela ausência de cuidado no exercício de sua atividade. Dessa forma, estando comprovado o adimplemento da obrigação e o ato ilício da Ré em inscrever o Autor no cadastro de inadimplentes, requer a imediata retirada de seu nome dos respectivos órgãos de proteção ao crédito. 3. DA INDENIZAÇÃO PELOS DANOS MORAIS O direito à indenização por danos morais foi consagrado em no art. 5º, X da CF/88 e defende que: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; Seguindo a lógica constitucional, o CDC garantiu que consumidores lesados, material ou moralmente, tivessem o direito de ser reparados da lesão sofrida, dessa forma o art. 6º, VI do CDC irá dispor: Art. 6º São direitos básicos do consumidor: VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; Os fatos narrados causaram no Autor imenso constrangimento e ofensa, que foi impedido de realizar negócios em decorrência da falha do fornecedor Réu. É dever da empresa, portanto, reparar os danos morais perpetrados, respeitando-se a devida proporcionalidade. Assim, requer indenização pelos danos morais sofridos no valor de R$ xxxx. III - DA TUTELA DE URGÊNCIA Conforme dispõe nosso Código processual, a tutela de urgência será concedida quando se '' houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.'' (art. 300, CPC). No caso em apreço, o Autor se encontra inscrito no cadastro de inadimplentes pela total ausência de zelo da empresa Ré, sendo provado conforme doc. anexo que a dívida cobrada e que gerou a inscrição indevida - se encontra devidamente adimplida. Nose interim, a probabilidade do direito está evidente na falha da prestação de serviços da empresa Ré, fundament ado no art. 14 do CDC, e o comprovante da transação que demonstra a inexistência de qualquer débito em aberto. Por outro lado, o perigo de dano está consubstanciado na incapacidade do Autor em realizar determinados negócios jurídicos em decorrência do fato, inviabilizando o exercício dos mais variados atos da vida civil. Pelo exposto, é de lídima justiça a concessão initio litis de antecipação de tutela (art. 300, § 1º, CPC) para excluir seu nome dos cadastros de inadimplentes, sob pena de multa a ser arbitrada por este Juízo. IV - DOS PEDIDOS Por tudo que foi exposto, requer o Autor: a) a concessão initio litis de antecipação de tutela para excluir seu nome dos cadastros de inadimplente, sob pena de multa. b) a citação do Réu para, querendo, responder os termos da presente ação sob pena de revelia. c) no mérito, a declaração de inexistência do débito e confirmação da tutela antecipada eventualmente deferida. d) indenização pelos danos morais sofridos no valor de R$ [...]. e) condenação do réu a pagar custas processuais e honorários advocatícios. f) A juntada do pagamento das custas iniciais. g) Requer que as intimações e demais atos sejam direcionados ao endereço profissional [...]. Ainda, protesta por todas as produções de provas em direito admitidas, mormente, provas documentais. Dá-se à causa o valor de R$ xxxx N. Termos, P. Deferimento. Local e data. ADVOGADO, OAB.