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6ª) De acordo com Azevedo (2009, p. 61), "a matéria relativa à responsabilidade pela evicção encontra-se, fundamentalmente, programada nos arts. 447, 448 e 449 do Código Civil". As normas praticamente falam por si e convém destacá-las no momento: "Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública" (Brasil, 2002): I) o alienante responde pela evicção e que esse dever se mantém ainda que o bem seja expropriado em hasta pública. Logo, novamente, o dispositivo não deixa dúvidas e dispensa maiores comentários. Seguindo, diverso do que ocorre com a garantia por vício redibitório, a evicção pode ser excluída, aumentada ou diminuída pelas partes por meio de uma simples cláusula contratual, nos termos do art. 448, do Código Civil brasileiro. "Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção" (Brasil, 2002); II) a exigência da lei, quanto à forma, apenas enfatiza que é sempre possível presumir a exclusão, diminuição ou reforço da evicção, logo, essa garantia raramente deixa dúvidas. Ou ela existe no contrato e aparece de forma expressa ou não sendo prevista, opera-se o termo legal, qual seja, sua subsistência. No tocante ao art. 449, Azevedo (2009, p. 61) traz a lume os ensinamentos de Arnold Wald, para quem se salienta quatro hipóteses de responsabilidade pela evicção: (i) adquirente sabe que o bem é litigioso e o adquire mesmo assim, assumindo esse risco: nesse caso, trata-se de um contrato aleatório e nada poderá ser reclamado; (ii) adquirente conhece a litigiosidade sobre o bem, mas não assume o risco em adquiri-la: para esses casos, o dolo do alienante é excluído, pois o adquirente conhecia o defeito no direito de quem vendia (o alienante), não obrigando este ao pagamento de perdas e danos; III) deverá haver o retorno ao status quo ante caso opere-se a evicção; (iii) adquirente exclui a responsabilidade pela evicção, mas não sabe da litigiosidade que existe sobre o bem: caracteriza-se o dolo do alienante, mas como houve a exclusão da evicção, não caberá perdas e danos, somente o dever do alienante de retorno ao estado anterior; por fim, (iv) adquirente ignora o vício no direito do alienante e não exclui a responsabilidade pela evicção: opera-se de pleno direito, com pagamento em perdas e danos, mais o retorno ao estado anterior - status quo ante.. a) I e II corretas. b) I e III corretas. c) I e II incorretas. d) I e III incorretas.
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Solange Bruneli

há 3 meses

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