Logo Passei Direto
Buscar
2ª) A evicção não se confunde com o vício redibitório. Nessa, o defeito oculto está no direito do alienante, enquanto naquela, o vício afeta a própria coisa. A evicção é vício de direito, que compromete a titularidade jurídica sobre a coisa que é objeto de alienação. Significa perda da coisa pelo adquirente, em consequência de reivindicação feita pelo verdadeiro dono, de cujos riscos o alienante deve resguardar o adquirente ou credor. (Lobo, 2020, p. 153) Para Azevedo (2009, p. 58), é o fato em virtude do qual alguém perde, total ou parcialmente, a posse ou a propriedade de uma coisa, em virtude de sentença judicial, que a atribui a outrem, um terceiro, porque o alienante não era o titular legítimo do direito sobre referido objeto: I) espécies de evicção: de acordo com o art. 450, parágrafo único, podemos constatar duas formas básicas de garantia por evicção: ela pode ser parcial ou total, a depender do que será perdido em favor do evictor, contra o evicto, por decisão judicial. Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; II - à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção; III - às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. Parágrafo único. O preço, seja a evicção total ou parcial, será o do valor da coisa, na época em que se evenceu, e proporcional ao desfalque sofrido, no caso de evicção parcial. (Brasil, 2002) ; II) responsabilidade pela evicção: de acordo com Azevedo (2009, p. 61), "a matéria relativa à responsabilidade pela evicção encontra-se, fundamentalmente, programada nos arts. 447, 448 e 449 do Código Civil". As normas praticamente falam por si e convém destacá-las no momento: "Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública" (Brasil, 2002). O alienante responde pela evicção e que esse dever se mantém ainda que o bem seja expropriado em hasta pública. Logo, novamente, o dispositivo não deixa dúvidas e dispensa maiores comentários; III) direitos do evicto (perdedor): na doutrina, pouco se comenta acerca dos direitos do evicto, talvez porque a lei deixou poucas dúvidas a esse respeito. A partir do art. 450 do Código Civil brasileiro, pode o evicto: Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; II - à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção; III - às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. Parágrafo único. O preço, seja a evicção total ou parcial, será o do valor da coisa, na época em que se evenceu, e proporcional ao desfalque sofrido, no caso de evicção parcial. A regra constante do parágrafo único é a repetição do velho adágio jurídico que veda o enriquecimento sem causa. Por isso, qualquer que seja a forma de evicção, a restituição do valor pago deverá sempre ser maior que aquele investido na época em que se evenceu. O direito do evicto ser restituído ao status quo ante se esvai ainda quando a coisa se deteriora, nos termos do art. 451, do Código Civil brasileiro: "Art. 451. Subsiste para o alienante esta obrigação, ainda que a coisa alienada esteja deteriorada, exceto havendo dolo do adquirente" (Brasil, 2002). a) I e II incorretas. b) II e III incorretas. c) I e II corretas. d) II e III corretas.
User badge image
Solange Bruneli

há 2 meses

Respostas

Ainda não temos respostas

Você sabe responder essa pergunta?

Crie uma conta e ajude outras pessoas compartilhando seu conhecimento!

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Mais conteúdos dessa disciplina