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Direito Constitucional
DIREITO - São sistemas normativos dotados de coercibilidade.
Direito Constitucional é o ramo do direito público destinado a estudar as normas supremas e estruturantes do Estado. Dedica-se à interpretação das normas constitucionais e tem por função regulamentar e delimitar o poder estatal, além de garantir os direitos considerados fundamentais.
A fonte originária é a Constituição, fontes derivadas são frutos da competência atribuída pelo Poder Originário ao Poder Derivado para legislar e para interpretar as normas jurídicas. Enquadram-se nessa espécie as leis, os decretos regulamentares, a jurisprudência e os costumes constitucionais.
Constitucionalismo - Movimento político constitucional que prega a necessidade da elaboração de Constituições escritas que regulassem o fenômeno político e o exercício do poder, em benefício de um regime de liberdades públicas.
* Normas materialmente constitucionais as que tratam da organização político-administrativa do Estado e de direitos e garantias fundamentais; outros assuntos, ainda que inseridos no corpo da constituição escrita, só são considerados normas constitucionais do ponto de vista eminentemente formal.Segundo Canotilho (1999), o constitucionalismo moderno pressupõe: 
a) uma Constituição escrita; 
b) uma Constituição rígida, cujos procedimentos de reforma sejam especiais e dificultados; 
c) a definição de direitos fundamentais; 
d) a divisão de poderes ou de funções, de modo a limitar a atuação do poder do Estado.
Conceito Constituição:
- Sentido Sociológico: Ferdinand Lassalle, somatória dos fatores reais de poder dentro de uma sociedade, o efetivo poder social, a Constituição transcende a ideia de norma, de forma que o seu texto positivo seria apenas um reflexo da realidade social do país. A Constituição não é uma norma jurídica, mas um fato social. Duas Constituições poderiam ser encontradas ao mesmo tempo num Estado: uma real e efetiva (soma de fatores reais de poder) e uma escrita.
- Sentido Político: Carl Schmitt, Constituição uma decisão política fundamental, um conjunto de opções políticas de um Estado, e não um reflexo da sociedade. A decisão política tem existência autônoma e não se subordina à Lei organizadora do Estado. Há diferença entre Constituição e Leis Constitucionais. A primeira nada mais é que uma decisão política. Já a segunda é o que se reveste de forma de Constituição, mas não diz respeito à decisão política.
- Sentido Jurídico: Hans Kelsen, a Constituição consiste num sistema de normas jurídicas, paradigma de validade de todo o ordenamento jurídico. Teoria Pura do Direito, a Constituição é norma pura, puro dever ser, sem dar relevância a questões filosóficas, políticas ou sociológicas, porque o plano de validade da constituição é jurídico.
Constitucionalismo Antigo
- Influência Judaico-Cristã;
Valores: igualdade, respeito, dignidade (imago dei), embrião do controle de constitucionalidade (Lei regulava todos, até os Reis por meio dos profetas);
- Influência da Grécia e Roma;
Grécia: Filosofia;
Roma: Direito, códigos, lei regulando o próprio poder.
Constitucionalismo Medieval
- Pactos: Reis e Nobres. Ex. Magna Carta Libertatum – 1215 (embrião da 1ª CF)
The law of the land (lei da terra, previsão legal);
No taxation without representation (lei de tributação aprovada por representantes do povo); 
Proporcionalidade.
Constitucionalismo Moderno
- Constitucionalismo Americano (propriedade e liberdade):
· Declaração de Direitos da Virginia – 1776 (1ª declaração moderna de direitos)
· Declaração de Independência – 1776
· Artigos da Confederação – 1781
· Constituição dos Estados Unidos – 1787 (1ª Constituição moderna de direitos)
· Bill of Rigths – conjunto das 10 primeiras emendas a CF – 1791
Constitucionalismo Francês
· Declaração dos Direitos dos Homens e dos Cidadãos – 1789
· Constituição Francesa – 1791
*CF deve prever 2 elementos: separação de poderes e direitos individuais
Obs.: Aspecto central do constitucionalismo moderno é a limitação do poder com fins garantísticos: Separação dos poderes, direitos individuais e federalismo.
Pág. 23 – Classificação das Constituições – PDF Estratégia
Estratégia apostila 4 – Delegado PC PR
Intervenção Federal (art. 34 CF):
- Considerações iniciais:
1) a intervenção federal é exceção e não regra e só poderá ocorrer nas hipóteses descritas na Constituição Federal; 
2) é vedada a intervenção federal em Município que integra Estado. Apenas será possível a intervenção federal em Município se este estiver localizado em Território; 
3) as hipóteses de intervenção federal em Município não são as mesmas de intervenção federal nos Estados e nem no Distrito Federal; 
4) a intervenção federal só será válida se atender aos pressupostos materiais e formais exigidos pela Constituição. 
*Não observado qualquer deles, a medida será inconstitucional e sujeitará os seus executores à responsabilização.
	Intervenção Federal
	Intervenção Militar
	É a retirada temporária da autonomia de um Estado-membro ou do Distrito Federal. Trata-se de medida excepcional, taxativamente elencada no artigo 34 da Constituição Federal, tomada pelo Presidente da República, para garantir a continuidade e a solidez da federação.
	É a tomada de poder por parte dos militares, é a assunção do governo do País pelo comando das Forças Armadas. A intervenção militar é absolutamente inconstitucional.
*Prerrogativa indelegável do Chefe de Governo exercida por meio de decreto.
- Espécies:
· Voluntária;
· Provocada.
A) Intervenção Voluntária (Espontânea, de ofício):
- Presidente da República age sem provocação, de forma discricionária, avaliando pelo seu crivo político.
- Insuscetível de subordinação à vontade do Poder Judiciário, ou de qualquer outra instituição estatal.
- Hipóteses de intervenção voluntária (artigo 34, incisos I, II, III e V):
I - manter a integridade nacional;
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei.
*O decreto interventivo deve especificar a amplitude, as condições de execução, o prazo e a nomeação, se for o caso, de interventor.
- O interventor assume o controle do Estado-membro, temporariamente, independentemente de o Governador ser afastado, até que se cumpra a missão contida no decreto de intervenção.
- Durante a intervenção, é possível que autoridades locais sejam afastadas de seus cargos ou funções (Governador, Deputados estaduais, Secretários de Estado, Conselheiros do Tribunal de Contas, Comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares), a fim de que a União assuma transitoriamente o controle da gestão do ente federativo.
- Se a intervenção atingir o Executivo estadual será obrigatória a nomeação de interventor, já se atingir o legislativo estadual não há necessidade se o decreto estabelecer seu exercício pelo chefe do executivo estadual.
- Prazo: Não há limitação constitucional para o prazo.
Obs.: O Presidente da República deve convocar o Conselho da República (artigo 90, I, da CRFB/88) e o Conselho de Defesa Nacional (artigo 91, § 1o, da CRFB/88) para manifestação a respeito da decretação da intervenção federal. Esses órgãos são consultivos e suas manifestações não vinculam o Presidente da República.
Atenção: A intervenção federal não afeta os direitos e garantias individuais dos cidadãos, apenas atinge a autonomia do ente federativo, as capacidades de autogoverno e de auto-organização político-administrativa.
- Compete ao Congresso Nacional, em sessão bicameral, em um turno de votação em cada Casa Legislativa, a começar pela Câmara dos Deputados, por decisão tomada pela maioria simples de seus membros (artigo 47 da CRFB/88), aprovar a intervenção federal. Cuidado! Compete ao Legislativo aprovar(e não autorizar) a intervenção federal.
- Caso a medida não seja aprovada, cessará imediatamente, podendo o Presidente da República, eventualmente, vir a responder por crime de responsabilidade. Se aprovada, persistirão os seus efeitos.
B) Intervenção Provocada 
- Ocorre quando a intervenção não se dá de maneira espontânea pelo Presidente, e sim por requisição ou solicitação:
a) violação ao Executivo ou ao Legislativo, que dá origem à intervenção provocada por solicitação; 
b) violação ao Poder Judiciário, que dá origem à intervenção provocada por requisição (prazo improrrogável de até 15 dias).
- Hipóteses de Intervenção por Requisição (art. 34 CF):
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
*A Constituição Federal não poderá ser emendada enquanto perdurar a intervenção federal.
	
	Intervenção Federal
	Estado de Defesa
	Estado de Sítio
	Previsão Legal
	- Art. 34 CF
	- Art. 136 CF
	- Art. 137 CF
	Prazos
	- Não tem prazo definido.
	- 30 dias prorrogável por igual prazo
	- 1) Não superior a 30 dias, permitidos prorrogações;
2) Não há prazo estabelecido.
	Procedimento
	- Aprovado pelo CN por maioria simples em 24h.
	- Deve ser referendado pelo CN em 24h por maioria absoluta
	Autorizado pelo CN por maioria absoluta.
	Hipóteses
	- Para garantir a continuidade e a solidez da federação.
	- Destinado a amparar a ordem pública e a paz social, em áreas restritas e determinadas, ameaçados por instabilidade institucional ou afetados por calamidades de grandes proporções na natureza.
	- 1) comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia do estado de defesa; 2) declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira.
	Consequências
	- Não afeta direitos e garantias
fundamentais, mas a autonomia do ente federativo.
	- Restrições: direito de reunião, sigilo de correspondência, sigilo de comunicação telegráfica e telefônica.
	- A depender dos motivos, pode restringir 
Intervenção Estadual (art. 35 CF):
- Compete ao Governador de Estado decretar a intervenção estadual.
- Hipóteses da Intervenção Voluntária:
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
- Hipóteses da Intervenção Provocada:
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
*Nesse caso, o decreto não tem que ser submetido à aprovação da Assembleia Legislativa.
- Súmula 637 STF: “Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal de Justiça que defere pedido de intervenção estadual em município. ”
Estado de Defesa (art. 136 CF):
- É medida excepcional que busca preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.
- Prazo: Não superior a 30 dias, prorrogável por igual período.
Obs.: Se findo o prazo não forem retomados a paz social e a ordem pública poderá o PR decretar Estado de Sítio.
- Restrições sujeitas ao Estado de Defesa:
1. restrições aos direitos de: 
a) reunião, ainda que exercida no seio das associações; b) sigilo de correspondência; c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica.
2. na hipótese de calamidade pública, ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.
*O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro em dez dias contados de seu recebimento (que ocorrerá em 24h), devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa.
- Efeitos do controle político ao Estado de defesa exercido pelo Congresso Nacional:
a) apreciação inicial (no prazo de dez dias contados do recebimento do decreto); 
b) durante a aplicação da medida (Comissão acompanha e fiscaliza a execução); 
c) a posteriori (análise do relatório encaminhado pelo Presidente da República).
* Compete privativamente ao Presidente da República decretar o estado de defesa, competência é indelegável.
Estado de Sítio (art. 137 CF)
- Hipóteses (taxativo):
1. comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;
2. declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira.
- Realizado pelo Presidente da República por decreto, mediante autorização (prévio) do Congresso Nacional (maioria absoluta).
- Prazos:
1 – Comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia do Estado de Defesa: 30 dias, prorrogáveis sucessivamente por 30 dias.
2 – Declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira: Sem prazo definido, enquanto durar a guerra.
- Restrições a Direitos durante o Estado de Sítio:
a) declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira = Qualquer medida julgada necessária.
b) comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa = casos taxativos, conforme art. 139 CF:
I - obrigação de permanência em localidade determinada;
II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns;
III - restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei;
IV - suspensão da liberdade de reunião;
V - busca e apreensão em domicílio;
VI - intervenção nas empresas de serviços públicos;
VII - requisição de bens.
*Durante o estado de defesa, o estado de sítio e a intervenção federal, a Constituição Federal não poderá ser emendada (artigo 60, § 1º, da CRFB/88).
** O artigo 53, § 8o, da Constituição, garante aos parlamentares federais a manutenção de suas imunidades durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida.
Forças Armadas (art. 142 CF)
- Conceito: são instituições nacionais permanentes e regulares destinadas à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.
- Pilares Constitucionais das forças armadas: Hierarquia e disciplina.
- Organograma: Presidente da República – Ministro de Estado de Defesa – Che de Estado Maior conjunto das forças armadas (militar, oficial general de último posto).
- Prerrogativa Formal: STF, para crimes comuns e de responsabilidade, e, Senado Federal, para crimes de responsabilidade conexos com o Presidente da República.
* Lei complementar, de iniciativa privativa do Presidente da República, estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego das Forças Armadas.
**Não tem direito a greve ou sindicalização.
*** A CF não estendeu aos militares a garantia de remuneração não inferior ao salário mínimo, como o fez para outras categorias de trabalhadores.
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Dos Militares dos Estados, DF e Territórios
- As polícias militares e corpos de bombeiros militares são forças auxiliares e reserva do Exército, embora estejam subordinadas aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios (não estão subordinadas aoPresidente da República e nem ao Ministro de Estado de Defesa!).
*O oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra (art. 142, § 3o, V, da CRFB/88).
** O oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença transitada em julgado, será também submetido a julgamento para definição de perda do oficialato por indignidade (art. 142, § 3o, VII, da CRFB/88).
	A competência para processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, é da Justiça Militar estadual, exceto quando se tratar de crime doloso contra a vida, quando a vítima for civil, porque neste caso, a competência será do Tribunal do Júri (art. 125, § 4o, CF). 
Cuidado! Militares da União quando praticam crimes dolosos contra a vida de civis, em regra, serão julgados pela Justiça Militar da União e não pelo Júri.
- Cumulação de cargos:
a) militar e professor;
b) militar e cargo técnico ou científico;
c) militar profissional de saúde e profissional de saúde civil.
Cuidado! O militar das Forças Armadas, como já dito, só poderá acumular a hipótese “c”, isto é, apenas poderá ocupar dois cargos (um militar e um civil) de profissional de saúde.
- Segurança Pública (art. 144 CF – rol taxativo):
a) Polícia Federal;
b) Polícia Rodoviária Federal;
c) Polícia Ferroviária Federal;
d) Polícias Civis;
e) Polícias Militares;
f) Corpos de Bombeiros Militares e
g) Polícias penais federal, estaduais e distrital.
*Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei (art. 144, § 8o, da CRFB/88).
**A Força Nacional de Segurança Pública, regulamentada pela Lei 11.473/2007, não é órgão de segurança pública, mas um programa de cooperação entre os Estados e a União, para executar, por meio de convênio, atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública, à segurança das pessoas e do patrimônio, atuando também em situações de emergência e calamidades públicas.
- Os servidores públicos e os militares integrantes dos órgãos de segurança pública devem ser remunerados por subsídio fixado por lei, em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação, obedecidos os tetos constitucionais (subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal, no caso de órgãos federais, e do Governador, no caso de órgãos estaduais).
- A segurança pública não é um serviço público específico e divisível e não pode ser custeada por taxas, mas por impostos.
Tipologia / Fases do Constitucionalismo
Constitucionalismo Liberal – Liberdade, Não intervenção do Estado, Direitos Fundamentais;
Constitucionalismo Social – Igualdade, limitação do poder econômico (Weimar e México);
Constitucionalismo Contemporâneo – Estabelecem direitos, programas, diretrizes;
Constitucionalismo do Futuro / do Porvir – Veracidade (possibilidade), Solidariedade dos povos, Continuidade (superar críticas anteriores e manter conquistas), Participatividade (participação popular – mecanismos para o povo opinar), Integracionalidade (Integração de Estados-Ex. União Europeia), Universalidade dos Direitos Humanos Internacionais.
Constitucionalismo Internacional / Globalizado
Constitucionalismo Temidoriano (Whig) – Pode ser entendida como a fase de algumas revoluções em que o poder passa das mãos da liderança revolucionária e de um regime radical para grupos mais conservadores que adotam uma linha política que se distancia das propostas originais, chegando mesmo a retomar valores e premissas pré-revolucionárias.
*Aqui constituição não é instrumento de transformação social, mas é o meio reacionário ou estabilizador das rupturas institucionais.
Neoconstitucionalismo – reconhecimento normativo da constituição, supremacia da constituição, interpretação constitucional (Pós-Positivismo).
Transconstitucionalismo – Entrelaçamento de ordens jurídicas diversas, tanto estatais como transnacionais, internacionais e supranacionais, em torno dos mesmos problemas de natureza constitucional (Busca de decisões harmônicas).
Interconstitucionalismo – Relação entre diversas constituições em um mesmo espaço político, havendo a concorrência, convergência, justaposição e conflitos de várias constituições e poderes constituintes.
1ª hipótese – Constituição Federal e Estadual – Em caso de conflito resolve-se por meio hierárquico.
2ª hipótese – Supranacionais (Ex. Mercosul, União Europeia) – Constituições soberanas coexistindo em um mesmo espaço com mesma hierarquia. O Diálogo em conflitos.
Novo Constitucionalismo Democrático Latino Americano (Andino ou Plurinacional) – Reconhecer e dar autonomia a sociedades tradicionais (indígena, quilombola), inclusive no âmbito jurídico, reconhecendo como válido suas leis em coexistência com a justiça ordinária.
Classificações e Elementos das Constituições
1 – Quanto ao Conteúdo
a) *Formal – Possui normas essencialmente constitucionais e outras sem teor constitucional;
b) Material – Possui apenas normas essencialmente constitucionais.
2 – Quanto à Forma
a) Escrita* – Documentada, redigida;
b) Não Escritas – Leis avulsas e costumes de natureza constitucionais nunca escritos e jurisprudência.
c) Paulo Bonavides – Divide em Escritas (Formal / Codificada - único documento, e, Não Formal / Legal – Leis esparsas) e Não Escritas (Costumes e jurisprudência).
 3 – Quanto a Estabilidade / Mutabilidade / Rigidez / Consistência / Alterabilidade
a) Imutável / Granítica / Permanente / Intocável – Alteração somente com nova constituição;
b) Superrígida – Parte Rígida, e, parte Imutável;
c) Rígida* – Pode ser alterada mediante processo legislativo mais rigoroso que das leis comuns;
d) Semirrígida / Semi-Flexível – Parte Rígida, e, parte Flexível; 
e) Flexível – Para ser alterada passa pelo mesmo processo das leis comuns;
f) Transitoriamente – Flexível durante um lapso temporal, e depois, Rígida.
4 – Quanto a Ideologia
a) Liberal – Basicamente proteção da liberdade, direitos individuais;
b) Social*– Direitos individuais e sociais, igualdade, intervenção do estado no campo econômico;
c) Ortodoxa – Possui uma linha ideológica bem definida;
d) Heterodoxa - Faz concessões em várias linhas ideológicas.
5 – Quanto a Origem
a) Democrática* / Promulgada / Popular – Elaborada a partir da vontade popular; Ex.: Constituições de 1891 / 1934 / 1946 / 1988.
b) Outorgada – Imposta pelos governantes; Ex.: 1824 / 1937 / 1967 / EC 1969
c) Cesarista / Bonapartista – Elaborada e submetida à aprovação popular.
d) Pactuada – Fruto de pacto entre diversos setores da sociedade. Ex.: Magna Carta 1215.
6 – Quanto a Estruturação / Função / Finalidade
a) Garantia (Conteúdo Liberal ou Negativo) – Trata do mínimo necessário para organização do Estado, estabelecer diretos e garantias individuais para limitação do poder.
b) Dirigente* (Conteúdo Ideológico: Social) – Abarca tudo das constituições garantistas, além de normas sociais e programáticas.
c) Balanço (Inspiração Lassalle) – Se propõe a refletir a realidade histórica, não apresenta finalidade (dever-ser), refletido a realidade política e social daquele momento.
7 – Quanto a Elaboração
a) Histórica – Foi elaborado ao longo de um processo histórico.
b) Dogmática* – Foi elaborado em um momento específico da história.
8 – Quanto a Extensão
a) Sintética / Tópica / Breve / Curta / Concisa – Curta, poucos artigos;
b) Analítica / Longa / Prolixa* – Longa, muitos artigos.
9 – Classificação de Karl Loewenstein (Ontológica / Efetividade / Correspondência com a Realidade)
a) Normativa* - Efetiva, produz resultados, tem o poder de conformar (dar a forma) o processo político;
b) Nominal – Intenção de ser normativa mas não é, não tem efetividade;
c) Semântica (ex. CF 67/69) – Mero instrumento de domínio, manter o poder político.
- Elementos das ConstituiçõesA) Elementos Orgânicos – Estrutura do Estado;
B) Elementos Limitativos – Direitos e Garantias Fundamentais;
C) Elementos Sócio ideológicos – Estado Liberal / Individualista ou Social / Intervencionista
D) Elementos de Estabilização Constitucional – Solucionar crises ou tensões que colocam em risco o Estado, a Constituição ou a Federação.
· Defesa da Constituição (Jurisdição Constitucional e Controle de Constitucionalidade);
· Intervenção Federal ou Intervenção nos Municípios;
· Defesa dos Estados e das Instituições Democráticas.
E) Elementos Formais de Aplicabilidade
· ADCT (Considerados normas constitucionais);
· Aplicabilidade dos Direitos Fundamentais (Art 5º, §1º).
Aula 2 parte 1 Enfase
Curso G7 2020
- Formas de Estado: 
· Estado Unitário – Unidade de poder sobre o território, pessoas e bens. Podem ser:
· Estado Unitário Puro;
· Estado Unitário Descentralizado Administrativamente;
· Estado Unitário Descentralizado Política e Administrativamente.
· Estado Federado – Repartição do poder, gerando multiplicidade de organizações governamentais regionais.
· Descentralização política deve ser definida pela CF (federação é a unidade da pluralidade):
· Auto-organização;
· Autogoverno;		 Autonomia
· Autoadministração.
· Indissolubilidade do vínculo federativo;
· Rigidez Constitucional;
· Existência de um Tribunal Constitucional;
· Previsão de um órgão legislativo que representa os poderes regionais.
- Classificação das Federações:
· Quanto a origem:
· Agregação (perfeita) – União de Estados. Ex.: EUA (movimento centrípeto).
· Segregação (imperfeita). Desfazimento de Estado unitário. Ex.: Brasil (movimento centrifugo).
· Quanto a atual concentração do poder:
· Federação Centrípeta (centralizadora) – concentra o maior volume de atribuições no plano Federal. Brasil
· Federação Centrifugo – concentra mais tarefas no plano regional. Ex.: EUA.
· Quanto a repartição de competências:
· Federalismo Dual (dualista ou clássico) – Típico de Estado liberal, só há repartição horizontal de competências entre os entes federados (entidades independentes, sem apoio ou hierarquia). Ex.: CF 1891
· Federalismo Cooperativo (neoclássico) – Típico de Estados de Bem-estar social, com repartições horizontal e vertical, além de competências privativas e exclusivas, há também comuns e concorrentes, cumpridas em regime de parceria, sob a coordenação do ente central. Ex.: CF a partir de 1934.
· Quanto as esferas integrantes da federação:
· Federação Bidimensional (2º grau) – Possui ordem jurídica central e ordens jurídicas regionais. Modelo Clássico (Ex.: EUA).
· Federação Tridimensional (3º grau) – Inclui também uma ordem jurídica local (Municípios), considerado federalismo atípico (EX.: Brasil).
- Federação na Constituição da República de 1988
· Art. 1º CF - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
· Art. 18. CF - A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
· Art. 60. CF - A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado;
* Toda CE foi elaborada pelo poder constituinte derivado decorrente através da Assembleia Legislativa. Já os Munícipios é regido por Lei Orgânica aprovada pela Câmara Municipal (ausência do poder derivado), exceto a do DF, e:
- Territórios Federais:
· Art. 18, § 2º CF - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
· Art. 14. ADCT - Os Territórios Federais de Roraima e do Amapá são transformados em Estados Federados, mantidos seus atuais limites geográficos.
· Art. 15. ADCT - Fica extinto o Território Federal de Fernando de Noronha, sendo sua área reincorporada ao Estado de Pernambuco.
· Criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem: serão feitas por LC;
· Organização do TF: Lei Ordinária Federal (art. 33, caput, CF);
· Divisão do TF em Município: serão entidades autônomas tratadas a partir do mesmo regime jurídico que os Municípios localizados nos Estados membros. Só sofrem intervenção pela União.
· Contas do TF: avaliadas pelo CN, com parecer prévio do Tribunal de Contas da União - TCU (art. 33, §2º, CF), afinal a câmara territorial só tem função deliberativa.
· Governador do TF: O PR escolherá o Governador (administrador) e o nomeará após a aprovação da maioria absoluta dos integrantes do Senado Federal (arts. 84, XIV e 52, III, “c”, CF).
· TF com mais de 100 mil habitantes: Além do Governador, teremos membros do MP, Defensores Públicos Federais e órgãos do poder Judiciário de primeira e segunda instancia (art. 33, §3º CF).
· Poder Judiciário e MP do DF e TF e Defensorias Públicas dos TF: art. 21, XIII, a União organiza e mantém.
· Ensino no TF: organizado pela União (art. 211, §1º, CF).
· Representação do TF na Câmara dos Deputados: cada TF elegerá, independente do seu nº de habitantes, quatro deputados federais (art. 45, §2º, CF). Como não são unidades federadas não tem representantes no SF.
· Estado Confederado – Reunião de Estados soberanos, unidos por tratados ou acordos internacionais, sendo assegurado o direito a secessão (separação).
* A união de entes políticos soberanos pode formar um Estado confederado. Já a união de entes políticos autônomos forma um Estado federado.
- Formas de Governo (FoGo): Relação entre governantes e governados
· República – Governo de todos;
· Características:
· Eletividade;
· Temporalidade;
· Responsabilidade Política dos governantes.
*Obs: Reeleição: Um mandado subsequente é permitido. 
· Monarquia - Mais antiga forma de governo em vigor.
· Características:
· Hereditariedade;
· Vitaliciedade;
· Irresponsabilidade política do monarca;
· 1º Constituição histórica Brasil de 1824;
*Obs: Espécies de Poder Originário: 1º - Fundacional / Histórico;
				 2º Pós Fundacional / Revolucionário.
- Sistema de Governo: Relação entre executivo e legislativo.
· Presidencialista – Concentração do poder no chefe do executivo;
· Parlamentarista – Transferência de parte do poder para o parlamento.
	Parlamentarismo e Presidencialismo: Diferenças Essenciais
	-
	Parlamentarismo
	Presidencialismo
	Surgimento
	Inglaterra
	EUA
	Chefia
	Dual: 1º Ministro e Presidente / Monarca
	Uno: Presidente
	Vinculo Político: Executivo / Legislativo
	Prévio
	Posterior
	Mandato 
	Não possui mandato fixo
	Eleito por prazo certo e determinado
	Vantagens
	Relação mais harmônica entre os poderes legislativo e executivo, e, superação simplificada de crises.
	Maior legitimidade do chefe do executivo.
*Semi-Presidencialismo;
- Regime de Governo:
· Democrático;
· Autocrático.
 - Poder Executivo (Arts. 76 ao 91 CF)
A) Exercício do Poder Executivo (Art. 76 CF): Exercido pelo Presidente da República e auxiliado pelos Ministros de Estado.
a) Nomeação e Exoneração dos Ministros de Estado (art. 84 CF): Compete privativamente ao Presidente da República (de modo livre):
b) Requisitos dos Ministros de Estado (Art. 87 CF):
· Nacionalidade Brasileira (Nato ou naturalizado, exceto defesa = Nato);
· Maiores de 21 anos;
· No exercício de direitos políticos.
c) Quem são os Ministros de Estado (Art. 20 da Lei 13.844/2019):
· Titulares dos Ministérios;
· Chefe da Casa Civil da Presidência de República;
· Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República;
· Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República;
· Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;
· Advogado Geral da União - AGU;
· Presidente do Banco Central do Brasil.
d) Foro Especial dos Ministros de Estado:
· (Art. 102, I, c, CF): Nas infrações comuns ou crimes de responsabilidade = Supremo Tribunal Federal (Desde que praticado no exercício do cargo e relacionado as funções desempenhadas);· (Art. 52, I, CF): Nos crimes conexos com o presidente da república = Senado Federal.
	* Requisitos para ser Presidente da República (Art. 14 §3º CF):
· Ser Brasileiro Nato (Art. 12 §3º CF);
· Ter mais de 35 anos (Art. 11, §2º Lei 9.504/97);
· Ter filiação partidária;
· Ter domicílio eleitoral na circunscrição (país);
· Ser eleitor;
· Estar no pleno exercícios dos direitos políticos.
	Cargos Privativos para Brasileiros Natos (Art. 12 §3º CF):
	Devido a linha de substituição Presidencial:
	Segurança Nacional:
	· Presidente da República;
· Vice-Presidente da República;
· Presidente da Câmara;
· Presidente do Senado;
· Ministros do STF.
	· Membros das Carreiras Diplomáticas;
· Oficiais das Forças Armadas;
· Ministro do Estado da Defesa.
B) Sistemas Eleitorais: 	
· Majoritário Puro / Simples:
· Senador;
· Prefeito e Vice-Prefeito (Municípios com até 200 mil eleitores).
· Majoritário Absoluto:
· Presidente da República e Vice-Presidente da República;
· Governador e Vice-Governador;
· Prefeito e Vice-Prefeito (Municípios com mais 200 mil eleitores).
· Proporcional:
· Vereador;
· Deputado Federal, Estadual e Distrital.
*Cláusula de Barreira: Os candidatos que não atingirem votação individual de no mínimo de 10% do consciente eleitoral, não pode se eleger (regra válida a partir de 2020).
**O eleito pelo sistema proporcional que trocar de partido sem justa causa, perderá o mandato.
- Justa causa (Art. 22-A Lei 9.096 / 95): 
*A justa causa possibilita a troca de partido sem a perda do mandato, porém o direito de reposição daquela vaga pertence ao partido pelo qual ele foi eleito (STF).
C) Impedimento e Vacância (Arts. 79 a 81 CF):
- Art. 79 CF: O Vice-Presidente substituirá em caso de impedimento ou sucederá no caso de vacância.
· Impedimento – Fato de forma temporária que Presidente, Vice ou ambos ficam impedidos de exercer a função presidencial (Ex.: doença ou viagem);
· Vacância (Art. 81 CF) – Se o cargo de presidente e Vice ficarem vagos nos dois primeiros anos após a eleição = Novas eleições Diretas (90 dias). Caso for nos dois últimos anos após a eleição = Eleições Indiretas (30 dias - Congresso Nacional).
*Em caso de dupla vacância nos Estados e Municípios, primeiros 2 anos = eleições diretas / Dois últimos anos = Depende da Constituição Estadual ou Lei Orgânica (Art. 81 CF não é norma de repetição obrigatória - STF).
*A eleição indireta não é norma repetível para Estados e Municípios.
D) Licença (Art. 83 CF):
- O Presidente e Vice só poderão ausentar-se do país, por período superior a 15 dias, mediante licença do Congresso Nacional, sob pena de perda do cargo.
* Norma de Repetição Obrigatória para Estados e Munícipios
E) Posse (Art. 78 CF):
- Presidente e Vice tomarão posse em sessão do Congresso Nacional;
- Transcorridos 10 dias da data fixada para posse não o fizerem, salvo força maior, o(s) cargo(s) serão considerados vagos.
- O mandato do Presidente é de quatro anos, com início em 1º de Janeiro do ano subsequente ao da eleição.
F) Imunidades do Presidente da República
- Imunidade Material (inviolabilidade), não existe para o Presidente da República, pois é uma prerrogativa válida tão somente para os integrantes do Legislativo;
- O Presidente possui Imunidade Formal (Imunidade = Prerrogativa do Cargo):
· Só poderá ser preso (Art. 86, § 3º CF) mediante sentença condenatória para infrações comuns, proferida pelo STF (Não está sujeito a outros tipos de prisões: flagrante, temporária, preventiva);
· Não extensível a Governadores ou Prefeitos – STF;
· Cláusula de irresponsabilidade penal temporária ou relativa (Art. 86, § 4º CF) – Crimes estranhos a função, responsabilidade após o fim do mandato.
· Não extensível a Governadores ou Prefeitos – STF;
· Autorização: 
· Art. 51, CF – Competência privativa da Câmara dos Deputados, por dois terços de seus membros, instauração de processo contra o Presidente, Vice e Ministros de Estado;
· Art. 86, caput, CF – Julgado pelo STF = infrações penais comuns / Senado Federal = Crimes de responsabilidade;
· Não extensível a Governadores (era cabível até Maio de 2017) ou Prefeitos – STF;
*Juízo de Admissibilidade:
· Meramente político, e não jurídico, o que for melhor para o País;
· Provisório e não vinculante, vai depender do órgão julgador.
*Suspensão do Presidente da República (Art. 86 CF): Autorizado o processamento do Presidente por crime comum ou de responsabilidade, e iniciado o processo, ficará suspenso de suas funções;
- Se não concluído o julgamento no prazo de 180 dias, retornará as suas funções, sendo prosseguido o processo.
G) Responsabilização do Presidente da República (Art. 85 e 86 da CF)
- Súmula Vinculante 46 STF: Legislar sobre crimes de responsabilidade é de competência privativa da União;
- Lei 1079 / 50: Lei dos Crimes de Responsabilidade;
*Súmula Vinculante 45 STF: A competência constitucional do Tribunal do Júri só prevalece sobre a prerrogativa de função no âmbito das Constituições Estaduais (Princípio da Supremacia da Constituição Federal).
- Penas aplicáveis em caso de eventual condenação:
· Crime comum – STF: Aplicará a pena estabelecida previamente na lei;
· Crime de responsabilidade (Art. 53, § único CF) – Depende de dois terços do Senado Federal, e é presidido pelo presidente do STF (julgamento híbrido): Acarreta a perda do cargo, e/ou, a inabilitação por 8 anos para exercer cargo público (penas autônomas).
H) Responsabilização dos demais Chefes do Poder Executivo 
a) Governadores
	- Crime Comum (Art. 105 CF): STJ
	- Crime de Responsabilidade (Art. 78, §3º, Lei 1.079): Tribunal Especial composto por cinco membros do legislativo, e cinco desembargadores + o presidente do TJ.
b) Prefeitos
	- Crime Comum (Art. 28, X CF): TJ
	Súmula 702 STF: Depende da natureza do crime:
· Crime âmbito federal – TRF
· Crime âmbito eleitoral - TRE
	- Crime de Responsabilidade (Decreto Lei 201 / 67, Arts. 1º e 4º):
· Art. 1º - Crimes de responsabilidade Impróprio: TJ
· Art. 4º - Crimes de responsabilidade Próprio: Câmara de Vereadores
*Súmula 208, STJ – Compete a Justiça Federal julgar Prefeito por desvio de verba sujeita a prestação perante a Órgão Federal;
 Súmula 209, STJ - Compete a Justiça Estadual julgar Prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao Patrimônio Municipal.
I) Atribuições do Presidente da República (Art. 84 CF – rol exemplificativo):
- Art. 84 CF: Competências privativas do Presidente da República.
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
VI - dispor, mediante decreto (autônomo), sobre:         
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;       
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;  
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
* STF decidiu que a delegação do inciso XXV, prover cargo público, também engloba desprover;
**A extinção de cargo público ocupado é atribuição privativa do Presidente da República mediante Lei, porém se estiver vago, conforme art. 84, VI, b, pode ser delegado e realizado por meio de decreto autônomo.
- Poder Legislativo (arts. 44 a 75 CF)
A) Estrutura
- Em âmbito Federal ele é bicameral, já que o congresso nacional é formado por duas casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.
- Em âmbito Estadual e Municipal é unicameral, no primeiro caso formado pela Assembleia Legislativa ou Câmara Legislativa (DF), e no segundo Câmara Municipal.
B) Funcionamento
B.1) Legislatura
- É o período de 4 anos que corresponde ao mandato dos Deputados Federais;
- Senadores são eleitos para mandato de 8 anos, 2 legislaturas.
B.2) Sessão Legislativa
- É o período anual de trabalho do Congresso Nacional;
- Art. 57 CF:Iniciada em 2 de fevereiro até 17 de julho (primeiro período legislativo); recomeça em 1º de agosto até 22 de dezembro (segundo período legislativo).
B.3) Sessão Preparatória
- Art. 57, §4º CF: Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente (não é norma de repetição obrigatória).
*Não é vedado a reeleição para mesmo cargo em legislaturas diferentes;
**Quem cumprir “mandato tampão”, pode-se candidatar para mesmo cargo na eleição subsequente, não sendo considerado reeleição.
· Composição das Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e Senado Federal: 
· Mesa 1 – Presidência e dois (2) Vice-Presidentes;
· Mesa 2 – quatro (4) Secretários.
*Inclui-se na composição quatro (4) suplentes de secretários.
B.4) Recesso Parlamentar
- De 18 até 31 de julho, e de 23 de dezembro até 1º de fevereiro, regra geral;
- Art. 58, §4º: Durante o recesso funcionará uma Comissão Representativa do Congresso Nacional;
- Durante o recesso poderá ser convocada Sessão Legislativa Extraordinária.
* Art. 57, § 6º - A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á:
· Presidente do Senado Federal:
· Decretação Estado de Defesa;
· Decretação Intervenção Federal;
· Pedido de autorização de Decretação de Estado de Sítio (prazo de 5 dias); e
· Compromisso e Posse do Presidente e Vice-Presidente da República.
· Presidente da República, da Câmara dos Deputados e Senado Federal, ou maioria de ambas as casas:
· Casos de Urgência; e
· Interesse Público relevante.
*Nessa hipótese depende de aprovação da maioria absoluta de cada casa do Congresso Nacional. 
** Art. 57, § 7º - Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo (MP em vigor integra também a pauta da sessão extraordinária), vedado o pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação.
· Norma de repetição obrigatória para as demais esferas (princípio da simetria e moralidade).
B.5) Sessões
	Bicameral
	Cada casa do Congresso Nacional vota e apura os votos em separado, regra geral;
	Unicameral
	Congresso Nacional é uma única câmara, votando seus integrantes como “Congressistas”, sendo a votação e apuração de modo conjunto;
	Conjunta
	Nesse caso ocorre a sessão com as duas casas votando em conjunto, porém a apuração em separado.
Art. 57 § 3º - Hipóteses de ocorrência da sessão conjunta:
I - inaugurar a sessão legislativa;
II - elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas;
III - receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República;
IV - conhecer do veto e sobre ele deliberar.
C) Composição da Câmara dos Deputados
- Art. 45, §1º CF: O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.
* Lei Complementar 78 / 93 foi criada conforme determinada a CF, porém delegava esta distribuição ao TSE, que assim o fez por meio da resolução 23.389/13, mas ao redefinir o quantitativo de vagas por Estado houve discórdia entre aqueles que perderiam “cadeiras”, sendo ajuizadas várias ações no STF, com isso o Supremo se posicionou declarando a referida delegação inconstitucional, se mantendo a divisão da forma que estava até definição via Lei Complementar conforme determina a Constituição.
*Atualmente são eleitos pelo sistema proporcional 513 Deputados Federais.
	Idade mínima para Ocupação de Cargos Políticos
	Presidente da República
		35 anos
	Vice-Presidente da República
	
	Senador
	
	Governador
	30 anos
	Vice-Governador
	
	Deputado Federal
	21 anos
	Deputado Distrital
	
	Deputado Estadual
	
	Vereador
	18 anos
	*Idade comprovada na data da posse, com exceção do vereador que se dará na candidatura.
*Se Lei Complementar criar um novo Território, este terá 4 representantes na Câmara dos Deputados.
	Exceções Legais de Tratamento Distinto entre Brasileiros Natos e Naturalizados
	1 - Linha de Substituição Presidencial e Segurança Nacional (Art. 12, § 3º CF)
	2 – Extradição (Art. 5º, inciso LI CF):
- Não há extradição de Brasileiros Natos;
- Extradição de Brasileiros Naturalizados em duas hipóteses:
· Comprovado o cometimento do crime de tráfico de drogas, antes ou depois da naturalização; ou
· Praticado crime comum antes da naturalização.
	3 – Composição do Conselho da República (Art. 89, VII CF)
	4 – A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País.  (Art. 222 CF)
D) Composição do Senado Federal
a) São 81 Senadores da República;
b) São representantes dos Estados e do Distrito Federal (bicameralismo é federativo);
c) Representação paritária: 3 representantes para cada Estado e Distrito Federal;
d) Idade Mínima: 35 anos;
e) Devem ser Brasileiros Natos ou Naturalizados (exceto o Presidente do Senado que deve ser Nato);
f) Cada Senador é eleito com dois (2) suplentes – chapa única;
g) Renovação Parcial (Intercala-se 1/3 e 2/3 por eleição).
*Suplência (Art. 56, §1º e 2º) – Em caso de suplência a vaga será preenchida pelos suplentes, caso não haja, será realizada nova eleição se restando mais de 15 meses para o término do mandato.
E) Composição das Assembleias Legislativas e Estaduais e Câmara Legislativa do DF
- Art. 27 CF: Nos Estados que tem até 12 Deputados Federais, multiplica-se por três (3) para encontrar o número de Deputados Estaduais. Já nos Estados que tem de treze (13) a setenta (70) Deputados Federais, pega-se esse valor e soma-se com 24.
F) Imunidades dos Congressistas (Deputados Federais e Senadores)
- Não são vantagens/privilégios pessoais; são prerrogativas vinculadas ao cargo;
- São irrenunciáveis;
* Os Suplentes de Deputados e Senadores tem mera expectativa de ocupação do cargo, não fazendo jus as imunidades, apenas se ocupantes do cargo mesmo que de forma provisória;
Obs.: Exceção as Imunidades (Art. 53, § 8º CF) - As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. 
- O parlamentar licenciado não possui imunidades, mas deve manter o decoro, sob pena de perder o mandato.
- A perda do mandato parlamentar pode ser:
· Declarada (Extinção) pela Casa Legislativa nos casos dos incisos III, IV, V do art. 55 CF (regido pelo art. 55 §3º);
· III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
· IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
· V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;
* § 3º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
· Decidida (Cassação) pela Casa Legislativa nos casos dos incisos I, II e VI do art. 55 CF em votação aberta (EC 76 – vigência novembro de 2013); (regido pelo art. 55 §2º).
· I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
· II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
· VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
* § 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputadosou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
a) Imunidade Material (Art. 53 caput CF): Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.
*As imunidades materiais não se estendem ao congressista na condição de candidato.
- As imunidades tem eficácia temporal permanente (protege o ato praticado durante o exercício do cargo e após ele).
b) Imunidade Formal referente a prisão (Art. 53, §2º): Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro (24h) horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.
* Crimes Inafiançáveis – Racismo, Tortura, Tráfico, Terrorismo, Hediondos e ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.
c) Imunidade Formal referente ao processo (Art. 53): 
· § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.  
· § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de 45 dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.
· § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. 
*Até 2001 os Congressistas gozavam da mesma imunidade formal do Presidente da República, “Autorização”, que consiste em uma permissão para recebimento de denúncias, não válido atualmente.
G) Imunidades dos demais membros do Poder Legislativo (Art. 27, §1º e 32, §3º)
G.1) Deputados Estaduais ou Distritais
- Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas.
* Deputados Estaduais e Distritais tem as mesmas prerrogativas que os Congressistas.
- O órgão competente para o julgamento de infrações penais comuns é o TJ, inclusive nos crimes dolosos contra a vida;
*Em relação aos crimes eleitorais o órgão competente é o TRE, e crimes federais, TRF.
G.2) Vereadores
- A inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município;
* Vereadores só possuem imunidade material, e na circunscrição do município, definido pela CF.
**Os vereadores podem ter prerrogativa formal no TJ local para as infrações comuns, caso as CE estabeleçam, já nos casos de crimes dolosos contra a vida, o órgão competente é o Tribunal do Júri (súmula vinculante nº45).
H) Termo Inicial e Termo Final das prerrogativas por função
- Termo Inicial: Diplomação
- Termo Final: Encerramento do Mandato
- Em regra, o processo será remetido a 1ª instância, em razão do encerramento do mandato, que ocasiona o fim da jurisdição do STF no caso.
- No entanto, após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.
- Processo Legislativo (Art. 59 CF)
1) Espécies de Processo Legislativo
- É o conjunto de atos para elaboração das espécies normativas primárias, extraídas da CF, são elas:
· Emendas à Constituição;
· Leis Complementares;
· Leis Ordinárias;
· Leis Delegadas;
· Medidas Provisórias;
· Decretos Legislativos;
· Resoluções.
*Princípio da Simetria – As normas definidas em âmbito federal, devem ser observadas nas demais esferas.
2) Quanto a Organização Política
· Autocrático: Quando as leis são elaboras sem qualquer resquício de participação popular, são impostas pelo governante; 
· Direto: Quando o processo legislativo é conduzido pelo povo, diretamente;
· Indireto*: Nos casos que as espécies normativas são construídas pelos representantes eleitos do povo (o processo legislativo brasileiro se encaixa nessa hipótese); ou
· Semidireto: Quando a elaboração é feita pelos representantes eleitos pelo povo, todavia, só entram em vigor e produzem efeitos após serem submetidas à aprovação popular (por meio de um referendo).
3) Quanto as Fases Procedimentais
· Ordinário: Utilizado para elaboração das leis ordinárias, é o procedimento básico previsto na CF/88 e caracterizado pela completa ausência de prazos para a feitura e concretização dos atos de deliberação e votação.
· Sumário (abreviado \ regime de urgência constitucional): Possui as mesmas fases e atos do processo ordinário, mas com uma diferença essencial: no processo sumário existem prazos constitucionalmente estabelecidos para que haja a prática dos atos de deliberação e votação do projeto de lei, sendo de 45 dias para cada Casa Legislativa e 10 dias para a Casa Iniciadora avaliar as eventuais emendas (que não sejam redacionais) feitas pela casa Revisora (art. 64 §§ 1º a 4º, CF/88). Por fim, vale lembrar que a CF conferiu com exclusividade o Presidente da República a legitimidade para solicitar a tramitação do projeto de sua iniciativa no regime sumário.
· Especial: Utilizado pela feitura das outras espécies normativas, EC’s, LC’s, MP’s, LD’s, DL’s resoluções e leis financeiras (PPA, LDO e LOA). O procedimento é especial porque o rito se afasta, ao menos em algum aspecto, da normativa geral estabelecida para a elaboração das LOs.
*
*Não há hierarquia entre normas Federais ou Estaduais;
A) Fase Introdutória: Iniciativa (Art. 61 CF)
- A iniciativa de leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta constituição.
- Iniciativa Geral:
· Presidente da República;
· Membros e Comissões da Câmara dos Deputados;
· Membros e Comissões do Senado Federal;
· Membros e Comissões do Congresso Nacional;
· Cidadãos.
- Iniciativa Reservada:
· STF: art. 93 e art. 96, II, CF;
· Tribunais Superiores: art. 96, II, CF;
· PGR: art. 128, §5ª CF.
*Iniciativa Popular Federal (Art. 61, §1º): A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados, de projeto de Lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 
· Iniciativa Popular nas outras esferas da federação:
· Estadual (Art. 27, § 4º): A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual.
· Municipal (Art. 29, XIII): iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado;  
- Iniciativa para Emenda Constitucional (Art. 60 CF):
· De um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou Senado Federal;
· Do Presidente da República;
· De mais da metade das Assembleias Legislativas, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
*Não pode por iniciativa popular apresentar proposta de emenda à constituição.
*Obs.: O vício de iniciativa (inconstitucionalidade formal), não pode ser convalidado, nem mesmo através de sanção presidencial.
- Iniciativa Concorrente: Ocorre quando a competência de iniciativa sobre determinada matéria pertence simultaneamente a mais de um legitimado. Ex.: Organização do MPU, legitimados: Presidente do Brasil e PGR.
- Iniciativa Vinculada: O legitimado é obrigado a dar início ao processo legislativo, nas formas e prazos estabelecidos pela CF (absolutamente excepcional e depende de previsão constitucional expressa).Ex.: PPA, LDO, LOA.
B) Fase Constitutiva: Deliberação (Discussão)
- Possui casa iniciadora e revisora, decorrente do Bicameralismo Federativo;
- Regra Geral: a Câmara dos Deputados á a casa iniciadora, e o Senado Federal a casa revisora (caput do art. 64 e art. 61, §2º, ambos da CF);
- Antes das votações é feita uma análise prévia do projeto de lei pelas comissões;
- Essa análise prévia é feita pelas comissões temáticas, que elaboram pareceres opinativos;
*Quem define em quais comissões o projeto de lei irá tramitar é o Presidente da Casa Legislativa.
C) Fase Constitutiva: Votação
- No plenário: para início da votação, verificar se tem quórum para instalação da sessão (presença da maioria absoluta);
· Na Câmara dos Deputados – 257 Deputados Federais;
· No Senado Federal – 41 Senadores.
- Maioria para Aprovação de Leis:
· Lei Ordinária: Maioria Simples (art. 47 CF) - Maioria dos presentes, desde que haja quórum;
· Lei Complementar: Maioria Absoluta (art. 69 CF) – Maioria dos membros.
*Princípio da Irrepetibilidade (art. 67 CF): A matéria de projeto de lei rejeitada, somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.
**Projeto de Emenda Constitucional (art. 60 § 5º CF) e Medida Provisória (art. 62, § 10 CF) somente poderão ser reapresentadas na próxima sessão legislativa.
Obs.: Autógrafo – Documento formal que traduz todo o trâmite legislativo e explicita, com rigor e exatidão, o teor final do PL como ele foi aprovado pelo Congresso Nacional.
D) Fase Constitutiva – Deliberação Executiva (Sanção/Veto)
Art. 66, CF/88:
§ 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto.
§ 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção.
- Sanção: É a manifestação de concordância do Presidente da República ao projeto de lei, podendo ser total ou parcial.
- Espécies:
· Sanção Expressa;
· Sanção Tácita.
- Veto: É a discordância do Presidente da República ao projeto de lei, de modo expresso, e o prazo de 15 dias úteis, podendo ser total ou parcial (integralidade do dispositivo).
Art. 66 § 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
- Fundamentos do Veto:
· Jurídico: Inconstitucionalidade.
· Político: Contrariedade do interesse público.
- Características do Veto:
· Irretratável;
· Supressivo;
· Motivado; (48h ao Presidente do Senado)
· Superável. (Pode ser superado/derrubado)
- Apreciação do Veto:
§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. (votação aberta)
*Emenda constitucional 77 de 2013 retirou a votação secreta da cassação do congressista e do veto.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final.     
*STF: Inexiste ordem cronológica para análise do congresso nacional dos vetos apresentados pelo Presidente da República.
E) Fase Complementar – Promulgação (art. 66, §7º)
§ 5º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da República.
- Promulgação: Atesta a existência de uma lei, que já foi sancionada ou teve o veto derrubado, realizado pelo Presidente da República, em até 48h, onde caberá ao Presidente do Senado, com igual prazo, não ocorrendo passa a caber ao Vice-Presidente do Senado, que fará imediatamente.
- Publicação: Condição de eficácia da lei, e necessário para sua obrigatoriedade.
Entende-se que é de competência da autoridade que promulgou, e por analogia, estipula-se o prazo de 48h.
*Configura crime de responsabilidade a circunstância de o chefe do executivo omitir ou retardar dolosamente a publicação. 
Poder Judiciário (arts. 92 e ss CF)
1 – Órgãos do Poder Judiciário (art. 92 CF)
· STF;
· CNJ;
· STJ;
· TST;
· Tribunais Regionais Federais e juízes federais;
· Tribunais e juízes do trabalho;
· Tribunais e juízes eleitorais;
· Tribunais e juízes militares;
· Tribunais e juízes dos estados e do DF e Territórios.
*STF, CNJ e tribunais superiores tem sede em Brasília.
*CNJ não tem função propriamente jurisdicional, sendo órgão administrativo.
2 – Composição do Supremo Tribunal Federal (STF)
Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
*A indicação e nomeação é feita pelo Presidente da República, após aprovação da maioria absoluta do Senado Federal.
3 – Composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução...:
*Dos 15 membros 9 são jurisdicionados e 6 não jurisdicionais.
- Membros Jurisdicionados:
· Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF):
· 1 Desembargador de TJ;
· 1 Juiz Estadual.
· 1 Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ): (Ministro Corregedor do Conselho)
· 1 Juiz de TRF;
· 1 Juiz Federal.
· 1 Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST):
· 1 Juiz de TRT;
· 1 Juiz do Trabalho.
- Membros Não Jurisdicionais:
· 2 integrantes do Ministério Público:
· Sendo 1 membro do Ministério Público da União (MPU) – indicado pelo PGR;
· Sendo 1 membro do Ministério Público Estadual (MP) – escolhido pelo PGR pelas indicações dos órgãos estaduais;
· 2 Advogados – indicados pelo Conselho Federal da OAB;
· 2 Cidadãos – com notório saber jurídico:
· Sendo 1 indicado pela Câmara dos Deputados;
· Sendo 1 indicado pelo Senado Federal.
* Os membros do CNJ são nomeados pelo Presidente da República, após aprovação da maioria absoluta do Senado Federal (com exceção do Presidente do STF).
4 – Composição do Superior Tribunal de Justiça (art. 104 CF)
Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros.
Parágrafo único. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: 
I - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal;
II - um terço, em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e Territórios, alternadamente, indicados na forma do art. 94.
5 - A regra do Quinto Constitucional (art. 94 CF)
Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. (aplica-se também nos TRT’s)
Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao Poder Executivo, que, nos vinte dias subseqüentes, escolherá um de seus integrantes para nomeação.
Descumprimento do Quinto Constitucional:
STF: Não obedece, Presidente da República escolhe livremente.
STJ: Não reserva 1/5, e sim, 1/3.
TSE e TRE: Não tem membros do MP, e 2/7 de membros da advocacia.
STM: 3/15 dos membros são advogados e 1/15 são membros do MP.
6 – Competências do STF (comparativo com as competências do STJ)
- As atribuições da nossa Corte Suprema estão relacionadasno artigo 102, CF.
- No inciso I temos competências originárias, no inciso II recursais ordinárias (ROC), e no inciso III temos competências recursais extraordinárias (RE).
A) ROC no STF:
- Hipóteses:
· Remédio Constitucional (HC, HD, MS e MI) decidido em única instância por Tribunal Superior, se denegatória a decisão;
· Da decisão prolatada por Juiz Federal em crime político (art. 109, IV CF) caberá ROC para o STF.
A.2) ROC no STJ:
- Hipóteses:
· O litígio que polariza de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no país, é de competência da Justiça Federal de primeira instância (art. 109, II, CF). Essa decisão pode ser desafiada no STJ por ROC.
*Se o litígio polarizar, de um lado Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro lado, União, Estado, DF ou Território Federal, a competência originária será do STF, conforme indica o artigo 102, I, ”e” CF.
· Para julgar o HC decidido em única ou última instância por TRF ou TJs, desde que decisão denegatória;
· Para julgar o MS decidido em única instância por TRF ou TJs, desde que decisão denegatória.
B) Competências originárias do STF X Competências originárias do STJ
B.1) Processar e julgar, por crime Comum
*Art. 86, §4º CF – O Presidente da República na vigência do seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.
B.2) Processar e julgar, por crime comum e de responsabilidade
B.3) Reclamação
- Conceito: Preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões:
· STF;
· STJ;
· TST.
B.4) Conflitos de competências entre Tribunais
*A competência do STJ é residual.
7) Competência exclusiva do STF para editar / rever / cancelar Súmula Vinculante
Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício (Ministros da corte) ou por provocação (legitimados das ações de constitucionalidade), mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.
- Legitimados:
- O simples descontentamento ou divergência relativamente ao teor do verbete vinculante não permite a reabertura das discussões sobre tema já debatido a exaustão pela Suprema Corte. A revisão ou o cancelamento de enunciado depende, pois, da representação de:
· Evidências de superação da jurisprudência do STF no trato do assunto; ou
· Modificação substantiva de contexto político, econômico ou social; ou
· Por fim, que haja alteração legislativa quanto a matéria.
- Requisitos:
· Matéria Constitucional;
· Reiteradas decisões sobre o tema;
· Grave e atual controvérsia, que ocasione insegurança jurídica e a multiplicação de processos idênticos;
· Manifestação favorável de, ao menos, 8 Ministros (2/3).
*Obs.: As súmulas vinculantes terão por objeto a eficácia, a validade e a interpretação de normas jurídicas determinadas.
**A proposta de edição, revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante não autoriza a suspensão dos processos em que se discuta a mesma questão, e neste procedimento o relator poderá admitir, por decisão irrecorrível, a manifestação de terceiros (amicus curiae) na questão, nos termos do regimento interno do STF.
***O PGR (art. 2º, §2º da lei 11.417/06) só não se manifesta nas propostas que ele mesmo houver formulado.
- Efeito Vinculante:
- Torna a Súmula Vinculante obrigatória;
- As súmulas comuns são meras orientações jurisprudenciais de um Tribunal, logo, não são de observância obrigatória.
- Este efeito atinge os demais órgãos do PJ (o Pleno do STF pode rever ou cancelar a SV) e toda a administração pública, direta ou indireta, nas esferas Federal, Estadual e Municipal.
*Obs.: Os poderes Executivo e Legislativo ficam vinculados, salvo quando estão na função de legislar (produção normativa).
Aula 8.1 G7 2020
 
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