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Morte e Alterações
Cadavéricas
1. Conceito de Morte
Perda da consciência
Desaparecimento da motilidade
e do tônus muscular
Cessação da respiração e do
batimento cardíaco
Perda da resposta reflexa a
estímulos
Cessação da atividade cerebral
2. Alterações
Cadavéricas
Divisão:
Abióticas (não alteram
aspecto geral do cadáver)
o Imediatas: morte
somática, clínica ou geral
o Mediatas: autólise
Bióticas (modificam o aspecto
geral do cadáver)
o Decomposição,
putrefação, heterólise
Definições:
Autólise: destruição do tecido
por enzimas do próprio corpo
ativadas pela falta de oxigênio
Heterólise: destruição do tecido
por enzimas produzidas por
bactérias saprófitas
3. Alterações Abióticas
Mediatas
3.1. Palidez Cadavérica
Primeira alteração observada
Ocorre ~1 hora após a morte
Devido à parada circulatória
3.2. Hipostase Cadavérica (Livor
mortis)
Manchas avermelhadas em
áreas de declive/decúbito
(acúmulo de sangue nos locais +
abaixo pela gravidade)
Causadas por gravidade
Início: 2 a 4 horas após a morte
3.3. Frialdade Cadavérica
(Algor/Frigor mortis)
Resfriamento do corpo pela
parada da termorregulação
Início: 3 a 4 horas após o óbito
3.4. Rigidez Cadavérica (Rigor
mortis)
Contratura muscular post
mortem/ diminuição do pH,
produz lactato, fica + rígido e
ajuda a degradar + rápido.
Fases:
o Pré-rigor: ATP ainda
presente, ausência de
oxigênio, onde ocorre
glicólisem gerando
piruvato que produz
ácido lático na
musculatura.
o Rigor: ausência de ATP,
↑ Ca²⁺ no sarcoplasma →
actina + miosina/ Acaba
o consumo de ATP, a
célula está morrendo, as
bombas param de
funcionar e o cálcio se
acumula na célula, a
actina se liga e tensiona
a miosina de forma
permanente, causando a
rigidez.
o Pós-rigor: autólise →
relaxamento/ até 36h, a
célula rompe, liberando
as enzimas digestivas,
relaxando a musculatura.
Ordem de instalação: coração →
músculos respiratórios →
mastigatórios → perioculares →
pescoço → membros torácicos
→ tronco → membros pélvicos.
3.5. Coagulação Sanguínea
Formação de coágulos pós
parada circulatória
Tipos:
o Cruórico (vermelho, rico
em hemácias)
o Lardáceo (amarelo, rico
em leucócitos e fibrina,
plaquetas)/se o animal
tem pouca proteína
circulante, é possível não
ter coágulo lard.)
o Misto (parte cruórica +
parte lardácea)
3.6. Embebição por Hemoglobina
Hemólise (célula rompe) libera
hemoglobina → coloração
vermelha opaca - generalizado
Diferenciar de hemorragia
(intensa, profunda, bem
delimitada) → coloração
vermelha brilhante – não atinge
o órgão todo
3.7. Embebição Biliar
Manchas amarelo-esverdeadas
perto da vesícula
Autólise permite difusão dos
pigmentos biliares (vesícula e
hepatócitos se desfazem, a bile
é liberada, manchando os
órgãos vizinhos ao fígado)
Diferença com icterícia (ocorre
em vida)
3.8. Meteorismo ou Timpanismo
Post Mortem
Formação de gases por
fermentação/putrefação do
conteúdo gastrointestinal
Pode causar ruptura ou
deslocamento de vísceras
Ácido graxo volátil (comida),
fermenta e o gás se acumula
pois as bactérias não morreram,
esse gás enche o intestino e ele
explode.
3.9. Pseudoprolapso Retal
Exteriorização do reto sem
alterações circulatórias
Causado por aumento da
pressão intra-abdominal (perde-
se o tônus muscular)
Difere do prolapso ante mortem
TAMPONAMENTO: todos os
orifícios são tampados com
algodão.
4. Alterações
Transformativas
(Bióticas)
4.1. Pseudomelanose
Manchas cinza-esverdeadas na
pele/órgãos abdominais
Formação de sulfeto de ferro
(FeS) pela ação de H₂S com
ferro da hemoglobina
Órgão acinzentado,
acastanhado, manchas do início
do processo de putrefação
4.2. Enfisema Cadavérico
Gases e líquido nos tecidos por
putrefação
Órgãos aumentados de volume
e com crepitação
Ao corte, murcham como balões
Pulmão não tem + elasticidade e
perda da capacidade de
expansão
4.3. Maceração
Desprendimento dos tecidos
moles/mucosas viscerais
Devido a enzimas bacterianas
4.4. Coliquação (Liquefação)
Órgãos perdem forma e
consistência
Tornam-se amorfos e
amolecidos
O tecido amolece, se liquefaz, se
desprende, o corpo já está cheio
de microorganismos
4.5. Redução Esquelética
Ação de larvas, autólise e
heterólise
Teoricamente pode levar até 3
anos, depende do ambiente e
espécie
Se liquefaz e fica só o osso,
contribuição de insetos quando o
animal não está enterrado
5. Fatores que
Influenciam as
Alterações Post Mortem
Temperatura ambiente: ↑
temperatura → ↑ velocidade das
alterações
Tamanho do animal: ↑ tamanho
→ ↑ dificuldade de resfriamento
→ alterações mais rápidas
Estado nutricional:
o Mais glicogênio → rigor
mortis mais demorado
o Mais gordura → menos
dissipação de calor → ↑
alterações
Causa mortis:
o Infecções bacterianas →
↑ heterólise
o Convulsões prévias →
depleção de glicogênio
→ rigor mais rápido
o Congestão → ↑
embebição por
hemoglobina
Cobertura tegumentar: pelos,
lã, gordura → isolantes térmicos
→ ↑ alterações
Sistema Tegumentar
Camadas Histológicas
Epiderme: acima, sob:
estruturas pilosas, pigmentada,
melanocitos, não é
vascularizada
Lâmina Basal: divide a
epiderme e a derme
Derme: músculo eretor da
pele, já dói, escabioses e sarnas
estão na derme, sensibilidade,
tato e calor
Hipoderme: tem mais
calibre
1. Estrutura e Funções da
Pele
Funções:
o Proteção
o Termorregulação
(liberação de calor)
o Sensibilidade
o Barreira imunológica
o Produção de queratina e
melanina
o Camuflagem em
espécies de silvestres
o Secreções e excreções
Importância clínica:
o Avaliação macroscópica
essencial
o Associa-se clínica e
patologia
Coleta de amostras:
o CAAF (Citologia
Aspirativa por Agulha
Fina): para nódulos
palpáveis
o Biópsia excisional:
lesões localizadas,
suspeita de neoplasia
(retirada da lesão
completa com margem
de segurança)
o Punch: lesões
disseminadas, coleta em
múltiplos locais (recorte
em formato circular de
uma parte do tecido)
o LESÃO SUPERFICIAL
DA PELE FAZ PUNCH
2. Lesões Primárias (na
pele)
2.1. Mácula
Lesão plana, delimitada, com
alteração de cor
Pode ser por pigmentação,
vascularização ou hemorragia
As vezes o sangue pode
extravazar
Tipos hemorrágicos:
o Petéquia: (menos) 1 cm
o Víbice: linear
o Sufusão: difusa e
irregular
o Púrpura: manchas
vermelhas
2.2. Pápula
Lesão sólida, circunscrita
(arredondada), elevação
palpável, pequena
Pode formar placas (junção de
pápulas)
2.3. Nódulo
Elevação sólida > 1 cm,
arredondada, palpável, firme
Atinge derme ou hipoderme
Pode ser alopécico, ulcerado ou
descorado
É uma pápula grande
Relacionado com processos
inflamatórios ou neoplasicos
2.4. Cisto
Cápsula com conteúdo fluido ou
semissólido
Mais firme, líquido ou
semilíquido
Ex: cisto folicular ou
epidermoide (queratina)
2.5. Vesícula (bolha)
Elevação com líquido, intra ou
subepidérmica
Acúmulo de exsudato
Origem: viral, autoimune,
irritantes
Rompe-se facilmente
2.6. Pústula (espinha)
Similar à vesícula, mas com pus
(exsudato)
Lesão superficial
Inflamação supurativa
Origem: infecciosa, autoimune
3. Lesões Secundárias
(lesões fora da pele)
Surgem a partir de lesões primárias ou
por traumas/medicamentos
3.1. Urticária
Elevação achatada, circunscrita
e transitória
Lesão elevada, arredondada e
achatada na pontinha
Multifocal, que estão na mesma
região, mas não grudadas
Alergias
3.2. Descamação
Fragmentos de queratinócitos
soltos (acúmulo de queratina)
Aspecto seco, farináceo ou
oleoso
Ex:seborréia, dermatoses
crônicas
3.3. Hiperqueratose /
Hiperceratose
Espessamento do estrato
córneo (camada mais
superficial)
Desequilíbrio entre maturação e
descamação
Relacionado a deficiência de Vit.
A, zinco, seborreia
Resposta a irritação crônica
3.4. Liquenificação
Pele espessa, seca,
hiperpigmentada
Acúmulo de melanócitos que
formam uma placa
Em regiões mais enegrecidas
Dermatite atópica por picada de
pulga, sarna negra
Evidência de pregas e fissuras
Resposta a trauma crônico
3.5. Erosão
Perda da epiderme com
preservação da membrana
basal (não tem
extravasamento de sangue)
Lesões com depressão
Evolui de vesículas e pústulas
3.6. Úlcera
Perda da epiderme, exposição
da derme e da membrana basal
(há extravasamento de
sangue)
Evolui de erosões
3.7. Crosta
Formação seca e aderente
Exsudato ressecado em feridas
Casquinha, a úlcera libera o
exsudato e ele resseca,
formando a crosta
Cicatrização, tampa e protege a
lesão
3.8. Escoriação
Perda da epiderme por trauma
(lambedura, arranhadura, etc.)
Lesões: erosões, úlceras,
crostas
Feridas
3.9. Colarete Epidérmico
Descamação em forma de anel
Associada a necrose da
epiderme
Resultado de pústulas/vesículas
rompidas (pode ter pústula
dentro)
3.10. Comedo (comedão) (acne
canina)
Folículos dilatados com material
cerato-sabáceo
“Espinhas”
Associado à demodicose,
hiperadrenocorticismo
Pode evoluir para foliculite
Presença de ácaro, sem pus
3.11. Alopecia
Ausência de pelos em áreas
normalmente pilosas
Causas: genéticas, infecciosas,
endócrinas, metabólicas
Patológica ou fisiológica
Pode ser: (localizada ou geral)
o Focal
o Regional
o Simétrica
o Difusa
3.12. Hiperpigmentação
(Melanose)
Aumento de pigmento
Lentigo:
o Simples (mais comum
em felinos alaranjados)
o Difuso (mais raro em
cães)
o Benigno e estético
3.13. Hipopigmentação
(Hipomelanose)
Redução da melanina na pele ou
pelos
Causas congênitas ou
adquiridas
Ex: vitiligo, cicatrizes
3.14. Cicatriz
Tecido fibroso substituindo
derme lesada
Aspecto: despigmentado,
alopécico, irregular, deprimido
Sistema
Cardiovascular
1. Anomalias Congênitas
Cardiovasculares
Falhas no fechamento das comunicações
fetais:
Persistência do Ducto
Arterioso
o Cães: poodle,
pomerânia, collie.
o Ducto entre aorta e
pulmonar não se fecha
após nascimento
(ligamento arterioso)
o Desvio VE → VD →
hipertensão pulmonar e
hipertrofia de VD.
Defeito do Septo Atrial
(Forame Oval)
o Fluxo E → D →
sobrecarga de átrio D e
VD.
o Em alguns casos o
forame não fecha e há a
ligação entre os dois
átrios, misturando o
sangue e fazendo o
ventrículo bater + forte,
causando insuficiência
cardíaca e respiratória
Defeito do Septo Ventricular
o Mais comum na porção
membranosa.
o Fluxo VE → VD →
dilatação de VD.
o Ex: bezerro com coração
globoso.
o O ventrículo faz uma
sístole + forte para
compensar o pouco
oxigênio do sangue
misturado
Falhas no desenvolvimento valvular:
Estenose da Pulmonar
o Raças: beagle, bulldog
inglês, chihuahua.
o Subvalvular ou valvular
→ hipertrofia VD.
o A válvula ocupa +
espaço dentro do vaso,
há pouco espaço para o
sangue passar (fluxo
menor de sangue),
aumentando a pressão
sanguínea
o Pode desenvolver com o
tempo
Estenose Subaórtica
o Raças: boxer, pastor
alemão.
o Espessamento fibroso
subvalvular → hipertrofia
VE.
o Micro: necrose, fibrose,
metaplasia, esclerose
arterial.
o Na parede do bolsinho,
abaixo do vaso
Mau posicionamento dos vasos:
Persistência do 4º Arco
Aórtico Direito
o Compressão do
esôfago/traqueia →
megaesôfago.
o Sinais: tosse, vômito.
2. Pericárdio
Alterações metabólicas:
Depósito de Urato (Gota
visceral)
o Aves/serpentes:
superfície serosa
espessa e branca.
Inflamações:
Pericardite Fibrinosa
o Causas: bacterianas
(pasteurelose,
salmonelose etc.).
o Macro: fibrina → aspecto
“pão-com-manteiga”.
o Micro: fibrina +
neutrófilos.
o Houve um processo
infeccioso no pericárdio,
é um achado de
necropsia, o coração
não consegue bombear
pois fica estrangulado
Pericardite Supurativa
o Bovinos: retículo-
pericardite traumática.
o Exsudato purulento
fétido → ICC/septicemia.
o O animal ingere um
corpo estranho cortante,
pode perfurar e
contaminar o pericárdio,
causando pus
Pericardite Constritiva
o Crônica: fibrose extensa
→ constrição → ICC.
o Inflamação muito
cronificada, a deposição
de fibrina estrangula o
coração (capilares),
necrosando
Pericardite Fibrosa Crônica
o Aderências fibrosas e
obliteração do saco
pericárdico.
3. Miocárdio (parte
intermediária/músculo)
Miocardiopatias:
PRIMÁRIAS: idiopáticas.
Hipertrófica. Dilatada ou
Congestiva. Restritiva.
SECUNDÁRIAS: generalizadas, com
etiologia conhecida.
Hipertrófica
o Gatos machos, meia
idade, raça grande.
o Hipertrofia de VE e
septo IV → ↓ cavidade
VE.
o Micro: desarranjo e
fibrose.
o Não há junção
comunicante, causa
mucosas cianóticas, -
volume de sangue e +
pressão sanguínea
Dilatada (Congestiva)
o Cães de grande porte
o Gatos, machos, meia
idade
o Dilatação biventricular,
endocárdio espessado.
o A musculatura cardíaca
se dilata e a parede fica
fina, perde a força de
contração, o coração
fica congestionado,
cheio de sangue
o + frequente no V.D.,
evolui para insuf.
Cardíaca congestiva
Restritiva
o Rara em gatos.
o Fibrose endocárdica → ↓
enchimento →
tromboembolismo.
o Diminui o tamanho do V,
as paredes do
endocárdio são
lesionadas e enche de
fibrina
Miocardites:
Tipos e causas:
o Supurativa: bactérias
piogênicas.
o Necrosante:
toxoplasmose.
o Hemorrágica:
Clostridium chauvoei.
o Linfocitária: parvovirose.
o Eosinofílica:
sarcocistose.
NÃO EXISTE MIOCARDITE
PARASITÁRIA, ACHADO DE
NECROPSIA
4. Endocárdio
Degenerações: (idiopática ou autoimune)
Endocardiose Valvular
(Degeneração mixomatosa)
o Idade → válvulas
espessadas/nodulares
(“colar de contas”).
o Fibrose, ICC (parada do
movimento, sangue não
flui), refluxo, ruptura
atrial/cordoalhas
o A válvula vai se
degenerando, causando
mal funcionamento, não
impedindo o refluxo
Inflamações:
Endocardite
(valvular/mural/parasitária)
o Causas: bactérias,
Strongylus vulgaris,
fungos.
o Lesões vegetativas
friáveis e amareladas.
o Complicações: embolias,
insuficiência renal
aguda, ICC.
o Pode ter na região da
válvula.
5. Vasos Sanguíneos
Artérias:
Aneurisma
o Dilatação focal do vaso
sanguíneo.
o Causas: Cu deficiente,
Spirocerca lupi,
Strongylus vulgaris.
o A parede vai se
afinando, forma uma
bolsa e o sangue se
acumula, podendo
formar um coágulo, que
pode se mover e romper
o aneurisma, causando
AVC hemorrágico ou
isquêmico.
o Não é doença, é
patogenia.
Degeneração/Necrose
o Necrose fibrinoide: Se,
Vit. E deficientes,
uremia.
o Lesão endotelial
Arterites
o Agentes: vírus (PIF),
bactérias (salmonela),
fungos, parasitas.
o Resultados: trombos,
fibrose, infartos.
o Inflamação
Veias:
Desvios Porto-Cava
o Bypass hepático →
encefalopatia (↑
amônia).
o A veia porta não existe,
não funciona, não há
metabolização do
sangue no fígado.
o O sangue da veia porta
desvia do fígado e vai
direto para a circulação
sistêmica, impedindo a
filtragem de toxinas
como a amônia.
Flebite / Tromboflebite
o Injeções, infecções →
inflamação + trombos.
Onfaloflebite
o Infecção do cordão
umbilical neonatal,
quando não há cura
6. Neoplasias Vasculares
Hemangioma (benigno) /
Hemangiossarcoma (maligno)
o Origem: células
endoteliais.
Hemangiopericitoma
o Origem: pericitos (ao
redor de vasos, dão
sustentação aoscapilares).
Sistema
Respiratório
🔹 Cavidade e Seios Nasais
Distúrbios congênitos:
Fenda palatina e lábio leporino
→ aspiração → pneumonia.
Distúrbios circulatórios:
Hiperemia, hemorragia,
epistaxe (trauma, infecção,
neoplasia, esforço).
Inflamações (rinite/sinusite):
Tipos de exsudato: seroso,
catarral, purulento, fibrinoso,
granulomatoso.
Agentes: vírus, bactérias,
fungos, alergias.
Sequelas: pólipos,
broncopneumonia, abscessos.
🔹 Doenças Infecciosas
Específicas
IBR (rinotraqueíte infecciosa
bovina):
Agente: BHV-1.
Lesões: necrose nasal →
pneumonia.
Rinite atrófica dos suínos:
Agentes: P. multocida, B.
bronchiseptica.
Lesão: destruição de cornetos,
desvio facial.
Rinopneumonite viral equina:
Agentes: EHV-1 (aborto), EHV-
4 (rinite leve).
Garrotilho (Strangles – equinos):
Agente: Streptococcus equi.
Lesões: rinite, linfoadenite,
abscessos →
broncopneumonia, "cavalo
roncador", púrpura hemorrágica.
Complexo respiratório felino:
FHV-1 (herpes), calicivírus,
clamidiose.
Sinais: corrimento, conjuntivite,
pneumonia, aborto.
Rinite parasitária:
Oestrus ovis (miíase nasal em
ovinos).
Neoplasias nasais:
Tipos: carcinoma,
osteossarcoma, linfoma, TVT,
hemangiossarcoma.
🔹 Faringe, Laringe e Traqueia
Inflamações (faringite, laringite,
traqueíte):
Causas: traumas, infecções,
corpo estranho, neoplasias.
Abscesso laríngeo:
Actinomyces pyogenes.
Bolsas guturais – equinos:
Agente: Aspergillus fumigatus
→ epistaxe, encefalite.
Traqueobronquite infecciosa canina:
Agentes: Bordetella,
Mycoplasma, adenovírus,
parainfluenza.
🔹 Brônquios e Bronquíolos
DPOC / Asma equina:
Causa multifatorial (alérgenos,
vírus).
Lesão: metaplasia, muco,
hipertrofia muscular.
🔹 Pulmões
Atelectasia:
Alvéolos não expandem.
Tipos: congênita, compressiva,
obstrutiva, hipostática.
Enfisema:
Alveolar: ruptura → bolhas.
Intersticial: ruptura septal
(bovinos/equinos).
Edema pulmonar:
Causas: ICC, hipoalbuminemia,
inflamação, toxinas.
Achado: espuma
traqueobrônquica.
EEPAB (enfisema/edema em bovinos
de pasto):
Triptofano → metabólitos
tóxicos → dano pulmonar grave.
Hiperemia e congestão:
ICC, inflamação → capilares
cheios.
🔹 Pneumonias
Distribuição:
Crânio-ventral:
broncopneumonia.
Multifocal: embólica.
Difusa: intersticial.
Nodular: granulomatosa.
🔸 Broncopneumonias
Etiologia: Pasteurella,
Mycoplasma, aspiração.
Lesões: exsudato, hepatização
vermelha/branca.
Tipos:
o Supurativa: lobular,
neutrófilos.
o Fibrinosa: lobar,
exsudato fibrinoso →
choque.
🔸 Pneumonias intersticiais
Causas: vírus, toxinas, larvas
migrans.
Lesões: espessamento septal,
membranas hialinas.
Fetalização: pneumócitos tipo II
hiperplásicos.
🔸 Pneumonia embólica
Causas: séptica (ex:
endocardite).
Lesão: abscessos pulmonares.
🔸 Pneumonia granulomatosa
Agentes: Mycobacterium,
Histoplasma, PIF.
Lesão: granulomas, necrose.
Sistema
Digestório
🟠 CAVIDADE ORAL
Mucocele salivar (Rânula,
Sialocele)
Pseudocisto com conteúdo
líquido (trauma/obstrução).
Dificulta alimentação, desloca
língua.
Processo obstrutivo: língua,
bochechas, gengivas
Espécie de íngua
Estomatites
Febre aftosa (Picornavírus):
vesículas (estouram) → úlceras
→ infecções secundárias/ causa
úlcera nos dígitos
Herpesvírus (simplex e B):
vesículas orais recorrentes,
latência no nervo trigêmeo/
ataca primatas não humanos
Uremia: úlceras em língua e
boca, necrose e infiltrado
neutrofílico.
Glossite ulcerativa
Uremia (gato): úlceras
gengivais e cianose oral.
Actinobacilose ("língua de pau")
Actinobacillus lignieresii
(bovinos): granulomas com
rosetas.
Actinomicose ("lumpy jaw")
Actinomyces sp.: infecção
mandibular, granulomas duros e
fibrosos.
Alterações dentárias
Impactação Infundibular
o Quando ta nascendo, o
cemento não desenvolve
direito, o alimento se
acumula e gera uma
cárie severa e o animal
perde o dente
Cárie, cálculo dentário,
pulpite, abscessos.
o Bactérias se alimentam
da parte inorgânica do
dente
o Cálculo: formação de
placa bacteriana, essa
placa se desprende, o
animal engole e pode
chegar no coração,
causando endocardite
o As bactérias do cálculo
são antagonistas da
cárie
Granuloma eosinofílico
Cães/gatos (husky jovem):
lesão branca com eosinófilos e
colágeno degradado.
🟠 LESÕES ORAIS NÃO
NEOPLÁSICAS E
NEOPLASIAS
Épulis (tumor gengival)
Tipos: hiperplasia fibrosa,
ameloblastoma periférico,
fibroma odontogênico,
granuloma piogênico.
Qualquer lesão na cavidade oral
Hiperplasia focal: aumenta o n
de células que tem muito
colágeno, não é neoplasia
Papiloma (Papilomavírus)
Lesão verrucosa ("couve-flor").
Carcinoma espinocelular
Agressivo, ulcerativo, com
metástase em cães e gatos >7
anos.
Ameloblastoma periférico
Tecido conjuntivo denso
Fibroma odontogênico
Tecido conjuntivo fibroso
Melanoma
Maligno, pigmentado ou
amelanótico, comum em cães.
Pode ter na cavidade oral, pois
tem mucosa pigmentada
🟠 TONSILAS /
AMÍDALAS
Amidalite (tonsilite):
o Superficial
(catarral/purulenta) ou
profunda.
o Comum em cinomose e
pasteurelose.
🟠 ESÔFAGO
Megaesôfago
Dilatação por distúrbio
neuromuscular (nervo vago).
Esofagites
Refluxo: erosões, úlceras pelo
mal funcionamento dos
esfíncteres
Trauma: corpo estranho.
Micótica: Candida albicans
(imunossupressão)
Parasitária: Spirocerca lupi →
nódulos, fibrossarcomas,
aneurismas/ estraga a mucosa
do esôfago
🟠 ESTÔMAGO E PRÉ-
ESTÔMAGOS
Dilatação/timpanismo
(ruminantes)
Primário (espumoso): dieta rica
em leguminosas.
Secundário (gasoso):
obstruções.
Consequências: compressão
torácica, hipóxia, morte.
Pode evoluir para torção
Dilatação e torção gástrica (cães)
Raças grandes, após
alimentação.
Congestão, necrose,
endotoxemia, choque → morte.
Gastrites:
Traumática: corpos estranhos.
Bacteriana: Fusobacterium
necrophorum → rumenite
necrobacilar/ H. Pylori
Micótica: Candida alb.,
mucormicose.
Helicobacter pylori (cães):
gastrite linfoplasmocitária.
Parasitárias:
o Haemonchus contortus
(ovinos): anemia,
“papeira”.
o Gasterophilus spp.
(equinos): nódulos
gástricos.
o Habronema/Draschia
(equinos): granulomas
gástricos.
Úlceras gástricas
Causas diversas: estresse,
dieta, medicamentos.
Podem perfurar → peritonite.
Neoplasias gástricas
Adenocarcinoma: comum em
cães, invasivo.
Leiomiossarcoma: origem
muscular lisa.
🟠 INTESTINOS
Alterações congênitas
Atresia ani. (atresia anal)
o Congênito
o + comum em aves
o Incompatível com a vida
Obstruções e distúrbios
circulatórios
Intussuscepção: segmento
entra dentro de outro, por conta
do aumento de motilidade
Vólvulo/torção: isquemia →
necrose.
Strongylus vulgaris
(equinos): colite
tromboembólica
Enterites virais
Parvovirose (cães): necrose
intestinal, hemorragia, placas de
Peyer evidentes.
Enterites bacterianas
Colibacilose (E. coli): enterite
hemorrágica.
Enterites parasitárias
Toxocara canis: enterite
catarral + pulmão.
Ancylostoma caninum:
enterite hemorrágica + anemia.
Giardíase: atrofia vilositária +
diarreia intensa.
Neoplasias intestinais
Cães: adenocarcinoma,
linfoma, leiomiossarcoma.
Gatos: linfoma, mastocitoma.
Qual principal fator ambiental que
influencia na alteração post mortem?
Temperatura
Diferencie embebicao por hemoglobina
de hemorragia
A embebição é generalizada, o
sangue é vermelho opaco, a
hemorragia não atinge todo o
órgão, o sangue é vermelho
brilhante
Oque é ALGOR/ FRIGOR,LIVOR e
RIGOR morts?
Algor/frigor é resfriamento do
corpo após a morte.
Livor é o acúmulo de sangue
nas partes declivosas do corpo.
Rigor é o enrijecimento dos
músculos.
Como se desenvolve o rigor mortis?
Após a morte, falta ATP para
separar actina e miosina nos
músculos. Isso causa rigidez,
que só desaparece quando as
proteínas se degradam.
Qual a última alteração cadavérica?
Esqueletização
Qual o conceito de liquinificação?
É o processo de transformação
de tecidos sólidos do corpo em
uma substância líquida,
geralmente devido à ação de
enzimas e microrganismos
durante a decomposição.
Qual a diferença entre alteração
abiótica e bioticas?
Abióticas = sem vida (meio
ambiente)
Bióticas = com vida (organismos
vivos)
Quais são os mecanismos
bioquímicos?
Alteração
Cadavérica
Mecanismo
Bioquímico
Principal
Algor mortis
Cessação do
metabolismo térmico
Livor mortis Gravidade + hemólise
Rigor mortis
Depleção de ATP →
rigidez muscular
Autólise
Ação de enzimas
lisossômicas
Putrefação
Ação bacteriana
anaeróbia
Maceração
Autólise em meio
estéril aquoso
Diferença das alterações mediatas e
imediatas?
Característica
Alterações
Imediatas
Alterações
Mediatas
Início
Instante da
morte
Minutos a
horas após a
morte
Causa
Cessação
súbita das
funções vitais
Degradação
celular,
bacteriana e
enzimática
Exemplos
Parada
cardíaca,
parada
respiratória
Rigor mortis,
livor mortis,
autólise,
putrefação
Natureza
Funcional
(fisiológica)
Estrutural e
bioquímica
Qual o nome correto da bolha?
Vesícula
Qual o nome correto para espinha?
Pústula
Como se chama o aumento de
queratina ?
Hiperqueratose
Qual a diferença entre ulceração e
escoriaçao?
Característica Escoriação Ulceração
Profundidade
Superficial
(epiderme)
Profunda
(epiderme +
lâmina basal)
Causa
comum
Atrito,
arranhões
Pressão,
infecção,
isquemia,
trauma
Sangramento
Leve ou
ausente
Frequente, pode
haver necrose
Cicatriz
Geralmente
não
Quase sempre
Dor
Presente,
mas leve
Pode ser
intensa
Qual a diferença entre nódulo e cisto?
Um **nódulo** é uma lesão
**sólida, firme e palpável**,
geralmente maior que 0,5 cm,
localizada na derme ou no
tecido subcutâneo. Ele é
composto por tecido sólido,
podendo estar relacionado a
processos inflamatórios,
tumorais ou infecciosos. Já o
**cisto** é uma lesão
**encapsulada**, com conteúdo
**líquido, pastoso ou
semissólido**, como sebo ou
queratina. Ao contrário do
nódulo, o cisto apresenta
consistência **elástica ou
flutuante** e costuma ser
**móvel** à palpação. A
principal diferença entre eles
está, portanto, no **conteúdo
interno**: sólido no nódulo e
líquido ou pastoso no cisto.
Qual o nome do aumento de
melanócitos?
Hiperpigmentação
Estudar sobre o PUNCH
O punch é um instrumento
cilíndrico, parecido com um
pequeno sacabocados, utilizado
para realizar biópsias de pele.
Ele permite a retirada de um
fragmento circular de tecido,
geralmente envolvendo
epiderme, derme e até
hipoderme, de forma rápida e
precisa.
Qual patogenia do desvio do Porto
cava?
O desvio porto-cava ocorre
como uma resposta
compensatória à hipertensão
portal, redirecionando o sangue
do sistema porta para a
circulação sistêmica por meio
de colaterais, o que pode levar
a complicações como varizes e
encefalopatia.
Quais sãos os dois problemas
congênitos relacionados ao septo?
O DSA (defeito do septo atrial)
e o DSV (defeito do septo
ventricular) são malformações
congênitas que permitem a
passagem anormal de sangue
entre as câmaras direitas e
esquerdas do coração,
causando shunt esquerda-
direita e sobrecarga de volume
pulmonar.
Nome das máculas hemorrágicas:
Nome da
Lesão
Tamanho /
Forma
Definição
Camadas
Afetadas
Petéquia
1 cm
Mancha
hemorrágica
extensa,
geralmente
causada por
trauma.
Subcutâneo
Sufusão
Ampla e
difusa
Infiltração
hemorrágica
extensa e
profunda, com
aspecto
infiltrativo.
Pele,
subcutâneo,
músculos
Hematoma
Variável,
com relevo
Acúmulo de
sangue com
formação de
massa palpável
(bolsa de
sangue).
Tecido
profundo,
com volume
Víbice
Linear, em
estrias
Hemorragia em
forma de linhas,
causada por
traumas com
objeto
alongado.
Epiderme /
derme
superficial
Cardiomiopatia hipertrófica
é uma doença hereditária
caracterizada por
espessamento anormal do
miocárdio, principalmente do
septo interventricular, que
prejudica o enchimento do
coração e pode causar arritmias
e morte súbita.
ESQUERDO: edema pulmonar/
DIREITO: edema de membros
(ascite)
Cardiomiopatia dilatada
é uma doença hereditária
caracterizada por
espessamento anormal do
miocárdio, principalmente do
septo interventricular, que
prejudica o enchimento do
coração e pode causar arritmias
e morte súbita.
Estenose Valvular e Subvalvular
Estenose valvular é a obstrução
causada pela própria válvula
doente, que fica espessa, tem a
mobilidade reduzida e causa
refluxo sanguíneo; enquanto a
estenose subvalvular ocorre
abaixo da válvula, por
estruturas musculares ou
fibrosas anormais que estreitam
a via de saída do ventrículo.
Persistência do Arco Aórtico
é uma malformação congênita
em que arcos embrionários que
deveriam regredir permanecem,
formando anéis vasculares que
podem comprimir estruturas
torácicas como traqueia e
esôfago.
Retículo Pericardite Traumática
é uma inflamação do pericárdio
em bovinos causada pela
perfuração do retículo por
objetos metálicos ingeridos
(corpo estranho), resultando em
pericardite e risco de
tamponamento cardíaco.
Quais as duas más formações da
cavidade nasal?
Fenda palatina e Lábio leporino
(risco de broncoaspiração)
Rinite Atrófica dos Suínos
é causada pela ação conjunta
de Bordetella bronchiseptica e
Pasteurella multocida
toxigênica, cuja toxina
dermonecrótica provoca
inflamação e reabsorção óssea
nos cornetos nasais, levando à
atrofia e deformidade do
focinho.
Rinopneumonite
é uma doença viral causada por
EHV-1 e EHV-4 que afeta o
trato respiratório, pode causar
abortos e, em alguns casos,
comprometer o sistema nervoso
central, sendo altamente
contagiosa e de grande
importância sanitária.
TIPO 1: causa abortamento/
TIPO 4: não causa abort.
Garrotilho (síndrome do cavalo
roncador)
é causado por Streptococcus
equi, que invade a mucosa
respiratória e linfonodos da
cabeça, provocando abscessos
purulentos que podem obstruir
as vias aéreas ou se disseminar
sistemicamente.
Inflamação da bolsa gutural dos
equinos
é causada principalmente por
Aspergillus fumigatus (fungo),
que ocorre através da inalação
de esporos em feno mofado e
invadem a mucosa da bolsa,
gerando inflamação e acúmulo
purulento (empiema), podendo
causar compressão nervosa e
complicações locais graves.
TRAQUEOBRONQUITE INFECCIOSA
CANINA (TOSSE DOS CANIS)
é causada principalmente pela
Bordetella bronchiseptica
(bactéria), herpes vírus e vírus
da parainfluenza, que colonizam
o epitélio respiratório danificado
por vírus, destruindo os cílios e
causando inflamação e tosse
característica da doença.
RINOTRAQUEÍTE VIRAL FELINA
é causada pelo Herpesvírus
felino tipo 1, que infecta e
destrói o epitélio respiratório
superior, causando inflamação,
necrose e sinais respiratórios,
com capacidade de latência e
reativação.
CALICIVIROSE FELINA
é causada por um vírus
Calicivirus que infectao epitélio
respiratório e oral, provocando
necrose e ulcerações na
mucosa, além de sinais
respiratórios e sistêmicos
associados.
CLAMIDIOSE FELINA
é causada por Chlamydia felis,
que invade células epiteliais
conjuntivais e respiratórias,
provocando inflamação,
secreção ocular e conjuntivite
folicular.
Rinite Parasitária (Miíase)
é causada por Oestrus ovis,
invadem a mucosa nasal
causando irritação crônica e
podendo chegar a ser um cisto
cerebral
ocorre quando larvas de
moscas, como Oestrus ovis,
infestam a mucosa nasal,
causando irritação mecânica,
inflamação aguda e secreção
nasal purulenta.
Atelectasia
É a distensão incompleta do
alvéolo, o ar entra e não tem
espaço, o surfactante produzido
pelo pneumócito e o mantém
aberto
ocorre quando a obstrução das
vias aéreas impede a entrada
de ar nos alvéolos, que então
absorvem o ar remanescente e
colapsam, reduzindo o volume
pulmonar e comprometendo a
troca gasosa.
Neonato broncoaspira o líquido
amniótico
Potros errantes ainda não
desenvolveram o surfactante
Hemoncose
Causada por Haemonchus
contortus, são adquiridos na
pastagem quando as larvas de
terceiro estágio são consumidas
com o pasto. As larvas
ingeridas penetram o abomaso
onde podem residir nas
glândulas gástricas num estado
hipobiótico ou podem evoluir
para o estágio adulto
assumindo sua localização na
superfície do estômago. Os
ovos do nematódeo são
eliminados nas fezes,
completando assim o ciclo.
Gasterophilus nasalis / Gasterophilus
intestinalis
Os vermes são larvas de uma
mosca que deposita seus ovos
nos membros dianteiros e na
região da mandíbula em
cavalos, durante a primavera e
o verão. A eclosão ocorre após
o cavalo transportar os ovos,
através de lambedura, para o
ambiente quente e úmido da
cavidade oral. As larvas migram
pelo esôfago até o estômago,
onde se desenvolvem em
vermes espinhosos com 2 cm
de comprimento, tendo
pinçadores na parte anterior,
com os quais se prendem à
mucosa gástrica.
G. intestinalis prende-se à
porção escamosa estratificada
do estômago e G. nasalis à
mucosa do antro.
Após desprenderem-se da
mucosa, os parasitas são
eliminados com as fezes,
pupam e desenvolve-se em
moscas.
Habronemose
Causada por Draschia
megastoma, Habronema
muscae e H. micróstoma, o
cavalo ingere casualmente a
mosca ou larvas. As larvas
desenvolvem-se no
estômago e penetram na
parte glandular da mucosa,
usualmente perto da margo
plicatus, criando um nódulo
granulomatoso com uma
cavidade cística.