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) (Q)
Se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.
 (~P) (→) (Q)
Sintetizando: Basta negar a primeira, manter a segunda e trocar o “ou” pelo “se então”. “A menina tem olhos azuis (M) ou o 
menino é loiro (L)”. 
Está assim: M v L
Fica assim: ~M → L
Se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.
02. Resposta “C”.
Anamara médica → Angélica médica. (verdadeira → verdadeira)
Anamara arquiteta → Angélica médica ∨ Andrea médica. (falsa → verdadeira ∨ verdadeira)
Andrea arquiteta → Angélica arquiteta. (falsa → falsa)
Andrea médica → Anamara médica. (verdadeira → verdadeira)
Como na questão não existe uma proposição simples, temos que escolher entre as existentes, uma proposição composta e supor 
se é verdadeira ou falsa. Nesta questão analise as proposições à medida que aparecem na questão, daí a primeira proposição sobre 
a pessoa assume o valor de verdade, as seguintes serão, em regra, falsas. Embora nada impeça que uma pessoa tenha mais de 
uma profissão, o que não deve ser levado em consideração. Importante lembrar que todas as proposições devem ter valor lógico 
verdadeiro. Para encontrar a resposta temos que testar algumas hipóteses até encontrar a que preencha todos os requisitos da regra.
- Se Anamara é médica, então Angélica é médica. (verdadeiro) 
1. V V
2. F F
3. F V
- Se Anamara é arquiteta, então Angélica ou Andrea são médicas. (verdadeiro)
1. F V V - Para ser falso Todos devem ser falsos.
2. V F V - A segunda sentença deu falso e a VF apareceu, então descarta essa hipótese.
3. V V F - Aqui também ocorreu o mesmo problema da 2º hipótese, também devemos descartá-la.
- Se Andrea é arquiteta, então Angélica é arquiteta. (verdadeiro)
1. F F
2.
3.
- Se Andrea é médica, então Anamara é médica. (verdadeiro)
1. V V
2. 
3.
Didatismo e Conhecimento 7
RACIOCÍNIO LÓGICO
03. Resposta “B”.
Ana pianista → Beatriz violinista. (F → F)
Ana violinista → Beatriz pianista. (V → V)
Ana pianista → Denise violinista. (F → F)
Ana violinista → Denise pianista. (V → V)
Beatriz violinista → Denise pianista. (F → V)
Proposições Simples quando aparecem na questão, suponhamos que sejam verdadeiras (V). Como na questão não há proposições 
simples, escolhemos outra proposição composta e supomos que seja verdadeira ou falsa.
1º Passo: qual regra eu tenho que saber? Condicional (Se... então).
2º Passo: Fazer o teste com as hipóteses possíveis até encontrar a resposta.
Hipótese 1
- Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
V V - Como já sabemos, se a (verdade) aparecer primeiro, a (falso) não poderá.
- Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
F F - Já sabemos que Ana é pianista e Bia é violinista, então falso nelas.
- Se Ana é pianista, Denise é violinista. (verdade)
V V
- Se Ana é violinista, então Denise é pianista. (verdade)
F F
- Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista. (verdade)
V F - Apareceu a temida V F, logo a nossa proposição será falsa. Então descarte essa hipótese.
Hipótese 2
- Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
F V
- Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
V F - A VF apareceu, então já podemos descartá-la, pois a nossa proposição será falsa.
04. Resposta “Certo”.
É só aplicar a tabela verdade do “ou” (v). 
V v F será verdadeiro, sendo falso apenas quando as duas forem falsas.
A tabela verdade do “ou”. Vejam:
p q p ∨ q
V V F
 V F V
F V V
F F F
No 2º caso, os dois não podem ser verdade ao mesmo tempo.
Didatismo e Conhecimento 8
RACIOCÍNIO LÓGICO
Disjunção exclusiva (Ou... ou)
Representado pelo v, ou ainda ou.
Pode aparecer assim também: p v q, mas não ambos.
Regra: Só será verdadeira se houver uma das sentenças verdadeira e outra falsa.
Hipótese 1:
P1: F → V = V (Não poderá aparecer VF).
P2: V F = V (Apenas um tem que ser verdadeiro).
P3: F → F = V
Conclusões:
Vereador participou do esquema.
Prefeito não sabia.
Chefe do gabinete foi o mentor.
Então:
O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor participou do esquema.
V V = verdade, pois sabemos que para ser falso, todos devem ser falsos.
Hipótese 2:
P1: F → F = V
P2: F V = V
P3: F →V = V
Conclusões:
Vereador participou do esquema.
Prefeito sabia.
Chefe de gabinete não era o mentor.
Então:
O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor participou do esquema.
F V = verdade.
05. Resposta “Errado”.
Não se trata de uma Disjunção, trata-se de uma Disjunção Exclusiva, cujo símbolo é . Também chamado de “Ou Exclusivo”. É o 
famoso “um ou outro mas não ambos”. Só vai assumir valor verdade, quando somente uma das proposições forem verdadeiras, pois 
quando as duas forem verdadeiras a proposição será falsa. Da mesma forma se as duas forem falsas, a proposição toda será falsa.
Tabela verdade do “Ou Exclusivo”.
p q p ∨ q
V V F
 V F V
F V V
F F F
Com a frase em P
2
 “mas não ambos” deixa claro que as duas premissas não podem ser verdadeiras, logo não é uma Disjunção, 
mas sim uma Disjunção Exclusiva, onde apenas uma das premissas pode ser verdadeira para que P
2
 seja verdadeira. 
06. Resposta “Certo”.
Duas premissas são logicamente equivalentes quando elas possuem a mesma tabela verdade:
Didatismo e Conhecimento 9
RACIOCÍNIO LÓGICO
P R ¬P ¬R P → R ¬R → P ¬P ∨ R
V V F F V V V
V F F V F F F
F V V F V V V
F F V V V V V
Possuem a mesma tabela verdade, logo são equivalentes.
Representando simbolicamente as equivalências, temos o seguinte:
(P → R) = (¬P ∨ R) = (¬R → ¬P)
As proposições dadas na questão:
P = O vereador Vitor não participou do esquema.
R = O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do esquema.
Premissa dada na questão: P3 = Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o chefe do gabinete não foi o mentor do 
esquema. Em linguagem simbólica, a premissa P3 fica assim: (P → ¬R).
A questão quer saber se (P → ¬R) é logicamente equivalente a proposição: “O vereador Vitor participou do esquema ou o chefe 
de gabinete não foi o mentor do esquema”, que pode ser representada da seguinte forma: (¬P ∨ ¬R). Vemos que P3 tem a seguinte 
equivalente lógica: (P → ¬R) = (¬P ∨ ¬R). Negamos a primeira sentença, mudamos o conectivo “→” para “∨”, e depois mantemos 
a segunda sentença do mesmo jeito. Assim sendo, a questão está correta. As duas sentenças são “logicamente equivalentes”.
07. Resposta “Errado”.
A questão quer saber se o argumento “o Prefeito Pérsio não sabia do esquema” é um argumento válido. Quando o argumento é 
válido? Quando as premissas forem verdadeiras e a conclusão obrigatoriamente verdadeira ou quando as premissas forem falsas e 
a conclusão falsa. Quando o argumento não é válido? Quando as premissas forem verdadeiras e a conclusão for falsa. Pra resolver 
essas questões de validade de argumento é melhor começar de forma contrária ao comando da questão. Como a questão quer saber 
se o argumento é válido, vamos partir do princípio (hipótese) que é inválido. Fica assim:
P
1
: P → ~Q verdade
P
2
: R (ou exclusivo) Q verdade
P3: P → ~R verdade
Conclusão: O prefeito Pérsio não sabia do esquema. falso
Se é falso que o Prefeito Pérsio não sabia, significa dizer que ele sabia do esquema. Então, pode-se deduzir que as proposições 
~Q e Q são, respectivamente, falsa e verdadeira. Na segunda premissa: Se Q é verdadeira, R será obrigatoriamente falsa, pois na 
disjunção exclusiva só vai ser verdade quando apenas um dos argumentos for verdadeiro. E se R é falso, significa dizer que ~R é 
verdadeiro. Fazendo as substituições:
P
1
: P → ~Q Verdade
F → F V
Por que P é falso? Na condicional só