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Introdução às boas práticas laboratoriais
Profa. Patrícia de Castro Moreira Dias, Prof. Daniel Clemente de Moraes
Apresentação
Serão abordados conceitos básicos de boas práticas laboratoriais,
englobando biossegurança, sistemas de tratamento de água em
laboratórios clínicos, descontaminação laboratorial e descartes de
resíduos, de modo a garantir a confiabilidade dos resultados
laboratoriais.
Propósito
LOREM_IPSUM
Objetivos
Módulo 1
Conceitos básicos de boas práticas
laboratoriais
Descrever os conceitos básicos de boas práticas aplicados aos
laboratórios clínicos.
07/10/24, 23:26 Introdução às boas práticas laboratoriais
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/00775/index.html?brand=estacio# 1/81
Módulo 2
Água laboratorial e processos de
descontaminação
Identificar as técnicas de purificação de água e a descontaminação
de acordo com as boas práticas de laboratório.
Introdução
O estudante que escolhe a área de saúde como profissão precisa
compreender logo de início que, mais cedo ou mais tarde, ele
estará dentro de um laboratório, seja este voltado para o ensino,
para a pesquisa ou para as práticas laboratoriais. E os
laboratórios podem ser considerados áreas de trabalho
complexas, uma vez que convivem ali os mais diferentes tipos de
artefatos, desde pessoas a equipamentos, reagentes, solventes,
vidrarias, microrganismos e documentos. Dessa forma, é preciso
garantir a segurança de todos no dia a dia de trabalho, evitando
os riscos de acidentes e contaminação com agentes biológicos e
químicos. Esses cuidados são conhecidos como boas práticas
laboratoriais (BPL) e se aplicam a todos os tipos de laboratórios
– químicos, biológicos, físicos e clínicos.
Neste tema, abordaremos as boas práticas de laboratórios
clínicos voltadas mais especificamente aos laboratórios de
análises clínicas. Nesse contexto, é necessário observar as
interações que contribuem para o sistema, tais como fatores
humanos, ambientais, tecnológicos, educacionais e normativos.
Geralmente, isso tudo está associado a um conceito mais
abrangente relacionado à biossegurança em laboratórios clínicos.
Assim, as BPL caminham com a biossegurança em laboratórios
clínicos.
Para compreendermos melhor esses conceitos, abordaremos as
instalações físicas de um laboratório clínico, suas acomodações

07/10/24, 23:26 Introdução às boas práticas laboratoriais
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e infraestrutura, as condutas e as contenções laboratoriais.
Conheceremos os processos de desinfecção e esterilização e os
sistemas de tratamento de água utilizados na prática analítica e
clínica. Falaremos ainda sobre os tipos de riscos químicos e
biológicos e o descarte de resíduos gerados pelos laboratórios.
Por fim, conheceremos a legislação e as regulamentações que
abrangem as atividades laboratoriais no Brasil.
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1 - Conceitos básicos de boas práticas laboratoriais
Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever os conceitos básicos de boas práticas
aplicados aos laboratórios clínicos.
07/10/24, 23:26 Introdução às boas práticas laboratoriais
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javascript:CriaPDF()
Biossegurança em laboratório clínico
Introdução às boas práticas laboratoriais (BPL)
As boas práticas de laboratório são definidas pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA) como um:
Sistema da qualidade relativo à
organização e às condições sob as
quais os estudos em laboratório e
no campo são planejados,
realizados, monitorados,
registrados, relatados e arquivados.
(Anvisa, 2001)
Esse conceito abrange todos os tipos de laboratórios de forma geral
sem focar em nenhum tipo específico, contemplando os produtos para a
saúde humana, vegetal, animal e ao meio ambiente, como nos seguintes
casos:
Testes de produtos químicos, biológicos ou biotecnológicos para
obtenção de propriedades físicas, químicas e físico-químicas.
Concessão, renovação ou modificação de registro e pesquisa de
produtos químicos, biológicos ou biotecnológicos, tais como
produtos farmacêuticos, correlatos, agrotóxicos e afins; produtos
veterinários; cosméticos; aditivos de alimentos e rações e produtos
químicos industriais.
De forma resumida, portanto, podemos observar o seguinte:
 De�nição
Boas práticas de laboratório são o conjunto de
normas que dizem respeito à organização e às
condições sob as quais estudos em laboratórios
/ ã l j d li d
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Infraestrutura laboratorial
Para garantir a segurança dos laboratórios é necessário o planejamento
adequado de toda a sua área com as regulamentações específicas e
com o nível de biossegurança exigido para cada tipo de laboratório, de
acordo com os diferentes níveis de riscos existentes.
Atualmente, no Brasil, a legislação que regulamenta esse setor é a RDC
nº 50 de 21 de fevereiro de 2002, que dispõe sobre o regulamento
técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de
projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. O layout de
um laboratório pode também ser considerado um tipo de contenção
laboratorial conhecida como barreira secundária.
Os níveis de riscos em biossegurança são estabelecidos de acordo com
o agente patológico de maior classe de risco envolvido, e as
características físicas, estruturais e de contenção de um laboratório
estão relacionadas justamente ao nível de risco que será manipulado
naquele local.
e/ou campo são planejados, realizados,
monitorados, registrados e relatados.
 Princípios
As BPL fixam os padrões mínimos para um
laboratório funcionar adequadamente visando o
homem/vegetais/animais e o meio ambiente.
 Abrangência
Os princípios das BPL são aplicáveis a estudos
relacionados à saúde humana, vegetal, animal e ao
meio ambiente, nos casos previstos nas
respectivas normas.
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Profissionais em um laboratório.
De acordo com a legislação atual, os níveis de biossegurança estão
classificados em quatro grupos e os projetos de laboratórios podem ser
planejados segundo esta classificação de risco, como veremos a seguir
(Brasil, 2002):
Nível 1 de biossegurança (NB-1)
É o nível de risco mais baixo para o indivíduo e a comunidade, no qual
podem ser manipulados agentes biológicos conhecidos por não
causarem doenças no homem ou nos animais adultos sadios, como:
Lactobacillus spp. e Bacillus subtilis.
Laboratório NB-1
Todo o laboratório deve apresentar a identificação do seu nível de
segurança e dos agentes biológicos respectivos.
Risco biológico
Observe a imagem a seguir:
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Risco biológico.
Em relação à avaliação de risco, devemos descriminar os seguintes
pontos:
Organismo
Classe de Risco
Pesquisador responsável
Telefone para contato
Precisamos observar que é proibida a entrada de pessoas não
autorizadas, com acesso controlado e separação do acesso ao público.
As paredes, pisos e tetos devem ser impermeáveis e resistentes à
desinfecção. A autoclave deve estar próxima do laboratório e ter local
para armazenar os equipamentos de proteção individual (EPI) de uso
exclusivo do laboratório, como podemos observar na próxima imagem:
Layout de laboratório NB-1.
Analisando a imagem sobre laboratório NB-1, observamos que esse tipo
de laboratório possui controle de acesso, pia para lavar as mãos, mapa
de risco, equipamentos de proteção individual, bancadas impermeáveis
e autoclave.
Nível 2 de biossegurançaàs boas práticas laboratoriais
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istema de tratamento de água com abrandadores.
Radiação ultravioleta
Esta é uma tecnologia que deve ser utilizada sempre de forma
associada a outro sistema. Isoladamente, esta técnica não produz água
purificada.
Lâmpadas ultravioleta.
A radiação ultravioleta é utilizada em 2 comprimentos de onda que
promovem efeitos distintos. São eles:
185 nm + 254 nm 
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Oxidação de compostos orgânicos e consequente redução de
sua concentração para atender aos limites da água purificada
(AP), água para fabricação de produtos injetáveis (API) e água
ultrapurificada (AUP).
Ação germicida nos diversos pontos da sequência de purificação
para reduzir a contagem microbiana.
De acordo com Brasil (2019), esta técnica é muito utilizada ao longo dos
tanques de armazenamento de água para reduzir a contaminação
microbiana e é associada a capelas de fluxo laminares.
Osmose reversa, abrandadores e
radiação UV
Agora, confira o vídeo explicando e demonstrando como funciona a
osmose reversa, o tratamento com abrandadores (softeners) e a
radiação ultravioleta no tratamento de água para laboratório. Serão
explicados os mecanismos de purificação de água de cada um desses
métodos, suas aplicações, vantagens e desvantagens.
Teoria na prática
254 nm 

_black
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Com base no que aprendeu até aqui sobre a purificação de água para
uso em laboratórios, analise o exemplo abaixo e decida sobre as opções
mais indicadas.
Imagine que em um laboratório de análises clínicas, a direção decidiu
atualizar o sistema de purificação de água para garantir a máxima
qualidade na preparação de reagentes e na limpeza de equipamentos.
Esse laboratório enfrentava desafios com a qualidade da água, que tinha
impacto na precisão dos testes analíticos. O comitê técnico do
laboratório avaliou diferentes tecnologias de purificação de água para
implementar a solução mais eficaz. Diante dessa situação, qual método
de purificação de água você julgaria o mais adequado para o laboratório
clínico, considerando a necessidade de água de alta pureza para
análises sensíveis e precisas? Passe o cursor em cima dos sistemas de
purificação a seguir, e decida dentre eles qual seria o ideal para ser
utilizado nesse caso.
1 - Osmose reversa 
2 - Filtração em carvão ativado 
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E aí, tomou sua decisão? Agora escreva no campo abaixo qual o melhor
sistema para ser utilizado e porque o escolheu.
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
Dentre os métodos apresentados, a osmose reversa seria o
mais indicado, por ser altamente eficaz na remoção de uma
ampla variedade de contaminantes, incluindo íons,
microrganismos e outras impurezas. A radiação ultravioleta
apenas elimina microrganismos, já a filtração em carvão
ativado remove compostos orgânicos, sendo utilizada como
um sistema de pré-filtração, mas não é adequada como
sistema de purificação principal de água para laboratórios.
Atividade 2
3 - Lâmpada ultravioleta 
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Agora que estudou sobre a deionização da água, relembre e responda:
qual é o princípio fundamental por trás da troca iônica nesse processo?
Parabéns! A alternativa D está correta.
A troca iônica é baseada na interação entre íons presentes em uma
solução e grupos funcionais de uma matriz sólida, como resinas. Esses
grupos funcionais têm afinidade por íons de carga oposta, permitindo a
substituição dos íons presentes na solução pelos íons da resina.
Descontaminação de laboratórios e
uso de agentes químicos
Já aprendemos que os laboratórios são classificados de acordo com as
suas classes de riscos e essa classificação serve também para
direcionar o sistema de descontaminação de material, pessoal e do
laboratório. É preciso, portanto, existir uma rotina de higienização bem
descrita e consolidada através de procedimentos operacionais padrão
A
Aumento da temperatura da solução para remover os
íons.
B
Separação dos íons por meio de membranas
semipermeáveis.
C
Transferência de elétrons entre os íons presentes na
solução.
D
Substituição de íons presentes na solução por íons de
carga oposta em uma matriz sólida.
E Evaporação da água para eliminar os íons dissolvidos.
07/10/24, 23:26 Introdução às boas práticas laboratoriais
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(POP) a fim de garantir as boas práticas de laboratório e evitar o risco de
acidentes e contaminações.
Atenção!
Quando se trata de laboratórios clínicos, os riscos maiores envolvem a
contaminação microbiana, então a descontaminação deve acontecer
periodicamente, sempre após cada uso. É fundamental a
conscientização e o treinamento do pessoal envolvido na rotina sobre
os riscos de infecções e das ações preventivas necessárias para
garantir as boas práticas de laboratório e a biossegurança do local, da
equipe e do meio ambiente.
O processo de descontaminação é definido como a técnica utilizada
para a eliminação total ou parcial de microrganismos ou ainda a
remoção e neutralização de produtos químicos perigosos e material
radioativo. O objetivo principal é tornar o material biológico seguro para
o descarte ou para a sua reutilização.
As etapas de descontaminação dependem do nível de contaminação e
podem ser resumidas como:

Limpeza

Desinfecção

Esterilização
Além dos processos de descontaminação, as atividades dos
laboratórios geram diferentes tipos de resíduos que devem ser
armazenados e descartados de acordo com a legislação vigente.
Atualmente, a legislação que regulamenta e classifica os tipos de
resíduos é a RDC nº 222/2018 da ANVISA.
A partir de agora, conheceremos as principais etapas do processo de
descontaminação e o os cuidados relacionados ao armazenamento e ao
descarte de resíduos biológicos e químicos.
Limpeza
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A limpeza é o processo de remoção de partículas ou de material
orgânico e pode estar associada tanto aos materiais contaminados,
como ao pessoal e ao ambiente. É o primeiro passo num processo de
descontaminação e inclui ações e cuidados de higiene dos materiais e
dos ambientes. Os procedimentos de limpeza devem ser padronizados,
incluindo o tipo de água usada, além do sabão e o detergente neutro que
serão utilizados. Deve-se usar pano úmido para retirar poeiras e
impurezas das superfícies.
Limpeza sendo realizada no ambiente.
Os funcionários da limpeza poderão ser terceirizados, mas é preciso
realizar treinamentos contínuos e específicos a fim de garantir a eficácia
dos procedimentos de limpeza.
Desinfecção
A desinfecção é a etapa do processo de descontaminação que visa a
eliminação dos microrganismos em sua forma vegetativa, de ambientes,
dos materiais, da pele e das mãos. Esse processo não elimina as
formas esporuladas dos agentes infecciosos e pode ser realizado por
meios físicos e químicos. Os procedimentos de desinfecção por meios
físicos basicamente utilizam o calor como técnica para desinfecção. Já
os procedimentos químicos podem ser líquidos ou gasosos utilizando-
se desinfetantes ou germicidas.
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Profissional realizandoa desinfecção com burrifador.
Os agentes germicidas agem sob as bactérias por dois métodos
distintos:
Ação bactericida
Elimina as bactérias e
estas não são mais
capazes de se
reproduzirem.
Ação bacteriostática
Inibe a multiplicação
das bactérias no
ambiente que for
utilizado.
A seguir, conheceremos os principais desinfetantes utilizados no
processo de descontaminação dos laboratórios:
Os álcoois mais utilizados nos processos de desinfecção são o
álcool etílico (etanol) e o álcool isopropílico (isopropranol).
Embora ambos apresentem ação desinfetante, o etanol é mais
utilizado, pois possui maior ação germicida, menor custo e
menor toxicidade. Os estudos demonstram que a melhor faixa de
concentração do etanol em água é entre 60% e 80% para a ação
sobre os microrganismos. Utiliza-se, usualmente, o álcool etílico
a 70% como agente desinfetante e esse é o mais importante
dentro do laboratório para desinfecção de superfícies e
materiais. Até hoje o mecanismo de ação desinfetante do álcool

Álcoois 
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https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/00775/index.html?brand=estacio# 63/81
não está muito esclarecido, mas acredita-se que ocorra por
desnaturação das proteínas de membrana. Dessa forma, é
necessário que o álcool esteja diluído, uma vez que na ausência
de água as proteínas não são desnaturadas tão rapidamente, por
isso o álcool absoluto não é tão eficaz quanto o diluído a 70%.
O cloro inorgânico é um agente germicida altamente potente,
entretanto, não deve ser utilizado em sua forma pura devido ao
seu alto poder oxidante, alta volatilidade e toxicidade. Assim, ele
é usado na forma de hipoclorito de sódio em concentrações de
2% a 4%. Nos laboratórios, é muito utilizado na desinfecção de
superfícies e materiais, inclusive quando contaminados com
sangue, e para recipientes de descarte como, por exemplo,
ponteiras de pipetas e swabs. É muito ativo para agentes
infecciosos em sua forma vegetativa, como bactérias Gram-
positivas e Gram-negativas, fungos, vírus e micobactérias. O
tempo de exposição necessário para sua ação de germicida é de
cerca de 10 minutos, com 1% de cloro ativo livre. Mesmo quando
diluído, é necessário tomar os devidos cuidados na manipulação
do hipoclorito de sódio, utilizando EPI adequados e seguindo os
procedimentos corretos de diluição, pois o produto possui uma
série de efeitos adversos, causando irritação severa do trato
respiratório.
Ainda nos dias atuais o formaldeído pode ser utilizado em áreas
(cabines de segurança biológica) e superfícies de laboratórios
para o processo de desinfecção por meio do método da
fumigação, apesar de sua alta toxicidade. Ele possui atividade
para bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, fungos e vírus.
Devido à sua alta toxicidade, o operador deverá utilizar EPI com
proteção ocular, máscara de gás com filtro adequado e manter
os devidos cuidados para o trato respiratório.
Compostos á base de cloro 
Formaldeído 
Compostos quaternários de amônio 
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Recentemente, esta classe de agentes desinfetantes tem sido
bastante difundida devido à sua baixa toxicidade. Essa
substância foi amplamente empregada na descontaminação de
superfícies e ambientes, como pontos de ônibus e ambientes
das comunidades, durante a pandemia do coronavírus.
Apesar disso, é necessário avaliar as concentrações de uso e
eficácia desses agentes a fim de garantir a eficácia do processo
de desinfecção.
Exemplo de desinfetante: Cloreto de cetil trimetil amônio.
Descontaminação de material,
pessoal e do laboratório
O vídeo vai explicar as etapas de descontaminação, que dependem do
nível de contaminação, os agentes germicidas que agem sob as
bactérias e os principais desinfetantes utilizados no processo de
descontaminação dos laboratórios, ou seja, vai abordar o uso de
agentes químicos.
Atividade 3
Com base no que aprendeu até aqui, por que é importante seguir as
instruções de diluição e o tempo de contato recomendados ao usar
agentes químicos para descontaminação?

07/10/24, 23:26 Introdução às boas práticas laboratoriais
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/00775/index.html?brand=estacio# 65/81
Parabéns! A alternativa B está correta.
A diluição correta garante que a concentração do agente seja ideal
para eliminar os microrganismos, enquanto o tempo de contato
adequado permite que o agente tenha ação suficiente para atingir esse
objetivo. Assim, seguir essas instruções é essencial para garantir
resultados eficazes na descontaminação das superfícies.
Desinfecção por agentes físicos
Conforme citado anteriormente, os processos de desinfecção podem
ser realizados por meios físicos, utilizando-se basicamente o calor.
Dentre essas técnicas, destacam-se:
Pasteurização
É muito utilizada para alimentos como leite e sucos de frutas,
porém, mais especificamente, para produtos suscetíveis a altas
temperaturas. Foi desenvolvida pelo cientista Louis Pasteur em
1864 e consiste em aquecer os produtos a 60°C por um
determinado tempo e depois resfriá-los. Dessa forma, reduz-se o
A
Para garantir que as superfícies não fiquem
danificadas.
B
Para maximizar a eficácia do agente químico contra os
microrganismos.
C Para evitar reações alérgicas nos usuários.
D Para reduzir o custo operacional.
E Para minimizar a produção de resíduos tóxicos.
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número de microrganismos presentes evitando a deterioração do
produto.
Tindalização
É um tipo de esterilização fracionada na qual é aplicado vapor
d’água contínuo (entre 60°C e 90°C) durante 30 a 60 minutos,
repetidas vezes, resfriando-se entre cada aquecimento. O número
de operações varia de 3 a 12 ciclos dependendo do grau de
contaminação. Durante o período de resfriamento (cerca de 24
horas), as formas esporuladas passam novamente às formas
vegetativas e podem ser eliminadas quando submetidas ao vapor
contínuo mais uma vez. Esse processo é muito utilizado na
indústria de alimentos e na indústria farmacêutica em produtos
sensíveis à temperatura.
Esterilização
A esterilização é um processo de eliminação de todas as formas de
microrganismos, incluindo as esporuladas. Dessa forma, este processo
promove a eliminação completa de todos os microrganismos em um
determinado material, superfície ou ambiente. É possível afirmarmos
que geralmente os processos de esterilização utilizam métodos físicos,
e os de desinfecção, métodos químicos. Entretanto, isso não
necessariamente é uma regra, já que os métodos químicos também
podem ser utilizados para o processo de esterilização, principalmente
os gasosos.
Os métodos de esterilização podem ser classificados em 3 tipos:
Processos físicos
Calor e radiação.
Processos mecânicos
Filtração.
Processos químicos
Agentes bactericidas.
Dentre os métodos mais utilizados para a esterilização em laboratórios
estão os métodos físicos, que podem ser por calor seco ou úmido, ou
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ainda por irradiações.
Calor seco
Esta técnica pode ser dividida em flambagem e circulação de ar quente.
Muito utilizada em laboratórios para eliminar microrganismos
por calor direto, utilizando-se a alça bacteriológica e o bico de
Bunsen. Quando a alça estiver totalmente incandescente, é sinal
de que ocorreu a esterilização.
Utilizada geralmente para materiais que não suportam calor
úmido e que são resistentes a altas temperaturas, tais como o
aço, o vidro e os pós (termorresistentes, óleos e gorduras). As
estufas de ar circulante são as mais utilizadas, apresentando
temperaturas que variam de 160°C a 250°C.Calor úmido
Este processo consiste em submeter os produtos ao contato com calor
úmido e à alta pressão, utilizando-se uma autoclave. É considerado o
método de esterilização mais eficiente e deve ser sempre o de primeira
escolha.
Flambagem ou incineração 
Estufas de esterilização ou forno de pasteur 
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Esquema de Autoclave.
Conforme ocorre um aumento da pressão, maior será o ponto de
ebulição da água. Observe a seguir:
0,5 atm............... 110°C
1 atm ................. 121°C
1,5 atm .............. 127°C
É possível esterilizar os mais diversos tipos de materiais como borracha,
látex, ampolas cheias, meios de cultura, roupas e equipamentos
diversos. Para controlar e garantir a eficácia do processo de
esterilização, é possível utilizar-se de indicadores químicos e biológicos
durante a autoclavação, como as fitas ou etiquetas adesivas e o Bacillus
stearothermophilus.
Irradiação
Ainda dentro dos processos de esterilização por métodos físicos, a
irradiação é uma alternativa aos processos que utilizam calor.
Existem dois tipos de irradiação: as ionizantes, que utilizam
comprimentos de onda mais curtos e de maior energia (como os raios
gama, por exemplo), e as não ionizantes (como a radiação ultravioleta).
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É um tipo de radiação ionizante que pode ser utilizada para a
esterilização de grandes lotes de produtos, tais como seringas,
agulhas, luvas, cateteres etc. Elimina os microrganismos sem
aumento de temperatura. Ainda representa alto custo para as
empresas.
É um tipo de radiação não ionizante e que, apesar do seu baixo
poder de penetração, é muito eficiente em processos de
purificação de água, no âmbito hospitalar e nas câmaras de
segurança biológica como lâmpadas UV, auxiliando no processo
de esterilização após a desinfecção das superfícies. Deve-se
tomar cuidado, pois pode causar danos aos olhos e à pele.
Filtração
É um processo mecânico de esterilização que depende do tipo de
material filtrante utilizado. Para filtrações esterilizantes é necessário que
as membranas filtrantes apresentem tamanho de poro de 0,22µm.
Comentário
Esse método pode ser utilizado para esterilizar pequenos volumes,
quando é conhecido como microfiltração, mas é mais comum ser usado
para a filtração do ar em ambientes estéreis, utilizando os filtros HEPA,
como nas câmaras de segurança biológica.
Conforme visto anteriormente, os agentes químicos geralmente são
mais utilizados para os processos de desinfecção. Entretanto, os
agentes químicos gasosos como o óxido de etileno também podem ser
usados como método de esterilização. Isso se deve ao seu alto poder
de penetração e ação esporicida. Ainda assim, seu uso é bastante
restrito por se tratar de gás explosivo e de alto custo de processo.
Diversos métodos químicos e físicos podem ser utilizados para redução
da carga microbiana em objetos e superfícies. Imagine que a direção de
um laboratório de análises clínicas consultou você para escolher os
melhores métodos de descontaminação a serem utilizados no
Raios gama 
Raios uv 
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laboratório. Para cada item abaixo, sugira um método de
descontaminação apropriado.
Filtração
Sabão
Álcool 70%
Autoclavação ou filtração
Desinfecção por meios físicos
O vídeo vai explicar e demonstrar como funciona a desinfecção por
meios físicos, utilizando o calor e a radiação, explicar a pasteurização e
a tindalização. Vai demonstrar flambagem, circulação de ar quente em
estufas, fornos de Pasteur, mencionar e mostrar brevemente a autoclave
e demonstrar uso de raios UV.
1 - Água destilada 
2 - Mãos 
3 - Bancada de trabalho 
4 - Meios de cultura 

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Atividade 4
Interessante o que aprendemos sobre a desinfecção de laboratórios
por agentes físicos, não é? Agora reflita e responda qual é mesmo o
principal mecanismo pelo qual uma autoclave esteriliza materiais?
Parabéns! A alternativa D está correta.
Autoclaves utilizam vapor de água aquecido a alta temperatura e
pressão para esterilizar materiais. Esse calor úmido é altamente eficaz
na eliminação de microrganismos, incluindo bactérias, vírus e esporos,
tornando o processo de autoclavagem um dos métodos mais
confiáveis para esterilização em ambientes médicos, laboratoriais e
industriais.
Descarte de resíduos
As atividades de rotina dos laboratórios clínicos geram diferentes tipos
de resíduos que devem ser armazenados e descartados de acordo com
a legislação vigente. Atualmente, a legislação que regulamenta e
A Radiação ultravioleta
B Filtração por membrana
C Desidratação
D Calor úmido sob pressão
E Eletroquímica
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classifica os tipos de resíduos é a RDC nº 222/2018 da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária. Os grupos de resíduos de saúde podem
ser classificados da seguinte maneira:
Recipientes de lixo com símbolo de risco biológico.
Com exceção do grupo C, a maioria dos laboratórios clínicos
apresentam resíduos pertencentes a todos os outros grupos. Uma vez
que os resíduos do grupo D não apresentam riscos à saúde e podem ser
equiparados aos resíduos domiciliares, devemos focar, portanto, nos
grupos A, B e E.
Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que,
por suas características, podem apresentar risco de infecção
(A1, A2, A3, A4, A5).
Resíduos contendo produtos químicos que apresentam
periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente,
dependendo de suas características de inflamabilidade,
corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade,
teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade.
Qualquer material que contenha radionuclídeo em quantidade
superior aos níveis de dispensa especificados em norma da
Grupo A 
Grupo B 
Grupo C 
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Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e para os quais a
reutilização é imprópria ou não prevista.
Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou
radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser
equiparados aos resíduos domiciliares.
Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como lâminas
de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas
endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas
tubos capilares, ponteiras de micropipetas, lâminas e lamínulas,
espátulas, todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório
(pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros
similares.
Com exceção do grupo C, a maioria dos laboratórios clínicos
apresentam resíduos pertencentes a todos os outros grupos. Uma vez
que os resíduos do grupo D não apresentam riscos à saúde e podem ser
equiparados aos resíduos domiciliares, devemos focar, portanto, nos
grupos A, B e E.
Grupo A
O grupo A ainda é subdivido em A1, A2, A3, A4 e A5. Neste grupo,
destacam-se os subtipos A1 e A4. O descarte de resíduos do grupo A1
deve sofrer tratamento prévio para a redução e eliminação da carga
microbiana e, ainda no caso de materiais de Nível III, inativação total da
carga microbiana. Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) do grupo A4
não necessitam de tratamento prévio e devem ser embalados em saco
branco leitoso devidamente identificado para descarte final em
ambiente adequado.
Segundo a RDC n° 222/2018, alguns exemplosde RSS do grupo A4:
Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à
saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma
livre;
Grupo D 
Grupo E 
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Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos
provenientes de animais não submetidos a processos de
experimentação com inoculação de microrganismos.
Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós-
transfusão.
Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo
fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não
contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de
risco 4, e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de
disseminação, ou microrganismo causador de doença emergente
que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo
de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de
contaminação com príons.
Agora confira os dois últimos grupos que devemos nos atentar.
Grupo B
Para o descarte dos RSS do grupo B é necessário avaliar a
periculosidade das substâncias presentes de acordo com as respectivas
FISPQs (Ficha de informações de segurança de produtos químicos),
respeitando suas características de inflamabilidade, corrosividade,
reatividade e toxicidade. Esses resíduos devem ser previamente
tratados de acordo com as suas características químicas e é proibido o
encaminhamento de RSS na forma líquida para disposição final em
aterros sanitários.
Grupo E
Os materiais perfurocortantes do grupo E devem ser descartados em
recipientes identificados, rígidos, providos com tampa, resistentes à
punctura, ruptura e vazamento. O recipiente de acondicionamento deve
conter a identificação de todos os riscos presentes. As seringas e
agulhas devem passar por tratamento prévio antes do descarte final.
Gestão de resíduos
O vídeo vai abordar o descarte e a gestão de resíduos, contextualizando
com estudo de caso sobre gestão de resíduos, focando nos grupos
principais para laboratórios clínicos, grupos A, B e E.

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Atividade 5
Por que você acha que o descarte correto de resíduos de serviços de
saúde é de extrema importância?
Parabéns! A alternativa B está correta.
O descarte inadequado de resíduos de serviços de saúde pode resultar
na disseminação de patógenos, produtos químicos e materiais
biológicos perigosos para o meio ambiente e para as comunidades
circundantes. O descarte correto é essencial para prevenir riscos à
saúde pública, proteger ecossistemas e garantir um ambiente seguro
para todos.
A
Para reduzir os custos operacionais dos serviços de
saúde.
B
Para evitar a contaminação do meio ambiente e
proteger a saúde pública.
C Para criar empregos na área de gestão de resíduos.
D
Para maximizar a eficiência energética dos sistemas de
tratamento de resíduos.
E
Para garantir a segurança dos funcionários dos
serviços de saúde.
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Aplicando o conhecimento
Numa cidade de médio porte, a clínica Amanhecer, especializada em
serviços de saúde diversos, incluindo tratamentos médicos e
odontológicos, enfrenta um desafio crescente: o manejo adequado de
seus resíduos de serviço de saúde (RSS). Diariamente, a clínica gera
diferentes tipos de resíduos, incluindo materiais perfurocortantes,
resíduos químicos de exames laboratoriais e medicamentos vencidos
ou parcialmente utilizados. A falta de um plano eficaz de gestão desses
resíduos começou a levantar preocupações sobre os riscos ambientais
e de saúde pública associados ao descarte inadequado.
Para resolver essa questão, a administração da clínica Amanhecer
decidiu implementar um programa de gestão de resíduos que inclui a
segregação na fonte, acondicionamento seguro, transporte, tratamento
e disposição final ambientalmente adequada dos RSS. A segregação na
fonte exige que os funcionários da clínica classifiquem os resíduos no
ponto de geração, separando-os conforme suas características e riscos
associados. Materiais perfurocortantes, por exemplo, são descartados
em recipientes rígidos e à prova de perfuração, enquanto resíduos
químicos são coletados em recipientes compatíveis com o tipo de
resíduo gerado.
Para o transporte seguro dos resíduos até locais de tratamento e
disposição final, a clínica Amanhecer contratou uma empresa
especializada, que utiliza veículos licenciados para o transporte de
materiais perigosos. A escolha do método de tratamento (como
autoclavação para resíduos biológicos, ou incineração para resíduos
químicos e perfurocortantes) baseia-se na natureza do resíduo e na
legislação ambiental vigente. Finalmente, a disposição final é realizada
em aterros sanitários licenciados para resíduos perigosos ou
instalações de incineração, conforme apropriado.
A implementação desse programa não apenas ajudou a clínica
Amanhecer a cumprir com as regulamentações ambientais e de saúde
pública, mas também a promover uma cultura de responsabilidade e
conscientização ambiental entre seus funcionários e pacientes. Além
disso, a iniciativa teve um impacto positivo na comunidade ao redor,
demonstrando o compromisso da clínica com a sustentabilidade e a
saúde pública.
A experiência da clínica Amanhecer serve como um exemplo prático
para outras instituições de saúde sobre como a gestão eficiente dos
resíduos de serviço de saúde pode mitigar riscos ambientais e de saúde,
ao mesmo tempo em que promove práticas sustentáveis.
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Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos!
Quais são as medidas de segurança adicionais que a clínica Amanhecer
pode adotar para prevenir acidentes durante o manuseio e o transporte
de resíduos perigosos?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
Além dos procedimentos já estabelecidos, a clínica
Amanhecer pode implementar treinamentos mais
frequentes sobre procedimentos de segurança, incluindo
simulações de emergência para acidentes envolvendo
resíduos perigosos. Investir em tecnologia de
monitoramento em tempo real para rastrear o transporte de
resíduos perigosos também pode ajudar a prevenir
acidentes, assim como a adoção de tecnologias avançadas
de embalagem e contêineres de segurança para o
transporte desses resíduos. Contêineres robustos e
tecnologicamente equipados para detectar e conter
vazamentos, por exemplo, são essenciais para prevenir a
liberação de materiais perigosos durante o transporte.
O que você aprendeu neste
conteúdo?
Os riscos aos quais estamos expostos em um laboratório.
Como utilizar EPIs e EPCs para garantir a segurança no ambiente de
trabalho.
Necessidade de infraestrutura laboratorial mais avançada para
serem manipular determinados microrganismos.
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A utilização da água potável em laboratórios clínicos apenas como
fonte de obtenção de águas mais puras.
A existência de diversos sistemas de purificação de água, cada um
com suas vantagens e desvantagens, que devem ser avaliadas caso
a caso.
Métodos físicos e químicos para controlar a carga microbiana em
um laboratório.
A importância do descarte de resíduos de serviços de saúde
conforme estabelecido pela legislação brasileira vigente.
Explore +
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:
O artigo Ensino-aprendizagem na área de biossegurança: reflexões
a partir da experiência da construção de layout de laboratório, Tallini
e Prestes.
Farmacopeia Brasileira,6ª edição, ANVISA.
Manual orienta profissionais de saúde para a higiene das mãos,
Blog da Saúde, Ministério da Saúde.
A matéria Boas práticas de laboratório na indústria farmacêutica, de
Egle Leonardi, ICTQ.
As diretrizes gerais para o trabalho em contenção com agentes
biológicos, Ministério da Saúde.
O artigo Monitoramento em cabine de segurança biológica:
manipulação de cepas e descontaminação em um laboratório de
microbactérias, de Ueki e colaboradores, Scielo.
O texto Símbolos de risco e manuseio para o transporte e
armazenamento de materiais, ABNT .
O texto Classificação de riscos dos agentes biológicos, Ministério
da Saúde.
RDC nº 222, de 28 de março de 2004, que regulamenta as boas
práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde e dá
outras providências, Ministério da Saúde.
Critérios para a habilitação de laboratórios segundo os princípios
das boas práticas de laboratório (BPL), ANVISA.
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Referências
ALLEN JUNIOR, L. V.; POPOVICH, N. G.; ANSEL, H. C. Formas
farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. 9. ed. Artmed: São
Paulo, 2013.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Resolução
da diretoria colegiada – RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe
sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação,
elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos
assistenciais de saúde. Consultado em meio eletrônico em: 11 nov.
2020.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Resolução
da diretoria colegiada – RDC nº 222, de 28 de março de 2018.
Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de
Serviços de Saúde e dá outras providências. Consultado em meio
eletrônico em: 30 nov. 2020.
BRASIL. Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Norma
regulamentadora – NR nº 5. Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes – CIPA. Brasília, 2019. Consultado em meio eletrônico em: 11
nov. 2020.
BRASIL. PORTARIA GM/MS Nº 3.398, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2021.
Ministério da Saúde: Brasília, 2021.
MOLINARO, E. M. Conceitos e métodos para a formação de
profissionais em laboratórios de saúde: volume 1. Etelcia Moraes
Molinaro, Luzia Fátima Gonçalves Caputo e Maria Regina Reis
Amendoeira (Orgs.). Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Rio
de Janeiro: Instituto Oswaldo Cruz, 2009.
PRISTA, L. N.; ALVES, A. C.; MORGADO, R. Técnica Farmacêutica e
Farmácia Galênica: volume 1. 5. ed. Fundação Calouste Gulbenkian:
Lisboa, 1995.
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É o nível de risco moderado para o indivíduo e limitado para a
comunidade, no qual podem ser manipulados os agentes biológicos que
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provocam infecções no homem ou nos animais, de forma limitada e
para os quais existem medidas profiláticas e terapêuticas conhecidas,
como, por exemplo: Schistosoma mansoni e o vírus da rubéola.
Laboratório NB-2
Esse laboratório deve apresentar todos os critérios recomendados nos
laboratórios NB-1 e, além da pia, lavatório próxima à entrada do
laboratório com acionamento sem uso das mãos; sistema central de
ventilação com janelas vedadas; sistema de geração de emergência
elétrica; antecâmara e cabine de segurança biológica. Mais adiante,
compreenderemos melhor o uso desses equipamentos na imagem a
seguir:
Layout de laboratório NB-2.
A seguir, conheceremos outros níveis de biossegurança. Vamos lá!
Nível 3 de biossegurança (NB-3)
É o nível de risco alto para o indivíduo e moderado para a comunidade,
no qual podem ser manipulados os agentes biológicos que possuem
capacidade de transmissão, em especial por via respiratória, e que
causam doenças em humanos ou animais potencialmente letais, para
as quais existem usualmente medidas profiláticas e terapêuticas.
Representam risco se disseminados na comunidade e no meio
ambiente, podendo se propagar de pessoa a pessoa, como por exemplo:
Bacillus anthracis e vírus da imunodeficiência humana (HIV).
Laboratório NB-3
Local em que são manipulados agentes biológicos patogênicos que
podem causar danos à saúde humana, à saúde animal e ao meio
ambiente. Esse tipo de laboratório pode ser designado para análises
clínicas, laboratórios universitários ou de pesquisa. A equipe de trabalho
desse tipo de laboratório deve usar os equipamentos de proteção
individual (EPI) específicos para essas atividades e deve passar por
treinamentos periódicos sob a supervisão de profissional qualificado
como podemos ver na imagem a seguir:
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Layout de laboratório NB-3.
Ao analisar a imagem de um laboratório NB-3, constatamos que esse
tipo de instalação possui acesso ao laboratório com porta dupla com
fechamento automático, controle de acesso, chuveiro, mapa de riscos,
pia para lavar as mãos, tubulação selada, cabine de segurança biológica,
equipamentos de proteção individual (máscaras com filtro HEPA),
bancada, autoclave (deve estar próximo ao laboratório), exaustão com
filtro HEPA e descontaminação dos efluentes.
Nível 4 de biossegurança (NB-4)
É o nível de risco mais alto, tanto para o indivíduo como para a
comunidade, no qual podem ser manipulados os agentes biológicos
com alto poder de transmissibilidade, em geral a via respiratória, ou de
transmissão desconhecida. Não costumam existir medidas profiláticas
ou terapêuticas eficazes contra essas infecções. Exemplos: o vírus
Ebola e o da varíola.
Laboratório NB-4
Este é o laboratório mais complexo que trata de agentes patológicos de
alto risco de contágio, podendo causar a morte. Nesses laboratórios, há
o maior nível de contenção, no qual requer, além dos requisitos físicos e
operacionais dos níveis 1, 2 e 3, barreiras de contenção (instalações,
desenho e equipamentos de procedimentos especiais de segurança).
Esse laboratório deve ser separado ou estar em uma zona isolada de
outros prédios, com porta dupla de entrada, escoamento interno do ar
unidirecional, sistemas aperfeiçoados para suprimento, exaustão do ar,
formação de vácuo e descontaminação. A antessala deve ter a entrada
fechada, com pisos, paredes e tetos vedados de forma a se obter
espaço lacrado. Os profissionais devem trabalhar com equipamentos de
proteção pressurizados e devem ter no laboratório sempre dois
funcionários trabalhando como podemos observar na imagem a seguir:
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Layout de laboratório NB-4.
O que são as BPL e os níveis de
biossegurança
Este vídeo aborda a definição das boas práticas laboratoriais segundo a
Anvisa e os diferentes níveis de biossegurança, descrevendo as
diferenças entre cada um dos quatro níveis quanto à infraestrutura e os
agentes biológicos manipulados.
Atividade 1
Os níveis de biossegurança (NB) são classificações que refletem o grau
de risco associado ao manuseio de microrganismos e outros agentes
biológicos. Esses níveis determinam as medidas de segurança
necessárias para proteger os trabalhadores de laboratório e o meio
ambiente.
Reflita sobre o que aprendeu até aqui e indique qual das seguintes
afirmações melhor descreve a progressão dos níveis de biossegurança
de NB1 a NB4.

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Parabéns! A alternativa D está correta.
A diferença entre os níveis de biossegurança (NB) está na natureza
progressiva e na finalidade específica de cada nível, refletindo o grau
de risco associado e as medidas de segurança necessárias para
manipular diferentes tipos de agentes biológicos. Cada aumento no
nível de biossegurança traz consigo uma maior complexidade nas
medidas de segurança e no design das instalações, refletindo
diretamente o aumento do risco associado aos agentes manipulados.
A
NB1 é o nível mais alto, requerendo instalações de
contenção máxima, enquanto NB4 é o nível mais baixo,
aplicável a agentes que não causam doenças em
humanos adultos saudáveis.
B
Todos os níveis de biossegurança requerem as
mesmas medidas de segurança, variando apenas o tipo
de agente manipulado.
C
À medida que o nível de biossegurança aumenta, de
NB1 para NB4, diminui-se a necessidade de
equipamento de proteção individual, devido à maior
eficácia das cabines de segurança biológica.
D
NB1 aplica-se a agentes que são conhecidos por não
causarem doenças em humanos adultos saudáveis,
enquanto NB4 aplica-se a agentes que representam um
alto risco de transmissão por via aérea e causam
doenças graves ou potencialmente letais.
E
A principal diferença entre NB2 e NB3 é que NB2
permite o trabalho com agentes biológicos em espaços
abertos, enquanto NB3 exige a realização de todos os
procedimentos em ambientes externos ao laboratório.
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Equipamentos, materiais e reagentes
Equipamentos
Todo laboratório, para ter um bom funcionamento, necessita de uma
série de equipamentos, os quais devem ser instalados em locais
seguros, com os devidos cuidados em sua rede elétrica, livres de
vibrações, correntes de ar, incidência de luz solar, umidade e calor.
Para que os equipamentos funcionem corretamente, é necessário seguir
as recomendações dos fabricantes, elaborar o procedimento
operacional padrão (POP), seguir o plano de validação, qualificação,
calibração e manutenção.
Funcionários do laboratório utilizando os equipamentos.
É recomendado também um plano de manutenção preventiva para os
equipamentos científicos de uso rotineiro, a fim de se garantir uma
maior vida útil deles, segundo Molinaro (2009).
Dentre os muitos tipos de equipamentos necessários para um
laboratório clínico, destacaremos aqui as capelas de exaustão e as
câmaras de segurança. Acompanhe!
Capelas de exaustão
As capelas de exaustão são, na verdade, consideradas equipamentos de
proteção coletiva (EPC) dentro de um laboratório e, portanto, são
praticamente de uso obrigatório.
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Capelas de exaustão.É recomendado também um plano de manutenção preventiva para os
equipamentos científicos de uso rotineiro, a fim de se garantir uma
maior vida útil deles, segundo Molinaro (2009).
Dentre os muitos tipos de equipamentos necessários para um
laboratório clínico, destacaremos aqui as capelas de exaustão e as
câmaras de segurança. Acompanhe!
Câmaras de segurança biológica e �uxos laminares
Muito parecidos com as capelas de exaustão, as câmaras de segurança
biológica e os fluxos laminares são utilizados para a manipulação de
agentes biológicos, meios de cultura e diluentes que necessitem de um
ambiente estéril.
Muitas vezes, é difícil para o estudante diferenciar uma capela de um
fluxo laminar olhando-os rapidamente ou a certa distância. A grande
diferença entre eles é justamente a capacidade que os fluxos laminares
possuem de produzir um ambiente estéril, protegendo o operador e o
produto manipulado da contaminação biológica.
Essas cabines de fluxo laminar utilizam filtros absolutos ou HEPA,
considerados filtros de alta eficiência.
Os filtros HEPA, cuja palavra origina-se do inglês (High Efficiency
Particulate Arrestance). O filtro HEPA retém 99.97% das partículas de 0.3
µm de diâmetro e 99.99% das partículas maiores ou mais pequenas.
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Cabine de fluxo laminar.
Existem basicamente dois tipos de cabines de fluxo laminar:
Fluxo vertical
Tipo de cabine que
tende a apresentar
maior eficiência de
proteção tanto ao
operador quanto ao
produto manipulado.
Geralmente, ocorre
100% de recirculação do
ar.
Fluxo horizontal
Tipo de cabine na qual
ocorre apenas a
proteção do produto
manipulado e só deve
ser utilizada com
materiais que não
tragam risco de
contaminação para o
operador. Geralmente,
ocorre 100% de
renovação do ar.
Já as câmaras de segurança biológica (ou cabines de segurança
biológica) são equipamentos mais completos e garantem a proteção do
operador, do produto e do meio ambiente.
Isso ocorre porque esse tipo de equipamento funciona com pressão
negativa, evitando a saída do ar para o meio ambiente.
As cabines de segurança biológica são classificadas em três tipos:

Classe I 
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Esta é a menos utilizada, pois funciona basicamente como uma
capela de exaustão, protegendo apenas o operador e o ambiente,
mas não protegendo o produto. Utiliza um filtro HEPA para
proteger o meio ambiente. Ela é utilizada para a manipulação de
produtos químicos voláteis.
Esta é a classe mais utilizada, apresentando várias subdivisões:
A (A1, A2) e B (B1, B2) e pode ser usada para manipular agentes
biológicos dos grupos de risco 2 e 3. Esse tipo de cabine possui
uma grelha frontal por onde o ar entra e passa por um filtro
HEPA, protegendo o operador e proporcionando uma diminuição
na contaminação da área de trabalho interna. Na cabine tipo A1,
ocorre a recirculação de 70% do ar e 30% da renovação do ar
liberados para o interior do laboratório. No tipo A2, ocorre o
mesmo processo da A1, mas os 30% de ar renovado são
liberados para o meio externo por meio de um sistema de dutos.
Por outro lado, nas cabines do tipo B há uma pequena diferença:
na do tipo B1, 30% do ar recircula e 70% é expelido por exaustão
externa assim como 30% do ar é renovado, formando, portanto,
uma cortina protetora na parte frontal do equipamento. Já nas
do tipo B2, ocorre 100% da renovação do ar com dois filtros
HEPA, sendo um utilizado para o insuflamento de ar e o outro
para a exaustão, conduzindo o ar para fora do laboratório por
meio de um sistema de dutos.
Esta é a cabine de segurança biológica mais completa, na qual
pode-se operar com um nível 3 e 4 de biossegurança. O sistema
é todo fechado, ventilado e controlado por filtros HEPA, com
pressão negativa, e a operação ocorre por meio de braços com
luvas de borracha. Todo o material utilizado segue para a
esterilização antes de ser descartado.
No Brasil, as cabines do tipo A1 são as mais utilizadas devido ao preço
e o melhor custo-benefício. É preciso observar que tal sistema não pode
Classe II 
Classe III 
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ser utilizado para produtos tóxicos ou voláteis, uma vez que o ar
contaminado não é eliminado para o ambiente.
Materiais e reagentes
Os materiais e reagentes utilizados no dia a dia de um laboratório clínico
deverão ser de boa procedência e qualidade. Para isso, é preciso que
haja a qualificação dos fornecedores, apresentando toda a
documentação necessária e as informações pertinentes aos materiais e
reagentes, tais como origem, identidade, composição, data de
fabricação, validade, condições de armazenamento e informações de
periculosidade.
Por se tratarem, na sua maioria, de reagentes químicos e biológicos, um
dos pontos críticos diz respeito à estocagem e ao armazenamento
desses produtos, que devem seguir rigorosamente as normas técnicas e
regulações dos órgãos competentes.
Recomendações para equipamentos, materiais e reagentes
Recomendações para equipamentos,

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materiais e reagentes
Este vídeo aborda as recomendações para equipamentos (POP,
instalação, posicionamento, calibração, manutenção), materiais e
reagentes (boa procedência e qualidade, estocagem, armazenamento,
data de validade), destacando os cuidados necessários com
equipamentos laboratoriais, materiais e reagentes para garantir seu
correto funcionamento.
Atividade 2
Você conheceu as capelas de exaustão e de segurança biológica e
entendeu que existem diferenças entre elas. Vamos relembrar? Escolha
a opção que melhor descreve tais diferenças.
A
As capelas de exaustão são usadas exclusivamente
para trabalhos com materiais radioativos, enquanto as
capelas de segurança biológica são usadas apenas
para manipulação de agentes químicos voláteis.
B
Ambos os tipos de capela servem o mesmo propósito,
que é filtrar e recircular o ar de volta ao laboratório, sem
diferenças significativas nas suas funções ou
aplicações.
C
As capelas de exaustão protegem o usuário de vapores
químicos nocivos, exaurindo o ar para fora do edifício,
enquanto as capelas de segurança biológica protegem
o usuário e o material de trabalho de contaminação
cruzada, através de um fluxo de ar filtrado.
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Parabéns! A alternativa C está correta.
A diferença entre capelas de exaustão e de segurança biológica reflete
suas respectivas funções críticas em um laboratório. Capelas de
exaustão focam em salvaguardar o operador de exposições perigosas
a compostos voláteis, removendo o ar contaminado do espaço de
trabalho. Diferentemente, capelas de segurança biológica são
projetadas para um duplo propósito, proteger o operador de agentes
patogênicos ou materiais potencialmente infecciosos e também
preservar a integridade das amostras manipuladas de qualquer
contaminação externa.
Riscos laboratoriais
Para garantir a segurança no laboratório e minimizar riscos de
acidentes, todos os laboratórios deverão ser sinalizados de forma a
orientar e advertir quanto aos potenciais riscos ali presentes. Para isso
existe um padrão de sinalização com símbolos que representam riscos
e prevenções. Veja algumas simbologias de riscos a seguir:
D
A principal diferença está na capacidade de ajuste da
velocidade do ar. Capelas de exaustão permitem
ajustes manuais detalhados da velocidade do ar,
enquanto as capelas de segurança biológicaoperam
com uma velocidade de ar fixa.
E
As capelas de segurança biológica são utilizadas para
armazenar produtos químicos perigosos a longo prazo,
enquanto as capelas de exaustão são empregadas para
a eliminação segura de resíduos químicos.
Piso molhado
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Choque elétrico
Não fume
Radiação
Perigos Vários
Extintor
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Tóxico
Corrosivo
Nocivo
In�amável
Explosivo
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Além da simbologia, também é utilizado um sistema padrão de cores,
regulamentado pelo Ministério do Trabalho, visando a prevenção de
acidentes e identificando os equipamentos de segurança, delimitando
áreas de risco, identificando os sistemas de condução de líquidos e
gases nas indústrias e, principalmente, advertindo contra os possíveis
riscos de acidentes.
Atenção!
Somente a utilização de um sistema de cores não é suficiente para
garantir a qualidade de um sistema de segurança e que este deve estar
associado a outras estratégias de prevenção de acidentes.
Podemos compreender que, para cada material, deverá existir um local
definido e identificado para o armazenamento, assim como um fluxo de
entrada e saída de materiais para garantir a segurança e o
armazenamento desses produtos. Esses ambientes geralmente
necessitam de controle de temperatura e umidade.
Um ponto de destaque nesse contexto são os produtos
considerados inflamáveis ou explosivos, como os
solventes orgânicos e algumas substâncias químicas.
Estes precisam ser armazenados em local
devidamente demarcado, sinalizado e livre de
quaisquer outras interferências.
Alguns produtos de origem biológica também precisam de
armazenamento sob refrigeração para se garantir uma estocagem
segura e sem riscos para a comunidade e para os trabalhadores.
Oxidante
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Agentes de riscos
Podemos perceber que os laboratórios são considerados ambientes de
risco, pois envolvem uma série de atividades como a utilização de
equipamentos, materiais e reagentes que podem gerar acidentes e
doenças para o profissional que trabalha na rotina diária desses locais.
Atenção!
A constante capacitação do pessoal é fundamental para evitar os riscos
inerentes a esse tipo de trabalho e o possível desenvolvimento de
doenças.
Dentre os principais agentes de riscos desse tipo de trabalho destacam-
se os agentes físicos, os químicos e os biológicos. Existem também os
riscos ergonômicos, mas estes são considerados riscos ocupacionais,
relacionados às situações de trabalho que envolvam o equilíbrio físico, o
mental e o social, e não necessariamente acidentes ou enfermidades.
A seguir, é possível observar melhor, de acordo com a NR-5, os
principais grupos de riscos ambientais e ocupacionais.
 Físicos
Ruídos, vibrações, pressões anormais, temperaturas
extremas, radiações etc.
 Químicos
Poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores
que podem ser absorvidos por via respiratória ou
através da pele etc.
 Biológicos
Bactérias, fungos, protozoários, vírus, entre outros.
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Neste tópico, abordaremos apenas os riscos químicos e biológicos.
Agentes de riscos biológicos
Esse tipo de risco está relacionado à probabilidade de infecção do
profissional por um desses agentes patogênicos. Toda a equipe de
trabalho desse tipo de laboratório precisa estar ciente, treinada de
acordo com o agente biológico usado e, preferencialmente, ser
imunizada.
Atenção!
Os agentes de riscos biológicos são, na sua grande maioria, agentes
patogênicos como vírus, bactérias, fungos e parasitas.
No item Infraestrutura laboratorial, vimos que os laboratórios são
classificados de acordo com o seu grau de risco e que essa
classificação está justamente relacionada à classificação do grau de
risco dos microrganismos. De acordo com o Ministério da Saúde (2021),
os graus de risco são:
 Ergonômicos
Trabalho físico pesado, movimentos repetitivos,
jornada prolongada, postura incorreta, tensões
emocionais, monotonia, exigência de uma maior
atenção, responsabilidade e concentração, jornadas
longas de trabalho, treinamento inadequado ou
inexistente, conflitos etc.
 Acidentais
Arranjo físico inadequado, máquinas e
equipamentos sem proteção, iluminação
inadequada, eletricidade, animais peçonhentos,
probabilidade de incêndio ou explosão etc.
Classe 1 
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Esta classe contempla os agentes biológicos que não são
capazes de causar doenças no homem ou em animais adultos,
até o momento.
Agentes biológicos: Bacillus subtilis
Esta classe contempla os agentes biológicos capazes de causar
risco moderado ao homem ou animais adultos sadios e risco
limitado à comunidade. Incluem agentes biológicos nos quais o
índice de propagação e disseminação é limitado e para os quais
existem medidas terapêuticas e/ou profiláticas.
Agentes biológicos:
Bactérias: Pseudomonas aeruginosa
Fungos: Candida albicans
Vírus: Herpes simplex
Protozoários: Toxoplasma gondii
Esta classe contempla os agentes biológicos capazes de causar
alto risco ao homem ou animais adultos e risco moderado à
comunidade. Inclui os agentes biológicos que possuem
capacidade de transmissão por via respiratória e que causam
patologias potencialmente letais e para os quais existem,
usualmente, medidas terapêuticas e/ou de prevenção.
Agentes biológicos:
Bactérias: Bacillus anthracis
Fungos: Coccidioides immitis
Vírus: SARS-COV-2
Esta classe contempla os agentes biológicos capazes de causar
alto risco ao homem ou animais adultos e para a comunidade.
Classe 2 
Classe 3 
Classe 4 
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Inclui os agentes biológicos com grande poder de
transmissibilidade por via respiratória ou de transmissão
desconhecida. Até o momento, não há medidas profiláticas ou
terapêuticas que sejam eficazes. Causam doenças em humanos
e animais de alta gravidade, com grande capacidade de
disseminação na comunidade e no meio ambiente.
Agentes biológicos: Ebolavirus
As cabines de segurança biológica são fundamentais para proteger
operadores, produtos e o ambiente durante a manipulação de agentes
biológicos e químicos.
Imagine que, em um laboratório de análises clínicas, uma equipe está
trabalhando no processamento de amostras que podem conter um vírus
altamente contagioso e perigoso. Durante o procedimento, um dos
técnicos percebe que a tampa de uma das amostras não foi fechada
corretamente e uma pequena quantidade do conteúdo parece ter se
espalhado pela bancada. O sistema de filtragem de ar do laboratório
está funcionando, mas o risco de contaminação é elevado.
Manipulação de líquido químico em laboratório.
Diante dessa situação, qual abordagem você adotaria? Vamos refletir
sobre cada uma das seguintes opções e entender as respectivas
respostas para cada uma dessas questões proposta. Acompanhe!
Incorreto, pois esperar até o final do expediente para realizar a
descontaminação subestima o risco de exposição ao vírus,
1 - Avisar ao supervisor e isolar a área, mas esperar até o
final do expediente para fazer a descontaminação, uma
vez que a exposição de curto prazo não é crítica devido ao
funcionamento do sistema defiltragem de ar.

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mesmo com o sistema de filtragem de ar em operação. Isso
pode aumentar o risco de contaminação cruzada e exposição
dos funcionários do laboratório ao patógeno.
Correto! A notificação imediata do supervisor, o isolamento da
área afetada e a adesão aos protocolos de descontaminação
são fundamentais em uma situação de risco biológico. Essa
abordagem assegura que medidas adequadas sejam tomadas
rapidamente para proteger todos no laboratório e manter a
integridade das amostras processadas.
Incorreto, pois a tentativa de limpar o derramamento com
desinfetante e prosseguir com o trabalho ignora os protocolos de
segurança estabelecidos para lidar com materiais
potencialmente infecciosos. Essa ação pode não apenas ser
insuficiente para neutralizar completamente o risco, mas
também pode aumentar a exposição ao patógeno e a chance de
contaminação cruzada.
Em suma, a resposta imediata e a adesão aos protocolos de
descontaminação são essenciais para garantir a segurança e minimizar
os riscos em situações de derramamento de amostras potencialmente
contagiosas em um laboratório.
Agentes de riscos químicos
Os reagentes químicos utilizados em laboratório são os produtos que
mais contribuem para riscos químicos à saúde do homem e ao meio
ambiente. Para se evitar possíveis acidentes e contaminações são
necessários cuidados rigorosos em relação ao armazenamento, à
movimentação dentro do laboratório e, o mais importante, ao descarte
desses resíduos.
2 - Notificar imediatamente o supervisor, isolar a área
afetada e seguir o protocolo de descontaminação
estabelecido pelo laboratório para tais incidentes,
garantindo que a área seja tratada adequadamente e o
risco minimizado.

3 - Limpar o derramamento imediatamente com
desinfetante e continuar o trabalho, assumindo que a ação
rápida pode evitar a necessidade de envolver mais
pessoas e procedimentos complicados.

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Geralmente, os fornecedores de reagentes químicos concedem as
fichas de informação de segurança de produto químico (FISPQ),
documento este que contém indicações sobre os cuidados em relação à
proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente, além das
recomendações de ações necessárias para os casos de emergência.
Agentes químicos perigosos armazenados.
Além disso, os reagentes químicos também apresentam características
diversas e podem ser carcinogênicos, corrosivos, irritantes, tóxicos,
teratogênicos, mutagênicos, alergênicos, explosivos e espontaneamente
combustíveis. Todas essas características apresentam possibilidades
de risco à saúde humana e ao meio ambiente e devem ser tomadas
medidas preventivas a fim de se evitar possíveis acidentes. Dentre todas
as características apresentadas, o risco de explosão e combustão é o
mais comum e o que merece maior atenção.
Os produtos químicos com capacidade de combustão possuem
características distintas e, dessa forma, são classificados de acordo
com o tipo de material e a classe de incêndio. Existem, portanto, 5
classes de incêndio distintas, e para cada uma delas deve-se utilizar um
extintor de incêndio específico. Os extintores de incêndio podem
também ser considerados equipamentos de proteção coletiva (EPC).
Veja no quadro a seguir as classes de incêndio e os tipos de extintores
utilizados em cada uma delas.
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A seguir conheceremos as classes de incêndio e tipos de extintores.
Vamos lá!
Descrição: Fogo em materiais sólidos que deixam resíduos, tais
como a madeira, o papel, o tecido e a borracha.
Tipo de extintor: Areia (em jato ou pulverizada).
Classe de incêndio: A
Vantagens: Deve ser usada sempre que não haja
contraindicações (de preferência, deve ser pulverizada). Tem
bom poder de penetração.
Descrição: Fogo em líquidos inflamáveis, graxas e gases
combustíveis.
Tipo de extintor: Neve carbônica (com dióxido de carbono sob
pressão que solidifica quando se expande bruscamente).
Classe de incêndio: BC
Vantagens: Não deixa resíduo, o que a torna mais adequada para
equipamento sensível e a mais indicada para líquidos
extremamente inflamáveis.
Descrição: Classe de incêndio em equipamentos elétricos
energizados.
Tipo de extintor: Espuma física (mistura de água e substâncias
tensoativas por injeção mecânica de ar).
Classe de incêndio: AB
Vantagens: Muito boa para líquidos extremamente inflamáveis.
Pode ser utilizada em situações de incêndio iminente com ação
preventiva. A cobertura de espuma evita reignições.
A 
B 
C 
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Descrição: Classe de incêndio que tem como combustível os
metais pirofóricos, tais como magnésio, selênio, antimônio, lítio,
potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, sódio, urânio e
zircônio.
Tipo de extintor: Espuma química (reação que liberta o gás
dióxido de carbono que fica disperso em um líquido formando
espuma).
Classe de incêndio: AB
Vantagens: Muito boa para líquidos extremamente inflamáveis. A
cobertura de espuma evita reignições.
Descrição: Classificação do fogo em óleo vegetal e gorduras de
origem animal, em cozinhas.
Tipos de extintores:
Pó normal (o pó é bicarbonato de sódio ou de potássio)
Classe de incêndio: BC
Vantagens: Forma uma nuvem de poeira que protege o
operador.
Pó polivalente (o pó é dihidrogenofosfato de amônio)
Classe de incêndio: ABC
Vantagens: Forma uma nuvem de poeira que protege o
operador. Atende a três classes de fogos.
Pó especial (o pó é grafite ou cloreto de sódio ou pó de talco)
Classe de incêndio: D
Vantagens: Único extintor adequado para incêndios da
classe D. Qualquer outro tipo de extintor provoca reações
violentas.
Solução especial (o acetato de potássio se encontra diluído em
água)
Classe de incêndio: K
Vantagens: Ao se considerar a segurança do pessoal que
trabalha em cozinhas e restaurantes, o extintor classe K é o
D 
K 
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mais fácil de ser utilizado. Atua por formação de neblina e
o fogo é extinto por resfriamento e pelo efeito asfixiante da
espuma.
Agentes de riscos físicos, químicos e
biológicos
Este vídeo aborda os riscos de acidentes em laboratórios e como
podem ser minimizados. Apresenta todos os símbolos de risco, os
agentes de risco físicos, químicos e biológicos, sempre exemplificando
como afetam a segurança no laboratório.
Atividade 3
Sobre a aplicação das diretrizes de biossegurança que acabamos de
estudar, responda. Os microrganismos Candida albicans, SARS-CoV-2 e
Ebolavirus pertencem a quais classes de risco, respectivamente?

A
Candida albicans – Classe 1, SARS-CoV-2 – Classe 2,
Ebolavirus – Classe 3
B
Candida albicans – Classe 2, SARS-CoV-2 – Classe 3,
Ebolavirus – Classe 4
C
Candida albicans – Classe 1, SARS-CoV-2 – Classe 3,
Ebolavirus – Classe 2
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Parabéns! A alternativa B está correta.
A classificação de risco baseia-se na patogenicidade e no risco de
transmissão: Candida albicans é um patógeno oportunista de Classe 2
por causar infecções tratáveis. SARS-CoV-2 é causador da COVID-19 e
de transmissão pessoa a pessoa, é Classe 3, indicando um risco sério
à saúde. Ebolavirus tem alta letalidade e transmissão eficiente, é
Classe 4, representando um risco extremo e exigindo máxima
contenção.
Contençãolaboratorial
De acordo com o Ministério da Saúde, a contenção laboratorial pode ser
classificada de duas formas:
Contenção primária
Também conhecida
como barreira primária.
Visa garantir a proteção
do ambiente interno do
laboratório, assim como
dos trabalhadores.
Contenção secundária
Também conhecida
como barreira
secundária. Está
relacionada à proteção
do ambiente externo por
meio das práticas
operacionais e da
infraestrutura planejada
para o laboratório.
Entende-se por contenção laboratorial todas as práticas realizadas com
o objetivo de reduzir os riscos de acidentes e proteger a equipe de
profissionais que trabalham no laboratório contra a exposição aos
D
Candida albicans – Classe 2, SARS-CoV-2 – Classe 4,
Ebolavirus – Classe 4
E
Candida albicans – Classe 3, SARS-CoV-2 – Classe 2,
Ebolavirus – Classe 1

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riscos da ação de agentes químicos e biológicos. Tudo isso depende de
um complexo planejamento das análises de riscos que envolvem o
laboratório e do conhecimento técnico dos profissionais que ali
trabalham.
Contenção primária
A contenção primária ou barreira primária é mais conhecida como o uso
de:
Equipamentos de proteção individual (EPI)
Os EPI visam primariamente a proteção individual do trabalhador,
garantindo sua saúde e integridade física. Variam de acordo com a
análise de risco do laboratório e os níveis de biossegurança
determinados.
Equipamentos de proteção coletiva (EPC)
Os EPC estão associados à proteção do ambiente, mas também visam
garantir a manutenção da saúde e integridade física dos trabalhadores
de um determinado setor ou área específica.
Uso de EPI, EPC e a importância da
lavagem das mãos no dia a dia do
laboratório
No vídeo a seguir, você conhecerá um pouco mais sobre os EPI e EPC
utilizados no dia a dia do laboratório e também a correta lavagem de
mãos.
A seguir, veremos alguns dos principais Equipamentos de Proteção
Coletiva (EPC) usados em laboratórios clínicos.

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Jaleco
O uso de jaleco ou avental nos laboratórios clínicos é obrigatório e serve
como uma barreira de proteção para o trabalhador. Ele deve ser feito,
preferencialmente, de algodão ou fibra sintética e obrigatoriamente não
inflamável.
Os jalecos devem ser utilizados de forma restrita aos laboratórios e não
devem ser levados para as áreas comuns, banheiros ou refeitórios.
Profissional utilizando jaleco.
Em suma, o uso de jalecos ou aventais nos laboratórios clínicos é
essencial para a proteção dos trabalhadores, devendo ser
confeccionados com materiais não inflamáveis e usados
exclusivamente dentro dos laboratórios, evitando sua circulação em
áreas comuns.
Máscaras e protetores faciais
São equipamentos que protegem a face do trabalhador contra impactos,
substâncias tóxicas e radiação, protegendo as vias aéreas superiores. A
seguir, conheceremos os diversos tipos disponíveis e suas funções:
São fabricados em plástico resistente como propionatos,
acetatos e policarbonatos, podendo ser revestidos com metais
para a absorção de radiações infravermelhas. Protegem o
profissional contra partículas sólidas (impacto), substâncias
tóxicas (líquidos e vapores químicos) e radiação (ultravioleta e
infravermelha).
Protetores faciais ou face shields 
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Máscara para Gases Tóxicos
São fabricadas em tecido ou fibra sintética e geralmente são
descartáveis. Servem para proteger as vias aéreas (nariz e boca)
do profissional, evitando os respingos de perdigotos e a
contaminação. Existem vários tipos de materiais para a
confecção de máscaras de acordo com o risco ao qual o
trabalhador será exposto, como as chamadas N95 ou PFF2.
Essas máscaras possuem filtro e são capazes de reter cerca de
95% de partículas maiores que 0,3 µm, além de vapores tóxicos e
contaminantes na forma de aerossóis, como alguns vírus e
bactérias.
Face Shield.
São utilizadas quando se manipulam substâncias químicas que
geram gases tóxicos (formaldeído, amônia, cloreto de
hidrogênio). Elas possuem filtros que podem ser mecânicos,
químicos ou combinados.
Máscaras de proteção 
Máscaras de proteção respiratória 
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Máscara de proteção e Máscara N95.
Portanto, os equipamentos de proteção facial e respiratória, como
protetores faciais, máscaras de proteção e máscaras de proteção
respiratória, são essenciais para proteger os trabalhadores contra
impactos, substâncias tóxicas e radiação, garantindo a segurança das
vias aéreas superiores em diversos ambientes de risco.
Luvas
As luvas são utilizadas com o objetivo de prevenir a contaminação por
agentes químicos, físicos (cortes, calor, radiações) e biológicos. Elas
devem ser sempre utilizadas quando houver um procedimento com
exposição a sangue, hemoderivados e fluidos orgânicos.
As luvas podem ser confeccionadas com materiais diversos e devem
ser escolhidas de acordo com a finalidade de uso:
Luvas de Látex
Luvas de proteção para o manuseio de material
biológico
São também conhecidas como luvas de procedimento, quando
não estéreis, ou luvas cirúrgicas, quando estéreis. Geralmente
são de látex e descartáveis, mas podem também ser de vinil ou
PVC (cloreto de polivinil).
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Luva térmica importante no manuseio de autoclaves, por exemplo.
Luvas de proteção ao frio e calor
São de tecido resistente ou revestidas com algum material à
prova de calor. As mais comuns são as luvas de amianto e as
do tipo kevlar, resistentes a altas temperaturas. As luvas de
proteção ao frio podem ser de lã ou de tecido emborrachado
com revestimento interno de fibras naturais ou sintéticas.
Luva de Borracha
Luvas de proteção para o manuseio de produtos
químicos
Podem ser de borracha natural, neoprene, PVC, PVA (álcool
polivinílico) e borracha de butadieno. A escolha do tipo de luva
deverá ser feita de acordo com o produto químico a ser
manipulado.
Em suma, as luvas de proteção são essenciais para garantir a segurança
dos trabalhadores em diversas situações como no manuseio de
material biológico, proteção contra frio e calor, e manuseio de produtos
químicos com materiais específicos escolhidos conforme a
necessidade de cada tarefa.
Toucas ou gorros
São equipamentos de proteção individual mais utilizados em áreas
estéreis e de manipulação de produtos e servem para evitar que os
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cabelos contaminem uma determinada área ou produto, ou ainda, para
protegê-los de respingos, líquidos ou aerossóis. Podem ser
confeccionadas nos mais diferentes tipos de materiais e devem ser de
fácil lavagem e desinfecção.
Touca.
Protetores oculares e protetores auriculares
São mais conhecidos como óculos de proteção e protetores de ouvido.
Óculos de proteção
Os óculos de proteção funcionam como uma barreira contra respingos
de produtos químicos e corrosivos, além de atuarem também como uma
barreira biológica, evitando as lesões oculares.
Protetores auriculares
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Já os protetores auriculares têm a função de proteger os ouvidos de
ruídos oriundos de equipamentos e processos produtivos.
Em resumo, os óculos de proteçãoe os protetores auriculares são
fundamentais para a segurança dos trabalhadores, protegendo os olhos
contra respingos químicos e biológicos, e os ouvidos contra ruídos
provenientes de equipamentos e processos produtivos.
Propés
Esses equipamentos são sapatilhas utilizadas em áreas estéreis e
geralmente são descartáveis, confeccionadas em algodão.
Exemplo de propés.
Calçados de segurança
Assim como os propés, que são sapatilhas descartáveis utilizadas em
áreas estéreis, os calçados de segurança são essenciais para proteger
os trabalhadores, especialmente nas áreas de limpeza dos laboratórios,
oferecendo resistência a produtos químicos e corrosivos, além de
possuírem solado antiderrapante. Além disso, são mais utilizados pelos
trabalhadores das áreas de limpeza dos laboratórios e devem ser
resistentes aos produtos químicos e corrosivos, além de possuírem
solado antiderrapante. Podem também ser utilizados de acordo com
outras atividades desempenhadas pelos laboratórios.
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Botas de borracha de segurança.
Agora, vamos conhecer o segundo tipo de equipamento primordial de
proteção. Venha!
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)
Os equipamentos de proteção coletiva servem para a proteção de toda a
equipe do laboratório e também do meio ambiente.
Atenção!
As capelas de exaustão e as cabines de fluxo laminar ou cabines de
segurança biológica são EPC já mencionados anteriormente no item
Equipamentos, materiais e reagentes.
Todo laboratório deve conter o chuveiro de emergência e o lava-olhos
para lavagem e eliminação de contaminantes químicos e biológicos em
caso de acidentes.
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Chuveiro de emergência
Deve ter aproximadamente 30 cm de diâmetro, deve ser acionado por
meio de alavancas e deve estar instalado em local de fácil acesso.
Lava-olhos
É um equipamento formado por uma bacia metálica, geralmente
associada ao chuveiro de emergência, com dois dispositivos que
emitem jatos de água direcionados à região dos olhos.
Atividade 4
Atenção, no contexto de segurança do trabalho em ambientes
industriais e laboratoriais, à diferenciação entre equipamento de
proteção individual (EPI) e equipamento de proteção coletiva (EPC) é
fundamental.
Sabendo disso, é hora de relembrar as diferenças entre EPI e EPC.
Marque a alternativa abaixo que representa uma diferença entre esses
dois grupos de equipamentos.
A
EPI é utilizado para proteger o meio ambiente, enquanto
EPC é projetado para a segurança individual do
trabalhador.
B
EPI refere-se a dispositivos mecânicos de segurança,
como barreiras e sinalizações, enquanto EPC engloba
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Parabéns! A alternativa D está correta.
Enquanto o EPI foca na proteção individual, atuando como uma
barreira entre o trabalhador e o perigo, o EPC tem uma abordagem
mais ampla, visando remover ou reduzir o risco no ambiente de
trabalho para todos os presentes.
Aplicando o conhecimento
Imagine uma empresa hipotética, a LifeCode Biomedical, especializada
em desenvolver vacinas. A empresa conta com uma equipe composta
por pesquisadores, técnicos de laboratório e gestores de projeto,
trabalhando em um ambiente repleto de agentes biológicos, substâncias
químicas e equipamentos especializados. O sucesso da LifeCode
Biomedical depende diretamente da capacidade de manipular esses
elementos de forma segura e eficaz, minimizando os riscos laboratoriais
associados.
Certo dia, durante o desenvolvimento de uma nova vacina, um técnico
derrama acidentalmente uma solução contendo um vírus atenuado.
Embora o vírus não represente um grande risco para indivíduos
itens de uso pessoal, como luvas e óculos de
segurança.
C
EPI e EPC são termos intercambiáveis, ambos
referindo-se a equipamentos que garantem a segurança
do ambiente de trabalho como um todo.
D
EPI é destinado à proteção individual, minimizando os
riscos específicos ao trabalhador, como luvas e
máscaras, enquanto EPC inclui dispositivos de proteção
utilizados coletivamente, como exaustores e
sinalizações de segurança.
E
EPC é uma categoria especial de EPI que inclui apenas
equipamentos de alta tecnologia, como trajes
herméticos e sistemas de respiração assistida.
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saudáveis, a exposição inadvertida pode ser perigosa para colegas com
sistemas imunológicos comprometidos.
Para resolver essa situação e evitar futuros acidentes, a empresa decide
implementar um programa de treinamento intensivo em biossegurança
para toda a equipe. O treinamento aborda técnicas de manuseio seguro
de materiais biológicos e químicos, uso correto de equipamentos de
proteção individual (EPIs), e procedimentos de emergência. Além disso,
a empresa investe em melhorias nas infraestruturas de segurança do
laboratório, incluindo sistemas de ventilação apropriados, áreas de
contenção para trabalhar com patógenos e esterilização e
descontaminação eficazes dos equipamentos e áreas de trabalho.
Após a implementação dessas medidas, a LifeCode Biomedical observa
uma redução de 95% nos incidentes de laboratório no último trimestre.
Os funcionários se sentem mais seguros e capacitados para realizar
suas atividades. A gestão de riscos laboratoriais se torna um
componente central da cultura da empresa, refletindo positivamente na
produtividade e na inovação. Esse cenário ilustra como a
conscientização e a prevenção de riscos no ambiente de trabalho são
cruciais não apenas para a segurança dos funcionários, mas também
para o sucesso e sustentabilidade da empresa no competitivo mercado
de biotecnologia.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos!
Com base no caso da LifeCode, explique a importância de investir em
infraestruturas de segurança como sistemas de ventilação apropriados
e áreas de contenção no laboratório de uma empresa de biotecnologia.
Como esses investimentos ajudam a minimizar os riscos associados ao
manuseio de patógenos e substâncias químicas perigosas?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
Um sistema de ventilação eficiente é essencial para
controlar a exposição a agentes biológicos e substâncias
químicas perigosas. Esses sistemas asseguram que
partículas e vapores nocivos sejam adequadamente
filtrados e expelidos do ambiente laboratorial, minimizando
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o risco de inalação ou contato que poderia levar a
intoxicações, infecções ou outras condições adversas de
saúde. Além disso, uma ventilação adequada evita a
acumulação de substâncias inflamáveis, reduzindo o risco
de explosões ou incêndios. A criação de áreas específicas
para manuseio de materiais perigosos ou patógenos é
importante para prevenir a contaminação cruzada entre
diferentes áreas do laboratório. Isso é particularmente
importante em um cenário no qual agentes infecciosos ou
geneticamente modificados estão sendo manipulados. As
áreas de contenção são desenhadas para manter esses
agentes isolados, garantindo que qualquer vazamento ou
derramamento seja contido dentro de um espaço
controlado. A infraestrutura também deve incluir sistemas
eficazes para esterilização e descontaminação de
equipamentos e áreas de trabalho. Esses processos são
fundamentais para eliminar patógenos e outros
contaminantes, preparando o ambiente para novas
atividades sem riscos de contaminação residual.
Gestão de riscos em laboratório
Agora, confira o vídeo abordandogestão de riscos em laboratório
descrevendo o caso de uma empresa hipotética especializada em
desenvolver vacinas que sofre acidente com um vírus, o que provoca a
necessidade de implementar um programa de treinamento intensivo em
biossegurança para toda a equipe.

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2 - Água laboratorial e processos de descontaminação
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car as técnicas de puri�cação de água e a
descontaminação de acordo com as boas práticas de laboratório
Água no laboratório clínico e
sistemas de �ltração
Sistemas de puri�cação de água
A água é o solvente mais utilizado na prática laboratorial e, por isso
mesmo, é chamada de solvente universal. Devido ao seu grau de
importância, a água para uso laboratorial deve atender aos requisitos de
qualidade de acordo com a sua finalidade de uso.
Uma boa forma de se orientar é lendo as determinações e os padrões de
qualidade para a utilização da água nos laboratórios clínicos e
patológicos que estão descritos no capítulo 8.5 da Farmacopeia
Brasileira, 6a Edição (2019) e que devem ser rigorosamente atendidos e
seguidos.
A água potável abastece as cidades e a maioria das casas e é
considerada uma água tratada.
A água purificada não deve ser utilizado no trabalho
laboratorial, pois apresenta possíveis
incompatibilidades entre os contaminantes presentes
e os procedimentos laboratoriais que serão realizados.
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A água potável não é regulamentada pela ANVISA e nem pela
Farmacopeia Brasileira. Ela deve atender aos órgãos responsáveis
regionais, tais como o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), no Rio de
Janeiro, e a Agência Nacional de Água (ANA), no Distrito Federal.
Para a água ser considerada potável
ela deve apresentar menos de 0,1%
de sólidos totais. Isso é obtido a
partir da evaporação de uma
amostra de 100 mL de água até
completa secagem e pesagem dos
resíduos sólidos que devem ser
inferiores a 100 mg.
(ALLEN Jr., 2013)
Contaminantes da água
Os principais contaminantes da água potável são de origem:

Física

Química

Biológica
Os contaminantes físicos são os mais facilmente eliminados por meio
do processo de filtração, já os contaminantes químicos e biológicos são
difíceis de serem eliminados e comprometem a qualidade final da água,
podendo alterar as análises laboratoriais, gerando resultados falhos e
até mesmo comprometendo anos de pesquisas e de estudo.
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O controle de contaminantes da água para uso
laboratorial é, portanto, fundamental para atender às
especificações estabelecidas pelos órgãos
reguladores.
Observe a figura a seguir para entender quais são os principais
contaminantes da água:
Principais contaminantes da água.
Os contaminantes químicos podem ser orgânicos ou inorgânicos e
precisam ser removidos por dois motivos principais:
1. Para se evitar que interfiram nas fases de pré-tratamento dos
sistemas de purificação de água.
2. Para proteger a saúde das pessoas.
Esses contaminantes químicos apresentam diversas origens, por
exemplo:
Da fonte de alimentação.
Da extração de materiais com os quais a água entra em contato.
Da absorção de gases da atmosfera.
De resíduos poluentes, ou resíduos de produtos utilizados na
limpeza e sanitização de equipamentos.
Podem ser removidos por um sistema de osmose reversa ou por
técnicas associadas como deionização, carvão ativado, ozônio e
radiação ultravioleta. Falaremos sobre essas técnicas adiante.
Os contaminantes microbiológicos podem ser fungos, bactérias e vírus,
sendo que a contaminação bacteriana é a mais preocupante e
apresenta um grande desafio à qualidade da água.
Atenção!
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O controle microbiológico da água é certamente o mais importante e
prioritário e deve ser constantemente verificado e atualizado de acordo
com os parâmetros legais.
Tipos de água para uso laboratorial
Existem 3 métodos principais utilizados para a obtenção de água
purificada:
wave
Destilação

Deionização

Osmose reversa
A escolha de um método específico depende do tipo e da qualidade de
água desejados, e também do volume necessário.
Um projeto de instalação de um sistema de purificação de água
depende de algumas condições específicas listadas a seguir:
A qualidade da água de fornecimento e da água desejada ao final.
A vazão necessária.
A distância entre o sistema de produção e os pontos de uso.
O layout da tubulação e conexões.
O material empregado.
Facilidades de assistência técnica e manutenção.
Os instrumentos adequados para o monitoramento.
Na realidade, a escolha de um sistema de purificação eficiente depende
da qualidade da água de entrada, ou seja, das características da água
potável que irá alimentar o sistema e também do tipo e da qualidade da
água que se deseja.
Apresentaremos a seguir, em uma ordem sequencial lógica, as
principais tecnologias de purificação de água encontradas para a
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remoção dos diversos tipos de contaminantes seguindo etapas na
sequência de purificação.
Pré-�ltração
A pré-filtração, segundo Brasil (2019), destina-se a remover sólidos
particulados com tamanhos entre 5 e 10 μm, essencialmente para
proteger as tecnologias subsequentes, utilizando filtros de areia ou uma
combinação de filtros.
Sistema de pré-filtração carvão, areia e zeólitos.
Deve estar associada a todos os sistemas de purificação de água com o
objetivo de proteger os equipamentos mais sensíveis e caros.
Filtração por adsorção por carvão vegetal ativado
Pode ser considerada também uma técnica de pré-filtração, mas, nesse
caso, o carvão vegetal ativado tem a capacidade de remover compostos
orgânicos como as cloraminas e o cloro livre, os quais adsorve em sua
superfície. Essa tecnologia é muito importante para, por exemplo,
proteger as membranas da osmose reversa.
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Filtro de carvão ativado.
Deve-se tomar cuidado com a formação de biofilme, que implica na
necessidade de sanitização do carvão ativado com vapor quente ou da
troca do material filtrante.
Ultra�ltração
A ultrafiltração utiliza uma tecnologia de filtração com membranas
especiais que têm a capacidade de reter endotoxinas e moléculas de
acordo com o seu peso molecular e sua estereoquímica. Um dos
sistemas de ultrapurificação de água mais conhecidos do mundo é o
chamado do tipo Milli-Q. Na verdade, uma água conhecida como do tipo
Milli-Q é uma água ultrapurificada (AUP) obtida por essa marca de
sistema que é registrada pelo grupo Merck.
Assim como outros sistemas de purificação que envolvem alta
tecnologia, esse sistema deve ser validado, passar por um pré-
tratamento, ter suas condições operacionais controladas e
procedimentos adequados de limpeza e sanitização.
Essa técnica pode estar associada a outras, mas geralmente é mais
utilizada em laboratórios que envolvem alta tecnologia como biologia
molecular e espectrometria de massas.
Micro�ltração
Assim como a ultrafiltração, esta tecnologia também pode estar
associada a outros sistemas de purificação de água. Trata-se de um
processo que utiliza membranas filtrantes microporosas de poros de
diâmetro de 0,22 µm, e pode ser considerada uma filtração esterilizante
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por causa disso, mas, para tanto, precisa ser validada. Essas
membranas podem estar associadas a um sistema de osmose reversa,
mas também podem ser utilizadas de forma individualizada em
pequenos filtros isolados.
A água na prática laboratorial
O vídeo vai abordar a importância da água como o solvente mais
utilizado na prática laboratorial e explicando os sistemas de filtração de
água pré-filtração, filtração por adsorção por carvão vegetal ativado,
ultrafiltração e microfiltração.
Atividade 1
Reflita e responda: Por que é importante usar água com alto grau de
purificação em laboratórios clínicos, especialmente para análises
sensíveis e preparo de soluções?

A
Para aumentar o custo operacional do laboratório,
garantindo um uso mais eficiente dos recursos
financeiros.
B
A água altamente purificada é usada para facilitar o
processo de limpeza dos equipamentos, não afetando a
qualidade dos experimentos.
C
A presença de minerais e outras impurezas na água
potável pode interferir nas reações químicas e nos
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Parabéns! A alternativa C está correta.
A utilização de água altamente purificada em laboratórios clínicos é
crucial devido à sensibilidade dos testes e experimentos realizados. A
água potável, embora segura para consumo, contém impurezas como
minerais, íons, partículas orgânicas e microrganismos que podem
afetar significativamente os resultados laboratoriais.
Osmose reversa, destilação,
deionização, abrandadores e
radiação UV
Osmose reversa
Atualmente, a osmose reversa vem se tornando a tecnologia de primeira
escolha como sistema de purificação de água devido à sua alta
versatilidade.
Essa tecnologia atende a todo tipo de demanda, existindo equipamentos
para larga escala industrial (1.000 L/hora) e pequenos equipamentos
para a escala laboratorial, com capacidade de cerca de 10 L/hora, por
exemplo.
testes biológicos, comprometendo a precisão e a
confiabilidade dos resultados.
D
O uso de água ultrapura é uma medida de precaução
desnecessária, pois a água potável já está livre de
contaminantes que poderiam afetar experimentos
laboratoriais.
E
A água purificada é recomendada apenas para o
consumo dos técnicos de laboratório, sem relação com
os procedimentos experimentais.
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Equipamento de osmose reversa.
Essa tecnologia se baseia na utilização de membranas semipermeáveis
com propriedades específicas utilizadas para a remoção de íons,
microrganismos e endotoxinas bacterianas.
É um processo altamente eficiente e que remove de 90% a 99% dos
contaminantes. Justamente por isso, diversos fatores podem afetar
significativamente essa tecnologia, tais como o pH, a pressão
diferencial ao longo da membrana, a temperatura, o polímero da
membrana e a construção dos cartuchos de osmose reversa.
Para entendermos melhor como ocorre o processo de osmose reversa,
vamos primeiro recordar o que é um processo de osmose.
Relembrando
A osmose é um processo celular que ocorre naturalmente, ou seja, sem
gasto de energia. Ela consiste na passagem de um solvente através de
uma membrana semipermeável de um meio hipotônico para um meio
hipertônico.
Fica fácil entendermos agora que a osmose reversa seria um processo
contrário ao da osmose, ou seja, a passagem do solvente do meio
hipertônico para o meio hipotônico.
O problema é que isso não aconteceria naturalmente ou sem gasto de
energia. Dessa forma, é necessário pressurizar o sistema para que o
processo de osmose reversa possa acontecer.
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Esquema de osmose reversa.
É importante que se compreenda que o processo de osmose reversa
nada mais é do que um processo de filtração, utilizando as membranas
semipermeáveis como elemento filtrante. Sendo assim, é fundamental
que exista um sistema de pré-tratamento que remova particulados,
agentes oxidantes e contaminantes que favoreçam incrustações como
cálcio e magnésio, a fim de proteger e preservar as membranas. Outro
ponto importante é a sanitização do sistema, evitando a formação de
biofilme e a contaminação microbiana.
O sistema de purificação de água por osmose reversa vem se tornando
tão acessível, de fácil instalação e baixo custo de manutenção que já
existem sistemas de osmose reversa de duplo passo, no qual a água
purifica em uma primeira etapa e alimenta o sistema em uma segunda
etapa, aumentando a capacidade de purificação.
Destilação
Este sistema de purificação de água é certamente o mais antigo do
mundo.
Como já sabemos, a destilação é um processo de separação de líquidos
por meio do vapor. O princípio da destilação consiste em evaporar a
água por aquecimento e, por resfriamento e através de um duto
condensador, liquefazer o vapor d’água novamente.
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Esquema de destilação.
Durante centenas de anos esse foi o principal método de escolha como
sistema de purificação de água e o mais utilizado para a prática
laboratorial, a indústria farmacêutica, as farmácias magistrais, dentre
outras áreas da Saúde.
Um sistema de destilação de água consiste num método de fácil
instalação e reutilizável, com baixo custo de instalação e alta eficiência.
Apesar disso, esta técnica apresenta algumas desvantagens, tais como
os altos custos de consumo de água e eletricidade, a difícil manutenção,
o arraste de contaminantes pelo processo de condensação e o arraste
de impurezas voláteis. Por esses motivos, atualmente a substituição de
destiladores por sistemas de osmose reversa tem se mostrado uma
opção mais eficiente e econômica.
Deionização
A técnica de deionização ou desmineralização é muito utilizada para a
obtenção de água purificada para uso rotineiro no laboratório. Ela
remove apenas sais inorgânicos através de resinas de troca iônica
específicas para cátions e ânions. Nesses casos, as resinas catiônicas
capturam os íons catiônicos, liberando H+, e as resinas aniônicas
capturam os íons aniônicos, liberando OH-. Observe a figura abaixo e
entenda melhor como essa troca acontece.
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Processo de deionização da água.
Apesar de ser uma técnica relativamente simples, rápida e barata, a
deionização não produz uma água de alta pureza e deve ser associada a
outras tecnologias, a fim de melhorar a qualidade da água e atender às
exigências da legislação específica e necessidade de algumas
metodologias empregadas no laboratório. Outro problema é a
necessidade de regeneração das resinas devido à possibilidade de
formação de biofilme. Existem dois tipos de deionizadores no mercado:
o de leito misto (uma única resina mista) e o de leito separado (com
duas resinas, uma catiônica e uma aniônica).
Tratamento com abrandadores (softeners)
Em muitos lugares que utilizam água de poço como fonte primária para
o abastecimento do sistema de purificação, é necessária a utilização de
abrandadores, uma vez que essa água é rica em íons de cálcio, ferro e
magnésio – também conhecida como água “dura”. O tratamento com
abrandadores é muito parecido com a deionização e utiliza também
resinas de troca iônica que capturam os íons metálicos e liberam íons
sódio na água. É importante observar a necessidade de sanitização ou
troca das resinas periodicamente, evitando a formação de biofilme e
contaminação da água.
07/10/24, 23:26 Introdução

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