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Unip – Universidade Paulista 
Biomedicina 
 
 
 
 
 
Aline Fernanda da Silva Viana - RA: 0435235 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
IMUNOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CENTRO 
Maio / 2023 
Introdução: A imunologia é a ciência que estuda as respostas do organismo que fornecem 
imunidade como proteção contra doenças. A imunologia clínica estuda as doenças causadas por 
problemas de desorganização no sistema imunitário. Já os imunologistas clínicos são responsáveis 
pelo diagnostico e discussão de estratégias de tratamento em pessoas com doenças imunológicas. 
Este profissional trabalha com pesquisas especializadas para desenvolver novas terapias ou 
técnicas de diagnóstico com base em dados clínicos. Os imunologistas também têm a função de 
desenvolver vacinas para prevenir doenças em escala mundial (LAB NILSON SANTOS, 2017). 
As doenças causadas por problemas de desorganização no sistema imunitário podem ocorrer 
motivados por falhas, ativação anormal ou crescimento maligno ou cancerígeno dos elementos 
celulares do sistema. Também é responsável pelo estudo de vacinas e outros agentes que alteram 
a reação imune aos micróbios. O sistema imunológico é dividido em duas partes, antígenos e 
anticorpos. Ou seja, é tudo isso que a Imunologia se atenta a estudar e desenvolver pesquisas 
(LAB NILSON SANTOS, 2017). 
É importante ressaltar que o sistema imunológico pode variar de pessoa para pessoa, por isso, 
algumas pessoas parecem nunca ter infecções, enquanto outras parecem estar doentes o tempo 
todo. Com o passar dos anos, as pessoas tornam-se imunes a mais germes, por isso, os adultos e 
adolescentes ficam menos doentes do que uma criança, pois os seus corpos já sabem detectar 
rapidamente alguns vírus e como se “livrar” deles (LAB NILSON SANTOS, 2017). 
Aula 1 
Roteiro 1 
Título: Órgãos linfoides 
 
 
Introdução: O sistema linfoide inclui os órgãos linfoides primários e secundários. Os órgãos 
linfoides primários produzem os componentes celulares do sistema imunológico. Eles são medula 
óssea e o timo. Os órgãos linfoides secundários são os locais onde ocorrem as respostas 
imunológicas. Eles incluem os linfonodos, o baço, as tonsilas, e agregados de linfócitos e células 
apresentadoras de antígenos presentes nos pulmões (tecidos linfoides associados aos brônquios) e 
na mucosa do trato digestório (tecido linfoide associado ao tubo digestivo), incluindo as placas de 
Peyer (UNIFAL, 2023). 
As principais funções dos órgãos linfoides, como componentes do sistema imunológico, é proteger 
o corpo contra patógenos ou antígenos invasores (bactérias, vírus, parasitas). A base deste 
mecanismo de defesa, ou resposta imunológica, é a habilidade de distinguir o próprio (self) do não 
próprio (nonself) ao organismo. Como os patógenos podem penetrar o corpo por qualquer lugar, 
o sistema linfoide é amplamente distribuído. Os dois principais componentes celulares do sistema 
imunológico são os linfócitos e as células acessórias. Os linfócitos incluem dois grupos principais 
de células: os linfócitos B e linfócitos T, que participam de respostas imunológicas diferentes 
(UNIFAL, 2023). 
Todos os linfócitos se originam na medula óssea vermelha, mas os linfócitos T completam a sua 
maturação no timo, enquanto os linfócitos B saem da medula já como células maduras. Por esse 
motivo, a medula óssea e o timo são chamados órgãos linfoides centrais. Levados pelo sangue e 
pela linfa, os linfócitos migram dos órgãos linfáticos centrais para os órgãos linfáticos periféricos, 
onde proliferam e completam a diferenciação. As células acessórias incluem dois tipos celulares 
derivados dos monócitos: os macrófagos e as células dendríticas. Um exemplo de uma célula 
dendrítica é a célula de Langerhans encontrada na epiderme da pele. Um terceiro tipo, a célula 
dendrítica folicular, está presente nos nódulos linfoides dos linfonodos (UNIFAL, 2023). 
Conclusão: Por tanto, em nossa aula nós tivemos que fazer a análise histológica do baço e de um 
linfonodo, onde descrevemos sua organização estrutural, que foram: 
O linfonodo em geral apresenta uma forma de rim e é envolvido externamente por uma cápsula de 
tecido conjuntivo denso não modelado, que por sua vez, envia trabéculas para o seu interior. O 
parênquima apresenta a região cortical, que se localiza abaixo da cápsula, e a região medular, que 
ocupa o centro do órgão e seu hilo. A região cortical apresenta duas regiões: o córtex externo e o 
interno. O córtex externo é constituído pelos seios subcapsulares e peritrabeculares (de difícil 
visualização nesse corte), e por nódulos ou folículos linfóides ricos em linfócitos B. Os seios 
subcapsulares e peritrabeculares são espaços irregulares delimitados de modo incompleto por 
células endoteliais, células reticulares com fibras reticulares e macrófagos, localizados abaixo da 
cápsula e ao longo das trabéculas de tecido conjuntivo derivadas da cápsula que entram no córtex, 
respectivamente. A região cortical profunda ou paracortical não apresenta nódulos linfoides e nela 
predomina os linfócitos T. A região medular é constituída pelos cordões e seios medulares. Os 
seios medulares são espaços revestidos por células endoteliais e os cordões medulares, formados 
principalmente pelos linfócitos B, macrófagos e plasmócitos, circundam os seios medulares. O 
hilo está localizado na concavidade do linfonodo e apresenta artérias, veias e vasos linfáticos. 
O baço não apresenta um córtex e uma medula. Em vez disso, o baço possui dois componentes 
principais com funções distintas: a polpa vermelha e a polpa branca. Externamente é revestido por 
uma cápsula constituída de tecido conjuntivo denso não modelado e células musculares lisas, a 
qual emite trabéculas que dividem o parênquima ou polpa esplênica em compartimentos 
incompletos. A polpa branca está representada pelos nódulos linfóides constituídos de linfócitos 
B, pela artéria central (também chamada arteríola central), encontrada no centro do nódulo linfóide 
e pela bainha periarterial, constituída de linfócitos T, que por sua vez, envolve a artéria central. A 
polpa vermelha contém uma rede interligada de sinusóides esplênicos revestidos por 
células endoteliais alongadas. Cordões esplênicos, também chamados de cordões de Billroth, 
circundam os sinusóides esplênicos. Os cordões esplênicos contêm plasmócitos, macrófagos, e 
hemácias, todos sustentados por um estroma de células reticulares e fibras reticulares. Entre a 
polpa branca e a polpa vermelha existe uma zona mal delimitada, constituída pelos seios marginais 
contendo macrófagos, linfócitos e células dendríticas (apresentadoras de antígenos), embora não 
identificadas nesta lâmina. 
 
 
 
Aula 2 
Roteiro 1 
Título: Técnica de diluição 
 
 
Introdução: O preparo e a diluição de soluções fazem parte da rotina de qualquer laboratório. 
Independente de qual seja o seu experimento ou análise, um dos primeiros passos será realizar a 
preparação de reagentes. A maioria dos laboratórios possuem as soluções armazenadas em uma 
concentração mais alta, seja por conveniência ou para evitar a contaminação. Por isso, fazem as 
diluições de acordo com a demanda e necessidade para determinado experimento. 
Vale destacar que existem muitas maneiras de expressar a concentração de uma solução e por isso 
é tão importante a padronização de medidas. A obtenção de resultados confiáveis exige que se 
conheça os conceitos fundamentais, indispensáveis para qualquer procedimento analítico, sendo 
assim, segue abaixo a descrição de alguns nomes usados (KASVI, 2018): 
• Solução química: é a mistura homogênea formada por dois componentes, o soluto e o solvente. 
• Soluto: é a substância que se dissolve em uma solução. 
• Solvente: é a substância na qual o soluto será dissolvido para formação de um novo produto. 
• Diluição: é a adição de solvente em uma solução, que diminui a concentração do soluto. 
• Concentração: é utilizadapara fazer a relação entre a quantidade de soluto e a quantidade de 
solvente em uma solução. 
• Solução estoque: solução concentrada. Pode ser armazenada e diluída conforme necessário, 
fornecendo soluções de menor concentração. 
 
 
Conclusão: Mais comumente, a concentração de uma solução é expressa em solução percentual, 
molaridade e molalidade. Ao calcular os fatores de diluição, é importante que as unidades de 
volume e concentração permaneçam iguais. 
Por tanto, diluição refere-se ao processo de preparar uma solução de menor concentração a partir 
de concentrações mais altas. Assim, o volume da solução de interesse é combinado com o volume 
de solvente adequado, alcançando a concentração que se deseja, pois o fator de diluição é o número 
total de volumes em que o seu material será dissolvido. 
Para fazer uma diluição, você adiciona uma pequena quantidade de uma solução estoque a uma 
quantidade de solvente. A solução resultante contém a quantidade de soluto originalmente retirada 
da solução estoque, dispersa em um volume maior, onde foram feitos vários experimentos em sala 
para adquirirmos prática com tal procedimento. 
 
 
Aula 2 
Roteiro 2 
Título: Esfregaço sanguíneo, identificação de glóbulos brancos 
 
 
Introdução: O volume de sangue existente no corpo humano é de aproximadamente 7% do peso 
corporal do indivíduo. O plasma corresponde a cerca de 55% do volume total do sangue, e os 45% 
restantes desse volume correspondem aos chamados elementos figurados (a parte “sólida”). Estes 
elementos de funções, tamanho e formatos diferentes são: Glóbulos vermelhos, hemácias ou 
eritrócitos, são os elementos presentes em maior quantidade no sangue, e possuem a função de 
transportar oxigênio pelos diferentes tecidos do corpo humano; Plaquetas, que são fragmentos 
citoplasmáticos das células produzidos na medula óssea, e que participam do processo de 
coagulação sanguínea; E leucócitos ou glóbulos brancos, que são produzidos na medula óssea e 
no tecido linfático, e têm como função principal atuar na defesa do organismo contra agentes 
infecciosos, por meio da produção de anticorpos. Além disso, são divididos em: Granulócitos 
(basófilos, neutrófilos e eosinófilos) e Agranulócitos (linfócitos e monócitos) (HOFFBRAND, 
2013). 
A técnica de laboratório que tem por finalidade a observação em microscópio dos compostos 
sanguíneos e que consiste em uma camada fina de sangue disposta sobre uma lâmina que passa 
por fixação e coloração, é chamada de esfregaço sanguíneo. 
 
Imagem : Lâmina de esfregaço sanguíneo com glóbulos brancos. 
Fonte: Acervo pessoal. 
 
 
Imagem 2: Lâmina de esfregaço sanguíneo com glóbulos brancos. 
Fonte: Acervo pessoal. 
 
Imagem 3 Lâmina de esfregaço sanguíneo com glóbulos brancos. 
Fonte: Acervo pessoal. 
 
 
 
 
Conclusão: A partir desta prática experimental foi possível perceber a importância da técnica de 
esfregaço sanguíneo, de coloração e fixação para a observação detalhada dos componentes do 
sangue. Deve ser seguida dentro do padrão pré-estabelecido, preparando a lâmina com bastante 
precisão para que a qualidade da amostra seja satisfatória no momento da observação. Esta prática 
foi de extrema importância para o conhecimento da equipe, pois foi possível visualizar os diversos 
componentes (elementos figurados) do sangue. 
Na visualização das lâminas prontas, observaram-se plaquetas (fragmentos citoplasmáticos de 
megacariócitos), hemácias (células em maior número no sangue) e leucócitos. Estes últimos são 
classificados em dois diferentes tipos, de acordo com a forma, dimensões do núcleo e funções 
específicas: granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), e agranulócitos (monócitos e 
linfócitos). Em relação à quantidade, os neutrófilos e linfócitos presentes no sangue foram muito 
mais que os monócitos e os eosinófilos. Os basófilos, são os mais raros, uma vez que sua 
concentração no sangue é relacionada com os processos alérgicos. 
 
Aula 2 
Roteiro 3 
Título: Contagem de leucócitos 
 
Introdução: Os leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, são as células 
responsáveis por defender o organismo contra infecções, doenças, alergias e resfriados, sendo parte 
da imunidade de cada pessoa. Essas células são transportadas no sangue para serem utilizadas 
sempre que um vírus, uma bactéria, ou qualquer outro organismo estranho entra no corpo humano, 
eliminando-os e impedindo que provoquem problemas de saúde (TUA SAÚDE, 2017). 
O valor normal dos leucócitos no sangue situa-se entre 4500 a 11000 leucócitos/mm³ de sangue 
nos adultos, no entanto esse valor pode ser alterado devido a algumas situações como infecções 
recentes, estresse ou AIDS, por exemplo. Os leucócitos aumentados, também conhecidos como 
leucocitose, são caracterizados por um valor superior a 11.000/mm³ no exame de sangue (TUA 
SAÚDE, 2017): 
 Possíveis causas: infecção ou doença recente, excesso de estresse, efeito colateral de um 
remédio, alergias, artrite reumatoide, mielofibrose ou leucemia, por exemplo; 
 Quais os sintomas: são raros, mas podem incluir febre acima de 38ºC, tonturas, 
dificuldade para respirar, formigamento nos braços e pernas e perda de apetite; 
Os leucócitos baixos, também chamados de leucopenia, surgem quando existe menos de 
4.500/mm³ leucócitos no exame de sangue (TUA SAÚDE, 2017): 
 Algumas causas: anemia, uso de antibióticos e diuréticos, má nutrição ou sistema imune 
fraco provocado por HIV, leucemia, lúpus ou quimioterapia, por exemplo; 
 Quais são os sintomas: cansaço excessivo, infecções e resfriados recorrentes, febre 
constante, dores de cabeça e dor abdominal; 
É normal apresentar leucócitos na urina, uma vez que são eliminados na urina quando seu tempo 
de vida acaba. Porém, durante infecções urinárias ou em situações de doenças mais graves, como 
câncer, os valores de leucócitos na urina normalmente aumentam muito. Geralmente, os leucócitos 
na urina altos geram sinais e sintomas, como urina com espuma, febre, calafrios ou sangue na 
urina, por exemplo. Nestes casos deve-se consultar o clínico geral ou um nefrologista para 
diagnosticar a causa e iniciar o tratamento adequado (TUA SAÚDE, 2017). 
Conclusão: A contagem de leucócitos totais é utilizada para a avaliação da quantidade de 
leucócitos no sangue periférico de um indivíduo e também para o cálculo da contagem diferencial 
dos leucócitos. O valor normal geralmente varia entre 4.000 e 10.000 leucócitos por microlitro de 
sangue (/μL). Pacientes com valores acima ou abaixo do normal devem ser investigados na 
tentativa de encontrar a causa da alteração. 
Em nossa aula prática, nós colocamos uma amostra de sangue é diluída com líquido de Turk, 
composto por ácido acético (lisa as hemácias) e pode-se utilizar de corante o azul de metileno ou 
violeta de genciana (cora os leucócitos). Após um período de incubação, a diluição é pipetada em 
câmara de Neubauer e a contagem é feita no microscópio. São contados os todos leucócitos 
presentes nos quatro quadrantes laterais da câmara de Neubauer. 
 
 
Aula 3 
Roteiro 1 
Título: Tipagem sanguínea ABO 
 
 
Introdução: O sistema ABO classifica grupos sanguíneos em tipos A, B, AB e O. Esse sistema 
foi descrito em 1900 por Karl Landsteiner, que, inicialmente, descreveu os grupos A, B e O. O 
fenótipo AB foi descrito apenas alguns anos depois, por Alfred Von Decastello. Os grupos 
sanguíneos ABO são determinados por três alelos diferentes de um único gene: IA, IB e i. Esses 
três alelos são os responsáveis por garantir na espécie humana a presença de quatro fenótipos: 
sangue A, sangue B, sangue AB e sangue O (VANESSA SANTOS, 2015). 
 
Esses quatro grupos são caracterizados pela presença ou ausência de aglutinogênios em suas 
hemácias e de aglutininas no plasma sanguíneo (leia mais a seguir). O alelo IA é responsável por 
garantir que o sangue tenha aglutinogênio A, enquanto o alelo IB é responsável pelo aglutinogênio 
B. O alelo i nãoé responsável pela produção de aglutinogênio (VANESSA SANTOS, 2015). 
O sistema ABO é um exemplo clássico de alelos múltiplos (ou polialelia) e de codominância. É 
um caso de alelos múltiplos, pois apresenta três alelos diferentes de um único gene (IA, IB e i). A 
codominância, por sua vez, acontece, pois entre os alelos IA e IB não existe relação de dominância. 
Por isso temos indivíduos IAIB com fenótipo AB, ou seja, com a produção dos dois tipos de 
aglutinogênio, A e B. Vale destacar que, apesar de haver codominância entre IA e IB, existe 
dominância em relação ao alelo i (VANESSA SANTOS, 2015). 
 
 
Conclusão: No sistema ABO observa-se quatro tipos de sangue distintos: A, B, AB e O. Eles se 
caracterizam pela presença ou ausência de aglutinogênios e de aglutininas no plasma. Os 
aglutinogênios são substâncias encontradas na membrana plasmática das hemácias, enquanto as 
aglutininas são anticorpos presentes no plasma sanguíneo que atuam contra determinados 
aglutinogênios. 
Existem dois tipos de aglutinogênios, o A e o B. O aglutinogênio A está presente no sangue A, 
enquanto o B está no sangue tipo B. As pessoas com sangue AB possuem ambos os aglutinogênios: 
A e B. Já as pessoas de sangue tipo O não possuem aglutinogênios em suas hemácias. 
 
 
Aula 4 
Roteiro 1 
Título: Ensaio imunoenzimático - Elisa indireto 
 
 
Introdução: O ELISA é um método no qual a reação antígeno-anticorpo é monitorada por medida 
da atividade enzimática. Desempenha um papel muito importante no laboratório clínico, pois, além 
da elevada sensibilidade comparável à do radioimunoensaio, apresenta as vantagens de utilizar 
reagentes estáveis, estar livre das exigências de trabalhar com radioisótopos e poder ser adaptado 
tanto a testes simples como a automação sofisticada. O ensaio pode ser empregado com uma 
variedade de sistemas de detecção, que vão de leituras visuais a fotométricas, com substratos 
coloridos, fluorescentes ou luminescentes, fato que tem contribuído para a multiplicação de seus 
métodos e aplicações nos últimos anos. Para ser utilizada em imunoensaio, a enzima deve 
preencher alguns requisitos como ser estável, facilmente obtida em forma purificada e ser 
facilmente conjugada a vários antígenos e anticorpos sem perda de sua atividade. Entre as enzimas, 
a mais empregada é a peroxidase, que além desses requisitos, pode ser conjugada por vários 
processos e ser revelada por várias substâncias cromogênicas (UFF, 2017). 
O princípio básico da reação de ELISA é a imobilização de um dos reagentes em uma fase sólida, 
enquanto outro reagente pode ser ligado a uma enzima, com preservação tanto da atividade 
enzimática como da imunológica do anticorpo. A fase sólida pode ser constituída por partículas de 
agarose, poliacrilamida, dextran, poliestireno, etc. Placas plásticas são as mais difundidas, por 
permitirem a realização de múltiplos ensaios e automação. Após cada etapa, como sensibilização, 
incubação com a amostra e com o conjugado, as cavidades das placas são lavadas para a remoção 
do material não ligado à fase sólida (UFF,2017). 
 
 
Conclusão: O ensaio imunoenzimático é utilizado para detectar a presença de uma molécula 
ligante em amostra líquida usando anticorpos específicos ligados a uma fase sólida. Em sua forma 
mais simples, os antígenos são ligados numa superfície sólida neutra. Em seguida, aplica-se a 
amostra a ser testada (soro, plasma, urina, etc.). Os anticorpos específicos presentes nessa amostra 
se ligam aos antígenos presos na fase sólida, sendo que qualquer anticorpo não-específico é 
removido por lavagem com tampão. Na etapa seguinte, um segundo anticorpo, específico para se 
ligar ao anticorpo da amostra e marcado com enzima ("conjugado"), é adicionado. Por fim, 
adiciona-se um substrato que seja específico para a ação da enzima do segundo anticorpo. A ação 
da mesma produz então uma cor que pode ser medida em espectrofotômetro, e sua intensidade é 
diretamente proporcional à quantidade de anticorpo específico presente na amostra. 
A aplicação do ELISA pode variar desde como uma ferramenta de diagnóstico em áreas de 
medicina e biotecnologia, bem como controle de qualidade em meio ambiente e produtos 
industriais. Já existem no mercado kits prontos contendo os reagentes necessários à reação, no 
entanto, sua execução ainda requer treinamento prévio ou técnico capacitado, além dos insumos e 
aparelhagem laboratorial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências: 
 
 
 
HOFFBRAND. Manual de Hematologia. Disponível em: 
file:///C:/Users/Windows10/Downloads/Fundamentos%20de%20hematologia%20de%20Hoffbrand%207.%20ed.% 
20-%20www.meulivro.biz.pdf. Acessado em: 10/05/2023. 
 
KASVI. Preparo de soluções em laboratório. Disponível em: https://kasvi.com.br/preparo-de-solucoes- 
laboratorio-concentracao-fator-diluicao- 
seriada/#:~:text=Para%20fazer%20uma%20dilui%C3%A7%C3%A3o%2C%20voc%C3%AA,dispersa%20em%20u 
m%20volume%20maior.. Acessado em: 10/05/2023. 
 
LAB NILSON SANTOS. O que é imunologia clínica. Disponível em: http://www.labnilsonsantos.com.br/blog/o- 
que-e-imunologia-clinica/. Acessado em: 10/05/2023. 
 
 
TUA SAÚDE. Leucócitos: o que são e porque estão altos ou baixos? Disponível em: 
https://www.tuasaude.com/leucocitos/. Acessado em: 10/05/2023. 
 
 
UFF. ELISA. Disponível em: http://ole.uff.br/wp-content/uploads/sites/236/2017/12/apostila_elisa.pdf. Acessado 
em: 11/05/2023. 
 
 
UNICAMP. Ensaio imunoenzimatico (ELISA). Disponível em: 
https://www.fcm.unicamp.br/pesquisa/servicos/ensaio-imunoenzimatico- 
elisa#:~:text=O%20ensaio%20imunoenzim%C3%A1tico%20%C3%A9%20utilizado,ligados%20numa%20superf% 
C3%ADcie%20s%C3%B3lida%20neutra. Acessado em: 11/05/2023. 
 
 
UNIFAL. Sistema linfoide. Disponível em: https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/sistema-linfoide/. 
Acessado em: 11/05/2

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