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RESUMO INDICATIVO: DA SILVA, Cristiane Vasconcelos (autora) MORAES, Danielza Rabelo (autora) RIBEIRO, Elton Daniel Santos (autor) SANTOS, Herbert Klaus Costa (autor) LIMA, Idália de Jesus Silva (autor) MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela H. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p. 13-25. O capítulo 1 do livro Produção textual na universidade inicia-se com um questionamento concernente a razão pela qual produzir textos acadêmicos. As autoras respondem mencionando um ditado conhecido no ambiente universitário de produção cientifica: “Publique ou pereça”. Nesse capítulo, “Publique ou pereça”, Motta-Roth e Hendges exploram questões centrais para a redação de gêneros acadêmicos: a preparação para a produção textual e o processo de produção textual. Atentando para a importância de alguns fatores que podem auxiliar a delinear o formato e o conteúdo do texto na fase de preparação da escrita, podendo contribuir durante o processo de escrita, podendo também ajudar na fase de revisão e edição de um texto. Com relação a “Redação acadêmica”, as autoras discutiram sobre os fatores que foram sistematizados com embasamento no trabalho de Swales e Feak sobre redação acadêmica para alunos de pós-graduação. Elas coordenaram os fatores na seguinte ordem: pelo tópico; pela audiência; pelas estratégias de apresentação; pela organização; pelo estilo; pelo desenvolvimento da informação e finalizaram com a apresentação final do texto. As autoras relatam que para definir o tópico de um texto, a leitura é fundamental, pois o hábito da leitura alimenta a escrita. Para definir audiência mencionam a necessidade de explicitar os objetivos, porque a redação acadêmica indaga uma imagem do público-alvo. Levando em consideração que há várias estratégicas para demonstrar seu ponto de vista e dar fidedignidade a descrição de sua pesquisa. Destacam ainda no texto que essas estratégicas ajudam para direcionar a atenção do leitor para determinados aspectos das pesquisas mencionado no texto, ajudando-o a organizar a informação e resgatar o ponto de vista do autor. Além disso, elas afirmam que uma estrutura textual nítida facilita a leitura de informações, uma vez que o leitor pode antecipar padrões de organização textual usualmente encontrados em textos do mesmo gênero. Motta-Roth e Hendges relatam que o estilo assumido em um texto pode ser analisado com o “tom” com que o tópico foi abordado e com a audiência que há em mente quando o autor começa a escrever. As palavras utilizadas de maneira eficiente com o papel de conectores, garantem os elos entre as ideias, proporcionando ao leitor acompanhar o desenvolvimento do texto. A recomendação é não hesitar em reestruturar as ideias e reorganizar o texto, mesmo o escritor considerando sua obra finalizada, pois a palavra-chave para uma boa qualidade de qualquer texto é “revisão” a cada narração do texto, especificamente, na compreensão final. Ainda conforme Motta-Roth e Hendges, o redigir, no contexto da universidade, é construir textos acadêmicos com objetivos próprios. Sendo que cada gênero produzido poderá ser reconhecido pela forma peculiar com que foi produzido, pelo menos, em relação ao tema e objetivo do texto; ao público-alvo; a natureza e organização das informações que são incluídas no texto. Motta-Roth e Hendges nomeiam, que há três gêneros centrais no meio acadêmico: o artigo, o abstract e a resenha. O artigo é publicado em periódicos universitários de distintos ramos acadêmicos, comumente difundido com intuito de divulgar, discutir ou apresentar dados e informações concernentes a um projeto de pesquisa. O abstract é um resumo do artigo, servindo para garantir ao leitor uma ideia do que ele vai encontrar ao ler o texto inteiro. Quanto a resenha, as autoras deixam evidente que detêm objetivos diferentes do artigo, afirmando que a resenha é um texto que resume e faz uma avaliação de um livro. Portanto, com uma linguagem técnica e clara, Motta-Roth e Hendges justificam a importância e, principalmente, a necessidade da produção textual de forma científica no âmbito acadêmico. Levando em consideração que a aferição na produção intelectual na universidade é realizada por meio das publicações, ou seja, “publique ou pereça”.